{"id":32993,"date":"2018-05-15T09:33:58","date_gmt":"2018-05-15T12:33:58","guid":{"rendered":"http:\/\/rioonwatch.org.br\/?p=32993"},"modified":"2024-06-20T16:18:09","modified_gmt":"2024-06-20T19:18:09","slug":"museus-de-contranarrativas-e-resistencia-parte-1-museus-brasileiros-no-contexto-semanademuseus","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/rioonwatch.org.br\/?p=32993","title":{"rendered":"Museus de Contranarrativas e Resist\u00eancia, Parte 1: Museus Brasileiros em Contexto"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right;\"><em><strong><a href=\"http:\/\/bit.ly\/2KY2KLb\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Click Here for English<img decoding=\"async\" width=\"20\" height=\"20\" class=\"alignright wp-image-15790\" src=\"http:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2012\/08\/EN-standard-e1439583104716.jpg\" \/><\/a><\/strong><\/em><\/p>\n<p><em>Esta \u00e9 a primeira mat\u00e9ria, de uma <a href=\"http:\/\/bit.ly\/MuseusComunitarios\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">s\u00e9rie de cinco partes<\/a>, sobre museus comunit\u00e1rios e resist\u00eancia nas favelas do Rio em homenagem \u00e0 16\u00aa <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2IEHFHb\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Semana de Museus<\/a>\u00a0(16 a 20 de maio de 2018).<\/em><\/p>\n<blockquote><p><em>&#8220;<\/em><em>A hist\u00f3ria \u00e9 fruto do poder, mas o pr\u00f3prio poder nunca \u00e9 transparente a ponto de sua an\u00e1lise ser sup\u00e9rflua. A marca infal\u00edvel do poder pode ser sua invisibilidade; o desafio inescap\u00e1vel ser\u00e1 expor suas ra\u00edzes<\/em> &#8221; &#8211;\u00a0<em>Antrop\u00f3logo-historiador Michel Trouillot<\/em><\/p><\/blockquote>\n<p>Nas semanas que se seguiram ao assassinato de <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2ibXBBl\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Marielle Franco<\/a>, assistimos tentativas descaradas (mas no geral mal-sucedidas) de minar seu legado inspirador. Disseminada primeiramente pelo liberal conservador <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2rGZF9t\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Movimento Brasil Livre<\/a>, pela Desembargadora Mar\u00edlia Castro Neves e pelo Deputado Federal Alberto Braga, uma s\u00e9rie de mentiras ligando Marielle a narcotraficantes se espalhou rapidamente no Facebook e no WhatsApp. Apesar do fato de que <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2ptS7pl\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">88% das men\u00e7\u00f5es na m\u00eddia<\/a> nas primeiras 19 horas ap\u00f3s seu assassinato serem favor\u00e1veis, esta campanha de <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2wCZnGh\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">difama\u00e7\u00e3o se tornou viral<\/a>.<\/p>\n<p>Essas inven\u00e7\u00f5es visavam n\u00e3o apenas minar o car\u00e1ter de Marielle, mas tamb\u00e9m os detalhes em torno do assassinato: embora as balas usadas para matar Marielle Franco e Anderson Gomes fossem de <a href=\"https:\/\/glo.bo\/2tYeYiu\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">um lote vendido \u00e0 Pol\u00edcia Federal<\/a>\u00a0em 2006, o Ministro da Seguran\u00e7a P\u00fablica <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2KDgTwQ\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Raul Jungmann fez uma declara\u00e7\u00e3o<\/a> alegando que as balas foram roubadas de uma sede dos Correios na Para\u00edba (isso foi <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2HUbnbG\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">posteriormente negado pelos Correios<\/a>).