{"id":20474,"date":"2016-06-30T11:59:32","date_gmt":"2016-06-30T14:59:32","guid":{"rendered":"http:\/\/rioonwatch.org.br\/?p=20474"},"modified":"2016-06-30T11:59:32","modified_gmt":"2016-06-30T14:59:32","slug":"zona-de-exclusao-das-olimpiadas-a-gentrificacao-da-favela-da-babilonia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/rioonwatch.org.br\/?p=20474","title":{"rendered":"Zona de Exclus\u00e3o das Olimp\u00edadas: A Gentrifica\u00e7\u00e3o da Favela da Babil\u00f4nia"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right;\"><em><strong><a href=\"http:\/\/bit.ly\/292sUu0\" target=\"_blank\">Click Here for English<img decoding=\"async\" width=\"20\" height=\"20\" class=\"alignright wp-image-15790\" src=\"http:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2012\/08\/EN-standard-e1439583104716.jpg\" alt=\"\" \/><\/a><\/strong><\/em><\/p>\n<p><em>Leia a mat\u00e9ria original por\u00a0<a href=\"http:\/\/bit.ly\/2935ghf\" target=\"_blank\">Jo Griffin<\/a>\u00a0<\/em><em>em ingl\u00eas no The Guardian\u00a0<a href=\"http:\/\/bit.ly\/1Uux1l2\" target=\"_blank\">aqui<\/a>. O RioOnWatch traduz mat\u00e9rias do ingl\u00eas para que brasileiros possam ter acesso e acompanhar temas ou an\u00e1lises cobertos fora do pa\u00eds que nem sempre s\u00e3o cobertos no Brasil.<\/em><\/p>\n<p><em><strong>Os moradores do Morro da Babil\u00f4nia se queixam de estarem sendo empurrados para fora da favela enquanto ela \u00e9 submetida a uma r\u00e1pida &#8216;urbaniza\u00e7\u00e3o&#8217; antes das Olimp\u00edadas. Jo Griffin escuta os bastidores do projeto de gentrifica\u00e7\u00e3o do Rio.<\/strong><\/em><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cOlha para aquela casa&#8221;, diz Nivia Bruno Ribeiro de Cajazeira, apontando para uma pequena habita\u00e7\u00e3o escondida pela abundante vegeta\u00e7\u00e3o, perto do topo do Morro da Babil\u00f4nia na Zona Sul do <a href=\"http:\/\/bit.ly\/293ng9O\" target=\"_blank\">Rio de Janeiro<\/a>. \u201cTodas as casas na favela eram constru\u00eddas assim, de pau-a-pique.\u201d<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Chegamos \u00e0 sua casa azul de madeira atrav\u00e9s de um caminho de terra, cheio de polpa de jaca. O seu terra\u00e7o oferecia uma vista do mar distante. Quem n\u00e3o \u00e9 da favela raramente chega at\u00e9 esta parte; para isso \u00e9 preciso caminhar t\u00e3o perto das casas que quase parece uma invas\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Duas teorias explicam porque esta favela&#8211;um dos mais de 1000 assentamentos informais do Rio&#8211;\u00e9 chamada de Babil\u00f4nia: alguns dizem que o nome foi tomado de empr\u00e9stimo de uma cervejaria do s\u00e9culo XIX; outros acreditam que a excepcional beleza natural da regi\u00e3o evocou os <a href=\"http:\/\/bit.ly\/29dui0H\" target=\"_blank\">Jardins Suspensos da Babil\u00f4nia<\/a>.\u00a0Perto do topo da montanha verde, onde os moradores t\u00eam de carregar a comida e os mantimentos a p\u00e9, muitas pessoas ainda n\u00e3o t\u00eam acesso a saneamento b\u00e1sico e a natureza parece ainda reinar.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Por cinco gera\u00e7\u00f5es, a fam\u00edlia Ribeiro vive ali, pr\u00f3ximo \u00e0s areias brancas da praia do Leme. A favela sempre foi conhecida pela sua tranquilidade, diz Nivia, moradora de 38 anos que trabalha como professora de inform\u00e1tica. \u201cDurante anos, as pessoas usavam lampi\u00f5es porque n\u00e3o t\u00ednhamos luz. Por estar t\u00e3o perto do mar, temos muitas fontes de \u00e1gua naturais onde as pessoas podiam lavar as roupas. Quando acordo, estou rodeada de p\u00e1ssaros nas \u00e1rvores&#8221;.