{"id":44116,"date":"2020-01-05T14:14:31","date_gmt":"2020-01-05T17:14:31","guid":{"rendered":"https:\/\/rioonwatch.org.br\/?p=44116"},"modified":"2020-01-16T15:28:49","modified_gmt":"2020-01-16T18:28:49","slug":"taticas-de-mitigacao-de-deslizamentos-de-terra-no-rio-parte-1-uma-historia-tecnica-e-panorama-geral","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/rioonwatch.org.br\/?p=44116","title":{"rendered":"T\u00e1ticas de Mitiga\u00e7\u00e3o de Deslizamentos no Rio, Parte 1: Hist\u00f3ria T\u00e9cnica e Panorama Geral"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right;\"><em><strong><a href=\"http:\/\/bit.ly\/31mpz29\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Click Here for English<\/a><a href=\"http:\/\/bit.ly\/31mpz29\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><img decoding=\"async\" width=\"20\" height=\"20\" class=\"alignright wp-image-15790\" src=\"http:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2012\/08\/EN-standard-e1439583104716.jpg\" \/><\/a><\/strong><\/em><\/p>\n<p><em>Nos primeiros meses de 2019, a cidade do Rio de Janeiro passou por <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2tcgme8\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">duas chuvas<\/a> fortes<\/em> <em>que mataram 17 pessoas e deixaram centenas desabrigadas. \u00c0 medida que <a href=\"http:\/\/bit.ly\/36eqDIG\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">esses desastres se tornam mais comuns<\/a>, o Rio de Janeiro mostra j\u00e1 sofrer com os impactos dram\u00e1ticos das <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2Iw9zRS\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">mudan\u00e7as clim\u00e1ticas<\/a>. Com a recorr\u00eancia desses eventos, a mitiga\u00e7\u00e3o adequada de deslizamentos de terra e enchentes tem se tornado um assunto urgente (embora a mesma urg\u00eancia n\u00e3o se reflita nos <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2JmtQwA\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">or\u00e7amentos<\/a> do governo).<\/em><\/p>\n<p><em>Esta <a href=\"http:\/\/bit.ly\/36Q59lj\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">s\u00e9rie de mat\u00e9rias sobre os riscos e a mitiga\u00e7\u00e3o de desastres ambientais<\/a><\/em> <em>joga luz sobre a situa\u00e7\u00e3o atual dos sistemas de preven\u00e7\u00e3o de desastres naturais no Rio de Janeiro e seus efeitos em favelas da cidade. A presente mat\u00e9ria, primeira das tr\u00eas que comp\u00f5em a s\u00e9rie, foca na defini\u00e7\u00e3o de risco e na hist\u00f3ria das estrat\u00e9gias de preven\u00e7\u00e3o de deslizamentos de terra e enchentes atualmente em uso, em especial o Sistema de Alerta e Alarme Comunit\u00e1rio para Chuvas.<\/em><\/p>\n<h3><strong>Medindo o Risco<\/strong><\/h3>\n<p>No contexto das pol\u00edticas para preven\u00e7\u00e3o de desastres naturais, as favelas costumam estar localizadas em \u00e1reas consideradas \u201cde alto risco\u201d. Para saber mais sobre as desigualdades que as levam a ocupar tais \u00e1reas e sobre como elas frequentemente lutam para diminuir esse risco, <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2SWShqO\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">clique aqui<\/a>.<\/p>\n<p>A express\u00e3o \u201calto risco\u201d encontra-se associada \u00e0s favelas em v\u00e1rias pol\u00edticas municipais, incluindo o <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2LZmBgr\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Plano de Conting\u00eancia<\/a>, que traz as fun\u00e7\u00f5es e a localiza\u00e7\u00e3o do sistema de sirenes, e o <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2T7QMWe\">Plano de Gest\u00e3o de Risco<\/a> da GEO-Rio. Esse \u00faltimo documento apresenta cinco etapas para \u201celiminar \u00e1reas de alto risco nas encostas mapeadas\u201d:<\/p>\n<ol>\n<li><strong>Conhecimento: <\/strong>Inclui o mapeamento de todas as \u00e1reas de risco (<a href=\"https:\/\/glo.bo\/2LWTk65\">feito pela \u00faltima vez em 2011<\/a>) e a susceptibilidade a escorregamentos (utilizando mapas tem\u00e1ticos, fotos a\u00e9reas e lasers).