{"id":26986,"date":"2017-09-26T09:04:20","date_gmt":"2017-09-26T12:04:20","guid":{"rendered":"http:\/\/rioonwatch.org.br\/?p=26986"},"modified":"2017-09-27T09:38:32","modified_gmt":"2017-09-27T12:38:32","slug":"brasil-e-a-capital-mundial-de-assassinatos-lgbt","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/rioonwatch.org.br\/?p=26986","title":{"rendered":"Brasil, a Capital Mundial de Assassinatos LGBT, e o Lugar do Rio nos Dados"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right;\"><em><strong><a href=\"http:\/\/bit.ly\/2u7ZHKY\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Click Here for English<img decoding=\"async\" width=\"20\" height=\"20\" class=\"alignright wp-image-15790\" src=\"http:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2012\/08\/EN-standard-e1439583104716.jpg\" alt=\"\" \/><\/a><\/strong><\/em><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O mundo ficou chocado no in\u00edcio deste ano quando um v\u00eddeo se espalhou rapidamente sobre <\/span><a href=\"http:\/\/bbc.in\/2tgbV0d\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"font-weight: 400;\">Dandara dos Santos<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">, uma mulher transexual do estado do Cear\u00e1 no <\/span><a href=\"http:\/\/bit.ly\/2h6zGTe\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"font-weight: 400;\">Nordeste<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">, sendo torturada e finalmente morta em Fortaleza, a capital do estado. Muitas fontes internacionais de not\u00edcias publicaram a hist\u00f3ria, chocados com o enorme desprezo \u00e0 vida demonstrado neste v\u00eddeo horr\u00edvel. Para muitos brasileiros, no entanto, o v\u00eddeo n\u00e3o causou surpresa. Durante muitos anos, o Brasil tem mantido o recorde mundial de assassinatos de LGBT baseados no \u00f3dio com <\/span><a href=\"https:\/\/glo.bo\/2uDT82e\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"font-weight: 400;\">343 registrados em 2016<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\"> resultando na estat\u00edstica de uma pessoa LGBT sendo morta em cerca de cada 25 horas.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Por outro lado, o Brasil tamb\u00e9m \u00e9 uma refer\u00eancia e modelo para o mundo na sua luta pelos direitos dos LGBT. A Parada do Orgulho anual em S\u00e3o Paulo cresce a cada ano mantendo o seu primeiro lugar no ranking com base no n\u00famero de participantes; neste ano os organizadores gabaram-se de ter ultrapassado o <\/span><a href=\"http:\/\/bit.ly\/2u9UkZ4\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"font-weight: 400;\">marco de 3 milh\u00f5es<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">. A comemora\u00e7\u00e3o do <\/span><a href=\"http:\/\/bit.ly\/1O9OJZW\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"font-weight: 400;\">Carnaval<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\"> anual no Rio \u00e9 frequentemente e abertamente <em>queer<\/em> e atrai turistas LGBT de todo o mundo. Al\u00e9m disso, o governo brasileiro foi um dos primeiros pa\u00edses a trabalhar com organiza\u00e7\u00f5es dos direitos LGBT para oferecer <\/span><a href=\"https:\/\/glo.bo\/2u9ZT9H\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"font-weight: 400;\">cuidados m\u00e9dicos gr\u00e1tis<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\"> para as pessoas com HIV\/AIDS, obtendo reconhecimento internacional e reduzindo o n\u00famero de pessoas com HIV\/AIDS para abaixo do n\u00edvel dos Estados Unidos. Tamb\u00e9m \u00e9 l\u00edder na fabrica\u00e7\u00e3o de drogas antirretrovirais baratas, resultando tamb\u00e9m em um <\/span><a href=\"http:\/\/bit.ly\/2vlggAs\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"font-weight: 400;\">n\u00edvel mais alto<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\"> de pessoas que tomam estes medicamentos em compara\u00e7\u00e3o aos Estados Unidos.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">No n\u00edvel federal, em 2004, <\/span><a href=\"https:\/\/glo.bo\/2tJerv9\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"font-weight: 400;\">as uni\u00f5es do mesmo sexo<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\"> foram legalizadas o que finalmente levou \u00e0 igualdade completa de casamentos em 2013. Em 2010 e 2011 a Suprema Corte expandiu os direitos dos casais do mesmo sexo incluindo ado\u00e7\u00e3o e direitos legais ampliados. O pa\u00eds tamb\u00e9m tem sido muito ativo na luta por direitos iguais nas entidades internacionais como a ONU. No Rio de Janeiro, o governo municipal e estadual cooperou para criar a &#8220;<\/span><a href=\"http:\/\/bit.ly\/2vlbUJH\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"font-weight: 400;\">Rio Sem Homofobia<\/span><\/a>&#8220;<span style=\"font-weight: 400;\">, uma campanha p\u00fablica para combater a homofobia na cidade. Foi extremamente popular, por\u00e9m foi quase completamente\u00a0<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">destitu\u00edda pela autoridade da prefeitura<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">\u00a0encarregada do programa, entre outros, no <\/span><a href=\"http:\/\/bit.ly\/1k4eA6c\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"font-weight: 