{"id":30823,"date":"2018-01-23T17:04:11","date_gmt":"2018-01-23T20:04:11","guid":{"rendered":"http:\/\/rioonwatch.org.br\/?p=30823"},"modified":"2024-06-20T16:18:10","modified_gmt":"2024-06-20T19:18:10","slug":"videoclipe-do-hit-mundial-de-anitta-vai-malandra-da-contexto-ao-funk-e-passinho","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/rioonwatch.org.br\/?p=30823","title":{"rendered":"Feminista ou Mis\u00f3gino? Clipe do Hit Mundial \u2018Vai Malandra\u2019 no Contexto do Funk e Passinho"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right;\"><em><strong><a href=\"http:\/\/bit.ly\/2Dl7EBy\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Click Here for English<img decoding=\"async\" width=\"20\" height=\"20\" class=\"alignright wp-image-15790\" src=\"http:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2012\/08\/EN-standard-e1439583104716.jpg\" \/><\/a><\/strong><\/em><\/p>\n<p>O sol de dezembro bate em um parquinho escolar vividamente pintado, onde v\u00e1rios adolescentes fazem passos r\u00e1pidos de um <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2bFgIkp\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">passinho<\/a>. Eles pausam para ensinar uns aos outros, para experimentar um salto conjunto que desafia a gravidade, e depois retornar \u00e0 fren\u00e9tica precis\u00e3o da dan\u00e7a.<\/p>\n<p>Esta n\u00e3o \u00e9 uma escola comum, mas a <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2B1v60G\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Casa do Funk<\/a>, sede da organiza\u00e7\u00e3o comunit\u00e1ria <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2mxT7HC\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Rede Funk<\/a>, com sede em <a href=\"http:\/\/bit.ly\/1Iuqpxq\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">S\u00e3o Gon\u00e7alo<\/a>. A Casa do Funk recebeu permiss\u00e3o para assumir uma das muitas escolas <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2EI0X94\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">fechadas pelo ex-governador S\u00e9rgio Cabral<\/a>. Devido \u00e0 perseveran\u00e7a de MC Priscila, MC Patr\u00e3o e outros dedicados membros da equipe, a escola agora hospeda v\u00e1rias aulas, incluindo passinho, <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2arIVNw\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">capoeira<\/a>, cabeleireiro, <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2BtILiT\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">r\u00e1dio de Internet<\/a> e DJ. A Rede Funk comemora e ensina &#8220;funk consciente&#8221;, um estilo que conta a viol\u00eancia, a dor, a alegria, a comunidade e a rebeli\u00e3o da vida cotidiana dos artistas.<\/p>\n<p>&#8220;Na sua raiz, o funk \u00e9 libertador&#8221;, mas sofreu d\u00e9cadas de preconceito e repress\u00e3o, afirma Andr\u00e9 Lycurgo, um barbeiro da Rede Funk e autor de uma monografia sobre o assunto. Lycurgo diz que as ra\u00edzes do funk podem ser encontradas em blues, soul e RnB dos anos 70. Esses g\u00eaneros chamaram a aten\u00e7\u00e3o da pol\u00edcia da ditadura militar, que temia que a m\u00fasica fosse <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2DzKfJo\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">parte de um movimento negro emergente<\/a>. Os passos da dan\u00e7a do passinho fazem refer\u00eancia \u00e0 capoeira, que foi <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2bFgIkp\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">brutalmente reprimida durante s\u00e9culos<\/a>, e ao <a href=\"http:\/\/bit.ly\/1wD7WsD\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">samba<\/a>, que viu sua pr\u00f3pria parcela de <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2mGoznM\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">policiamento<\/a> e <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2r6oBtH\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">criminaliza\u00e7\u00e3o<\/a>. O passinho tamb\u00e9m se baseia em <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2DfpC7M\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">antecedentes do samba como lundu<\/a>, um estilo de m\u00fasica e dan\u00e7a de ritmo acelerado e sexualmente sugestivo, usando &#8220;movimentos de cintura&#8221; e maxixe, uma dan\u00e7a centrada em torno dos quadris, que foi vista j\u00e1 em 1650 como uma &#8220;<a href=\"http:\/\/bit.ly\/2ECFVsi\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">amea\u00e7a \u00e0 sa\u00fade mental dos brancos<\/a>&#8220;.