{"id":30353,"date":"2018-02-26T11:53:07","date_gmt":"2018-02-26T14:53:07","guid":{"rendered":"http:\/\/rioonwatch.org.br\/?p=30353"},"modified":"2018-09-10T12:43:27","modified_gmt":"2018-09-10T15:43:27","slug":"nem-todos-tem-um-preco-parte-1-reintroduzindo-favelas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/rioonwatch.org.br\/?p=30353","title":{"rendered":"Nem Todos T\u00eam Um Pre\u00e7o, Parte 1: (Re)Introduzindo Favelas"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right;\"><em><strong><a href=\"http:\/\/bit.ly\/2M6U0Cs\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Click Here for English<img decoding=\"async\" width=\"20\" height=\"20\" class=\"alignright wp-image-15790\" src=\"http:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2012\/08\/EN-standard-e1439583104716.jpg\" \/><\/a><\/strong><\/em><\/p>\n<p><em>Esta \u00e9 a primeira mat\u00e9ria de uma <a href=\"http:\/\/bit.ly\/HistoriaDaVila\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">s\u00e9rie de sete<\/a>, que comp\u00f5e o cap\u00edtulo intitulado &#8216;Nem Todos T\u00eam Um Pre\u00e7o&#8217; que conta a hist\u00f3ria de luta da Vila Aut\u00f3dromo. Escrito por Theresa Williamson, diretora executiva da\u00a0<a href=\"http:\/\/bit.ly\/1YPn1Cn\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Comunidades Catalisadoras,<\/a>* o cap\u00edtulo faz parte do livro\u00a0<a href=\"http:\/\/brook.gs\/2wFH2oa\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Rio 2016: Olympic Myths, Hard Realities<\/a> (Rio 2016: Mitos Ol\u00edmpicos, Duras Realidades) organizado pelo economista\u00a0<a href=\"http:\/\/bit.ly\/2kWQoqf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Andrew Zimbalist<\/a>. Como o livro foi publicado somente em ingl\u00eas, pedimos permiss\u00e3o e agradecemos \u00e0 editora\u00a0Brookings por nos permitir publicar o cap\u00edtulo na \u00edntegra em portugu\u00eas.\u00a0Leia nossa resenha do livro\u00a0<\/em><em>Rio 2016 <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2FdsgcC\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">aqui<\/a>.<\/em><\/p>\n<p>Foi exatamente h\u00e1 cento e vinte anos, como conta a hist\u00f3ria j\u00e1 completamente entrela\u00e7ada com lendas, que soldados oprimidos&#8211;assolados pela pobreza e feridos, ap\u00f3s a longa e sangrenta batalha de <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2zbZbKe\">Canudos<\/a>, a guerra civil mais fatal do Brasil&#8211;se dirigiram da Bahia ao\u00a0Rio de Janeiro que era a capital da na\u00e7\u00e3o na \u00e9poca. Os soldados, outrora escravos que haviam sido rec\u00e9m libertados e imediatamente recrutados para a luta, receberam promessas de terras na capital, por servirem em combate.<a href=\"#_ftnb1\" name=\"_ftnrefb1\"><sup>1<\/sup><\/a><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O Rio de Janeiro era uma das maiores cidades do mundo em 1897, e certamente a maior no Brasil, com mais de meio milh\u00e3o de habitantes. O Brasil urbanizou-se relativamente cedo para uma na\u00e7\u00e3o em desenvolvimento, e o Rio foi a primeira grande cidade a faz\u00ea-lo. Devido \u00e0 sua import\u00e2ncia, tanto como a cidade que mais crescia no pa\u00eds quanto como capital federal, terras no Rio representavam uma grande oportunidade.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Mas ao chegarem, os soldados n\u00e3o receberam a terra prometida para eles, ent\u00e3o acamparam em frente ao Minist\u00e9rio da Guerra no Centro do Rio, \u00e0 espera do que viria a ser <a href=\"http:\/\/bit.ly\/1FM0mN6\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">uma promessa vazia<\/a>. Semanas depois, um coronel que tinha terras em um morro pr\u00f3ximo \u00e0 \u00e1rea do porto central do Rio lhes deu permiss\u00e3o para assentarem-se em sua encosta. Ent\u00e3o eles subiram o morro e se assentaram, chamando o assentamento de Morro da Favela, devido ao robusto, espinhoso, oleoso e florido arbusto favela, caracter\u00edstico dos morros de Canudos onde haviam servido, <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2Czo9VR\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">morros tamb\u00e9m assim nomeados devido \u00e0 planta<\/a>, e onde alguns haviam conhecido suas esposas.