{"id":10231,"date":"2014-02-24T10:08:23","date_gmt":"2014-02-24T13:08:23","guid":{"rendered":"http:\/\/rioonwatch.org.br\/?p=10231"},"modified":"2015-12-24T00:48:21","modified_gmt":"2015-12-24T03:48:21","slug":"historia-da-policia-militar-do-rio-de-janeiro-parte-i-primordios-do-seculo-xix-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/rioonwatch.org.br\/?p=10231","title":{"rendered":"Hist\u00f3ria da Pol\u00edcia Militar do Rio de Janeiro Parte I: Prim\u00f3rdios do S\u00e9culo XIX"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right;\"><em><strong><a href=\"http:\/\/bit.ly\/1uRfBVf\" \ntarget=\"_blank\">Click Here for English<img decoding=\"async\" width=\"20\" height=\"20\" class=\"alignright wp-image-15790\" src=\"http:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2012\/08\/EN-standard-e1439583104716.jpg\" alt=\"\" \/><\/a><\/strong><\/em><\/p>\n<p><em><em>Essa \u00e9 a <strong>primeira\u00a0parte<\/strong>\u00a0de uma\u00a0<a href=\"http:\/\/bit.ly\/1jjhixT\" target=\"_blank\">s\u00e9rie de quarto artigos sobre a hist\u00f3ria da Pol\u00edcia Militar do Rio de Janeiro<\/a>. Clique para\u00a0<strong><em><strong><a href=\"http:\/\/bit.ly\/1i10YF1\" target=\"_blank\">Parte II<\/a>,<\/strong><\/em><\/strong><strong>\u00a0<a href=\"http:\/\/bit.ly\/1oB3uaX\" target=\"_blank\">Parte III<\/a>, <\/strong>e <strong><a href=\"http:\/\/bit.ly\/1qvWRb2\" target=\"_blank\">Parte IV<\/a><\/strong>.<\/em><br \/>\n<\/em><\/p>\n<p>Para que possamos entender a ess\u00eancia das atuais for\u00e7as policiais do Brasil, \u00e9 preciso rever as suas origens e o contexto em que elas originalmente surgiram. Em 1808, amea\u00e7ada pela iminente invas\u00e3o de Napole\u00e3o Bonaparte, a fam\u00edlia real portuguesa decidiu se mudar para o Rio de Janeiro, trazendo consigo sua Corte com cerca de 15.000 pessoas. A lei no Rio de Janeiro era at\u00e9 ent\u00e3o mantida por guardas ou vigias n\u00e3o armados, que eram escolhidos pela prefeitura e pelos quadrilheiros ou \u201cagentes policiais do bairro\u201d apontados por ju\u00edzes locais. No entanto, a chegada de uma monarquia logo exigiu uma for\u00e7a policial mais organizada.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/rioonwatch.org.br\/?attachment_id=13508\" rel=\"attachment wp-att-13508\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-13508 alignright\" title=\"Rio de Janeiro no S\u00e9culo XIX\" src=\"http:\/\/rioonwatch.org\/wp-content\/uploads\/2014\/02\/rio-de-janeiro-sec-XIX.jpg\" alt=\"\" width=\"360\" height=\"254\" \/><\/a><\/p>\n<p>Nessa \u00e9poca, mais da metade da popula\u00e7\u00e3o do Rio era escravizada e a economia local era inteiramente dependente deles. Havia, por\u00e9m, grande receio de uma poss\u00edvel revolta, pois a virada do s\u00e9culo XIX tinha vivido\u00a0<a href=\"http:\/\/bit.ly\/1kaIgKY\" target=\"_blank\">a primeira revolu\u00e7\u00e3o escrava&#8211;e a \u00fanica bem-sucedida&#8211;no Haiti<\/a>. O Pr\u00edncipe Regente Dom Jo\u00e3o n\u00e3o estava preparado para tomar riscos ligados a um movimento desse porte, estabelecendo, assim, a Divis\u00e3o Militar da Guarda Real de Pol\u00edcia em 1809. A Divis\u00e3o tinha sua estrutura parecida \u00e0 do ex\u00e9rcito e sua fun\u00e7\u00e3o era a de garantir a ordem p\u00fablica.<\/p>\n<p>No entanto, garantir a ordem p\u00fablica era uma denomina\u00e7\u00e3o muito vaga, e, na pr\u00e1tica, o mandato da Guarda era de subjuga\u00e7\u00e3o e repress\u00e3o, pondo fim a qualquer tentativa de revolta e protegendo a elite dominante do Rio. Quase toda a\u00e7\u00e3o policial entre 1810 e 1821 estava relacionada aos escravos, sendo a maioria por delitos de ordem p\u00fablica. Juntamente aos escravos, cidad\u00e3os negros e mulatos tamb\u00e9m eram alvos prov\u00e1veis de sofrer nas m\u00e3os de uma for\u00e7a liderada pelo famoso Miguel Nunes Vidigal. Viol\u00eancia arbitr\u00e1ria era comum, e muitos eram punidos com espancamentos p\u00fablicos. Vidigal supervisionava chicoteamentos que vieram a ser conhecidos como &#8220;ceias de camar\u00e3o&#8221;, ao que deixavam as v\u00edtimas com uma pele t\u00e3o rosa que esta remetia o animal. A aplica\u00e7\u00e3o de leis tamb\u00e9m foi altamente seletiva: milhares de pessoas foram presas por praticarem <a href=\"http:\/\/bit.ly\/1fCNKhk\" target=\"_blank\">capoeira<\/a>, que s\u00f3 foi oficialmente proibida em 1890, enquanto que o com\u00e9rcio transatl\u00e2ntico de escravos&#8211;que teoricamente tinha sido ilegalizado em 1831&#8211;continuava a florescer.