{"id":26101,"date":"2017-06-04T00:45:31","date_gmt":"2017-06-04T03:45:31","guid":{"rendered":"http:\/\/rioonwatch.org.br\/?p=26101"},"modified":"2024-05-24T12:40:37","modified_gmt":"2024-05-24T15:40:37","slug":"puc-rio-sedia-minicurso-e-intenso-debate-sobre-branquitude","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/rioonwatch.org.br\/?p=26101","title":{"rendered":"PUC-Rio Sedia MiniCurso e Intenso Debate Sobre &#8216;Branquitude&#8217;"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right;\"><em><strong><a href=\"http:\/\/bit.ly\/2sobq3e\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Click Here for English<img decoding=\"async\" width=\"20\" height=\"20\" class=\"alignright wp-image-15790\" src=\"http:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2012\/08\/EN-standard-e1439583104716.jpg\" alt=\"\" \/><\/a><\/strong><\/em><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Na ter\u00e7a-feira passada, o <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2quTseH\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><em>Coletivo Nuvem Negra<\/em><\/a>\u00a0e o Instituto de Rela\u00e7\u00f5es Internacionais da PUC-Rio realizaram uma\u00a0<a href=\"http:\/\/bit.ly\/2rsUoSc\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">mesa redonda seguida de debate sobre branquitude<\/a> e a experi\u00eancia universit\u00e1ria, uma discuss\u00e3o que incluiu o professor adjunto da <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2rAw82G\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><span lang=\"pt\">Universidade da Integra\u00e7\u00e3o Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira<\/span><\/a>, Louren\u00e7o Cardoso. Na quarta e na quinta-feira, professor Louren\u00e7o Cardoso retornou para\u00a0oferecer um minicurso\u00a0<a href=\"http:\/\/bit.ly\/2qvnO0G\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">aprofundado sobre a identidade branca usando exemplos hist\u00f3ricos, sua\u00a0pesquisa pessoal e teorias raciais<\/a>. Louren\u00e7o estudou hist\u00f3ria na gradua\u00e7\u00e3o na PUC-SP e mais tarde centrou sua pesquisa de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o em pesquisadores acad\u00eamicos brancos que estudam quest\u00f5es negras. Em ambos os dias do minicurso, as palestras foram seguidas de um per\u00edodo de debate e cr\u00edticas da plat\u00e9ia participante. <\/span><\/p>\n<h3><strong>Terminologia e Conceitos Te\u00f3ricos<\/strong><\/h3>\n<p style=\"text-align: left;\"><a href=\"http:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/18620415_1894599940800151_3019921641820735238_n.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-26116 alignright\" src=\"http:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/18620415_1894599940800151_3019921641820735238_n.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/18620415_1894599940800151_3019921641820735238_n.jpg 719w, https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/18620415_1894599940800151_3019921641820735238_n-264x264.jpg 264w, https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/18620415_1894599940800151_3019921641820735238_n-620x620.jpg 620w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Tanto na quarta, quanto na quinta-feira, o professor passou mais de uma hora focando em termos conceituais que ele considera cruciais ao entendimento de branquitude e sobre os quais podem se chegar a conclus\u00f5es para\u00a0pesquisas e ativismo futuros, tanto no Brasil, quanto a n\u00edvel internacional. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\"><em><strong>O Branco<\/strong><\/em>: Louren\u00e7o Cardoso come\u00e7ou explicando a constru\u00e7\u00e3o social do branco\u00a0<a href=\"http:\/\/bit.ly\/2rOlZjN\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">como um produto da coloniza\u00e7\u00e3o europeia<\/a>. O colonizador branco, \u201cse constr\u00f3i como um ser de valor\u201d, a partir da constru\u00e7\u00e3o do negro como sem valor. Nesta rela\u00e7\u00e3o de soma zero, o poder do branco como \u201co \u00fanico humano ou o mais humano\u201d depende inteiramente da supress\u00e3o da humanidade do negro. