{"id":12918,"date":"2014-11-20T08:00:55","date_gmt":"2014-11-20T11:00:55","guid":{"rendered":"http:\/\/rioonwatch.org.br\/?p=12918"},"modified":"2024-06-20T16:29:33","modified_gmt":"2024-06-20T19:29:33","slug":"porto-porta-de-entrada-do-rio-parte-i-o-embranquecimento-historico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/rioonwatch.org.br\/?p=12918","title":{"rendered":"Porto, Porta de Entrada do Rio, Parte I: O Embranquecimento Hist\u00f3rico"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right;\"><em><strong><a href=\"http:\/\/bit.ly\/1AIgheM\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Click Here for English<img decoding=\"async\" width=\"20\" height=\"20\" class=\"alignright wp-image-15790\" src=\"http:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2012\/08\/EN-standard-e1439583104716.jpg\" alt=\"\" \/><\/a><\/strong><\/em><\/p>\n<p><em>Essa \u00e9 a primeira parte de uma <a href=\"http:\/\/bit.ly\/16bu0AT\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">s\u00e9rie de quatro artigos<\/a> sobre a Zona Portu\u00e1ria do Rio de Janeiro. Leia a segunda <a href=\"http:\/\/bit.ly\/1zkioX8\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">aqui<\/a>.<\/em><\/p>\n<p>\u201cA Zona Portu\u00e1ria ser\u00e1 a porta de entrada para o Rio de Janeiro Ol\u00edmpico\u201d: desde que os projetos da concession\u00e1ria <a href=\"http:\/\/bit.ly\/UR7rn7\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Porto Maravilha<\/a> come\u00e7aram a ser implementados em 2011, \u00e9 comum escutar que a regi\u00e3o abrangendo os bairros da Gamboa, Sa\u00fade e Santo Cristo seria a porta de entrada para turistas que chegassem na cidade. Um lugar assim deve, portanto, ser representante do resto da cidade, das suas no\u00e7\u00f5es de beleza, progresso e desenvolvimento. Mas qual Rio de Janeiro a Zona Portu\u00e1ria poderia mostrar, se pass\u00e1ssemos por essa \u201cporta de entrada\u201d com um olhar mais cr\u00edtico, aprofundado e cuidadoso do que o de um t\u00edpico turista? O que esse lugar poderia dizer sobre o resto da cidade e o tipo de l\u00f3gica que coordena a sua constru\u00e7\u00e3o?<\/p>\n<p>Para o fot\u00f3grafo <a href=\"http:\/\/bit.ly\/1ykuaxu\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Maur\u00edcio Hora<\/a>, que nasceu e cresceu no <a href=\"http:\/\/bit.ly\/UBMUVJ\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Morro da Provid\u00eancia<\/a>, os projetos de renova\u00e7\u00e3o, acompanhados do aumento exponencial do custo de vida, t\u00eam constru\u00eddo uma regi\u00e3o portu\u00e1ria que vem progressivamente excluindo a popula\u00e7\u00e3o pobre e negra da regi\u00e3o e de seus projetos: \u201cEles falam do &#8216;<a href=\"http:\/\/bit.ly\/1xQN8xr\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Circuito de Heran\u00e7a Africana<\/a>&#8216;, mas cad\u00ea as pessoas? Cad\u00ea os negros que moram aqui? (&#8230;) Est\u00e3o sendo removidos\u2013de uma forma muito sutil, mas est\u00e3o sendo\u201d.<\/p>\n<p>Quando n\u00e3o causada por remo\u00e7\u00f5es e desapropria\u00e7\u00f5es, a sa\u00edda de moradores antigos, a consequente transforma\u00e7\u00e3o das comunidades ali formadas e o <a href=\"http:\/\/nyti.ms\/177p2hQ\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">apagamento seletivo da hist\u00f3ria do lugar<\/a> se d\u00e3o pela press\u00e3o econ\u00f4mica. Na Rua Bar\u00e3o da Gamboa, por exemplo, morava Seu Paulo, Maur\u00edcio conta: \u201cEle era de religiosidade africana e tinha um terreiro l\u00e1. Sugeriram que ele vendesse a casa e comprasse uma outra, e ele saiu da regi\u00e3o. O Seu Paulo tinha que estar aqui!