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/rede-funk-capoeira.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-30825 size-full\" title=\"Roda de capoeira da Rede Funk. Foto: P\u00e1gina do Facebook da Rede Funk\" src=\"http:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/rede-funk-capoeira.jpg\" alt=\"\" width=\"917\" height=\"555\" srcset=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/rede-funk-capoeira.jpg 917w, https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/rede-funk-capoeira-436x264.jpg 436w, https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/rede-funk-capoeira-620x375.jpg 620w, https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/rede-funk-capoeira-768x465.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 917px) 100vw, 917px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Diante desse contexto hist\u00f3rico, n\u00e3o \u00e9 de admirar que a artista brasileira Anitta tenha causado tal tempestade com o <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2DyA8ok\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">lan\u00e7amento de seu videoclipe<\/a> &#8220;Vai Malandra&#8221;. <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2mFygTt\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Em sua estr\u00e9ia, ela disse<\/a>: &#8220;Eu venho do baile funk e da favela. Eu defendo <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2G523gp\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">nossa cultura<\/a> e estou muito orgulhosa disso&#8221;. Uma das cenas de abertura do v\u00eddeo apresenta um close-up de sua parte traseira vestida de shorts, celulite sem retoques, enquanto ela sobe em uma moto com a placa de n\u00famero ANT 1256. Muitos meios de comunica\u00e7\u00e3o&#8211;<a href=\"http:\/\/bit.ly\/2EIFNYt\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">erroneamente<\/a>&#8211;alegaram que isso se referia ao n\u00famero de uma lei de 2017 que amea\u00e7ava proibir o funk como &#8220;<a href=\"http:\/\/bit.ly\/2EILHIQ\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">crime de sa\u00fade p\u00fablica contra crian\u00e7as, adolescentes e fam\u00edlias<\/a>&#8220;.<\/p>\n<p>Anitta <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2r83l74\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">falou contra esta lei<\/a> e, em seguida, lan\u00e7ou o agora famoso v\u00eddeo que \u00e9 por vezes considerado <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2myjPzR\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">emancipat\u00f3rio<\/a>, <a href=\"http:\/\/abr.ai\/2B25SPX\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">objetificador<\/a>, <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2DdxA29\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">empoderador<\/a> e <a href=\"https:\/\/glo.bo\/2EJHjcx\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">retr\u00f3grado<\/a>. Alguns v\u00eaem isso como uma <a href=\"https:\/\/glo.bo\/2B0FOEV\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">apropria\u00e7\u00e3o cultural<\/a> que <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2FEOO5O\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">refor\u00e7a os estere\u00f3tipos<\/a>; outros como uma <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2DfhOD7\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">celebra\u00e7\u00e3o da diversidade<\/a> da <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2DGQV8W\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">cultura da favela<\/a>. Para entender essas rea\u00e7\u00f5es contradit\u00f3rias, \u00e9 importante perguntar: o que significa o funk no Rio hoje? Qual \u00e9 o contexto hist\u00f3rico por tr\u00e1s dessa rea\u00e7\u00e3o pol\u00eamica ao seu v\u00eddeo? Ou simplesmente, por que tanta opini\u00e3o de tanta gente?<\/p>\n<p><iframe src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/kDhptBT_-VI\" width=\"620\" height=\"349\" frameborder=\"0\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\"><\/iframe><\/p>\n<h3>A import\u00e2ncia pol\u00edtica do funk e do passinho<\/h3>\n<p>O funk e o passinho s\u00e3o, em primeiro lugar, formas de arte criadas em favelas que comunicam a vida di\u00e1ria, esperan\u00e7as, sonhos e medos, enquanto ao mesmo tempo se baseiam (e modernizam) ritmos, passos e mensagens antiqu\u00edssimos. Os criadores s\u00e3o diversos em idade, g\u00eanero e as mensagens que procuram comunicar com seu trabalho. O funk est\u00e1 em constante evolu\u00e7\u00e3o, em movimento, em expans\u00e3o. Como o MC Patr\u00e3o e a MC Priscila da Rede Funk salientam, o funk tamb\u00e9m \u00e9 uma importante fonte de renda, n\u00e3o apenas para MCs e dan\u00e7arinos, mas para os barbeiros (que moldam estilos de favela popular distintos e, como diz Lycurgo, promovem a auto-estima), trabalhadores locais e vendedores de bebidas. <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2FE4UwT\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Um estudo de 2009 mostrou<\/a>\u00a0que o funk trazia R$10 milh\u00f5es mensalmente para a economia da cidade.