{"id":23689,"date":"2016-11-30T08:40:14","date_gmt":"2016-11-30T11:40:14","guid":{"rendered":"http:\/\/rioonwatch.org.br\/?p=23689"},"modified":"2024-06-20T16:25:16","modified_gmt":"2024-06-20T19:25:16","slug":"o-rio-de-janeiro-deveria-ter-um-museu-da-escravidao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/rioonwatch.org.br\/?p=23689","title":{"rendered":"O Rio de Janeiro Deveria Ter Um Museu da Escravid\u00e3o?"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right;\"><em><strong><a href=\"http:\/\/bit.ly\/2fFsI5N\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Click Here for English<img decoding=\"async\" width=\"20\" height=\"20\" class=\"alignright wp-image-15790\" src=\"http:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2012\/08\/EN-standard-e1439583104716.jpg\" alt=\"\" \/><\/a><\/strong><\/em><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A Pra\u00e7a XV \u00e9 um dos mais importantes locais hist\u00f3ricos do Rio de Janeiro, localizado no centro hist\u00f3rico, circundado pela\u00a0<a href=\"http:\/\/bit.ly\/2ac6D1z\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Alerj<\/a>, o Pa\u00e7o Imperial e o terminal de barcas da cidade. Somente pessoas com profundo conhecimento da hist\u00f3ria sabem por que o mercado de a\u00e7\u00f5es do Rio tamb\u00e9m est\u00e1 nesse lugar. Antes das mercadorias, <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2g1AgjF\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">pessoas eram negociadas aqui<\/a>. N\u00e3o h\u00e1 nenhum sinal, placa, ou memorial que indique que esse lugar costumava ser um dos primeiros mercados de escravos da hist\u00f3ria moderna.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Entre os s\u00e9culos XVI e XIX, mais de 5,5 milh\u00f5es de africanos escravizados foram trazidos para o Brasil, e <a href=\"http:\/\/glo.bo\/2b3Rnlr\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">mais de 2 milh\u00f5es desembarcaram somente no Rio<\/a>. Em contraste, cerca de <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2gfD9QH\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">400.000<\/a> chegaram em todo o territ\u00f3rio dos Estados Unidos.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Hoje, o Brasil \u00e9 o pa\u00eds com a segunda maior popula\u00e7\u00e3o negra do mundo depois da Nig\u00e9ria. Metade da sua popula\u00e7\u00e3o \u00e9 negra. \u00c9 um pa\u00eds que viveu <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2eYgt8k\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">menos de um quarto de sua hist\u00f3ria sem escravid\u00e3o<\/a>.<\/span><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/Praca-XV_s.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-23713 size-content\" title=\"Pra\u00e7a XV, local do primeiro mercado de escravos no Rio\" src=\"http:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/Praca-XV_s-620x264.jpg\" alt=\"praca-xv_s\" width=\"620\" height=\"264\" srcset=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/Praca-XV_s-620x264.jpg 620w, https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/Praca-XV_s-940x400.jpg 940w\" sizes=\"(max-width: 620px) 100vw, 620px\" \/><\/a><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Os impactos cont\u00ednuos da escravid\u00e3o sobre as estruturas econ\u00f4micas e sociais s\u00e3o muito mais vis\u00edveis do que nas <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">refer\u00eancias p\u00fablicas\u00a0<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">na paisagem urbana do Rio. Brasileiros negros comp\u00f5em a grande maioria dos trabalhadores da constru\u00e7\u00e3o civil, empregadas dom\u00e9sticas e bab\u00e1s. O bairro mais rico do Rio, a Lagoa, \u00e9\u00a0<a href=\"http:\/\/bit.ly\/skGV1V\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">apenas 1,5% negro<\/a>, enquanto que as <a href=\"http:\/\/bit.ly\/skGV1V\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">favelas da cidade s\u00e3o de maioria negra<\/a>, como \u00e9 bem descrito <a href=\"http:\/\/bit.ly\/1OOlg7r\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">nesta s\u00e9rie de mapas raciais<\/a>.