{"id":19293,"date":"2016-05-10T15:10:22","date_gmt":"2016-05-10T18:10:22","guid":{"rendered":"http:\/\/rioonwatch.org.br\/?p=19293"},"modified":"2024-06-20T16:27:40","modified_gmt":"2024-06-20T19:27:40","slug":"a-linguagem-da-favela-parte-3-expressoes-culturais-video","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/rioonwatch.org.br\/?p=19293","title":{"rendered":"A Linguagem da Favela Parte 3: Express\u00f5es Culturais"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right;\"><em><strong><a href=\"http:\/\/bit.ly\/1SjxMhv\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Click Here for English<img decoding=\"async\" width=\"20\" height=\"20\" class=\"alignright wp-image-15790\" src=\"http:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2012\/08\/EN-standard-e1439583104716.jpg\" alt=\"\" \/><\/a><\/strong><\/em><\/p>\n<p><em>Essa \u00e9 a terceira de uma <a href=\"http:\/\/bit.ly\/1LiSfzK\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">s\u00e9rie de tr\u00eas partes<\/a> sobre a linguagem falada nas periferias do Rio de Janeiro.\u00a0<em>N\u00e3o deixe de ler a <a href=\"http:\/\/bit.ly\/1zakVi3\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Parte 1<\/a>\u00a0<\/em>e a <a href=\"http:\/\/bit.ly\/1H2JyaW\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Parte 2<\/a>.<\/em><\/p>\n<blockquote><p><em>Tudo l\u00e1 no morro \u00e9 diferente<br \/>\nDaquela gente n\u00e3o se pode duvidar<br \/>\nCome\u00e7ando pelo samba quente<br \/>\nQue at\u00e9 um inocente sabe o que \u00e9 sambar<br \/>\nOutra parte muito importante<br \/>\nQue \u00e9 bem interessante<br \/>\n\u00c9 a linguagem de l\u00e1&#8230;<\/em><\/p>\n<p><em>Padeirinho da Mangueira \u2013\u00a0<\/em><em><a href=\"http:\/\/bit.ly\/1SSoE0e\">A linguagem do morro<\/a><\/em><\/p><\/blockquote>\n<p>Em um pa\u00eds que \u00e9 dramaticamente dividido por classe, a <a href=\"http:\/\/bit.ly\/1NzHxSq\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">express\u00e3o cultural<\/a> \u00e9 uma das maneiras que diferentes grupos sociais se unem para mudan\u00e7as. <a href=\"http:\/\/bit.ly\/1wD7WsD\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Samba<\/a>, <a href=\"http:\/\/bit.ly\/1T4oOng\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">funk<\/a>, <a href=\"http:\/\/bit.ly\/1Qm3olM\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">hip-hop<\/a> e <a href=\"http:\/\/bit.ly\/1Y1P5lT\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">literatura<\/a> usam e manipulam a linguagem da favela para espalhar conscientiza\u00e7\u00e3o de problemas locais, conhecimento e cultura tanto dentro da comunidade quanto para a popula\u00e7\u00e3o em geral. A parte final dessa <a href=\"http:\/\/bit.ly\/1zakVi3\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">s\u00e9rie<\/a> mostra como o engajamento e populariza\u00e7\u00e3o dessas formas art\u00edsticas podem quebrar barreiras sociais por meio da promo\u00e7\u00e3o da linguagem da favela como cultura.