\u201d E o terreiro de Seu Paulo n\u00e3o foi o \u00fanico espa\u00e7o historicamente negro a ser expulso da regi\u00e3o. A ele se re\u00fanem as ocupa\u00e7\u00f5es urbanas em pr\u00e9dios que estavam abandonados h\u00e1 anos, e que foram alvo de despejos nos \u00faltimos anos, como a Zumbi dos Palmares, Casar\u00e3o Azul, Machado de Assis, Flor do Asfalto e <a href=\"http:\/\/bit.ly\/16MuMAk\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Quilombo das Guerreiras<\/a>&#8211;todos desalojados nos \u00faltimos cinco anos.<\/p>\n<p>Mas n\u00e3o \u00e9 de hoje que a Zona Portu\u00e1ria \u00e9 palco de <a href=\"http:\/\/bit.ly\/1vjmT40\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">remo\u00e7\u00f5es, desapropria\u00e7\u00f5es, demoli\u00e7\u00f5es<\/a> e soterramento de mem\u00f3ria, <a href=\"http:\/\/bit.ly\/1ruUDso\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">cultura e presen\u00e7a negra<\/a> em nome do \u201cprogresso\u201d e do \u201cembelezamento\u201d da cidade. Um dos primeiros documentos de planejamento urbano do Rio de Janeiro\u2013o <a href=\"\/Arquivos\/Downloads\/47748-57865-1-SM.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Relat\u00f3rio Beaurepaire<\/a>\u2013deixa isso bem claro. Escrito pelo engenheiro militar Henrique de Beaurepaire Rohan\u00a0em 1843, o relat\u00f3rio visava \u201csanear moralmente e esteticamente\u201d a cidade. Enquanto o relat\u00f3rio recomendava que essa miss\u00e3o fosse cumprida nos distritos onde morava a elite atrav\u00e9s do cal\u00e7amento e nivelamento das ruas, na regi\u00e3o portu\u00e1ria ele sugeria a \u201creconstru\u00e7\u00e3o completa\u201d de tudo o que estivesse entre a Pra\u00e7a da Aclama\u00e7\u00e3o e o mar\u2013que hoje corresponderia com a \u00e1rea entre a Pra\u00e7a da Rep\u00fablica e a Rua Sacadura Cabral. Essa reconstru\u00e7\u00e3o na verdade significaria a demoli\u00e7\u00e3o de 5.657 edif\u00edcios\u2013aproximadamente 40% das constru\u00e7\u00f5es ent\u00e3o existentes nos distritos que hoje correspondem aos bairros da Gamboa, Sa\u00fade e Santo Cristo.<\/p>\n<p>Mas por que havia tanta \u201cpreocupa\u00e7\u00e3o\u201d com essa regi\u00e3o da cidade?<\/p>\n<p>No Rio de Janeiro do s\u00e9culo 19, n\u00e3o muito diferente do Rio de Janeiro de hoje, o espa\u00e7o urbano era rigidamente dividido em hierarquias. Os distritos que hoje corresponderiam \u00e0 \u00e1rea entre a Pra\u00e7a Quinze e a Candel\u00e1ria, por exemplo, eram reservados majoritariamente para a aristocracia, os comerciantes e a elite religiosa. Ali se encontravam as igrejas mais luxuosas, os escrit\u00f3rios de advocacia, a antiga casa da Fam\u00edlia Real Portuguesa, etc.<\/p>\n<figure id=\"attachment_12923\" aria-describedby=\"caption-attachment-12923\" style=\"width: 620px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/cemiterio-dos-pretos-novos.png\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-12923\" src=\"http:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/cemiterio-dos-pretos-novos.png\" alt=\"Cemit\u00e9rio dos Pretos Novos - Localiza\u00e7\u00e3o em Planta cadastral das medidas obtidas no plano de 1871. IN: Tavares, Reinaldo Bernardes. Cemit\u00e9rio dos Pretos Novos: uma tentativa de delimita\u00e7\u00e3o espacial (2012).\" width=\"620\" height=\"269\" srcset=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/cemiterio-dos-pretos-novos.png 1000w, https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/cemiterio-dos-pretos-novos-608x264.png 608w, https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/cemiterio-dos-pretos-novos-620x269.png 620w\" sizes=\"(max-width: 620px) 100vw, 620px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-12923\" class=\"wp-caption-text\">Cemit\u00e9rio dos Pretos Novos &#8211; Localiza\u00e7\u00e3o em Planta cadastral das medidas obtidas no plano de 1871. IN: Tavares, Reinaldo Bernardes. Cemit\u00e9rio dos Pretos Novos: uma tentativa de delimita\u00e7\u00e3o espacial (2012).