<\/span><span style=\"font-weight: 400;\"> Eles, portanto, <a href=\"http:\/\/www.bit.ly\/OQueEFavela\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">cunharam <\/a><\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">favela<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\"> como o termo a ser usado para descrever os assentamentos informais do Brasil, que se tornaram o <a href=\"http:\/\/bit.ly\/18By5Os\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">principal meio de moradia popular<\/a> nas cidades brasileiras no s\u00e9culo por vir.<\/span><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/800.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-30363 size-medium\" title=\"A primeira favela: Morro da Provid\u00eancia no Rio de Janeiro, fotografada em 1926.\" src=\"http:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/800-620x372.jpg\" alt=\"\" width=\"620\" height=\"372\" srcset=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/800-620x372.jpg 620w, https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/800-440x264.jpg 440w, https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/800-768x461.jpg 768w, https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/800.jpg 800w\" sizes=\"(max-width: 620px) 100vw, 620px\" \/><\/a><br \/>\n<span style=\"font-weight: 400;\">Ao longo das d\u00e9cadas seguintes, mais e mais migrantes rurais e ex-escravos urbanos e rurais e seus descendentes se juntaram aos soldados de Canudos na ocupa\u00e7\u00e3o dos morros do Rio,<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\"><sup>[a]<\/sup><\/a><\/span> e todos os assentamentos informais do Rio ficaram conhecidos como favelas, ent\u00e3o o Morro da Favela mudou seu nome para <a href=\"http:\/\/bit.ly\/UBMUVJ\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Morro da Provid\u00eancia<\/a>. Apesar de tentativas de remo\u00e7\u00f5es <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2a9OZb5\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">por toda sua hist\u00f3ria<\/a>, os moradores da Provid\u00eancia resistiram, e a comunidade celebrou seu anivers\u00e1rio de 120 anos em 2017.<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Surgindo inicialmente nos morros do Centro e depois, com a expans\u00e3o da cidade, em \u00e1reas baixas perif\u00e9ricas&#8211;quase sempre em terras p\u00fablicas&#8211;favelas vieram a ser uma parte t\u00e3o integral da cidade que, em 2012, quando a paisagem do Rio foi declarada Patrim\u00f4nio Mundial da UNESCO, a relatora especial da ONU para o direito \u00e0 moradia adequada Raquel Rolnik declarou serem as &#8220;<a href=\"http:\/\/bit.ly\/2BMbXlp\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">favelas cariocas entre a montanha e o mar<\/a>&#8221; uma parte integral desse status de patrim\u00f4nio.<\/span><span style=\"font-weight: 400;\"> O historiador de hist\u00f3ria brasileira da Universidade de Georgetown Bryan McCann explica: &#8220;quase que as \u00fanicas coisas que a atual comunidade do <a href=\"http:\/\/bit.ly\/XuDNKV\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Vidigal<\/a> tem em comum com o mesmo bairro em 1978 s\u00e3o a falta de t\u00edtulo de propriedade e a cont\u00ednua discrimina\u00e7\u00e3o a seus moradores, mas todos ainda a reconhecem como favela.&#8221;<a href=\"#_ftnb2\" name=\"_ftnrefb2\"><sup>2<\/sup><\/a><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O s\u00e9culo entre as duas datas foi marcado por diversas pol\u00edticas voltadas \u00e0s favelas do Rio, sendo a neglig\u00eancia a principal pol\u00edtica que causou \u00e0 marginaliza\u00e7\u00e3o dessas comunidades.