<\/p>\n<p>O que emerge \u00e9 uma imagem de pessoas poderosas refutando e resignificando evid\u00eancias factuais para manipular o modo como <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2ue2mnq\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Marielle e seu assassinato s\u00e3o lembrados<\/a>. Al\u00e9m disso, serve como um lembrete sobre as formas que o passado pode ser (re)apresentado para servir aos interesses presentes. Nesses casos, os interesses est\u00e3o voltados para encobrir o envolvimento da Pol\u00edcia Federal no assassinato e em manchar a imagem de Marielle para neutralizar <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2ro8hkW\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">sua pol\u00edtica radical<\/a>, baseando-se em venenosos estere\u00f3tipos de mulheres negras de favelas.<\/p>\n<p>Esta s\u00e9rie de mat\u00e9rias da <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2IEHFHb\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Semana de Museus<\/a> 2018 explorar\u00e1 o surgimento de <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2fkSzoY\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">museus comunit\u00e1rios<\/a> nas favelas do Rio de Janeiro como ferramentas de resist\u00eancia contra a manipula\u00e7\u00e3o do passado pelo Estado. Esta mat\u00e9ria introdut\u00f3ria fornecer\u00e1 o contexto para a s\u00e9rie. A segunda mat\u00e9ria descrever\u00e1 o surgimento dos museus de favela e ilustrar\u00e1 as maneiras pelas quais os museus s\u00e3o locais de <a href=\"http:\/\/bit.ly\/1piRAgk\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">resist\u00eancia<\/a>. As mat\u00e9rias finais enfocar\u00e3o na produ\u00e7\u00e3o de contranarrativas de tr\u00eas museus para subverter representa\u00e7\u00f5es dominantes de favelas espec\u00edficas. Usando exemplos do <a href=\"http:\/\/bit.ly\/1qhz1JJ\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Museu da Mar\u00e9<\/a>, do <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2sn6X5b\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Museu do Horto<\/a> e do <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2rPGSHs\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Museu das Remo\u00e7\u00f5es<\/a> na <a href=\"http:\/\/bit.ly\/Nfddvg\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Vila Aut\u00f3dromo<\/a>, a s\u00e9rie mostrar\u00e1 como os museus oferecem espa\u00e7os para reescrever a hist\u00f3ria a partir das perspectivas de suas comunidades.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/Rio-450_-Centro-Cultural-do-Banco-do-Brasil-CCBB-do-Rio_201210190004.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-32999 size-content\" title=\"Centro Cultural Banco do Brasil - CCBB - Foto: Alexandre Macieira\/Riotur\" src=\"http:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/Rio-450_-Centro-Cultural-do-Banco-do-Brasil-CCBB-do-Rio_201210190004-620x264.jpg\" alt=\"\" width=\"620\" height=\"264\" srcset=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/Rio-450_-Centro-Cultural-do-Banco-do-Brasil-CCBB-do-Rio_201210190004-620x264.jpg 620w, https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/Rio-450_-Centro-Cultural-do-Banco-do-Brasil-CCBB-do-Rio_201210190004-940x400.jpg 940w\" sizes=\"(max-width: 620px) 100vw, 620px\" \/><\/a><\/p>\n<h3>Mitos da marginalidade<\/h3>\n<p>Desde que a primeira favela conhecida como tal foi formada em 1897, essas comunidades foram <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2d30Pnn\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">representadas como pertencentes a um mundo sociocultural<\/a> diferente da cidade formal:<\/p>\n<blockquote><p><em>&#8220;As favelas n\u00e3o constituem puramente impiedoso crime contra a est\u00e9tica, elas s\u00e3o particularmente uma grave e permanente amea\u00e7a \u00e0 tranq\u00fcilidade e \u00e0 salubridade p\u00fablica.