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A historiadora <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2g1Mskl\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Sadakne Baroudi<\/a> afirma: &#8220;500 anos ap\u00f3s a introdu\u00e7\u00e3o da escravid\u00e3o no Brasil, os negros ainda est\u00e3o construindo nossas cidades. Cidades das quais s\u00e3o sistematicamente exclu\u00eddos&#8221;. Sadakne Baroudi come\u00e7ou a pesquisar a escravid\u00e3o no Rio h\u00e1 mais de uma d\u00e9cada e lan\u00e7ou um <a href=\"http:\/\/bit.ly\/1G0pp5a\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">site educacional bil\u00edngue sobre a hist\u00f3ria da escravid\u00e3o no Porto do Rio<\/a>.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Quando Sadakne Baroudi chegou ao Brasil, em 2003, o <a href=\"http:\/\/bit.ly\/1KiFeTl\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">racismo<\/a> que sentiu era quase como o preconceito a que estava acostumada nos EUA. Exceto que aqui ningu\u00e9m falava sobre isso. Um dos mitos nacionais mais comuns \u00e9 que, devido \u00e0 <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2gei3jC\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">enorme variedade de cores de pele<\/a> no Brasil, existe uma <a href=\"http:\/\/bit.ly\/1T41p1g\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">&#8220;democracia racial&#8221; na qual a discrimina\u00e7\u00e3o racial \u00e9 considerada irrelevante<\/a>.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A narrativa nacional \u00e9 que a <a href=\"http:\/\/abr.ai\/2eYe90S\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">discrimina\u00e7\u00e3o terminou<\/a> com a aboli\u00e7\u00e3o da escravatura em 1890. Em contraste com os EUA, com suas pol\u00edticas de discrimina\u00e7\u00e3o rigorosas&#8211;as <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2fy96F2\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">leis de Jim Crow<\/a>&#8211;e dist\u00farbios raciais, a <a href=\"http:\/\/bit.ly\/1uqz3CW\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">ra\u00e7a<\/a> \u00e9 constantemente negociada no Brasil. &#8220;Algu\u00e9m \u00e9 apenas mais escuro ou mais claro que a pessoa ao lado, ent\u00e3o todo mundo \u00e9 empurrado para o meio. N\u00e3o h\u00e1 uma distin\u00e7\u00e3o n\u00edtida entre preto e branco, como nos Estados Unidos&#8221;, diz Sadakne Baroudi. &#8220;No Brasil, as pessoas ficam orgulhosas quando me dizem: \u2018pelo menos nunca fizemos ningu\u00e9m sentar na parte de tr\u00e1s de um \u00f4nibus.\u2019 A quest\u00e3o \u00e9: nem sequer est\u00e3o no mesmo \u00f4nibus. O sistema de <a href=\"http:\/\/bit.ly\/1yzeVVK\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">transporte<\/a> ainda est\u00e1 segregando as pessoas&#8221;.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Outra pedra angular da identidade urbana do Rio de Janeiro \u00e9 sua hist\u00f3ria como antiga capital do Brasil e do Imp\u00e9rio Portugu\u00eas. A cidade orgulha-se de suas avenidas de inspira\u00e7\u00e3o europ\u00e9ia, de ser uma &#8220;Paris Tropical&#8221;. E \u00e9 tamb\u00e9m uma cidade <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2fUmaAX\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">apaixonada pela modernidade, progresso e transforma\u00e7\u00e3o<\/a>, produzidos principalmente \u00e0s custas de seus cidad\u00e3os negros. Durante o \u00faltimo s\u00e9culo, grandes transforma\u00e7\u00f5es urbanas no Rio significaram que as comunidades de maioria negra foram regularmente deslocadas: a <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2g1YGcH\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">remo\u00e7\u00e3o do Morro do Castelo<\/a> para o desenvolvimento do Centro do Rio na d\u00e9cada de 1920; a remo\u00e7\u00e3o da Pra\u00e7a Onze para a constru\u00e7\u00e3o da <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2gFmrss\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Avenida Presidente Vargas na d\u00e9cada de 40<\/a>; a constru\u00e7\u00e3o do metr\u00f4 na d\u00e9cada de 1970; e, mais recentemente, os <a href=\"http:\/\/bit.ly\/PkLXlQ\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Jogos Ol\u00edmpicos de 2016<\/a>, para os quais cerca de <a href=\"http:\/\/bit.ly\/1TCUopn\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">77.000 moradores perderam suas casas<\/a>.