{"id":51060,"date":"2020-11-24T12:27:48","date_gmt":"2020-11-24T15:27:48","guid":{"rendered":"https:\/\/rioonwatch.org.br\/?p=51060"},"modified":"2024-06-20T16:19:19","modified_gmt":"2024-06-20T19:19:19","slug":"o-racismo-velado-na-criminalizacao-do-funk-parte-1-deixa-a-favela-vencer-brilhar-e-nao-tenta-destruir-isso","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/rioonwatch.org.br\/?p=51060","title":{"rendered":"O Racismo Velado na Criminaliza\u00e7\u00e3o do Funk, Parte 1: &#8216;Deixa a Favela Vencer, Brilhar!&#8217;"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right;\"><em><strong><a href=\"http:\/\/bit.ly\/3uD0a3P\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Click Here for English<\/a><a href=\"http:\/\/bit.ly\/3uD0a3P\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><img decoding=\"async\" class=\"alignright wp-image-15790\" src=\"http:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2012\/08\/EN-standard-e1439583104716.jpg\" alt=\"\" width=\"20\" height=\"20\" \/><\/a><\/strong>\u00a0<\/em><\/p>\n<p><em>Esta \u00e9 a primeira de uma mat\u00e9ria de duas partes sobre a criminaliza\u00e7\u00e3o do funk. No\u00a0<a href=\"http:\/\/bit.ly\/2XCc5is\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">M\u00eas da Consci\u00eancia Negra<\/a>, esta mat\u00e9ria discorre sobre uma das formas de opress\u00e3o \u00e0 cultura negra favelada.\u00a0<\/em><\/p>\n<h3>O Judici\u00e1rio e a Criminaliza\u00e7\u00e3o dos Funkeiros<\/h3>\n<p>\u201cDeixa a favela vencer brilha e n\u00e3o tenta destruir isso!!\u201d e \u201cErrei, paguei por isso, dei a volta por cima e hoje estou no topo. Topo, onde o favelado nunca pode chegar, porque, se chega, \u00e9 bandido\u201d, s\u00e3o trechos escritos no perfil do <a href=\"https:\/\/bit.ly\/33eeLXl\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Twitter<\/a> e <a href=\"https:\/\/bit.ly\/3fthwcl\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Facebook<\/a> de Marlon Couto da Silva, 20 anos, o MC Poze do <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2Tspc4f\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Rodo<\/a>, tamb\u00e9m conhecido como Pitbull do Funk, logo ap\u00f3s ter den\u00fancia do <a href=\"http:\/\/www.tjrj.jus.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Tribunal de Justi\u00e7a do Rio de Janeiro<\/a> (TJ-RJ) contra ele aceita pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico do Rio de Janeiro (MP-RJ) por <a href=\"https:\/\/glo.bo\/3mnAnry\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">associa\u00e7\u00e3o ao tr\u00e1fico, apologia ao crime e corrup\u00e7\u00e3o de menores<\/a> e sua <a href=\"https:\/\/bit.ly\/2TudJ4u\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">pris\u00e3o preventiva<\/a> decretada.<\/p>\n<blockquote class=\"twitter-tweet\">\n<p dir=\"ltr\" lang=\"pt\">Deixa a favela vencer brilha e n\u00e3o tenta destruir isso !! &#x1f61e;<\/p>\n<p>\u2014 Mc Poze Do Rodo &#x1f6a9;&#x1f3b6; (@McPozedorodo) <a href=\"https:\/\/twitter.com\/McPozedorodo\/status\/1280624327277318146?ref_src=twsrc%5Etfw\">July 7, 2020<\/a><\/p><\/blockquote>\n<p><script async src=\"https:\/\/platform.twitter.com\/widgets.js\" charset=\"utf-8\"><\/script><\/p>\n<p>A rela\u00e7\u00e3o do cantor com o judici\u00e1rio intensificou-se a partir de setembro de 2019. O MC Poze, junto com outras cinco pessoas, <a href=\"https:\/\/bit.ly\/31MBeKp\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">foi preso na cidade de Sorriso, no estado do Mato Grosso<\/a>, e depois transferido para o Pres\u00eddio Pascoal Ramos, em Cuiab\u00e1, em 28 de setembro de 2019, como forma de resguardar a ordem p\u00fablica. Poze, que estava realizando um show na cidade, foi preso em um hotel com outras duas pessoas de sua equipe. De acordo com o poder judici\u00e1rio local, o cantor foi indiciado inicialmente por uma medida tempor\u00e1ria transformada em preventiva, aceita pelo Tribunal de Justi\u00e7a do Mato Grosso, <a href=\"https:\/\/bit.ly\/3frtfIu\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">pelas seguintes alega\u00e7\u00f5es<\/a>: &#8220;tr\u00e1fico de drogas, organiza\u00e7\u00e3o criminosa, associa\u00e7\u00e3o ao tr\u00e1fico, incita\u00e7\u00e3o ao crime, apologia ao crime, corrup\u00e7\u00e3o de menores e fornecimento de bebidas alco\u00f3licas a menores&#8221;.