<\/figcaption><\/figure>\n<p>J\u00e1 os distritos de Sant\u2019Anna e Santa Rita isolados pelo mangue&#8211;que existia onde hoje \u00e9 a Cidade Nova&#8211;e os morros da Concei\u00e7\u00e3o, Livramento e Sa\u00fade, haviam sido destinados para tudo aquilo que a burguesia n\u00e3o queria ver. Apesar de abrigar um dos portos mais importantes das Am\u00e9ricas, sendo portanto central para o funcionamento da economia capitalista-escravagista, a regi\u00e3o era vista como um espa\u00e7o reservado para o que as elites brancas consideravam ser sujo, indesej\u00e1vel, doente, ou descart\u00e1vel.<\/p>\n<p>Aquela regi\u00e3o havia sido, antes mesmo da publica\u00e7\u00e3o do Relat\u00f3rio Beaurepaire, o lugar por onde africanos escravizados chegavam, onde eles eram vendidos, enterrados, enclausurados. O <a href=\"http:\/\/bit.ly\/1wUc8jk\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Cais do Valongo<\/a>, instalado na regi\u00e3o da Gamboa em 1811, s\u00f3 fora ali constru\u00eddo por conta da necessidade de mover o porto de escravos\u2013e consequentemente a presen\u00e7a de negros e negras que acabavam de chegar de uma viagem cruel e degradante\u2013para longe do distrito de S\u00e3o Jos\u00e9, na atual Pra\u00e7a XV. Durante os vinte anos em que funcionou como porto receptor de mais de 500 mil africanos em cativeiro&#8211;metade do n\u00famero de africanos levados para todos os Estados Unidos em um s\u00f3 porto&#8211;o Cais do Valongo movimentou um intenso mercado de escravos na atual Rua Camerino, e o <a href=\"http:\/\/bit.ly\/1wVlMlM\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Cemit\u00e9rio dos Pretos Novos<\/a>, na atual Rua Pedro Ernesto, funcionava como um espa\u00e7o de despejo de lixo urbano onde os corpos de africanos rec\u00e9m-chegados eram jogados e incinerados.<\/p>\n<p>Enquanto isso, os negros e negras que sobreviviam \u00e0 viagem, e\/ou conquistavam liberdade do trabalho for\u00e7ado, poderiam ser criminalizados. Isso acontecendo, eram mandados para a pris\u00e3o que existia na atual Rua do Acre at\u00e9 1835\u2013ou tidos como loucos, por sua cultura e religiosidade, e portanto enclausurados no Hosp\u00edcio de Nossa Senhora da Sa\u00fade, a partir de meados da d\u00e9cada de 1850.<\/p>\n<figure id=\"attachment_12921\" aria-describedby=\"caption-attachment-12921\" style=\"width: 620px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/Rua-Acre.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-12921\" src=\"http:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/Rua-Acre.jpg\" alt=\"&quot;O Aljube&quot;, mais tarde Cadeia da Rela\u00e7\u00e3o, situada na Rua da Prainha, atual Rua do Acre. A figura presa por grilh\u00f5es \u00e0 direita nos sugere qual era a popula\u00e7\u00e3o que, j\u00e1 naquela \u00e9poca, era criminalizada e encarcerada. Gravura de Thomas Ender (c. 1817).\" width=\"620\" height=\"336\" srcset=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/Rua-Acre.jpg 1000w, https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/Rua-Acre-487x264.jpg 487w, https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/Rua-Acre-620x336.jpg 620w\" sizes=\"(max-width: 620px) 100vw, 620px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-12921\" class=\"wp-caption-text\">&#8220;O Aljube&#8221;, mais tarde Cadeia da Rela\u00e7\u00e3o, situada na Rua da Prainha, atual Rua do Acre. A figura presa por grilh\u00f5es \u00e0 direita nos sugere qual era a popula\u00e7\u00e3o que, j\u00e1 naquela \u00e9poca, era criminalizada e encarcerada. Gravura de Thomas Ender (c. 1817).