<\/li>\n<li><strong>Preven\u00e7\u00e3o: <\/strong>Inclui a cria\u00e7\u00e3o do Alerta Rio (rede telepluviom\u00e9trica em uso desde 1996), a adi\u00e7\u00e3o de um radar meteorol\u00f3gico em 1999, pontos de apoio, o treinamento de l\u00edderes comunit\u00e1rios, o Centro de Opera\u00e7\u00f5es do Rio e a instala\u00e7\u00e3o do sistema de alarme sonoro em 2011.<\/li>\n<li><strong>Diagn\u00f3stico: <\/strong>Inclui o desenvolvimento de projetos de mitiga\u00e7\u00e3o de riscos em 117 comunidades mapeadas como \u00e1reas de alto risco e a divis\u00e3o dessas comunidades em 10 setores regionais.<\/li>\n<li><strong>Interven\u00e7\u00e3o:<\/strong> Refere-se aos m\u00e9todos e procedimentos para a conten\u00e7\u00e3o de encostas, com um or\u00e7amento declarado de R$83 milh\u00f5es entre 2001 e 2008 e R$320 milh\u00f5es entre 2009 e 2012.<\/li>\n<li><strong>Monitoramento: <\/strong>Inclui drones, bar\u00f4metros, pluvi\u00f4metros, rastreamento por GPS e esta\u00e7\u00f5es meteorol\u00f3gicas com dados de \u00e1udio e v\u00eddeo em tempo real.<\/li>\n<\/ol>\n<p>A imagem abaixo mostra todas as \u00e1reas de risco, alto, m\u00e9dio ou baixo, segundo o mapeamento feito pela GEO-Rio em 2011. De acordo com essa avalia\u00e7\u00e3o, <a href=\"https:\/\/glo.bo\/2GKwGtx\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">117 comunidades<\/a> est\u00e3o em \u00e1reas de alto risco de desastres naturais.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/Riscos-Mapeados.png\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-44118 size-medium\" title=\"Mapeamento feito pela GEO-Rio\" src=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/Riscos-Mapeados-620x339.png\" alt=\"\" width=\"620\" height=\"339\" srcset=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/Riscos-Mapeados-620x339.png 620w, https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/Riscos-Mapeados-483x264.png 483w, https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/Riscos-Mapeados-768x420.png 768w, https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/Riscos-Mapeados-1024x560.png 1024w, https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/Riscos-Mapeados.png 1600w\" sizes=\"(max-width: 620px) 100vw, 620px\" \/><\/a><\/p>\n<p>As \u00e1reas de risco s\u00e3o as \u00e1reas consideradas as mais vulner\u00e1veis aos desastres naturais. Muitas das favelas do Rio est\u00e3o situadas nas encostas do Maci\u00e7o da Tijuca e, pelas suas condi\u00e7\u00f5es geogr\u00e1ficas, algumas delas s\u00e3o vulner\u00e1veis a deslizamentos. Condi\u00e7\u00f5es sociais como a urbaniza\u00e7\u00e3o acelerada, a infraestrutura irregular das redes de esgoto e \u00e1gua, e o estigma que estimula o desinvestimento, podem criar, exacerbar ou perpetuar o risco frente a estas comunidades.<\/p>\n<blockquote>\n<h3 style=\"text-align: center;\"><strong>Mais Sobre Risco<\/strong><\/h3>\n<p>Combinando dados demogr\u00e1ficos e geogr\u00e1ficos, o IBGE, junto com o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais, o <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2KbGU8o\">CEMADEN<\/a>, que monitora o risco de desastres naturais em 958 munic\u00edpios brasileiros, desenvolveu um m\u00e9todo de avalia\u00e7\u00e3o, baseado em condi\u00e7\u00f5es geogr\u00e1ficas e socioecon\u00f4micas, que cruza as caracter\u00edsticas de \u00e1reas de risco com os dados de setores censit\u00e1rios. A Base Territorial Estat\u00edstica de \u00c1reas de Risco, conhecida como o m\u00e9todo <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2LhGwqL\">BATER<\/a>, foi a ferramenta criada depois dos deslizamentos catastr\u00f3ficos de <a href=\"https:\/\/glo.bo\/2SDAJfU\">2011<\/a> e \u00e9 definido como um \u201csistema integrado de mapas, cadastros e banco de dados, constru\u00eddo segundo metodologia pr\u00f3pria para dar organiza\u00e7\u00e3o e sustenta\u00e7\u00e3o espacial \u00e0s atividades de planejamento operacional, coleta e apura\u00e7\u00e3o de dados e divulga\u00e7\u00e3o de resultados do Censo Demogr\u00e1fico\u201d. O BATER extrai dados do Censo e os cruza com o mapeamento de risco de 2011, tendo como resultado uma combina\u00e7\u00e3o dos aspectos tanto t\u00e9cnicos quanto sociais de uma comunidade. <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2T5mIrF\">Aplicado pela \u00faltima vez em 2018<\/a>, o objetivo do m\u00e9todo BATER \u00e9 incluir as caracter\u00edsticas das popula\u00e7\u00f5es mais expostas ao risco de desastres no Censo de 2020. Seus dados s\u00e3o disponibilizados para que outros munic\u00edpios os levem em conta ao desenvolver pol\u00edticas de desastres ambientais, embora n\u00e3o sejam aproveitados em escala significativa na formula\u00e7\u00e3o de legisla\u00e7\u00e3o.