<\/p>\n<p>A pol\u00edcia matogrossense prendeu o m\u00fasico em uma festa onde o cantor se apresentaria. <a href=\"https:\/\/bit.ly\/37QF88O\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Na festa<\/a>, segundo a Pol\u00edcia Militar do Mato Grosso, foram apreendidas pequenas quantidades de maconha, coca\u00edna e havia muito \u00e1lcool. Havia entre 39 e 43 adolescentes no local. Os ingressos do show foram apreendidos. Os policiais n\u00e3o deixaram claro se, o que ou qual a quantidade, de que subst\u00e2ncia il\u00edcita foi apreendida com o MC. Assim mesmo, Poze e mais cinco pessoas foram presas, sob as mesmas acusa\u00e7\u00f5es, <a href=\"https:\/\/bit.ly\/31Ht4Tt\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">ignorando-se o princ\u00edpio da individualiza\u00e7\u00e3o da pena<\/a>.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/Bebidas-maconha-e-cocaina-apreendidas-em-baile-funk-em-Sorriso-MT.-Foto-Policia-Militar-de-Mato-Grosso-1.jpeg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-51166 size-content\" title=\"Bebidas, maconha, coca\u00edna e ingressos apreendidas em baile funk em Sorriso, MT. Foto: Pol\u00edcia Militar de Mato Grosso\" src=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/Bebidas-maconha-e-cocaina-apreendidas-em-baile-funk-em-Sorriso-MT.-Foto-Policia-Militar-de-Mato-Grosso-1-620x264.jpeg\" alt=\"\" width=\"620\" height=\"264\" srcset=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/Bebidas-maconha-e-cocaina-apreendidas-em-baile-funk-em-Sorriso-MT.-Foto-Policia-Militar-de-Mato-Grosso-1-620x264.jpeg 620w, https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/Bebidas-maconha-e-cocaina-apreendidas-em-baile-funk-em-Sorriso-MT.-Foto-Policia-Militar-de-Mato-Grosso-1-940x400.jpeg 940w\" sizes=\"(max-width: 620px) 100vw, 620px\" \/><\/a><\/p>\n<p>A defesa do funkeiro de <a href=\"https:\/\/bit.ly\/30JK5uW\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Santa Cruz<\/a>, <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2x3k8bw\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Zona Oeste<\/a> do Rio de Janeiro, alegou, no pedido de<em> habeas corpus<\/em>, que a pris\u00e3o do MC se tratava de um exemplo de <a href=\"https:\/\/bit.ly\/3mjCEE2\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">criminaliza\u00e7\u00e3o do funk, da favela e da classe art\u00edstica perif\u00e9rica e favelada<\/a>. O posicionamento da defesa de MC Poze\u2014e de in\u00fameros outros funkeiros\u2014\u00e9 o mesmo da <a href=\"https:\/\/bit.ly\/2G1ZGzv\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Comiss\u00e3o de Defesa do Estado Democr\u00e1tico de Direito<\/a> da <a href=\"https:\/\/bit.ly\/3kzEK24\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">OAB-RJ, que produziu um relat\u00f3rio<\/a> expondo o <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2x3jCu6\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">racismo<\/a> que estrutura a <a href=\"http:\/\/bit.ly\/37cgmg4\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">criminaliza\u00e7\u00e3o da cultura favelada<\/a>, como um dos legados da escravid\u00e3o, passando pela capoeira, pelo samba, jongo, rap e funk. Este argumento foi acatado e, por decis\u00e3o judicial, <a href=\"https:\/\/bit.ly\/2HAtdRC\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">o cantor foi posto em liberdade<\/a>.<\/p>\n<p>A ju\u00edza acatou o argumento da defesa de Poze, alegando que a medida em vigor era &#8220;desproporcional&#8221; e &#8220;exagerada&#8221;, e que o investigado deveria ter seu direito \u00e0 defesa e \u00e0 liberdade garantidos. Como consta nos autos: \u201cA pris\u00e3o preventiva, de acordo com interpreta\u00e7\u00e3o comprometida com o perfil constitucional, \u00e9 medida extrema e somente pode ser decretada se evidenciada sua rigorosa imprescindibilidade, lastreada em motivos concretos indicativos da necessidade da segrega\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>O cen\u00e1rio no qual Poze esteve inserido n\u00e3o \u00e9 novidade para os funkeiros cariocas. Outros artistas do movimento funk j\u00e1 tiveram sua pris\u00e3o decretada, materiais de trabalho apreendidos ou at\u00e9 mesmo o fechamento de bailes funk e a interdi\u00e7\u00e3o de clubes e espa\u00e7os de festas, shows e eventos. A d\u00e9cada de 1990 na cidade do Rio de Janeiro foi muito <a href=\"https:\/\/bit.ly\/3mwnhbr\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">marcada por esses efeitos da criminaliza\u00e7\u00e3o do movimento funk<\/a>, os donos das principais equipes de som da \u00e9poca, ZZ produ\u00e7\u00f5es, e <a href=\"https:\/\/bit.ly\/2HFPHAZ\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">R\u00f4mulo Costa<\/a> da <a href=\"https:\/\/bit.ly\/35RnUWD\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Furac\u00e3o 2000<\/a>, foram indiciados e presos. Paralelamente a persegui\u00e7\u00e3o e pris\u00e3o dos l\u00edderes deste movimento art\u00edstico, houve o fechamento de aproximadamente 30 bailes funk em todo o estado do Rio de Janeiro, gra\u00e7as a uma <a href=\"https:\/\/bit.ly\/2Tw3Xys\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">CPI que investigava o funk<\/a>.