<\/figcaption><\/figure>\n<p>Al\u00e9m do cais, dos mercados e armaz\u00e9ns, do cemit\u00e9rio, da pris\u00e3o e do hosp\u00edcio, a regi\u00e3o era tamb\u00e9m associada com a negritude\u2013e portanto com tudo o que era \u201cdescart\u00e1vel\u201d para as elites brancas\u2013pela resist\u00eancia cultural, religiosa e pol\u00edtica que dominava o territ\u00f3rio ocupado pelos negros e negras desde o s\u00e9culo 19 at\u00e9 o s\u00e9culo 20. Era essa resist\u00eancia, por exemplo, que transformava o local do atual campo de Santana\u2013lugar do pelourinho\u2013em espa\u00e7o de batuques, capoeira e dan\u00e7a nos domingos durante a segunda metade do s\u00e9culo 19. Foi tamb\u00e9m essa mesma resist\u00eancia que trouxe veteranos da <a href=\"http:\/\/bit.ly\/zQr3Cq\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Guerra de Canudos<\/a> a ocupar a primeira favela, o Morro da Provid\u00eancia, em protesto ao n\u00e3o-cumprimento das promessas de moradia e dignidade, no fim daquele mesmo s\u00e9culo. Foi ainda l\u00e1, nos bairros da Sa\u00fade e da Gamboa, que a pol\u00edcia de Pereira Passos encontrou a maior resist\u00eancia quando a popula\u00e7\u00e3o se <a href=\"http:\/\/bit.ly\/1uzzmgk\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">revoltou contra a vacina<\/a> obrigat\u00f3ria e os abusos da comiss\u00e3o de saneamento em 1904.<\/p>\n<p>A Zona Portu\u00e1ria foi historicamente associada com uma negritude cuja explora\u00e7\u00e3o era incentivada e economicamente \u201cnecess\u00e1ria\u201d, mas cuja presen\u00e7a era temida e indesejada. N\u00e3o \u00e9 de surpreender, portanto, que os governos\u2013seja no s\u00e9culo 19 ou 20\u2013quisessem desassociar uma \u00e1rea portu\u00e1ria, t\u00e3o importante comercialmente, daquilo que era considerado enfermo, n\u00e3o-humano ou perigoso. Antes e depois a publica\u00e7\u00e3o do Relat\u00f3rio Beaurepaire, a inten\u00e7\u00e3o do poder p\u00fablico foi apagar a negritude daquele espa\u00e7o e tudo o que a ela era associado.<\/p>\n<p>Da\u00ed vem a recomenda\u00e7\u00e3o para demolir tantos edif\u00edcios em 1843, o soterramento do Cais do Valongo para fazer o Cais da Imperatriz no mesmo ano, e a proibi\u00e7\u00e3o da constru\u00e7\u00e3o de corti\u00e7os\u2013moradia acess\u00edvel para homens e mulheres pobres, livres ou n\u00e3o\u2013em 1873, 1889 e 1892. Foi por suas ra\u00edzes hist\u00f3ricas que a regi\u00e3o foi alvo das obras de embelezamento superficiais de Pereira Passos, que estendeu os conceitos de beleza europeus at\u00e9 a regi\u00e3o com a transforma\u00e7\u00e3o do Cais da Imperatriz em pra\u00e7a p\u00fablica, e com a constru\u00e7\u00e3o dos Jardins Suspensos do Valongo. Faz sentido que junto com essa l\u00f3gica de soterramento, apagamento e embranquecimento da cidade, o mesmo governo de Pereira Passos tenha tido os casebres do Morro da Provid\u00eancia como alvo de remo\u00e7\u00f5es em seus primeiros anos de governo.<\/p>\n<figure id=\"attachment_12922\" aria-describedby=\"caption-attachment-12922\" style=\"width: 620px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/valongo.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-12922\" src=\"http:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/valongo.jpg\" alt=\"Cais do Valongo em Mar\u00e7o de 2014, no dia da comemora\u00e7\u00e3o do centen\u00e1rio de Abdias do Nascimento: espa\u00e7o de mem\u00f3ria e luta negra reivindicado.