<\/p><\/blockquote>\n<h3><strong>Pluvi\u00f4metros e Sirenes<\/strong><\/h3>\n<p><a href=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/mitiga\u00e7\u00e3o.png\"><img decoding=\"async\" class=\"alignright wp-image-44119 size-full\" src=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/mitiga\u00e7\u00e3o.png\" alt=\"\" width=\"221\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/mitiga\u00e7\u00e3o.png 221w, https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/mitiga\u00e7\u00e3o-194x264.png 194w\" sizes=\"(max-width: 221px) 100vw, 221px\" \/><\/a>Em 1996, uma s\u00e9rie de deslizamentos fortes atingiram o Rio de Janeiro, v\u00e1rios ocorrendo no Maci\u00e7o da Tijuca, um conjunto de morros no meio da cidade que separam a Zona Sul da Zona Oeste. Depois de 350 mil\u00edmetros de chuva em 48 horas, os deslizamentos resultantes <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2XgrfvV\">mataram 44 pessoas e destru\u00edram 222 <\/a><a href=\"http:\/\/bit.ly\/2XgrfvV\">casas<\/a>. Em resposta, a GEO-Rio instalou um <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2qQjzln\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">sistema de observa\u00e7\u00e3o<\/a> chamado de Alerta Rio. Nascido do SIGRA, um programa piloto de mitiga\u00e7\u00e3o de deslizamentos na d\u00e9cada de 1980, o Alerta Rio come\u00e7ou com a instala\u00e7\u00e3o de 30 pluvi\u00f4metros pela cidade (fotos ao lado) e a instala\u00e7\u00e3o de diversos instrumentos de medi\u00e7\u00e3o autom\u00e1tica em uma encosta no Itanhang\u00e1. J\u00e1 que o custo de instalar os instrumentos em v\u00e1rios morros seria alto demais e os dados variados demais para uma \u00e1rea t\u00e3o grande quanto o Rio de Janeiro, o programa utilizou apenas uma encosta. Os pluvi\u00f4metros, por sua vez, medem a causa, mas n\u00e3o o efeito de deslizamentos.<\/p>\n<p>A partir de 1996, os pluvi\u00f4metros passaram a ser distribu\u00eddos de acordo com as \u00e1reas de risco da cidade, medindo n\u00edveis de precipita\u00e7\u00e3o nas diferentes zonas e transmitindo os dados a cada 15 minutos a uma esta\u00e7\u00e3o central computadorizada. Abaixo encontra-se um mapa de 2001 mostrando a localiza\u00e7\u00e3o dos 30 pluvi\u00f4metros.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/Prancheta-1.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-content wp-image-44876\" src=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/Prancheta-1-620x264.jpg\" alt=\"\" width=\"620\" height=\"264\" srcset=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/Prancheta-1-620x264.jpg 620w, https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/Prancheta-1-940x400.jpg 940w\" sizes=\"(max-width: 620px) 100vw, 620px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Para estabelecer os limiares dos pluvi\u00f4metros\u2014ou seja, os n\u00edveis de precipita\u00e7\u00e3o em que um deslizamento se torna poss\u00edvel\u2014a GEO-Rio valeu-se de um estudo de 1997 por D\u2019Orsi et al (publicado no <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2BPjqRF\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">segundo volume<\/a> do Simp\u00f3sio Panamericano de Deslizamentos), que determinava a rela\u00e7\u00e3o entre os deslizamentos e a chuva no Rio com base em 65 deslizamentos e cinco pluvi\u00f4metros. Em 2001, o limiar era de 180 mil\u00edmetros de \u00e1gua em 24 horas e, de acordo com os <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2KiPljt\">dados mais recentes<\/a>, agora \u00e9 de 125 mil\u00edmetros em 24 horas. O Alerta Rio cont\u00e9m quatro n\u00edveis de alerta para o risco de deslizamentos: baixo, m\u00e9dio, alto e muito alto. Um estudo <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2ZzKG0B\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">de 2014<\/a> sobre a efici\u00eancia do sistema produziu a seguinte tabela, que descreve os diferentes n\u00edveis e as a\u00e7\u00f5es emergenciais a serem tomadas.