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/Stories-Instagram-MC-Poze.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"alignright wp-image-51141\" title=\"Stories publicado por MC Poze do Rodo. Foto: Instagram\/@mcpozedorodo\" src=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/Stories-Instagram-MC-Poze-302x620.jpg\" alt=\"Stories publicado por MC Poze do Rodo. Foto: Instagram\/@mcpozedorodo.\" width=\"291\" height=\"597\" srcset=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/Stories-Instagram-MC-Poze-302x620.jpg 302w, https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/Stories-Instagram-MC-Poze-128x264.jpg 128w, https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/Stories-Instagram-MC-Poze.jpg 498w\" sizes=\"(max-width: 291px) 100vw, 291px\" \/><\/a> MC Poze, o jovem funkeiro com <a href=\"https:\/\/bit.ly\/35HUDO2\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">quatro milh\u00f5es<\/a> de seguidores nas redes sociais, que foi criado na <a href=\"https:\/\/bit.ly\/2Tspc4f\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Favela do Rola ou do Rollas<\/a> (tamb\u00e9m conhecida como <a href=\"https:\/\/glo.bo\/34yA1sc\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">favela do Rodo<\/a>) em Santa Cruz, leva a m\u00fasica como instrumento de profiss\u00e3o. Em julho de 2020, <a href=\"https:\/\/glo.bo\/35z1bOU\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">teve mais uma vez sua vida estampada em notici\u00e1rios<\/a> com acusa\u00e7\u00f5es feitas pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico do Rio de Janeiro, alegando que o cantor teria envolvimento com o tr\u00e1fico de drogas e participa\u00e7\u00e3o na fac\u00e7\u00e3o <a href=\"https:\/\/bit.ly\/35HDsfp\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Comando Vermelho<\/a> (CV).<\/p>\n<p>Por ele ter assumido, em depoimento, j\u00e1 ter feito parte do <a href=\"https:\/\/bit.ly\/2HvHMWB\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">varejo de drogas<\/a> quando vivia na Favela do Rola, entre os anos de 2015 e 2016, em novo inqu\u00e9rito, o Minist\u00e9rio P\u00fablico alega que o cantor faz parte da fac\u00e7\u00e3o criminosa por ter feito, em mar\u00e7o de 2020, um show na <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2R9GrFv\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">favela do Jacarezinho<\/a>, onde havia uma comemora\u00e7\u00e3o de um homem ligado ao Comando Vermelho. No entanto, Poze e sua defesa informam que, na mesma noite, o MC fez outros shows, em locais distintos, at\u00e9 mesmo de outras fac\u00e7\u00f5es, o que desacredita a teoria de que ele teria envolvimento com o Comando Vermelho por ter feito show no Jacarezinho.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/bit.ly\/2x39npy\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Narrativas estigmatizantes<\/a>, como essas, colaboram com a criminaliza\u00e7\u00e3o da cultura funkeira e da juventude favelada. S\u00e3o parte do quebra-cabe\u00e7as que <a href=\"https:\/\/bit.ly\/2IXGJ2l\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">associam a juventude funkeira \u00e0 viol\u00eancia e ao varejo de drogas<\/a> no Rio de Janeiro e em outras cidades do Brasil. O que Poze do Rodo vive em rela\u00e7\u00e3o ao judici\u00e1rio brasileiro, n\u00e3o \u00e9 cen\u00e1rio novo para aqueles que optaram pelo funk como fonte de renda ou de lazer. N\u00e3o \u00e0 toa a d\u00e9cada de 1990 ficou marcada pela associa\u00e7\u00e3o dos <a href=\"https:\/\/bit.ly\/35UVPi9\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">famosos arrast\u00f5es<\/a> nas praias do Rio com a juventude preta, funkeira e favelada, onde diversos estere\u00f3tipos foram sendo constru\u00eddos em cima dos jovens de favelas e periferias. As d\u00e9cadas de 1990 e de 2000 foram de bastante interfer\u00eancia p\u00fablica, policial, no movimento funk carioca, assim como no rap paulista.