{"id":23837,"date":"2017-02-02T10:00:27","date_gmt":"2017-02-02T13:00:27","guid":{"rendered":"http:\/\/rioonwatch.org.br\/?p=23837"},"modified":"2017-08-23T09:55:13","modified_gmt":"2017-08-23T12:55:13","slug":"economia-solidaria-parte-ii-mulheres-protagonistas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/rioonwatch.org.br\/?p=23837","title":{"rendered":"Economia Solid\u00e1ria Parte 2: Mulheres Protagonistas"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right;\"><em><strong><a href=\"http:\/\/bit.ly\/2fTrVSy\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Click Here for English<img decoding=\"async\" width=\"20\" height=\"20\" class=\"alignright wp-image-15790\" src=\"http:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2012\/08\/EN-standard-e1439583104716.jpg\" alt=\"\" \/><\/a><\/strong><\/em><\/p>\n<p><em>Esta \u00e9 a segunda mat\u00e9ria de nossa s\u00e9rie de tr\u00eas partes sobre <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2h6msG4\">Economia Solid\u00e1ria no Brasil<\/a>.<\/em><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Com uma compreens\u00e3o mais ampla sobre a\u00a0<a href=\"http:\/\/bit.ly\/2fIFT8R\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">economia solid\u00e1ria no Brasil<\/a>\u00a0em mente, os depoimentos\u00a0dos pr\u00f3prios empreendedores participantes mostram as reais vantagens desse tipo de trabalho, desde evitar a exclus\u00e3o do mercado, at\u00e9 a cria\u00e7\u00e3o de novos espa\u00e7os onde as mulheres est\u00e3o reimaginando a divis\u00e3o entre as esferas dom\u00e9stica e produtiva.<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">H\u00e1 mais de 300 empreendimentos econ\u00f4micos solid\u00e1rios (EESs) participando das 14 feiras que comp\u00f5em o <a href=\"http:\/\/bit.ly\/28UyQ7O\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Circuito Rio\u00a0EcoSol<\/a>, o circuito de economia solid\u00e1ria do Rio. Muitos dos participantes s\u00e3o de favelas, e muitos EESs se uniram em redes.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">As <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2dUfuET\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Mulheres Guerreiras da Babil\u00f4nia<\/a>, por exemplo, formam uma associa\u00e7\u00e3o de dez mulheres que fazem bolsas e acess\u00f3rios com imagens de sua comunidade, incluindo imagens que representam mulheres fortes afro-brasileiras. Elas juntaram-se a outras EESs para formar uma rede de empreendedores de economia solid\u00e1ria do <a href=\"http:\/\/bit.ly\/11x89ZX\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Pav\u00e3o-Pav\u00e3ozinho<\/a>, <a href=\"http:\/\/bit.ly\/KJyNyH\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Mangueira<\/a>, Babil\u00f4nia e <a href=\"http:\/\/bit.ly\/1EsSJzx\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Santa Teresa<\/a>.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2gCf5oM\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Mara Adell Sustent\u00e1vel<\/a>, uma associa\u00e7\u00e3o no <a href=\"http:\/\/bit.ly\/U0MiGm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Complexo do Alem\u00e3o<\/a>, tamb\u00e9m est\u00e1 no ramo de bolsas e acess\u00f3rios, mas com foco sustent\u00e1vel. Sua associa\u00e7\u00e3o de oito pessoas reutiliza banners de PVC, garrafas de \u00e1gua e &#8220;qualquer coisa que eles possam obter em suas m\u00e3os&#8221; para reaproveitar como acess\u00f3rios criativos. Mara Adell, importante l\u00edder da associa\u00e7\u00e3o, formou uma rede de empresas de economia solid\u00e1ria no Complexo do Alem\u00e3o, com 13 EESs, incluindo Mara Adell Sustent\u00e1vel, participando atualmente.<\/span><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/2016-05-19-15.14.38-e1473974839521-1ok.