<a href=\"#_ftnb3\" name=\"_ftnrefb3\"><sup>3<\/sup><\/a><\/span><span style=\"font-weight: 400;\"> Descendentes de escravos, que compunham o grosso das popula\u00e7\u00f5es em favelas, n\u00e3o eram considerados cidad\u00e3os completos e as favelas foram, por consequ\u00eancia, descritas como &#8220;<a href=\"http:\/\/bit.ly\/1SkUVvR\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">atrasadas, insalubres e demasiadamente sexualizadas<\/a>&#8220;.<\/span><span style=\"font-weight: 400;\"> Foram consideradas ocupa\u00e7\u00f5es &#8220;ilegais&#8221; e portanto argumentou-se que n\u00e3o teriam direito a melhorias urbanas. Por\u00e9m, em sua grande maioria n\u00e3o foram eliminadas e foram inclusive incentivadas em certos momentos pois &#8220;ofereciam m\u00e3o de obra barata por perto&#8221;, como informou uma autoridade municipal num painel do qual eu fiz parte, a uma plateia internacional no Rio, em 2014; a autoridade tamb\u00e9m explicou que isso era &#8220;<a href=\"http:\/\/bit.ly\/2BMv6Uo\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">conveniente, at\u00e9 o momento<\/a>&#8220;.<\/span><span style=\"font-weight: 400;\"> Deste modo, <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2F8wnZS\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">pode-se resumir a pol\u00edtica para favelas<\/a> historicamente como uma forma de encontrar meios para manter a estrutura de uma sociedade escravocrata mesmo p\u00f3s aboli\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Tr\u00eas outras pol\u00edticas amplas e interligadas foram aplicadas \u00e0s favelas do Rio no s\u00e9culo XX. A primeira \u00e9 a pol\u00edtica de remo\u00e7\u00f5es, que foi aplicada principalmente no governo de Carlos Lacerda durante o regime militar, entre 1962 e 1974, quando <a href=\"http:\/\/bit.ly\/1ODiDRd\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">140.000 pessoas foram removidas de suas casas<\/a>&#8211;apesar do medo de remo\u00e7\u00f5es ter caracterizado as experi\u00eancias de moradores de favela desde o in\u00edcio at\u00e9 os dias de hoje.<a href=\"#_ftnb4\" name=\"_ftnrefb4\"><sup>4<\/sup><\/a><a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\"><sup>[b]<\/sup><\/a><\/span> A segunda foram pol\u00edticas de urbaniza\u00e7\u00f5es <a href=\"http:\/\/bit.ly\/VV4Ddn\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">espor\u00e1dicas, restritas e insuficientes<\/a>, criadas para providenciar infraestrutura m\u00ednima em algumas favelas. O programa mais robusto desse tipo foi o <a href=\"http:\/\/bit.ly\/XVcGa0\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Favela-Bairro<\/a>, implementado nos anos 90.<span style=\"font-weight: 400;\"> A terceira pol\u00edtica&#8211;cuja principal aplicadora \u00e9 a Pol\u00edcia Militar&#8211;\u00e9 de <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2buISj2\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">criminaliza\u00e7\u00e3o e repress\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o urbana pobre<\/a>, o que remonta \u00e0 funda\u00e7\u00e3o da institui\u00e7\u00e3o na primeira d\u00e9cada do s\u00e9culo XIX , e que foi refor\u00e7ada ao longo da <a href=\"http:\/\/bit.ly\/1jjhixT\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">hist\u00f3ria da institui\u00e7\u00e3o<\/a>.<\/span><span style=\"font-weight: 400;\"> Nos \u00faltimos anos, moradores de favela regularmente criticaram a ocupa\u00e7\u00e3o das favelas pelo programa de Unidades de Pol\u00edcia Pacificadora (UPP) da Pol\u00edcia Militar por ser o \u00fanico bra\u00e7o do estado com que os moradores t\u00eam contato, quando sempre cobraram\u00a0&#8220;pol\u00edticas p\u00fablicas de longo prazo&#8221; e o que querem \u00e9 o &#8220;fim das valas negras e das faltas de \u00e1gua e luz&#8221;.