400;\">governo anterior<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Infelizmente, a comunidade LGBT ultimamente tem sido novamente atacada, o que est\u00e1 levando a um crescente estado de medo, e isto est\u00e1 sendo exacerbado pelos pol\u00edticos que entraram no poder recentemente ao n\u00edvel nacional e local. O novo presidente, <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">Temer colapsou a posi\u00e7\u00e3o<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">\u00a0da Secretaria de Direitos Humanos&#8211;que anteriormente estava encarregada das iniciativas dos direitos LGBT a n\u00edvel nacional&#8211;colocando-a sob uma secretaria nacional j\u00e1 existente. O\u00a0novo prefeito do Rio,\u00a0<\/span><a href=\"http:\/\/bit.ly\/2cIlnDw\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"font-weight: 400;\">Marcelo Crivella<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">, passou o in\u00edcio do ano tentando\u00a0<\/span><a href=\"http:\/\/bit.ly\/2tMM1Ea\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"font-weight: 400;\">cortar as verbas da anual Marcha do Orgulho<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">\u00a0<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">(tentativas que finalmente falharam)<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">, al\u00e9m de nomear um<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">\u00a0<\/span><a href=\"http:\/\/bit.ly\/2tMKQoo\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"font-weight: 400;\">membro de um partido conservador religioso<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">\u00a0<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">para chefiar a Coordenadoria Especial da Diversidade Sexual. Enquanto o secret\u00e1rio \u00e9 declaradamente gay, ele faz parte de um dos partidos mais conservadores e anti-LGBT do pa\u00eds. A cidade, o estado e o pa\u00eds encontram-se tamb\u00e9m em uma crise financeira, o que coloca as pessoas LGBT que j\u00e1 s\u00e3o as mais vulner\u00e1veis na sociedade, sob um risco ainda maior. Tamb\u00e9m \u00e9 importante notar que, apesar de n\u00e3o ter havido muitos ataques concentrados aos indiv\u00edduos LGBT na cena governamental, os partidos pol\u00edticos conservadores no poder&#8211;e no caso do Rio declaradamente crist\u00e3os&#8211;facilmente apoiam e promovem ideologias homof\u00f3bicas e sexistas em todo o pa\u00eds.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Todas estas mudan\u00e7as pol\u00edticas tamb\u00e9m compartilham o palco central com uma crise crescente de racismo, sexismo e viol\u00eancia homof\u00f3bica que est\u00e1 acontecendo no pa\u00eds. Em julho do ano passado, o corpo de <\/span><a href=\"http:\/\/bit.ly\/2thOTIu\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"font-weight: 400;\">Diego Vieira Machado<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\"> foi encontrado no campus da UFRJ. \u00a0Ele era um estudante do Par\u00e1, negro, declaradamente gay, que estudava l\u00ednguas, e sua morte chocou a cidade. Se os indiv\u00edduos LGBT e os negros n\u00e3o estavam seguros no campus de uma universidade federal, onde estariam? Na \u00e1rea metropolitana do Rio de Janeiro, inclusive nas suas principais cidades perif\u00e9ricas, aconteceram <\/span><a href=\"http:\/\/bit.ly\/2uqYnjx\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"font-weight: 400;\">64 assassinatos LGBT baseados no \u00f3dio<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\"> entre 2012 e 2016. A cidade teve o terceiro maior n\u00famero de assassinatos naquele per\u00edodo de cinco anos (depois de S\u00e3o Paulo e Manaus) e o estado do Rio foi o terceiro em 2016 atr\u00e1s de S\u00e3o Paulo e Bahia respectivamente.<\/span><\/p>\n<table style=\"height: 682px;\" width=\"562\">\n<tbody>\n<tr>\n<td style=\"text-align: left;\"><b>Regi\u00e3o Metropolitana<\/b><\/td>\n<td><b>Popula\u00e7\u00e3o<\/b><\/td>\n<td><b>Assassinatos<\/b><\/td>\n<td><b>Mortes\/Milh\u00e3o<\/b><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td><span style=\"font-weight: 400;\">S\u00e3o Paulo<\/span><\/td>\n<td><span style=\"font-weight: 400;\">21.242.939<\/span><\/td>\n<td><span style=\"font-weight: 400;\">100<\/span><\/td>\n<td><span style=\"font-weight: 400;\">4,71<\/span><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td><span style=\"font-weight: 400;\">Rio de Janeiro<\/span><\/td>\n<td><span style=\"font-weight: 400;\">12.330.186<\/span><\/td>\n<td><span style=\"font-weight: 400;\">64<\/span><\/td>\n<td><span style=\"font-weight: 400;\">5,19<\/span><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td><span style=\"font-weight: 400;\">Belo Horizonte<\/span><\/td>\n<td><span style=\"font-weight: 400;\">5.873.841<\/span><\/td>\n<td><span style=\"font-weight: 400;\">44<\/span><\/td>\n<td><span style=\"font-weight: 400;\">7,49<\/span><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td><span style=\"font-weight: 400;\">Bras\u00cdlia<\/span><\/td>\n<td><span style=\"font-weight: 400;\">4.284.676<\/span><\/td>\n<td><span style=\"font-weight: 400;\">22<\/span><\/td>\n<td><span style=\"font-weight: 400;\">5,13<\/span><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td><span