<\/p>\n<p>Investiga\u00e7\u00f5es, den\u00fancias, indiciamentos e pris\u00f5es de artistas, al\u00e9m da proibi\u00e7\u00e3o de eventos culturais de funk na favela foram se tornando cada vez mais comuns, virando normais. Esse movimento contra o funk chegou a tal ponto que o Poder Legislativo chegou a discutir duas propostas que legislam sobre o funk. Uma queria <a href=\"https:\/\/glo.bo\/2ULLBek\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">proibir o funk<\/a> nacionalmente e foi proposta, em 2017, ao <a href=\"https:\/\/bit.ly\/2Tr5Gp0\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Senado Federal<\/a> atrav\u00e9s de uma sugest\u00e3o popular de discuss\u00e3o legislativa, sob a justificativa que o funk seria um &#8220;crime de sa\u00fade p\u00fablica, contra a crian\u00e7a, os adolescentes e a fam\u00edlia&#8221;. J\u00e1 a outra iniciativa legislativa visava <a href=\"https:\/\/bit.ly\/35FmwWZ\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">reconhecer o funk como patrim\u00f4nio cultural carioca<\/a>, na ALERJ, em 2009. A primeira foi recha\u00e7ada e a segunda aprovada. Mas o racismo estrutural se reconfigura e continua seu imp\u00e9rio.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/Quadrinho-sobre-a-tentativa-de-criminalizacao-do-funk-no-Senado-Federa.-Arte-por-Raphael-Salimena..jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-51176\" title=\"Quadrinho sobre a tentativa de criminaliza\u00e7\u00e3o do funk no Senado Federa. Arte por Raphael Salimena\/BBC\" src=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/Quadrinho-sobre-a-tentativa-de-criminalizacao-do-funk-no-Senado-Federa.-Arte-por-Raphael-Salimena..jpg\" alt=\"Quadrinho sobre a tentativa de criminaliza\u00e7\u00e3o do funk no Senado Federa. Arte por Raphael Salimenaa\/BBC.\" width=\"620\" height=\"1038\" srcset=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/Quadrinho-sobre-a-tentativa-de-criminalizacao-do-funk-no-Senado-Federa.-Arte-por-Raphael-Salimena..jpg 984w, https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/Quadrinho-sobre-a-tentativa-de-criminalizacao-do-funk-no-Senado-Federa.-Arte-por-Raphael-Salimena.-370x620.jpg 370w, https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/Quadrinho-sobre-a-tentativa-de-criminalizacao-do-funk-no-Senado-Federa.-Arte-por-Raphael-Salimena.-611x1024.jpg 611w, https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/Quadrinho-sobre-a-tentativa-de-criminalizacao-do-funk-no-Senado-Federa.-Arte-por-Raphael-Salimena.-158x264.jpg 158w, https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/Quadrinho-sobre-a-tentativa-de-criminalizacao-do-funk-no-Senado-Federa.-Arte-por-Raphael-Salimena.-768x1286.jpg 768w, https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/Quadrinho-sobre-a-tentativa-de-criminalizacao-do-funk-no-Senado-Federa.-Arte-por-Raphael-Salimena.-917x1536.jpg 917w\" sizes=\"(max-width: 620px) 100vw, 620px\" \/><\/a><\/p>\n<h3>Os \u00daltimos 20 Anos no Movimento Funk<\/h3>\n<p>Nos \u00faltimos 20 anos, por vezes, profissionais do funk foram presos, sob alega\u00e7\u00f5es de envolvimento com o tr\u00e1fico de drogas e apologia \u00e0s drogas, ao tr\u00e1fico e \u00e0s armas, s\u00f3 por retratarem a realidade das favelas e periferias de todo o Brasil, partindo de uma suposta liberdade de express\u00e3o que a todos seria garantida.<\/p>\n<p>Decis\u00f5es bastante simb\u00f3licas do judici\u00e1rio sobre a cultura funk, no entanto, indicam o contr\u00e1rio. Casos emblem\u00e1ticos, com os mesmos tipos repetidos de abuso de autoridade e de acusa\u00e7\u00f5es infundadas, abundam na cena funk carioca. S\u00e3o exemplos dessa criminaliza\u00e7\u00e3o, os casos dos funkeiros <a href=\"https:\/\/glo.bo\/3e2Zyww\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">R\u00f4mulo Costa<\/a>, MC <a href=\"https:\/\/glo.bo\/31QfflP\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Colibri<\/a>, MC <a href=\"https:\/\/bit.ly\/34rhk9M\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Sap\u00e3o<\/a>, MC <a href=\"https:\/\/bit.ly\/31Cy8ss\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Galo<\/a> e muitos outros. Na maioria destes casos as supostas liga\u00e7\u00f5es com o tr\u00e1fico ou n\u00e3o foram comprovadas cabalmente, ou foram comprovadas de maneira duvidosa ou insuficiente. Alguns, como o MC <a href=\"https:\/\/bit.ly\/35GTxly\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Sap\u00e3o<\/a>, foram libertados, depois de meses na cadeia, por falta de provas ou pela fragilidade do conjunto probat\u00f3rio. Ao passo que outros ficaram encarcerados por anos, como o MC <a href=\"https:\/\/bit.ly\/31R2MOR\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Colibri<\/a>.