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\"><em><strong>Branquitude Hist\u00f3rica<\/strong><\/em>: Com base na defini\u00e7\u00e3o do branco, Louren\u00e7o Cardoso introduziu o conceito de\u00a0branquitude, que se refere ao poder, \u00e0 est\u00e9tica da beleza e \u00e0 <a href=\"http:\/\/bit.ly\/1H2JyaW\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">intelig\u00eancia auto-descrita pelo branco<\/a>, assim como os \u201c<a href=\"http:\/\/bit.ly\/2buISj2\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">privil\u00e9gios econ\u00f4micos e legais<\/a>\u201d e a habilidade de \u201c<a href=\"http:\/\/bit.ly\/2mBfyO8\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">se apropriar do territ\u00f3rio dos outros<\/a>\u201d. Para o branco, \u201cos n\u00e3o-brancos s\u00e3o a exce\u00e7\u00e3o que confirma a regra\u201d. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\"><em><strong>Branquitude Moderna e Branquidade<\/strong><\/em>: No segundo dia, Louren\u00e7o Cardoso introduziu o conceito de\u00a0branquidade, usando-o em contraste com a forma na qual o conceito de branquitude evoluiu e explicou as grandes diferen\u00e7as conceituais entre eles. Esses s\u00e3o conceitos originalmente desenvolvidos pelas acad\u00eamicas brancas Edith Piza e <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2rTofWK\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Camila Moreira<\/a>. Seguindo a redefini\u00e7\u00e3o negra de negritude como tendo valor, \u201co branco moderno se reconstruiu\u201d para se tornar consciente de suas vantagens impl\u00edcitas e assumir seu papel enquanto anti-racista. Embora a branquitude moderna tenha mudado para vir ao encontro da negritude moderna e n\u00e3o mais depender da desvaloriza\u00e7\u00e3o do negro, as \u201cvantagens\u201d da branquitude est\u00e3o t\u00e3o vivas como sempre.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Por outro lado, \u201cbrancos inconscientes\u201d ignoram a quest\u00e3o social de sua branquitude e habitam a branquidade. Conforme mencionado por Louren\u00e7o Cardoso, a grande maioria dos indiv\u00edduos brancos hoje fazem parte da branquidade, e n\u00e3o da branquitude moderna. Varia\u00e7\u00f5es semelhantes desses dois termos se d\u00e3o nas\u00a0<a href=\"http:\/\/bit.ly\/2rTorW3\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">quest\u00f5es de publicidade e nos espa\u00e7os nos quais os brancos escolhem se envolver no anti-racismo<\/a>.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\"><em><strong>Branquitude Impl\u00edcita<\/strong><\/em>: Louren\u00e7o Cardoso prop\u00f4s o <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2rTorW3\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">uso do estudo de grupos \u00e9tnicos europeus<\/a> no Brasil como um modelo para expandir a pesquisa sobre branquitude. Uma vez que essa pesquisa \u201cproblematiza a branquitude\u00a0atrav\u00e9s da etnia\u201d, ela oferece um olhar sobre o que Louren\u00e7o Cardoso rotula como a branquitude impl\u00edcita. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\"><em><strong>Branco N\u00e3o-Branco<\/strong><\/em>: Louren\u00e7o Cardoso apresentou o Branco N\u00e3o-Branco, para se referir \u00e0 \u201chierarquia entre os pr\u00f3prios brancos\u201d. Os portugueses e seus descendentes brasileiros brancos, em parte por conta da invas\u00e3o hist\u00f3rica dos\u00a0<a href=\"http:\/\/bit.ly\/2qKYqrT\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">mouros que foram seus governantes<\/a>, s\u00e3o\u00a0muitas vezes vistos por outros grupos \u00e9tnicos como possuidores de menos branquitude, dando forma ao que o autor Paulo Prado chamou de \u201cra\u00e7a triste\u201d. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\"><em><strong>Dr\u00e1cula Branco &amp; Narciso Branco<\/strong><\/em>: Em suas discuss\u00f5es, Louren\u00e7o Cardoso usou a met\u00e1fora do Dr\u00e1cula Branco, \u201ccuja imagem n\u00e3o reflete no espelho\u201d, para explicar o padr\u00e3o do branco evitando sua branquidade. De acordo com a met\u00e1fora, ele evita o r\u00f3tulo de \u201cbranco\u201d expl\u00edcito, escolhendo, em vez disso, se esconder nas sombras de outros t\u00edtulos, como trabalhador, Alem\u00e3o ou pai, por exemplo. O Narciso Branco, por outro lado, s\u00f3 consegue olhar para o seu pr\u00f3prio reflexo. Louren\u00e7o Cardoso explicou que a interse\u00e7\u00e3o desses conceitos funciona bem como lentes <a href=\"http:\/\/bit.ly\/1TqohfM\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">para a produ\u00e7\u00e3o da hist\u00f3ria<\/a> e tamb\u00e9m para o\u00a0branco escrever narrativas hist\u00f3ricas centralizadas fortemente em torno de sua pr\u00f3pria \u201clinguagem, gosto, est\u00e9tica e vis\u00e3o\u201d sem nomear diretamente a presen\u00e7a avassaladora da branquidade. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\"><em><strong>Branco-Centrismo e Cultura<\/strong><\/em>: o Branco-Centrismo ou Centrismo Branco \u00e9 o que Louren\u00e7o Cardoso nomeou de \u201ca reinven\u00e7\u00e3o da branquidade como o padr\u00e3o de humanidade\u201d. Essa ideia de reinven\u00e7\u00e3o se refere \u00e0 tradi\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica europeia de rotular oficialmente os n\u00e3o-brancos e a cultura n\u00e3o-europeia como \u201cselvagens\u201d enquanto glorifica seus pr\u00f3prios monarcas. Como uma linha de continuidade at\u00e9 hoje, o exemplo mais claro do Branco-Centrismo de Louren\u00e7o Cardoso gira em torno do sucesso da modelo brasileira Gisele B\u00fcndchen, que \u00e9 descendente de alem\u00e3es. Durante a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Ol\u00edmpicos de 2016, a pele bem clara e as caracter\u00edsticas europeias de Gisele\u00a0<a href=\"https:\/\/glo.bo\/2ru1qGq\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">foram exibidas pelo pa\u00eds para o mundo<\/a> como o padr\u00e3o brasileiro de beleza, n\u00e3o representando a imagem <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2cZquMR\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">de como os brasileiros de fato parecem<\/a> e perpetuando ainda mais uma hierarquia de beleza racista. \u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Louren\u00e7o Cardoso tamb\u00e9m observou que o Branco-Centrismo possui uma rela\u00e7\u00e3o particularmente t\u00f3xica com a cultura negra. <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2sl7nVx\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Na Bahia, onde 78% das pessoas se identificam como negras ou pardas<\/a>, as duas cantoras que chamaram mais aten\u00e7\u00e3o da grande m\u00eddia ao longo dos anos foram Ivete Sangalo e Claudia Leite, ambas brancas. <a href=\"http:\/\/apple.co\/2qzPykS\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Margareth Menezes<\/a>, cantora negra premiada tamb\u00e9m da Bahia, \u201cn\u00e3o recebe a mesma promo\u00e7\u00e3o no Brasil como Ivete Sangalo e Claudia Leite&#8230; apesar de ser uma pessoa poderosa e de grande destaque\u201d. Esses exemplos vinculam a um ponto maior que Louren\u00e7o Cardoso abordou: enquanto o negro produz grandes projetos culturais, o branco tende a colher os frutos que originam de express\u00f5es da cultura negra. <\/span><\/p>\n<h3><strong>A Hist\u00f3ria Brasileira (e Americana) da Pesquisa sobre Branquitude<\/strong><\/h3>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">No primeiro dia do minicurso de Louren\u00e7o Cardoso, o professor tra\u00e7ou o hist\u00f3rico da pesquisa sobre branquitude de um autor em particular, <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2qAdaWI\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Alberto\u00a0Guerreiro Ramos<\/a>. Louren\u00e7o descreveu Alberto Guerreiro Ramos como o \u201cpioneiro\u201d, cuja obra\u00a0<a href=\"http:\/\/bit.ly\/2riQ4Vr\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><em>Patologia Social do Branco Brasileiro<\/em><\/a> (1955), foi a primeira a atentar para o estudo cr\u00edtico da branquitude. Em particular, Cardoso chamou aten\u00e7\u00e3o para o privil\u00e9gio branco de ver e estudar o negro sem ser visto por ele e que estudos sobre \u201ca\u00a0sociologia do negro at\u00e9 [aquele ano] tinham sido um ilustra\u00e7\u00e3o desse privil\u00e9gio\u201d. Entretanto, apesar de seu papel catalisador como uma das primeiras vozes no estudo da branquitude, Guerreiro Ramos n\u00e3o recebeu ampla aten\u00e7\u00e3o pelos seus esfor\u00e7os. <\/span><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/Guerreiro-Ramos-2-252x300.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-26120 alignright\" src=\"http:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/Guerreiro-Ramos-2-252x300.jpg\" alt=\"\" width=\"252\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/Guerreiro-Ramos-2-252x300.jpg 252w, https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/Guerreiro-Ramos-2-252x300-222x264.jpg 222w\" sizes=\"(max-width: 252px) 100vw, 252px\" \/><\/a><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Em vez disso, a teoria sobre a branquitude que decorre dos Estados Unidos tende a ter o destaque, perpetuando o que Nelson Rodrigues denominou de\u00a0<a href=\"http:\/\/bit.ly\/2qEQ5Bs\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">complexo de vira-lata<\/a> no Brasil e &#8220;acentua a an\u00e1lise idealista e n\u00e3o materialista&#8221;. Louren\u00e7o Cardoso tamb\u00e9m levou \u00e0 discuss\u00e3o o fato de que acad\u00eamicos brancos constituem uma porcentagem muito maior de pesquisadores da branquitude nos Estados Unidos do que no Brasil. Ao ilustrar estas interse\u00e7\u00f5es com ra\u00e7a e pa\u00eds, o professor envolvido no estudo da branquitude estuda o tecido de rela\u00e7\u00f5es coloniais assim\u00e9tricas em curso.