<\/p>\n<h3>Samba<\/h3>\n<p>Apesar da fama de m\u00fasica nacional do Brasil, o samba tem suas ra\u00edzes na persegui\u00e7\u00e3o. Como uma das express\u00f5es culturais originais da classe trabalhadora, ele formou parte do movimento de resist\u00eancia negra do in\u00edcio do s\u00e9culo 20, liderado por m\u00fasicos como <a href=\"http:\/\/bit.ly\/1PWg1Ny\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Jo\u00e3o da Baiana<\/a>, <a href=\"http:\/\/bit.ly\/1mjFytk\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Donga<\/a>\u00a0e <a href=\"http:\/\/bit.ly\/1RGexNd\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Padeirinho da Mangueira<\/a>, que usavam o samba para contar hist\u00f3rias sobre sua realidade rotineira. Em um <a href=\"http:\/\/bit.ly\/1MUL5CS\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">depoimento gravado<\/a> no arquivo do Museu de Imagem e Som (MIS) no Rio, Jo\u00e3o da Baiana recontou um tempo em que o &#8220;pandeiro era proibido. O samba era proibido. E eu tocava pandeiro na [Festa da] <a href=\"http:\/\/bit.ly\/1rX07t8\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Penha<\/a>, na e\u0301poca da [Festa da] Penha. Me tomavam o pandeiro e me prendiam. Eu tenho fotografia em casa, nas revistas, eu dentro do xadrez com o pandeiro&#8221;.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/a63a5d_c8304f8134e145d89a7c5420fa2c19d0-620x264.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-19508 size-full\" title=\"Jo\u00e3o de Baiana\" src=\"http:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/a63a5d_c8304f8134e145d89a7c5420fa2c19d0-620x264.jpg\" alt=\"a63a5d_c8304f8134e145d89a7c5420fa2c19d0-620x264\" width=\"620\" height=\"264\" \/><\/a><\/p>\n<p>A repress\u00e3o do samba durante a Rep\u00fablica Velha\u00a0veio de um desejo de &#8220;europeizar&#8221; o Rio como uma capital. A recente aboli\u00e7\u00e3o da <a href=\"http:\/\/bit.ly\/1Hg4Zj3\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">escravid\u00e3o<\/a> significava que a classe trabalhadora era fortemente estigmatizada, suas pr\u00e1ticas culturais vistas como retr\u00f3gradas, e seu comportamento como marcas que significavam que eram de uma classe de <a href=\"http:\/\/bit.ly\/1bLEXdB\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">pessoas perigosas e criminosas<\/a>. Isso significava que m\u00fasicos do samba, como os atuais artistas de hip-hop e do funk, eram associados com criminalidade em um n\u00edvel que at\u00e9 suas roupas se tornaram motivo para pris\u00e3o. Em outro arquivo do MIS, Jo\u00e3o da Baiana fala de como os policiais costumavam fingir que eram sambistas, come\u00e7avam a tocar para ent\u00e3o prender todas as pessoas que ali estivessem:<\/p>\n<blockquote><p>&#8220;No\u0301s na\u0303o podi\u0301amos usar calc\u0327a bombacha, tambe\u0301m&#8230; Dr. Virgolino de Alencar, em 1904, tocava viola\u0303o e cantava modinha para prender a gente. Usava cabeleira, era delegado&#8230; Enta\u0303o ele tocava viola\u0303o e fazia serenata na rua, seresta, para nos reunirmos, para depois prender a gente.&#8221;<\/p><\/blockquote>\n<p>Por\u00e9m, com o advento do r\u00e1dio na d\u00e9cada de 1920 e o movimento nacionalista de <a href=\"http:\/\/bit.ly\/1XNgMOM\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Vargas<\/a>, o samba transitou do perif\u00e9rico para a esfera p\u00fablica. Os m\u00fasicos do samba come\u00e7aram a vender suas composi\u00e7\u00f5es, conseguindo acordos de grava\u00e7\u00e3o e participando de competi\u00e7\u00f5es nacionais, que colocava firmemente o samba na arena nacional. Como o jornalista <a href=\"http:\/\/bit.ly\/1rbfu5S\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Francisco Guimar\u00e3es (tamb\u00e9m conhecido como Vagalume)<\/a> disse em seu livro &#8220;Na Roda do Samba&#8221; (1933), inicialmente o samba era &#8220;repudiado, debochado, ridicularizado. Somente a gente da chamada roda do samba, o tratava com carinho e amor! Hoje, ningue\u0301m quer saber de fazer outra coisa&#8221;. Um sentimento que refletiu no samba de Tom Jobim e Vin\u00edcius de Morais, <a href=\"http:\/\/bit.ly\/1MUNxck\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><em>O morro n\u00e3o tem vez<\/em><\/a>:<\/p>\n<blockquote><p><em>&#8220;<\/em><em>O morro n\u00e3o tem vez<br \/>\nE o que ele fez j\u00e1 foi demais<br \/>\nMas olhem bem voc\u00eas<br \/>\nQuando derem vez ao morro<br \/>\nToda a cidade vai cantar.