<\/span><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/Foto-Remoc\u0327a\u0303o-ed.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-18050 size-content\" title=\"Remo\u00e7\u00e3o da favela da Catacumba, 1968. Foto: Correio da Manh\u00e3\" src=\"http:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/Foto-Remoc\u0327a\u0303o-ed-620x264.jpg\" alt=\"\" width=\"620\" height=\"264\" srcset=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/Foto-Remoc\u0327a\u0303o-ed-620x264.jpg 620w, https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/Foto-Remoc\u0327a\u0303o-ed-940x400.jpg 940w\" sizes=\"(max-width: 620px) 100vw, 620px\" \/><\/a><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Ao longo de mais de um s\u00e9culo muitos moradores de favela n\u00e3o permaneceram como receptores passivos dessas pol\u00edticas. Ao inv\u00e9s disso, eles organizaram e reagiram sempre e cada vez mais. O Vidigal, na <a href=\"http:\/\/bit.ly\/1mNsDyk\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Zona Sul<\/a> do Rio, \u00e9 not\u00e1vel por sua resist\u00eancia precoce \u00e0s remo\u00e7\u00f5es durante o regime militar, basicamente interrompendo a campanha de remo\u00e7\u00f5es em 1978.<a href=\"#_ftnb5\" name=\"_ftnrefb5\"><sup>5<\/sup><\/a><\/span><span style=\"font-weight: 400;\"> E grupos de moradia que surgiram devido a d\u00e9cadas de falta de habita\u00e7\u00e3o a pre\u00e7os acess\u00edveis e de pol\u00edticas falhas lideraram um movimento que assegurou o <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2gQ5jz4\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">usucapi\u00e3o como uma cl\u00e1usula<\/a> na &#8220;Constitui\u00e7\u00e3o Cidad\u00e3&#8221; de 1988, e outras formas de <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2gQ5jz4\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">direito \u00e0 moradia em legisla\u00e7\u00f5es municipais e estaduais<\/a> subsequentes.<\/span><span style=\"font-weight: 400;\"> Al\u00e9m disso, na d\u00e9cada de 1990, surgiu uma tend\u00eancia, agora amplamente difundida entre arquitetos, engenheiros e urbanistas, que v\u00ea a <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2gYyj8m\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">urbaniza\u00e7\u00e3o de favelas em um processo abrangente e participativo<\/a> como a abordagem pol\u00edtica correta para melhorar a vida dos moradores.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Como resultado desse hist\u00f3rico, hoje o Rio de Janeiro \u00e9 a <a href=\"https:\/\/glo.bo\/2q1Vt0S\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">cidade brasileira com o maior n\u00famero de pessoas morando em favelas<\/a>.<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">\u00a0Aproximadamente 1.000 favelas individuais&#8211;variando em tamanho desde centenas de moradores em pequenas comunidades como <a href=\"http:\/\/bit.ly\/14vgDEk\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Recreio II<\/a>, removida por <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2ESJijp\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">pretexto<\/a> da TransOeste, na <a href=\"http:\/\/bit.ly\/11tBmFR\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Zona Oeste<\/a>, at\u00e9 200.000 moradores na <a href=\"http:\/\/bit.ly\/16w2zz1\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Rocinha<\/a>, na Zona Sul da cidade&#8211;abrigam os 1.5 milh\u00f5es de favelados, ou 24 por cento da popula\u00e7\u00e3o carioca, vivendo em favelas.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">E, de fato, apesar dos desafios significativos para implantar urbaniza\u00e7\u00f5es abrangentes que garantiriam uma infraestrutura e servi\u00e7os p\u00fablicos de qualidade nessas comunidades, h\u00e1 diversas qualidades&#8211;urban\u00edsticas, econ\u00f4micas e socioculturais&#8211;que se desenvolveram a partir da informalidade das favelas do Rio.