{"id":11428,"date":"2014-05-12T10:39:59","date_gmt":"2014-05-12T13:39:59","guid":{"rendered":"http:\/\/rioonwatch.org.br\/?p=11428"},"modified":"2024-06-20T16:29:53","modified_gmt":"2024-06-20T19:29:53","slug":"a-historia-da-policia-militar-do-rio-de-janeiro-parte-iv-unidades-de-policia-pacificadora","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/rioonwatch.org.br\/?p=11428","title":{"rendered":"A Hist\u00f3ria da Pol\u00edcia Militar do Rio de Janeiro Parte IV: Unidades de Pol\u00edcia Pacificadora"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right;\"><em><strong><a href=\"http:\/\/bit.ly\/1pPLsll\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Click Here for English<img decoding=\"async\" width=\"20\" height=\"20\" class=\"alignright wp-image-15790\" src=\"http:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2012\/08\/EN-standard-e1439583104716.jpg\" alt=\"\" \/><\/a><\/strong><\/em><\/p>\n<p><em>Essa \u00e9 a quarta<strong>\u00a0parte<\/strong>\u00a0de uma <a href=\"http:\/\/bit.ly\/1jjhixT\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">s\u00e9rie de quarto artigos sobre a hist\u00f3ria da Pol\u00edcia Militar do Rio de Janeiro<\/a>. Clique para\u00a0<strong><a href=\"http:\/\/bit.ly\/1bLEXdB\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Parte I<\/a>,\u00a0<em><strong><a href=\"http:\/\/bit.ly\/1i10YF1\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Parte II<\/a><\/strong><\/em>\u00a0<\/strong>e<strong>\u00a0<a href=\"http:\/\/bit.ly\/1oB3uaX\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Parte III<\/a>.<\/strong><\/em><\/p>\n<p>Parecia que, entre a inaugura\u00e7\u00e3o das\u00a0<a href=\"http:\/\/bit.ly\/R5ueio\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">UPPs<\/a> em 2008 e 2013, todos estavam prendendo a respira\u00e7\u00e3o. Policiais, mesmo em grande parte n\u00e3o se identificando com seu novo papel, para o qual tinha sido insuficientemente <a href=\"http:\/\/bit.ly\/1khmMug\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">treinados<\/a>, em geral, desempenharam as suas\u00a0fun\u00e7\u00f5es de forma profissional, e houve apenas alguns casos (relatados) de corrup\u00e7\u00e3o ou de viol\u00eancia da pol\u00edcia UPP nas favelas. Por sua parte, os moradores das favelas atingidas, embora r\u00e1pidos em apontar as falhas no programa, reagiram com uma aceita\u00e7\u00e3o cautelosa. Os meios de comunica\u00e7\u00e3o nacionais elogiavam a queda nas taxas de homic\u00eddio e a m\u00eddia internacional aclamava o programa como pioneiro.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/rioonwatch.org\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/UPP-RJ-4.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignright wp-image-9087 size-medium\" src=\"http:\/\/rioonwatch.org\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/UPP-RJ-4-300x191.jpg\" alt=\"Policiais da UPP em patrulha\" width=\"300\" height=\"191\" \/><\/a><\/p>\n<p>\u00c9 importante que fique claro que, apesar de todas as cr\u00edticas recentes, existem aspectos positivos na atua\u00e7\u00e3o das UPPs, particularmente nas favelas menores, onde o policiamento comunit\u00e1rio \u00e9, por natureza, mais propenso a ser bem sucedido. A mudan\u00e7a mais \u00f3bvia foi a redu\u00e7\u00e3o da taxa de viol\u00eancia letal dentro das favelas. Desde 2005, a taxa de homic\u00eddios na cidade, a qual tem grande porcentagem de casos ocorridos em bairros de baixa-renda, reduziu por quase metade (de 42 por 100.000 a 24), e, significativamente, assassinatos cometidos por policiais no Estado diminu\u00edram de um recorde de 1.330 em 2007 para 415 em 2012. Embora esta redu\u00e7\u00e3o n\u00e3o possa ser atribu\u00edda somente \u00e0s UPPs, elas t\u00eam sido um grande fator. Des-normalizar