{"id":44433,"date":"2020-01-22T17:01:01","date_gmt":"2020-01-22T20:01:01","guid":{"rendered":"https:\/\/rioonwatch.org.br\/?p=44433"},"modified":"2020-01-23T10:14:24","modified_gmt":"2020-01-23T13:14:24","slug":"a-favela-como-um-exemplo-para-comunidades-auto-organizadas-em-berlim","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/rioonwatch.org.br\/?p=44433","title":{"rendered":"A Favela Como Exemplo para Comunidades Auto-Organizadas em Berlim"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right;\"><em><strong><a href=\"http:\/\/bit.ly\/2NkfTjC\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Click Here for English<\/a><a href=\"http:\/\/bit.ly\/2NkfTjC\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><img decoding=\"async\" width=\"20\" height=\"20\" class=\"alignright wp-image-15790\" src=\"http:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2012\/08\/EN-standard-e1439583104716.jpg\" \/><\/a><\/strong><\/em><\/p>\n<p>Viver em Berlim significa testemunhar diversas manifesta\u00e7\u00f5es aut\u00f4nomas de um urbanismo cotidiano em todos os cantos da cidade. Feiras ambulantes, lojas, vendedores de rua, m\u00fasicos e atores, centros de cultura alternativa, ocupa\u00e7\u00f5es tempor\u00e1rias em pr\u00e9dios vazios ou abandonados, usos clandestinos provis\u00f3rios e comunidades em caravana ocupando terrenos vazios s\u00e3o somente algumas das representa\u00e7\u00f5es f\u00edsicas das pr\u00e1ticas e dos espa\u00e7os subalternos no dia-a-dia de Berlim. A cidade presenciou centenas de ocupa\u00e7\u00f5es nos edif\u00edcios ao longo das d\u00e9cadas de 1960 e 1970, \u00e0 medida que projetos modernistas de renova\u00e7\u00e3o urbana deram lugar a protestos pela manuten\u00e7\u00e3o da acessibilidade aos espa\u00e7os p\u00fablicos e de pre\u00e7os vi\u00e1veis de moradia. Desde a queda do Muro de Berlim, a cidade n\u00e3o s\u00f3 experimentou sua segunda onda de ocupa\u00e7\u00f5es, mas tamb\u00e9m diversas pr\u00e1ticas contra-hegem\u00f4nicas em pequena escala, na forma de uso tempor\u00e1rio. Em alguns casos, esses movimentos se desdobraram em solu\u00e7\u00f5es que permanecem at\u00e9 os dias de hoje.<\/p>\n<p>Em um cen\u00e1rio de press\u00e3o sobre o mercado imobili\u00e1rio e de diversifica\u00e7\u00e3o populacional em toda Berlim e na Europa, tais estrat\u00e9gias auto-organizadas de planejamento e gerenciamento do espa\u00e7o p\u00fablico ajudam a difundir a compreens\u00e3o acerca de abordagens alternativas e democr\u00e1ticas de habita\u00e7\u00e3o. Pesquisas em andamento sobre a difus\u00e3o da coabita\u00e7\u00e3o e de pol\u00edticas inovadoras na Europa demonstram a for\u00e7a de comunidades constru\u00eddas e ocupadas por propriedades de coabita\u00e7\u00f5es habitacionais, ou <a href=\"http:\/\/bit.ly\/34X1Jvu\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><em>Baugruppen<\/em><\/a> em alem\u00e3o. Em contraposi\u00e7\u00e3o a um cen\u00e1rio historicamente estabelecido de arrendamento de propriedades transmitidas hereditariamente (<em>Baugenossenschaft<\/em>), a no\u00e7\u00e3o de Termo Territorial Coletivo (<a href=\"http:\/\/bit.ly\/2Z09626\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">TTC<\/a>) recentemente deixou de ser uma teoria e virou realidade concreta: <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2VztyqM\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">o primeiro TTC da Alemanha<\/a> come\u00e7ou a ser estabelecido em Berlim, juntando-se a <a href=\"http:\/\/bit.ly\/TTCsPeloMundo\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">um movimento global de TTCs<\/a>.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/mapa_berlim.