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-content wp-image-23935\" src=\"http:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/2016-05-19-15.14.38-e1473974839521-1ok-620x264.jpg\" alt=\"2016-05-19-15-14-38-e1473974839521-1ok\" width=\"620\" height=\"264\" srcset=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/2016-05-19-15.14.38-e1473974839521-1ok-620x264.jpg 620w, https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/2016-05-19-15.14.38-e1473974839521-1ok-940x400.jpg 940w\" sizes=\"(max-width: 620px) 100vw, 620px\" \/><\/a><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A <a href=\"http:\/\/bit.ly\/28PRwbC\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Devas<\/a>\u00a0est\u00e1 funcionando\u00a0no <a href=\"http:\/\/bit.ly\/10BvARw\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Complexo da Mar\u00e9<\/a> h\u00e1 18 anos, produzindo roupas sustent\u00e1veis. Hoje h\u00e1 12 mulheres participando, embora tenha havido 26 no auge da associa\u00e7\u00e3o. A fundadora e facilitadora da Devas, Clarice Cavalcanti, desempenhou um importante papel de lideran\u00e7a nos esfor\u00e7os para que o Rio de Janeiro tenha uma pol\u00edtica p\u00fablica que d\u00ea mais apoio \u00e0 economia solid\u00e1ria, conquistando algumas vit\u00f3rias importantes. Hoje ela coordena quatro das 14 feiras que comp\u00f5em o Circuito.<\/span><\/p>\n<h3><strong>Por que economia solid\u00e1ria?<\/strong><\/h3>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Ent\u00e3o, por que essas pessoas, no caso muitas\u00a0mulheres das favelas do Rio, vivem da economia solid\u00e1ria?<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Sobreviv\u00eancia e ideologia s\u00e3o os dois principais componentes importantes e interligados. Em alguns casos, a mesma pessoa \u00e9 motivada por ambos os componentes: aqueles que sabem\u00a0a partir da\u00a0mais profunda experi\u00eancia pessoal que &#8220;o capitalismo n\u00e3o \u00e9 para todos <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2hiWY6V\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">e nunca foi<\/a>&#8220;, nas palavras de Clarice Cavalcanti, \u00e0s vezes acabam sendo mais profundamente convencidos de que outro mundo&#8211;e outro trabalho&#8211;s\u00e3o n\u00e3o s\u00f3 poss\u00edveis mas necess\u00e1rios.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Por outro lado, Mara Adell, do Complexo do Alem\u00e3o, distingue entre &#8220;vendedores&#8221; e &#8220;militantes&#8221;, e existe certamente uma divis\u00e3o na economia solid\u00e1ria entre aqueles que simplesmente\u00a0v\u00eaem as oportunidades comerciais como uma estrat\u00e9gia de sobreviv\u00eancia e aqueles que t\u00eam um comprometimento mais ideol\u00f3gico com a causa. Mara Adell explica que a rede de economia solid\u00e1ria do Complexo do Alem\u00e3o que ela estabeleceu conta apenas com as 13 EESs mais comprometidas, porque muitos dos que inicialmente pretendiam participar s\u00f3 estavam interessados em vender produtos. Mara Adell esclarece\u00a0que &#8220;aqueles bens vinham frequentemente da China; n\u00f3s sabemos que eles s\u00e3o feitos com trabalho escravo, e isso n\u00e3o \u00e9 economia solid\u00e1ria&#8221;.<\/span><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/2016-05-17-11.15.24-e1473974773970-620x264.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-23938 size-full\" title=\"Mara Adell, da Mara Adell Sustent\u00e1vel no Complexo do Alem\u00e3o\" src=\"http:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/2016-05-17-11.15.24-e1473974773970-620x264.jpg\" alt=\"2016-05-17-11-15-24-e1473974773970-620x264\" width=\"620\" height=\"264\" \/><\/a><\/p>\n<h3><strong>Economia solid\u00e1ria e qualidade de vida<\/strong><\/h3>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Clarice Cavalcanti v\u00ea como a vit\u00f3ria mais importante da economia solid\u00e1ria no Brasil a &#8220;organiza\u00e7\u00e3o social do trabalho&#8221;. Essencialmente, os esfor\u00e7os da economia solid\u00e1ria visam reparar\u00a0as lacunas do mercado de trabalho e as defici\u00eancias sociais mais amplas. Isso acontece atrav\u00e9s de dois mecanismos principais:<\/span><\/p>\n<ol>\n<li style=\"font-weight: 400;\">As EESs podem satisfazer uma necessidade de gera\u00e7\u00e3o de renda onde a exclus\u00e3o do mercado de trabalho&#8211;por meio de disparidades educacionais e discrimina\u00e7\u00e3o espacial&#8211;\u00e9 forte.