&#8221; &#8211;\u00a0Rotariano Jos\u00e9 Augusto de Mattos Pimenta <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2I5kQNm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">durante uma palestra<\/a> intitulada &#8216;Remodela\u00e7\u00e3o do Rio de Janeiro&#8217; no Rotary Club, Rio de Janeiro em 1926<\/em><\/p><\/blockquote>\n<p>As favelas eram vistas como existentes <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2jGz0Zu\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">\u00e0 parte de quaisquer normas da lei e da ordem<\/a>, e como estando em oposi\u00e7\u00e3o direta ao sucesso da sociedade como um todo. O discurso de Mattos Pimenta continua descrevendo como a favela \u00e9<span style=\"font-weight: 400;\">\u00a0&#8220;excelente est\u00edmulo \u00e0 indol\u00eancia, atraente chamariz de vagabundos&#8230; que <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2qV0tZK\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">levam a inseguran\u00e7a e a intranquilidade<\/a> aos quatro cantos da cidade&#8221;.<\/span><\/p>\n<p>Essa dicotomia \u00e9 refor\u00e7ada hoje pelo que a estudiosa Janice Perlman chama de &#8220;mitos da <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2Ijmhnu\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">marginalidade<\/a>&#8220;: &#8220;o conjunto de estere\u00f3tipos&#8230; t\u00e3o generalizados e arraigados que constituem uma ideologia&#8211;de fato, um instrumento pol\u00edtico&#8211;para <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2d30Pnn\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">justificar as pol\u00edticas<\/a> das classes dominantes, das quais dependem as pr\u00f3prias vidas dos migrantes e favelados&#8221;.<\/p>\n<p>O estigma em torno das favelas ajudou a justificar pol\u00edticas violentas, como as <a href=\"http:\/\/bit.ly\/X51Qvb\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">remo\u00e7\u00f5es<\/a> durante o projeto de &#8220;moderniza\u00e7\u00e3o&#8221; <a href=\"http:\/\/bit.ly\/VV4Ddn\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">de larga escala de Carlos Lacerda<\/a>, na d\u00e9cada de 1960, que destruiu muitas favelas da <a href=\"http:\/\/bit.ly\/1mNsDyk\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Zona Sul<\/a> e que deslocou seus moradores para a periferia da cidade. Esses mesmos estere\u00f3tipos tamb\u00e9m forneceram os meios para mentiras sobre Marielle ganharem impulso, apesar de evid\u00eancias ao contr\u00e1rio.<\/p>\n<p>Mitos da marginalidade permeiam a consci\u00eancia p\u00fablica de v\u00e1rias maneiras. A <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2gSFIIx\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">falta de perspectivas da favela na grande m\u00eddia<\/a>, por exemplo, significa que imagens e descri\u00e7\u00f5es constru\u00eddas passam a ser vistas como fatos, e opini\u00f5es subjetivas passam a representar cren\u00e7as nacionais. Um artigo de 1995 do <em>Jornal do Brasil<\/em>, por exemplo, afirmava: &#8220;<span style=\"font-weight: 400;\">Hoje, 68 dos 180 morros do Rio s\u00e3o ocupados por favelas. N\u00e3o h\u00e1 palavras para expressar a trag\u00e9dia que isto representa na vida da cidade&#8221;.