<\/p>\n<p>No entanto, em resposta a essa repress\u00e3o direcionada, h\u00e1 a solidariedade da cena funk. Apesar de muito preconceito com quem cumpriu tempo na cadeia,\u00a0h\u00e1 aqueles que passaram pela mesma situa\u00e7\u00e3o, pelo mesmo c\u00e1rcere <a href=\"https:\/\/glo.bo\/3dPxpZS\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">e tentam ajudar<\/a>. Diz MC Colibri: \u201cAssim que sa\u00ed da pris\u00e3o MC Marcinho fez um funk para mim. Mas de l\u00e1 para c\u00e1, s\u00f3 encontrei portas fechadas. Estava dif\u00edcil um DJ que quisesse mostrar o meu trabalho, algu\u00e9m que quisesse contratar um homem que j\u00e1 esteve preso\u201d.<\/p>\n<p>Em 25 de novembro de 2010, esse quadro muda de figura com a pol\u00edtica de pacifica\u00e7\u00e3o. A invas\u00e3o e a <a href=\"https:\/\/glo.bo\/2BAuaUP\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">ocupa\u00e7\u00e3o dos complexos da Penha e do Alem\u00e3o<\/a> por tropas militares, com <a href=\"https:\/\/bit.ly\/3kCM25f\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">forte aval midi\u00e1tico<\/a>, inauguraria uma nova era da pol\u00edtica de seguran\u00e7a carioca. Pol\u00edtica do ex-governador <a href=\"https:\/\/bit.ly\/37LMbje\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">S\u00e9rgio Cabral<\/a>, hoje preso por corrup\u00e7\u00e3o passiva e lavagem de dinheiro, as <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2Zek2tx\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">UPPs<\/a> foram lan\u00e7adas sob a proposta de que exterminariam o tr\u00e1fico de drogas armado em algumas favelas da cidade.<\/p>\n<p>Segundo a ret\u00f3rica oficial, junto aos tanques e \u00e0s balas subiam o morro a democracia e a liberdade. S\u00f3 na ret\u00f3rica, pois dias depois da ocupa\u00e7\u00e3o dos complexos do <a href=\"https:\/\/bit.ly\/3jE6K3o\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Alem\u00e3o<\/a> e da <a href=\"https:\/\/bit.ly\/34wHkR4\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Penha<\/a>, pelas tropas das For\u00e7as Armadas e das pol\u00edcias, a investida contra a cultura da favela se intensificou: os MC <a href=\"https:\/\/bit.ly\/2JevClR\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Tik\u00e3o<\/a>, MC <a href=\"https:\/\/bit.ly\/31OLZvK\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Frank<\/a>, MC <a href=\"https:\/\/bit.ly\/3ozZMjy\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Dido<\/a> e MC <a href=\"https:\/\/bit.ly\/3mqx4ji\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Smith<\/a>, bastante conhecidos na cena funk, foram presos. A justificativa: por cantarem e comporem suas pr\u00f3prias letras de funk, narrando a realidade e a mem\u00f3ria hist\u00f3rica das favelas do Rio de Janeiro, em m\u00fasicas conhecidas como os &#8220;<a href=\"https:\/\/bit.ly\/33ajsS9\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">proibid\u00f5es<\/a>&#8220;. At\u00e9 no momento da pris\u00e3o, <a href=\"https:\/\/bit.ly\/3e2nxvS\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">na delegacia, cantaram<\/a>. Liberdade de express\u00e3o e de produ\u00e7\u00e3o art\u00edstica, alguns diriam, mas no entanto, foram presos.<\/p>\n<p>N\u00e3o seria dessa vez que a democracia e a liberdade subiriam o morro. Poder ser preso, como foi MC Dido, cria do <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2Nus3If\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Morro do Borel<\/a>, por cantar frases como: &#8220;<a href=\"http:\/\/bit.ly\/1ofkDYl\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">UPP [xingamento], sai do Borel!<\/a>&#8221; n\u00e3o \u00e9 liberdade. No m\u00e1ximo, uma deselegante cr\u00edtica pol\u00edtica, mas ainda assim <a href=\"https:\/\/bit.ly\/2TwfoGM\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">plenamente garantida<\/a> pela <a href=\"http:\/\/bit.ly\/RsgHDt\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Constitui\u00e7\u00e3o Federal do Brasil<\/a>.