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Agora que a Babil\u00f4nia est\u00e1 submetida a uma r\u00e1pida gentrifica\u00e7\u00e3o, Nivia Ribeiro \u00e9 uma das moradoras que aguarda saber se ser\u00e1 realocada a\u00a0Santa Cruz, na Zona Oeste do Rio a 64 quil\u00f4metros de dist\u00e2ncia&#8211;em consequ\u00eancia do <a href=\"http:\/\/bit.ly\/29qxlyk\" target=\"_blank\">Morar Carioca<\/a>, um premiado projeto da Prefeitura para a urbaniza\u00e7\u00e3o de todas as favelas, introduzido em 2010 como parte do legado social das Olimp\u00edadas. Na Babil\u00f4nia, o projeto previa a remo\u00e7\u00e3o de casas dentro de tr\u00eas categorias de \u201crisco\u201d: as que se encontravam em \u00e1reas ambientais protegidas; aquelas cujos moradores recebem aluguel social e que foram previamente realojados; e casas em \u201c<a href=\"http:\/\/bit.ly\/184DRpn\" target=\"_blank\">\u00e1reas de risco<\/a>\u201d onde as chuvas podem provocar desabamentos, como a da Nivia.<\/span><\/p>\n<figure id=\"attachment_20502\" aria-describedby=\"caption-attachment-20502\" style=\"width: 620px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/4288.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-20502 size-medium\" title=\"Favela da Babil\u00f4nia vista da famosa praia do Leme. Fotografia: Bert Kohlgraf#70921\/Flickr Vision\" src=\"http:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/4288-620x412.jpg\" alt=\"4288\" width=\"620\" height=\"412\" srcset=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/4288-620x412.jpg 620w, https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/4288-397x264.jpg 397w, https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/4288-768x510.jpg 768w, https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/4288-1024x680.jpg 1024w, https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/4288.jpg 1225w\" sizes=\"(max-width: 620px) 100vw, 620px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-20502\" class=\"wp-caption-text\">Favela da Babil\u00f4nia vista da famosa praia do Leme. Fotografia: Bert Kohlgraf#70921\/Flickr Vision<\/figcaption><\/figure>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\"><a href=\"http:\/\/bit.ly\/1NbnQ2C\" target=\"_blank\">Andr\u00e9 Constatine<\/a>, presidente da Associa\u00e7\u00e3o de\u00a0Moradores da Babil\u00f4nia, est\u00e1 lutando contra a Prefeitura. A prop\u00f3sito, o edif\u00edcio onde est\u00e1 o seu escrit\u00f3rio fica acima do ponto onde termina a estrada pavimentada. A partir dali, ele faz a media\u00e7\u00e3o com a Secretaria de Habita\u00e7\u00e3o, <a href=\"http:\/\/bit.ly\/1UEkEUg\" target=\"_blank\">organiza reuni\u00f5es para falar com os\u00a0moradores<\/a> sobre os seus direitos, e aconselha os que sobem as escadas at\u00e9 \u00e0 sua porta verde. Na minha visita, um pequeno grupo de mulheres esperava na sombra do lado de fora<\/span>\u00a0do posto de sa\u00fade na porta ao lado.<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Andr\u00e9 est\u00e1 indignado porque a Prefeitura n\u00e3o cumpriu a sua promessa de realocar todos os moradores das categorias de risco para os tr\u00eas novos <a href=\"http:\/\/bit.ly\/1J56fXa\" target=\"_blank\">pr\u00e9dios ecologicamente amig\u00e1veis<\/a> na Babil\u00f4nia e na favela adjacente, Chap\u00e9u-Mangueira. O projeto Morar Carioca, <a href=\"http:\/\/bit.ly\/1S7xVOy\" target=\"_blank\">que tem sido criticado por n\u00e3o cumprir as suas promessas originais<\/a>, alargou parcialmente a estrada principal e melhorou o sistema de drenagem, mas o dinheiro acabou antes que a constru\u00e7\u00e3o dos tr\u00eas pr\u00e9dios tivesse terminado. Enquanto isso, alguns moradores ainda carecem saneamento b\u00e1sico, ele ressalta.<\/span><\/p>\n<blockquote><p><span style=\"font-weight: 400;\">&#8220;N\u00f3s moradores estamos pagando caro por estes megaeventos.