<\/p>\n<p>Dados esses fatos, o funk representa uma dupla amea\u00e7a para as elites conservadoras. Primeiro, oferece uma chance para as pessoas tratadas abismalmente pelo Estado para falar sobre suas experi\u00eancias. Oferece uma plataforma que amea\u00e7a a imagem do Brasil que alguns gostariam de retratar. Por exemplo, a jornalista Claudia Wild&#8211;que apoia o <a href=\"http:\/\/econ.st\/2mEMhRq\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">candidato presidencial de extrema direita Jair Bolsonaro<\/a>&#8212;<a href=\"http:\/\/bit.ly\/2DiTGza\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">afirma que Anitta representa<\/a> &#8220;fal\u00eancia nacional, sem o menor risco de desenvolvimento&#8221;. Um membro do grupo de campanha &#8220;<a href=\"http:\/\/bit.ly\/2mGQbJm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Funk \u00e9 lixo<\/a>&#8221; escreveu: &#8220;Enquanto tratarmos o [funk] como cultura, este pa\u00eds nunca ser\u00e1 visto como um pa\u00eds decente&#8221;.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/rede-funk-dancer-2-e1516023787225.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-30826 size-full\" title=\"Dan\u00e7arino do Rede Funk. Foto: P\u00e1gina do Facebook da Rede Funk.\" src=\"http:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/rede-funk-dancer-2-e1516023787225.jpg\" alt=\"\" width=\"957\" height=\"693\" srcset=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/rede-funk-dancer-2-e1516023787225.jpg 957w, https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/rede-funk-dancer-2-e1516023787225-365x264.jpg 365w, https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/rede-funk-dancer-2-e1516023787225-620x449.jpg 620w, https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/rede-funk-dancer-2-e1516023787225-768x556.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 957px) 100vw, 957px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Em segundo lugar, o funk oferece uma chance de mobilidade social totalmente autoproduzida, emergente e independente de qualquer projeto social de cima para baixo, seja a mobilidade da m\u00fasica das favelas <a href=\"http:\/\/on.wsj.com\/2FN60pV\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">para outros pa\u00edses<\/a> e para as casas de classe m\u00e9dia e universidades, ou a mobilidade de dan\u00e7arinos e MCs para posi\u00e7\u00f5es de sucesso e influ\u00eancia. Tem o potencial de amea\u00e7ar as hierarquias raciais e de classe em que o status quo brasileiro \u00e9 constru\u00eddo. Como o DJ MouChoque, do duo DJ Ritmo de Favela, sugere: &#8220;Os brancos ricos no <a href=\"http:\/\/bit.ly\/1OKB9XY\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Leblon<\/a> n\u00e3o gostam de ver os brasileiros negros das favelas se divertir. Eles querem que eles estejam servindo bebidas ou vendendo guarda-s\u00f3is&#8221;.<\/p>\n<h3>Justificando a repress\u00e3o<\/h3>\n<p>Dadas essas amea\u00e7as&#8211;\u00e0 imagem externa do Brasil e suas hierarquias internas&#8211;<a href=\"http:\/\/bit.ly\/1pRcgyw\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">as tentativas de controlar e denegrir o funk<\/a> e passinho parecem altamente \u00fateis para uma vis\u00e3o de mundo elitista. Tais tentativas s\u00e3o baseadas em v\u00e1rias desculpas, a mais t\u00edpica \u00e9 que o funk \u00e9 apologia ao crime. Exemplos recentes de repress\u00e3o sob esta justificativa variam desde a <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2hzXNKY\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">proibi\u00e7\u00e3o de \u00faltima hora de uma enorme apresenta\u00e7\u00e3o matinal<\/a> pelo grupo <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2DxtA9B\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Passinho Carioca<\/a> na <a href=\"http:\/\/bit.ly\/1rX07t8\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Penha<\/a> at\u00e9 os <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2Dja2YG\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">disparos arbitr\u00e1rios