<\/span><\/p>\n<p>A aus\u00eancia de favelas nas hist\u00f3rias oficiais, museus e arquivos na cidade tamb\u00e9m trabalham para manter esses estere\u00f3tipos intactos. Quando <a href=\"http:\/\/bit.ly\/1jEgxaJ\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">narrativas alternativas<\/a> s\u00e3o silenciadas, ou quando a exist\u00eancia das favelas \u00e9 totalmente negada, os mitos da marginalidade triunfam. O Arquivo Nacional do Rio de Janeiro cont\u00e9m informa\u00e7\u00f5es sobre a hist\u00f3ria das \u00e1reas nas quais favelas est\u00e3o constru\u00eddas, por\u00e9m raramente se referem a uma favela pelo nome. Fotografias e informa\u00e7\u00f5es podem ser encontradas para a <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2jQgHwX\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">\u00e1rea que hoje \u00e9 o Complexo da Mar\u00e9<\/a>, por exemplo, mas \u00e9 preciso usar termos de pesquisa baseados nos bairros de classe m\u00e9dia vizinhos como Bonsucesso, a Avenida Brasil ou a vizinha Funda\u00e7\u00e3o Oswaldo Cruz (Fiocruz). Em 2013, o <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2cdhGrd\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Google removeu temporariamente &#8216;favela&#8217;<\/a> de seus mapas, sob press\u00e3o da Prefeitura do Rio, em um esfor\u00e7o para reduzir a proemin\u00eancia dessas comunidades. No mesmo ano, apenas <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2rHHsbO\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">0,001% das favelas do Rio apareceram em mapas oficiais<\/a>, o que significava que 1,4 milh\u00e3o de pessoas n\u00e3o tinham endere\u00e7os que permitissem o acesso a contas banc\u00e1rias, ou a serem listadas em pedidos de emprego.<\/p>\n<p>Deste modo, os mitos da marginalidade transformaram favela <a href=\"https:\/\/abr.ai\/2KYeWLE\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">de um termo bot\u00e2nico<\/a> para uma categoria <a href=\"http:\/\/bit.ly\/1pp8zUz\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">social e moral<\/a>. Eles s\u00e3o usados para moldar um discurso organizacional sobre as favelas que delimita os limites do grupo social que vive nessas comunidades, definindo seu espa\u00e7o, caracter\u00edsticas comportamentais e modo de vida, permitindo que a (percept\u00edvel) profunda divis\u00e3o social entre a favela e cidade persista.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/FF_exposicao-Tatuagens-Urbanas-e-Imaginario-Carioca_06112015001.-Fernando-Fraza\u0303o-Age\u0302ncia-Brasil-e1526217442534.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-33004 size-content\" title=\"Exposi\u00e7\u00e3o Tatuagens Urbanas e Imagin\u00e1rio Carioca no Museu Hist\u00f3rico Nacional, mostram a hist\u00f3ria das pedras portuguesas na paisagem da cidade. Foto por Fernando Fraz\u00e3o \/ Ag\u00eancia Brasil\" src=\"http:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/FF_exposicao-Tatuagens-Urbanas-e-Imaginario-Carioca_06112015001.-Fernando-Fraza\u0303o-Age\u0302ncia-Brasil-e1526217442534-620x264.jpg\" alt=\"\" width=\"620\" height=\"264\" srcset=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/FF_exposicao-Tatuagens-Urbanas-e-Imaginario-Carioca_06112015001.-Fernando-Fraza\u0303o-Age\u0302ncia-Brasil-e1526217442534-620x264.jpg 620w, https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/FF_exposicao-Tatuagens-Urbanas-e-Imaginario-Carioca_06112015001.-Fernando-Fraza\u0303o-Age\u0302ncia-Brasil-e1526217442534-940x400.jpg 940w\" sizes=\"(max-width: 620px) 100vw, 620px\" \/><\/a><\/p>\n<h3>Origem e narrativa dos museus<\/h3>\n<p>Os primeiros museus no Brasil foram institui\u00e7\u00f5es coloniais constru\u00eddas no s\u00e9culo XIX por uma pequena elite governante, branca e instru\u00edda, como pilares de um novo Estado-na\u00e7\u00e3o. O primeiro museu brasileiro foi o Museu Real (posteriormente renomeado <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2G3vuOZ\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Museu Nacional<\/a>), fundado no Rio de Janeiro em 1818. Com exce\u00e7\u00e3o do Museu Naval, os primeiros museus foram todos museus de hist\u00f3ria natural focados em coletar e classificar amostras da fauna e da flora brasileira.