{"id":43137,"date":"2019-10-28T10:09:48","date_gmt":"2019-10-28T13:09:48","guid":{"rendered":"https:\/\/rioonwatch.org.br\/?p=43137"},"modified":"2019-10-29T10:44:17","modified_gmt":"2019-10-29T13:44:17","slug":"a-crescente-vulnerabilidade-climatica-do-rio-de-janeiro-uma-decada-de-devastacao-por-deslizamento-de-terra-referencia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/rioonwatch.org.br\/?p=43137","title":{"rendered":"A Crescente Vulnerabilidade Clim\u00e1tica do Rio de Janeiro: Um Cronograma [REFER\u00caNCIA]"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right;\"><em><strong><a href=\"http:\/\/bit.ly\/2KMosCw\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Click Here for English<\/a><a href=\"http:\/\/bit.ly\/2KMosCw\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><img decoding=\"async\" width=\"20\" height=\"20\" class=\"alignright wp-image-15790\" src=\"http:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2012\/08\/EN-standard-e1439583104716.jpg\" \/><\/a><\/strong><\/em><\/p>\n<p>Deslizamentos de terra e enchentes como resultado de fortes chuvas n\u00e3o s\u00e3o novidade, especialmente no Rio de Janeiro. Mas nos \u00faltimos anos a situa\u00e7\u00e3o <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2DaolgT\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">piorou visivelmente<\/a>. Embora o aumento da vulnerabilidade clim\u00e1tica seja uma preocupa\u00e7\u00e3o global, cidades costeiras como o Rio <a href=\"http:\/\/bit.ly\/1MCjILS\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">devem ser particularmente afetadas<\/a> por desastres naturais.<\/p>\n<p><iframe style=\"width: 100%; height: 600px; border: 0px none;\" src=\"https:\/\/ourworldindata.org\/grapher\/number-of-natural-disaster-events?time=1909..2018&amp;country=Landslide\"><\/iframe><\/p>\n<p>Acima est\u00e1 um\u00a0<a href=\"http:\/\/bit.ly\/2XlLh8o\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">gr\u00e1fico interativo<\/a> da <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2Jskpvt\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><em>Our World In Data<\/em><\/a> mostrando deslizamentos de terra relatados globalmente ao longo do s\u00e9culo passado. Com alguma varia\u00e7\u00e3o de ano para ano, a tend\u00eancia geral de aumento nas ocorr\u00eancias de deslizamentos \u00e9 clara. Em pa\u00edses tropicais como o Brasil, a mudan\u00e7a r\u00e1pida dos padr\u00f5es clim\u00e1ticos ter\u00e1 um efeito ainda mais percept\u00edvel.<\/p>\n<p>O Instituto Nacional de Meteorologia (<a href=\"http:\/\/bit.ly\/2ZcYnmc\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">INMET<\/a>) mant\u00e9m um banco de dados online com informa\u00e7\u00f5es sobre os padr\u00f5es clim\u00e1ticos brasileiros ao longo do tempo, como temperatura m\u00e9dia, precipita\u00e7\u00e3o m\u00e9dia e umidade, desde 1910. Embora uma pesquisa em seus mapas hist\u00f3ricos de chuvas mostre pouca varia\u00e7\u00e3o nos n\u00edveis de precipita\u00e7\u00e3o mensal, a localiza\u00e7\u00e3o do Rio o torna mais vulner\u00e1vel a eventos de enchentes e deslizamentos de terra devido \u00e0s diferentes caracter\u00edsticas da regi\u00e3o montanhosa e suas rea\u00e7\u00f5es aos padr\u00f5es clim\u00e1ticos.<\/p>\n<p>\u00c1lvaro \u00c1vila (et al.), em um artigo de 2016 sobre <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2XZBKVt\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">tend\u00eancias de precipita\u00e7\u00e3o<\/a>, enchentes e deslizamentos de terra no Brasil, mostrou que 49 deslizamentos de terra e 97 enchentes foram relatados na Regi\u00e3o Metropolitana do Rio de Janeiro e 179 inunda\u00e7\u00f5es em Santa Catarina, na regi\u00e3o Sul do Brasil, somente de 1991 a 2012.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/gr\u00e1fico-RMRJ.