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">No entanto, os estudos brasileiros sobre a branquitude tiveram um grande avan\u00e7o em 2002, quando <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2qA6He8\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Maria Aparecida da Silva Bento<\/a>\u00a0escreveu sobre a \u201cemerg\u00eancia da branquitude\u201d, no livro a\u00a0<a href=\"http:\/\/bit.ly\/2rn132p\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><em>Psicologia Social do Racismo<\/em><\/a> (2002). Desde ent\u00e3o, o Brasil observou uma explos\u00e3o na quantidade de pesquisa sobre branquitude. Entre os que foram influenciados por Aparecida da Silva Bento est\u00e1 Louren\u00e7o Cardoso, que foi t\u00e3o inspirado pela <em>Psicologia Social do Racismo<\/em> que redirecionou seu foco anterior sobre estudos de negritude para os estudos cr\u00edticos \u00e0 branquitude. <\/span><\/p>\n<h3><strong>A Pesquisa de Cardoso sobre Pesquisadores Brancos<\/strong><\/h3>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Depois de ter sido inspirado a redirecionar seu foco para branquitude no come\u00e7o dos anos 2000, Louren\u00e7o Cardoso decidiu focar sua pesquisa de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o sobre acad\u00eamicos brancos que estudam o negro. Ap\u00f3s realizar suas entrevistas, os resultados foram claros e estes pesquisadores demonstraram que eles\u00a0<a href=\"http:\/\/bit.ly\/2nykUtN\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">nunca haviam considerado criticamente sua pr\u00f3pria identidade em rela\u00e7\u00e3o ao seu objeto de estudo<\/a>. Muitos recusaram prontamente a participa\u00e7\u00e3o do estudo de Louren\u00e7o, citando diversas desculpas, que v\u00e3o desde o compromisso pessoal at\u00e9 a adequa\u00e7\u00e3o ao estudo. Nas palavras do professor, eles sentiram que precisavam \u201cse manter como cientistas\u201d. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Usando o branco como ponto de refer\u00eancia te\u00f3rico, Louren\u00e7o Cardoso afirmou que os pesquisadores brancos &#8220;n\u00e3o querem se tornar o objeto do negro&#8221;, e que estavam ativamente evitando o mesmo papel que impuseram ao negro. Trazendo suas conclus\u00f5es para um n\u00edvel maior de an\u00e1lise, Louren\u00e7o discutiu como o branco n\u00e3o considera seu pr\u00f3prio papel na pesquisa porque para o branco, \u201co \u2018problema\u2019 est\u00e1 com o negro; \u00e9 ser n\u00e3o-branco, \u00e9 ser o objeto\u201d. O branco n\u00e3o reflete sobre sua branquitude porque a branquitude \u00e9 vista como \u201co normal, o humano, o universal\u201d. <\/span><\/p>\n<h3><strong>Conclus\u00f5es Te\u00f3ricas de Cardoso<\/strong><\/h3>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Ao discutir poss\u00edveis planos de a\u00e7\u00e3o anti-racismo a serem derivados de seu campo de estudo, o professor Louren\u00e7o Cardoso analisou dois caminhos distintos. Ao faz\u00ea-lo, inspirou-se na ideia de humaniza\u00e7\u00e3o radical de <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2qK5n8C\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Frantz Fanon<\/a>. A primeira proposta envolve &#8220;ressignificar e reconstruir a identidade racial branca que, sem deixar de ser branca, deixaria de possuir tra\u00e7os racistas&#8221;. A segunda proposta, entretanto, postula que a branquitude pode ser desconstru\u00edda assim como ela p\u00f4de ser constru\u00edda e que a ideia da ra\u00e7a branca deveria ser abolida.<\/span><\/p>\n<h3><strong>Debate e Coment\u00e1rios da Plat\u00e9ia<\/strong><\/h3>\n<p><a href=\"http:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/18622370_1894599950800150_6987198373149373236_n-300x296.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-26123 alignright\" src=\"http:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/18622370_1894599950800150_6987198373149373236_n-300x296.