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/rioonwatch.org.br\/?attachment_id=13516\" rel=\"attachment wp-att-13516\"><img decoding=\"async\" class=\"alignright size-full wp-image-13516\" title=\"A pr\u00e1tica de capoeira era ilegal e punida severamente\" src=\"http:\/\/rioonwatch.org\/wp-content\/uploads\/2014\/02\/capoeira-sec-XIX.jpg\" alt=\"\" width=\"360\" height=\"262\" \/><\/a><\/p>\n<p>O tema da capoeira pode ser usado para destacar como a pol\u00edcia reprimiu a cultura negra e africana durante todo o s\u00e9culo XIX e no s\u00e9culo XX, restringindo costumes e quest\u00f5es de comportamento criando uma mentalidade de \u201cn\u00f3s e eles\u201d. Quando os portugueses chegaram ao Brasil e descobriram a capoeira, que naquela \u00e9poca era praticada de forma muito mais violenta do que hoje, eles a condenaram como uma arte perigosa e come\u00e7aram a impor puni\u00e7\u00f5es cada vez mais severas aqueles que a praticavam. No come\u00e7o, praticantes da capoeira que fossem flagrados eram enviados \u00e0 pris\u00e3o, mas em 1817 um decreto oficial ordenou que estes fossem submetidos a 300 chicotadas se pegos. A partir de 1824, qualquer pessoa associada \u00e0 capoeira seria condenada a tr\u00eas meses de trabalho for\u00e7ado, al\u00e9m das chicotadas. Quando o Brasil entrou em guerra com o Paraguai em 1864, a pol\u00edcia usou a proibi\u00e7\u00e3o da capoeira como uma ferramenta de recrutamento, punindo seus praticantes com servi\u00e7o militar for\u00e7ado. O resultado desta estrat\u00e9gia de policiamento foi de criar uma demarca\u00e7\u00e3o entre \u201cos com&#8221; e \u201cos sem\u201d, e \u00e9 importante notar que essa no\u00e7\u00e3o continuou a ser passada ao longo da hist\u00f3ria da pol\u00edcia brasileira. Ao inv\u00e9s de dar a todos os cidad\u00e3os a igualdade perante a lei, a cria\u00e7\u00e3o de uma for\u00e7a policial s\u00f3 serviu para consolidar as hierarquias sociais ent\u00e3o existentes.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/rioonwatch.org.br\/?attachment_id=13513\" rel=\"attachment wp-att-13513\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright size-full wp-image-13513\" title=\"Um policial militar do s\u00e9culo 19\" src=\"http:\/\/rioonwatch.org\/wp-content\/uploads\/2014\/02\/guarda-real-.jpg\" alt=\"\" width=\"208\" height=\"300\" \/><\/a><\/p>\n<p>Desde a chegada dos portugueses ao Rio de Janeiro, os sistemas penais e policiais s\u00e3o utilizados como instrumentos para controlar as classes mais baixas. Apesar do fen\u00f4meno da favela n\u00e3o ter de fato aparecido at\u00e9 o s\u00e9culo XIX e in\u00edcio do s\u00e9culo XX, a &#8220;criminaliza\u00e7\u00e3o da pobreza&#8221; j\u00e1 ocorria muito antes desta data. Durante o s\u00e9culo XIX, uma lista extensa de infra\u00e7\u00f5es menores foi concebida, categorizando tais infra\u00e7\u00f5es como &#8220;desordem&#8221; pela lei e as punindo com pris\u00e3o. Estas infra\u00e7\u00f5es inclu\u00edam desrespeito ao toque de recolher, jogos de azar, consumo de \u00e1lcool e mendic\u00e2ncia. Atos que poderiam ser multados inclu\u00edam gritos altos e o uso de palavr\u00f5es e gestos indecentes. O Brasil foi o \u00faltimo pa\u00eds da Am\u00e9rica Latina a abolir a escravid\u00e3o, com quatro vezes o n\u00famero de escravos dos Estados Unidos. Logo, talvez n\u00e3o seja t\u00e3o surpreendente que os pobres no Brasil tem sentido os efeitos da discrimina\u00e7\u00e3o por muito mais tempo, e muito mais fortemente do que alguns de seus vizinhos. Mesmo que a escravid\u00e3o tenha sido finalmente abolida em 1888, o papel da pol\u00edcia mudou pouco. Ela n\u00e3o teria mais a responsabilidade de controlar escravos, mas teria que continuar contendo as &#8220;classes perigosas&#8221;, e ela o fez ao reprimir os costumes dessas parcelas da sociedade. Logo em seguida o C\u00f3digo Penal de 1890 introduziu leis que continuariam a prejudicar essas classes mais baixas, leis que puniam de forma especialmente brutal atos de vadiagem, prostitui\u00e7\u00e3o e embriaguez.