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-44009 size-medium\" src=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/gr\u00e1fico-RMRJ-620x297.jpg\" alt=\"\" width=\"620\" height=\"297\" srcset=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/gr\u00e1fico-RMRJ-620x297.jpg 620w, https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/gr\u00e1fico-RMRJ-552x264.jpg 552w, https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/gr\u00e1fico-RMRJ-768x367.jpg 768w, https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/gr\u00e1fico-RMRJ-1024x490.jpg 1024w\" sizes=\"(max-width: 620px) 100vw, 620px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Nesse gr\u00e1fico, Cx1dia \u00e9 a precipita\u00e7\u00e3o total anual em um dia e Cx5dia \u00e9 a precipita\u00e7\u00e3o anual m\u00e1xima consecutiva em 5 dias registrada. O estudo utilizou essas informa\u00e7\u00f5es, juntamente com outras caracter\u00edsticas, como a precipita\u00e7\u00e3o total anual em dias chuvosos e a contagem anual de dias em que a precipita\u00e7\u00e3o di\u00e1ria \u00e9 superior a 30mm, para estimar a signific\u00e2ncia dos padr\u00f5es de precipita\u00e7\u00e3o na regi\u00e3o.<\/p>\n<p>O gr\u00e1fico mostra um teste de <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2kj3diu\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">correla\u00e7\u00e3o de Pearson<\/a>, que testa se algumas vari\u00e1veis dadas t\u00eam ou n\u00e3o rela\u00e7\u00e3o com um determinado resultado. Um valor P igual a 0 significa que n\u00e3o h\u00e1 associa\u00e7\u00e3o, enquanto algo maior que 0 indica uma correla\u00e7\u00e3o positiva, e qualquer valor acima de 0,1 \u00e9 considerado significativo. Nesse caso, as vari\u00e1veis s\u00e3o os padr\u00f5es clim\u00e1ticos de um local e os resultados s\u00e3o enxurradas e deslizamento de terra. Para o Rio de Janeiro, o <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2Y4lvH2\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">valor P<\/a> entre os \u00edndices de precipita\u00e7\u00e3o e deslizamentos de terra foi de 0,49 para Cx1dia e 0,59 para Cx5dia, e entre os \u00edndices de precipita\u00e7\u00e3o e enchentes, 0,50 e 0,40, respectivamente (correla\u00e7\u00f5es positivas em todos os casos).<\/p>\n<p>Embora existam causas sociais e t\u00e9cnicas para deslizamentos de terra, no Rio de Janeiro esses eventos ocorrem tamb\u00e9m devido \u00e0 degrada\u00e7\u00e3o do solo causada por chuvas intensas durante um curto per\u00edodo de tempo, podendo at\u00e9 ocorrer <a href=\"http:\/\/bit.ly\/JHwxqj\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">dias ap\u00f3s a precipita\u00e7\u00e3o<\/a>. Como resultado de uma combina\u00e7\u00e3o de <a href=\"https:\/\/go.nasa.gov\/2Sw6Pdz\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">mudan\u00e7as clim\u00e1ticas globais crescentes<\/a>, uma hist\u00f3ria de desmatamento e <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2SWShqO\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">urbaniza\u00e7\u00e3o<\/a> e uma <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2UMcDQ0\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">falta geral de vontade pol\u00edtica para enfrentar de forma proativa os desafios ambientais<\/a>, a cidade do Rio est\u00e1 passando por um n\u00famero crescente de <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2tcgme8\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">desastres naturais com consequ\u00eancias dr\u00e1sticas<\/a>.<\/p>\n<p>Deslizamentos de terra e enchentes ocorrem com mais frequ\u00eancia no Rio durante a <a href=\"http:\/\/bit.ly\/JHwxqj\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">esta\u00e7\u00e3o chuvosa<\/a>, de dezembro a abril\u2014correspondendo ao ver\u00e3o e in\u00edcio do outono no Hemisf\u00e9rio Sul, quando as temperaturas s\u00e3o consideravelmente mais altas que no restante do ano.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/Anatomia-do-deslizamento.