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/Prancheta-2.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-44877 size-medium\" src=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/Prancheta-2-620x438.jpg\" alt=\"\" width=\"620\" height=\"438\" srcset=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/Prancheta-2-620x438.jpg 620w, https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/Prancheta-2-373x264.jpg 373w, https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/Prancheta-2-768x543.jpg 768w, https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/Prancheta-2-1024x724.jpg 1024w\" sizes=\"(max-width: 620px) 100vw, 620px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Em 1999, a GEO-Rio aprimorou seu sistema de alerta com a adi\u00e7\u00e3o de um radar Doppler, de sat\u00e9lites meteorol\u00f3gicos para ter dados cont\u00ednuos ao longo do dia e de um time de meteorologistas que analisava os dados em tr\u00eas fases: a an\u00e1lise regional (dados da internet), a an\u00e1lise em mesoescala (dados dos pluvi\u00f4metros e da internet) e, finalmente, uma compara\u00e7\u00e3o entre os n\u00edveis de chuva previstos e os n\u00edveis reais em toda a rede pluviom\u00e9trica.<\/p>\n<p>Nos primeiros anos do sistema de observa\u00e7\u00e3o, a informa\u00e7\u00e3o dos pluvi\u00f4metros s\u00f3 era transmitida a meteorologistas ou engenheiros da GEO-Rio. No entanto, em 1999, o <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2ZeSbKg\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Plano de Emerg\u00eancia para Chuvas Fortes<\/a> foi introduzido como uma pol\u00edtica municipal para determinar os crit\u00e9rios variados para medir os limiares de precipita\u00e7\u00e3o pela cidade e o Alerta-Rio foi atualizado para ser um sistema de alerta de chuvas intensas que compartilha seus dados meteorol\u00f3gicos com o p\u00fablico e com outras organiza\u00e7\u00f5es. A abertura desse acesso acarretou mudan\u00e7as na gest\u00e3o do sistema e no seu foco, de uma abordagem mais t\u00e9cnica a uma mais social. Enquanto em 2010 somente os presidentes capacitados de associa\u00e7\u00f5es de moradores de favela podiam receber mensagens SMS da Defesa Civil de alerta (<a href=\"http:\/\/bit.ly\/336RrZT\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">p\u00e1gina 5<\/a>), atualmente o site da Prefeitura do Rio divulga um <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2YHhV0Z\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">servi\u00e7o gratuito<\/a> que permite que qualquer pessoa receba alertas de chuva forte via SMS (\u00faltima atualiza\u00e7\u00e3o em 2019).<\/p>\n<p>O mesmo site inclui uma lista mais recente de <a href=\"http:\/\/bit.ly\/1gBkRVh\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">\u00e1reas de alto risco<\/a>, atualizada em 2013, <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2YjI0ry\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">mapas<\/a> de todas as 117 \u00e1reas, um <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2LZmBgr\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Plano de Conting\u00eancia<\/a> de protocolos para a\u00e7\u00e3o diante de desastres naturais, junto com uma explica\u00e7\u00e3o acerca do funcionamento do Alerta Rio e de um arquivo em PDF que pode ser baixado. O mapa abaixo mostra a avalia\u00e7\u00e3o de uma se\u00e7\u00e3o do <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2ykrUy9\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Complexo do Alem\u00e3o<\/a> na <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2ETpYR1\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Zona Norte<\/a> do Rio. A cor verde significa risco baixo, enquanto amarela significa risco m\u00e9dio e vermelho, risco alto. H\u00e1 duas sirenes (indicadas no mapa pelos \u00edcones S1 e S2) e quatro pontos de apoio (indicadas pelos \u00edcones P1, P2, P3 e P4).