&#8221;<\/em><\/p><\/blockquote>\n<p><a href=\"http:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/origem-samba.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-19510 size-content\" title=\"Tradicional encontro de samba\" src=\"http:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/origem-samba-620x264.jpg\" alt=\"origem-samba\" width=\"620\" height=\"264\" srcset=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/origem-samba-620x264.jpg 620w, https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/origem-samba-940x400.jpg 940w\" sizes=\"(max-width: 620px) 100vw, 620px\" \/><\/a><\/p>\n<p>A linguagem distinta do samba se tornou o\u00a0modo\u00a0que os sambistas usavam para educar as pessoas de classes m\u00e9dia e alta que estavam escutando ou cantando o samba, mas n\u00e3o eram familiarizados com a <a href=\"http:\/\/bit.ly\/1a1M6kK\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">cultura da favela<\/a>. A composi\u00e7\u00e3o do Padeirinho <em><a href=\"http:\/\/bit.ly\/1SSoE0e\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">A linguagem do morro<\/a><\/em>, citada na ep\u00edgrafe, que ainda \u00e9 cantada por artistas como <a href=\"http:\/\/bit.ly\/1WeQmHv\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Beth Carvalho<\/a>, \u00e9 um dos muitos exemplos disso:<\/p>\n<blockquote><p>&#8220;Baile l\u00e1 no morro \u00e9 fandango<br \/>\nNome de carro \u00e9 carango<br \/>\nDiscuss\u00e3o \u00e9 bafaf\u00e1.&#8221;<\/p><\/blockquote>\n<p>Sua m\u00fasica se tornou uma esp\u00e9cie de tratado de g\u00edrias que espalhava as \u00faltimas frases e vocabul\u00e1rios para fora das periferias at\u00e9 a esfera p\u00fablica e, ao mesmo tempo, invertia a hierarquia social, a medida em que os analfabetos se tornavam os educadores. Padeirinho estava traduzindo a cultura e o ponto de vista das comunidades das favelas para a elite em um ato de resist\u00eancia que penetrava o g\u00eanero na \u00e9poca. Algumas d\u00e9cadas depois, <a href=\"http:\/\/bit.ly\/1SHwyrt\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Bezerra da Silva<\/a> tamb\u00e9m levou a linguagem como um dos assuntos em suas m\u00fasicas, como em <a href=\"http:\/\/bit.ly\/25N4EDq\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><em>A g\u00edria \u00e9 a cultura do povo<\/em><\/a>, onde ele diz que g\u00edria, tanto dentro quanto fora da favela, representa a cultura dos que as falam:<\/p>\n<blockquote><p>&#8220;Toda hora tem g\u00edria no asfalto e no morro<br \/>\nPorque ela \u00e9 a cultura do povo.&#8221;<\/p><\/blockquote>\n<p>Suas m\u00fasicas demonstravam a riqueza e a variada linguagem da favela e, al\u00e9m disso, sua popularidade fora das comunidades significaram que a linguagem tamb\u00e9m ganhou reconhecimento.