&#8221; &#8211;\u00a0<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">Andr\u00e9 Constantine<\/span><\/p><\/blockquote>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Andr\u00e9 Constantine est\u00e1 particularmente furioso com o que ele diz ter sido um embuste. \u201cSe esta \u00e9 uma \u00e1rea de risco, porque n\u00e3o fizeram nada para tornar ela mais segura?<\/span><span style=\"font-weight: 400;\"> Foi declarada \u00e1rea de risco seis anos atr\u00e1s e nada foi feito&#8221;. A \u201cmentira\u201d do Morar Carioca toca no cora\u00e7\u00e3o de uma causa maior que o consome: a luta contra o \u201cprojeto\u201d de gentrifica\u00e7\u00e3o da Prefeitura, que ele afirma que est\u00e1 empurrando moradores pobres, negros, e favelados\u00a0<a href=\"http:\/\/bit.ly\/28XpirY\" target=\"_blank\">para fora das regi\u00f5es valorizadas da Zona Sul antes das Olimp\u00edadas<\/a>. \u201c<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">N\u00f3s moradores estamos pagando caro por estes megaeventos&#8221;, diz ele.<\/span><span style=\"font-weight: 400;\"><br \/>\n<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Andr\u00e9 entrou para a pol\u00edtica depois do assassinato de seu pai em 2007, por envolvimento no tr\u00e1fico de drogas. Depois de um acontecimento t\u00e3o marcante, ou voc\u00ea escolhe pol\u00edtica ou escolhe a religi\u00e3o, diz ele. Ele leu sobre teoria pol\u00edtica e hoje \u00e9 uma lideran\u00e7a militante por direitos do movimento <\/span><a href=\"http:\/\/bit.ly\/296p7fa\" target=\"_blank\"><span style=\"font-weight: 400;\">Favela N\u00e3o Se Cala<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">. Por toda a cidade, segundo ele, pessoas lutam pelos mesmos direitos.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Andr\u00e9 Constantine tem certeza que o objetivo de pacifica\u00e7\u00e3o da <a href=\"http:\/\/bit.ly\/291cD6A\" target=\"_blank\">UPP<\/a>, iniciado em 2009&#8211;no qual policiais armados tomam controle e ocupam favelas dominadas por traficantes&#8211;\u00e9 a gentrifica\u00e7\u00e3o. \u201cO que as pessoas t\u00eam que entender \u00e9 que a pol\u00edcia da UPP \u00e9 protagonista neste processo&#8221;, diz ele, referindo-se \u00e0 mar\u00e9 da especula\u00e7\u00e3o imobili\u00e1ria que promoveu uma inevit\u00e1vel \u201climpeza social\u201d.<\/span><\/p>\n<figure id=\"attachment_20504\" aria-describedby=\"caption-attachment-20504\" style=\"width: 620px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/3000.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-20504 size-medium\" title=\"Tributos a Mandela e Gandhi, numa parede da favela da Babil\u00f4nia. Fotografia: Mario Tama\/Getty Images\" src=\"http:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/3000-620x372.jpg\" alt=\"3000\" width=\"620\" height=\"372\" srcset=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/3000-620x372.jpg 620w, https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/3000-440x264.jpg 440w, https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/3000-768x461.jpg 768w, https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/3000-1024x615.jpg 1024w, https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/3000.jpg 1224w\" sizes=\"(max-width: 620px) 100vw, 620px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-20504\" class=\"wp-caption-text\">Tributos a Mandela e Gandhi, numa parede da favela da Babil\u00f4nia. Fotografia: Mario Tama\/Getty Images<\/figcaption><\/figure>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Desde que a UPP come\u00e7ou, o pre\u00e7o doa alugueis e da venda de im\u00f3veis na favela duplicou, diz ele, empurrando para fora os inquilinos e dificultando a entrada de imigrantes de regi\u00f5es mais pobres do <a href=\"http:\/\/bit.ly\/295sMKH\" target=\"_blank\">Brasil<\/a>. \u201cAlgu\u00e9m do nordeste n\u00e3o pode chegar aqui agora e alugar uma casa porque \u00e9 muito caro. Agora, s\u00f3 a classe m\u00e9dia \u00e9 que consegue alugar uma casa aqui. At\u00e9 os estrangeiros est\u00e3o se mudando para a comunidade e isso empurra os mais pobres para as periferias [da cidade].