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"296\" srcset=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/18622370_1894599950800150_6987198373149373236_n-300x296.jpg 300w, https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/18622370_1894599950800150_6987198373149373236_n-300x296-268x264.jpg 268w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Durante a se\u00e7\u00e3o de coment\u00e1rios e debate do primeiro dia, as conclus\u00f5es te\u00f3ricas de Louren\u00e7o Cardoso geraram fortes cr\u00edticas de alguns no p\u00fablico na PUC-Rio&#8211;que buscaram o minicurso \u00a0para um olhar mais atento \u00e0s institui\u00e7\u00f5es e como elas continuavam a perpetuar a supremacia branca. Em particular, <a href=\"http:\/\/bit.ly\/1i0t9Hc\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">a pol\u00edcia<\/a>, a <a href=\"http:\/\/bit.ly\/1ZVXkRS\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">m\u00eddia<\/a> e o <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2l0pM9h\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">sistema educacional<\/a> foram freq\u00fcentemente mencionados como t\u00f3picos necess\u00e1rios na discuss\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 branquitude. V\u00e1rias dessas cr\u00edticas receberam aplausos de p\u00e9 por outros membros da plat\u00e9ia. Al\u00e9m disso, os pensamentos te\u00f3ricos de Louren\u00e7o de reconstru\u00e7\u00e3o e desconstru\u00e7\u00e3o da branquitude foram caracterizados como ut\u00f3picos por alguns, e irrelevantes para outros que preferiram focar na branquitude atrav\u00e9s da lente do poder. A ideia de sobre-categoriza\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m foi trazida por alguns membros da plat\u00e9ia, que consideraram que um racista \u00e9 racista e que conhecer diversos outros r\u00f3tulos para o branco \u201cn\u00e3o faria nada para combater seu racismo\u201d. Outros, entretanto, vieram a apoiar Louren\u00e7o ao dizer que o branco deve ser estudado rigorosamente e que essas categoriza\u00e7\u00f5es s\u00e3o \u00fateis em \u00faltima inst\u00e2ncia. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A se\u00e7\u00e3o de debate do segundo dia do minicurso funcionou mais como uma discuss\u00e3o de grupo, j\u00e1 que o professor optou por adotar uma abordagem mais recuada, enquanto os membros da plat\u00e9ia elaboravam v\u00e1rios sub-t\u00f3picos. Neste debate teve particular destaque a seguinte quest\u00e3o: qual \u00e9 o papel dos brancos nessa luta? Enquanto alguns, incluindo Louren\u00e7o Cardoso, acreditam que os brancos devem participar dessa conversa para que possam encontrar um caminho produtivo e com um prop\u00f3sito, outros sentem que indiv\u00edduos brancos simplesmente n\u00e3o podem e nunca v\u00e3o entender a experi\u00eancia negra no Brasil e pelo mundo. Embora intensa, essa discuss\u00e3o resultou em um sentimento de solidariedade, com o <em>Coletivo Nuvem Negra<\/em> se apresentando no fim do evento com uma salva palmas por parte dos membros da plat\u00e9ia. <\/span><\/p>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<div class=\"mh-excerpt\"><p>Click Here for English Na ter\u00e7a-feira passada, o Coletivo Nuvem Negra\u00a0e o Instituto de Rela\u00e7\u00f5es Internacionais da PUC-Rio realizaram uma\u00a0mesa redonda seguida de debate sobre branquitude e a experi\u00eancia universit\u00e1ria, uma discuss\u00e3o que incluiu o <a class=\"mh-excerpt-more\" href=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/?p=26101\" title=\"PUC-Rio Sedia MiniCurso e Intenso Debate Sobre &#8216;Branquitude&#8217;\">[&#8230;]<\/a><!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on get_the_excerpt --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on get_the_excerpt --><\/p>\n<\/div>","protected":false},"author":129,"featured_media":26113,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[1621,1632,1631,1626],"tags":[2402,3253,309,2980,759,81,513,709,413,2070,316,818,936,2029],"writer":[2111],"translator":[1862],"source":[],"ilustrador":[],"fotografo":[],"class_list":{"0":"post-26101","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-destaque","8":"category-pesquisa-e-analise","9":"category-entendendo-o-rio","10":"category-por-observadores-internacionais","11":"tag-acesso-a-universidade","12":"tag-antirracismo","13":"tag-ativismo","14":"tag-branquitude","15":"tag-comparacao-internacional","16":"tag-cultura","17":"tag-cultura-afro-brasileira","18":"tag-debate","19":"tag-desigualdade","20":"tag-direito-a-educacao","21":"tag-educacao","22":"tag-eua","23":"tag-raca","24":"tag-teoria-politica","25":"writer-evan-fantozzi","26":"translator-caroline-quintanilha"},"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v25.6 - 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