style=\"font-weight: 400;\">Porto Alegre<\/span><\/td>\n<td><span style=\"font-weight: 400;\">4.276.475<\/span><\/td>\n<td><span style=\"font-weight: 400;\">18<\/span><\/td>\n<td><span style=\"font-weight: 400;\">4,21<\/span><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td><span style=\"font-weight: 400;\">Fortaleza<\/span><\/td>\n<td><span style=\"font-weight: 400;\">4.019.213<\/span><\/td>\n<td><span style=\"font-weight: 400;\">33<\/span><\/td>\n<td><span style=\"font-weight: 400;\">8,21<\/span><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td><span style=\"font-weight: 400;\">Salvador<\/span><\/td>\n<td><span style=\"font-weight: 400;\">3.984.583<\/span><\/td>\n<td><span style=\"font-weight: 400;\">54<\/span><\/td>\n<td><span style=\"font-weight: 400;\">13,55<\/span><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td><span style=\"font-weight: 400;\">Recife<\/span><\/td>\n<td><span style=\"font-weight: 400;\">3.940.456<\/span><\/td>\n<td><span style=\"font-weight: 400;\">54<\/span><\/td>\n<td><span style=\"font-weight: 400;\">13,71<\/span><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td><span style=\"font-weight: 400;\">Curitiba<\/span><\/td>\n<td><span style=\"font-weight: 400;\">3.537.894<\/span><\/td>\n<td><span style=\"font-weight: 400;\">21<\/span><\/td>\n<td><span style=\"font-weight: 400;\">5,94<\/span><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td><span style=\"font-weight: 400;\">Manaus<\/span><\/td>\n<td><span style=\"font-weight: 400;\">2.568.817<\/span><\/td>\n<td><span style=\"font-weight: 400;\">81<\/span><\/td>\n<td><span style=\"font-weight: 400;\">31,53<\/span><\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Ao comparar o Rio a outras \u00e1reas metropolitanas, alguns dados interessantes s\u00e3o revelados. Apesar de ter havido um ter\u00e7o dos assassinatos LGBT no Rio, o seu n\u00famero de mortes por milh\u00e3o est\u00e1 em s\u00e9timo lugar entre as outras principais \u00e1reas metropolitanas do pa\u00eds. Cidades como Salvador e Recife apresentam quase o triplo, e Manaus tem uma taxa de assassinatos seis vezes maior do que o Rio. \u00c9 importante notar que cidades como Manaus, Salvador, Recife e muitas outras capitais estaduais no Norte e Nordeste t\u00eam <\/span><a href=\"http:\/\/bit.ly\/2smNSvH\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"font-weight: 400;\">altas taxas de assassinatos<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\"> de um modo geral. Algo est\u00e1 claro, no entanto, para os indiv\u00edduos LGBT: o Rio \u00e9 relativamente seguro em compara\u00e7\u00e3o a outras cidades grandes no Brasil. Algumas cidades pequenas selecionadas no Brasil tamb\u00e9m t\u00eam taxas de assassinatos muito mais altas.<\/span><\/p>\n<table>\n<tbody>\n<tr>\n<td><b>Regi\u00e3o Metropolitana<\/b><\/td>\n<td><b>Popula\u00e7\u00e3o<\/b><\/td>\n<td><b>Assassinatos<\/b><\/td>\n<td><b>Mortes\/Milh\u00e3o<\/b><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td><span style=\"font-weight: 400;\">Jo\u00e3o Pessoa<\/span><\/td>\n<td><span style=\"font-weight: 400;\">1.268.360<\/span><\/td>\n<td><span style=\"font-weight: 400;\">46<\/span><\/td>\n<td><span style=\"font-weight: 400;\">36,28<\/span><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td><span style=\"font-weight: 400;\">Teresina<\/span><\/td>\n<td><span style=\"font-weight: 400;\">1.199.941<\/span><\/td>\n<td><span style=\"font-weight: 400;\">32<\/span><\/td>\n<td><span style=\"font-weight: 400;\">26,67<\/span><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td><span style=\"font-weight: 400;\">Campo Grande<\/span><\/td>\n<td><span style=\"font-weight: 400;\">853.622<\/span><\/td>\n<td><span style=\"font-weight: 400;\">18<\/span><\/td>\n<td><span style=\"font-weight: 400;\">21,08<\/span><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td><span style=\"font-weight: 400;\">Aracaju<\/span><\/td>\n<td><span style=\"font-weight: 400;\">641.523<\/span><\/td>\n<td><span style=\"font-weight: 400;\">15<\/span><\/td>\n<td><span style=\"font-weight: 400;\">23,40<\/span><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td><span style=\"font-weight: 400;\">Cuiab\u00e1<\/span><\/td>\n<td><span style=\"font-weight: 400;\">585.622<\/span><\/td>\n<td><span style=\"font-weight: 400;\">22<\/span><\/td>\n<td><span style=\"font-weight: 400;\">37,61<\/span><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td><span style=\"font-weight: 400;\">Porto Velho<\/span><\/td>\n<td><span style=\"font-weight: 400;\">426.558<\/span><\/td>\n<td><span style=\"font-weight: 400;\">16<\/span><\/td>\n<td><span style=\"font-weight: 400;\">37,47<\/span><\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Vamos repartir isto ainda mais. O Rio de Janeiro \u00e9 uma \u00e1rea metropolitana com v\u00e1rias regi\u00f5es e periferias. Considerando o Rio de Janeiro em si, os assassinatos caem para 31 no per\u00edodo de cinco anos: 12 na Zona Oeste, 6 na Zona Norte, 6 na Zona Sul, e 7 n\u00e3o informados. Isto significa que mais da metade dos assassinatos LGBT na \u00e1rea metropolitana do Rio aconteceram fora da cidade do Rio de Janeiro.