{"id":24127,"date":"2017-01-02T15:10:40","date_gmt":"2017-01-02T18:10:40","guid":{"rendered":"http:\/\/rioonwatch.org.br\/?p=24127"},"modified":"2019-06-01T18:12:25","modified_gmt":"2019-06-01T21:12:25","slug":"entrando-na-cena-empoderamento-e-mobilizacao-comunitaria-atraves-do-teatro-do-oprimido-na-mare","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/rioonwatch.org.br\/?p=24127","title":{"rendered":"Entrando em Cena: Empoderamento e Mobiliza\u00e7\u00e3o Comunit\u00e1ria Atrav\u00e9s do Teatro do Oprimido na Mar\u00e9"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right;\"><em><strong><a href=\"http:\/\/bit.ly\/2dwpW2P\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Click Here for English<img decoding=\"async\" width=\"20\" height=\"20\" class=\"alignright wp-image-15790\" src=\"http:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2012\/08\/EN-standard-e1439583104716.jpg\" alt=\"\" \/><\/a><\/strong><\/em><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2hRxYri\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Teatro do Oprimido (TO)<\/a> \u00e9 uma forma de teatro participativo&#8211;internacionalmente celebrado, inventado no Rio&#8211;em que n\u00e3o h\u00e1 espectadores, apenas \u201cespect-atores\u201d. O TO foi criado originalmente pelo escritor, diretor e pol\u00edtico <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2hWUlJ9\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Augusto Boal<\/a> nos anos 60, primeiro no Brasil, e em seguida desenvolvido durante seu ex\u00edlio na Europa, no per\u00edodo da ditadura. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cBrecht costumava dizer que o espectador deve permanecer alerta. Eu acho que ficar alerta n\u00e3o \u00e9 suficiente. O espectador tem que dizer \u2018pare!\u2019 e entrar na cena&#8221;, disse Augusto Boal. Uma das t\u00e9cnicas mais importantes do TO \u00e9 o \u201cf\u00f3rum teatral\u201d, em que os \u201cespect-atores\u201d reimaginam a resolu\u00e7\u00e3o de uma cena ao entrar na cena e alterar seu curso. <\/span><\/p>\n<h3><b>Teatro do Oprimido na Mar\u00e9<\/b><\/h3>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O Teatro do Oprimido no <a href=\"http:\/\/bit.ly\/10BvARw\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Complexo da Mar\u00e9<\/a>\u00a0come\u00e7ou nos anos 90. Atualmente, h\u00e1 tr\u00eas grupos na Mar\u00e9. <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2d52lIU\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Marear<\/a>\u00a0come\u00e7ou na varanda de Jana\u00edna Salamandra, que atua como Curinga (facilitadora) do grupo. Sua filha, Carina Santos, reuniu alguns colegas da escola para fazer uma oficina de TO com sua m\u00e3e, e essa experi\u00eancia deu in\u00edcio \u00e0 forma\u00e7\u00e3o do grupo. Logo depois, o <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2cH3TXt\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Centro do Teatro do Oprimido (CTO)<\/a>, localizado na Lapa, no Centro do Rio, com patroc\u00ednio da Petrobras, iniciou a iniciativa \u201c<a href=\"http:\/\/bit.ly\/2cTTpaA\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Teatro do Oprimido na Mar\u00e9<\/a>\u201d.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Ao receber financiamento, que foi direcionado a transporte, lanches, adere\u00e7os e cen\u00e1rios, o projeto formou outros dois grupos: <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2ctlDcj\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Mar\u00e9MoTO<\/a>\u00a0e <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2cDFqQP\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Mar\u00e9 12<\/a>. Atualmente, h\u00e1 35 jovens participando nesses grupos, com dezesseis no Marear, o maior grupo. Os participantes variam entre 15 e 23 anos. A iniciativa patrocinada foi finalizada no in\u00edcio de 2015. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Gabriel Horsth, 19 anos, do grupo Marear, credita as oportunidades de teatro na Mar\u00e9 \u00e0 sua forma\u00e7\u00e3o pol\u00edtica. Ele come\u00e7ou no teatro aos 13 anos, atrav\u00e9s de outros grupos comunit\u00e1rios, e ent\u00e3o come\u00e7ou a fazer TO com o Marear, em 2011. Maiara Carvalho, 21 anos, come\u00e7ou no TO h\u00e1 dois anos, quando um amigo a convidou repetidamente a participar. Ela inicialmente insistiu que era \u201cmuito velha\u201d, com 18 na \u00e9poca. No entanto, quando ela assistiu pela primeira vez uma apresenta\u00e7\u00e3o de TO, ela se viu indignada na plat\u00e9ia e resolveu entrar na cena. Essa participa\u00e7\u00e3o terminou com Maiara se juntando oficialmente ao grupo Mar\u00e9 12 no fim da tarde. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Para al\u00e9m da sua comunidade f\u00edsica, Gabriel, Maiara e outros multiplicadores do CTO est\u00e3o envolvidos na cria\u00e7\u00e3o de uma iniciativa de TO no <a href=\"http:\/\/bit.ly\/1OYRneN\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">DEGASE<\/a>, sistema <a href=\"http:\/\/bit.ly\/1USvsNF\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">correcional para adolescentes<\/a> em conflito com a lei. <\/span><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/2016-04-27-14.09.40.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-24131 size-content\" title=\"Gabriel e TO em uma exposi\u00e7\u00e3o na Mar\u00e9\" src=\"http:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/2016-04-27-14.09.40-620x264.jpg\" width=\"620\" height=\"264\" srcset=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/2016-04-27-14.09.40-620x264.jpg 620w, https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/2016-04-27-14.09.40-940x400.jpg 940w\" sizes=\"(max-width: 620px) 100vw, 620px\" \/><\/a><\/p>\n<h3><strong>A Paisagem Cultural da Mar\u00e9<\/strong><\/h3>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Gabriel Horsth e Maiara Carvalho s\u00e3o r\u00e1pidos em pontuar que os grupos de TO s\u00e3o parte da paisagem cultural \u00fanica existente por toda a Mar\u00e9 em termos de <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2iHWYiC\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">teatro<\/a>, <a href=\"http:\/\/bit.ly\/1GKcY88\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">jornalismo comunit\u00e1rio<\/a> e pesquisa comunit\u00e1ria. Existem <a href=\"http:\/\/bit.ly\/1hbVyYn\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">cerca de 100 organiza\u00e7\u00f5es sociais\u00a0na Mar\u00e9<\/a>, incluindo o <a href=\"http:\/\/bit.ly\/1itPfQc\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Observat\u00f3rio de Favelas<\/a>, <a href=\"http:\/\/bit.ly\/1EqXkA7\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Redes de Desenvolvimento da Mar\u00e9<\/a>, e <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2cvN81S\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Conex\u00e3o G<\/a>, a primeira organiza\u00e7\u00e3o LGBT numa favela. Al\u00e9m dos grupos culturais e outros projetos sociais, as <a href=\"http:\/\/bit.ly\/17504Fy\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">associa\u00e7\u00f5es de moradores<\/a> da Mar\u00e9 tamb\u00e9m s\u00e3o fortes. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Gabriel v\u00ea a totalidade desses grupos como \u201co lugar em que a <a href=\"http:\/\/bit.ly\/1piRAgk\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">resist\u00eancia<\/a> est\u00e1 [na Mar\u00e9]. Ao longo dos anos, conseguimos construir uma hist\u00f3ria muito legal, mas falta muito. Contudo, \u00e9 o que faz com que Maiara e eu estejamos aqui, jovens moradores de favela, nesse espa\u00e7o. \u00c9 o que nos formou. Muitos jovens moradores de favela n\u00e3o t\u00eam isso&#8221;.