{"id":60937,"date":"2022-03-14T09:07:39","date_gmt":"2022-03-14T12:07:39","guid":{"rendered":"https:\/\/rioonwatch.org.br\/?p=60937"},"modified":"2024-05-24T12:29:34","modified_gmt":"2024-05-24T15:29:34","slug":"quatro-anos-sem-marielle-legado-vivo-na-politica-das-mulheres-negras-brasileiras","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/rioonwatch.org.br\/?p=60937","title":{"rendered":"Quatro Anos Sem Marielle: Legado Vivo na Pol\u00edtica das Mulheres Negras Brasileiras"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right;\"><em><strong><a href=\"https:\/\/bit.ly\/3qxYAzU\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Click Here for English<\/a><a href=\"XXXXXXXXX\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><img decoding=\"async\" class=\"alignright wp-image-15790\" src=\"http:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2012\/08\/EN-standard-e1439583104716.jpg\" alt=\"\" width=\"20\" height=\"20\" \/><\/a><\/strong><\/em><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201c<\/span><a href=\"https:\/\/bit.ly\/3tWoPAK\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"font-weight: 400;\">Ser mulher negra \u00e9 resistir e sobreviver o tempo todo<\/span><\/a>.<span style=\"font-weight: 400;\">\u201d A frase foi dita por <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2ZubT41\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Marielle Franco<\/a>, a mulher que mudaria o curso da hist\u00f3ria pol\u00edtica brasileira, em entrevista ao <\/span><a href=\"https:\/\/bit.ly\/3itDcaD\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><em><span style=\"font-weight: 400;\">Brasil de Fato<\/span><\/em><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">, durante as jornadas de lutas das mulheres, em mar\u00e7o de 2017. Hoje, essa \u00e9 a <a href=\"https:\/\/bit.ly\/CoalizaoROW4\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">premissa de mulheres negras que atuam<\/a> no campo da pol\u00edtica. S\u00e3o as <a href=\"https:\/\/bit.ly\/2Ivzm24\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">sementes<\/a> de <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">Marielle Franco<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">, nascidas e forjadas na <\/span><a href=\"https:\/\/bit.ly\/SerieAntirracista\"><span style=\"font-weight: 400;\">luta antirracista<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\"> por direitos humanos, igualdade de g\u00eanero e democracia.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A baixa <a href=\"https:\/\/bit.ly\/2Zy4jbV\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">representatividade<\/a> de mulheres negras na pol\u00edtica sempre foi um obst\u00e1culo. A forma d\u00edspar de ocupa\u00e7\u00e3o dos espa\u00e7os de decis\u00e3o segue alimentada pela exclus\u00e3o social, enraizada no racismo e no machismo que estruturam a sociedade. Nas elei\u00e7\u00f5es de 2020, os homens foram 84% dos vereadores eleitos no Brasil. Entre os 16% da verean\u00e7a feminina eleita, 59% eram mulheres brancas e 34% negras. Isso significa dizer que para cada 100 vereadores eleitos no pa\u00eds em 2020, apenas 16 eram mulheres e, dessas, s\u00f3 5 eram mulheres n\u00e3o brancas. Apesar\u00a0das mulheres negras serem o maior grupo demogr\u00e1fico do pa\u00eds\u2014<a href=\"https:\/\/bit.ly\/38tlIHF\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">28% da popula\u00e7\u00e3o<\/a>\u2014ocupam s\u00f3 5% dos cargos \u00e0 verean\u00e7a. As informa\u00e7\u00f5es s\u00e3o de um <\/span><a href=\"https:\/\/bit.ly\/3AyyP6c\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"font-weight: 400;\">levantamento<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\"> do projeto <a href=\"https:\/\/bit.ly\/36lb1be\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">ONU Mulheres<\/a> em parceria com a <a href=\"https:\/\/bit.ly\/3t9RK5a\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">G\u00eanero e N\u00famero<\/a>, a partir de dados do Tribunal Superior Eleitoral (<a href=\"http:\/\/bit.ly\/2zl9Uny\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">TSE<\/a>).