<a href=\"#_ftnb6\" name=\"_ftnrefb6\"><sup>6<\/sup><\/a><\/span><span style=\"font-weight: 400;\"> Favelas naturalmente tendem a se caracterizar por uma s\u00e9rie de qualidades que planejadores urbanos ao redor do mundo <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2bu6FAD\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">atualmente tentam integrar a comunidades sustent\u00e1veis<\/a>, mas frequentemente t\u00eam dificuldade em incorporar a centros urbanos j\u00e1 consolidados: moradia popular em \u00e1reas centrais, moradia pr\u00f3xima ao trabalho, constru\u00e7\u00f5es baixas por\u00e9m de alta densidade, empreendimentos de uso misto, ruas para pedestres, uso elevado de bicicleta e transporte p\u00fablico, arquitetura org\u00e2nica (flex\u00edvel), alto \u00edndice de a\u00e7\u00e3o coletiva e apoio m\u00fatuo, incubadores culturais, e um alto \u00edndice de empreendedorismo, entre outros fatores.<\/span><span style=\"font-weight: 400;\"> Na verdade, durante o recente boom de dez anos do Brasil, <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2BSOZvA\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">favelas se desenvolveram, em m\u00e9dia, melhor do que a sociedade como um todo<\/a>.<\/span><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/Asa-Branca-streetscape.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-21544 size-content\" title=\"Asa Branca \u00e9 um exemplo de favelas que apresentam diversos atributos do urbanismo sustent\u00e1vel.\" src=\"http:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/Asa-Branca-streetscape-620x264.jpg\" alt=\"\" width=\"620\" height=\"264\" srcset=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/Asa-Branca-streetscape-620x264.jpg 620w, https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/Asa-Branca-streetscape-940x400.jpg 940w\" sizes=\"(max-width: 620px) 100vw, 620px\" \/><\/a><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Diferentemente de outras regi\u00f5es em desenvolvimento, particularmente a <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2iQGhqa\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">\u00c1frica<\/a> e a \u00c1sia, que v\u00eam se urbanizando nas d\u00e9cadas mais recentes, <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2CTm335\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">a popula\u00e7\u00e3o brasileira \u00e9 mais de 80 por cento urbana desde a d\u00e9cada de 90<\/a>.<\/span><span style=\"font-weight: 400;\"> Dada a presen\u00e7a precoce das favelas na cidade que se desenvolveu mais cedo e rapidamente no Brasil, as favelas cariocas s\u00e3o um dos mais long\u00ednquos assentamentos informais (ainda vistos dessa forma) do mundo atualmente. Suas lutas, sucessos e desafios, portanto, oferecem fontes de sabedoria e conhecimento, inspira\u00e7\u00e3o e alertas incrivelmente ricos sobre o que pode acontecer quando comunidades acabam se auto desenvolvendo por um longo per\u00edodo de tempo. Planejadores urbanos e profissionais de desenvolvimento internacional est\u00e3o come\u00e7ando a prestar aten\u00e7\u00e3o no que se pode aprender com essas comunidades, que tipos de novos tratamentos inovadores s\u00e3o necess\u00e1rios para garantir sua integra\u00e7\u00e3o efetiva sem comprometer atributos comunit\u00e1rios e <a href=\"http:\/\/bit.ly\/1nFUuKR\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">como suas hist\u00f3rias podem inspirar uma nova abordagem<\/a> para constru\u00e7\u00f5es de cidades nas d\u00e9cadas por vir.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Apesar dessa realidade, uma narrativa profundamente tendenciosa e imprecisa domina a vis\u00e3o das favelas do Rio em n\u00edvel local e global.