<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/mitiga\u00e7\u00e3o-4.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-44121 size-full\" src=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/mitiga\u00e7\u00e3o-4.png\" alt=\"\" width=\"512\" height=\"363\" srcset=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/mitiga\u00e7\u00e3o-4.png 512w, https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/mitiga\u00e7\u00e3o-4-372x264.png 372w\" sizes=\"(max-width: 512px) 100vw, 512px\" \/><\/a><\/p>\n<p>O Alerta Rio tamb\u00e9m tem seu pr\u00f3prio site, que disponibiliza <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2T358oe\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">condi\u00e7\u00f5es meteorol\u00f3gicas em tempo real<\/a>, a probabilidade de deslizamentos e um resumo dos diferentes n\u00edveis de risco, assim como a divis\u00e3o da cidade em quatro bacias hidrogr\u00e1ficas (a Ba\u00eda de Guanabara, a Ba\u00eda de Sepetiba, a Bacia de Jacarepagu\u00e1 e a Bacia da Zona Sul).<\/p>\n<p>Ap\u00f3s as enchentes e deslizamentos de <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2ZAtckn\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">2010<\/a> e <a href=\"https:\/\/glo.bo\/2SDAJfU\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">2011<\/a> e um <a href=\"http:\/\/bit.ly\/1gBkRVh\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">mapeamento in\u00e9dito<\/a> das \u00e1reas de risco <a href=\"https:\/\/glo.bo\/2LWTk65\">em 2011<\/a>, a GEO-Rio fez sua atualiza\u00e7\u00e3o mais recente do sistema de alertas: um sistema sonoro chamado Sistema de Alerta e Alarme Comunit\u00e1rio para Chuvas Fortes (A2C2). Dentro do A2C2, h\u00e1 dois n\u00edveis de alerta. Um \u00e9 \u201cAlerta\u201d, acionado quando um pluvi\u00f4metro alcan\u00e7a seu limiar, que informa os agentes da <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2Kksp2A\">Defesa Civil<\/a> sobre potenciais amea\u00e7as meteorol\u00f3gicas. Os agentes ent\u00e3o transmitem essa informa\u00e7\u00e3o a l\u00edderes comunit\u00e1rios e volunt\u00e1rios capacitados pelos programas de preven\u00e7\u00e3o de desastres da Prefeitura. Esse n\u00edvel n\u00e3o envolve as sirenes e sim a transmiss\u00e3o direta de informa\u00e7\u00f5es entre a Defesa Civil e o Centro de Opera\u00e7\u00f5es Rio (COR) e l\u00edderes comunit\u00e1rios via SMS. O segundo n\u00edvel \u00e9 \u201cAlarme\u201d, que informa a Defesa Civil via SMS da imin\u00eancia de amea\u00e7as meteorol\u00f3gicas e que requer a comunica\u00e7\u00e3o entre o sub-secret\u00e1rio da Defesa Civil (atualmente <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2MjAoQi\">Marcel Jabre Rocha<\/a>) e o coordenador do COR. Se os dois \u00f3rg\u00e3os acharem que a tempestade iminente levar\u00e1 a deslizamentos ou enchentes grandes o suficiente para justificar a evacua\u00e7\u00e3o, as sirenes ser\u00e3o acionadas e os moradores ser\u00e3o obrigados a se deslocarem aos pontos de apoio emergenciais.<a href=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/Prancheta-3.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-44878 size-medium\" src=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/Prancheta-3-620x438.jpg\" alt=\"\" width=\"620\" height=\"438\" srcset=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/Prancheta-3-620x438.jpg 620w, https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/Prancheta-3-373x264.jpg 373w, https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/Prancheta-3-768x543.jpg 768w, https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/Prancheta-3-1024x724.jpg 1024w\" sizes=\"(max-width: 620px) 100vw, 620px\" \/><\/a>Esse sistema de dois n\u00edveis foi acionado no final de 2011 e no come\u00e7o de 2012 em 103 \u00e1reas de risco do Rio de Janeiro. Para al\u00e9m do novo sistema sonoro, 194 pontos de apoio e 165 sirenes, das quais 83 possuem pluvi\u00f4metros autom\u00e1ticos, foram instalados em 103 comunidades (desde <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2YHhV0Z\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">mar\u00e7o de 2019<\/a>).