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">As obras Ol\u00edmpicas n\u00e3o s\u00f3 moldaram a segrega\u00e7\u00e3o racial da cidade, mas tamb\u00e9m revelaram algo do passado. As obras de drenagem realizadas no \u00e2mbito do <a href=\"http:\/\/bit.ly\/UR7rn7\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">projeto Porto Maravilha<\/a> em <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2fUiuzf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">2011<\/a> revelaram o <a href=\"http:\/\/bit.ly\/1RjyYiv\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Cais do Valongo<\/a>, principal mercado de escravos do Rio de Janeiro, depois que o Marqu\u00eas do Lavradio, vice-rei do Brasil, ficou horrorizado com o que viu de seu Pal\u00e1cio na Pra\u00e7a XV. Por mais de um s\u00e9culo e meio, o lugar foi mais ou menos esquecido. &#8220;Acredito que o enterraram para eliminar a evid\u00eancia da escravid\u00e3o&#8221;, <a href=\"http:\/\/ti.me\/2awJK2J\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">diz Washington Fajardo<\/a>, presidente do Instituto Rio Patrim\u00f4nio da Humanidade.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\"><a href=\"http:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/IMG_9343_Valongo.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-23714 size-content\" title=\"Cais do Valongo\" src=\"http:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/IMG_9343_Valongo-620x264.jpg\" alt=\"img_9343_valongo\" width=\"620\" height=\"264\" srcset=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/IMG_9343_Valongo-620x264.jpg 620w, https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/IMG_9343_Valongo-940x400.jpg 940w\" sizes=\"(max-width: 620px) 100vw, 620px\" \/><\/a> <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">No Valongo, os escravos podiam ser comprados individualmente ou em peso: por exemplo, um comprador poderia comprar um homem saud\u00e1vel a um pre\u00e7o fixo elevado ou fazer uma oferta por 100kg e obter uma combina\u00e7\u00e3o de pessoas dispon\u00edveis em pior forma, como algumas crian\u00e7as, uma mulher gr\u00e1vida, ou pessoas feridas. O local tamb\u00e9m tinha &#8220;casas de engorda&#8221; e fossas coletivas onde aqueles que n\u00e3o tinham sobrevivido eram jogados ou aqueles que n\u00e3o sobreviveriam eram deixados para morrer.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Nada pode ser visto ou lido sobre esta hist\u00f3ria no rec\u00e9m recuperado s\u00edtio arqueol\u00f3gico. H\u00e1 um adesivo em um peda\u00e7o de papel\u00e3o com alguns fatos b\u00e1sicos e um mapa do <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2gF1ht7\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Circuito da Heran\u00e7a Africana<\/a> em torno do qual os visitantes podem explorar as influ\u00eancias africanas na \u00e1rea do Porto. Mas a regi\u00e3o <a href=\"http:\/\/bit.ly\/29y4HuI\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">n\u00e3o atrai um grande n\u00famero de visitantes<\/a> e o Valongo muitas vezes parece mais um canteiro de obras abandonado.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O cemit\u00e9rio de escravos nas proximidades administrado por uma pequena institui\u00e7\u00e3o privada \u00e9 ainda mais dif\u00edcil de ser encontrado. Ao renovar sua casa, em 1996, Merced e Petrucio Guimar\u00e3es <a href=\"http:\/\/bit.ly\/1UpPqNs\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">descobriram ossos humanos<\/a>. Quando descobriram que esses ossos pertenciam a <a href=\"http:\/\/bit.ly\/1A2GJAR\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">mais de 20.000 corpos<\/a>, muitos deles crian\u00e7as e adolescentes, enterrados sob a sua nova casa, sentiram a obriga\u00e7\u00e3o de abrir um memorial p\u00fablico, o <a href=\"http:\/\/bit.ly\/1DhHrsS\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Instituto dos Pretos Novos \u2013 Museu Memorial\u00a0(IPN)<\/a>. Como parte do projeto Porto Maravilha, o IPN recebeu um pouco de financiamento, mas Merced teme que sob o mandato do prefeito rec\u00e9m-eleito <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2cIlnDw\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Marcelo Crivella<\/a> isso acabe e o Instituto tenha que lutar para continuar seu trabalho.