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-44435 size-content\" title=\"Mapa de projetos de habita\u00e7\u00e3o auto-organizados em Berlim (2018)\" src=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/mapa_berlim-620x264.jpg\" alt=\"\" width=\"620\" height=\"264\" \/><\/a><\/p>\n<p>Todavia, ainda existe uma necessidade de estruturas para dar conta de mais domic\u00edlios de renda mista, em vez de estruturas que sustentam somente uma minoria elitista: em Berlim, assim como na maior parte da Europa, comunidades auto-organizadas muitas vezes s\u00e3o estabelecidas e administradas por fam\u00edlias relativamente abastadas, de classes m\u00e9dia e alta, que receberam boa educa\u00e7\u00e3o. Pesquisas mostram que os efeitos da sustentabilidade e da vida em comunidade dentre grupos menos abastados \u00e9 relativamente baixa no longo prazo. Isso \u00e9 algo intuitivo, j\u00e1 que as abordagens atuais s\u00e3o muito acad\u00eamicas e s\u00e3o aplicadas na pr\u00e1tica por fam\u00edlias privilegiadas de Berlim. Enquanto os intelectuais geralmente apoiam essas iniciativas por terem impacto positivo e estarem comprometidas com inova\u00e7\u00e3o e forma\u00e7\u00e3o de redes em pequena escala, os cr\u00edticos alertam para os aspectos negativos de um aumento na aquisi\u00e7\u00e3o de casas pr\u00f3prias sobre os ciclos de gentrifica\u00e7\u00e3o de Berlim\u2014uma cidade em que a maioria paga aluguel.<\/p>\n<p>A quest\u00e3o sobre como promover moradias auto-organizadas mais inclusivas requer exemplos. As favelas do Rio de Janeiro\u2014<a href=\"http:\/\/bit.ly\/2IyzPgR\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">al\u00e9m de se engajarem efetivamente com m\u00e9todos inovadores e sustent\u00e1veis<\/a>\u2014est\u00e3o entre os espa\u00e7os &#8220;informalmente&#8221; ocupados de mais longa dura\u00e7\u00e3o no mundo e possuem um conhecimento extenso acerca de auto-organiza\u00e7\u00e3o em ambientes altamente complexos, tanto em termos f\u00edsicos quanto sociais.<\/p>\n<h3><strong>M\u00e9todos e Precedentes<\/strong><\/h3>\n<p>Esses tipos de compara\u00e7\u00e3o cruzada e compartilhamento de conhecimento requerem cuidados. Hoje, a l\u00f3gica de expans\u00e3o das cidades fora do mundo Ocidental contrasta fortemente com a teoria urbana anteriormente estabelecida. Desafios contempor\u00e2neos, como d\u00e9ficit habitacional ou a\u00a0<a href=\"http:\/\/bit.ly\/2oEBoCP\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">r\u00e1pida urbaniza\u00e7\u00e3o em escala global<\/a>, indicam n\u00e3o s\u00f3 uma necessidade de <a href=\"http:\/\/bit.ly\/33XHzl3\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">entender a informalidade como uma express\u00e3o da urbaniza\u00e7\u00e3o<\/a>, mas tamb\u00e9m de examinar o desenvolvimento populacional a partir de diferentes perspectivas. Estruturas globais de poder desequilibradas, nesse meio tempo, geraram discuss\u00f5es multi-facetadas, <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2nykUtN\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">demandando abordagens de pesquisa sens\u00edveis<\/a> para a produ\u00e7\u00e3o e troca de conhecimento urbano.<\/p>\n<p>Em uma tentativa de adotar modelos e pr\u00e1ticas das favelas, um cuidado particular deve ser tomado para n\u00e3o <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2kZlcpd\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">romantizar ou alterizar tais espa\u00e7os<\/a>. A academia no campo da arquitetura \u00e9 especialmente culpada disso, em sua tend\u00eancia de estetizar a imagina\u00e7\u00e3o de &#8220;espa\u00e7os informais&#8221; como org\u00e2nicos e elegantes, num contexto de pr\u00e1ticas de moderniza\u00e7\u00e3o p\u00f3s-coloniais, em vez de tentar entender a organiza\u00e7\u00e3o local e social primeiro, examinando gradualmente <em>como<\/em> essas redes se expressam dentro do espa\u00e7o f\u00edsico.<\/p>\n<p>Essas armadilhas podem ser evitadas. Os m\u00e9todos dispon\u00edveis para entender as rela\u00e7\u00f5es entre atores e seus espa\u00e7os s\u00e3o amplas, e auxiliam pesquisadores a estruturarem observa\u00e7\u00f5es de maneira a evitar a estigmatiza\u00e7\u00e3o dessas pessoas e evitar conclus\u00f5es precipitadas. Assim como v\u00e1rios intelectuais j\u00e1 argumentaram, o <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2oAYGcK\">bin\u00f4mio formal\/informal \u00e9 obsoleto<\/a> em uma era de simultaneidade e translocalidade. Ao menos no discurso acad\u00eamico, o conceito de informalidade, uma &#8220;express\u00e3o de uma perspectiva funcionalista-tecnocr\u00e1tica de cima para baixo sobre [&#8230;] a quest\u00e3o de assentamentos urbanos [&#8230;]&#8221;, <a href=\"http:\/\/bit.ly\/341d1PP\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">nas palavras da intelectual Ananya Roy<\/a>, \u00e9 amplamente refutado. Em suma: a cidade n\u00e3o \u00e9 nem formalmente ou informalmente produzida, mas existe como um processo rec\u00edproco envolvendo uma variedade de atores, pr\u00e1ticas e espa\u00e7os, o que demanda um entendimento cuidadoso de como entidades em ambientes urbanos se relacionam umas com as outras.