<a href=\"#_ftn3\" name=\"_ftnref3\"><sup>[c]<\/sup><\/a><\/span> No come\u00e7o do s\u00e9culo XX, pouco depois de se estabelecerem, favelas foram rotuladas de \u201catrasadas e insalubres\u201d. Vis\u00f5es como essa rapidamente chegaram \u00e0 <a href=\"http:\/\/bit.ly\/1ZVXkRS\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">narrativa da monopolista m\u00eddia<\/a> brasileira, onde se consolidaram ao longo de muitas d\u00e9cadas at\u00e9 o presente momento. Manter uma percep\u00e7\u00e3o p\u00fablica de favelas como inerentemente ilegais, criminosas, prec\u00e1rias e n\u00e3o-administr\u00e1veis, permitiu a perpetua\u00e7\u00e3o da imagem dessas comunidades como tempor\u00e1rias e com necessidade de interven\u00e7\u00f5es punitivas dram\u00e1ticas, seja a partir de remo\u00e7\u00f5es ou policiamento, e tem permitido \u00e0s autoridades a perpetua\u00e7\u00e3o de uma pol\u00edtica de neglig\u00eancia e urbaniza\u00e7\u00f5es de m\u00e1 qualidade, mantendo favelas em um espiral sem-fim de neglig\u00eancia legitimada. Entretanto, como uma importante cidade mundial e destino tur\u00edstico h\u00e1 dois s\u00e9culos, o Rio sempre foi de interesse dos notici\u00e1rios internacionais, mas n\u00e3o de import\u00e2ncia o suficiente \u00e0 destina\u00e7\u00e3o de recursos significativos para noticiar de perto. Em decorr\u00eancia disso, a m\u00eddia global historicamente utiliza a narrativa dominante da m\u00eddia local e a amplifica a partir de jornalismo por telefone ou de paraquedas, citando autoridades ou comunicados de imprensa emitidos por autoridades ou jornais locais, que s\u00e3o profundamente comprometidos com a manuten\u00e7\u00e3o do status quo. Hist\u00f3rias de grande impacto e sensacionalistas s\u00e3o as \u00fanicas consideradas importantes o suficiente para se cobrir, ent\u00e3o a <a href=\"http:\/\/bit.ly\/22UReDO\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">narrativa global sobre essas comunidades<\/a> tem produzido um preconceito intenso, que justifica ainda mais o <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2d30Pnn\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">estigma social<\/a> por parte das elites que se importam com a percep\u00e7\u00e3o global de sua cidade e dependem dela para investimentos, em outro c\u00edrculo vicioso.<\/p>\n<h3><em><a href=\"http:\/\/bit.ly\/VilaNo2\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Clique aqui para Parte 2<\/a>.<\/em><\/h3>\n<p><em>Esta \u00e9 a primeira mat\u00e9ria de uma <a href=\"http:\/\/bit.ly\/HistoriaDaVila\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">s\u00e9rie de sete<\/a>, que comp\u00f5e o cap\u00edtulo intitulado &#8216;Nem Todos T\u00eam Um Pre\u00e7o&#8217; que conta a hist\u00f3ria de luta da Vila Aut\u00f3dromo. Escrito por Theresa Williamson, diretora executiva da\u00a0<a href=\"http:\/\/bit.ly\/1YPn1Cn\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Comunidades Catalisadoras,<\/a>* o cap\u00edtulo faz parte do livro\u00a0<a href=\"http:\/\/brook.gs\/2wFH2oa\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Rio 2016: Olympic Myths, Hard Realities<\/a> (Rio 2016: Mitos Ol\u00edmpicos, Duras Realidades) organizado pelo economista\u00a0<a href=\"http:\/\/bit.ly\/2kWQoqf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Andrew Zimbalist<\/a>. Como o livro foi publicado somente em ingl\u00eas, pedimos permiss\u00e3o e agradecemos \u00e0 editora\u00a0Brookings por nos permitir publicar o cap\u00edtulo na \u00edntegra em portugu\u00eas.\u00a0Leia nossa resenha do livro\u00a0<\/em><em>Rio 2016 <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2FdsgcC\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">aqui<\/a>.