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O outro museu dedicado \u00e0 preserva\u00e7\u00e3o da hist\u00f3ria negra no Rio \u00e9 financiado por uma organiza\u00e7\u00e3o muito mais rica, mas que ainda n\u00e3o est\u00e1 em muito boa forma. Dirigido pela Igreja Cat\u00f3lica, o pequeno <a href=\"http:\/\/bit.ly\/1R18nUG\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Museu do Negro<\/a> est\u00e1 localizado na parte de tr\u00e1s da Igreja Nossa Senhora do Ros\u00e1rio e da Igreja de S\u00e3o Bento no Centro do Rio. A entrada \u00e9 dif\u00edcil de encontrar. O sinal discreto&#8211;&#8220;Museu Negro, fundado em 1969&#8221;&#8211;\u00e9, na verdade, no local oposto da entrada real, onde nada indica a exist\u00eancia de um museu. Depois de caminhar pelo <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">sal\u00e3o de reuni\u00e3o da Igreja<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">, voc\u00ea tem que acender as luzes sozinho.<\/span><span style=\"font-weight: 400;\"><br \/>\n<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\"><a href=\"http:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/IMG_9275_Debret2.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-23715 size-content\" title=\"Ilustra\u00e7\u00e3o no Museu do Negro\" src=\"http:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/IMG_9275_Debret2-620x264.jpg\" alt=\"img_9275_debret2\" width=\"620\" height=\"264\" srcset=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/IMG_9275_Debret2-620x264.jpg 620w, https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/IMG_9275_Debret2-940x400.jpg 940w\" sizes=\"(max-width: 620px) 100vw, 620px\" \/><\/a><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Na entrada, h\u00e1 uma ilustra\u00e7\u00e3o antiga de escravos no Brasil: uma cena de mercado retratada de forma agrad\u00e1vel, por\u00e9m com um escravo carregando uma pedra presa a seu tornozelo, outra com um barril de \u00e1gua na cabe\u00e7a e uma mulher com uma cesta de abacaxis. Os colares de ferro em torno de seus pesco\u00e7os t\u00eam ornamentos decorativos e parecem colares africanos.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A imagem \u00e9 do pintor franc\u00eas <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2fyAwdC\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Jean-Baptiste Debret<\/a> (1768-1848). Suas litografias est\u00e3o entre as mais importantes documenta\u00e7\u00f5es gr\u00e1ficas da vida di\u00e1ria brasileira nas primeiras d\u00e9cadas do s\u00e9culo XIX. Aparecem frequentemente nos livros escolares. Em suas pinturas, a escravid\u00e3o parece um epis\u00f3dio ex\u00f3tico na hist\u00f3ria antiga do Brasil, longe de representar a realidade brutal deste cap\u00edtulo sombrio.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\"><a href=\"http:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/Black-museum-2.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-23716 size-content\" title=\"Coleiras no Museu do Negro\" src=\"http:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/Black-museum-2-620x264.jpg\" alt=\"black-museum-2\" width=\"620\" height=\"264\" srcset=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/Black-museum-2-620x264.jpg 620w, https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/Black-museum-2-940x400.jpg 940w\" sizes=\"(max-width: 620px) 100vw, 620px\" \/><\/a><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A quase romantiza\u00e7\u00e3o da escravid\u00e3o no Brasil n\u00e3o \u00e9 incomum. Existe a ideia de que o Brasil empregou a &#8220;<a href=\"http:\/\/bit.ly\/2fKBPFf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">escravid\u00e3o suave<\/a>&#8220;, o mito de que os portugueses eram muito relaxados para executar um eficiente sistema escravagista. Hoje a ideia b\u00e1sica de que a escravid\u00e3o era de fato brutal ainda \u00e9 contestada. No Museu do Negro n\u00e3o h\u00e1 etiquetas, nem sinais ou explica\u00e7\u00f5es dos objetos exibidos. Al\u00e9m disso, o papel da Igreja durante a escravid\u00e3o foi complicado. Com esta institui\u00e7\u00e3o dirigindo o museu, Sadakne Baroudi questiona: &#8220;Quem controla a narrativa?