<a href=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/Prancheta-5.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-content wp-image-44879\" src=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/Prancheta-5-620x264.jpg\" alt=\"\" width=\"620\" height=\"264\" srcset=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/Prancheta-5-620x264.jpg 620w, https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/Prancheta-5-940x400.jpg 940w\" sizes=\"(max-width: 620px) 100vw, 620px\" \/><\/a><\/p>\n<p>\u00c9 importante ressaltar que as sirenes n\u00e3o s\u00e3o controladas ou monitoradas pelos moradores de favelas e sim pela prefeitura. Mariluce Mari\u00e1 Souza, uma lideran\u00e7a comunit\u00e1ria do Complexo do Alem\u00e3o, \u00e9 pessimista em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 comunica\u00e7\u00e3o entre a prefeitura e os moradores sobre enchentes e deslizamentos. Embora o site da prefeitura e v\u00e1rios documentos afirmem que l\u00edderes comunit\u00e1rios das favelas v\u00eam sendo <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2KKPBHD\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">treinados<\/a> para uma preven\u00e7\u00e3o de desastres naturais e capacitados nas t\u00e9cnicas de mitiga\u00e7\u00e3o, evacua\u00e7\u00e3o e no sistema A2C2, <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2IF4AkU\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">audi\u00eancias p\u00fablicas sobre as enchentes<\/a> com a Defesa Civil em junho de 2018 revelaram que muitos dos programas t\u00eam sido suspensos, dado o corte de or\u00e7amento nos \u00faltimos anos. Mariluce afirma que os moradores frequentemente s\u00f3 ouvem as sirenes quando \u00e9 tarde demais, depois de horas de chuva. A Defesa Civil n\u00e3o respondeu a pedidos de coment\u00e1rios para esta mat\u00e9ria.<\/p>\n<p>Mesmo assim, as descritas t\u00e1ticas ainda est\u00e3o sendo postas em pr\u00e1tica. Em 2018, um simulado de desocupa\u00e7\u00e3o foi realizado no Itanhang\u00e1, na comunidade do S\u00edtio Pai Jo\u00e3o. Foi apenas um de v\u00e1rios realizados no estado, que se passaram em 11 munic\u00edpios, com a participa\u00e7\u00e3o de 17 ag\u00eancias p\u00fablicas, 500 agentes e volunt\u00e1rios e 2.300 fam\u00edlias. O procedimento de evacua\u00e7\u00e3o, que obteve sucesso, foi realizado com mensagens SMS, sirenes, 30 agentes comunit\u00e1rios de sa\u00fade e l\u00edderes comunit\u00e1rios para 520 casas.<\/p>\n<h3><strong>Motivo para Preocupa\u00e7\u00e3o<\/strong><\/h3>\n<p>A <a href=\"https:\/\/glo.bo\/2KKLwTG\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">avalia\u00e7\u00e3o de risco de 2011<\/a>, atualizada <a href=\"http:\/\/bit.ly\/1gBkRVh\">em 2013<\/a>, \u00e9 o mapeamento mais recente at\u00e9 hoje, embora v\u00e1rios eventos meteorol\u00f3gicos tenham significantemente alterado a paisagem das \u00e1reas de risco nos \u00faltimos nove anos, mudan\u00e7a intensificada\u2014especialmente nas favelas da cidade\u2014pela urbaniza\u00e7\u00e3o acelerada, saneamento e esgoto prec\u00e1rios e or\u00e7amentos diminu\u00eddos. De fato, quando um deslizamento na favela da <a href=\"http:\/\/bit.ly\/1gBkRVh\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Babil\u00f4nia<\/a> na <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2WL6FUi\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Zona Sul<\/a> deixou dois mortos em abril do ano passado, a prefeitura admitiu que as sirenes locais <a href=\"http:\/\/bit.ly\/30YCpEh\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">n\u00e3o <\/a><a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/cotidiano\/2019\/04\/sirenes-nao-foram-acionadas-em-morro-onde-duas-pessoas-morreram-no-rio.shtml\">foram<\/a><a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/cotidiano\/2019\/04\/sirenes-nao-foram-acionadas-em-morro-onde-duas-pessoas-morreram-no-rio.shtml\"> acionadas<\/a> porque os limiares dos pluvi\u00f4metros n\u00e3o tinham sido atingidos. O Prefeito <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2UMcDQ0\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Marcelo Crivella depois<\/a> prometeu rever os limiares de acionamento.