<\/p>\n<h3>Funk<\/h3>\n<p>De acordo com o MC Leonardo, o <a href=\"http:\/\/bit.ly\/1kKdVRX\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">funk<\/a> \u00e9 a &#8220;pura express\u00e3o popular&#8221;. Ele ajuda os moradores a se manterem atualizados com <a href=\"http:\/\/bit.ly\/1T4oOng\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">o que est\u00e1 acontecendo<\/a>, o que as pessoas est\u00e3o dizendo em sua comunidade, e permitem que as novas g\u00edrias sejam espalhadas, como descrito na <a href=\"http:\/\/bit.ly\/1zakVi3\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Parte 1<\/a>. A circula\u00e7\u00e3o das not\u00edcias, opini\u00f5es e coment\u00e1rios por meio do funk dentro da comunidade \u00e9 caracterizada por sua liberdade de falar sobre o que quiser (desde <a href=\"http:\/\/bit.ly\/1SHxwDU\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">resist\u00eancia<\/a>, a <a href=\"https:\/\/youtu.be\/r_tRXSLzUr8\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">sexo<\/a>, at\u00e9 a\u00a0<a href=\"http:\/\/bit.ly\/1Z1C6kn\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">dan\u00e7a<\/a>) e tamb\u00e9m pelo surgimento dos MCs.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/maxresdefault.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-19512 size-content\" title=\"MC Leonardo\" src=\"http:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/maxresdefault-620x264.jpg\" alt=\"maxresdefault\" width=\"620\" height=\"264\" srcset=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/maxresdefault-620x264.jpg 620w, https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/maxresdefault-940x400.jpg 940w\" sizes=\"(max-width: 620px) 100vw, 620px\" \/><\/a><\/p>\n<p>O funk \u00e9 uma ferramenta de comunica\u00e7\u00e3o poderosa n\u00e3o s\u00f3 no seu uso de linguagem familiar que traz os moradores mais para perto do que est\u00e1 sendo discutido, mas tamb\u00e9m por conta de sua repeti\u00e7\u00e3o no ritmo, que gruda na cabe\u00e7a e populariza as mensagens. Essa caracter\u00edstica do ritmo facilita a espalhar a mensagem tamb\u00e9m para fora da comunidade, como no funk do MC Sargento, <em><a href=\"http:\/\/bit.ly\/1TG42uv\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Rap da Fazenda dos Mineiros<\/a><\/em>, onde ele desafia as percep\u00e7\u00f5es sobre as favelas e do funk, falando da arte do funk, das dificuldades que as comunidades passam e da cultura rica das favelas do Rio.<\/p>\n<p>MC Magalh\u00e3es \u00e9 um exemplo de como qualquer um da comunidade pode se tornar funkeiro: ele era um vendedor de rua que se tornou MC por fazer raps sobre a realidade de todos os dias nas ruas. Sua m\u00fasica <em><a href=\"http:\/\/bit.ly\/23oY2sP\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Rap do trabalhador<\/a><\/em>\u00a0\u00e9 uma cr\u00edtica social que usa do humor para falar das <a href=\"http:\/\/bit.ly\/1Vdo8gI\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">persegui\u00e7\u00f5es dos vendedores de rua<\/a> durante o governo\u00a0<a href=\"http:\/\/bit.ly\/24hi4JA\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">C\u00e9sar Maia<\/a> no Rio. Ele descreveu como &#8220;tomaram minha caixa de bombom \/ O C\u00e9sar Maia&#8230; Quebrou a firma \/ Todo mundo duro&#8230;&#8221;, Se referindo a repress\u00e3o que os vendedores de rua passaram depois da introdu\u00e7\u00e3o da <a href=\"http:\/\/bit.ly\/1lsMZxQ\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Guarda Municipal<\/a> na \u00e9poca. Ele joga com palavras sem sentido, como \u201ctchurunarublaize\u201d e \u201cmarauklanfer\u201d,\u00a0que zomba dos jarg\u00f5es usados nas decis\u00f5es legais como na que\u00a0deu origem \u00e0\u00a0Guarda Municipal, ecoando Bezerra da Silva no document\u00e1rio\u00a0<a href=\"http:\/\/bit.ly\/1zDwJiE%20\/t%20_blank\"><em>Onde