<\/p>\n<p>MC Tik\u00e3o, MC Frank, MC Dido e MC Smith foram acusados pela <a href=\"https:\/\/bit.ly\/2Z6b593\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Pol\u00edcia Civil<\/a> por crimes como incita\u00e7\u00e3o ao crime, associa\u00e7\u00e3o ao tr\u00e1fico, apologia ao crime, forma\u00e7\u00e3o de quadrilha e outros. No ato da pris\u00e3o dos cantores, a delegada de pol\u00edcia chegou inclusive a acusar os funkeiros de fazerem parte da fac\u00e7\u00e3o Comando Vermelho, que dominava o Complexo do Alem\u00e3o na \u00e9poca da ocupa\u00e7\u00e3o de 2010. Em entrevista, a delegada Sardenberg, respons\u00e1vel pela maior parte destas pris\u00f5es, disse que &#8220;o tr\u00e1fico tem sua voz&#8221; e que os MCs s\u00e3o como quaisquer outros funcion\u00e1rios do tr\u00e1fico. A m\u00eddia e a pr\u00f3pria pol\u00edcia diziam n\u00e3o serem &#8220;contra o funk: o funk do bem&#8221;. <a href=\"https:\/\/bit.ly\/37QljPd\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Julgamento moral<\/a> muito <a href=\"https:\/\/bit.ly\/31Tjmxo\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">criticado, inclusive dentro da pr\u00f3pria Pol\u00edcia Civil<\/a>.<\/p>\n<p>A pris\u00e3o dos funkeiros \u00e9 parte de uma longa hist\u00f3ria de criminaliza\u00e7\u00e3o da cultura negra favelada e de nega\u00e7\u00e3o de cultura leg\u00edtima aos g\u00eaneros musicais pretos, de favela e perif\u00e9ricos. Ap\u00f3s ampla visibilidade dos casos e a\u00e7\u00e3o de advogados, <a href=\"https:\/\/bit.ly\/31OtNlQ\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">os MCs foram soltos<\/a> por medida de <em>habeas corpus<\/em> do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ).<\/p>\n<p>A chegada das UPPs nas favelas evidenciava <a href=\"http:\/\/bit.ly\/37cgmg4\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">uma onda anti-funk e anticultura favelada<\/a>, em termos mais amplos. Nessa trajet\u00f3ria, diversos meios culturais das favelas ocupados passaram a ser cerceados pelas UPPs, que se usavam de uma <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2wLJDBd\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">resolu\u00e7\u00e3o<\/a>, da Secretaria de Seguran\u00e7a para o impedimento das express\u00f5es art\u00edsticas e culturais nas favelas onde haviam sido instaladas UPPs. Em algumas localidades sob controle das UPPs, por exemplo a <a href=\"https:\/\/bit.ly\/3kEUVLF\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Chatuba<\/a> da Penha, os bailes foram sendo proibidos com determina\u00e7\u00e3o da <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2FoZCGj\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Resolu\u00e7\u00e3o 013<\/a>, que se tratava de uma norma do <a href=\"https:\/\/bit.ly\/35NvwJI\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">decreto 39.355\/2006<\/a> atualizada em 2007. O decreto informava que qualquer evento art\u00edstico, social e esportivo no Estado do Rio de Janeiro deveria ter autoriza\u00e7\u00e3o do Comandante do <a href=\"https:\/\/bit.ly\/3mpSvkx\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Corpo de Bombeiros<\/a> (CBMERJ), <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2pzAtUL\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Secretaria de Estado da Defesa Civil<\/a> (SEDEC), do Comandante do Batalh\u00e3o local de <a href=\"https:\/\/bit.ly\/33KDbbS\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Pol\u00edcia Militar<\/a> (PMERJ) e do delegado titular da Unidade de Pol\u00edcia Administrativa e Judici\u00e1ria (UPAJ), da Pol\u00edcia Civil do Estado do Rio de Janeiro.<\/p>\n<p>Em vista disso, as favelas e periferias que tinham UPPs tiveram seus bailes funks silenciados uma vez que os comandantes das UPPs <a href=\"https:\/\/bit.ly\/31ScKiX\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">n\u00e3o concediam a autoriza\u00e7\u00e3o<\/a> para realiza\u00e7\u00e3o das festas, apesar da Constitui\u00e7\u00e3o Federal de 1988, que eliminou qualquer forma de <a href=\"https:\/\/bit.ly\/3e5k9Az\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">censura art\u00edstica<\/a> e de limita\u00e7\u00e3o ao <a href=\"https:\/\/bit.ly\/3jDGia9\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">direito de reuni\u00e3o<\/a> por qualquer autoridade de qualquer n\u00edvel hier\u00e1rquico.