{"id":45113,"date":"2020-03-11T10:09:31","date_gmt":"2020-03-11T13:09:31","guid":{"rendered":"https:\/\/rioonwatch.org.br\/?p=45113"},"modified":"2020-03-11T10:09:31","modified_gmt":"2020-03-11T13:09:31","slug":"processos-disciplinadores-pre-e-pos-megaeventos-em-favelas-parte-4-disciplina-simbolica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/rioonwatch.org.br\/?p=45113","title":{"rendered":"Processos Disciplinadores Pr\u00e9 e P\u00f3s Megaeventos, em Favelas Parte 4: Disciplina Simb\u00f3lica"},"content":{"rendered":"<p><em>Esta \u00e9 a \u00faltima mat\u00e9ria, de uma <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2GnX247\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">s\u00e9rie de quatro<\/a>, oriunda de uma pesquisa sobre processos disciplinantes que operaram no per\u00edodo pr\u00e9 e durante megaeventos no Rio, e que ainda operam em favelas no Rio. A s\u00e9rie utiliza como caso de refer\u00eancia as favelas\u00a0<a href=\"http:\/\/bit.ly\/33UI2oZ\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Babil\u00f4nia<\/a>\u00a0e\u00a0<a href=\"http:\/\/bit.ly\/2KUhdtg\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Chap\u00e9u Mangueira<\/a>, e como categoria de an\u00e1lise aborda o tema da disciplina\u00a0em tr\u00eas dimens\u00f5es: f\u00edsica, econ\u00f4mica e simb\u00f3lica.\u00a0Esta s\u00e9rie \u00e9 baseada em um artigo cient\u00edfico publicado no peri\u00f3dico\u00a0CITY, em dezembro de 2018. Leia o artigo na \u00edntegra, em ingl\u00eas,\u00a0<a href=\"http:\/\/bit.ly\/2MB1th9\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">aqui<\/a>. Leia a s\u00e9rie completa\u00a0<a href=\"http:\/\/bit.ly\/2GnX247\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">aqui<\/a>.<\/em><\/p>\n<p><em>A pesquisa utilizou como refer\u00eancia levantamentos de dados sobre pol\u00edticas p\u00fablicas no Rio de Janeiro e entrevistas levadas a cabo entre os anos de 2014 e 2019 nas favelas Babil\u00f4nia e Chap\u00e9u Mangueira. Os nomes dos moradores n\u00e3o foram divulgados. A parte 4, abaixo, analisa o processo de disciplina simb\u00f3lica.<\/em><\/p>\n<h3><b>Cultura, Identidade e Repress\u00e3o<\/b><\/h3>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A <\/span><a href=\"http:\/\/bit.ly\/2F4zZdR\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><span style=\"font-weight: 400;\">Parte 1<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\"> desta s\u00e9rie tratou dos condicionantes e catalisadores de alguns fen\u00f4menos que marcaram as favelas da Zona Sul do Rio ao longo dos \u00faltimos anos, culminando no emblem\u00e1tico per\u00edodo dos megaeventos e da subsequente crise pol\u00edtica e econ\u00f4mica. J\u00e1 as <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">partes <a href=\"http:\/\/bit.ly\/36zjyRX\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">2<\/a> e <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2Hsx5Rt\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">3<\/a><\/span><span style=\"font-weight: 400;\"> trataram de duas importantes formas de disciplina exercidas nestes territ\u00f3rios: a f\u00edsica e a econ\u00f4mica.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Entretanto, h\u00e1 for\u00e7as disciplinadoras cuja influ\u00eancia ocorre na dimens\u00e3o <\/span>sociocultural<span style=\"font-weight: 400;\"> da cidade. Trata-se da <\/span>disciplina simb\u00f3lica, <span style=\"font-weight: 400;\">que est\u00e1 ligada a um conjunto de valores, imagin\u00e1rios e identidades constru\u00eddas em torno dos territ\u00f3rios marginalizados do Rio de Janeiro. S\u00e3o a\u00e7\u00f5es que ora reproduzem os <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2d30Pnn\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">estere\u00f3tipos das favelas<\/a>, ora se apropriam deles para criar novas demandas e novas formas de entender espa\u00e7o e cultura.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">E como s\u00e3o muitas as favelas, s\u00e3o tamb\u00e9m muitas as hist\u00f3rias, <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2lRTK1N\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">tradi\u00e7\u00f5es e elementos identit\u00e1rios<\/a> que comp\u00f5em esses territ\u00f3rios. Mas durante as transforma\u00e7\u00f5es que precederam os megaeventos, o Baile Funk apareceu como um dos grandes estandartes simb\u00f3licos da favela, e elemento e territ\u00f3rio de disputa entre grupos.