\u201d<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">N\u00e3o obstante, a comunidade aparenta que partes dela ainda est\u00e3o sendo constru\u00eddas pelas pr\u00f3prias m\u00e3os dos moradores. Acima do seu escrit\u00f3rio, construtores carregam sacos de cimento no ombro. Abaixo, na unidade da UPP na estrada principal, policiais armados est\u00e3o de vigia, \u00e0 medida que turistas caminham com dificuldade na dire\u00e7\u00e3o de um dos albergues que abriu desde a pacifica\u00e7\u00e3o. Enquanto estes novos desenvolvimentos podem parecer t\u00e3o modernos quanto os edif\u00edcios \u00e0 beira-mar, os m\u00e9todos e materiais de constru\u00e7\u00e3o constituem motivos de preocupa\u00e7\u00f5es. Enquanto isso, alguns moradores do topo do morro nem privadas t\u00eam, diz ele. Os excrementos humanos s\u00e3o atirados para as \u00e1rvores.<\/span><\/p>\n<blockquote><p><span style=\"font-weight: 400;\">&#8220;As coisas andam muito dif\u00edceis, e os turistas s\u00f3 pioram a situa\u00e7\u00e3o. Isso me deixa com raiva.&#8221; &#8211; Nivia Ribeiro de Cajazeira<\/span><\/p><\/blockquote>\n<p>Nivia demonstra a sua frustra\u00e7\u00e3o, pois agora a comunidade tem de se preocupar com os turistas que deixam o lixo para tr\u00e1s, por exemplo. \u201cTemos tantos problemas aqui e agora tamb\u00e9m temos que cuidar dos turistas. As coisas andam muito dif\u00edceis, e os turistas s\u00f3 pioram a situa\u00e7\u00e3o. Isso me deixa com raiva, e nem sequer temos um caminho decente para subir o morro&#8221;.<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Enquanto a gentrifica\u00e7\u00e3o proporcionou novas constru\u00e7\u00f5es e o interesse tur\u00edstico, poucos visitantes deixam algo concreto para os moradores, diz Nivia. \u201cEstes grandes projetos de arquitetura n\u00e3o correspondem \u00e0 nossa realidade. Eles n\u00e3o incluem uma escola ou uma cl\u00ednica de sa\u00fade, ou instalam cabos de internet&#8221;.<\/span><\/p>\n<p>O interesse dos estrangeiros \u00e9 apenas tempor\u00e1rio, diz ela. \u201cEstou cansada de participar de entrevistas e preencher question\u00e1rios de pesquisas. Isso deixa algum retorno concreto? Se as pessoas v\u00eam aqui para fazer um filme, por exemplo, porque n\u00e3o doam uma c\u00e2mara?&#8221;.<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A gentrifica\u00e7\u00e3o ampliou as perspectivas da \u00e1rea e trouxe novos rendimentos, isto \u00e9 evidente para quem costuma visitar o <a href=\"http:\/\/bbc.in\/295thUT\" target=\"_blank\">Bar do David<\/a>, um dos diversos restaurantes na entrada da favela Chap\u00e9u-Mangueira. A comida servida ganhou pr\u00eamios e o bar \u00e9 famoso pelos seus 200 tipos de cacha\u00e7a. Na maioria das noites, tanto brasileiros como turistas, sobem at\u00e9 a parte mais baixa do morro e se sentam para tomar cerveja e ver o p\u00f4r-do-sol. Ali pr\u00f3ximo, um trabalhador de macac\u00e3o laranja faz o conserto de um carrinho de metal com a palavra \u201clunch\u201d rabiscada nele.<\/span><\/p>\n<figure id=\"attachment_20512\" aria-describedby=\"caption-attachment-20512\" style=\"width: 620px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/3000-1.