<\/li>\n<li style=\"font-weight: 400;\">As EESs podem fornecer espa\u00e7os solid\u00e1rios de trabalho que atendam a uma necessidade de intera\u00e7\u00e3o social que trate de trauma relacionado \u00e0 pobreza e \u00e0 viol\u00eancia.<\/li>\n<\/ol>\n<h4><strong>Abordando a exclus\u00e3o do mercado<\/strong><\/h4>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Em\u00a02016, o <a href=\"http:\/\/glo.bo\/2jyPk9m\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">desemprego brasileiro saltou para 12%<\/a>. N\u00e3o h\u00e1 suficientes empregos bons no pa\u00eds e, al\u00e9m disso, com <a href=\"http:\/\/bit.ly\/Zxq3AQ\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">apenas 40% dos moradores de favela possuindo ensino m\u00e9dio ou superior<\/a>, muitos n\u00e3o t\u00eam a escolaridade necess\u00e1ria para obter os empregos de qualidade que existem.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Al\u00e9m de desajustes entre habilidades e oportunidades, muitos moradores de favela enfrentam discrimina\u00e7\u00e3o no emprego por causa de seu endere\u00e7o. Isso \u00e9 \u00e0s vezes chamado de &#8220;discrimina\u00e7\u00e3o espacial&#8221;. Clarice Cavalcanti, da Devas, aponta que muitos curr\u00edculos s\u00e3o jogados fora quando um candidato registra\u00a0um endere\u00e7o no Complexo da Mar\u00e9, ao ponto que os moradores\u00a0da Mar\u00e9 muitas vezes registram\u00a0o bairro vizinho de Bonsuccesso em seu lugar.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A pesquisadora <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2dhEPHG\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Janice Perlman<\/a>\u00a0resumiu, de forma abrangente,\u00a0a din\u00e2mica de emprego das favelas, em um <a href=\"http:\/\/bit.ly\/1UglF5S\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">estudo de 2005<\/a>, que revisitou os dados iniciais de pesquisa de 1969. Os moradores de favela pesquisados consideravam um &#8220;bom trabalho com um bom sal\u00e1rio&#8221; (ou &#8220;trabalho decente com sal\u00e1rio digno&#8221; no setor informal) como &#8220;o fator individual mais importante para uma vida bem-sucedida&#8221;&#8211;al\u00e9m de boa\u00a0<a href=\"http:\/\/bit.ly\/1kzUmMv\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">sa\u00fade<\/a>, <a href=\"http:\/\/bit.ly\/1acNApR\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">educa\u00e7\u00e3o<\/a>, <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2gaxv3y\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">habita\u00e7\u00e3o<\/a>, <a href=\"http:\/\/bit.ly\/1rHP7BG\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">posse da terra<\/a>, <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2gazoNW\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">governan\u00e7a<\/a> e <a href=\"http:\/\/bit.ly\/1ikC58E\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">seguran\u00e7a<\/a> pessoal.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Janice Perlman ent\u00e3o destaca as principais barreiras ao\u00a0alcance do bem-estar econ\u00f4mico hoje, em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 pesquisa dela em 1969. Essas barreiras incluem:<\/span><\/p>\n<ul>\n<li><span style=\"font-weight: 400;\">Padr\u00f5es educacionais mais elevados como um requisito para acesso ao emprego devido a avan\u00e7os estruturais na educa\u00e7\u00e3o;<\/span><\/li>\n<li><span style=\"font-weight: 400;\">Preju\u00edzos nas ind\u00fastrias da \u00e1rea metropolitana do Rio de Janeiro;<\/span><\/li>\n<li><span style=\"font-weight: 400;\">Redu\u00e7\u00e3o de empregos na constru\u00e7\u00e3o ap\u00f3s o boom das d\u00e9cadas de 1960 e 1970;<\/span><\/li>\n<li><span style=\"font-weight: 400;\">Redu\u00e7\u00e3o dos empregos no servi\u00e7o dom\u00e9stico, que eram a maior fonte de subsist\u00eancia feminina em 1968, devido ao aperto dos or\u00e7amentos das classes m\u00e9dias, \u00e0 automa\u00e7\u00e3o e \u00e0 disponibilidade de alimentos r\u00e1pidos;<\/span><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/bit.ly\/P4itK0\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Estigma<\/a> generalizado contra os moradores das favelas.