a coruja dorme<\/em><\/a>:<\/p>\n<blockquote><p>&#8220;Quando os escravos quilombolas queriam tra\u00e7ar um plano de fuga, usavam g\u00edrias para os senhores n\u00e3o entenderem. \u00c9 justamente, hoje, o que os intelectuais fazem com a gente. Eles v\u00e3o para a escola, aprendem o revertere ad locum tuum, burugundum, data venia. E a\u00ed chegam, falam com voc\u00ea o dia inteiro, chamam voc\u00ea do que querem e voc\u00ea n\u00e3o entende nada. Ent\u00e3o, o que a gente faz? A gente tamb\u00e9m pode conversar com o doutor do mesmo jeito, e ele ficar o dia inteiro sentado e <a href=\"http:\/\/bit.ly\/1zakVi3\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">n\u00e3o entender nada tamb\u00e9m<\/a>. A\u00ed \u00e9 zero a zero.&#8221;<\/p><\/blockquote>\n<p>Como o samba e outras formas de express\u00e3o cultural das favelas, o ativismo \u00e9 um tema recorrente no funk. Por conta da\u00a0<a href=\"http:\/\/bit.ly\/23hVQkW\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">atual crise econ\u00f4mica e pol\u00edtica<\/a> que paira sobre o Brasil na contagem regressiva para as <a href=\"http:\/\/bit.ly\/PkLXlQ\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Olimp\u00edadas<\/a>, os funkeiros Mano Teko e MC Laska lan\u00e7aram uma m\u00fasica chamada <a href=\"http:\/\/bit.ly\/1QXI44q\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><em>Contagem Regressiva<\/em><\/a>, que critica os efeitos que as Olimp\u00edadas t\u00eam tido nas comunidades do Rio:<\/p>\n<blockquote><p><em>\u201cOlimp\u00edadas da nega\u00e7\u00e3o, \u00e9 pra gringo n\u00e3o pra n\u00f3s pov\u00e3o [&#8230;]&#8221;<br \/>\n\u201cO genoc\u00eddio salta alto, vem bala, vem remo\u00e7\u00e3o&#8221;<\/em><\/p><\/blockquote>\n<p>MC Carol tamb\u00e9m se manifesta, exemplificado quando abre sua m\u00fasica <a href=\"http:\/\/bit.ly\/1S7J3RZ\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><em>N\u00e3o foi Cabral<\/em><\/a>\u00a0com o hino nacional, antes de contestar de forma agressiva\u00a0o descobrimento do Brasil e criticar o primeiro genoc\u00eddio da popula\u00e7\u00e3o ind\u00edgena.<\/p>\n<blockquote><p><em>\u201cQuem descobriu o Brasil<br \/>\nN\u00e3o foi Cabral<br \/>\nPedro \u00c1lvares Cabral<br \/>\nChegou 22 de abril<br \/>\nDepois colonizou<br \/>\nChamando de Pau Brasil<br \/>\nNingu\u00e9m trouxe fam\u00edlia<br \/>\nMuito menos filho<br \/>\nPorque j\u00e1 sabia<br \/>\nQue ia matar v\u00e1rios \u00edndios.&#8221;<\/em><\/p><\/blockquote>\n<p>O movimento de funk feminista apresenta outra forma de <a href=\"http:\/\/bit.ly\/1piRAgk\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">resist\u00eancia<\/a>. Artistas como <a href=\"http:\/\/bit.ly\/1RV7JYv\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Tati Quebra Barracos<\/a>, <a href=\"http:\/\/bit.ly\/20e8rp6\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Deize Tigrona<\/a>\u00a0e <a href=\"http:\/\/bit.ly\/1VE7Yfh\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Valesca Popozuda<\/a>\u00a0usam o funk para falar sobre a liberdade sexual das mulheres e, ao fazer isso, confrontam e subvertem o pr\u00f3prio funk que por muitas vezes apresenta as mulheres como objetos de desejo sexual. Elas cantam sobre ter orgasmo, reclamam de homens in\u00fateis, d\u00e3o detalhes expl\u00edcitos sobre o que gostam de fazer no quarto e como elas seduzem os homens usando o mesmo tipo de letras obscenas como nos funks sobre mulheres.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/lidi-767-620x264.