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-medium wp-image-44012\" src=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/Anatomia-do-deslizamento-620x610.jpg\" alt=\"\" width=\"620\" height=\"610\" srcset=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/Anatomia-do-deslizamento-620x610.jpg 620w, https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/Anatomia-do-deslizamento-268x264.jpg 268w, https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/Anatomia-do-deslizamento-768x756.jpg 768w, https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/Anatomia-do-deslizamento-1024x1008.jpg 1024w\" sizes=\"(max-width: 620px) 100vw, 620px\" \/><\/a><\/p>\n<p>As favelas da cidade\u2014algumas das quais est\u00e3o situadas em <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2SWShqO\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">encostas suscet\u00edveis a risco de deslizamento de terra<\/a>, enquanto outras est\u00e3o localizadas em <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2QfSSPC\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">terras baixas e propensas a inunda\u00e7\u00f5es<\/a>\u2014est\u00e3o frequentemente entre as <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2HTfTaG\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">\u00e1reas mais afetadas<\/a> por esses eventos, exacerbados pela provis\u00e3o inadequada de infraestrutura p\u00fablica, como <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2INryUQ\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">obras de saneamento b\u00e1sico<\/a> e investimentos em muros de conten\u00e7\u00e3o. Quando esses desastres ocorrem, autoridades do governo, como o Prefeito <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2K5o9oo\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Marcelo Crivella<\/a> e o Governador <a href=\"http:\/\/bit.ly\/31lgnw3\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Wilson Witzel<\/a>, tendem a <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2UMcDQ0\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">culpar as favelas<\/a>, ignorando a quest\u00e3o da <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2SWShqO\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">neglig\u00eancia hist\u00f3rica e sistem\u00e1tica do governo<\/a>.<\/p>\n<p>Sem o investimento adequado em interven\u00e7\u00f5es de mitiga\u00e7\u00e3o de desastres e programas de resposta a emerg\u00eancias, muitas favelas permanecer\u00e3o <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2SWShqO\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">vulner\u00e1veis \u00e0s consequ\u00eancias de desastres naturais<\/a>. Al\u00e9m disso, sem reconhecer as favelas como solu\u00e7\u00f5es habitacionais acess\u00edveis e, em vez disso, tratar mesmo as favelas estabelecidas h\u00e1 muito tempo como espa\u00e7os problem\u00e1ticos a serem erradicados, <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2d30Pnn\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">estigmas prejudiciais<\/a> contra elas servir\u00e3o apenas para <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2L2TXdj\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">perpetuar narrativas nocivas<\/a>. Essas, por sua vez, as manter\u00e3o em um estado prec\u00e1rio, levando a ainda mais fatalidades e mais danos f\u00edsicos, econ\u00f4micos e ambientais.<\/p>\n<p>Abaixo est\u00e1 uma linha do tempo dos principais eventos de enchentes e deslizamentos de terra que impactaram severamente as favelas do Grande Rio na \u00faltima d\u00e9cada.<\/p>\n<h3>Abril 2010<\/h3>\n<p>Em 5 de abril de 2010, v\u00e1rias esta\u00e7\u00f5es meteorol\u00f3gicas do Rio registraram um recorde de <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2ZAtckn\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">288mm de chuva<\/a> em 24 horas, muito acima da quantidade m\u00e9dia de chuvas no m\u00eas de abril (140mm). A quantidade de precipita\u00e7\u00e3o nesse per\u00edodo foi a mais alta registrada nos 30 anos anteriores. A Rede Globo <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2x95csk\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">comparou<\/a> essa quantidade de chuva \u00e0\u00a0quantidade de \u00e1gua necess\u00e1ria para encher 300.000 piscinas Ol\u00edmpicas.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/Deslizamento-Prazeres-2010.