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O Baile Funk \u00e9 ao mesmo tempo um local, uma manifesta\u00e7\u00e3o, um s\u00edmbolo e um <a href=\"http:\/\/bit.ly\/37cgmg4\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">processo de constru\u00e7\u00e3o identit\u00e1rio<\/a>. Sua presen\u00e7a na cidade e na favela <a href=\"http:\/\/bit.ly\/35qJT4p\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">divide opini\u00f5es<\/a>: para alguns, \u00e9 um evento e um local prop\u00edcio para tr\u00e1fico de drogas, vulgaridade e viol\u00eancia; \u00e9 a defini\u00e7\u00e3o do submundo. Para outros, \u00e9 uma manifesta\u00e7\u00e3o de cultura leg\u00edtima e aut\u00eantica, que possui valor em parte tamb\u00e9m por n\u00e3o seguir determinadas regras comportamentais e est\u00e9ticas. E finalmente para alguns, o funk contempor\u00e2neo \u00e9 somente mais um mecanismo para a apropria\u00e7\u00e3o cultural e econ\u00f4mica da favela com um posterior uso no mercado nacional e internacional da m\u00fasica.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Mas como moradores, representantes do Estado e empreendimentos privados comerciais interagem na disputa pelos territ\u00f3rios culturais das favelas, produzindo e contestando essas manifesta\u00e7\u00f5es de <\/span>disciplina simb\u00f3lica<span style=\"font-weight: 400;\">?<\/span><\/p>\n<h3><b>A UPP como Agente Disciplinador do Lazer e da Cultura<\/b><\/h3>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">As Unidades de Pol\u00edcia Pacificadora simbolizam para o p\u00fablico geral a presen\u00e7a f\u00edsica do Estado nas favelas. Isso significou, especialmente no in\u00edcio, um trabalho de conten\u00e7\u00e3o e diminui\u00e7\u00e3o do crime e da viol\u00eancia. Essas a\u00e7\u00f5es, como j\u00e1 vimos <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">anteriormente<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">, foram alvo de pol\u00eamicas tanto por suas estrat\u00e9gias, quanto por sua efetividade nos resultados. Entretanto, a <a href=\"http:\/\/bit.ly\/1qvWRb2\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">UPP<\/a> (e outros representantes do Estado) atuaram em \u00e1reas que fogem do escopo da disciplina f\u00edsica e do combate direto ao crime, afetando o dia-a-dia e os padr\u00f5es comportamentais de moradores locais.<\/span><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/babil\u00f4nia3-e1578372624415.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-45118 size-content\" title=\"Churrasquinho na cal\u00e7ada da Ladeira Ary Barroso em um s\u00e1bado. Foto: Thaisa Comelli, 2019\" src=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/babil\u00f4nia3-e1578372624415-620x264.jpg\" alt=\"\" width=\"620\" height=\"264\" srcset=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/babil\u00f4nia3-e1578372624415-620x264.jpg 620w, https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/babil\u00f4nia3-e1578372624415-940x400.jpg 940w\" sizes=\"(max-width: 620px) 100vw, 620px\" \/><\/a><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Especialmente nas favelas da Zona Sul, a presen\u00e7a da UPP tamb\u00e9m significou um refor\u00e7o das leis que, em tese, deveriam vigorar na cidade como um todo. Isso significou a <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2wLJDBd\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">regula\u00e7\u00e3o das atividades<\/a> de moradores dos espa\u00e7os p\u00fablicos, sejam elas um churrasquinho na pra\u00e7a, uma festa de anivers\u00e1rio <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2FoZCGj\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">ou um baile funk<\/a>. Nas resid\u00eancias e empreendimentos privados, tamb\u00e9m passou-se a refor\u00e7ar normas como a Lei do Sil\u00eancio, onde s\u00e3o regulados o volume e o hor\u00e1rio de reuni\u00f5es e festas.