\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A taxa de mulheres eleitas em 2020 \u00e9 baixa, por\u00e9m j\u00e1 \u00e9 maior do que na elei\u00e7\u00e3o anterior. Em 2016, apenas 13,5% da verean\u00e7a eleita era feminina. Nesse contexto, Marielle Franco, cria do <\/span><a href=\"http:\/\/bit.ly\/2K1s59x\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"font-weight: 400;\">Complexo da Mar\u00e9<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">, na <\/span><a href=\"http:\/\/bit.ly\/2ETpYR1\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"font-weight: 400;\">Zona Norte<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\"> do Rio, n\u00e3o se deixou silenciar no campo social ou pol\u00edtico. A sua trajet\u00f3ria possibilitou o reconhecimento da import\u00e2ncia da mulher negra e favelada para o fortalecimento da democracia. <\/span><a href=\"https:\/\/bit.ly\/359LvkT\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"font-weight: 400;\">Renata Souza<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">, deputada estadual, e <\/span><a href=\"https:\/\/bit.ly\/3CSjteh\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"font-weight: 400;\">M\u00f4nica Cunha<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">, vereadora suplente e fundadora do <a href=\"https:\/\/bit.ly\/3gZcMgR\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Movimento Moleque<\/a>, s\u00e3o duas mulheres negras forjadas na luta por direitos que tiveram suas vidas marcadas por Marielle Franco e o seu legado.\u00a0<\/span><\/p>\n<h3><b>\u201cMarielle Mostrou que Mulheres Negras e Perif\u00e9ricas Sabem Fazer Pol\u00edtica\u201d<\/b><\/h3>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\"><a href=\"http:\/\/bit.ly\/1USvsNF\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">M\u00f4nica Cunha<\/a> \u00e9 defensora dos direitos humanos e educadora social. Em 2003, <a href=\"http:\/\/bit.ly\/1USvsNF\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">fundou o Movimento Moleque<\/a><\/span><span style=\"font-weight: 400;\">\u00a0para <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2KoaWae\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">combater as viola\u00e7\u00f5es sofridas por adolescentes<\/a> em cumprimento de <a href=\"https:\/\/bit.ly\/3CGh327\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">medidas socioeducativas<\/a>. Sua milit\u00e2ncia come\u00e7ou ali, quando seu filho passou a ser considerado um adolescente autor de ato infracional. Em dezembro de 2006, seu filho, Rafael da Silva Cunha, foi assassinado aos 20 anos por um policial civil, o que s\u00f3 intensificou ainda mais a luta de M\u00f4nica.<\/span><\/p>\n<blockquote class=\"twitter-tweet\">\n<p dir=\"ltr\" lang=\"pt\">Meu filho Rafael da Silva Cunha foi assassinado no dia 5 de dezembro de 2006, aos 20 anos. Mas minha milit\u00e2ncia n\u00e3o come\u00e7ou com a morte dele, e sim quando ele tinha 15 anos e foi cumprir medidas socioeducativas em um estabelecimento do Degase, no Rio de Janeiro. &#x1f447;&#x1f3ff; <a href=\"https:\/\/t.co\/5EOOl8dIV6\">pic.twitter.com\/5EOOl8dIV6<\/a><\/p>\n<p>\u2014 Monica Cunha (@monicacunhario) <a href=\"https:\/\/twitter.com\/monicacunhario\/status\/1297147059066281984?ref_src=twsrc%5Etfw\">August 22, 2020<\/a><\/p><\/blockquote>\n<p><script async src=\"https:\/\/platform.twitter.com\/widgets.js\" charset=\"utf-8\"><\/script><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">M\u00f4nica conheceu Marielle quando Marielle era coordenadora da <\/span><a href=\"https:\/\/bit.ly\/3jN6tML\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"font-weight: 400;\">Comiss\u00e3o dos Direitos Humanos<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\"> da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (<a href=\"https:\/\/bit.ly\/3crY2BE\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">ALERJ<\/a>), ao buscar ajuda para os casos de abuso e viol\u00eancia sofridos pelos adolescentes acautelados no Departamento Geral de A\u00e7\u00f5es Socioeducativas (<\/span><a href=\"https:\/\/bit.ly\/3fyoC0u\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"font-weight: 400;\">DEGASE<\/span><\/a>)<span style=\"font-weight: 400;\">. Ap\u00f3s o primeiro contato, M\u00f4nica passou a se encontrar mais vezes com Marielle, frequentando a Comiss\u00e3o, desenvolvendo projetos de lei visando as medidas do sistema socioeducativo, al\u00e9m de participar da constru\u00e7\u00e3o de audi\u00eancias p\u00fablicas sobre o tema. Pensar politicamente o sistema socioeducativo se tornou um elo comum entre elas. Marielle, por meio de sua atua\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, apoiava as m\u00e3es do Movimento Moleque e estimulava, talvez sem perceber, o empoderamento pol\u00edtico de M\u00f4nica.