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Conheça os Candidatos a Prefeito do Rio

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Conheça os candidatos que concorrem ao cargo de Prefeito do Rio de Janeiro nas eleições municipais de 2016, no dia 2 de outubro, com segundo turno agendado para o dia 30. Aqui, estão apresentados na ordem do mais para o menos popular, de acordo com a pesquisa do Datafolha de 22 de setembro:

Marcelo Crivella, PRB (Partido Republicano Brasileiro)

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Marcelo Crivella representou o Estado do Rio de Janeiro como senador da República entre 2003 e 2010, e é bispo evangélico. Ele se pronuncia a favor de uma série de programas sociais e de moradia. Tem sido criticado por sua relação com a Igreja Universal do Reino de Deus, que foi acusada de propaganda ilegal com fins eleitoreiros em seu apoio, ao mesmo tempo em que o próprio Crivella vem sendo investigado por enviar dinheiro a paraísos fiscais através da Igreja Universal. De acordo com o Datafolha, o candidato está liderando a disputa, com 31% das intenções de voto.

Marcelo Freixo, PSOL (Partido Socialismo e Liberdade)

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Marcelo Freixo iniciou sua carreira como professor de história e defensor dos direitos humanos antes de ser eleito como deputado estadual, em 2006. Hoje, em seu terceiro mandato, é o atual presidente da Comissão de Direitos Humanos e Cidadania da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). Nas eleições de 2014, Freixo foi eleito como o deputado estadual mais votado do país. É mais conhecido por ter liderado a bem-sucedida Comissão Parlamentar de Inquérito das Milícias do Rio em 2008 e, como resultado, inspirou o herói defensor dos direitos humanos do filme Tropa de Elite 2. Com uma massiva campanha financiada por pequenas doações, popular entre os jovens do Rio, apoiado por personalidades culturais como Chico Buarque e Caetano Veloso e altamente crítico aos investimentos Olímpicos na cidade, ele recebeu 28% dos votos para prefeito em 2012 e ficou em segundo lugar, atrás de Eduardo Paes. Freixo aderiu à plataforma da sociedade civil #Rio2017.

Jandira Feghali, PCdoB (Partido Comunista do Brasil)

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Jandira Feghali é médica e está engajada na política desde que se uniu ao partido comunista em 1981. Nesta época o partido estava na clandestinidade, pois o Brasil estava sob a ditadura militar. Jandira é notável por promover os direitos das mulheres nas últimas décadas, e foi essencial para criar mecanismos legais para a proteção da mulher contra a violência doméstica. Ficou em quarto lugar nas eleições municipais de 2008, com 9% dos votos, e foi nomeada secretária Municipal de Cultura.

Pedro Paulo Carvalho Teixeira, PMDB (Partido do Movimento Democrático Brasileiro)

teixeiraPedro Paulo é conhecido como o atual sucessor, escolhido a dedo, do Prefeito Eduardo Paes. Recentemente, atuou como secretário executivo de Coordenação de Governo com o PMDB e, anteriormente, foi eleito deputado estadual e outras duas vezes deputado federal pelo Estado do Rio de Janeiro. Ele é estreitamente associado com a área da Barra da Tijuca e ficou famoso por ter agredido sua esposa, o que confessou publicamente após ela tê-lo denunciado em 2008 e 2010. Contudo, hoje em dia ele nega o fato.

Flávio Bolsonaro, PSC (Partido Social Cristão)

bolsonaro Flávio Bolsonaro é deputado estadual do Rio desde 2003 e filho do deputado federal ultra-conservador Jair Bolsonaro. Ele e seu pai são associados a comentários homofóbicos e ao apoio à ditadura militar, incluindo a homenagem ao torturador da presidente impedida Dilma Rousseff durante a votação pelo impeachment. Ademais, apareceu em fotos ao lado de um coronel acusado de pedofilia. Seu slogan de campanha é “O Rio precisa de força para mudar”.

Índio da Costa, PSD (Partido Social Democrático)

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Índio da Costa é advogado e figura política no Rio desde o início da década de 90. Serviu na câmara municipal três vezes e atuou mais recentemente como secretário municipal de Administração do Rio de Janeiro. Quando José Serra (PSDB) concorreu a presidente do Brasil em 2010, selecionou Índio da Costa como seu vice.

Carlos Osório, PSDB (Partido da Social Democracia Brasileira)

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Carlos Osório, empresário, foi Secretário de Transportes de Eduardo Paes entre 2012 e 2014, ano em que foi eleito deputado estadual do Rio de Janeiro pelo PMDB. Deixou o partido em fevereiro de 2016 para concorrer ao cargo de prefeito como candidato do PSDB. Ele aderiu à plataforma da sociedade civil #Rio2017.

Alessandro Molon, REDE (Rede Sustentabilidade)

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Alessandro Molon, professor e radialista, iniciou sua carreira política em 2002 pelo PT como deputado estadual do Rio por 2 mandatos, no segundo mandato também atuou como presidente da Comissão de Defesa dos Direitos Humanos e Cidadania do Rio de Janeiro. Em 2010, foi eleito deputado federal e foi o relator e principal articulador da notável iniciativa do Marco Civil da Internet, que defende o princípio da neutralidade da rede e protege a liberdade e a privacidade de seus usuários. Ele saiu do PT em setembro de 2015, porque sentiu que era “muito difícil promover as mudanças necessárias no partido”. Molon aderiu à plataforma da sociedade civil #Rio2017.

Cyro Garcia, PSTU (Partido Socialista dos Trabalhadores Unificados)

Cyro Garcia, ex-bancário e militante socialista, ajudou a fundar o Partido dos Trabalhadores (PT) e a Central Única dos Trabalhadores (CUT) na década de 80. É membro do PSTU desde sua fundação em 1994, afirma que quer “transformar o Rio para os trabalhadores” e diz que o PT “fez um grande desserviço à esquerda”. Esta é a quarta vez que Cyro Garcia se candidata a prefeito, tendo recebido 0,39% dos votos em 2012 (o que significa 12.596 votos no total).

Carmen Migueles, NOVO (Partido Novo)

Carmem Migueles é professora de sociologia no curso de administração pública da Fundação Getúlio Vargas. Ela lecionou em programas de desenvolvimento de gestores públicos e diz que está concorrendo porque “há muita gente competente tentando fazer um bom trabalho, mas sem suporte para avançar”. Carmem Migueles acredita que “é importante ter cidadãos comuns assumindo um papel mais relevante na política”.

Thelma Bastos, PCO (Partido da Causa Operária)

Thelma Bastos é professora. De acordo com pesquisas do Datafolha, ela é a candidata menos popular e ainda tem que atrair o suporte de eleitores.

O primeiro turno das eleições para decidir quem será o próximo prefeito do Rio de Janeiro será no dia 2 de outubro de 2016. A lista de candidatos e uma ferramenta de comparação entre os programas dos políticos está disponível no site prefeito2016.com.