<\/p>\n<p>Cerca de nove anos depois, casos de persegui\u00e7\u00e3o e criminaliza\u00e7\u00e3o aos profissionais do funk n\u00e3o mudaram. Em 2019, o <a href=\"https:\/\/bit.ly\/2J7me3i\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">DJ Rennan da Penha<\/a> foi denunciado pela Pol\u00edcia Civil por atuar na organiza\u00e7\u00e3o criminosa como <a href=\"https:\/\/glo.bo\/37NCgK1\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">&#8220;olheiro&#8221; ou &#8220;atividade&#8221;<\/a>, por relatar nas redes sociais, segundo o judici\u00e1rio, a movimenta\u00e7\u00e3o de policiais na favela da Penha.<\/p>\n<p>Ao ser entrevistado no dia 12 de dezembro, <a href=\"https:\/\/bit.ly\/3e5bbDb\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">no programa Conversa com Bial<\/a>, na Rede Globo, o cantor <a href=\"https:\/\/bit.ly\/34yscm2\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Rennan da Penha diz<\/a>: &#8220;Viajei para o Egito, M\u00e9xico, alguns pa\u00edses, ia fazer turn\u00ea na Europa, Estados Unidos. Do nada, tiraram tudo de mim. O que aconteceu poderia ter acabado n\u00e3o s\u00f3 com minha vida, mas com a minha carreira por completo. Tenho onze anos de funk, lutei muito para chegar onde cheguei&#8221;.<\/p>\n<p><iframe src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/WahXNMMljHo\" width=\"620\" height=\"349\" frameborder=\"0\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\"><span data-mce-type=\"bookmark\" style=\"display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;\" class=\"mce_SELRES_start\">\ufeff<\/span><\/iframe><\/p>\n<p>O DJ Rennan da Penha permaneceu preso por cerca de sete meses, justamente no momento em que sua carreira estava sendo alavancada e ganhando cada vez mais notoriedade dentro e fora do Complexo da Penha e em todo territ\u00f3rio nacional. No entanto, foi somente ap\u00f3s a decis\u00e3o do Supremo Tribunal Federal (<a href=\"https:\/\/bit.ly\/2DcAuFw\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">STF<\/a>) sobre <a href=\"https:\/\/glo.bo\/2G5971p\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">pris\u00e3o em 2.\u00aa inst\u00e2ncia<\/a> que o DJ conseguiu ser solto.<\/p>\n<p>Entidades ligadas ao direito criticam o caso como uma invers\u00e3o da lei: &#8220;O caso do DJ Rennan, portanto, \u00e9 exemplo de decis\u00e3o condenat\u00f3ria na qual, na pr\u00e1tica, operou-se uma infundada invers\u00e3o do \u00f4nus da prova. Isso porque em realidade a acusa\u00e7\u00e3o n\u00e3o chegou a provar a concreta pr\u00e1tica do fato imputado com o detalhamento de suas circunst\u00e2ncias. Foi o ju\u00edzo que, a partir de injustificadas infer\u00eancias probat\u00f3rias\u2014carentes de substrato epist\u00eamico\u2014completou o caminho l\u00f3gico que deveria ter sido trilhado sozinho pela acusa\u00e7\u00e3o&#8221;.<\/p>\n<p>Sobre estes jovens artistas, recaem acusa\u00e7\u00f5es bastante parecidas, parecidas tamb\u00e9m com a de muitos outros artistas criminalizados do funk. Al\u00e9m deles dois, a <a href=\"https:\/\/bit.ly\/3e6x98O\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">DJ Iasmin Turbininha<\/a> e o <a href=\"https:\/\/bit.ly\/3kEyOVP\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">DJ Polyvox<\/a>, (criador da batida 150 BPM), que tamb\u00e9m foram intimados a depor, mas n\u00e3o tiveram a pris\u00e3o concretizada, ao contr\u00e1rio de Rennan e Poze, colegas de profiss\u00e3o. Em rela\u00e7\u00e3o a <a href=\"https:\/\/bit.ly\/3oC8Wfu\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Iasmin, \u00fanica DJ mulher, negra de favela a dominar a cena funk<\/a> com maior visibilidade no Rio e a ser criminalizada, a artista precisou junto com outros profissionais que a acompanhavam criar uma vakinha para custear sua defesa. J\u00e1 o advogado de Polyvox, informou que o depoimento do artista tratava-se de uma intima\u00e7\u00e3o feita pelo delegado para descobrir quem financiava o baile funk da <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2LMcg6I\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Nova Holanda<\/a> no <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2K1s59x\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Complexo da Mar\u00e9<\/a>, e por isso os jovens foram convocados para depor.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/bit.ly\/33ajauD\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Em entrevista<\/a> ao portal <em>Z Mat\u00e9ria<\/em>, o advogado de Polyvox, Dr. Estevan disse: \u201cTodos lamentam a cultura discriminat\u00f3ria ao funk, que infelizmente envolve os bailes em comunidades, deixando de consider\u00e1-los como uma express\u00e3o cultural do povo carioca e que \u00e9 perseguida, justamente quando se pretende ouvir os profissionais que comercializam suas apresenta\u00e7\u00f5es musicais em procedimentos investigat\u00f3rios criminais\u201d.