contra 13 pessoas pela pol\u00edcia<\/a> em uma festa em S\u00e3o Gon\u00e7alo. No caso do Passinho Carioca, o organizador Thiago De Paula disse que foi amea\u00e7ado de pris\u00e3o enquanto dezenas de crian\u00e7as pequenas e adolescentes ficaram desapontados aguardando a apresenta\u00e7\u00e3o nos port\u00f5es de uma \u00e1rea que deveria apoiar o desenvolvimento da comunidade na Penha. Em um recente debate organizado pelo dan\u00e7arino e pesquisador de dan\u00e7a Hugo Oliveira, chamado <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2Df4M9z\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Ocupa\u00e7\u00e3o Desmistifique<\/a>, os bailarinos participantes observaram que, embora existam v\u00e1rias &#8220;gera\u00e7\u00f5es&#8221; de dan\u00e7arinos de passinho, muitos da primeira gera\u00e7\u00e3o&#8211;que t\u00eam cerca de 30 anos agora&#8211;j\u00e1 foram mortos.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/MCs-Passinho-Carioca-e1516023909231-620x264.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-30827 size-full\" title=\"MCs do Pasinho Carioca. Foto: P\u00e1gina do Facebook do Passinho Carioca.\" src=\"http:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/MCs-Passinho-Carioca-e1516023909231-620x264.jpg\" alt=\"\" width=\"620\" height=\"264\" \/><\/a><\/p>\n<p>Uma segunda desculpa dada para a repress\u00e3o do funk \u00e9 que \u00e9 mis\u00f3gino, que tamb\u00e9m \u00e9 uma das cr\u00edticas mais amplamente interpretadas em &#8220;Vai Malandra&#8221;. \u00c9 certamente verdade que algumas letras do funk&#8211;como aquelas em todos os estilos de m\u00fasica&#8211;cont\u00eam mensagens de viol\u00eancia ou objetificam as mulheres. No entanto, artistas com o Rede Funk e o Passinho Carioca mostram que essa n\u00e3o \u00e9 uma caracter\u00edstica inerente do g\u00eanero, mas simplesmente um exemplo da forma como a m\u00fasica reflete algumas realidades do cotidiano. Al\u00e9m disso, \u00e9 importante distinguir entre material que \u00e9 mis\u00f3gino e material que \u00e9 sexualmente expl\u00edcito, porque o funk demonstra poderosamente que estes n\u00e3o precisam ser o mesmo. H\u00e1 um <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2a175MR\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">n\u00famero crescente de artistas femininas<\/a> que usam o funk para afirmar seu direito ao controle, ao prazer e \u00e0 alegria.<\/p>\n<h3>G\u00eanero, sexualidade, ra\u00e7a e classe<\/h3>\n<p>Por exemplo, o coletivo <a href=\"http:\/\/bit.ly\/29KZvss\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">AfroFunk<\/a> mant\u00e9m populares aulas de passinho em toda a cidade, frequentadas principalmente por mulheres. Na Lapa, a Ta\u00edsa Machado da AfroFunk ensina os dan\u00e7arinos a reconhecer e desenvolver o poder de seus corpos atrav\u00e9s de movimentos semelhantes aos exibidos em &#8220;Vai Malandra&#8221;, n\u00e3o a servi\u00e7o de nenhum olhar masculino, mas por sua pr\u00f3pria for\u00e7a e, acima de tudo, por divers\u00e3o. Supor que todos os movimentos do quadril e das n\u00e1degas s\u00e3o necessariamente movimentos que uma mulher executa para um homem \u00e9 perder uma s\u00e9rie de possibilidades de dan\u00e7a e permanecer fixo em uma cultura do olhar masculino que \u00e9 poss\u00edvel subverter.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/Afrofunk.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-30828 size-full\" title=\"Dan\u00e7arinas do AfroFunk. Foto: P\u00e1gina do Facebook do AfroFunk.\" src=\"http:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/Afrofunk.jpg\" alt=\"\" width=\"960\" height=\"754\" srcset=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/Afrofunk.jpg 960w, https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/Afrofunk-336x264.jpg 336w, https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/Afrofunk-620x487.jpg 620w, https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/Afrofunk-768x603.