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-20512 size-medium\" title=\"Um homem pratica y\u00f4ga no Morro da Babil\u00f4nia. Fotografia: Mario Tama\/Getty Images\" src=\"http:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/3000-1-620x372.jpg\" alt=\"3000 (1)\" width=\"620\" height=\"372\" srcset=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/3000-1-620x372.jpg 620w, https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/3000-1-440x264.jpg 440w, https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/3000-1-768x461.jpg 768w, https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/3000-1-1024x614.jpg 1024w, https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/3000-1.jpg 1225w\" sizes=\"(max-width: 620px) 100vw, 620px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-20512\" class=\"wp-caption-text\">Um homem pratica y\u00f4ga no Morro da Babil\u00f4nia. Fotografia: Mario Tama\/Getty Images<\/figcaption><\/figure>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O dono do bar, David Bispo, de 44 anos, lutava para se sustentar como pescador antes de abrir o seu estabelecimento h\u00e1 seis anos. Mas hoje ele est\u00e1 preocupado: depois de anos de paz, <a href=\"http:\/\/bit.ly\/29dwvZG\" target=\"_blank\">houve uma explos\u00e3o de viol\u00eancia entre traficantes rivais nas duas favelas<\/a>. Duas noites atr\u00e1s, alguns moradores levaram estrangeiros para o seu bar e fecharam as janelas para oferecer prote\u00e7\u00e3o. Durante um fim de semana de muito tiroteio, dois homens morreram e um terceiro ficou ferido por uma bala perdida enquanto tomava banho em casa. Os moradores disseram que as gangues foram incitadas \u00e0 viol\u00eancia a partir das suas fac\u00e7\u00f5es baseadas em outros lugares do Rio. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Na entrada da favela est\u00e3o estacionados os carros da pol\u00edcia enquanto um helic\u00f3ptero sobrevoa a \u00e1rea e um caveir\u00e3o se desloca morro acima, afastando moradores e turistas para as laterais da estrada.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">David, um acolhedor anfitri\u00e3o que fala ingl\u00eas com os clientes, diz que a pacifica\u00e7\u00e3o fez com que muitos se sentissem seguros e lhe permitiu come\u00e7ar um neg\u00f3cio de sucesso, mas agora ele est\u00e1 preocupado. \u201cVoc\u00ea v\u00ea estrangeiros chegando, querendo come\u00e7ar neg\u00f3cios aqui na favela para fugir dos impostos de outros lugares\u2026 isto \u00e9 covardia&#8221;. Ele sublinha que tais neg\u00f3cios, inevitavelmente, levam vantagem sobre os seus rivais de mercado&#8211;os moradores locais.<\/span><\/p>\n<figure id=\"attachment_20513\" aria-describedby=\"caption-attachment-20513\" style=\"width: 401px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"http:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/2048.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-20513 size-thumbnail\" title=\"O dono do bar, David Bispo. Fotografia: Christine Cellier\" src=\"http:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/2048-401x264.jpg\" alt=\"2048\" width=\"401\" height=\"264\" srcset=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/2048-401x264.jpg 401w, https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/2048-620x408.jpg 620w, https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/2048-768x505.jpg 768w, https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/2048-1024x674.jpg 1024w, https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/2048.jpg 1225w\" sizes=\"(max-width: 401px) 100vw, 401px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-20513\" class=\"wp-caption-text\">O dono do bar, David Bispo. Fotografia: Christine Cellier<\/figcaption><\/figure>\n<p>O pai dele fundou a primeira Associa\u00e7\u00e3o de Moradores no Chap\u00e9u-Mangueira e esteve envolvido na luta para permanecer na favela durante a ditadura militar. Os benef\u00edcios atuais n\u00e3o deveriam ir para os que \u201crealmente merece&#8221;, pergunta ele, cujos antepassados lutaram pela comunidade? Os visitantes ajudam os neg\u00f3cios como o dele a prosperar, mas ele fica frustrado que, por exemplo, um beb\u00ea estrangeiro tenha lugar numa creche e n\u00e3o haja espa\u00e7o dispon\u00edvel para o filho de um parente.