<\/p>\n<div id=\"gt-res-c\" class=\"g-unit\">\n<div id=\"gt-res-p\">\n<div id=\"gt-res-data\">\n<div id=\"gt-res-wrap\">\n<div id=\"gt-res-content\">\n<div id=\"gt-res-dir-ctr\" class=\"trans-verified-button-small\" dir=\"ltr\">\n<p><span class=\"\" lang=\"pt\"><span class=\"\" lang=\"pt\">Na segunda metade do s\u00e9culo XIX, sob a influ\u00eancia da teoria de sele\u00e7\u00e3o natural de Darwin, os museus brasileiros empregaram cientistas que aplicaram teorias evolutivas n\u00e3o apenas \u00e0s plantas e animais, mas tamb\u00e9m \u00e0s ra\u00e7as humanas.\u00a0<span class=\"\">Esses museus de hist\u00f3ria natural, portanto, passaram a desempenhar um papel central na arena pol\u00edtica, porque ordenavam grupos sociais diferentes em escala evolutiva, com popula\u00e7\u00f5es negras e <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2cxUmji\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">ind\u00edgenas<\/a> na parte inferior e europeus brancos no topo.<\/span>\u00a0<span class=\"\">O objetivo era estabelecer uma narrativa nacional e oferecer \u00e0 popula\u00e7\u00e3o um sentido concreto de descend\u00eancia, mas, em vez disso, esses museus estratificaram a sociedade e legitimaram a supremacia dos brancos.<\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p>Esse legado prevalece nos museus brasileiros de hoje. Por exemplo, no <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2q6oUzH\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Museu Hist\u00f3rico Nacional<\/a>, a \u00eanfase \u00e9 colocada na hist\u00f3ria dos vencedores, enquanto os ind\u00edgenas, as favelas e outras comunidades marginalizadas t\u00eam presen\u00e7a m\u00ednima ou s\u00e3o deturpadas. Uma exposi\u00e7\u00e3o permanente, por exemplo, tra\u00e7a a hist\u00f3ria do Brasil atrav\u00e9s de tr\u00eas partes: &#8216;Portugueses no mundo&#8217; (1415-1822), &#8216;<span style=\"font-weight: 400;\">A Constru\u00e7\u00e3o da Na\u00e7\u00e3o<\/span>&#8216; (1822-1889), e &#8216;<span style=\"font-weight: 400;\">A Cidadania em Constru\u00e7\u00e3o<\/span>&#8216; (1822-presente). A constru\u00e7\u00e3o da na\u00e7\u00e3o emerge claramente como o foco e os portugueses s\u00e3o os her\u00f3is. Nesta vers\u00e3o oficial, o Brasil nasce quando os portugueses chegam \u00e0s suas costas. Pouca aten\u00e7\u00e3o \u00e9 dada ao Brasil pr\u00e9-colonial, nem a eventos hist\u00f3ricos chave, como os <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2rGzZdB\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">massacres de popula\u00e7\u00f5es ind\u00edgenas<\/a> e a <a href=\"http:\/\/bit.ly\/1Hg4Zj3\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">hist\u00f3ria da escravid\u00e3o no Brasil<\/a>. Uma <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2rJLNfl\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">exposi\u00e7\u00e3o tempor\u00e1ria no Museu Hist\u00f3rico Nacional<\/a> apresentou as contribui\u00e7\u00f5es do povo africano \u00e0 <a href=\"http:\/\/bit.ly\/1ruUDso\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">identidade cultural brasileira<\/a>. No entanto, exposi\u00e7\u00f5es como esta s\u00e3o uma exce\u00e7\u00e3o \u00e0 norma: exposi\u00e7\u00f5es tempor\u00e1rias geralmente t\u00eam pre\u00e7os de entrada caros e apresentam temas estrangeiros. Em 2017, o Museu de Hist\u00f3ria Nacional sediou uma exposi\u00e7\u00e3o do Museu da Cultura Pop de Seattle sobre a banda Nirvana, por exemplo.