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-43141 size-large\" title=\"Vista a\u00e9rea do Morro dos Prazeres ap\u00f3s o deslizamento em 2010\" src=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/Deslizamento-Prazeres-2010-869x1024.png\" alt=\"\" width=\"620\" height=\"731\" srcset=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/Deslizamento-Prazeres-2010-869x1024.png 869w, https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/Deslizamento-Prazeres-2010-224x264.png 224w, https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/Deslizamento-Prazeres-2010-526x620.png 526w, https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/Deslizamento-Prazeres-2010-768x905.png 768w, https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/Deslizamento-Prazeres-2010.png 1040w\" sizes=\"(max-width: 620px) 100vw, 620px\" \/><\/a><\/p>\n<p>As chuvas torrenciais de 2010 levaram a C\u00e2mara Municipal e a Defesa Civil a <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2Wdm650\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">realizar melhorias tecnol\u00f3gicas<\/a> nos sistemas de alerta e mitiga\u00e7\u00e3o de riscos de deslizamento de terra na cidade, ap\u00f3s o caos causado nas comunidades do Grande Rio.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/glo.bo\/2Y4etO7\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Cinquenta e duas pessoas morreram<\/a> na cidade do Rio de Janeiro (dentre elas, <a href=\"https:\/\/glo.bo\/2MG4VWk\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">30 no Morro dos Prazeres<\/a>; tr\u00eas na Rocinha, na\u00a0<a href=\"http:\/\/bit.ly\/2WL6FUi\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Zona Sul<\/a>, especificamente na parte superior, do <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2JlLUIl\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Laboriaux<\/a>; e <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2ZAtckn\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">cinco<\/a> no <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2ExFsdp\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Morro dos Macacos<\/a>, na <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2ETpYR1\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Zona Norte<\/a>), enquanto a contagem total de mortes no estado do Rio foi <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2XOFAfv\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">bem acima de 200<\/a>\u2014incluindo uma devasta\u00e7\u00e3o grave em <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2xtrOnO\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Niter\u00f3i<\/a>, onde <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2XMck90\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">99 pessoas morreram<\/a>\u00a0(<a href=\"http:\/\/bit.ly\/1IdYkHC\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">48<\/a> somente na comunidade do <a href=\"http:\/\/bit.ly\/1IHGsDw\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Morro do Bumba<\/a>). O n\u00famero de mortos foi maior do que nas <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2keQ8qi\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">enchentes de Santa Catarina em 2008<\/a>, que causaram a morte de 130 pessoas.<\/p>\n<p>Aproximadamente outras 160 pessoas ficaram feridas e <a href=\"https:\/\/glo.bo\/2Y4etO7\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">15.000<\/a> foram for\u00e7adas a deixar suas casas em todo o estado. Quando a chuva parou alguns dias depois, 12.000 estavam desabrigadas. Com v\u00e1rios deslizamentos de terra distintos atingindo a \u00e1rea, a <a href=\"https:\/\/glo.bo\/2pcEHC3\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">est\u00e1tua do Cristo Redentor teve seu acesso fechado<\/a> pela primeira vez em sua hist\u00f3ria.<\/p>\n<h3>Janeiro de 2011<\/h3>\n<p>As chuvas provenientes da Regi\u00e3o Serrana ao norte do Rio causaram morte e destrui\u00e7\u00e3o em cinco cidades pr\u00f3ximas: Teres\u00f3polis, Petr\u00f3polis, Nova Friburgo, Sumidouro e S\u00e3o Jos\u00e9 do Vale do Rio Preto. Com mais de <a href=\"https:\/\/glo.bo\/2SDAJfU\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">260mm de \u00e1gua<\/a>\u00a0em menos de 24 horas, a chuva provocou uma s\u00e9rie de deslizamentos de terra em toda a regi\u00e3o montanhosa. Nova Friburgo e Teres\u00f3polis contaram mais de 250 mortos, com o n\u00famero final de mortos em mais de <a href=\"https:\/\/reut.rs\/30ZMC2X\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">1.000, incluindo 13 de S\u00e3o Paulo<\/a>. Somente em Teres\u00f3polis, 1.000 pessoas ficaram sem casa.