<\/span><\/p>\n<table>\n<tbody>\n<tr>\n<td><b>Munic\u00edpio<\/b><\/td>\n<td><b>Popula\u00e7\u00e3o<\/b><\/td>\n<td><b>Assassinatos<\/b><\/td>\n<td><b>Mortes\/Milh\u00e3o<\/b><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>Rio de Janeiro<\/td>\n<td>6.453.682<\/td>\n<td>31<\/td>\n<td>4,80<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>S\u00e3o Gon\u00e7alo<\/td>\n<td>1.044.058<\/td>\n<td>7<\/td>\n<td>6,70<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>Duque de Caxias<\/td>\n<td>886.917<\/td>\n<td>4<\/td>\n<td>4,51<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>Nova Igua\u00e7u<\/td>\n<td>797.435<\/td>\n<td>16<\/td>\n<td>20,08<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>S\u00e3o Jo\u00e3o de Meriti<\/td>\n<td>598.456<\/td>\n<td>3<\/td>\n<td>5,02<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>Belford Roxo<\/td>\n<td>495.694<\/td>\n<td>2<\/td>\n<td>4,03<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>Niter\u00f3i<\/td>\n<td>487.327<\/td>\n<td>1<\/td>\n<td>2,05<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Ao investigar mais especificamente, a taxa de assassinatos do munic\u00edpio do Rio de Janeiro est\u00e1 baixa enquanto as taxas de certas \u00e1reas perif\u00e9ricas est\u00e3o bem altas. Nova Igua\u00e7u, por exemplo, tem uma taxa de assassinatos LGBT mais alta do que as dez principais \u00e1reas metropolitanas do pa\u00eds, exceto Manaus. Os quadros a seguir d\u00e3o uma representa\u00e7\u00e3o ano a ano do n\u00famero de assassinatos LGBT nas principais regi\u00f5es metropolitanas do pa\u00eds e na \u00e1rea metropolitana do Rio respectivamente.<\/span><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/LGBT-Chart-1.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-27002\" src=\"http:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/LGBT-Chart-1.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"371\" srcset=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/LGBT-Chart-1.jpg 600w, https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/LGBT-Chart-1-427x264.jpg 427w\" sizes=\"(max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/a><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/LGBT-Chart-2.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-27004\" src=\"http:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/LGBT-Chart-2.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"371\" srcset=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/LGBT-Chart-2.jpg 600w, https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/LGBT-Chart-2-427x264.jpg 427w\" sizes=\"(max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/a><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O Rio \u00e9 semelhante ao resto do Brasil ao se olhar para as identidades dos indiv\u00edduos assassinados. A maioria (42) era homens gays bem como um homem bissexual. O resto (21) eram pessoas transexuais ou travestis, a maioria em transi\u00e7\u00e3o de homem para mulher. O Rio de Janeiro n\u00e3o est\u00e1 sozinho. Durante um per\u00edodo de sete anos findo em 2015, o Brasil teve <\/span><a href=\"http:\/\/bit.ly\/2waRzat\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"font-weight: 400;\">802 assassinatos transexuais<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">, mais do que triplicando o M\u00e9xico em segundo lugar com 229. A comunidade transexual est\u00e1 crescendo em muitas partes do pa\u00eds, mas as hist\u00f3rias como a da Dandara dos Santos continuam a aparecer nas manchetes, criando uma dicotomia fatal. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u00c9 importante notar que a comunidade transexual no Brasil tem origens bastante diferentes daquelas de muitos outros pa\u00edses.\u00a0Os travestis, que nunca completam a transi\u00e7\u00e3o, mas frequentemente passam por procedimentos cir\u00fargicos e vivem como mulheres, j\u00e1 existiam muito antes da ideia de transexuais e drag queens chegar ao Brasil. Na verdade, os famosos drag queens do Carnaval eram originalmente e ainda s\u00e3o, em grande parte travestis. Depois que o governo incluiu a cirurgia de transi\u00e7\u00e3o de g\u00eanero nos procedimentos cobertos, a transi\u00e7\u00e3o tornou-se mais popular e acess\u00edvel, mas \u00e9 muito importante notar que o Brasil em geral \u00e9 mais <em>queer<\/em> do que a maior parte dos Estados Unidos e da Europa, e muitas pessoas n\u00e3o se estabelecem nas categorias \u00e0s quais os ocidentais est\u00e3o acostumados.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Mesmo culturalmente progressista, o Brasil ainda precisa alcan\u00e7ar as reais liberdades de vida para os indiv\u00edduos transexuais. O Brasil \u00e9 profundamente religioso, representando <\/span><a href=\"http:\/\/bit.ly\/2u4VUKJ\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"font-weight: 400;\">11,7%<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\"> da popula\u00e7\u00e3o mundial de cat\u00f3licos. Os evang\u00e9licos tamb\u00e9m est\u00e3o em alta, especificamente <\/span><a href=\"http:\/\/bit.ly\/2vmqeol\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"font-weight: 400;\">as igrejas pentecostais ultraconservadoras<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">: crescendo de 26 milh\u00f5es de brasileiros em 2000 para 42 milh\u00f5es em 2010. Tudo isto contribuiu para uma falta