<\/span><\/p>\n<h3><strong>Participa\u00e7\u00e3o Inspiradora<\/strong><\/h3>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Parte do poder do TO em inspirar a\u00a0<a href=\"http:\/\/bit.ly\/14P8gmB\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">participa\u00e7\u00e3o<\/a> da comunidade est\u00e1 no fato de que ele n\u00e3o pede \u00e0s pessoas que digam o que pensam ou sentem, mas sim que mostrem. Como Maiara e Gabriel explicam, o f\u00f3rum teatral procura evitar \u201cpersonagens\u201d. Em vez disso, procura tocar nos sentimentos e nas ideias de que os participantes n\u00e3o t\u00eam consci\u00eancia: \u201cTudo \u00e9 dito no que n\u00e3o \u00e9 dito&#8221;.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Eles enfatizaram que o momento certo para um espect-ator entrar em cena \u00e9 depois que o conflito principal ocorreu: &#8220;As pessoas j\u00e1 est\u00e3o sendo assassinadas e perseguidas. Temos que nos concentrar no que faremos depois, em quais s\u00e3o as alternativas&#8221;.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Para aquecer os participantes, TO utiliza jogos como &#8220;A M\u00e1quina&#8221; ou &#8220;Canto da Sereia&#8221;. Em &#8220;A M\u00e1quina&#8221;, os participantes criar\u00e3o uma &#8220;m\u00e1quina&#8221;&#8211;por exemplo da favela ou da <a href=\"http:\/\/bit.ly\/1t9ZDz2\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">ocupa\u00e7\u00e3o militar<\/a> na comunidade&#8211;com cada participante fazendo um movimento repetitivo ou som que eles imaginam que seria parte das &#8220;engrenagens&#8221; de tal cen\u00e1rio ou situa\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Depois, eles se re\u00fanem para um debate: Por que esse movimento? Por que esse som? O que est\u00e1 por tr\u00e1s disso? Gabriel disse que a &#8220;m\u00e1quina&#8221; que o grupo Marear fez da ocupa\u00e7\u00e3o policial foi &#8220;dif\u00edcil, pesado e cru&#8230; quando come\u00e7amos a debater isso, voc\u00ea come\u00e7a a ver como o nosso corpo fala das nossas realidades&#8221;.<\/span><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/10306462_794278593971243_3335112775937688412_n.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-24133 size-content\" title=\"Exerc\u00edcio de grupo. Foto da p\u00e1gina no Facebook do Teatro do Oprimido na Mar\u00e9\" src=\"http:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/10306462_794278593971243_3335112775937688412_n-620x264.jpg\" width=\"620\" height=\"264\" \/><\/a><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">No jogo \u201cCanto da Sereia\u201d os participantes fecham os olhos e pensam em uma hist\u00f3ria pessoal de opress\u00e3o e, em seguida, fazem um som que eles associam com aquela opress\u00e3o. Depois que todos os participantes come\u00e7arem a fazer seus sons simultaneamente, o grupo re\u00fane sons semelhantes em quatro grupos. Cada grupo compartilha suas hist\u00f3rias de opress\u00e3o e, normalmente, descobre que hist\u00f3rias muito semelhantes est\u00e3o por tr\u00e1s dos sons semelhantes.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cMinha hist\u00f3ria poderia ser o fim da sua hist\u00f3ria, ou o come\u00e7o. Ent\u00e3o sabemos que esse grupo tem uma hist\u00f3ria para contar&#8221;, explicou Maiara. Nesse ponto, a hist\u00f3ria ser\u00e1 feita como f\u00f3rum teatral, \u201cn\u00e3o porque elas mere\u00e7am ser contadas, mas porque <em>elas t\u00eam uma urg\u00eancia em serem contadas<\/em>. Minha hist\u00f3ria \u00e9 pessoal, mas a nossa hist\u00f3ria vai al\u00e9m do pessoal e se move para o contexto social&#8221;.