&#8221;<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Museus de hist\u00f3ria negra bem-sucedidos podem ser encontrados fora do Rio, como o <a href=\"http:\/\/bit.ly\/1SmRJj8\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Museu Afro Brasil<\/a> de S\u00e3o Paulo ou o recentemente lan\u00e7ado e celebrado <a href=\"http:\/\/s.si.edu\/2fNCfdY\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Museu Nacional de Hist\u00f3ria e Cultura Afro-Americana<\/a> em Washington DC. O museu de 400.000 metros quadrados fica ao lado do Monumento a Washington no National Mall, perto dos mais famosos museus da capital dos EUA. O edif\u00edcio \u00e9 &#8220;bronze e contemplativo&#8221;, <a href=\"http:\/\/n.pr\/2cZ4K9P\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">nas palavras do arquiteto David Adjaye<\/a>, &#8220;flutuando em um mar de m\u00e1rmore branco e calc\u00e1rio [os outros museus]&#8221;. E museus estabelecidos para inspirar reflex\u00e3o e uma reconcilia\u00e7\u00e3o com per\u00edodos sombrios na hist\u00f3ria de suas na\u00e7\u00f5es, como o <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2gtty6P\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Museu da Mem\u00f3ria e dos Direitos Humanos<\/a> de Santiago, Chile, s\u00e3o um <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2gFxRLt\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">fen\u00f4meno crescente e importante<\/a>. Mas esses museus not\u00e1veis n\u00e3o se dedicam a preservar e refletir sobre o legado da escravid\u00e3o; eles s\u00e3o dedicados \u00e0 hist\u00f3ria e cultura dos africanos nas Am\u00e9ricas em geral, ou outros temas de direitos humanos. Na realidade, apesar de sua enorme escala e impacto mundial, o mundo est\u00e1 <a href=\"http:\/\/wapo.st\/2gKZhV9\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">praticamente desprovido<\/a> de museus que refletem sobre a escravid\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/Smithsonian-National-Museum-African-American-History-Culture.jpg.990x0_q80_crop-smart.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-23717 size-content\" title=\"Museu Nacional de Hist\u00f3ria e Cultura Afro-Americana do Instituto Smithsonian, Washington, D.C. (Foto: Alan Karchmer \/ NMAAHC)\" src=\"http:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/Smithsonian-National-Museum-African-American-History-Culture.jpg.990x0_q80_crop-smart-620x264.jpg\" alt=\"smithsonian-national-museum-african-american-history-culture-jpg-990x0_q80_crop-smart\" width=\"620\" height=\"264\" srcset=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/Smithsonian-National-Museum-African-American-History-Culture.jpg.990x0_q80_crop-smart-620x264.jpg 620w, https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/Smithsonian-National-Museum-African-American-History-Culture.jpg.990x0_q80_crop-smart-940x400.jpg 940w\" sizes=\"(max-width: 620px) 100vw, 620px\" \/><\/a><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A <a href=\"http:\/\/bit.ly\/1cVBDvL\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Regi\u00e3o Portu\u00e1ria<\/a> do Rio, onde desembarcaram milh\u00f5es de africanos escravizados, conquistou dois novos museus de classe mundial nos \u00faltimos anos. O <a href=\"http:\/\/bit.ly\/1ru5LnG\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Museu de Arte do Rio (MAR)<\/a>, de R$185 milh\u00f5es, foi inaugurado em 2013. O <a href=\"http:\/\/bit.ly\/1RTBEUi\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Museu do Amanh\u00e3<\/a>, de R$250 milh\u00f5es, abriu no in\u00edcio deste ano, a tempo dos Jogos Ol\u00edmpicos. No entanto, a hist\u00f3ria da regi\u00e3o e seu significado para o tr\u00e1fico de escravos do Brasil&#8211;e do mundo&#8211;permanecem n\u00e3o reconhecidos neste espa\u00e7o dramaticamente renovado.<\/span><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/Museo-do-amanha.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-23718 size-content\" title=\"Museu do Amanh\u00e3\" src=\"http:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/Museo-do-amanha-620x264.jpg\" alt=\"museo-do-amanha\" width=\"620\" height=\"264\" srcset=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/Museo-do-amanha-620x264.jpg 620w, https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/Museo-do-amanha-940x400.jpg 940w\" sizes=\"(max-width: 620px) 100vw, 620px\" \/><\/a><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Esse apagamento institucional do passado do Porto e a cont\u00ednua <a href=\"http:\/\/glo.bo\/2gefb6m\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">falta