de compreens\u00e3o em geral sobre a comunidade LGBT e em alguns casos aumentou os ataques fisicamente e legislativamente. Na verdade, muitas pessoas transexuais s\u00e3o expulsas da casa de suas fam\u00edlias prematuramente, resultando em um grau de instru\u00e7\u00e3o e padr\u00f5es de sa\u00fade inadequados para esta comunidade; quase <\/span><a href=\"http:\/\/bit.ly\/2vtMzj9\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"font-weight: 400;\">90% das pessoas transexuais<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\"> dirigem-se para a prostitui\u00e7\u00e3o para sobreviver. Enquanto a comunidade transexual \u00e9 comemorada e elogiada, especialmente no carnaval, a comunidade \u00e9 frequentemente e rapidamente esquecida e relegada \u00e0s <\/span><a href=\"https:\/\/glo.bo\/2hqTlRo\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"font-weight: 400;\">sombras da sociedade<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\"> em muitas \u00e1reas em todo o pa\u00eds.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Notadamente ausentes das estat\u00edsticas dos assassinatos est\u00e3o as l\u00e9sbicas e os homens transexuais; durante 5 anos o Rio de Janeiro relatou zero casos de assassinatos de l\u00e9sbicas. No entanto, esta estat\u00edstica pode ser bastante incorreta e estar escondendo uma verdade mais profunda e enganadora. A cultura do machismo no Brasil, como na maior parte da Am\u00e9rica Latina, \u00e9 extremamente forte: uma mulher \u00e9 agredida a cada <\/span><a href=\"http:\/\/bit.ly\/2qX2kgg\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"font-weight: 400;\">15 segundos<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\"> e assassinada a cada duas horas no pa\u00eds. As mulheres, especialmente as mulheres l\u00e9sbicas, relataram um aumento nos &#8220;<\/span><a href=\"http:\/\/bit.ly\/2v0LRcR\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"font-weight: 400;\">estupros corretivos<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">&#8221; quando os homens estupram as mulheres para \u201ccorrigir\u201d o seu comportamento. Isto pode ser feito \u00e0s mulheres l\u00e9sbicas para tentar \u201ccorrigir\u201d o seu comportamento sexual. Esta quest\u00e3o explodiu no Rio no \u00faltimo m\u00eas de maio quando uma <\/span><a href=\"http:\/\/bit.ly\/2vmDPvx\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"font-weight: 400;\">jovem de 16 anos<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\"> sofreu viola\u00e7\u00e3o coletiva enquanto outros gravavam. Apenas em 2015, no estado do Rio de Janeiro, <\/span><a href=\"https:\/\/glo.bo\/2fbDHJ7\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"font-weight: 400;\">foram relatados 5.676 estupros<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">. Apesar desta estat\u00edstica ser assombrosa, aproximadamente <\/span><a href=\"https:\/\/glo.bo\/2uoBX0W\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"font-weight: 400;\">90% dos estupros n\u00e3o s\u00e3o declaradas<\/span><\/a>.<span style=\"font-weight: 400;\">\u00a0L\u00e9sbicas, homens e mulheres transexuais, e mulheres <em>queer<\/em> s\u00e3o muito afetadas por esta estat\u00edstica.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Ao escrever este artigo, <\/span><a href=\"http:\/\/bit.ly\/2tScZet\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"font-weight: 400;\">262 indiv\u00edduos LGBT<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">\u00a0<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">foram assassinados no Brasil em 2017; 18 no estado do Rio de Janeiro, que est\u00e1 em quarto lugar ap\u00f3s S\u00e3o Paulo, Minas Gerais e Bahia. Foram 125 assassinatos de transexuais, 87 dos quais eram travestis<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">.<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">\u00a0Foram dez assassinatos na regi\u00e3o metropolitana do Rio: tr\u00eas em Nova Igua\u00e7u, um em Belford Roxo e um em S\u00e3o Gon\u00e7alo. Embora n\u00e3o possa deduzir que as pol\u00edticas p\u00fablicas tenham impactado diretamente a taxa de viol\u00eancia contra os brasileiros LGBT, ainda \u00e9 importante compreender o sentimento de como vivem o seu dia a dia. Programas como o Rio Sem Homofobia e mandatos do governo federal que protegem os direitos LGBT tiveram um impacto vital erguendo a comunidade LGBT para um <\/span><a href=\"http:\/\/bit.ly\/1rOePGu\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"font-weight: 400;\">patamar de poder mais alto<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">.<\/span><span style=\"font-weight: 400;\"> Estas iniciativas devem continuar e ser refor\u00e7adas se a na\u00e7\u00e3o deseja perder o seu t\u00edtulo infame de Capital Mundial de Assassinatos LGBT. Com o estado atual da economia e pol\u00edtica no Brasil, no entanto, isto parece pouco prov\u00e1vel. Somente quando as vidas dos ativistas e cidad\u00e3os LGBT forem valorizadas, se lutarem por elas e as mesmas forem protegidas, as estat\u00edsticas e a press\u00e3o diminuir\u00e3o.