<\/span><\/p>\n<h3><strong>O estado presente na sua aus\u00eancia<\/strong><\/h3>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A participa\u00e7\u00e3o de Gabriel e Maiara no TO decorre, em parte, de uma convic\u00e7\u00e3o de que a Mar\u00e9 \u00e9 um lugar profundamente necessitado de alternativas. A expans\u00e3o da iniciativa do TO na Mar\u00e9 come\u00e7ou durante a <a href=\"http:\/\/bit.ly\/1X5VJZZ\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">ocupa\u00e7\u00e3o militar da Mar\u00e9<\/a>, que come\u00e7ou antes da Copa do Mundo de 2014,\u00a0<a href=\"http:\/\/bit.ly\/1qwYRu4\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">em abril de 2014<\/a> e trouxe for\u00e7as militares para a comunidade, incluindo 1.180 <a href=\"http:\/\/bit.ly\/1mtYvXK\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">policiais militares<\/a> (incluindo as for\u00e7as especiais do <a href=\"http:\/\/bit.ly\/17Rt28e\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">BOPE<\/a>), 250 fuzileiros navais com fuzis, 21 tanques blindados e quatro helic\u00f3pteros. A ocupa\u00e7\u00e3o foi definida para durar quatro meses, mas se prolongou por 15 meses. Nos primeiros 15 dias da ocupa\u00e7\u00e3o, 16 pessoas foram mortas e 160 presas.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">&#8220;O estado est\u00e1 presente na sua aus\u00eancia&#8221;, Gabriel cita a <a href=\"http:\/\/bit.ly\/24KePW5\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">jornalista comunit\u00e1ria da Mar\u00e9, Gizele Martins<\/a>. Compartilhando o sentimento, ele explica como perceber isso foi um momento decisivo em seu pensamento. &#8220;Eu estava sempre falando que desejava o estado mais presente. Mas ele est\u00e1 presente. Quando ele est\u00e1 presente, ele est\u00e1 presente dessa forma, com os tanques&#8221;.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">No artigo que Gabriel e Maiara escreveram em conjunto sobre a ocupa\u00e7\u00e3o para a <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2ceryR4\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><i>Metaxis<\/i><\/a>, publica\u00e7\u00e3o impressa do TO, eles descrevem cenas horripilantes, como a experi\u00eancia de outra participante do Marear, Tailane: \u201c[Os militares] me pediram para acordar meu filho, que tem apenas um ano de idade, e abrir sua fralda\u201d, supostamente para ver se ela estava escondendo alguma coisa ali. <\/span><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/2016-04-27-13.54.59.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-24135 size-medium\" title=\"Gabriel com o artigo sobre ocupa\u00e7\u00e3o na Mar\u00e9\" src=\"http:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/2016-04-27-13.54.59-620x465.jpg\" width=\"620\" height=\"465\" srcset=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/2016-04-27-13.54.59-620x465.jpg 620w, https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/2016-04-27-13.54.59-352x264.jpg 352w, https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/2016-04-27-13.54.59-768x576.jpg 768w, https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/2016-04-27-13.54.59-1024x768.jpg 1024w, https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/2016-04-27-13.54.59-174x131.jpg 174w, https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/2016-04-27-13.54.59-300x225.jpg 300w, https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/2016-04-27-13.54.59-70x53.jpg 70w\" sizes=\"(max-width: 620px) 100vw, 620px\" \/><\/a><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\"><a href=\"http:\/\/bit.ly\/18hGFhW\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Esse tipo de pr\u00e1tica<\/a> foi normalizada durante a ocupa\u00e7\u00e3o devido a uma <a href=\"http:\/\/bit.ly\/18hGFhW\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">mandado coletivo<\/a>\u00a0estabelecido durante a ocupa\u00e7\u00e3o. Gabriel descreve sua movimenta\u00e7\u00e3o entre partes da favela e as a\u00e7\u00f5es de impedimento por policiais que o assediaram bem como seus amigos, \u00e0s vezes com insultos homof\u00f3bicos. Ele explicou que a iniciativa do TO na Mar\u00e9 enfrentou desafios para que os participantes chegassem at\u00e9 os ensaios devido ao ambiente de tens\u00e3o. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Embora o objetivo declarado da ocupa\u00e7\u00e3o fosse abrir caminho para as <a href=\"http:\/\/bit.ly\/R5ueio\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">UPPs<\/a>, dois anos depois a comunidade ainda n\u00e3o recebeu uma UPP. Em mar\u00e7o de 2016, o Secret\u00e1rio de Seguran\u00e7a P\u00fablica do Rio de Janeiro, <a href=\"http:\/\/bit.ly\/1k0pINp\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Jos\u00e9 Mariano Beltrame<\/a>, disse que a UPP n\u00e3o <a href=\"http:\/\/glo.bo\/1o3Jr67\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">seria instalada na Mar\u00e9 neste ano<\/a> por conta do d\u00e9ficit or\u00e7ament\u00e1rio do estado.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O territ\u00f3rio na Mar\u00e9 \u00e9 disputado por tr\u00eas diferentes <a href=\"http:\/\/bit.ly\/NRIxaP\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">fac\u00e7\u00f5es de drogas<\/a> e <a href=\"http:\/\/bit.ly\/1fQqGHL\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">mil\u00edcias<\/a>, e a vida retornou \u00e0s <a href=\"http:\/\/bit.ly\/1SLz1kz\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">normas pr\u00e9-ocupa\u00e7\u00e3o<\/a>. Confrontos entre policiais e traficantes s\u00e3o comuns, assim como as <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2dQJO4t\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">opera\u00e7\u00f5es policiais fechando escolas<\/a>, creches, hospitais, o com\u00e9rcio e impedindo a <a href=\"http:\/\/bit.ly\/1wt8EWG\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">livre circula\u00e7\u00e3o<\/a> dos moradores. A <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2aegnWH\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">frequ\u00eancia<\/a> e a <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2aQuCis\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">intensidade<\/a> dessas opera\u00e7\u00f5es cresceram dramaticamente nos meses pr\u00f3ximos \u00e0s Olimp\u00edadas e continuaram ao longo do evento global, desencadeando uma <a href=\"http:\/\/bit.ly\/29yeeop\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">campanha pelos direitos<\/a> da comunidade como resposta. <\/span><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/2016-04-27-14.11.30.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-24137 size-content\" title=\"Arte de crian\u00e7as da Mar\u00e9 na exposi\u00e7\u00e3o do TO na Mar\u00e9\" src=\"http:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/2016-04-27-14.11.30-620x264.jpg\" width=\"620\" height=\"264\" srcset=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/2016-04-27-14.11.30-620x264.jpg 620w, https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/2016-04-27-14.11.30-940x400.jpg 940w\" sizes=\"(max-width: 620px) 100vw, 620px\" \/><\/a><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Gabriel explica a atual situa\u00e7\u00e3o na Mar\u00e9 como &#8220;res\u00edduo da ditadura nessas comunidades, que \u00e9 pesado&#8221;. Ele diz: &#8220;nunca vou parar de lutar, mas viver em um lugar onde eu posso morrer a qualquer momento, onde \u00e0s vezes eu n\u00e3o consigo ir para o trabalho por causa de tiroteio, e onde balas perdidas frequentemente passam atrav\u00e9s das paredes, nos aflige&#8221;.