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Em 2016, Marielle havia se candidatado para concorrer ao cargo de vereadora da cidade do Rio e convidou M\u00f4nica para ajud\u00e1-la na campanha, colocando-a como respons\u00e1vel pela pauta das medidas socioeducativas. De imediato, M\u00f4nica aceitou, porque sentiu que Marielle enquanto mulher negra e favelada, que criava sua filha com bastante sacrif\u00edcio, iria entender o que as m\u00e3es passam para criar seus filhos dentro da favela. M\u00f4nica se identificava com Marielle. Ela n\u00e3o viu problema nenhum em fazer a campanha, passando a apoiar com muito fervor a candidatura. Participou de encontros, frequentou o comit\u00ea de campanha e, com isso, elas ficaram ainda mais pr\u00f3ximas.<\/span><\/p>\n<figure id=\"attachment_60938\" aria-describedby=\"caption-attachment-60938\" style=\"width: 500px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/MONICA-CUNHA.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-60938\" title=\"Viola\u00e7\u00f5es contra jovens infratores levou M\u00f4nica a conhecer Marielle Franco. Foto: Anistia Internacional Brasil\" src=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/MONICA-CUNHA.jpg\" alt=\"Viola\u00e7\u00f5es contra jovens infratores levou M\u00f4nica a conhecer Marielle Franco. Foto: Anistia Internacional Brasil\" width=\"500\" height=\"260\" srcset=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/MONICA-CUNHA.jpg 759w, https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/MONICA-CUNHA-620x322.jpg 620w\" sizes=\"(max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-60938\" class=\"wp-caption-text\">Viola\u00e7\u00f5es contra jovens infratores levou M\u00f4nica a conhecer Marielle Franco. Foto: Anistia Internacional Brasil<\/figcaption><\/figure>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Com um esfor\u00e7o incans\u00e1vel, Marielle conseguiu pleitear uma cadeira na C\u00e2mara como a <\/span><a href=\"https:\/\/glo.bo\/2mIvpZB\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"font-weight: 400;\">5\u00aa vereadora mais votada<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\"> do Munic\u00edpio do Rio. Muito emocionada com a vit\u00f3ria, ap\u00f3s assistir \u00e0 apura\u00e7\u00e3o em casa, M\u00f4nica lembra de pegar um motot\u00e1xi e ir direto para a Cinel\u00e2ndia, no Centro. Encontrou Marielle e a abra\u00e7ou com euforia, verbalizando que conseguiram vencer a campanha. Da\u00ed em diante, passou a ter a certeza de que tudo o que elas haviam conversado em campanha iria acontecer. M\u00f4nica diz que na \u00e9poca ficou muito feliz em saber que tinha se esfor\u00e7ado para eleger uma mulher preta de favela.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A for\u00e7a da <\/span><a href=\"https:\/\/bit.ly\/3v29oXz\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"font-weight: 400;\">representatividade pol\u00edtica de Marielle<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\"> fez M\u00f4nica perceber que a mulher negra merece, sim, ocupar um cargo pol\u00edtico, disputando as narrativas e protagonizando em espa\u00e7os ocupados, majoritariamente, por homens brancos. &#8220;O mandato de Marielle foi um aprendizado. Me fez perceber que a mulher preta pode e sabe fazer pol\u00edtica&#8221;, conta M\u00f4nica. Em sua avalia\u00e7\u00e3o, era not\u00f3rio que havia certo desconforto por parte dos membros da <a href=\"https:\/\/bit.ly\/35SM8DK\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">C\u00e2mara dos Vereadores do Rio de Janeiro<\/a> em saber que Marielle havia ocupado um lugar naquele espa\u00e7o: \u201cMarielle causava inc\u00f4modo quando passava nos corredores da C\u00e2mara, com aquele cabelo volumoso, alta, com as roupas coloridas&#8221;, lembra a amiga.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Marielle foi uma mulher que congregava diversos grupos e pessoas ao seu redor para fazer pol\u00edtica. A viv\u00eancia pr\u00f3xima a parlamentar fez M\u00f4nica entender ainda mais o lugar do povo negro na pol\u00edtica e a urg\u00eancia de pessoas negras, especialmente mulheres, ocuparem esse espa\u00e7o. Ela lembra de uma conversa espec\u00edfica com Marielle, em que a vereadora dizia j\u00e1 estar na hora, depois de 20 anos de milit\u00e2ncia, de M\u00f4nica se candidatar \u00e0 vereadora.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">No primeiro momento, ela rejeitou a ideia, n\u00e3o se achava capaz de tolerar posicionamentos e falas racistas de outros membros da C\u00e2mara. A negativa foi prontamente respondida por Marielle: &#8220;N\u00e3o. Voc\u00ea vai aprender! Voc\u00ea aprendeu a conviver esses anos todos sem o seu filho, voc\u00ea est\u00e1 nesse mundo sem ter quem voc\u00ea mais ama. Ent\u00e3o, como \u00e9 que voc\u00ea n\u00e3o vai aprender a conviver dentro dessa C\u00e2mara? Um lugar hostil mas que \u00e9 nosso, que temos que assumir&#8221;.