<\/span><\/p>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<div class=\"mh-excerpt\"><p>Click Here for English O mundo ficou chocado no in\u00edcio deste ano quando um v\u00eddeo se espalhou rapidamente sobre Dandara dos Santos, uma mulher transexual do estado do Cear\u00e1 no Nordeste, sendo torturada e finalmente <a class=\"mh-excerpt-more\" href=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/?p=26986\" title=\"Brasil, a Capital Mundial de Assassinatos LGBT, e o Lugar do Rio nos Dados\">[&#8230;]<\/a><!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on get_the_excerpt --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on get_the_excerpt --><\/p>\n<\/div>","protected":false},"author":129,"featured_media":26988,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[1621,1632,346,1631,1626,344],"tags":[1157,214,759,2214,88,818,42,1398,838,126,294,30],"writer":[2133],"translator":[1875],"source":[],"ilustrador":[],"fotografo":[],"class_list":{"0":"post-26986","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-destaque","8":"category-pesquisa-e-analise","9":"category-denuncias","10":"category-entendendo-o-rio","11":"category-por-observadores-internacionais","12":"category-politicas","13":"tag-analise","14":"tag-carnaval","15":"tag-comparacao-internacional","16":"tag-dados","17":"tag-direitos-humanos","18":"tag-eua","19":"tag-genero","20":"tag-lgbt","21":"tag-politica-publica","22":"tag-preconceito","23":"tag-saude","24":"tag-violencia","25":"writer-tyler-strobl","26":"translator-marina-hennies"},"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v25.6 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>Brasil, a Capital Mundial de Assassinatos LGBT, e o Lugar do Rio nos Dados - RioOnWatch<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/?p=26986\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Brasil, a Capital Mundial de Assassinatos LGBT, e o Lugar do Rio nos Dados - RioOnWatch\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"Click Here for English O mundo ficou chocado no in\u00edcio deste ano quando um v\u00eddeo se espalhou rapidamente sobre Dandara dos Santos, uma mulher transexual do estado do Cear\u00e1 no Nordeste, sendo torturada e finalmente [...]\" \/>\n<meta property=\"og:url\" content=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/?p=26986\" \/>\n<meta property=\"og:site_name\" content=\"RioOnWatch\" \/>\n<meta property=\"article:published_time\" content=\"2017-09-26T12:04:20+00:00\" \/>\n<meta property=\"article:modified_time\" content=\"2017-09-27T12:38:32+00:00\" \/>\n<meta property=\"og:image\" content=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/rio-pride.jpg\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:width\" content=\"881\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:height\" content=\"587\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:type\" content=\"image\/jpeg\" \/>\n<meta name=\"author\" content=\"Admin\" \/>\n<meta name=\"twitter:card\" content=\"summary_large_image\" \/>\n<meta name=\"twitter:label1\" content=\"Escrito por\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data1\" content=\"Admin\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:label2\" content=\"Est. tempo de leitura\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data2\" content=\"10 minutos\" \/>\n<script type=\"application\/ld+json\" class=\"yoast-schema-graph\">{\"@context\":\"https:\/\/schema.org\",\"@graph\":[{\"@type\":\"Article\",\"@id\":\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/?p=26986#article\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/?p=26986\"},\"author\":{\"name\":\"Admin\",\"@id\":\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/#\/schema\/person\/11d64c290506f9df50c71b850c473f68\"},\"headline\":\"Brasil, a Capital Mundial de Assassinatos LGBT, e o Lugar do Rio nos Dados\",\"datePublished\":\"2017-09-26T12:04:20+00:00\",\"dateModified\":\"2017-09-27T12:38:32+00:00\",\"mainEntityOfPage\":{\"@id\":\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/?p=26986\"},\"wordCount\":1926,\"publisher\":{\"@id\":\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/#organization\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/?p=26986#primaryimage\"},\"thumbnailUrl\":\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/rio-pride.jpg\",\"keywords\":[\"an\u00e1lise\",\"carnaval\",\"compara\u00e7\u00e3o internacional\",\"dados\",\"Direitos Humanos\",\"EUA\",\"g\u00eanero\",\"LGBTQIAPN+\",\"pol\u00edtica p\u00fablica\",\"preconceito\",\"sa\u00fade\",\"viol\u00eancia\"],\"articleSection\":[\"*Destaque\",\"Dados e Pesquisa\",\"Den\u00fancias\",\"Entendendo o Rio\",\"Escrito por Aliados\",\"Pol\u00edticas\"],\"inLanguage\":\"pt-BR\"},{\"@type\":\"WebPage\",\"@id\":\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/?p=26986\",\"url\":\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/?p=26986\",\"name\":\"Brasil, a Capital Mundial de Assassinatos LGBT, e o Lugar do Rio nos Dados - RioOnWatch\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/#website\"},\"primaryImageOfPage\":{\"@id\":\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/?p=26986#primaryimage\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/?p=26986#primaryimage\"},\"thumbnailUrl\":\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/rio-pride.jpg\",\"datePublished\":\"2017-09-26T12:04:20+00:00\",\"dateModified\":\"2017-09-27T12:38:32+00:00\",\"breadcrumb\":{\"@id\":\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/?p=26986#breadcrumb\"},\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"ReadAction\",\"target\":[\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/?p=26986\"]}]},{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"@id\":\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/?p=26986#primaryimage\",\"url\":\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/rio-pride.jpg\",\"contentUrl\":\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/rio-pride.jpg\",\"width\":881,\"height\":587},{\"@type\":\"BreadcrumbList\",\"@id\":\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/?p=26986#breadcrumb\",\"itemListElement\":[{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":1,\"name\":\"In\u00edcio\",\"item\":\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/\"},{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":2,\"name\":\"Brasil, a Capital Mundial de Assassinatos LGBT, e o Lugar do Rio nos Dados\"}]},{\"@type\":\"WebSite\",\"@id\":\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/#website\",\"url\":\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/\",\"name\":\"RioOnWatch\",\"description\":\"relatos das favelas cariocas\",\"publisher\":{\"@id\":\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/#organization\"},\"potentialAction\":[{\"@type\":\"SearchAction\",\"target\":{\"@type\":\"EntryPoint\",\"urlTemplate\":\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/?s={search_term_string}\"},\"query-input\":{\"@type\":\"PropertyValueSpecification\",\"valueRequired\":true,\"valueName\":\"search_term_string\"}}],\"inLanguage\":\"pt-BR\"},{\"@type\":\"Organization\",\"@id\":\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/#organization\",\"name\":\"RioOnWatch\",\"url\":\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/\",\"logo\":{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"@id\":\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/#\/schema\/logo\/image\/\",\"url\":\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/RioOnWatchcabecalhoPT11anos-2.png\",\"contentUrl\":\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/RioOnWatchcabecalhoPT11anos-2.png\",\"width\":779,\"height\":277,\"caption\":\"RioOnWatch\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/#\/schema\/logo\/image\/\"}},{\"@type\":\"Person\",\"@id\":\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/#\/schema\/person\/11d64c290506f9df50c71b850c473f68\",\"name\":\"Admin\",\"image\":{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"@id\":\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/#\/schema\/person\/image\/\",\"url\":\"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/56211ac74568383903349a1485e3c325?s=96&d=blank&r=g\",\"contentUrl\":\"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/56211ac74568383903349a1485e3c325?s=96&d=blank&r=g\",\"caption\":\"Admin\"},\"url\":\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/?author=129\"}]}<\/script>\n<!-- \/ Yoast SEO plugin. -->","yoast_head_json":{"title":"Brasil, a Capital Mundial de Assassinatos LGBT, e o Lugar do Rio nos Dados - RioOnWatch","robots":{"index":"index","follow":"follow","max-snippet":"max-snippet:-1","max-image-preview":"max-image-preview:large","max-video-preview":"max-video-preview:-1"},"canonical":"https:\/\/rioonwatch.org.br\/?p=26986","og_locale":"pt_BR","og_type":"article","og_title":"Brasil, a Capital Mundial de Assassinatos LGBT, e o Lugar do Rio nos Dados - RioOnWatch","og_description":"Click Here for English O mundo ficou chocado no in\u00edcio deste ano quando um v\u00eddeo se espalhou rapidamente sobre Dandara dos Santos, uma mulher transexual do estado do Cear\u00e1 no Nordeste, sendo torturada e finalmente [...]","og_url":"https:\/\/rioonwatch.org.br\/?p=26986","og_site_name":"RioOnWatch","article_published_time":"2017-09-26T12:04:20+00:00","article_modified_time":"2017-09-27T12:38:32+00:00","og_image":[{"width":881,"height":587,"url":"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/rio-pride.jpg","type":"image\/jpeg"}],"author":"Admin","twitter_card":"summary_large_image","twitter_misc":{"Escrito por":"Admin","Est. tempo de leitura":"10 minutos"},"schema":{"@context":"https:\/\/schema.org","@graph":[{"@type":"Article","@id":"https:\/\/rioonwatch.org.br\/?p=26986#article","isPartOf":{"@id":"https:\/\/rioonwatch.org.br\/?p=26986"},"author":{"name":"Admin","@id":"https:\/\/rioonwatch.org.br\/#\/schema\/person\/11d64c290506f9df50c71b850c473f68"},"headline":"Brasil, a Capital Mundial de Assassinatos LGBT, e o Lugar do Rio nos Dados","datePublished":"2017-09-26T12:04:20+00:00","dateModified":"2017-09-27T12:38:32+00:00","mainEntityOfPage":{"@id":"https:\/\/rioonwatch.org.br\/?p=26986"},"wordCount":1926,"publisher":{"@id":"https:\/\/rioonwatch.org.br\/#organization"},"image":{"@id":"https:\/\/rioonwatch.org.br\/?p=26986#primaryimage"},"thumbnailUrl":"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/rio-pride.jpg","keywords":["an\u00e1lise","carnaval","compara\u00e7\u00e3o internacional","dados","Direitos Humanos","EUA","g\u00eanero","LGBTQIAPN+","pol\u00edtica p\u00fablica","preconceito","sa\u00fade","viol\u00eancia"],"articleSection":["*Destaque","Dados