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A fam\u00edlia de Gabriel, em particular, sofreu com a realidade do dia-a-dia da Mar\u00e9. Dois dos irm\u00e3os de Gabriel foram mortos e relacionados com o tr\u00e1fico, um morto em uma opera\u00e7\u00e3o policial, e sua irm\u00e3 mais nova morreu como resultado de neglig\u00eancia m\u00e9dica. Gabriel escreveu uma pe\u00e7a baseada na hist\u00f3ria de sua m\u00e3e e de outras mulheres da Mar\u00e9, chamada &#8220;<a href=\"http:\/\/bit.ly\/2h7iIWt\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Verniz: Mataram meu filho<\/a>&#8220;, sobre\u00a0uma mulher que enterrou cinco filhos, insistindo que todos os seus caix\u00f5es fossem pintados com verniz marrom. A pe\u00e7a ganhou o primeiro lugar em um edital para propostas do Minist\u00e9rio da Cultura. Ela foi apresentada em novembro, em diferentes casas particulares da Mar\u00e9, por Gabriel, Maiara, e outros tr\u00eas participantes do Marear, em um esfor\u00e7o para desconstruir o teatro tradicional.<\/span><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/12243553_984743794924721_9188511842923121959_n.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-24139 size-medium\" title=\"Criando cen\u00e1rios e adere\u00e7os. Foto da p\u00e1gina do Facebook do Teatro do Oprimido na Mar\u00e9\" src=\"http:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/12243553_984743794924721_9188511842923121959_n-620x412.jpg\" width=\"620\" height=\"412\" srcset=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/12243553_984743794924721_9188511842923121959_n-620x412.jpg 620w, https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/12243553_984743794924721_9188511842923121959_n-397x264.jpg 397w, https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/12243553_984743794924721_9188511842923121959_n-768x510.jpg 768w, https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/12243553_984743794924721_9188511842923121959_n.jpg 960w\" sizes=\"(max-width: 620px) 100vw, 620px\" \/><\/a><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Al\u00e9m das ocupa\u00e7\u00f5es e opera\u00e7\u00f5es policiais, Gabriel e Maiara explicam como sentem que a estrutura da favela &#8220;\u00e9 feita para dar errado&#8221;, tendo as escolas como um exemplo particularmente forte, e ecoando alguns dos sentimentos dos alunos que ocuparam escolas de ensino m\u00e9dio no in\u00edcio deste ano, na \u201c<a href=\"http:\/\/bit.ly\/1U0lnwm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Primavera Secundarista<\/a>\u201d no Brasil. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Eles descrevem como a administra\u00e7\u00e3o do <a href=\"http:\/\/bit.ly\/1k4eA6c\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Prefeito Eduardo Paes<\/a> anunciou planos para construir novas escolas entre a Nova Holanda, territ\u00f3rio dos traficantes do Comando Vermelho (CV), e na Baixa do Sapateiro, territ\u00f3rio dos traficantes do Terceiro Comando (TC). A escola que existe l\u00e1 n\u00e3o tem aulas na maior parte do ano devido ao fogo cruzado, e tem <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2dQJO4t\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">buracos de bala salpicados<\/a> ao longo das portas.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201c&#8217;No dia em que o morro descer e n\u00e3o for carnaval&#8217; [citando a <a href=\"http:\/\/bit.ly\/22fZkp3\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">famosa letra de samba<\/a>], voc\u00ea precisa de uma estrutura que \u00e9 bem montada para dar errado&#8221;, explica Gabriel. Maiara esclarece: \u201cQuando a gente fala sobre \u2018descer ladeira abaixo\u2019, n\u00f3s n\u00e3o falamos de forma violenta. S\u00e3o pessoas mobilizando, pessoas falando, pessoas protestando contra esse sistema que \u00e9 contra essa imensa popula\u00e7\u00e3o do Rio que vive nas favelas. N\u00f3s estamos <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2cHYOAX\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">sempre em segundo plano, ou nem mesmo nos planos<\/a>, mas no dia que estivermos em primeiro plano, muita coisa vai mudar, no Brasil, no mundo&#8221;.