<\/p>\n<p>\u00c9 de se notar que muitos brasileiros n\u00e3o t\u00eam o h\u00e1bito de visitar museus. Em 2016, o Instituto Brasileiro de Museus (IBRAM) registrou pouco mais de <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2HRDIzf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">um milh\u00e3o de visitantes<\/a> nos 30 museus nacionais pelos quais \u00e9 respons\u00e1vel. No mesmo ano, em contrapartida, a Comiss\u00e3o de Museus do Reino Unido registrou <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2FOftfp\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">47,7 milh\u00f5es de visitantes<\/a> nos 15 museus nacionais patrocinados pelo Departamento de Cultura, M\u00eddia e Esporte.<\/p>\n<p>Os museus nacionais do Brasil s\u00e3o, portanto, monumentos aos valores nacionalistas, em vez de fontes prim\u00e1rias de informa\u00e7\u00e3o. No caso do Museu Hist\u00f3rico Nacional, a (re)apresenta\u00e7\u00e3o do passado constitui uma hist\u00f3ria oficial do pa\u00eds, onde a <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2KqzI5R\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">inclus\u00e3o de grupos marginalizados \u00e9 imaginada<\/a> e representa\u00e7\u00f5es do <a href=\"http:\/\/bit.ly\/1RTBEUi\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">passado que n\u00e3o podem ser integrados s\u00e3o exclu\u00eddos<\/a>.<\/p>\n<p>O recente surgimento de museus comunit\u00e1rios nas favelas do Rio de Janeiro tem, portanto, marcado uma importante mudan\u00e7a na rela\u00e7\u00e3o de poder entre essas comunidades marginalizadas e a cidade. Ao apropriar-se de uma institui\u00e7\u00e3o de elite como sua, as favelas <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2tJO7kw\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">est\u00e3o invertendo a din\u00e2mica do poder que as exclui da representa\u00e7\u00e3o<\/a> nos museus e arquivos nacionais e afirmam o direito \u00e0 <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2Gf72tV\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">hist\u00f3ria da comunidade<\/a>.<\/p>\n<p>A segunda parte desta s\u00e9rie, amanh\u00e3, demonstrar\u00e1 como esses museus s\u00e3o locais de resist\u00eancia e mostrar\u00e1 que essa resist\u00eancia se manifesta de diferentes formas.<\/p>\n<p><em>Esta \u00e9 a primeira mat\u00e9ria, de uma <a href=\"http:\/\/bit.ly\/MuseusComunitarios\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">s\u00e9rie de cinco partes<\/a>, sobre museus comunit\u00e1rios e resist\u00eancia nas favelas do Rio em homenagem \u00e0 16\u00aa <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2IEHFHb\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Semana de Museus<\/a>\u00a0(16 a 20 de maio de 2018).<\/em><\/p>\n<p><em>Gitanjali Patel \u00e9 pesquisadora e tradutora. Ela \u00e9 mestre em Antropologia Social pela SOAS, Universidade de Londres. Sua pesquisa analisa a mem\u00f3ria e a produ\u00e7\u00e3o da hist\u00f3ria nas favelas do Rio de Janeiro.<\/em><\/p>\n<hr \/>\n<h3><em>S\u00e9rie Completa:\u00a0<a href=\"http:\/\/bit.ly\/MuseusComunitarios\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Museus de Contranarrativas e Resist\u00eancia<\/a><\/em><\/h3>\n<p>Parte 1: <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2Kp7eZW\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Museus Brasileiros no Contexto<\/a><br \/>\nParte 2:<a href=\"http:\/\/bit.ly\/2jZIDQh\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"> Um Novo Tipo de Museu<\/a><br \/>\nParte 3: <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2rQ2UMG\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Museu da Mar\u00e9<\/a><br \/>\nParte 4: <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2rOn3mj\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Horto Florestal<\/a><br \/>\nParte 5: <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2LbmJpA\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Museu das Remo\u00e7\u00f5es<\/a><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter 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