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 960px) 100vw, 960px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Tamb\u00e9m vale a pena lembrar da tradi\u00e7\u00e3o radical de fazer \u201cvogue\u201d no passinho. De acordo com o dan\u00e7arino Igor Pontes, falando na Ocupa\u00e7\u00e3o Desmistifique, essa tradi\u00e7\u00e3o come\u00e7ou quando <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2bFgIkp\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">um dos mais famosos dan\u00e7arinos de passinho, Gamb\u00e1<\/a>, foi vencido em uma competi\u00e7\u00e3o de dan\u00e7a por um grupo de dan\u00e7arinos homossexuais e, como resultado, come\u00e7ou a incorporar alguns de seus movimentos. Desde ent\u00e3o, o passinho jogou com identidades sexuais e de g\u00eanero, e como Ketelyn, a dan\u00e7arina mascote de 9 anos do Passinho Carioca do Morro do Caixa d&#8217;\u00c1gua, disse-me: &#8220;n\u00e3o existe nada disso de que uma coisa \u00e9 de meninas, outra de meninos&#8221;. Isso certamente n\u00e3o pode ser dito sobre muitas outras formas de dan\u00e7a, como ballet, salsa e tango. A grande variedade de movimentos utilizados no passinho n\u00e3o tem muito tempo em &#8220;Vai Malandra&#8221;; \u00e9 uma pena que a Anitta n\u00e3o tenha aproveitado o <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2mzxNkR\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">talento dos dan\u00e7arinos do Vidigal<\/a>, onde o videoclipe foi filmado.<\/p>\n<p>Ver o v\u00eddeo de Anitta como o pin\u00e1culo do funk feminista, ou usar seu v\u00eddeo para proclamar que o funk \u00e9 inerentemente mis\u00f3gino, \u00e9 perder o trabalho de muitos artistas altamente talentosos que dan\u00e7am e escrevem novas formas de feminismo e poder negro, como MC Carol Felix, <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2B2dt0G\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">MC Priscila<\/a>, <a href=\"http:\/\/bit.ly\/29Kmf68\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Art Black<\/a>, <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2DglmWc\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">May Eassy<\/a>, MC Soffia, <a href=\"https:\/\/glo.bo\/2EJLdCd\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">MC Carol<\/a>, AfroBlack, <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2r8EnEA\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Donas<\/a> e Lacraia, cujo trabalho tamb\u00e9m \u00e9 uma parte central da hist\u00f3ria do funk, assim como &#8220;Vai Malandra&#8221;.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/Afroblack-photo-e1516024068658-620x264.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-30829 size-full\" title=\"AfroBlack. Foto: P\u00e1gina do Facebook do AfroBlack.\" src=\"http:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/Afroblack-photo-e1516024068658-620x264.jpg\" alt=\"\" width=\"620\" height=\"264\" \/><\/a><\/p>\n<p>Uma terceira cr\u00edtica dirigida a &#8220;Vai Malandra&#8221;&#8211;<a href=\"https:\/\/glo.bo\/2B0FOEV\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">pela colunista Stephanie Ribeiro<\/a>, entre outros&#8211;\u00e9 que a Anitta est\u00e1 se apropriando da cultura negra enquanto desfruta de privil\u00e9gios &#8220;brancos&#8221;. Anitta \u00e9 uma artista bem sucedida em uma ind\u00fastria de m\u00fasica racista e sexista e, como argumenta Ribeiro, vale a pena questionar por que outros artistas que s\u00e3o mais propensos a experimentar racismo do que Anitta, <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2mEUqoY\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">como a cantora Ludmilla<\/a>, n\u00e3o tiveram tanto sucesso.<\/p>\n<p>Ainda assim, MC Priscila enfatiza a <a href=\"http:\/\/bit.ly\/18XWyPf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">sensa\u00e7\u00e3o de orgulho<\/a> sentida por muitos moradores da favela com o sucesso do hit de funk de Anitta. &#8220;N\u00e3o \u00e9 [uma quest\u00e3o de] cultura negra e cultura branca. Penso que \u00e9 mais sobre uma divis\u00e3o da classe social. \u00c9 a cultura dos pobres e a cultura dos ricos&#8221;. Ela enfatiza a import\u00e2ncia de se pedir uma opini\u00e3o direta das pessoas, ao inv\u00e9s de presumir que os debates que dominam a internet capturam completamente as perspectivas dos moradores da favela.<\/p>\n<h3>Um foco na comunidade do funk e do passinho<\/h3>\n<p><a href=\"http:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/Young-dancers-Passinho-carioca.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-30830 size-full\" title=\"Jovens dan\u00e7arinas do Passinho Carioca. Foto: P\u00e1gina do Facebook do Passinho Carioca.