<\/li>\n<\/ul>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O estudo de Janice Perlman mostra que moradores das favelas s\u00e3o\u00a0bem conscientes da <a href=\"http:\/\/bit.ly\/1XXLTLJ\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">discrimina\u00e7\u00e3o espacial<\/a>: na percep\u00e7\u00e3o de barreiras ao bem-estar econ\u00f4mico, 84% dos entrevistados classificaram a resid\u00eancia nas favelas como uma das maiores barreiras, comparado a 80% indicando a cor da pele, 74% a apar\u00eancia, 60% a origem, e 54% o\u00a0g\u00eanero. Janice Perlman continua a ilustrar que, ao comparar as rendas entre moradores das favelas e outros moradores do Rio, h\u00e1 taxas drasticamente menores de retorno para o investimento educacional para aqueles que\u00a0vivem nas favelas (controlando por outros fatores\u00a0demogr\u00e1ficos).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O que est\u00e1 claro \u00e9 que os moradores das favelas s\u00e3o frequentemente\u00a0exclu\u00eddos das oportunidades de bem-estar econ\u00f4mico. Esta \u00e9 uma discuss\u00e3o importante, especialmente dado o fato de que os moradores v\u00eaem um bom trabalho como uma chave para a mobilidade.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">No entanto, at\u00e9 onde os postos de trabalho s\u00e3o acess\u00edveis, ainda pode haver uma diferen\u00e7a entre os ganhos na economia tradicional e na economia solid\u00e1ria. Por exemplo, Clarice Cavalcanti aponta que cada or\u00e7amento de produto da Devas contabiliza custos de m\u00e3o-de-obra de R$23 por hora, enquanto cita os custos de m\u00e3o-de-obra t\u00edpicos em uma oficina de costureira de R$2,50 a R$3 por hora.<\/span><\/p>\n<h4><strong>Criando espa\u00e7os de apoio<\/strong><\/h4>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Sal\u00e1rio, benef\u00edcios e condi\u00e7\u00f5es de trabalho muitas vezes diferem entre o trabalho de economia solid\u00e1ria e os empregos da economia tradicional mais acess\u00edveis a moradores de favela.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Quando as EESs s\u00e3o informais, h\u00e1 desafios \u00e0 sua capacidade de proporcionar benef\u00edcios aos trabalhadores-membros. Isto sublinha a import\u00e2ncia de criar formas jur\u00eddicas acess\u00edveis para as EESs. Nos casos da Devas, Mulheres Guerreiras da Babil\u00f4nia e Mara Adell Sustent\u00e1vel, todas est\u00e3o registradas como associa\u00e7\u00f5es e, portanto, t\u00eam a capacidade de pagar benef\u00edcios. Clarice Cavalcanti sublinha que as trabalhadoras-membros da Devas recebem benef\u00edcios da previd\u00eancia social e que uma trabalhadora-membro recente, que tinha ficado gr\u00e1vida, foi capaz de tirar uma licen\u00e7a-maternidade, que n\u00e3o teria sido capaz de negociar em outras formas de emprego anteriormente dispon\u00edveis para ela.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Existem tamb\u00e9m benef\u00edcios informais para o trabalho numa EES, em particular para as mulheres chefes de fam\u00edlia e as m\u00e3es em geral. O Rio de Janeiro \u00e9 uma cidade que tem relegado muitos trabalhadores de servi\u00e7o aos morros e \u00e0 periferia suburbana, fazendo do cuidado com as crian\u00e7as um desafio para as m\u00e3es que trabalham longe de casa, devido aos deslocamentos longos. As trabalhadoras-membros da EES freq\u00fcentemente v\u00eam de comunidades onde seu local de trabalho est\u00e1 situado\u00a0ou, em alguns casos, trabalham\u00a0em casa, encontrando-se apenas para reuni\u00f5es, organiza\u00e7\u00e3o e comercializa\u00e7\u00e3o, o que permite maior flexibilidade para cuidar dos filhos.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Numa cooperativa de economia solid\u00e1ria de servi\u00e7os alimentares no Rio Grande do Sul, durante o trabalho de campo conduzido com minha colega, a psic\u00f3loga Marilene Li\u00e9ge Daros, e os membros da cooperativa, as trabalhadoras-membro falaram muito sobre essas din\u00e2micas:<\/span><\/p>\n<blockquote><p><span style=\"font-weight: 400;\">&#8220;Aqui voc\u00ea pode sair correndo se sua filha doente tiver um problema em casa, por exemplo. Porque d\u00e1 para ir a p\u00e9, sabe? Esse era o objetivo.