a propens\u00e3o para a viol\u00eancia letal e do uso de armas de fogo \u00e9 um passo extremamente importante para tornar o Rio um lugar mais seguro para se viver, e as UPPs \u00a0ajudaram a iniciar este processo. Nesse sentido, talvez o impacto mais significativo das UPPs foi o de dar a uma gera\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as jovens a oportunidade de crescer em um ambiente em que a viol\u00eancia do tr\u00e1fico de drogas n\u00e3o \u00e9 a caracter\u00edstica dominante de controle social. Os efeitos dessa mudan\u00e7a podem n\u00e3o ser imediatamente mensur\u00e1veis, mas certamente ter\u00e3o um impacto positivo no futuro.<\/p>\n<p>A instala\u00e7\u00e3o de UPPs em favelas tamb\u00e9m abriu estes espa\u00e7os para servi\u00e7os p\u00fablicos, empresas, organiza\u00e7\u00f5es e atores civis que antes n\u00e3o teriam a mesma chance ou a infra-estrutura necess\u00e1ria para chegar a estes espa\u00e7os. Um dos principais objetivos da UPP era recuperar alguma apar\u00eancia de controle desses espa\u00e7os, dando aos atores estatais e civis a oportunidade de trazer as melhorias sociais t\u00e3o necess\u00e1rias. Se as melhorias esperadas foram feitas \u00e9 uma quest\u00e3o que ainda vamos discutir, mas n\u00e3o h\u00e1 d\u00favida de que a introdu\u00e7\u00e3o das UPPs fez as favelas locais muito mais acess\u00edveis, em todos os sentidos. Agora h\u00e1 muito mais movimento em ambas as dire\u00e7\u00f5es, entre o asfalto e a favela, e esta nova mobilidade, tanto f\u00edsica quanto econ\u00f4mica, dos moradores de favelas pacificadas \u00e9, apesar do aumento associado do custo de vida, um desenvolvimento positivo.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/rioonwatch.org\/wp-content\/uploads\/2014\/04\/amarildo.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"alignright wp-image-14729 size-medium\" src=\"http:\/\/rioonwatch.org\/wp-content\/uploads\/2014\/04\/amarildo-300x300.jpg\" alt=\"&quot;Where is Amarildo?&quot; The Rocinha bricklayer's family in July 2013\" width=\"300\" height=\"300\" \/><\/a><\/p>\n<p>No entanto, apesar destes sinais preliminares de progresso, estava bastante claro que as UPPs estavam funcionando em um equil\u00edbrio bastante delicado. Havia ceticismo generalizado com rela\u00e7\u00e3o ao programa, pedindo apenas um incidente para se transformar em desconfian\u00e7a completa. Isto veio em julho de 2013, com a morte, ou melhor, assassinato, de <a href=\"http:\/\/bit.ly\/1aR8al5\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Amarildo dos Santos<\/a> enquanto estava detido pela UPP da <a href=\"http:\/\/bit.ly\/1aR8al5\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Rocinha<\/a>. Neste momento, o tecido fr\u00e1gil sobre o qual o conceito das UPPs havia sido constru\u00eddo come\u00e7ou a se desfazer. Embora tenham havido muitos, mas muitos casos de <a href=\"http:\/\/bit.ly\/1i0t9Hc\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">viol\u00eancia policial<\/a> ao longo dos \u00faltimos 25 anos, devido a suposta filosofia da UPP, e gra\u00e7as ao rec\u00e9m-descoberto alcance das vozes de moradores de favelas atrav\u00e9s das m\u00eddias sociais, este caso em particular causou indigna\u00e7\u00e3o e se tornou conhecido pela comunidade mais amplamente, tanto em n\u00edvel nacional quanto global.