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, enquanto as autoridades municipais tentam garantir o acionamento dos alarmes, os crit\u00e9rios em vigor para a mitiga\u00e7\u00e3o de deslizamentos tendem a gerar um n\u00famero relativamente alto de <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2ZzKG0B\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">alarmes falsos<\/a>, fazendo com que as comunidades em risco <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2yDwtnp\">desconfiem<\/a> do sistema.<\/p>\n<p>Isso dificulta a avalia\u00e7\u00e3o do risco de deslizamentos. O mapeamento impreciso torna confusa a mitiga\u00e7\u00e3o de riscos geogr\u00e1ficos e a preven\u00e7\u00e3o de desastres naturais e a desconfian\u00e7a no sistema pode prejudicar ainda mais as rela\u00e7\u00f5es entre as comunidades e o governo, alongando o processo de mitiga\u00e7\u00e3o e preven\u00e7\u00e3o adequadas.<\/p>\n<p>Na medida em que tanto fatores ambientais quanto <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2SWShqO\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">pol\u00edticos<\/a> fazem parte do debate sobre a preven\u00e7\u00e3o de desastres naturais, especialmente nas favelas cariocas, \u00e9 cada vez mais importante olhar n\u00e3o s\u00f3 para os sistemas em vigor de redu\u00e7\u00e3o de risco, mas, mais urgentemente, para quem os controla\u2014ainda mais quando parece que as comunidades mais suscet\u00edveis aos desastres s\u00e3o justamente aquelas que n\u00e3o podem medir seu pr\u00f3prio grau de vulnerabilidade.<\/p>\n<p><em>Esta mat\u00e9ria \u00e9 a primeira de uma <a href=\"http:\/\/bit.ly\/36Q59lj\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">s\u00e9rie de tr\u00eas partes que analisar\u00e1 as t\u00e1ticas de mitiga\u00e7\u00e3o de deslizamentos e enchentes<\/a> atualmente usadas no Rio de Janeiro, al\u00e9m de descrever sistemas de alarme comunit\u00e1rios j\u00e1 sendo testados em outros pa\u00edses suscet\u00edveis a desastres naturais causados pelas chuvas.<\/em><\/p>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<div class=\"mh-excerpt\"><p>Click Here for English Nos primeiros meses de 2019, a cidade do Rio de Janeiro passou por duas chuvas fortes que mataram 17 pessoas e deixaram centenas desabrigadas. \u00c0 medida que esses desastres se tornam <a class=\"mh-excerpt-more\" href=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/?p=44116\" title=\"T\u00e1ticas de Mitiga\u00e7\u00e3o de Deslizamentos no Rio, Parte 1: Hist\u00f3ria T\u00e9cnica e Panorama Geral\">[&#8230;]<\/a><!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on get_the_excerpt --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on get_the_excerpt --><\/p>\n<\/div>","protected":false},"author":152,"featured_media":44117,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[1621,1632,1631,1626,344,342,1639],"tags":[911,11,217,2625,413,88,965,889,128,708,838,839,427,964,2289,2734,218,383],"writer":[2647],"translator":[2728],"source":[],"ilustrador":[],"fotografo":[],"class_list":{"0":"post-44116","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-destaque","8":"category-pesquisa-e-analise","9":"category-entendendo-o-rio","10":"category-por-observadores-internacionais","11":"category-politicas","12":"category-solucoes","13":"category-sustentabilidade","14":"tag-area-de-risco","15":"tag-chuvas","16":"tag-complexo-do-alemao","17":"tag-defesa-civil","18":"tag-desigualdade","19":"tag-direitos-humanos","20":"tag-enchente","21":"tag-geo-rio","22":"tag-historia","23":"tag-morro-da-babilonia","24":"tag-politica-publica","25":"tag-prioridades-publicas-equivocadas","26":"tag-risco-de-deslizamento","27":"tag-risco-de-enchente","28":"tag-serie","29":"tag-serie-taticas-de-mitigacao-de-deslizamentos","30":"tag-zona-norte","31":"tag-zona-sul","32":"writer-abby-hanna","33":"translator-felipe-moretti"},"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v25.6 - 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