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-19513 size-full\" title=\"Pagufunk. Foto de Fernando Correia \" src=\"http:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/lidi-767-620x264.jpg\" alt=\"lidi-767-620x264\" width=\"620\" height=\"264\" \/><\/a><\/p>\n<p>Grupos como o <a href=\"http:\/\/bit.ly\/1PYBipR\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">PaguFunk<\/a>\u00a0da <a href=\"http:\/\/bit.ly\/23hXH9c\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Baixada Fluminense<\/a> levam o funk feminista em uma dire\u00e7\u00e3o diferente, focando em problemas como viol\u00eancia contra as mulheres e <a href=\"http:\/\/bit.ly\/1NNT7Oi\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">chauvinismo masculino<\/a>. Em uma <a href=\"http:\/\/bit.ly\/1Sjznh7\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">entrevista<\/a>, MC Lidi do PaguFunk explicou como a batida do funk faz as pessoas se situarem na realidade de garotas que vivem em comunidades pobres com um <a href=\"http:\/\/bit.ly\/1Rj1Jb8\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">discurso feminista mais amplo<\/a>: &#8220;\u00c9 a forma de falar na nossa linguagem, a linguagem da periferia, com as vizinhas sobre o direito das mulheres.\u00a0O refr\u00e3o chiclete ajuda a espalhar as mensagens&#8221;.<\/p>\n<p>O funk narra de volta <a href=\"http:\/\/bit.ly\/1T4oOng\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">o que as pessoas est\u00e3o dizendo<\/a> nas comunidades de uma maneira que faz as pessoas repensarem ou entenderem as quest\u00f5es de uma maneira diferente.<\/p>\n<h3>Hip-hop e Rap<\/h3>\n<p>Bem parecido com movimentos similares nas periferias de outras cidades ao redor do mundo, muito\u00a0<a href=\"http:\/\/bit.ly\/1Qm3olM\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">rap e hip-hop<\/a>\u00a0das favelas t\u00eam como objetivo comunicar a realidade mais pesada da vida da favela, trazendo problemas como\u00a0<a href=\"http:\/\/bit.ly\/1wLR1Ef\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">viol\u00eancia<\/a>, <a href=\"http:\/\/bit.ly\/1owRf9p\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">desigualdade<\/a>, <a href=\"http:\/\/bit.ly\/1SFheig\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">pobreza<\/a> e discrimina\u00e7\u00e3o por meio de uma linguagem que \u00e9 rica em met\u00e1foras e figuras de linguagem.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/bit.ly\/1iHuR1i\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Anti\u00e9ticos<\/a> \u00e9 um trio de rap que teve seu nome escolhido para apresentar &#8220;um desacordo com o padr\u00e3o estabelecido&#8221;, &#8220;n\u00e3o \u00e9 sobre a aus\u00eancia da \u00e9tica&#8221;. Suas m\u00fasicas procuram se endere\u00e7ar ao\u00a0<a href=\"http:\/\/bit.ly\/1KiFeTl\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">racismo<\/a> e a viol\u00eancia \u00e0 comunidade negra e promover uma coes\u00e3o entre as favelas. O trio procura atingir esse objetivo n\u00e3o somente em suas letras, mas simbolicamente, j\u00e1 que todos os tr\u00eas membros s\u00e3o de favelas diferentes. Em uma <a href=\"http:\/\/bit.ly\/1iHuR1i\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">entrevista para o <em>RioOnWatch<\/em><\/a>, um dos membros explicou:<\/p>\n<blockquote><p>&#8220;Ser de diferentes favelas \u00e9 simb\u00f3lico. Aqui no Rio, existe uma guerra entre fac\u00e7\u00f5es. Em alguns lugares, voc\u00ea n\u00e3o pode ir em outras favelas. Tem muita separa\u00e7\u00e3o. Eu penso que n\u00f3s sermos de diferentes comunidades quebra essa ilus\u00e3o simbolicamente\u201d.