<\/p>\n<p>Desde ent\u00e3o, protestos contra a UPP tem sido crescentes, por uma s\u00e9rie de raz\u00f5es. Em primeiro lugar, h\u00e1 uma sensa\u00e7\u00e3o de que a pol\u00edcia, como institui\u00e7\u00e3o, n\u00e3o mudou. O <a href=\"http:\/\/1.usa.gov\/1hNFNVg\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">policiamento comunit\u00e1rio<\/a> baseia-se fortemente em torno do di\u00e1logo e comunica\u00e7\u00e3o com a comunidade; no entanto, a maioria das atividades policiais da UPP est\u00e1 sendo parar e deter suspeitos. Isto somado a in\u00fameras den\u00fancias de policiais quebrando portas de casas, entrando sem aviso ou <a href=\"http:\/\/bit.ly\/18hGFhW\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">mandado<\/a>, e agredindo suspeitos, e ent\u00e3o temos um perfil formado de que a pol\u00edtica de a\u00e7\u00e3o \u00e9 essencialmente a mesma, embora menos intensa, daquela <a href=\"http:\/\/bit.ly\/1i10YF1\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">com a qual pretendia se distanciar<\/a>. A tortura e assassinato brutal de Amarildo por policiais da UPP, incluindo um comandante, s\u00f3 aumentou este ponto de vista.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, h\u00e1 um sentimento de que a pol\u00edcia est\u00e1 tentando implementar um modelo social sobre a favela atrav\u00e9s da <a href=\"http:\/\/on.fb.me\/1n0ZZZS\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">proibi\u00e7\u00e3o<\/a>, ou ao menos restri\u00e7\u00e3o, dos elementos culturais que considera inadequados. Um exemplo \u00e9 a <a href=\"http:\/\/bit.ly\/15AHiil\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">proibi\u00e7\u00e3o de bailes funk<\/a>\u00a0ao mesmo tempo em que permite festas em \u00a0<a href=\"http:\/\/bit.ly\/Xc4R0Y\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">novos clubes noturnos que atraem &#8220;playboys&#8221;<\/a> dos bairros ricos da cidade, nos mesmos espa\u00e7os. A impress\u00e3o que se mant\u00e9m \u00e9 de que o estado, ao inv\u00e9s de tentar integrar a favela \u00e0 cidade formal, imp\u00f5e aos moradores das favelas um sistema onde estes continuam a ser vistos, de antem\u00e3o, como um problema.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/rioonwatch.org\/wp-content\/uploads\/2013\/03\/UPP-Turano.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright wp-image-7496 size-medium\" src=\"http:\/\/rioonwatch.org\/wp-content\/uploads\/2013\/03\/UPP-Turano-300x201.jpg\" alt=\"UPP Turano\" width=\"300\" height=\"201\" \/><\/a><\/p>\n<p>H\u00e1 tamb\u00e9m uma frustra\u00e7\u00e3o de que o programa n\u00e3o foi capaz de combater problemas sociais mais profundos enfrentados pelas favelas. A UPP \u00e9 acompanhada pela <a href=\"http:\/\/bit.ly\/184EQUr\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">UPP Social<\/a> que tinha como objetivo proporcionar a integra\u00e7\u00e3o social e econ\u00f4mica atrav\u00e9s, dentre outras atividades, da cria\u00e7\u00e3o de f\u00f3runs de discuss\u00e3o na comunidade, estimulando o lazer e atividades culturais e fornecendo programas de forma\u00e7\u00e3o profissional para jovens nas favelas. No entanto, muitos dos projetos sociais da UPP tiveram pouco impacto e, aos olhos de muitos, <a href=\"http:\/\/bit.ly\/1khs0WR\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">incluindo Ignacio Cano<\/a>, especialista em seguran\u00e7a p\u00fablica, este \u00e9 puramente um programa de policiamento, com o aspecto social sendo pouco mais do que discurso ret\u00f3rico.<\/p>\n<p>No entanto, o grande problema do programa \u00e9 que ele, essencialmente, lan\u00e7a um v\u00e9u de policiamento sobre \u00e1reas em que existem tens\u00f5es com a institui\u00e7\u00e3o policial <a href=\"http:\/\/bit.ly\/1bLEXdB\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">profundamente enraizadas<\/a>. O conceito geral da UPP n\u00e3o \u00e9 o principal problema aqui; o problema \u00e9 que ele est\u00e1 sendo constru\u00eddo sobre bases desastrosamente podres. As tens\u00f5es entre a pol\u00edcia e as comunidades de favela t\u00eam sido cultivadas ao longo do <a href=\"http:\/\/bit.ly\/1i10YF1\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">\u00faltimo meio