<\/p>\n<p>Mais recentemente ainda, no dia <a href=\"https:\/\/bit.ly\/3oF2vs8\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">29 de outubro de 2020, dois MCs cariocas receberam intima\u00e7\u00f5es<\/a> da Pol\u00edcia Civil em investiga\u00e7\u00e3o que apura apologia ao crime: <a href=\"https:\/\/bit.ly\/3oCOjzO\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">MC Cabelinho<\/a> e <a href=\"https:\/\/bit.ly\/3mE8EmF\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">MC Maneirinho<\/a>. Nesse caso, o pr\u00f3prio MC reconhece o racismo que sustenta todo esse processo de criminaliza\u00e7\u00e3o do funk, h\u00e1 d\u00e9cadas:<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/twitter.com\/cabelinhomc\/status\/1321841902443024391?s=20\">https:\/\/twitter.com\/cabelinhomc\/status\/1321841902443024391?s=20<\/a><\/p>\n<p>E, como dito acima, ainda neste mesmo dia 29 de outubro de 2020, \u00a0outro funkeiro, o artista MC Maneirinho soube estar sendo investigado por apologia ao crime, e <a href=\"https:\/\/bit.ly\/3kSOPas\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">se manifestou em entrevista<\/a>, dizendo: &#8220;Para falar a verdade, nem acredito que isso seja real. A pol\u00edcia vai investigar o Wagner Moura por interpretar o Pablo Escobar? Vai atr\u00e1s dos playboys que sobem o morro para retratar o que acontece na favela nos document\u00e1rios? Eu sou MC, eu retrato o que acontece nas comunidades, essa \u00e9 a minha arte&#8230;&#8221;<\/p>\n<p>O m\u00fasico tamb\u00e9m lamentou nas redes sociais com seus seguidores o que classificou como &#8220;covardia&#8221;:<\/p>\n<blockquote class=\"twitter-tweet\">\n<p dir=\"ltr\" lang=\"pt\">\u00c9 COM MUITA TRISTEZA NO CORA\u00c7\u00c3O QUE VENHO INFORMAR TODOS MEUS F\u00c3S E AMIGOS, QUE FUI SURPREENDIDO ESSA SEMANA COM UMA INTIMA\u00c7\u00c3O. ESTOU SENDO ACUSADO DE APOLOGIA AO CRIME. PE\u00c7O MEUS SEGUIDORES E AMIGOS DA MUSICA QUE AJUDEM NESSA. N\u00c3O POSSO SER V\u00cdTIMA DESSA COVARDIA &#x1f92c; <a href=\"https:\/\/t.co\/ucZ0hxecMJ\">pic.twitter.com\/ucZ0hxecMJ<\/a><\/p>\n<p>\u2014 MC MANEIRINHO (@mc_maneirinho) <a href=\"https:\/\/twitter.com\/mc_maneirinho\/status\/1321807395262287879?ref_src=twsrc%5Etfw\">October 29, 2020<\/a><\/p><\/blockquote>\n<p><script async src=\"https:\/\/platform.twitter.com\/widgets.js\" charset=\"utf-8\"><\/script><br \/>\nQuestionar porque jovens funkeiros incomodam as pol\u00edcias, o poder judici\u00e1rio e outros poderes institu\u00eddos no Brasil deve fazer parte da luta antirracista. A n\u00e3o culpabiliza\u00e7\u00e3o dessa juventude que promove manifesta\u00e7\u00f5es culturais e art\u00edsticas nas suas favelas e periferias, bem como nas \u00e1reas nobres das cidades, deve estar no cerne da pauta antirracista. \u00c9 necess\u00e1rio entender o que est\u00e1 na base da constru\u00e7\u00e3o dessas constantes a\u00e7\u00f5es do Estado em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 criminaliza\u00e7\u00e3o da cultura favelada. E entender tamb\u00e9m como esses artistas de favela se sentem perante as acusa\u00e7\u00f5es que recaem sobre eles, mudando suas vidas para sempre.<\/p>\n<p><em>Ingra Maciel, moradora de <a href=\"https:\/\/bit.ly\/3csVmo6\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Acari,<\/a> tem 28 anos e \u00e9 formada em Hist\u00f3ria pela UFRJ, p\u00f3s-graduada em ensino de Hist\u00f3ria da \u00c1frica, pelo Col\u00e9gio Pedro II e auxiliar de pesquisa do Medialab da UFRJ. Na gradua\u00e7\u00e3o desenvolveu sua pesquisa acerca da criminaliza\u00e7\u00e3o do funk carioca e o seu processo de resist\u00eancia, e atualmente vem estudando o funk carioca a partir da perspectiva pedag\u00f3gica.<\/em><\/p>\n<hr \/>\n<h4><strong>Apoie nossos esfor\u00e7os para fornecer assist\u00eancia estrat\u00e9gica \u00e0s favelas do Rio durante a pandemia da Covid-19, incluindo o jornalismo hiperlocal, cr\u00edtico, inovador e incans\u00e1vel do\u00a0<em>RioOnWatch<\/em><\/strong>\u2014<a href=\"http:\/\/bit.ly\/CatalisandoComunidades\">doe aqui<\/a>.<\/h4>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<div class=\"mh-excerpt\"><p>Click Here for English\u00a0 Esta \u00e9 a primeira de uma mat\u00e9ria de duas partes sobre a criminaliza\u00e7\u00e3o do funk. 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