<\/p><\/blockquote>\n<p><em><a href=\"http:\/\/bit.ly\/1WhP7r1\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Eleveulove<\/a>\u00a0<\/em>\u00e9 um exemplo dessas m\u00fasicas, com letras como &#8220;isso \u00e9 o que festejo, nossa pele marrom&#8221;, e &#8220;sou fruto santo nobre onde reina os moleques bons \/\u00a0favela \u00c1frica, \u00c1frica favela e som!&#8221;<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/Antieticos-in-front-of-mural-620x264.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-19514\" src=\"http:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/Antieticos-in-front-of-mural-620x264.jpg\" alt=\"Antieticos-in-front-of-mural-620x264\" width=\"620\" height=\"264\" \/><\/a><\/p>\n<p>Artistas como o <a href=\"http:\/\/bit.ly\/1X3EbOc\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">MV Bill<\/a> focam em quest\u00f5es como meninos pequenos trabalhando no tr\u00e1fico de drogas em <a href=\"http:\/\/bit.ly\/22hUDJS\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><em>Soldado do Morro<\/em><\/a>, que descreve as condi\u00e7\u00f5es adversas e o sistema corrupto que for\u00e7am crian\u00e7as a ir para o <a href=\"http:\/\/bit.ly\/NRIxaP\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">tr\u00e1fico<\/a>.<\/p>\n<p>O uso da linguagem da favela \u00e9 um ponto chave para criar uma identidade da comunidade pela m\u00fasica. Ao usar a linguagem popular para passar informa\u00e7\u00e3o, os moradores da comunidade entram na arena p\u00fablica comunicando problemas que s\u00e3o importantes para eles em seus pr\u00f3prios termos, desafiando a hierarquia social e lingu\u00edstica que geralmente estigmatiza essa forma de express\u00e3o.<\/p>\n<h3>Literatura<\/h3>\n<p>Como o interesse pela literatura est\u00e1 crescendo nas comunidades com projetos como o <a href=\"http:\/\/bit.ly\/25PqJRI\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Ler \u00e9 10 \u2013 Leia Favela<\/a>\u00a0e festivais liter\u00e1rios como a\u00a0<a href=\"http:\/\/bit.ly\/1W2uxwn\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">FLUPP<\/a>, a linguagem da favela est\u00e1 gradualmente se expondo em linguagem escrita. Como \u00e9 uma linguagem principalmente\u00a0falada, ela \u00e9 geralmente usada por escritores das comunidades para efeito liter\u00e1rio ou nos di\u00e1logos, criando contexto para as cenas e personagens em retratos criativos da cultura da favela.<\/p>\n<p>Ot\u00e1vio Junior, autor e fundador do Ler \u00e9 10 &#8211; Leia Favela, escreve livros infantis\u00a0que focam em dois temas principais: a leitura e a periferia. Seus romances como <a href=\"http:\/\/bit.ly\/1RIS1D9\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><em>O Livreiro do Alem\u00e3o<\/em><\/a>\u00a0t\u00eam livros como seu assunto principal e se passam em favelas. Em uma entrevista ele explicou:<\/p>\n<blockquote><p>&#8220;Eu uso tanto a linguagem da periferia quanto uma linguagem po\u00e9tica na minha narrativa. Ent\u00e3o uso muito a linguagem das g\u00edrias, eu gosto de interagir tamb\u00e9m com o ambiente comunit\u00e1rio, com as brincadeiras tradicionais nas comunidades, como bola de gude, como a pipa, como a pi\u00e3o. S\u00e3o brinquedos relacionados com as favelas da Zona Norte do Rio de Janeiro. Ent\u00e3o eu interajo com estas quest\u00f5es mais peculiares daquela regi\u00e3o.