s\u00e9culo<\/a> (<a href=\"http:\/\/bit.ly\/1bLEXdB\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">e mais<\/a>). Embora tanto a pol\u00edcia quanto os moradores tenham vivido, muitas vezes a contragosto, com essa tens\u00e3o durante os primeiros quatro anos e meio do projeto das UPPs, foi apenas uma quest\u00e3o de tempo para que passasse do limite. \u00c9 por isso que tem-se presenciado rea\u00e7\u00f5es t\u00e3o violentas contra as UPPs recentemente, apesar delas terem um registro melhor na quest\u00e3o de direitos humanos do que outros ramos da Pol\u00edcia Militar. O projeto das UPPs, com algumas modifica\u00e7\u00f5es, era, em teoria, um programa positivo, com potencial para mudar a face da seguran\u00e7a p\u00fablica no Rio de Janeiro; no entanto, ele est\u00e1 pagando por d\u00e9cadas de neglig\u00eancia que precedem sua exist\u00eancia. Simplesmente n\u00e3o havia uma maneira da mesma institui\u00e7\u00e3o policial que matou 1.330 pessoas no Rio em 2007 de, de repente e de forma dr\u00e1stica, transformar sua filosofia e esperar que os cidad\u00e3os aceitassem de imediato esta reencarna\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Para se come\u00e7ar a ter uma esperan\u00e7a de re-modelar a imagem da pol\u00edcia, esses oficiais precisariam ficar pelo menos uma gera\u00e7\u00e3o nas favelas afetadas, mas acredita-se que isso n\u00e3o v\u00e1 acontecer. A UPP \u00e9 simplesmente <a href=\"http:\/\/bit.ly\/1o3wnbH\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">muito cara<\/a> para ser uma estrat\u00e9gia vi\u00e1vel a longo prazo. Muitos acreditam que n\u00e3o ter\u00e3o o apoio pol\u00edtico ap\u00f3s os Jogos Ol\u00edmpicos de 2016. Programas estaduais foram <a href=\"http:\/\/bit.ly\/1oB3uaX\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">historicamente abandonados<\/a> nas favelas, e h\u00e1 um medo natural de que a UPP ser\u00e1 mais um na lista. Esta \u00e9 uma grande limita\u00e7\u00e3o: como qualquer um, policial ou morador, pode colocar f\u00e9 em um programa que eles suspeitam que vai acabar, no m\u00e1ximo, resolvendo apenas parcialmente os problemas pelos quais ele foi estabelecido?<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/rioonwatch.org\/wp-content\/uploads\/2014\/02\/juramento.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright wp-image-13425 size-medium\" src=\"http:\/\/rioonwatch.org\/wp-content\/uploads\/2014\/02\/juramento-300x200.jpg\" alt=\"Images of the bodies and bloodstained alleys following the police operation in Morro do Juramento\" width=\"300\" height=\"200\" \/><\/a><\/p>\n<p>Devido ao planejamento, recursos e dinheiro necess\u00e1rios para fazer o programa funcionar, o programa nunca alcan\u00e7ar\u00e1 (e n\u00e3o pretende fazer isso) todas as favelas da cidade. Isso leva um padr\u00e3o duplo que \u00e9 perigoso, uma vez que em algumas favelas o estado promove uma solu\u00e7\u00e3o pac\u00edfica baseada na media\u00e7\u00e3o e comunica\u00e7\u00e3o, ao mesmo tempo que em outros ele mant\u00e9m as t\u00e1ticas b\u00e9licas desenvolvidas pela pol\u00edcia dos <a href=\"http:\/\/bit.ly\/1i10YF1\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">\u00faltimos 50 anos<\/a>. Incidentes como o\u00a0<a href=\"http:\/\/bit.ly\/1dxcpi4\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">assassinato de seis supostos traficantes no Morro do Juramento no dia seguinte \u00e0 morte de um oficial da UPP<\/a> faz sentir-se ainda mais que a UPP \u00e9 uma manifesta\u00e7\u00e3o do s\u00e9culo 21 \u201cpara Ingl\u00eas ver\u201d. Na maioria das favelas, mais de 700 na cidade, a Pol\u00edcia Militar ignora amplamente os direitos humanos, ganhando a merecida reputa\u00e7\u00e3o de uma das <a href=\"http:\/\/bit.ly\/1jFdueY\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">for\u00e7as policiais mais brutais<\/a> do mundo.