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/Niteroi-deslizamento.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-43140 size-medium\" title=\"Impacto do deslizamento em Niter\u00f3i em 2011\" src=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/Niteroi-deslizamento-620x465.jpg\" alt=\"\" width=\"620\" height=\"465\" srcset=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/Niteroi-deslizamento-620x465.jpg 620w, https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/Niteroi-deslizamento-352x264.jpg 352w, https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/Niteroi-deslizamento-768x576.jpg 768w, https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/Niteroi-deslizamento-174x131.jpg 174w, https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/Niteroi-deslizamento-300x225.jpg 300w, https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/Niteroi-deslizamento-70x53.jpg 70w, https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/Niteroi-deslizamento.jpg 800w\" sizes=\"(max-width: 620px) 100vw, 620px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Durante as inunda\u00e7\u00f5es, a maior parte da \u00e1rea do Rio ficou sem eletricidade ou servi\u00e7o telef\u00f4nico, e 60% de Teres\u00f3polis e 35% dos cidad\u00e3os de Nova Friburgo ainda <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2y8ZdV7\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">n\u00e3o tinham acesso \u00e0 \u00e1gua pot\u00e1vel<\/a> dias ap\u00f3s a tempestade ter passado.<\/p>\n<p>A tempestade de janeiro de 2011 causou um dos maiores desastres naturais da \u00e1rea nos \u00faltimos cinquenta anos e chamou mais aten\u00e7\u00e3o para quest\u00f5es de urbaniza\u00e7\u00e3o acelerada, infraestrutura e direito \u00e0 moradia no contexto de desastres naturais no Rio. A intemp\u00e9rie tamb\u00e9m revelou a falta de prepara\u00e7\u00e3o geral para desastres naturais do Rio: embora <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2kj8TZQ\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">helic\u00f3pteros do ex\u00e9rcito<\/a> tenham sido enviados para resgatar feridos e pessoas presas em destro\u00e7os, estradas e pontes em ru\u00ednas dificultaram o trabalho de base para sobreviventes e volunt\u00e1rios que trabalharam na \u00e1rea afetada.<\/p>\n<p>O desastre resultou em uma <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2mfTb2f\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">pol\u00edtica governamental<\/a> de atualiza\u00e7\u00e3o de mapas de deslizamentos de terra e de risco de inunda\u00e7\u00e3o (que n\u00e3o haviam sido tocados desde 1994), de desenvolvimento de um Sistema Piloto de Monitoramento de Crescimento Urbano, orientando as cidades a incluir o gerenciamento de risco de desastre em suas pol\u00edticas de expans\u00e3o urbana, e um sistema de alerta de deslizamentos de terra e enchentes, diretamente ligado \u00e0 Defesa Civil do Rio.<\/p>\n<h3>Mar\u00e7o de 2013<\/h3>\n<p>Em 18 de mar\u00e7o de 2013, em Petr\u00f3polis, 64km ao norte do Rio, um rio transbordou e inundou o centro da cidade ap\u00f3s fortes chuvas. Vinte e sete pessoas morreram, incluindo uma crian\u00e7a e dois trabalhadores de emerg\u00eancia. Algumas \u00e1reas da cidade viram at\u00e9 390mm de chuva em 24 horas, onde a m\u00e9dia mensal normal \u00e9 de 270mm. Isso aconteceu apenas dois anos ap\u00f3s o desastre natural mais devastador do Rio. O n\u00famero de pessoas deslocadas foi calculado em cerca de 1.500.<\/p>\n<p>Como uma reforma estadual da estrat\u00e9gia de mitiga\u00e7\u00e3o de desastres naturais foi realizada apenas dois anos antes, a <a href=\"https:\/\/bbc.in\/343jYQ1\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">ent\u00e3o presidente do Brasil, Dilma Rousseff<\/a>, afirmou que &#8220;todo o sistema de preven\u00e7\u00e3o de desastre que n\u00f3s temos est\u00e1 sendo mobilizado para atender \u00e0quela regi\u00e3o&#8230; Eu acho que v\u00e3o ter que ser tomadas medidas um pouco mais dr\u00e1sticas para que as pessoas n\u00e3o fiquem na regi\u00e3o onde n\u00e3o podem ficar [em \u00e1reas identificadas como de alto risco]&#8221;.