<\/span><\/p>\n<h3><strong>Legislando de baixo para cima<\/strong><\/h3>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O TO na Mar\u00e9 trabalha diretamente para colocar as agendas de pol\u00edtica p\u00fablica das favelas \u201cnos planos\u201d atrav\u00e9s do \u201cTeatro Legislativo\u201d. O Teatro Legislativo \u00e9 uma t\u00e9cnica do TO que emprega o f\u00f3rum teatral participativo, mas nesse caso convida os pol\u00edticos a participarem, com o objetivo de formular propostas pol\u00edticas concretas. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Cada um dos grupos na Mar\u00e9 tem um foco tem\u00e1tico: Mar\u00e9 12 tem foco em <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2hS4NEO\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">sexismo<\/a>; Mar\u00e9MoTO tem foco em <a href=\"http:\/\/bit.ly\/1J37ZQ2\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">g\u00eanero<\/a>; e Marear tem foco na discrimina\u00e7\u00e3o espacial contra os moradores da favela em rela\u00e7\u00e3o ao mercado de trabalho. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">No ano passado, o Marear realizou uma pe\u00e7a de f\u00f3rum teatral convidando advogados a participarem e ajudarem a comunidade a entender o que \u00e9 legalmente poss\u00edvel para combater a discrimina\u00e7\u00e3o espacial, pela qual moradores da favela alegam ter sofrido discrimina\u00e7\u00e3o, depois de terem revelado seus endere\u00e7os em processos de contrata\u00e7\u00e3o. Ap\u00f3s a cena, os membros da comunidade sugeriram propostas, advogados analisaram a viabilidade e tr\u00eas propostas foram elaboradas para uma vota\u00e7\u00e3o da comunidade.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A proposta vencedora foi a de impor consequ\u00eancias n\u00e3o para o empregado culpado de discriminar, mas para a empresa, obrigando-a a entrar em uma &#8220;lista negra&#8221; de discrimina\u00e7\u00e3o espacial. Isso significa que a empresa deve doar dinheiro para projetos sociais na comunidade, e que deve ser temporariamente impedida de receber certos subs\u00eddios governamentais.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Gabriel disse, \u201cenquanto eu vejo pol\u00edtica em tudo, [atrav\u00e9s do Teatro Legislativo] foi a primeira vez que eu fui at\u00e9 a ALERJ. Eu nunca tinha participado t\u00e3o concretamente na pol\u00edtica&#8221;.<\/span><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/11825696_535591076590355_1523945600267596320_n.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-24140 size-content\" title=\"Performance do grupo Mar\u00e9MoTO. Foto da p\u00e1gina do GTO Mar\u00e9MoTO no Facebook\" src=\"http:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/11825696_535591076590355_1523945600267596320_n-620x264.jpg\" width=\"620\" height=\"264\" srcset=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/11825696_535591076590355_1523945600267596320_n-620x264.jpg 620w, https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/11825696_535591076590355_1523945600267596320_n-940x400.jpg 940w\" sizes=\"(max-width: 620px) 100vw, 620px\" \/><\/a><\/p>\n<h3><strong>Recep\u00e7\u00e3o da Comunidade ao TO<\/strong><\/h3>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O TO na Mar\u00e9 foi recebido de bra\u00e7os abertos pela comunidade. Atrav\u00e9s do f\u00f3rum teatral e suas solu\u00e7\u00f5es reimaginadas para situa\u00e7\u00f5es comuns de sexismo e outras formas de viol\u00eancia, Gabriel e Maiara ouvem a resposta da comunidade, que ajuda os participantes a verem novas estrat\u00e9gias para responder a situa\u00e7\u00f5es em suas pr\u00f3prias vidas, e estrat\u00e9gias que planejam usar. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cA ideia \u00e9 continuar mobilizando. N\u00e3o \u00e9 de um dia para o outro, \u00e9 um processo. [TO] \u00e9 uma prepara\u00e7\u00e3o para a realidade, \u00e9 um despertar\u201d, explica Gabriel. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Isso foi particularmente pungente no caso do teatro legislativo: \u201cVoc\u00ea v\u00ea a comunidade participando em toda a estrutura de pol\u00edtica p\u00fablica, a comunidade sendo ouvida, e a lei sendo elaborada a partir da\u00ed&#8221;.<\/span><\/p>\n<h3><b>Avan\u00e7ando<\/b><\/h3>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Enquanto as pe\u00e7as do f\u00f3rum teatral do TO acontecem \u201cnas ruas, escolas, espa\u00e7os parceiros, pra\u00e7as, onde quer que sejamos convidados\u201d, os atores do TO precisam de espa\u00e7os de confian\u00e7a para ensaiar e para guardar adere\u00e7os e cen\u00e1rios. Gabriel e Maiara dizem que esse tem sido seu maior desafio ultimamente, particularmente desde que o financiamento\u00a0<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">inicial da Petrobr\u00e1s para expans\u00e3o do projeto terminou no ano passado. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Depois que o projeto da Petrobr\u00e1s foi aprovado, os grupos expandiram-se geograficamente para al\u00e9m das \u00e1reas da <a href=\"http:\/\/bit.ly\/1sscKdX\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Nova Holanda<\/a> para o <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2i7fFzc\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Piscin\u00e3o de Ramos<\/a> e <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2erwhBx\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Baixa do Sapateiro<\/a>. Eles ensaiaram em espa\u00e7os doados por parceiros, com a Mar\u00e9 12 na Cl\u00ednica da Sa\u00fade Am\u00e9rico Veloso, o Marear no Observat\u00f3rio de Favelas, e o Mar\u00e9MoTO no <a href=\"http:\/\/bit.ly\/1qhz1JJ\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Museu da Mar\u00e9<\/a>. No entanto, n\u00e3o h\u00e1 mais espa\u00e7o para eles no posto de sa\u00fade, nem na escola para onde se mudaram temporariamente depois, e o <a href=\"http:\/\/bit.ly\/1F8V4jK\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Museu da Mar\u00e9 est\u00e1 enfrentando uma amea\u00e7a de remo\u00e7\u00e3o<\/a>.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cAssim que achamos um espa\u00e7o, n\u00e3o demora muito para que algu\u00e9m o pe\u00e7a de volta. E temos muita coisa para guardar que n\u00e3o podemos perder. Se perdermos nossos cen\u00e1rios, n\u00e3o teremos os recursos para reconstru\u00ed-los agora\u201d, diz Gabriel. Maiara adiciona: \u201cPara que mais jovens acordem, n\u00f3s precisamos de um espa\u00e7o. Espa\u00e7o para teatro, esportes, artes. O Teatro do Oprimido tem sido um espa\u00e7o privilegiado para n\u00f3s. \u00c9 surreal. N\u00f3s nos tornamos cidad\u00e3os pol\u00edticos\u201d.<\/span><\/p>\n<div>\n<h3><strong>Apoie o Centro do\u00a0Teatro do Oprimido<\/strong><\/h3>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Banco do Brasil<\/span><br \/>\n<span style=\"font-weight: 400;\">Ag\u00eancia: 392-1<\/span><br \/>\n<span style=\"font-weight: 400;\">Conta: 18075-0<\/span><br \/>\n<span style=\"font-weight: 400;\">Nome: CTO-RIO ADMINISTRA\u00c7\u00c3O<\/span><\/p>\n<\/div>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<div class=\"mh-excerpt\"><p>Click Here for English O Teatro do Oprimido (TO) \u00e9 uma forma de teatro participativo&#8211;internacionalmente celebrado, inventado no Rio&#8211;em que n\u00e3o h\u00e1 espectadores, apenas \u201cespect-atores\u201d. 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