{"id":30013,"date":"2017-12-08T10:40:42","date_gmt":"2017-12-08T13:40:42","guid":{"rendered":"http:\/\/rioonwatch.org.br\/?p=30013"},"modified":"2018-07-13T21:48:56","modified_gmt":"2018-07-14T00:48:56","slug":"mapeando-favelas-desconhecidas-o-crescente-papel-das-cartografias-participativas-e-insurgentes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/rioonwatch.org.br\/?p=30013","title":{"rendered":"Mapeando Favelas &#8216;Desconhecidas&#8217;: O Crescente Papel das Cartografias Participativas e Insurgentes"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right;\"><em><strong><a href=\"http:\/\/bit.ly\/2iu0I8n\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Click Here for English<img decoding=\"async\" width=\"20\" height=\"20\" class=\"alignright wp-image-15790\" src=\"http:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2012\/08\/EN-standard-e1439583104716.jpg\" alt=\"\" \/><\/a><\/strong><\/em><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Apesar da\u00a0<a href=\"http:\/\/bit.ly\/2cUojex\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">original e mais antiga favela do Rio<\/a>\u00a0ter celebrado seu anivers\u00e1rio de 120 anos no m\u00eas passado, foi apenas 50 anos depois, em 1947, que as favelas da cidade <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2w05ChD\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">passaram a ser inclu\u00eddas nos mapas oficiais da cidade<\/a>, uma exclus\u00e3o visual que refletiu exclus\u00f5es espaciais mais amplas de oportunidades e at\u00e9 mesmo de <a href=\"http:\/\/bit.ly\/1B5nVCA\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">servi\u00e7os b\u00e1sicos como entregas do correio<\/a>. Em anos mais recentes, bairros que n\u00e3o foram mapeados digitalmente tamb\u00e9m foram exclu\u00eddos de servi\u00e7os com base na localiza\u00e7\u00e3o, como o Uber. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Em antecipa\u00e7\u00e3o \u00e0 <a href=\"http:\/\/bit.ly\/WfaiMR\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Copa do Mundo<\/a> de 2014 e aos <a href=\"http:\/\/bit.ly\/PkLXlQ\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Jogos Ol\u00edmpicos<\/a> de 2016, o Google e a Microsoft competiram para ver quem seria o <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2nzvlih\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">primeiro a mapear as favelas &#8220;desconhecidas&#8221;<\/a> do Rio, embora durante o mesmo per\u00edodo de tempo, o <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2c9pSbY\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Google tenha removido a palavra &#8220;favela&#8221;<\/a> de seus mapas online a pedido da prefeitura. Em agosto de 2016 nas Olimp\u00edadas, o Google e a ONG local parceira, o AfroReggae, <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2iwIjbc\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">haviam mapeado 26<\/a> das <a href=\"http:\/\/arcg.is\/2ydSdo2\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">mais de 1000 favelas<\/a> do Rio. Contudo, a <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2ckKE5K\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">p\u00e1gina de seu projeto &#8220;T\u00e1 no Mapa&#8221;<\/a> sugere que os avan\u00e7os pararam por a\u00ed. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">As iniciativas do Google e da Microsoft indicam um <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2eo2c5N\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">aumento da visibilidade das favelas no mapeamento<\/a>. Entretanto, n\u00e3o importa a aparente sofistica\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica, pois <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2elRE5q\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">esses mapas que existem tendem a falhar quanto as representa\u00e7\u00f5es f\u00edsicas e sociais mais significativas e pr\u00e1ticas das favelas<\/a>, indicando uma necessidade n\u00e3o atendida de incorporar conhecimento local a essas representa\u00e7\u00f5es. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\"><a href=\"http:\/\/bit.ly\/2kqSq5w\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Michel Silva<\/a>, jornalista da <a href=\"http:\/\/bit.ly\/16w2zz1\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Rocinha<\/a>, fundador do jornal comunit\u00e1rio <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2rDtXem\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><em>Fala Ro\u00e7a<\/em><\/a> e criador do <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2nzU6aq\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Mapa Cultural da Rocinha<\/a>, notou que \u201ca presen\u00e7a das favelas no Google Maps era muito deficiente\u201d, ent\u00e3o ele construiu seu mapa em resposta. O Mapa Cultural documenta mais de 100 pontos locais de interesse, como um parque ecol\u00f3gico, locais de reuni\u00e3o de diversos grupos de ativistas do <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2oCpJ2g\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Rocinha Sem Fronteiras<\/a>, um coral comunit\u00e1rio e numerosas escolas, creches, e unidades de sa\u00fade, todas que servem para destacar a extens\u00e3o da vida local que est\u00e1 ausente de outros mapas da comunidade. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Al\u00e9m disso, as limita\u00e7\u00f5es dos mapas online do Google e dos mapas oficiais da prefeitura incluem a falta de confiabilidade em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 habilidade das imagens de sat\u00e9lite de <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2zUKc8F\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">distinguir entre um telhado de cimento e uma rua<\/a>, o que resulta na m\u00e1 representa\u00e7\u00e3o e na rotulagem incorreta da morfologia em camada das favelas. Em outros mapas, Michel diz que \u201c<\/span>as favelas&#8211;em sua maioria&#8211;s\u00e3o borr\u00f5es verdes que sinalizam floresta. Mas nesses morros existem muitas vidas&#8221;.<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Michel tamb\u00e9m critica a diferencia\u00e7\u00e3o do conceito de \u201cmapear as favelas\u201d do de \u201cmapear a cidade\u201d. \u201cA favela \u00e9 cidade\u201d e deve ser representada como uma continuidade do restante da cidade nos mapas, ele argumenta. Embora alguns projetos de mapeamento desenvolvidos localmente usem o formato a\u00e9reo padr\u00e3o do Google como modelo, mudan\u00e7as sutis mostram que eles foram manipulados para refletir melhor as percep\u00e7\u00f5es dos moradores. Descrevendo o Mapa Cultural da Rocinha, Michel disse: \u201c<\/span>Observe que quando voc\u00ea acessa o site, o mapa n\u00e3o abre em cima da Rocinha. Ele abre mostrando a cidade do Rio de Janeiro. Isso \u00e9 importante porque a Rocinha tamb\u00e9m faz parte da cidade&#8221;.<\/p>\n<h3>O mapeamento participativo<\/h3>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2ACdmui\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">mapeamento participativo<\/a> e a <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2ABOUJq\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">cartografia social<\/a> (tamb\u00e9m chamada de cartografia insurgente) s\u00e3o termos que descrevem dois diferentes processos que buscam abordar o <a href=\"http:\/\/bit.ly\/1rOePGu\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">controle do cidad\u00e3o<\/a> sobre o processo de mapeamento. \u201cMapeamento participativo\u201d pode se referir a projetos com uma variedade de n\u00edveis de <a href=\"http:\/\/bit.ly\/14P8gmB\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">participa\u00e7\u00e3o<\/a> p\u00fablica em que os cidad\u00e3os auxiliam <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2ckKE5K\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">apenas na coleta de dados<\/a> (como por exemplo estar com equipamentos para tirar fotos das ruas para o Google), ou projetos liderados por organiza\u00e7\u00f5es comunit\u00e1rias como a <a href=\"http:\/\/bit.ly\/1EqXkA7\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Redes da Mar\u00e9<\/a>, em que o <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2w05ChD\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">processo de mapeamento uniu um projeto de censo comunit\u00e1rio<\/a> com um projeto para <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2jQgHwX\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">compilar as hist\u00f3rias<\/a> de bairros individuais no <a href=\"http:\/\/bit.ly\/10BvARw\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Complexo da Mar\u00e9<\/a>. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Como o mapeamento \u00e9 um processo incremental, cada etapa deve ser avaliada por seu grau de participa\u00e7\u00e3o. A arquiteta Nicoli Santos Ferraz <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2gziXb0\">divide essas fases do mapeamento<\/a> em \u201cideia, inicia\u00e7\u00e3o, planejamento, coleta de informa\u00e7\u00e3o e inser\u00e7\u00e3o no mapa\u201d. Projetos de mapeamento participativo tendem a empregar a participa\u00e7\u00e3o do cidad\u00e3o durante a fase da \u201ccoleta de informa\u00e7\u00e3o\u201d, muitas vezes n\u00e3o incluindo grupos locais nas tecnologias de mapeamento. Alguns exemplos que seguem este modelo incluem o <a href=\"http:\/\/uni.cf\/2eX7Usv\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Mapeamento Digital da UNICEF liderado por adolescentes e jovens<\/a> e o \u201c<a href=\"http:\/\/bit.ly\/2ckKE5K\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">T\u00e1 no Mapa<\/a>\u201d do Google e do AfroReggae, que envolve o p\u00fablico na coleta de dados, mas a montagem e a formata\u00e7\u00e3o final do mapa \u00e9 determinada por partes externas. \u00c9 importante notar o real valor que tamb\u00e9m resulta deste tipo de abordagem: o projeto de mapeamento do UNICEF, por exemplo, integra um <a href=\"http:\/\/bit.ly\/1QvThoF\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">aplicativo para capturar evid\u00eancias<\/a> de injusti\u00e7as que, de outra forma, n\u00e3o seriam tornadas p\u00fablicas. <\/span><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/Screen-Shot-2017-09-04-at-4.08.37-PM.png\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-30027 size-content\" title=\"Imagem criada no projeto de cartografia social do F\u00f3rum de Juventudes do Rio de Janeiro.\" src=\"http:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/Screen-Shot-2017-09-04-at-4.08.37-PM-620x264.png\" alt=\"\" width=\"620\" height=\"264\" \/><\/a><\/p>\n<h3>A cartografia social<\/h3>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A cartografia social se diferencia dessa metodologia na medida em que os participantes recebem autonomia em todos os processos do projeto. Frans\u00e9rgio Goulart, um membro ativo do <a href=\"http:\/\/on.fb.me\/1DNyaHZ\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">F\u00f3rum de Juventudes do Rio de Janeiro<\/a>, descreve a cartografia social ou insurgente como sendo \u201c<a href=\"http:\/\/bit.ly\/2wNxkjm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">constru\u00edda pelo processo aut\u00f4nomo e solid\u00e1rio<\/a> de grupos sociais que ao adquirirem consci\u00eancia pol\u00edtica sobre o papel da cartografia, passam a replic\u00e1-las no seu fazer cotidiano fortalecendo as suas lutas por <a href=\"http:\/\/bit.ly\/1iqdzi3\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">direitos<\/a> identit\u00e1rios, territoriais, por <a href=\"http:\/\/bit.ly\/1SgXd1Q\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">pol\u00edticas p\u00fablicas<\/a> e no enfrentamento ao <a href=\"http:\/\/bit.ly\/1KiFeTl\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">racismo<\/a>, machismo e ao capitalismo\u201d. Ele diz que esse processo aut\u00f4nomo \u00e9 essencial para o afastamento do \u201cprocesso normativo de mapeamento institucional\u201d. A abordagem da cartografia social encoraja o <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2j0ptwX\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">mapeamento mental<\/a>&#8211;representando a experi\u00eancia individual no espa\u00e7o&#8211;atrav\u00e9s de toda e qualquer forma de express\u00e3o, incluindo o desenho \u00e0 m\u00e3o e representa\u00e7\u00f5es e em quadrinhos, livre da press\u00e3o de usar s\u00edmbolos ou formatos consistentes. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A cartografia social ganhou fama com o sucesso do projeto da <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2gzT9Md\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Nova Cartografia Social da Amaz\u00f4nia<\/a> na cidade de Manaus, e tem sido utilizado pelo <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2gzNMfZ\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">F\u00f3rum de Juventudes em diversas favelas da cidade<\/a> e pela\u00a0Federa\u00e7\u00e3o de \u00d3rg\u00e3os para Assist\u00eancia Social e Educacional (FASE) para <a href=\"http:\/\/bit.ly\/1QNQ6hB\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">mapear os efeitos da militariza\u00e7\u00e3o nas vidas das mulheres<\/a> no <a href=\"http:\/\/bit.ly\/1QSoSTW\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Caju<\/a> e em <a href=\"http:\/\/bit.ly\/ZC9b6z\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Manguinhos<\/a>. A metodologia da Nova Cartografia Social da Amaz\u00f4nia exige altos n\u00edveis de controle por participantes: \u201cpesquisadores ensinam t\u00e9cnicas de GPS e de mapeamento, al\u00e9m de conversar com os agentes e coletar depoimentos sobre a hist\u00f3ria social e problemas da comunidade\u201d para permitir que os membros da comunidade deem mais opini\u00f5es bem embasadas sobre o processo de mapeamento e estejam o mais envolvidos poss\u00edvel. <\/span><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/Manguinhos-Caju-Urban-Mapping-2.