<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Durante d\u00e9cadas, a neglig\u00eancia do Estado for\u00e7ou um ritmo de progresso lento e doloroso nas favelas do Rio, que&#8211;ao contr\u00e1rio de outros assentamentos informais pelo mundo afora&#8211;t\u00eam uma popula\u00e7\u00e3o em grande parte est\u00e1vel. Enquanto alguns moradores expressam satisfa\u00e7\u00e3o com o envolvimento do Estado em ter atra\u00eddo novas fontes de renda e melhorias na seguran\u00e7a, h\u00e1 uma frustra\u00e7\u00e3o por essas mudan\u00e7as terem vindo de fora e serem feitas sem o consentimento dos moradores.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Alguns moradores falam sobre a era de ouro do mutir\u00e3o quando os moradores compartilhavam recursos entre todos para construir as suas casas. A <a href=\"http:\/\/bit.ly\/293oNfQ\" target=\"_blank\">gentrifica\u00e7\u00e3o<\/a> pertence \u00e0 pol\u00edtica de desenvolvimento mais individualista do Rio, que, segundo eles, marcou os preparativos para os Jogos Ol\u00edmpicos.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Para contrariar esta tend\u00eancia, Pol Dhuyvetter, um belga que mora na Babil\u00f4nia desde 2012, lan\u00e7ou o <a href=\"http:\/\/bit.ly\/29g91Au\" target=\"_blank\">projeto de energia solar<\/a> RevoluSolar, capacitando os moradores para se tornarem autossuficientes em energia em um momento que havia aumentos estratosf\u00e9ricos nas contas da luz. \u201cDescobri que a Babil\u00f4nia foi apresentada na\u00a0<a href=\"http:\/\/bit.ly\/294qhHf\" target=\"_blank\">Rio+20<\/a> como um projeto de desenvolvimento sustent\u00e1vel. Mas rapidamente percebi que tinha sido uma manobra de propaganda organizada pelo governo do Rio e algumas grandes empresas&#8221;, diz ele.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Membro da Ecopower, uma cooperativa de energia renov\u00e1vel da B\u00e9lgica, ele \u201cpercebeu que uma cooperativa de energia solar seria o instrumento perfeito para o desenvolvimento sustent\u00e1vel, com benef\u00edcios econ\u00f4micos, sociais e ambientais\u201d.<\/span><\/p>\n<figure id=\"attachment_20514\" aria-describedby=\"caption-attachment-20514\" style=\"width: 620px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/3500.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-20514 size-medium\" title=\"No Rio, os empres\u00e1rios locais e estrangeiros est\u00e3o construindo albergues em favelas para lidar com o afluxo de turistas. Fotografia: Pilar Olivares \/ Reuters\" src=\"http:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/3500-620x372.jpg\" alt=\"3500\" width=\"620\" height=\"372\" srcset=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/3500-620x372.jpg 620w, https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/3500-440x264.jpg 440w, https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/3500-768x461.jpg 768w, https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/3500-1024x615.jpg 1024w, https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/3500.jpg 1224w\" sizes=\"(max-width: 620px) 100vw, 620px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-20514\" class=\"wp-caption-text\">No Rio, os empres\u00e1rios locais e estrangeiros est\u00e3o construindo albergues em favelas para lidar com o afluxo de turistas. Fotografia: Pilar Olivares \/ Reuters<\/figcaption><\/figure>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Ele diz: \u201cUma empresa se aproveitou da pacifica\u00e7\u00e3o, a Light\u2026 O projeto de energia solar do RevoluSolar quer lutar contra este lado negativo da gentrifica\u00e7\u00e3o onde uma empresa de energia abusa da sua posi\u00e7\u00e3o e cobra exageradamente de fam\u00edlias pobres apesar das promessas de tarifas sociais no in\u00edcio da pacifica\u00e7\u00e3o&#8221;.