&#8221;<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">&#8220;Se voc\u00ea est\u00e1 cinco minutos atrasado para o trabalho regular, voc\u00ea est\u00e1 na rua no dia seguinte.&#8221;<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">&#8220;Ontem nenhum de n\u00f3s p\u00f4de\u00a0vir devido a (programa\u00e7\u00e3o de) protestos, por isso decidimos vir sexta-feira.&#8221;<\/span><\/p><\/blockquote>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Realizamos um exerc\u00edcio pedindo a essas trabalhadoras-membros que comparassem o trabalho tradicional e o trabalho da economia solid\u00e1ria atrav\u00e9s da livre associa\u00e7\u00e3o:<\/span><\/p>\n<table>\n<tbody>\n<tr>\n<td><strong>Trabalho Tradicional<\/strong><\/td>\n<td><strong>Trabalho de Economia Solid\u00e1ria<\/strong><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>\n<ul>\n<li>Separa vida pessoal e trabalho<\/li>\n<\/ul>\n<\/td>\n<td>\n<ul>\n<li>&#8220;Liberdade com responsabilidade&#8221;<\/li>\n<\/ul>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>\n<ul>\n<li style=\"font-weight: 400;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Exig\u00eancia de produ\u00e7\u00e3o, foco nos resultados<\/span><\/li>\n<\/ul>\n<\/td>\n<td>\n<ul>\n<li style=\"font-weight: 400;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Qualidade e foco no processo<\/span><\/li>\n<\/ul>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>\n<ul>\n<li style=\"font-weight: 400;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Desfavorece\u00a0as mulheres<\/span><\/li>\n<\/ul>\n<\/td>\n<td>\n<ul>\n<li style=\"font-weight: 400;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Favorece mulheres<\/span><\/li>\n<\/ul>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>\n<ul>\n<li>Opressivo. Desconsidera sa\u00fade e fam\u00edlia<\/li>\n<\/ul>\n<\/td>\n<td>\n<ul>\n<li style=\"font-weight: 400;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Alimenta\u00e7\u00e3o saud\u00e1vel, sa\u00fade<\/span><\/li>\n<\/ul>\n<ul>\n<li style=\"font-weight: 400;\">Uni\u00e3o<\/li>\n<\/ul>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>\n<ul>\n<li><span style=\"font-weight: 400;\">&#8220;Tira muitos direitos, nos deixa vulner\u00e1veis&#8221;<\/span><\/li>\n<\/ul>\n<\/td>\n<td>\n<ul>\n<li style=\"font-weight: 400;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Propriet\u00e1rias da pr\u00f3pria empresa<\/span><\/li>\n<li style=\"font-weight: 400;\"><span style=\"font-weight: 400;\">&#8220;Liberdade para conversar, liberdade para ir ao banheiro, liberdade para n\u00e3o vir se voc\u00ea n\u00e3o puder&#8221;<\/span><\/li>\n<\/ul>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<h3><strong>Reimaginando a rela\u00e7\u00e3o entre vida privada e vida profissional<\/strong><\/h3>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Emprego que obscurece a linha entre cuidar da vida dom\u00e9stica\u00a0e o trabalho formal pode parecer um retrocesso para os direitos das mulheres, relegando as mulheres \u00e0 esfera privada, sem oferecer oportunidades para o avan\u00e7o profissional. Al\u00e9m disso, as EESs neste artigo s\u00e3o todas em ind\u00fastrias que podem ser consideradas tipicamente femininas: artesanato, alimenta\u00e7\u00e3o, alfaiataria.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">No entanto, como <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2bZLbwa\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">argumenta a soci\u00f3loga brasileira Helena Bonum\u00e1<\/a>, os arranjos da economia solid\u00e1ria podem trazer &#8220;o privado para a esfera produtiva&#8221;, reimaginando ambas as esferas e &#8220;destacando a esfera reprodutiva como fundamental para a produ\u00e7\u00e3o da vida&#8221;. No exemplo dos servi\u00e7os de alimenta\u00e7\u00e3o cooperativa, a liberdade das trabalhadoras-membros de responder \u00e0s necessidades da fam\u00edlia tem influ\u00eancia nos arranjos de trabalho, e sua constante reflex\u00e3o sobre a vida familiar \u00e9 indicativa disso.