<\/p>\n<h3>Dezembro de 2013<\/h3>\n<p>As fortes chuvas que come\u00e7aram em 11 de dezembro de 2013 causaram a <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2Jw87T7\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">morte de pelo menos quatro pessoas<\/a> e deixaram cerca de 6.000 sem suas casas. Isso incluiu <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2Jw87T7\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">400 fam\u00edlias<\/a> apenas no Complexo do Alem\u00e3o. Muitos edif\u00edcios tamb\u00e9m desabaram como resultado das inunda\u00e7\u00f5es, como capturado neste <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2XpEmes\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">v\u00eddeo<\/a>. Na aus\u00eancia de uma resposta efetiva do governo, muitas pessoas no Complexo do Alem\u00e3o e outras favelas formaram <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2Jw87T7\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">redes para ajudar aqueles que perderam seus pertences<\/a> nas chuvas e ajudar a distribuir doa\u00e7\u00f5es. Redes online e offline foram desenvolvidas, como o\u00a0<a href=\"http:\/\/on.fb.me\/1eopAsD\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Juntos Pelo Complexo do Alem\u00e3o<\/a> e o Ocupa Alem\u00e3o.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/estragos-rio-higienopolis.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-32226 size-medium\" title=\"Estragos em Higien\u00f3polis, Zona Norte do Rio, depois das chuvas de fevereiro de 2018. Foto: Fabio Motta\/Estad\u00e3o Conte\u00fado\" src=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/estragos-rio-higienopolis-620x388.jpg\" alt=\"\" width=\"620\" height=\"388\" srcset=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/estragos-rio-higienopolis-620x388.jpg 620w, https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/estragos-rio-higienopolis-1004x629.jpg 1004w, https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/estragos-rio-higienopolis-768x481.jpg 768w, https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/estragos-rio-higienopolis-1024x641.jpg 1024w, https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/estragos-rio-higienopolis.jpg 1600w\" sizes=\"(max-width: 620px) 100vw, 620px\" \/><\/a><\/p>\n<h3>Fevereiro 2018<\/h3>\n<p>As fortes chuvas que come\u00e7aram no dia 14 de fevereiro e continuaram durante a noite exigiram que a cidade <a href=\"http:\/\/bit.ly\/32K4fVt\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">declarasse estado de emerg\u00eancia<\/a>. O aeroporto do Gale\u00e3o foi for\u00e7ado a interromper as opera\u00e7\u00f5es e as esta\u00e7\u00f5es meteorol\u00f3gicas de Piedade, M\u00e9ier e Madureira registraram uma m\u00e9dia de <a href=\"https:\/\/glo.bo\/2uOyNJu\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">33,96mm de chuva<\/a> entre a declara\u00e7\u00e3o de emerg\u00eancia \u00e0s 1h25 e 1h45. Na Barra da Tijuca, <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2NbP2WZ\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">123mm de chuva<\/a> foram registradas em uma hora.<\/p>\n<p>As sirenes de alerta foram ativadas em <a href=\"https:\/\/glo.bo\/2JoAccK\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">77 favelas<\/a> e muitas estradas (assim como a Linha 4 do metr\u00f4 do Rio) foram fechadas devido \u00e0 queda de \u00e1rvores e outros detritos. Estima-se que <a href=\"https:\/\/glo.bo\/2JoAccK\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">quatro pessoas foram mortas e 2.000 ficaram desabrigadas<\/a>, a maioria nas favelas do Complexo do Alem\u00e3o. O prefeito Crivella disse que estava &#8220;respondendo \u00e0 situa\u00e7\u00e3o&#8221; de longe, <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2qjMScT\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">enquanto viajava para a Europa<\/a>, e novamente os afetados receberam ajuda urgente de outros moradores de favelas e organiza\u00e7\u00f5es de caridade, como o jornal comunit\u00e1rio <a href=\"http:\/\/bit.ly\/18u3bEe\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Voz das Comunidades<\/a> e a ONG de mobiliza\u00e7\u00e3o <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2qABIiE\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Meu Rio<\/a>, enquanto os governos da cidade e do estado fizeram pouco.