\" width=\"620\" height=\"465\" srcset=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/valongo.jpg 656w, https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/valongo-352x264.jpg 352w, https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/valongo-620x465.jpg 620w, https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/valongo-174x131.jpg 174w, https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/valongo-300x225.jpg 300w, https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/valongo-70x53.jpg 70w\" sizes=\"(max-width: 620px) 100vw, 620px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-12922\" class=\"wp-caption-text\">Cais do Valongo em mar\u00e7o de 2014, no dia da comemora\u00e7\u00e3o do centen\u00e1rio de Abdias do Nascimento: espa\u00e7o de mem\u00f3ria e luta negra reivindicado.<\/figcaption><\/figure>\n<p>\u201cSempre quiseram acabar com o morro\u201d, disse Maur\u00edcio. \u201cA Provid\u00eancia foi uma favela que na sua forma\u00e7\u00e3o foi perigosa, e o governo n\u00e3o \u00e9 bobo\u201d.<\/p>\n<p>A fala de Maur\u00edcio nos lembra que, apesar de estarmos em tempos bastante diferentes, a base do discurso do poder p\u00fablico para com a regi\u00e3o mudou muito pouco. A atual onda de remo\u00e7\u00f5es, demoli\u00e7\u00f5es, desapropria\u00e7\u00f5es e a falta de pol\u00edticas efetivas e abrangentes de moradia s\u00e3o hoje justificadas por um discurso de \u201crevitaliza\u00e7\u00e3o\u201d que retrata a regi\u00e3o como uma zona de crime, de n\u00e3o-progresso, com uma import\u00e2ncia para a cultura e mem\u00f3ria negra que foi apenas recentemente inclu\u00edda no discurso oficial da cidade, ap\u00f3s forte press\u00e3o de lideran\u00e7as populares negras que as reivindicaram.<\/p>\n<p>Ainda assim, a incorpora\u00e7\u00e3o da cultura e mem\u00f3ria negra no discurso oficial da Prefeitura da cidade, evidenciada pela cria\u00e7\u00e3o do <a href=\"http:\/\/glo.bo\/1ti6uFM\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Circuito da Heran\u00e7a Africana<\/a>, foi feita de forma seletiva, como veremos nos pr\u00f3ximos artigos desta s\u00e9rie. A transforma\u00e7\u00e3o da mem\u00f3ria negra na Zona Portu\u00e1ria em objeto lucrativo e despolitizado permite a expuls\u00e3o sistem\u00e1tica da popula\u00e7\u00e3o que ainda hoje sofre as consequ\u00eancias de um sistema racista que reconhece s\u00f3 riqueza monet\u00e1ria e de curto prazo, que n\u00e3o a permite ocupar os espa\u00e7os que a explora\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica do seu trabalho construiu.<\/p>\n<p><em><em><em><em>Essa \u00e9 a\u00a0primeira<strong>\u00a0<\/strong>parte\u00a0de uma\u00a0<a href=\"http:\/\/bit.ly\/16bu0AT\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">s\u00e9rie de quarto artigos<\/a> sobre a Zona Portu\u00e1ria\u00a0do Rio de Janeiro. Leia a segunda <a href=\"http:\/\/bit.ly\/1zkioX8\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">aqui<\/a>. Volte logo para as demais.<\/em><\/em><\/em><\/em><\/p>\n<p><em>Eduarda Araujo \u00e9 carioca e estudante da Brown University em Estudos da \u00c1frica e da Di\u00e1spora. Ela pesquisa sobre o racismo estrutural e resist\u00eancia negra nos processos de forma\u00e7\u00e3o do espa\u00e7o urbano no Rio de Janeiro.<\/em><\/p>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<div class=\"mh-excerpt\"><p>Click Here for English Essa \u00e9 a primeira parte de uma s\u00e9rie de quatro artigos sobre a Zona Portu\u00e1ria do Rio de Janeiro. 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