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">M\u00f4nica come\u00e7ou a pensar na ideia, mas quando Marielle foi assassinada, em 14 de mar\u00e7o de 2018, ela definitivamente desistiu. No ano seguinte, <\/span><a href=\"https:\/\/bit.ly\/2P2niW1\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"font-weight: 400;\">Marcelo Freixo<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">, deputado federal pelo Rio tamb\u00e9m a <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">incentivou. Segundo M\u00f4nica, Freixo dizia que ela estava mais do que pronta para dar esse passo. Ele falava, tamb\u00e9m, que as pessoas deveriam entender o assassinato de Marielle como um legado: o <a href=\"https:\/\/bit.ly\/38pQ7GO\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">legado das mulheres negras na pol\u00edtica<\/a>. Esse modo de encarar a perda de Marielle foi um divisor de \u00e1guas para M\u00f4nica e ela come\u00e7ou a tocar sua campanha \u00e0 verean\u00e7a para as elei\u00e7\u00f5es de 2020. Estava convicta do que queria fazer e, mais do que nunca, tinha a certeza de que &#8220;lugar da mulher \u00e9 na pol\u00edtica, principalmente as mulheres negras!&#8221;<\/span><\/p>\n<h3><b>Espa\u00e7os de Visibilidade, Mem\u00f3ria e Mobiliza\u00e7\u00e3o<\/b><\/h3>\n<blockquote><p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cO fato [\u00e9 que a gente \u00e9] muito amea\u00e7ada, eu sou uma delas. \u00c9 porque quem sabe de fato tocar pol\u00edtica, n\u00e3o s\u00f3 de livros, mas de pr\u00e1ticas, somos n\u00f3s. A gente pega condu\u00e7\u00e3o cheia, a gente leva os filhos para a escola, a gente vai ao mercado, a gente fala com o vizinho, desce e sobe morro. Enfim, vive a vida. Ent\u00e3o, obviamente quem vai saber o que \u00e9 melhor para o povo, somos n\u00f3s.&#8221; \u2014 M\u00f4nica Cunha<\/span><\/p><\/blockquote>\n<p><a href=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/Marielle-Franco.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-60940\" title=\"Evento \u201cVozes Insurgentes da Democracia Letal no Brasil\u2013Relembrando Marielle Franco\u201d marca quatro anos do assassinato da ativista da Mar\u00e9 e vereadora. Fonte: Behner Stiefel Center for Brazilian Studies\" src=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/Marielle-Franco.jpg\" alt=\"Evento \u201cVozes Insurgentes da Democracia Letal no Brasil\u2013Relembrando Marielle Franco\u201d marca quatro anos do assassinato da ativista da Mar\u00e9 e vereadora. Fonte: Behner Stiefel Center for Brazilian Studies\" width=\"1030\" height=\"796\" srcset=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/Marielle-Franco.jpg 1600w, https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/Marielle-Franco-620x479.jpg 620w, https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/Marielle-Franco-814x629.jpg 814w, https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/Marielle-Franco-768x593.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 1030px) 100vw, 1030px\" \/><\/a><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Entre os dias 14 e 15 deste m\u00eas, M\u00f4nica estar\u00e1 nos Estados Unidos para participar de um painel de discuss\u00e3o durante o evento<\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\"> \u201c<a href=\"https:\/\/bit.ly\/3i1A6KI\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Vozes Insurgentes da Democracia Letal no Brasil\u2013Relembrando Marielle Franco<\/a>\u201d <\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">na Universidade Estadual de San Diego<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">. Al\u00e9m de M\u00f4nica, tamb\u00e9m estar\u00e3o presentes D\u00e9bora Maria Silva e Rute Fiuza, m\u00e3es de Rog\u00e9rio Silva e Davi Fiuza, v\u00edtimas do <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2PALm3Q\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">genoc\u00eddio da popula\u00e7\u00e3o negra<\/a> promovido pelo Estado. A presen\u00e7a delas no evento tem como objetivo denunciar o assassinato de jovens negros, al\u00e9m de outras viola\u00e7\u00f5es de direitos humanos cometidas nas favelas brasileiras.