<\/p>\n<p>Esse evento tamb\u00e9m foi uma das \u00faltimas quest\u00f5es levantadas pela vereadora e defensora de direitos humanos Marielle Franco em seu <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2WVG6Yn\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">discurso final<\/a> na C\u00e2mara Municipal do Rio antes de seu assassinato, que ocorreu um m\u00eas depois, exigindo maior aten\u00e7\u00e3o ao aumento de enchentes e deslizamentos de terra e seu impacto sobre a cidade.<\/p>\n<h3>Fevereiro 2019<\/h3>\n<p><a href=\"http:\/\/bit.ly\/2UMcDQ0\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Quase exatamente um ano depois<\/a>, v\u00e1rias inunda\u00e7\u00f5es e deslizamentos de terra foram registrados de 6 a 8 de fevereiro. Em uma hora, a cidade recebeu o equivalente \u00e0 <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2tcgme8\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">precipita\u00e7\u00e3o de um m\u00eas<\/a>. Entre as \u00e1reas mais atingidas estavam as favelas do <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2xCoB59\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Vidigal<\/a> e Rocinha, <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2TQ59uh\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">respectivamente registrando 161,2 e 164mm de chuva<\/a> em apenas seis horas. Os ventos sopraram em at\u00e9 100km por hora, causando a queda de v\u00e1rias \u00e1rvores. Seis pessoas, incluindo uma crian\u00e7a, foram mortas\u2014uma no Vidigal, uma na Rocinha, duas em Barra de Guaratiba e duas na Avenida Niemeyer. As postagens nas redes sociais revelaram os graves danos causados pela tempestade, como <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2XITmzV\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">este v\u00eddeo<\/a> compartilhado pelo jornalista da Rocinha Michel Silva.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/fev2019.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-43139 size-content\" title=\"Destrui\u00e7\u00e3o ap\u00f3s as chuvas de fevereiro de 2019, incluindo um \u00f4nibus tombado. Foto: floodlist.com\" src=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/fev2019-620x264.jpg\" alt=\"\" width=\"620\" height=\"264\" srcset=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/fev2019-620x264.jpg 620w, https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/fev2019-940x400.jpg 940w\" sizes=\"(max-width: 620px) 100vw, 620px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Apesar dos repetidos deslizamentos de terra e inunda\u00e7\u00f5es e subsequentes pedidos de mais a\u00e7\u00f5es governamentais, <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2CV9x5S\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">a Comiss\u00e3o Parlamentar de Inqu\u00e9rito (CPI) sobre enchentes<\/a>, lan\u00e7ada pela C\u00e2mara Municipal do Rio, revelou que as ag\u00eancias municipais respons\u00e1veis pelas medidas de preven\u00e7\u00e3o e controle de enchentes sofreram <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2wO9dCg\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">severos cortes no or\u00e7amento<\/a> nos \u00faltimos anos: at\u00e9 abril, <a href=\"https:\/\/glo.bo\/2RssxP3\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">a cidade n\u00e3o havia gastado um \u00fanico centavo em obras de conten\u00e7\u00e3o ou drenagem urbana em 2019<\/a>. Da mesma forma, a CPI constatou que a Defesa Civil do Rio est\u00e1 passando por um <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2IF4AkU\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">or\u00e7amento decrescente<\/a> e seus programas de treinamento para redu\u00e7\u00e3o do risco de desastres para l\u00edderes comunit\u00e1rios das favelas foram descontinuados.