\u00a0\u00a0<\/span><\/p>\n<h3><b>Vis\u00f5es Conflitantes Sobre a Regulamenta\u00e7\u00e3o do Lazer<\/b><\/h3>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A forma como essa disciplina foi posta em pr\u00e1tica foi <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2sLa3vW\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">amplamente questionada pelos moradores locais<\/a>. Enquanto alguns defendiam a necessidade de organizar e regular as pr\u00e1ticas coletivas, outros enfatizaram a perda da liberdade e da espontaneidade trazidas pelas novas regras.<\/span><\/p>\n<blockquote><p><span style=\"font-weight: 400;\">Voc\u00ea tem a Lei do Sil\u00eancio. Voc\u00ea pode escutar a sua m\u00fasica, mas baixo. Se voc\u00ea der uma festa, tem um hor\u00e1rio pra cumprir, tem um hor\u00e1rio pra baixar a m\u00fasica, pra terminar a sua festa. Antes n\u00f3s n\u00e3o t\u00ednhamos isso. A qualquer hora voc\u00ea podia ligar seu som e fazer sua festa, sabe? Mas eu acho que isso \u00e9 bom, porque reeducou a gente. N\u00f3s aprendemos a viver como a sociedade vive.\u201d &#8211; moradora local, 2015<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Eu pessoalmente acho que isso \u00e9 bom. Eu acordo cedo todo dia. Da\u00ed meu vizinho, por exemplo, faz uma festa e seis horas da manh\u00e3 ainda t\u00e1 rolando. E essa festa \u00e9 do lado da minha casa, e a m\u00fasica \u00e9 alta, e n\u00e3o tem organiza\u00e7\u00e3o&#8230; Ent\u00e3o, isso me atrapalharia. Eu preciso descansar.\u201d &#8211; morador local, 2018<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Antes a gente podia escutar m\u00fasica, um morador podia dar uma festa na rua, todo mundo se juntava&#8230; Agora \u00e9 proibido, sabe? Eles [governo] fizeram uma pra\u00e7a ali embaixo. Pra fazer uma festa l\u00e1 eu precisei pedir pra UPP, e eles vetaram meu evento.\u201d &#8211; moradora local, 2015<\/span><\/p><\/blockquote>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Questionou-se tamb\u00e9m quem s\u00e3o os reais alvos destas proibi\u00e7\u00f5es: as pr\u00e1ticas em si ou os pr\u00f3prios moradores? Durante os megaeventos, houve relatos de que mesmo as festas n\u00e3o ligadas ao funk (como rodas de samba e pagode em bares locais) eram proibidas pelos oficiais da UPP. Em outras palavras, moradores denunciaram que, enquanto <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2QUMLkv\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">festas destinadas aos turistas<\/a> eram autorizadas pela UPP, o funk e qualquer outra pr\u00e1tica voltada para os locais eram proibidas.\u00a0<\/span><\/p>\n<blockquote><p><span style=\"font-weight: 400;\">As pessoas n\u00e3o t\u00eam o direito de ir e vir e se divertir. Eu acho que os policiais querem que, pouco a pouco, a gente saia da comunidade pra ir se divertir em outros lugares, pra esse lugar virar tur\u00edstico. Eles querem turistas aqui. Tanto que no bar do estrangeiro todo fim de semana eles t\u00eam tudo, enquanto eu n\u00e3o posso. Os moradores me pedem pra organizar [festas], mas eu n\u00e3o posso. Eu tento, tento, mas n\u00e3o posso.\u201d\u00a0 &#8211; ex-propriet\u00e1ria de bar local, 2015<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cSe eu quero ir para um baile funk, eu tenho que ir para outra comunidade e me arriscar. Porque quando voc\u00ea vai pra um baile funk voc\u00ea n\u00e3o volta cedo. E voc\u00ea tem uma comunidade dividida, ent\u00e3o \u00e9 perigoso.\u201d\u00a0 &#8211; Moradora local, 2015<\/span><\/p><\/blockquote>\n<h3><b>O Funk e a Criminaliza\u00e7\u00e3o da Favela e da Periferia<\/b><\/h3>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Quando entrevistados em fevereiro de 2015, oficiais da UPP alegaram que n\u00e3o havia discrimina\u00e7\u00e3o entre os tipos de eventos organizados pelos moradores. Se estivesse de acordo com as normas, o evento era permitido. O funk, entretanto, permanecia como pr\u00e1tica proibida at\u00e9 ent\u00e3o.