<\/p>\n<p>Ao longo dos anos, e especialmente no \u00faltimo quarto do s\u00e9culo, este foco da pol\u00edcia em punir crimes menores levou a um enorme crescimento da popula\u00e7\u00e3o carcer\u00e1ria no pa\u00eds. O Brasil adotou uma pol\u00edtica de toler\u00e2ncia zero que espelha a tend\u00eancia <a href=\"http:\/\/bit.ly\/1ljrcG3\" target=\"_blank\">estadunidense<\/a>, o que deixa muitas pessoas desfavorecidas presas no ciclo vicioso do crime: uma vez que uma pessoa \u00e9 presa, suas chances de conseguir emprego na economia formal s\u00e3o m\u00ednimas, o que a leva a se envolver em atividades informais, ilegais e criminosas para poder ganhar dinheiro. Em 1990, as pris\u00f5es brasileiras mantinham cerca de 90.000 prisioneiros; em 2010, esse n\u00famero cresceu para cerca de 550 mil pessoas, um crescimento dram\u00e1tico de quase 600% que classifica o Brasil\u00a0como o 4\u00ba pa\u00eds com o maior n\u00famero de encarcerados do mundo.<\/p>\n<p>Desses presos, a grande maioria \u00e9 pobre e n\u00e3o possui instru\u00e7\u00e3o: 5,5% s\u00e3o analfabetos, 13% cursou apenas o ensino prim\u00e1rio e 46% t\u00eam o ensino m\u00e9dio incompleto. Metade das pessoas em pris\u00f5es ainda n\u00e3o foi julgada ou ainda aguardam decretos finais, enquanto a maior parte da outra metade foi condenada por crimes de roubo ou de drogas de car\u00e1ter n\u00e3o-violento. Para contextualizar esses dados, \u00e9 preciso reconhecer que o Brasil tem um hist\u00f3rico hediondo de corrup\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, mas isso tende a ser ignorado pelo sistema judici\u00e1rio e pela sociedade, tanto \u00e9 que a frase &#8220;rouba, mas faz\u201d associou-se a v\u00e1rios pol\u00edticos. <a href=\"http:\/\/bit.ly\/1fnDEfE\" target=\"_blank\">At\u00e9 muito recentemente<\/a>, a impunidade era quase garantida para aqueles que tinham os meios de assegur\u00e1-la.<\/p>\n<p>As classes desfavorecidas t\u00eam sido marginalizadas tanto pela pol\u00edcia quanto pelo sistema judici\u00e1rio, muitas vezes para dissimular as pr\u00f3prias falhas do governo: ao tratar dos pobres como \u201cuma classe perigosa\u201d, eles est\u00e3o essencialmente culpando essas comunidades pelos problemas do pa\u00eds, desviando a aten\u00e7\u00e3o da corrup\u00e7\u00e3o e da sua incapacidade de fornecer moradia adequada e servi\u00e7os sociais b\u00e1sicos para uma grande parte da popula\u00e7\u00e3o. O culminar deste processo foi \u00e0 favela ser considerada o espa\u00e7o \u201cdo inimigo&#8221; a partir do in\u00edcio dos anos 1990.<\/p>\n<p><em><em>Essa \u00e9 a\u00a0<strong>primeira\u00a0parte<\/strong>\u00a0de uma\u00a0<a href=\"http:\/\/bit.ly\/1jjhixT\" target=\"_blank\">s\u00e9rie de quarto artigos sobre a hist\u00f3ria da Pol\u00edcia Militar do Rio de Janeiro<\/a>. Clique para\u00a0<strong><em><strong><a href=\"http:\/\/bit.ly\/1i10YF1\" target=\"_blank\">Parte II<\/a>,<\/strong><\/em><\/strong><strong>\u00a0<a href=\"http:\/\/bit.ly\/1oB3uaX\" target=\"_blank\">Parte III<\/a>,\u00a0<\/strong>e\u00a0<strong><a href=\"http:\/\/bit.ly\/1qvWRb2\" target=\"_blank\">Parte IV<\/a><\/strong>.<\/em><\/em><\/p>\n<p><em>Patrick Ashcroft \u00e9 um pesquisador que atualmente se encontra no Rio de Janeiro. Sua tese sobre as Unidades de Pol\u00edcia Pacificadora do Rio (UPPs) foi conclu\u00edda como parte de seu mestrado em Hist\u00f3ria Contempor\u00e2nea pela Universidade de Santiago de Compostela, na Espanha.<\/em><\/p>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<div class=\"mh-excerpt\"><p>Click Here for English Essa \u00e9 a primeira\u00a0parte\u00a0de uma\u00a0s\u00e9rie de quarto artigos sobre a hist\u00f3ria da Pol\u00edcia Militar do Rio de Janeiro. Clique para\u00a0Parte II,\u00a0Parte III, e Parte IV. 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