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/favela_desenho.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-44436 size-medium\" title=\"Desenho de uma favela. Original: Megan Levens\" src=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/favela_desenho-620x616.jpg\" alt=\"\" width=\"620\" height=\"616\" srcset=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/favela_desenho.jpg 620w, https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/favela_desenho-266x264.jpg 266w\" sizes=\"(max-width: 620px) 100vw, 620px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Ademais, o reconhecimento das qualidades do urbanismo subalterno, <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2CYZkoq\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">citando Gayatri Spivak<\/a>, n\u00e3o \u00e9 novo. O mesmo pode ser dito das favelas: John F. C. Turner, um pesquisador e autor de in\u00fameros livros e artigos sobre assentamentos auto-organizados, foi provavelmente um dos primeiros acad\u00eamicos globalmente reconhecidos a <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2mYylVF\">chamar as favelas<\/a> de &#8220;uma solu\u00e7\u00e3o mais do que um problema&#8221; (em 1968) para os desafios de habita\u00e7\u00f5es em massa do s\u00e9culo XX. Enquanto isso, Turner identificou a habita\u00e7\u00e3o p\u00fablica em massa como o verdadeiro problema do desenvolvimento urbano brasileiro.<\/p>\n<p>Suas observa\u00e7\u00f5es e afirma\u00e7\u00f5es se valeram de pesquisas anteriores que nunca realmente atingiram um reconhecimento internacional compar\u00e1vel. Abordagens alternativas que combatem as mazelas da expans\u00e3o da cidade por meio do desenvolvimento protagonizado pelos moradores (com ou sem apoio institucional) datam da virada do s\u00e9culo XIX para o XX. Alguns exemplos a serem mencionados s\u00e3o <a href=\"http:\/\/bit.ly\/31HwD9n\">Patrick Geddes<\/a>, <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2W7lwFW\">Peter Kropotkin<\/a>, <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2pFAJSr\">Otto Koenigsberger<\/a> e <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2N3g1Uu\">Lewis Mumford<\/a>. Foi igualmente importante para o sociologista <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2oWcXl8\">Henri Lefebvre<\/a>, <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2O1ExqB\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">que j\u00e1 se referiu \u00e0s favelas como<\/a>:<\/p>\n<blockquote><p><em>&#8220;Manifesta\u00e7\u00f5es de vida social de longe mais intensas que os distritos burgueses das cidades. A vida social transposta ao n\u00edvel da morfologia urbana s\u00f3 sobrevive na medida em que luta como um ato de autodefesa e luta de classes. Sua espont\u00e2nea arquitetura e planejamento se provam bem superiores \u00e0 organiza\u00e7\u00e3o do espa\u00e7o feita por especialistas que efetivamente traduzem a ordem social em realidade territorial, com ou sem ordens diretas de elites econ\u00f4micas ou pol\u00edticas.&#8221;<\/em><\/p><\/blockquote>\n<h3><strong>O Caminho em Frente<\/strong><\/h3>\n<p><a href=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/3D_RioBerlim.