\u00a0<\/span><\/p>\n<blockquote><p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cO crit\u00e9rio [para autorizar um evento] \u00e9 de acordo com o que \u00e9 descrito. Na semana passada n\u00f3s tivemos um ch\u00e1 de beb\u00ea. N\u00e3o tem como negar isso. Por exemplo, n\u00f3s temos uma galeria de arte aqui. Se voc\u00ea t\u00e1 organizando uma vernissage l\u00e1, n\u00e3o tem como negar isso. Mas se na mesma galeria voc\u00ea me disser que voc\u00ea est\u00e1 organizando um baile funk&#8230; Baile funk n\u00e3o precisa s\u00f3 da nossa autoriza\u00e7\u00e3o, precisa da autoriza\u00e7\u00e3o da Secretaria de Seguran\u00e7a&#8230; Antigamente, antes da UPP, os bailes funk eram um enorme mercado de drogas. Todo mundo sabe disso, drogas, orgia, tudo&#8230; Ent\u00e3o a presen\u00e7a do governo \u00e9 ativa aqui.\u201d\u00a0 &#8211; Policial da UPP, 2015<\/span><\/p><\/blockquote>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A pr\u00f3pria exist\u00eancia da UPP possui \u00edntima liga\u00e7\u00e3o com a <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2R89trt\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">criminaliza\u00e7\u00e3o do funk<\/a>. Enquanto a <a href=\"http:\/\/bit.ly\/365XnmA\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">primeira unidade<\/a> no morro <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2XP7USU\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Santa Marta<\/a> foi inaugurada em novembro de 2008, a <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2T2wEUP\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">lei estadual n\u00ba 5.265<\/a>, que criava uma s\u00e9rie de estritos requisitos para a realiza\u00e7\u00e3o de um baile funk, foi aprovada apenas seis meses antes, em maio de 2008.<\/span><\/p>\n<blockquote><p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cN\u00e3o vamos perseguir os eventos como aconteceu no passado com o samba. O objetivo \u00e9 disciplinar e n\u00e3o proibir.\u201d &#8211; \u00c1lvaro Lins, ent\u00e3o deputado pelo PMDB em entrevista ao G1, 2008<\/span><\/p><\/blockquote>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Ainda em 2015, o cen\u00e1rio cultural nas favelas Babil\u00f4nia e Chap\u00e9u Mangueira sofreu algumas transforma\u00e7\u00f5es. Pela primeira vez em anos, os moradores assistiram novas edi\u00e7\u00f5es do Baile do Chap\u00e9u Mangueira, que atraiu moradores locais, moradores de outros bairros e turistas.<\/span><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/baile.png\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-45119 size-medium\" title=\"Divulga\u00e7\u00e3o do Baile do Chapeu Mangueira. Fonte: Facebook\" src=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/baile-e1578336046722-620x241.png\" alt=\"\" width=\"620\" height=\"241\" srcset=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/baile-e1578336046722-620x241.png 620w, https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/baile-e1578336046722-768x299.png 768w, https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/baile-e1578336046722.png 856w\" sizes=\"(max-width: 620px) 100vw, 620px\" \/><\/a><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Hoje, mais de 10 anos depois do in\u00edcio das UPPs e 3 anos depois dos megaeventos, o funk continua produzindo imagens pol\u00eamicas sobre as favelas. Em 2017, uma proposta de criminaliza\u00e7\u00e3o do funk chegou at\u00e9 o Senado, sendo derrubada posteriormente. Apesar de amplamente popular e at\u00e9 comercializado por grandes nomes da m\u00fasica, o funk ainda \u00e9 associado ao crime, \u00e0 viol\u00eancia e a vadiagem, mostrando que algumas narrativas sobre as favelas e seus moradores persistem e se renovam.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">H\u00e1 aqueles que aleguem que, na realidade, a inten\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 criminalizar o funk, mas as <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2v2enLx\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">pr\u00e1ticas perif\u00e9ricas como um todo<\/a>, especialmente aquelas realizadas pela popula\u00e7\u00e3o negra. A <\/span>disciplina simb\u00f3lica<span style=\"font-weight: 400;\">, portanto, diferente de outros processos disciplinadores, pode encontrar mecanismos menos expl\u00edcitos para perpetuar narrativas hegem\u00f4nicas e, inclusive, ganhar apoio dos pr\u00f3prios moradores das favelas. A vontade de ser tratado como cidad\u00e3o estimula alguns moradores a apoiar sem maiores questionamentos um refor\u00e7o de normas que, pouco a pouco, corroem formas alternativas de existir com legitimidade na cidade. Nesse sentido, o funk tem sido n\u00e3o s\u00f3 manifesta\u00e7\u00e3o cultural e territ\u00f3rio em disputa, mas tamb\u00e9m um poss\u00edvel instrumento de luta urbana.