&#8221;<\/p><\/blockquote>\n<p><a href=\"http:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/Ot\u00e1vio-Jr.1.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-19516 size-content\" title=\"Ot\u00e1vio Junior\" src=\"http:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/Ot\u00e1vio-Jr.1-620x264.jpg\" alt=\"Ot\u00e1vio-Jr.1\" width=\"620\" height=\"264\" \/><\/a><\/p>\n<p>Ao usar uma linguagem e estrutura familiar, Ot\u00e1vio d\u00e1 algo para as crian\u00e7as das favela se sentirem conectadas\u00a0em seus livros e permite que elas interajam com os livros e a leitura de uma maneira que n\u00e3o as fa\u00e7am se sentir alheias \u00e0 hist\u00f3ria ou que seja muito dif\u00edcil. Ot\u00e1vio explicou:<\/p>\n<blockquote><p><em>&#8220;Os livros que eu fa\u00e7o s\u00e3o para crian\u00e7as que vivem nas comunidades e tamb\u00e9m para as crian\u00e7as que n\u00e3o vivem. Assim as crian\u00e7as que n\u00e3o vivem t\u00eam a oportunidade de conhecer um pouquinho da cultura da periferia. Assim elas podem interagir a partir das hist\u00f3rias com aquela realidade e aquela cultura.&#8221;<\/em><\/p><\/blockquote>\n<p>A justaposi\u00e7\u00e3o dos dois dialetos age como uma maneira de legitimar a linguagem mostrando cada dialeto como representante de uma cultura diferente.<\/p>\n<p>As formas da arte discutidas demonstram o uso de recursos locais para resistir \u00e0 <a href=\"http:\/\/bit.ly\/1Swdf8U\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">exclus\u00e3o<\/a> e redefinir a rela\u00e7\u00e3o entre as favelas e a cidade. Por\u00e9m, quando o assunto \u00e9 a produ\u00e7\u00e3o cultural da favela, h\u00e1 uma resposta contradit\u00f3ria de pessoas fora da comunidade, onde escutar funk, ou um reconhecimento das ra\u00edzes do samba, nem sempre cria um entendimento que se traduz em atitudes positivas que combatam o <a href=\"http:\/\/bit.ly\/P4itK0\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">estigma<\/a>. \u00c9 pouco prov\u00e1vel que essa linguagem seja totalmente aceita como uma forma de falar leg\u00edtima, uma sina que \u00e9 compartilhada pelas sociedades perif\u00e9ricas ao redor do mundo. Mas elas s\u00e3o recursos para os membros da comunidade que oferecem um modelo de identifica\u00e7\u00e3o, uma sa\u00edda criativa e forma de resist\u00eancia.<\/p>\n<p><em>Essa \u00e9 a terceira parte de uma <a href=\"http:\/\/bit.ly\/1LiSfzK\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">s\u00e9rie de tr\u00eas partes<\/a> sobre a linguagem falada nas periferias do Rio de Janeiro.<\/em><\/p>\n<p><i>Gitanjali Patel \u00e9 graduada em Espanhol e Portugu\u00eas pela Universidade de Oxford e atualmente trabalha como pesquisadora especializada em linguagem, cultura e sociedade brasileira. Ao longo dos \u00faltimos anos v\u00eam pesquisando estrat\u00e9gias anti-corrup\u00e7\u00e3o na America Latina.<\/i><\/p>\n<h3>Escute algumas das m\u00fasicas citadas\u00a0nesta mat\u00e9ria aqui:<\/h3>\n<p><iframe src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/videoseries?list=PLA9xC_xNGPz4GNRYvWIj8b4kSHCLYBafg\" width=\"620\" height=\"349\" frameborder=\"0\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\"><\/iframe><\/p>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<div class=\"mh-excerpt\"><p>Click Here for English Essa \u00e9 a terceira de uma s\u00e9rie de tr\u00eas partes sobre a linguagem falada nas periferias do Rio de Janeiro.\u00a0N\u00e3o deixe de ler a Parte 1\u00a0e a Parte 2. 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