<\/em><\/p>\n<h4>Notas<\/h4>\n<p><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[a]<\/a>\u00a0O Rio <a href=\"http:\/\/rioonwatch.org.br\/?p=17133\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">foi o maior porto de escravos na hist\u00f3ria mundial<\/a>, e escravos constitu\u00edam cerca de 40 por cento da popula\u00e7\u00e3o da cidade no s\u00e9culo XIX,<a href=\"#_ftnb7\" name=\"_ftnrefb7\"><sup>7<\/sup><\/a> antes do Brasil abolir a escravid\u00e3o em 1888. Foi a \u00faltima na\u00e7\u00e3o do ocidente a faz\u00ea-lo.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\">[b]<\/a> Antes de Lacerda, ocorreram remo\u00e7\u00f5es durante a primeira d\u00e9cada do s\u00e9culo quando Francisco Pereira Passos foi prefeito e encabe\u00e7ou reformas urbanas significativas, mas estas eliminaram corti\u00e7os, o que acelerou o estabelecimento de favelas.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref3\" name=\"_ftn3\">[c]<\/a> Tal narrativa serve para <a href=\"http:\/\/ddd.uab.cat\/pub\/quapsi\/quapsi_a2014v16n2\/quapsi_a2014v16n2p85ipor.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">manter a baixa auto-estima individual e comunit\u00e1ria no psiquismo dos favelados<\/a><span style=\"font-weight: 400;\">.<\/span><\/p>\n<h4>Demais Refer\u00eancias Bibliogr\u00e1ficas<\/h4>\n<p><a href=\"#_ftnrefb1\" name=\"_ftnb1\">[1]<\/a> NEUWIRTH, Robert. <b>Shadow cities<\/b>: A billion squatters, a new urban world. Nova Iorque: Routledge, 2006. 58 p.<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\"><a href=\"#_ftnrefb2\" name=\"_ftnb2\">[2]<\/a> MCCANN, Bryan. <\/span><a href=\"http:\/\/bit.ly\/1oR0Kkz\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><b>Hard times in the marvelous city<\/b><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">: from dictatorship to democracy in the favelas of Rio de Janeiro. Durham, NC (EUA): Duke University Press, 2014. 2 p.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\"><a href=\"#_ftnrefb3\" name=\"_ftnb3\">[3]<\/a> PERLMAN, Janice. <\/span><b>Favela<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">: four decades of living on the edge in Rio de Janeiro. Oxford, Reino Unido: Oxford University Press, 2010. 333 p.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\"><a href=\"#_ftnrefb4\" name=\"_ftnb4\">[4]<\/a> FISCHER, Browdyn. <\/span><b>A poverty of rights<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">: citizenship and inequality in Twentieth-Century Rio de Janeiro. Stanford: Stanford University Press, 2008. 60 p.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\"><a href=\"#_ftnrefb5\" name=\"_ftnb5\">[5]<\/a>MCCANN, Bryan. <\/span><a href=\"http:\/\/bit.ly\/1oR0Kkz\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><b>Hard times in the marvelous city<\/b><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">: from dictatorship to democracy in the favelas of Rio de Janeiro. Durham, NC (EUA): Duke University Press, 2014.<\/span><\/p>\n<p><a href=\"#_ftnrefb6\" name=\"_ftnb6\">[6]<\/a> WILLIAMSON, Theresa. Rio\u2019s favelas: the power of informal urbanism. In: MCALLISTER, M.; SABBAGH, M. (Ed.). <strong>Perspecta 50<\/strong>. Cambridge, MA (EUA): MIT Press, 2017. p. 213-228.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnrefb7\" name=\"_ftnb7\">[7]<\/a> BARBOSA, Rosana. <b>Immigration and xenophobia<\/b>: Portuguese immigrants in early 19th century Rio de Janeiro. Lanham, MD (EUA): University Press of America, 2009.<\/p>\n<hr \/>\n<h3><em>S\u00e9rie Completa:\u00a0<a href=\"http:\/\/bit.ly\/HistoriaDaVila\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Nem Todos T\u00eam Um Pre\u00e7o: Hist\u00f3ria da Luta da Vila Aut\u00f3dromo<\/a><\/em><\/h3>\n<p>Parte 1: <a href=\"http:\/\/bit.ly\/VilaNo1\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">(Re)Introduzindo Favelas<\/a><br \/>\nParte 2:\u00a0<a href=\"http:\/\/bit.ly\/VilaNo2\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Apresentando a Vila Aut\u00f3dromo<\/a><br \/>\nParte 3:\u00a0<a href=\"http:\/\/bit.ly\/VilaNo3\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">A Ascen\u00e7\u00e3o