<\/span><\/p>\n<p><em>Eric Chu \u00e9 professor de Planejamento e Geografia Humana na Escola de Geografia, Ci\u00eancias da Terra e do Meio Ambiente da Universidade de Birmingham.<\/em><\/p>\n<p><em>Isabelle Anguelovski \u00e9 fundadora e diretora do Laborat\u00f3rio de Barcelona para Justi\u00e7a e Sustentabilidade Ambiental Urbana e professora de pesquisa do ICREA na Universitat Aut\u00f2noma de Barcelona, no Instituto de Ci\u00eancia e Tecnologias Ambientais (ICTA) e no Instituto Hospital del Mar de Investiga\u00e7\u00f5es M\u00e9dicas (IMIM).<\/em><\/p>\n<p><em>Thaisa Comelli \u00e9 doutora em urbanismo e pesquisadora no Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Urbanismo da UFRJ, e pesquisadora visitante na Unidade de Planejamento de Desenvolvimento da University College London.<\/em><\/p>\n<p><em>Esta \u00e9 a \u00faltima mat\u00e9ria, de uma <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2GnX247\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">s\u00e9rie de quatro<\/a>, oriunda de uma pesquisa sobre processos disciplinantes que operaram no per\u00edodo pr\u00e9 e durante megaeventos no Rio, e que ainda operam em favelas no Rio.<\/em><\/p>\n<hr \/>\n<h4>Apoie o jornalismo hiperlocal, cr\u00edtico, inovador e incans\u00e1vel do\u00a0<em>RioOnWatch<\/em>. #QueroReportagensSobreFavelas\u2014<a href=\"http:\/\/bit.ly\/CatalisandoComunidades\">doe aqui<\/a>.<\/h4>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<div class=\"mh-excerpt\"><p>Esta \u00e9 a \u00faltima mat\u00e9ria, de uma s\u00e9rie de quatro, oriunda de uma pesquisa sobre processos disciplinantes que operaram no per\u00edodo pr\u00e9 e durante megaeventos no Rio, e que ainda operam em favelas no Rio. <a class=\"mh-excerpt-more\" href=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/?p=45113\" title=\"Processos Disciplinadores Pr\u00e9 e P\u00f3s Megaeventos, em Favelas Parte 4: Disciplina Simb\u00f3lica\">[&#8230;]<\/a><!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on get_the_excerpt --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on get_the_excerpt --><\/p>\n<\/div>","protected":false},"author":152,"featured_media":45117,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[1617,2051,1635,1626,344,1620],"tags":[386,334,630,1239,81,421,502,719,1240,708,20,126,180,2736,92,383],"writer":[2726,2725,2724],"translator":[],"source":[],"ilustrador":[],"fotografo":[],"class_list":{"0":"post-45113","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-olhonagentrificacao","8":"category-olhonolegado","9":"category-1635","10":"category-por-observadores-internacionais","11":"category-politicas","12":"category-olhonaupp","13":"tag-estigma","14":"tag-arte","15":"tag-chapeu-mangueira","16":"tag-criminalizacao-da-pobreza","17":"tag-cultura","18":"tag-cultura-da-favela","19":"tag-funk","20":"tag-lazer","21":"tag-megaeventos","22":"tag-morro-da-babilonia","23":"tag-musica","24":"tag-preconceito","25":"tag-santa-marta","26":"tag-serie-processos-disciplinadores","27":"tag-upp","28":"tag-zona-sul","29":"writer-eric-chu","30":"writer-isabelle-anguelovski","31":"writer-thaisa-comelli"},"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v25.6 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>Processos Disciplinadores Pr\u00e9 e P\u00f3s Megaeventos, em Favelas Parte 4: Disciplina Simb\u00f3lica - RioOnWatch<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/?p=45113\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Processos Disciplinadores Pr\u00e9 e P\u00f3s Megaeventos, em Favelas Parte 4: Disciplina Simb\u00f3lica - RioOnWatch\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"Esta \u00e9 a \u00faltima mat\u00e9ria, de uma s\u00e9rie de quatro, oriunda de uma pesquisa sobre processos disciplinantes que operaram no per\u00edodo pr\u00e9 e durante megaeventos no Rio, e que ainda operam em favelas no Rio. 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