e Pesquisa","Den\u00fancias","Entendendo o Rio","Escrito por Aliados","Pol\u00edticas"],"inLanguage":"pt-BR"},{"@type":"WebPage","@id":"https:\/\/rioonwatch.org.br\/?p=26986","url":"https:\/\/rioonwatch.org.br\/?p=26986","name":"Brasil, a Capital Mundial de Assassinatos LGBT, e o Lugar do Rio nos Dados - RioOnWatch","isPartOf":{"@id":"https:\/\/rioonwatch.org.br\/#website"},"primaryImageOfPage":{"@id":"https:\/\/rioonwatch.org.br\/?p=26986#primaryimage"},"image":{"@id":"https:\/\/rioonwatch.org.br\/?p=26986#primaryimage"},"thumbnailUrl":"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/rio-pride.jpg","datePublished":"2017-09-26T12:04:20+00:00","dateModified":"2017-09-27T12:38:32+00:00","breadcrumb":{"@id":"https:\/\/rioonwatch.org.br\/?p=26986#breadcrumb"},"inLanguage":"pt-BR","potentialAction":[{"@type":"ReadAction","target":["https:\/\/rioonwatch.org.br\/?p=26986"]}]},{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-BR","@id":"https:\/\/rioonwatch.org.br\/?p=26986#primaryimage","url":"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/rio-pride.jpg","contentUrl":"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/rio-pride.jpg","width":881,"height":587},{"@type":"BreadcrumbList","@id":"https:\/\/rioonwatch.org.br\/?p=26986#breadcrumb","itemListElement":[{"@type":"ListItem","position":1,"name":"In\u00edcio","item":"https:\/\/rioonwatch.org.br\/"},{"@type":"ListItem","position":2,"name":"Brasil, a Capital Mundial de Assassinatos LGBT, e o Lugar do Rio nos Dados"}]},{"@type":"WebSite","@id":"https:\/\/rioonwatch.org.br\/#website","url":"https:\/\/rioonwatch.org.br\/","name":"RioOnWatch","description":"relatos das favelas cariocas","publisher":{"@id":"https:\/\/rioonwatch.org.br\/#organization"},"potentialAction":[{"@type":"SearchAction","target":{"@type":"EntryPoint","urlTemplate":"https:\/\/rioonwatch.org.br\/?s={search_term_string}"},"query-input":{"@type":"PropertyValueSpecification","valueRequired":true,"valueName":"search_term_string"}}],"inLanguage":"pt-BR"},{"@type":"Organization","@id":"https:\/\/rioonwatch.org.br\/#organization","name":"RioOnWatch","url":"https:\/\/rioonwatch.org.br\/","logo":{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-BR","@id":"https:\/\/rioonwatch.org.br\/#\/schema\/logo\/image\/","url":"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/RioOnWatchcabecalhoPT11anos-2.png","contentUrl":"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/RioOnWatchcabecalhoPT11anos-2.png","width":779,"height":277,"caption":"RioOnWatch"},"image":{"@id":"https:\/\/rioonwatch.org.br\/#\/schema\/logo\/image\/"}},{"@type":"Person","@id":"https:\/\/rioonwatch.org.br\/#\/schema\/person\/11d64c290506f9df50c71b850c473f68","name":"Admin","image":{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-BR","@id":"https:\/\/rioonwatch.org.br\/#\/schema\/person\/image\/","url":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/56211ac74568383903349a1485e3c325?s=96&d=blank&r=g","contentUrl":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/56211ac74568383903349a1485e3c325?s=96&d=blank&r=g","caption":"Admin"},"url":"https:\/\/rioonwatch.org.br\/?author=129"}]}},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/rioonwatch.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/26986"}],"collection":[{"href":"https:\/\/rioonwatch.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/rioonwatch.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/rioonwatch.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/129"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/rioonwatch.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=26986"}],"version-history":[{"count":27,"href":"https:\/\/rioonwatch.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/26986\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":28460,"href":"https:\/\/rioonwatch.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/26986\/revisions\/28460"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/rioonwatch.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/26988"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/rioonwatch.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=26986"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/rioonwatch.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=26986"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/rioonwatch.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=26986"},{"taxonomy":"writer","embeddable":true,"href":"https:\/\/rioonwatch.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fwriter&post=26986"},{"taxonomy":"translator","embeddable":true,"href":"https:\/\/rioonwatch.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftranslator&post=26986"},{"taxonomy":"source","embeddable":true,"href":"https:\/\/rioonwatch.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fsource&post=26986"},{"taxonomy":"ilustrador","embeddable":true,"href":"https:\/\/rioonwatch.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Filustrador&post=26986"},{"taxonomy":"fotografo","embeddable":true,"href":"https:\/\/rioonwatch.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ffotografo&post=26986"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}