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Francisco Nunes, dono do Bar Nosso&#8211;um restaurante perto da base do morro&#8211;acolhe com agrado a integra\u00e7\u00e3o de turistas que saibam respeitar os moradores, um sentimento compartilhado por Andr\u00e9 Constantine. \u201cN\u00f3s n\u00e3o somos contra os estrangeiros, mas somos apenas a favor do turismo que \u00e9 bom para os moradores locais&#8221;.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Ele acrescenta: \u201cSomos contra o &#8216;turismo safari&#8217; e temos uma campanha: a favela n\u00e3o \u00e9 um zool\u00f3gico. Nunca foi t\u00e3o \u2018lindo\u2019 estar numa favela. As pessoas tiram selfies na favela. Elas chegam para ver o quanto ex\u00f3ticos somos&#8221;.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Os moradores est\u00e3o preocupados em preservar a cultura da favela. Alguns apontam o\u00a0<a href=\"http:\/\/bit.ly\/295uQCg\" target=\"_blank\">Vidigal, outra favela na Zona Sul<\/a>, como um exemplo de como a gentrifica\u00e7\u00e3o est\u00e1 erradicando a identidade original da favela. Andr\u00e9 pretende abrir um <a href=\"http:\/\/bit.ly\/1isHwFZ\" target=\"_blank\">museu<\/a> na comunidade que celebre a cultura e a tradi\u00e7\u00e3o negra, como a religi\u00e3o Candombl\u00e9, mas o edif\u00edcio que ia usar foi destinado para a UPP.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cEu sonho com um Brasil melhor, mas isso s\u00f3 vai ser poss\u00edvel com investimentos nas quest\u00f5es certas como a educa\u00e7\u00e3o, cultura, arte e lazer\u201d, diz Andr\u00e9, claramente frustrado. \u201cO que n\u00f3s, da favela, queremos, s\u00e3o os nossos direitos\u2026 Se a favela tiver \u00e0s margens da sociedade, sempre vai haver problemas&#8221;.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Ap\u00f3s ter expirado o prazo para a Prefeitura revelar o seu projeto de urbaniza\u00e7\u00e3o para moradores da Babil\u00f4nia, Andr\u00e9 Constantine\u00a0est\u00e1 organizando a\u00e7\u00f5es judiciais junto com os moradores afetados.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Para a Nivia Ribeiro, entretanto, a incerteza continua. \u201cA minha casa \u00e9 tudo. N\u00e3o quero sair daqui&#8221;, diz ela. \u201cO ideal seria construir uma conten\u00e7\u00e3o atr\u00e1s da minha casa [para prevenir desabamentos]. N\u00e3o entendo porque n\u00e3o podem fazer isso&#8221;.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Andr\u00e9 Constantine acrescenta: \u201cExistem muitas pessoas inteligentes e interessantes aqui\u2026 [Esta \u00e9] uma favela no meio de uma parte rica da cidade onde os impostos s\u00e3o os mais elevados, e algumas pessoas nem privada t\u00eam nas suas casas. Quanto tempo vamos ficar aqui sem investimento do governo na nossa infraestrutura?\u201d.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Naquela noite, depois de sair da Babil\u00f4nia, ou\u00e7o no r\u00e1dio que a viol\u00eancia na favela voltou de novo. Moradores, locais e estrangeiros, se protegeram no edif\u00edcio de um amigo e atiraram-se no ch\u00e3o durante 20 minutos de tiroteio. Um terceiro morador local foi baleado e morto.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Parece que o progresso duradouro nas comunidades pobres \u00e9 um resultado menos prov\u00e1vel do que a gentrifica\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p><i><span style=\"font-weight: 400;\">Jo Griffin, visitou o Rio de Janeiro v\u00e1rias vezes com a associa\u00e7\u00e3o <a href=\"http:\/\/bit.ly\/1RgYJ1G\" target=\"_blank\">Street Child United<\/a> que organiza eventos esportivos e programas para jovens em comunidades marginalizadas.<\/span><\/i><\/p>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<div class=\"mh-excerpt\"><p>Click Here for English Leia a mat\u00e9ria original por\u00a0Jo Griffin\u00a0em ingl\u00eas no The Guardian\u00a0aqui. 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