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-44437 size-medium\" title=\"Do Rio para Berlim. Imagem: Robin H\u00fcppe\" src=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/3D_RioBerlim-620x438.jpg\" alt=\"\" width=\"620\" height=\"438\" srcset=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/3D_RioBerlim.jpg 620w, https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/3D_RioBerlim-374x264.jpg 374w\" sizes=\"(max-width: 620px) 100vw, 620px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Para alcan\u00e7ar uma conex\u00e3o mais pr\u00f3xima entre os casos de Berlim e do Rio de Janeiro, podemos usar o conceito de transfer\u00eancia de conhecimento rec\u00edproco chamado de <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2mYUD9P\">urbanismo comparativo<\/a>, o qual pode prover uma base para se pensar casos diferentes ou &#8220;<a href=\"http:\/\/bit.ly\/2oAYGcK\">pensar o urbano a partir do outro lugar<\/a>&#8220;. Para esse fim, o falecido <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2p6FAfd\">David Slater<\/a> argumentou que podemos aprender atrav\u00e9s de outras regi\u00f5es, percebendo que s\u00e3o <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2ouCDEJ\">os casos marginais ou perif\u00e9ricos que revelam<\/a> o que seria invis\u00edvel em casos mais \u00f3bvios. Apesar de existirem poucos relatos da invers\u00e3o da din\u00e2mica Norte-Sul que determina quem faz e quem segue o exemplo, \u00e9 importante notar que a ideia da invers\u00e3o \u00e9, pelo menos nos c\u00edrculos acad\u00eamicos, bem disseminada\u2014um exemplo concreto \u00e9 uma <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2poNPTL\">transfer\u00eancia de um sistema de microcr\u00e9dito de Bangladesh para Chicago<\/a>.<\/p>\n<p>As grandes diferen\u00e7as entre casos selecionados podem at\u00e9 se provarem ben\u00e9ficas. Jennifer Robinson da University College London <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2ovSa7p\">oferece uma perspectiva importante<\/a> acerca da quest\u00e3o: para definir um novo repert\u00f3rio de pr\u00e1ticas comparativas, \u00e9 preciso abandonar &#8220;esfor\u00e7os sem sentido para aplicar um rigor quase-cient\u00edfico na sele\u00e7\u00e3o de casos baseados na tentativa de controlar as diferen\u00e7as entre as cidades&#8221;. Em vez disso, escreve Robinson, muitos estudos urbanos comparativos est\u00e3o fornecendo insumos para inova\u00e7\u00e3o conceitual <em>por causa<\/em> dessa varia\u00e7\u00e3o entre os casos.<\/p>\n<p>As favelas do Rio de Janeiro s\u00e3o portanto leg\u00edtimas candidatas para a fun\u00e7\u00e3o de transferir modelos de moradias auto-organizadas para Berlim. Os benef\u00edcios de habita\u00e7\u00f5es constru\u00eddas pelos pr\u00f3prios donos (como visto nas favelas), tais como a redu\u00e7\u00e3o dos custos da casa, a coes\u00e3o social e o encaixe maior entre a moradia planejada e as circunst\u00e2ncias e necessidades concretas dos moradores (principalmente ao comparar com habita\u00e7\u00e3o p\u00fablica), s\u00e3o muito relevantes para a atual falta de disponibilidade de moradias acess\u00edveis em Berlim. Como discutido acima, h\u00e1 literatura amplamente dispon\u00edvel para amparar tais compara\u00e7\u00f5es, sem a necessidade de controlar cada diferen\u00e7a. Novos insumos s\u00e3o exatamente o que as moradias auto-organizadas de Berlim precisam. Para a popula\u00e7\u00e3o de baixa-renda da cidade, as favelas podem ter em m\u00e3os a solu\u00e7\u00e3o para quebrar o monop\u00f3lio atual das elites sobre as moradias auto-organizadas.<\/p>\n<p><em>Robin H\u00fcppe \u00e9 mestrando em Design Urbano, tendo conduzido um estudo conjunto na Universidade T\u00e9cnica de Berlim e na Universidade da Calif\u00f3rnia em Berkeley. Nascido e criado em Berlim, Robin \u00e9 formado em Planejamento Urbano pela Universidade de Berlim, tendo estudado um ano de arquitetura na Universidade de Lisboa. Sua pesquisa foca no potencial das favelas do Rio de Janeiro para inova\u00e7\u00f5es nas habita\u00e7\u00f5es coletivas.<\/em><\/p>\n<hr \/>\n<h4>Apoie o jornalismo hiperlocal, cr\u00edtico, inovador e incans\u00e1vel do\u00a0<em>RioOnWatch<\/em>. #QueroReportagensSobreFavelas\u2014<a href=\"http:\/\/bit.ly\/CatalisandoComunidades\">doe aqui<\/a>.<\/h4>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<div class=\"mh-excerpt\"><p>Click Here for English Viver em Berlim significa testemunhar diversas manifesta\u00e7\u00f5es aut\u00f4nomas de um urbanismo cotidiano em todos os cantos da cidade. 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