<\/p>\n<p>Enquanto isso, o estado est\u00e1 tentando desesperadamente transformar um punhado de favelas selecionadas estrategicamente na Zona Sul a fim de apresentar uma vers\u00e3o higienizada da cidade para as massas e os meios de comunica\u00e7\u00e3o que chegar\u00e3o para a Copa do Mundo e os Jogos Ol\u00edmpicos (enquanto a <a href=\"http:\/\/bit.ly\/NjmYR6\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Baixada Fluminense<\/a>, que tem as mais altas taxas de homic\u00eddios no Estado, teve sua primeira UPP instalada somente este ano). Al\u00e9m disso, desde as primeiras instala\u00e7\u00f5es, muitos argumentam que esses locais foram escolhidos para favorecer a <a href=\"http:\/\/bit.ly\/184FqS4\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">especula\u00e7\u00e3o imobili\u00e1ria<\/a> nos bairros \u00e0 beira-mar altamente cobi\u00e7ados e, cada vez mais, as favelas em seu entorno.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/rioonwatch.org\/wp-content\/uploads\/2014\/04\/Traficantes-fugindo.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright wp-image-14732 size-medium\" src=\"http:\/\/rioonwatch.org\/wp-content\/uploads\/2014\/04\/Traficantes-fugindo-300x149.jpg\" alt=\"Globo TV image of drug traffickers fleeing the police occupation in Vila Cruzeiro and Alem\u00e3o\" width=\"300\" height=\"149\" \/><\/a><\/p>\n<p>Esta estrat\u00e9gia \u00e9 incorporada pela maneira com a qual as UPPs &#8220;retomam&#8221; os territ\u00f3rios escolhidos. Avisados com semanas de anteced\u00eancia que uma comunidade ir\u00e1 receber um posto da UPP, as <a href=\"http:\/\/bit.ly\/NRIxaP\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">fac\u00e7\u00f5es do tr\u00e1fico de drogas<\/a> que anteriormente controlavam essas \u00e1reas s\u00e3o dadas a oportunidade, s\u00e3o at\u00e9 mesmo encorajadas, a fugir antes da entrada do Batalh\u00e3o de For\u00e7as Especiais (<a href=\"http:\/\/bit.ly\/17Rt28e\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">BOPE<\/a>) . Embora essa tomada de territ\u00f3rio possa enfraquecer esses grupos, certamente n\u00e3o os destr\u00f3i; ao contr\u00e1rio, os empurra para outra \u00e1rea da cidade. Isso s\u00f3 serve para criar um deslocamento do crime, mas, talvez, seja este o objetivo: o Estado prefere enfrentar criminosos (e as consequ\u00eancias sangrentas) nas \u00e1reas mais perif\u00e9ricas da cidade. H\u00e1 tamb\u00e9m especula\u00e7\u00f5es de que a pol\u00edcia tenha forjado um acordo com os grupos criminosos. Seja qual for o caso, parece estranho que o governador S\u00e9rgio Cabral, que, em refer\u00eancia \u00e0 luta contra o crime, uma vez disse que &#8220;<a href=\"http:\/\/glo.bo\/Sax5dt\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">para fazer omeletes voc\u00ea tem que quebrar os ovos<\/a>&#8220;, seria, um ano mais tarde, a for\u00e7a motriz por tr\u00e1s de um programa que basicamente d\u00e1 anistia para os criminosos.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/rioonwatch.org\/wp-content\/uploads\/2014\/04\/pmerj.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright wp-image-14734 size-medium\" src=\"http:\/\/rioonwatch.org\/wp-content\/uploads\/2014\/04\/pmerj-300x224.jpg\" alt=\"&quot;The Military Police is the Patrimony of the Rio de Janeiro State Military Police&quot;\" width=\"300\" height=\"224\" \/><\/a><\/p>\n<p>Durante os primeiros quatro anos da UPP muitos, inclusive o autor que ora escreve, sentiram que a UPP, se bem gerida, teria o potencial de trazer mudan\u00e7as duradouras para a seguran\u00e7a p\u00fablica no Rio de Janeiro. No entanto, ap\u00f3s os recentes acontecimentos,\u00a0 est\u00e1 se tornando cada vez mais tentador adotar a vis\u00e3o c\u00ednica da UPP como uma m\u00e1quina de propaganda, com s\u00edmbolos, logos e slogans apraz\u00edveis para a audi\u00eancia internacional. Na realidade, as UPPs foram simplesmente muito ambiciosas. O policiamento comunit\u00e1rio \u00e9 uma ideia louv\u00e1vel, mas a UPP foi implementada t\u00e3o rapidamente, em uma escala t\u00e3o grande, e em um ambiente t\u00e3o vol\u00e1til, que os problemas que est\u00e1 enfrentando agora eram, na realidade, inevit\u00e1veis\u200b\u200b.