<\/p>\n<h3>Abril de 2019<\/h3>\n<p>A cidade foi atingida novamente por enchentes e deslizamentos de terra, <a href=\"https:\/\/glo.bo\/2lRIsdU\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">come\u00e7ando em 8 de abril<\/a> e continuando ao longo da noite. Algumas partes da cidade viram <a href=\"https:\/\/bbc.in\/2WYoF9A\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">mais de 310mm de chuva<\/a> em um \u00fanico dia, quebrando o recorde de chuva mais forte registrado no Rio em mais de tr\u00eas d\u00e9cadas (anteriormente estabelecido pelas chuvas de 2010). Inunda\u00e7\u00f5es repentinas e deslizamentos de terra <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2DaolgT\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">mataram dez pessoas e deixaram dezenas de desabrigados<\/a>. O dano foi consideravelmente mais dif\u00edcil de mitigar, especialmente nas favelas, dado que essas chuvas torrenciais vieram menos de um m\u00eas ap\u00f3s as trag\u00e9dias de fevereiro\u2014das quais muitas comunidades ainda <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2QfSSPC\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">estavam lutando para se recuperar<\/a>.<\/p>\n<p>Enquanto o Vidigal recebeu visitas da Defesa Civil, no geral <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2QfSSPC\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">a resposta do governo esteve novamente em falta<\/a> e grande parte da limpeza foi feita pelos pr\u00f3prios moradores, como resultado dos esfor\u00e7os de mobiliza\u00e7\u00e3o da comunidade.<\/p>\n<p><iframe src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/Gx5x7jtyv68\" width=\"620\" height=\"349\" frameborder=\"0\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\"><\/iframe><\/p>\n<p>Os padr\u00f5es clim\u00e1ticos globais indicam que a cidade do Rio de Janeiro <a href=\"http:\/\/bit.ly\/1MCjILS\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">continuar\u00e1 a experimentar eventos clim\u00e1ticos extremos<\/a>. E se a atual tend\u00eancia de ina\u00e7\u00e3o continuar, as consequ\u00eancias continuar\u00e3o a piorar. As favelas merecem <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2SWShqO\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">menos culpa e mais aten\u00e7\u00e3o<\/a> das autoridades p\u00fablicas competentes. Embora os esfor\u00e7os de resposta a emerg\u00eancias organizados por moradores e organiza\u00e7\u00f5es comunit\u00e1rias devam ser aplaudidos, pois incorporam um <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2lADvX3\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">esp\u00edrito de resili\u00eancia que \u00e9 entre as caracter\u00edsticas das favelas do Rio<\/a>, o governo n\u00e3o deve se eximir de sua responsabilidade de mitigar o risco de desastres previs\u00edveis e evit\u00e1veis. Se trata de uma responsabilidade claramente do Estado. Deslizamentos de terra e enchentes s\u00e3o problemas ambientais, mas s\u00e3o exacerbados pelo <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2d30Pnn\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">estigma pol\u00edtico e social<\/a> em torno das favelas\u2014o que, por sua vez, leva a que comunidades inteiras sejam ignoradas em tempos de crise.<\/p>\n<p>A hist\u00f3ria mostra que os impactos negativos desses desastres naturais e os esfor\u00e7os de preven\u00e7\u00e3o do governo est\u00e3o negativamente correlacionados: o primeiro est\u00e1 aumentando \u00e0 medida que o segundo diminui. Em face da mudan\u00e7a clim\u00e1tica global, mais a\u00e7\u00f5es do governo devem ser tomadas para prevenir e mitigar esses desastres. Na aus\u00eancia de uma iniciativa pol\u00edtica coordenada para atender a essa necessidade, toda a cidade do Rio est\u00e1 sujeita a uma cat\u00e1strofe ambiental irrevers\u00edvel.<\/p>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<div class=\"mh-excerpt\"><p>Click Here for English Deslizamentos de terra e enchentes como resultado de fortes chuvas n\u00e3o s\u00e3o novidade, especialmente no Rio de Janeiro. Mas nos \u00faltimos anos a situa\u00e7\u00e3o piorou visivelmente. 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