de um museu que preserve a mem\u00f3ria da escravid\u00e3o<\/a> enfurecem muitos brasileiros negros e historiadores. Ronilso Pacheco, representante da ONG Viva Rio e membro do Coletivo Nuvem Negra, um grupo de estudantes negros da PUC-Rio, <a href=\"http:\/\/bit.ly\/1TqohfM\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">escreve<\/a>: &#8220;Afeta minha hist\u00f3ria, e minha consci\u00eancia hist\u00f3rica, saber que um passado negro \u00e9 deliberadamente ignorado e destru\u00eddo, para que um futuro branco classe mediano seja erigido no lugar, com festa e pompa. Algu\u00e9m aqui imagina a constru\u00e7\u00e3o de um Museu do Amanh\u00e3 no territ\u00f3rio dos campos de concentra\u00e7\u00e3o em Auschwitz? Nunca&#8221;.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O professor de Hist\u00f3ria e pol\u00edtico <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2cGt79l\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Marcelo Freixo<\/a>, candidato \u00e0 prefeitura no m\u00eas passado, \u00e9 uma das poucas vozes oficiais a expressar essa vis\u00e3o, <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2gBOg8E\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">dizendo<\/a>: &#8220;Nada contra o Museu do Amanh\u00e3, mas e o nosso passado? A regi\u00e3o foi porta de entrada de escravos, mas todo o passado negro est\u00e1 dentro de um cont\u00eainer. Berlim tem um museu sobre o holocausto, por que n\u00e3o existe um museu da escravid\u00e3o na zona portu\u00e1ria?&#8221;.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A quest\u00e3o merece s\u00e9ria considera\u00e7\u00e3o e discuss\u00e3o entre os governantes, acad\u00eamicos e a sociedade civil do Rio. Para que a cidade se mova em dire\u00e7\u00e3o a um futuro justo, ela deve computar, confrontar e reconhecer adequadamente seu passado brutal.<\/span><\/p>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<div class=\"mh-excerpt\"><p>Click Here for English A Pra\u00e7a XV \u00e9 um dos mais importantes locais hist\u00f3ricos do Rio de Janeiro, localizado no centro hist\u00f3rico, circundado pela\u00a0Alerj, o Pa\u00e7o Imperial e o terminal de barcas da cidade. Somente <a class=\"mh-excerpt-more\" href=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/?p=23689\" title=\"O Rio de Janeiro Deveria Ter Um Museu da Escravid\u00e3o?\">[&#8230;]<\/a><!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on get_the_excerpt --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on get_the_excerpt --><\/p>\n<\/div>","protected":false},"author":129,"featured_media":23711,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[1617,1618,1621,346,1631,1626],"tags":[3253,1693,259,333,514,1306,128,1240,915,1111,1751,78,433,1194,936,494,14,814,1694],"writer":[1972],"translator":[1971],"source":[],"ilustrador":[],"fotografo":[],"class_list":{"0":"post-23689","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-olhonagentrificacao","8":"category-olhonaparticipacao","9":"category-destaque","10":"category-denuncias","11":"category-entendendo-o-rio","12":"category-por-observadores-internacionais","13":"tag-antirracismo","14":"tag-cais-do-valongo","15":"tag-centro","16":"tag-diaspora","17":"tag-escravidao","18":"tag-exclusao","19":"tag-historia","20":"tag-megaeventos","21":"tag-mes-da-consciencia-negra","22":"tag-museu","23":"tag-museu-do-amanha","24":"tag-olimpiadas","25":"tag-porto-maravilha","26":"tag-pretos-novos","27":"tag-raca","28":"tag-regiao-do-porto","29":"tag-remocao","30":"tag-segregacao","31":"tag-valongo","32":"writer-lisa-hollenbach","33":"translator-geovanna-giannini"},"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v25.6 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>O Rio de Janeiro Deveria Ter Um Museu da Escravid\u00e3o? - RioOnWatch<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/?p=23689\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"O Rio de Janeiro Deveria Ter Um Museu da Escravid\u00e3o? - RioOnWatch\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"Click Here for English A Pra\u00e7a XV \u00e9 um dos mais importantes locais hist\u00f3ricos do Rio de Janeiro, localizado no centro hist\u00f3rico, circundado pela\u00a0Alerj, o Pa\u00e7o Imperial e o terminal de barcas da cidade. 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