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">De fato, muitas estudiosas feministas apontam para a rigidez da divis\u00e3o entre as esferas p\u00fablicas do trabalho e as esferas privadas do trabalho dom\u00e9stico\u00a0como parte fundamental da manuten\u00e7\u00e3o de estruturas que s\u00e3o opressivas para as mulheres. A proeminente cientista pol\u00edtica feminista <a href=\"http:\/\/nyti.ms\/2gCt5yP\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Nancy Fraser disse<\/a> que &#8220;n\u00e3o pode haver &#8217;emancipa\u00e7\u00e3o das mulheres&#8217; desde que essa estrutura [&#8230;] de g\u00eanero, de divis\u00e3o hier\u00e1rquica e diferenciada entre &#8216;produ\u00e7\u00e3o&#8217; e &#8216;reprodu\u00e7\u00e3o&#8217; permane\u00e7a intacta&#8221;.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Muitas mulheres em\u00a0comunidades de baixa renda do Brasil est\u00e3o envolvidas tanto na produ\u00e7\u00e3o como na reprodu\u00e7\u00e3o como chefes de fam\u00edlia, ou est\u00e3o envolvidas em trabalhos de cuidado em dois contextos&#8211;para sua pr\u00f3pria fam\u00edlia, bem como sendo empregada por uma fam\u00edlia mais rica. Nessa segunda circunst\u00e2ncia, <a href=\"http:\/\/nyti.ms\/28V8uW7\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Nancy Fraser observa<\/a> que \u00e9 importante estar ciente das maneiras pelas quais um feminismo de buscar ascender\u00a0no ambiente tradicional de trabalho (masculino) significa &#8220;apoiar-se&#8221; na m\u00e3o de obra feminina barata: na estrutura atual, as mulheres na classe profissional-gerencial s\u00f3 podem se beneficiar de mais tempo gasto em suas carreiras se elas dependem de outros para o trabalho de cuidados e de casa. Este pode ser um parceiro que ap\u00f3ia, mas \u00e9 muitas vezes uma empregada\u00a0de baixa renda.<\/span><\/p>\n<h3><strong>Uma hist\u00f3ria de organiza\u00e7\u00e3o comunit\u00e1ria e pol\u00edtica<\/strong><\/h3>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Uma hist\u00f3ria de sucesso bem conhecida nos c\u00edrculos da economia solid\u00e1ria brasileira e que destaca como as EESs podem oferecer uma alternativa ao feminismo &#8220;que se ap\u00f3ia&#8221; \u00e9 a da Univens, uma cooperativa de alfaiataria em Porto Alegre. Quando membros da <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2cqJSCz\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Univens<\/a>\u00a0tiveram dificuldade sem ningu\u00e9m para cuidar de seus filhos, foi criada uma creche comunit\u00e1ria. A cooperativa oferece cursos, que os membros sentem que s\u00e3o especialmente importantes, pois o crack tem uma forte presen\u00e7a no bairro. Eles est\u00e3o interessados em expandir essas aulas de alfaiataria para teatro, pintura e outros programas culturais. Os cursos come\u00e7aram com 18 pessoas, mas agora t\u00eam uma grande lista de espera. A Univens tamb\u00e9m tem um fundo de solidariedade para ajudar com crises na comunidade e est\u00e1 pensando em criar um banco comunit\u00e1rio.<\/span><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/JT-Photo-2.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-23940 size-content\" title=\"Silk Screem da Univens\" src=\"http:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/JT-Photo-2-620x264.jpg\" alt=\"jt-photo-2\" width=\"620\" height=\"264\" srcset=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/JT-Photo-2-620x264.jpg 620w, https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/JT-Photo-2-940x400.jpg 940w\" sizes=\"(max-width: 620px) 100vw, 620px\" \/><\/a><\/p>\n<p>A l\u00edder Nelsa Nespolo atribui o sucesso da cooperativa a tr\u00eas fatores importantes: primeiro, os relacionamentos&#8211;todos na cooperativa vivem no bairro e continuar\u00e3o a se ver na comunidade, n\u00e3o importa o que aconte\u00e7a na cooperativa; em segundo lugar, a experi\u00eancia