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-30032 size-content\" title=\"Mulheres do Caju e de Manguinhos participam de um projeto de cartografia social para mapear viol\u00eancia em suas comunidades.\" src=\"http:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/Manguinhos-Caju-Urban-Mapping-2-620x264.jpg\" alt=\"\" width=\"620\" height=\"264\" srcset=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/Manguinhos-Caju-Urban-Mapping-2-620x264.jpg 620w, https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/Manguinhos-Caju-Urban-Mapping-2-940x400.jpg 940w\" sizes=\"(max-width: 620px) 100vw, 620px\" \/><\/a><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Frans\u00e9rgio\u00a0explica que \u201c<\/span>a boa cartografia social \u00e9 quando os s\u00edmbolos e as imagens s\u00e3o as imagens\u00a0[desenvolvidas] das pr\u00f3prias pessoas. Ent\u00e3o, se a organiza\u00e7\u00e3o leva bolinhas vermelhas, isso j\u00e1 \u00e9 externo. N\u00e3o que n\u00e3o possa ter uma equipe externa para facilitar o processo cartogr\u00e1fico, mas eu acho que isso impede\u00a0[o processo]. Ent\u00e3o, os pr\u00f3prios s\u00edmbolos trazem muitas informa\u00e7\u00f5es&#8221;.\u00a0<span style=\"font-weight: 400;\">O <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2gzNMfZ\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">projeto cartogr\u00e1fico social do F\u00f3rum de Juventudes<\/a> buscou \u201cidentificar, mapear e georreferenciar as viola\u00e7\u00f5es de direitos e as viol\u00eancias espec\u00edficas contra os jovens negros das favelas &#8216;militarizadas\u2019&#8221;. Foi dado aos jovens participantes o poder de construir a hierarquia visual de seus mapas, decidindo que elementos destacar e como. Quando pedidos a refletir sobre a presen\u00e7a da pol\u00edcia nas comunidades, os jovens contribu\u00edram com \u201cinforma\u00e7\u00f5es que v\u00e3o at\u00e9 de encontro com as que temos&#8230; [nos] dados oficiais\u201d, observa Frans\u00e9rgio. Localiza\u00e7\u00f5es significativas para os participantes, que podem, ou n\u00e3o, serem notadas por organiza\u00e7\u00f5es externas, se apresentam como caracter\u00edstica central nesses exerc\u00edcios. <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2wNxkjm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Em uma mat\u00e9ria para o Ibase<\/a>, Goulart explica que \u201c<\/span>aos poucos, as favelas foram aparecendo no papel com elementos que normalmente s\u00e3o silenciados\/ocultados em mapas tradicionais. Apareceram locais de ponto de encontro dos jovens, quadras onde se realizam festas, saraus, debates, campos de futebol, creches, escolas e outros elementos que muitas vezes s\u00e3o invisibilizados em representa\u00e7\u00f5es da favela feitas por pessoas de fora dela&#8221;.<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Ao incentivar os participantes a se expressarem por uma variedade de meios, h\u00e1 a liberdade dos participantes de customizarem seus mapas com suas experi\u00eancias espec\u00edficas. \u201cEssa \u00e9 uma diferen\u00e7a [do mapeamento participativo]&#8230; os pr\u00f3prios indiv\u00edduos constroem as informa\u00e7\u00f5es sobre uma determinada realidade atrav\u00e9s do desenho do mapa\u201d, esclarece Frans\u00e9rgio. Um mapa que expresse melhor as realidades locais \u00e9 mais prov\u00e1vel que ajude a revelar suas necessidades e potenciais solu\u00e7\u00f5es. O projeto de mapeamento do F\u00f3rum de Juventudes, por exemplo, resultou na cria\u00e7\u00e3o do aplicativo \u201c<a href=\"http:\/\/bit.ly\/1YMTWrh\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">N\u00f3s por N\u00f3s<\/a>\u201d, que \u00e9 uma plataforma para denunciar a <a href=\"http:\/\/bit.ly\/1i0t9Hc\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">viol\u00eancia policial<\/a>. Os usu\u00e1rios podem fotografar ou filmar crimes e abusos de policiais, e o conte\u00fado \u00e9 automaticamente carregado para a nuvem e geolocalizado em caso de danos ou destrui\u00e7\u00e3o do dispositivo por parte da pol\u00edcia.<\/span><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/NosPorNos-e1458787699960-613x264.