\" src=\"http:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/Young-dancers-Passinho-carioca.jpg\" alt=\"\" width=\"960\" height=\"720\" srcset=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/Young-dancers-Passinho-carioca.jpg 960w, https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/Young-dancers-Passinho-carioca-352x264.jpg 352w, https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/Young-dancers-Passinho-carioca-620x465.jpg 620w, https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/Young-dancers-Passinho-carioca-768x576.jpg 768w, https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/Young-dancers-Passinho-carioca-174x131.jpg 174w, https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/Young-dancers-Passinho-carioca-300x225.jpg 300w, https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/Young-dancers-Passinho-carioca-70x53.jpg 70w\" sizes=\"(max-width: 960px) 100vw, 960px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Em vez de se concentrar apenas em Anitta, ent\u00e3o, vale a pena usar seu sucesso incr\u00edvel para examinar mais de perto o legado de que ela faz parte. A Rede Funk est\u00e1 organizando uma <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2mHmR5x\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">grande competi\u00e7\u00e3o de passinho em mar\u00e7o<\/a>, onde alguns dos melhores dan\u00e7arinos da cidade ir\u00e3o se apresentar. O Passinho Carioca tem sua pr\u00f3pria empresa de dan\u00e7a, que atualmente est\u00e1 montando um show que conta a hist\u00f3ria de vida de dan\u00e7arinos, com uma fus\u00e3o ousada de palavra falada, <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2c9m5pZ\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">teatro<\/a>\u00a0e passinho. Alguns desses dan\u00e7arinos, como Vinicius Rodrigues, tamb\u00e9m fazem parte da bem-sucedida empresa internacional da core\u00f3grafa Alice Ripoll, <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2DyJRLm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Suave<\/a>. Suave apresentou recentemente a <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2myl2Ha\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">produ\u00e7\u00e3o eletrizante e extremamente comovente &#8220;Cria&#8221;<\/a>, uma poderosa hist\u00f3ria de dan\u00e7a, viol\u00eancia e amizade. Outros bailarinos, como Rebeca Barboza, Ana Santiago, Pr\u00edncipe Gugu e MC Lipinho Costa, est\u00e3o come\u00e7ando a lan\u00e7ar carreiras solo como cantores, MCs e produtores.<\/p>\n<p>Todo o seu trabalho desafia o <a href=\"http:\/\/bit.ly\/1KiFeTl\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">racismo<\/a>, a <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2gxGAoo\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">viol\u00eancia<\/a> e a pobreza que muitos dos artistas enfrentam a cada dia. Thiago De Paula, do Passinho Carioca, conta como os dan\u00e7arinos e MCs muitas vezes n\u00e3o podem pagar a passagem de \u00f4nibus para os ensaios, enquanto Alice Ripoll relata que seus dan\u00e7arinos foram parados v\u00e1rias vezes pela pol\u00edcia quando compareceram a aulas no Centro Coreogr\u00e1fico da <a href=\"http:\/\/bit.ly\/1KFTsNJ\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Tijuca<\/a>, simplesmente por serem negros em uma \u00e1rea de classe m\u00e9dia. Como o DJ MouChoque diz, os aparelhos de som s\u00e3o regularmente destru\u00eddos ou tomados pela pol\u00edcia, e os DJs e MCs enfrentam pris\u00f5es arbitr\u00e1rias sempre que se apresentam. Isso mostra a extraordin\u00e1ria perseveran\u00e7a e energia dos artistas do funk, que criaram uma forma de arte com sucesso fenomenal com recursos m\u00ednimos. \u00c9 fundamental, ent\u00e3o, olhar para&#8211;mas tamb\u00e9m para al\u00e9m de&#8211;&#8220;Vai Malandra&#8221;, para entender como o funk oferece um feminismo assertivo, uma cr\u00edtica \u00e0s hierarquias raciais e uma maneira poderosa de valorizar vidas que est\u00e3o constantemente em risco.<\/p>\n<p><em>Lucy McMahon \u00e9 core\u00f3grafa e dan\u00e7arina, al\u00e9m de dar aulas de Direitos Humanos na Escola de Estudos Avan\u00e7ados da Universidade de Londres, no Reino Unido. Sua pesquisa de doutorado explorou o movimento de protestos em 2013-2014 no Rio, e ela atualmente est\u00e1 trabalhando em uma s\u00e9rie de projetos coreogr\u00e1ficos e de pesquisa que re\u00fanem Direitos Humanos e dan\u00e7a. Ela agradece a MC Priscila, Andr\u00e9 Lycurgo, MC Patr\u00e3o e Hugo Oliveira por sua ajuda e conselho com a edi\u00e7\u00e3o desta mat\u00e9ria.<\/em><\/p>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<div class=\"mh-excerpt\"><p>Click Here for English O sol de dezembro bate em um parquinho escolar vividamente pintado, onde v\u00e1rios adolescentes fazem passos r\u00e1pidos de um passinho. Eles pausam para ensinar uns aos outros, para experimentar um salto <a class=\"mh-excerpt-more\" href=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/?p=30823\" title=\"Feminista ou Mis\u00f3gino? 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