com a <a href=\"http:\/\/bit.ly\/H1kBPJ\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">organiza\u00e7\u00e3o<\/a>&#8211;Nelsa j\u00e1 esteve envolvida na organiza\u00e7\u00e3o de jovens e trabalhadores de f\u00e1bricas, o que leva a uma compreens\u00e3o das pr\u00e1ticas democr\u00e1ticas; e, finalmente, a transpar\u00eancia&#8211;h\u00e1 um bom controle financeiro na cooperativa e, devido \u00e0 transpar\u00eancia, nunca houve um problema com a aplica\u00e7\u00e3o dos recursos internos. Possivelmente como um fator transversal, Nelsa aponta que a Univens n\u00e3o quer crescer al\u00e9m de 30 pessoas, porque sua democracia interna funciona bem nesta escala.<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A hist\u00f3ria da Univens \u00e9 de organiza\u00e7\u00e3o comunit\u00e1ria e pol\u00edtica. H\u00e1 vinte anos, nesse bairro, os moradores n\u00e3o tinham nenhuma infraestrutura em termos de ruas pavimentadas ou coleta de lixo. Naquela \u00e9poca, a pol\u00edtica de\u00a0<a href=\"http:\/\/bit.ly\/2gkFARB\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">or\u00e7amento participativo<\/a> da prefeitura\u00a0de Porto Alegre teve um enorme impacto&#8211;o bairro se uniu para pedir que as necessidades fossem atendidas uma rua de cada vez. Em face do alto desemprego na d\u00e9cada de 90, as mulheres do bairro come\u00e7aram a se unir para ganhar dinheiro atrav\u00e9s do trabalho de costureira. Inicialmente trabalhando em suas casas, elas finalmente come\u00e7aram a cooperativa. N\u00e3o havia apoio para as cooperativas na \u00e9poca, ent\u00e3o artigo por artigo elas criaram\u00a0seu pr\u00f3prio estatuto, modelado a partir de uma cooperativa de habita\u00e7\u00e3o. Hoje elas t\u00eam previd\u00eancia social, licen\u00e7a de f\u00e9rias (dez dias em julho e 20 dias em fevereiro), licen\u00e7a por motivo de doen\u00e7a\u00a0e saldo positivo\u00a0no final do ano.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Dadas as realidades de dupla jornada e de trabalho n\u00e3o remunerado no domic\u00edlio, EESs como Univens, que re-imaginam a rela\u00e7\u00e3o entre o lar e o trabalho, podem ser liberadoras, mesmo que n\u00e3o se encaixem em certas no\u00e7\u00f5es ocidentais sobre o avan\u00e7o das mulheres. De fato, as EESs podem ser um meio para que os empreendedores da economia solid\u00e1ria construam uma cidadania mais participativa, que ser\u00e1 o tema do artigo final da s\u00e9rie.<\/span><\/p>\n<div class=\"entry clearfix\">\n<p><i><em><span class=\"il\">Anna<\/span> <span class=\"il\">Cash<\/span><\/em>\u00a0realizou uma pesquisa sobre a economia solid\u00e1ria como uma plataforma para aumentar a inclus\u00e3o social, em 2015, na \u00e1rea metropolitana de Porto Alegre, como parte de uma bolsa Fulbright em parceria com o Grupo de Pesquisa Ecosol da Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos), com a orienta\u00e7\u00e3o do Professor Luiz In\u00e1cio Gaiger. Atualmente, ela \u00e9 mestranda em\u00a0Planejamento Urbano e Regional pela\u00a0Universidade da Calif\u00f3rnia em Berkeley.<\/i><\/p>\n<hr \/>\n<h3><em>S\u00e9rie Completa: <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2h6msG4\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Economia Solid\u00e1ria no Brazil<\/a><\/em><\/h3>\n<p>Parte 1: <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2fIFT8R\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Desenvolvimento Criativo no Rio e Al\u00e9m<\/a><br \/>\nParte 2: <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2kkREmm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Mulheres Protagonistas<\/a><br \/>\nParte 3: <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2n1Gy6n\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Expandindo a Cidadania nas Favelas Brasileiras<\/a><\/p>\n<\/div>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<div class=\"mh-excerpt\"><p>Click Here for English Esta \u00e9 a segunda mat\u00e9ria de nossa s\u00e9rie de tr\u00eas partes sobre Economia Solid\u00e1ria no Brasil. 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