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-30036 size-content\" title=\"App N\u00f3s por N\u00f3s\" src=\"http:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/NosPorNos-e1458787699960-613x264-620x264.jpg\" alt=\"\" width=\"620\" height=\"264\" srcset=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/NosPorNos-e1458787699960-613x264-620x264.jpg 620w, https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/NosPorNos-e1458787699960-613x264-940x400.jpg 940w\" sizes=\"(max-width: 620px) 100vw, 620px\" \/><\/a><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">No entanto, como a cartografia social depende fortemente das experi\u00eancias individuais, ela pode ser vista com um pouco de apreens\u00e3o pelos participantes. O <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2ezmuWj\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">relat\u00f3rio da FASE<\/a> sobre seu projeto de cartografia social no Caju e em Manguinhos explica: \u201cDesde o princ\u00edpio elas [as participantes] sabiam que quando constru\u00edram os mapas, eram as suas experi\u00eancias particulares que iriam narrar aquele espa\u00e7o, e isso inicialmente lhes trouxe estranhamento e hesita\u00e7\u00e3o, mas depois culminou em uma progressiva apropria\u00e7\u00e3o do processo e tamb\u00e9m do produto dele: os mapas&#8221;.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Tanto o mapeamento participativo quanto a cartografia social s\u00e3o importantes para a reforma institucional dos mapas e para a cria\u00e7\u00e3o de vers\u00f5es que sejam adequadas \u00e0s necessidades e ao empoderamento das comunidades. Ambos questionam os processos tradicionais de mapeamento enfatizando a flexibilidade para ajustar a circunst\u00e2ncias locais espec\u00edficas e mostrar conte\u00fado relevante para o local em vez de seguir um formato padronizado, est\u00e1tico e distante. Assim, eles podem servir aos membros da comunidade e aos esfor\u00e7os dos ativistas para o aumento da visibilidade e da compreens\u00e3o da complexa diversidade que faz parte das favelas do Rio, <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2gMPVYy\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">desafiando as narrativas gen\u00e9ricas e improdutivas sobre a viol\u00eancia e a pobreza<\/a> ao destacar a ampla variedade de experi\u00eancias e perspectivas que caracterizam estes bairros.<\/span><\/p>\n<h3>Leia Mais:\u00a0<a href=\"http:\/\/bit.ly\/2eo2c5N\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">A Import\u00e2ncia e os Desafios de Colocar as Favelas no Mapa<\/a><\/h3>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<div class=\"mh-excerpt\"><p>Click Here for English Apesar da\u00a0original e mais antiga favela do Rio\u00a0ter celebrado seu anivers\u00e1rio de 120 anos no m\u00eas passado, foi apenas 50 anos depois, em 1947, que as favelas da cidade passaram a <a class=\"mh-excerpt-more\" href=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/?p=30013\" title=\"Mapeando Favelas &#8216;Desconhecidas&#8217;: O Crescente Papel das Cartografias Participativas e Insurgentes\">[&#8230;]<\/a><!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on get_the_excerpt --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on get_the_excerpt --><\/p>\n<\/div>","protected":false},"author":129,"featured_media":30017,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[1618,1621,1615,1626,1616,1612,342],"tags":[1348,881,332,421,2420,1306,1874,662,113,636,1712,2419,1830,304,1107,16,1347,52,218,383],"writer":[2124],"translator":[1862],"source":[],"ilustrador":[],"fotografo":[],"class_list":{"0":"post-30013","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-olhonaparticipacao","8":"category-destaque","9":"category-cultura-da-favela","10":"category-por-observadores-internacionais","11":"category-qualidades-da-favela","12":"category-sociedade-civil","13":"category-solucoes","14":"tag-afroreggae","15":"tag-caju","16":"tag-complexo-da-mare","17":"tag-cultura-da-favela","18":"tag-design-participativo","19":"tag-exclusao","20":"tag-fala-roca","21":"tag-forum-de-juventude-do-rio-de-janeiro","22":"tag-juventude","23":"tag-manguinhos","24":"tag-mapa","25":"tag-mapeamento","26":"tag-nos-por-nos","27":"tag-participacao","28":"tag-redes-da-mare","29":"tag-rocinha","30":"tag-solucao","31":"tag-violencia-policial","32":"tag-zona-norte","33":"tag-zona-sul","34":"writer-raine-robichaud","35":"translator-caroline-quintanilha"},"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v25.6 - 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