da Vila Aut\u00f3dromo Como S\u00edmbolo de Resist\u00eancia Ol\u00edmpica (2010-2012)<\/a><br \/>\nParte 4:\u00a0<a href=\"http:\/\/bit.ly\/VilaNo4\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Intimida\u00e7\u00e3o e Virada Crucial na Luta da Vila (2013-2014) [V\u00cdDEO]<\/a><br \/>\nParte 5:\u00a0<a href=\"http:\/\/bit.ly\/VilaNo5\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Prefeitura Parte para a Desapropria\u00e7\u00e3o e Viol\u00eancia (2014-2016) [V\u00cdDEO]<\/a><br \/>\nParte 6: <a href=\"http:\/\/bit.ly\/VilaNo6\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Conclus\u00e3o<\/a><a href=\"http:\/\/bit.ly\/VilaNo6\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">\u2014<\/a><a href=\"http:\/\/bit.ly\/VilaNo6\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Vila Aut\u00f3dromo no Contexto das Remo\u00e7\u00f5es Ol\u00edmpicas do Rio<\/a><br \/>\nParte 7: <a href=\"http:\/\/bit.ly\/VilaNo7\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Linha do Tempo da Vila Aut\u00f3dromo<\/a><\/p>\n<p>*<em>RioOnWatch<\/em>\u00a0\u00e9 um projeto da ONG Comunidades Catalisadoras.<\/p>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<div class=\"mh-excerpt\"><p>Click Here for English Esta \u00e9 a primeira mat\u00e9ria de uma s\u00e9rie de sete, que comp\u00f5e o cap\u00edtulo intitulado &#8216;Nem Todos T\u00eam Um Pre\u00e7o&#8217; que conta a hist\u00f3ria de luta da Vila Aut\u00f3dromo. Escrito por <a class=\"mh-excerpt-more\" href=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/?p=30353\" title=\"Nem Todos T\u00eam Um Pre\u00e7o, Parte 1: (Re)Introduzindo Favelas\">[&#8230;]<\/a><!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on get_the_excerpt --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on get_the_excerpt --><\/p>\n<\/div>","protected":false},"author":158,"featured_media":19978,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[2051,1635,1621,1632,1631,345,344,1616,342],"tags":[386,2143,1226,1220,424,909,128,1956,1317,1151,1037,257,1760,417,1722,588,14,2288,2287,339,354,55,441,184,383],"writer":[284],"translator":[2202],"source":[],"ilustrador":[],"fotografo":[],"class_list":{"0":"post-30353","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-olhonolegado","8":"category-1635","9":"category-destaque","10":"category-pesquisa-e-analise","11":"category-entendendo-o-rio","12":"category-favela-e","13":"category-politicas","14":"category-qualidades-da-favela","15":"category-solucoes","16":"tag-estigma","17":"tag-canudos","18":"tag-constituicao","19":"tag-deficit-habitacional","20":"tag-direito-a-moradia","21":"tag-habitacao-acessivel","22":"tag-historia","23":"tag-lei-organica-do-municipio","24":"tag-livro","25":"tag-organizacao","26":"tag-moradia","27":"tag-providencia","28":"tag-narrativa-midiatica","29":"tag-negligencia-do-estado","30":"tag-onu","31":"tag-pesquisa","32":"tag-remocao","33":"tag-serie-nem-todos-tem-um-preco","34":"tag-unesco","35":"tag-usucapiao","36":"tag-vidigal","37":"tag-vila-autodromo","38":"tag-vila-recreio-ii","39":"tag-zona-oeste","40":"tag-zona-sul","41":"writer-theresa-williamson","42":"translator-clara-ferraz"},"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v25.6 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>Nem Todos T\u00eam Um Pre\u00e7o, Parte 1: (Re)Introduzindo Favelas - RioOnWatch<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/?p=30353\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Nem Todos T\u00eam Um Pre\u00e7o, Parte 1: (Re)Introduzindo Favelas - RioOnWatch\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"Click Here for English Esta \u00e9 a primeira mat\u00e9ria de uma s\u00e9rie de sete, que comp\u00f5e o cap\u00edtulo intitulado &#8216;Nem Todos T\u00eam Um Pre\u00e7o&#8217; que conta a hist\u00f3ria de luta da Vila Aut\u00f3dromo. 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