<\/p>\n<p>Parece que um programa mais bem sucedido pode acontecer apenas depois dos dois megaeventos. Com todo o sentimento anti-governo relacionado aos custos exorbitantes da Copa do Mundo e dos Jogos Ol\u00edmpicos, h\u00e1 muita agita\u00e7\u00e3o e cinismo para permitir que a UPP funcione eficazmente. Ironicamente, apesar da Copa do Mundo e os Jogos Ol\u00edmpicos terem dado o impulso para mudar a pol\u00edtica de seguran\u00e7a nas favelas, o cinismo gerado por isso resultou em um grande obst\u00e1culo para o programa. Talvez depois que esses eventos passarem, v\u00e1 surgir uma oportunidade para criar-se uma estrat\u00e9gia menos motivada pela politicagem.<\/p>\n<p>Qualquer que seja essa estrat\u00e9gia, ela deve incluir uma reestrutura\u00e7\u00e3o da Pol\u00edcia Militar. Como vimos ao longo desta s\u00e9rie, a Pol\u00edcia Militar do Rio de Janeiro, ao longo de sua hist\u00f3ria, tem <a href=\"http:\/\/bit.ly\/1bLEXdB\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">prejudicado e reprimido as classes mais baixas<\/a>, tornando-se <a href=\"http:\/\/bit.ly\/1i10YF1\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">cada vez mais militarizada<\/a> em seu policiamento das \u00e1reas mais pobres da cidade. Da\u00ed resultou em uma completa aus\u00eancia de confian\u00e7a da favela para com o Estado, que o programa da UPP tem, quase inevitavelmente, sido incapaz de reverter. A \u00fanica forma realista de restaurar alguma confian\u00e7a na institui\u00e7\u00e3o seria alterar completamente o arranjo da Pol\u00edcia Militar, eliminando condenados por corrup\u00e7\u00e3o e viol\u00eancia letal, criando uma comiss\u00e3o de supervis\u00e3o independente, bem apoiada, e se livrar da mentalidade militar que ainda permeia esta institui\u00e7\u00e3o. At\u00e9 ent\u00e3o, os conflitos e tumultos acontecendo atualmente nas favelas pacificadas parecem destinados a continuar.<\/p>\n<p><em><em>Essa \u00e9 a quarta<strong>\u00a0parte<\/strong>\u00a0de uma\u00a0<a href=\"http:\/\/bit.ly\/1jjhixT\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">s\u00e9rie de quarto artigos sobre a hist\u00f3ria da Pol\u00edcia Militar do Rio de Janeiro<\/a>. Clique para\u00a0<strong><a href=\"http:\/\/bit.ly\/1bLEXdB\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Parte I<\/a>,\u00a0<em><strong><a href=\"http:\/\/bit.ly\/1i10YF1\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Parte II<\/a><\/strong><\/em>\u00a0<\/strong>e<strong>\u00a0<a href=\"http:\/\/bit.ly\/1oB3uaX\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Parte III<\/a>.<\/strong><\/em><\/em><\/p>\n<p><em>Patrick Ashcroft \u00e9 pesquisador e atualmente vive no Rio de Janeiro. Sua disserta\u00e7\u00e3o sobre as Unidades de Pol\u00edcia Pacificadora do Rio (UPPs) foi conclu\u00edda como parte de seu mestrado em Hist\u00f3ria Contempor\u00e2nea pela Universidade de Santiago de Compostela, na Espanha.<\/em><\/p>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<div class=\"mh-excerpt\"><p>Click Here for English Essa \u00e9 a quarta\u00a0parte\u00a0de uma s\u00e9rie de quarto artigos sobre a hist\u00f3ria da Pol\u00edcia Militar do Rio de Janeiro. Clique para\u00a0Parte I,\u00a0Parte II\u00a0e\u00a0Parte III. 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