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">J\u00e1 a Deputada Estadual Renata Souza est\u00e1 em Nova Iorque, onde participa de um ato em mem\u00f3ria de Marielle Franco e onde <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">far\u00e1 uma den\u00fancia internacional sobre a falta de respostas sobre quem mandou matar a vereadora e defensora de direitos humanos e por qu\u00ea. A deputada ainda se encontrou com o Prefeito Ras Baraka, da cidade de <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">Newark Nova J\u00e9rsia<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">, para debater a redu\u00e7\u00e3o da letalidade policial e encarceramento da juventude negra. Segundo Renata, Newark tem muitos imigrantes brasileiros e portugueses e n\u00e3o \u00e9 dif\u00edcil encontrar uma churrascaria bem brasileira na cidade que tem quase o portugu\u00eas como segunda l\u00edngua. A deputada destaca que l\u00e1, a maioria do corpo de secretariado da prefeitura \u00e9 composto por mulheres negras.\u00a0\u00a0<\/span><\/p>\n<figure id=\"attachment_60941\" aria-describedby=\"caption-attachment-60941\" style=\"width: 1030px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/Renata-Souza-e1647206503389.jpeg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-60941\" title=\"Renata Souza est\u00e1 nos Estados Unidos, onde participa de um ato em mem\u00f3ria de Marielle Franco. Foto: Arquivo Pessoal\" src=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/Renata-Souza-e1647206503389.jpeg\" alt=\"Renata Souza est\u00e1 nos Estados Unidos, onde participa de um ato em mem\u00f3ria de Marielle Franco. Foto: Arquivo Pessoal\" width=\"1030\" height=\"602\" srcset=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/Renata-Souza-e1647206503389.jpeg 1280w, https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/Renata-Souza-e1647206503389-620x362.jpeg 620w, https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/Renata-Souza-e1647206503389-1076x629.jpeg 1076w, https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/Renata-Souza-e1647206503389-768x449.jpeg 768w\" sizes=\"(max-width: 1030px) 100vw, 1030px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-60941\" class=\"wp-caption-text\">Renata Souza est\u00e1 nos Estados Unidos, onde participa de um ato em mem\u00f3ria de Marielle Franco. Foto: Arquivo Pessoal<\/figcaption><\/figure>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Foi a sobreviv\u00eancia que motivou a luta antirracista de Renata Souza. Mulher negra, feminista, cria da Mar\u00e9 e defensora de direitos humanos, antes de ser chefe de gabinete de Marielle, aprendeu a fazer pol\u00edtica na favela. Percorreu um <a href=\"https:\/\/bit.ly\/3rUgrjY\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">caminho comum a muitas mulheres negras de periferia<\/a>: come\u00e7ou ocupando espa\u00e7os de ativismo em seu territ\u00f3rio e na luta por direitos sociais para a sua comunidade, aprendendo, vivendo e lutando por direitos humanos na pr\u00e1tica.<\/span><\/p>\n<figure id=\"attachment_51322\" aria-describedby=\"caption-attachment-51322\" style=\"width: 1030px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/Renata-Souza-Facebook-Candidata-e1647210822417.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-51322\" title=\"Pol\u00edtica ainda \u00e9 um espa\u00e7o, majoritariamente, ocupado por homens brancos \" src=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/Renata-Souza-Facebook-Candidata-e1647210822417.jpg\" alt=\"Pol\u00edtica ainda \u00e9 um espa\u00e7o, majoritariamente, ocupado por homens brancos \" width=\"1030\" height=\"437\" srcset=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/Renata-Souza-Facebook-Candidata-e1647210822417.jpg 1439w, https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/Renata-Souza-Facebook-Candidata-e1647210822417-620x264.jpg 620w, https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/Renata-Souza-Facebook-Candidata-e1647210822417-768x326.jpg 768w, https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/Renata-Souza-Facebook-Candidata-e1647210822417-1030x438.jpg 1030w\" sizes=\"(max-width: 1030px) 100vw, 1030px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-51322\" class=\"wp-caption-text\">Renata Souza<\/figcaption><\/figure>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Aos 16 anos, Renata j\u00e1 estava envolvida com as institui\u00e7\u00f5es que atuam na Mar\u00e9, promovendo acesso \u00e0 educa\u00e7\u00e3o e \u00e0 cultura. Foi no pr\u00e9-vestibular comunit\u00e1rio que conheceu Marielle. O entrosamento com os movimentos sociais era grande. Decidiu juntar esfor\u00e7os para a luta antirracista dentro da favela. \u201cNa \u00e9poca, todos diziam que era uma luta contra o assassinato dos jovens pretos\u201d, recorda Renata, que hoje percebe se tratar de uma luta ainda mais ampla, que impacta, sobretudo, \u00e0s mulheres pretas e faveladas. \u201cSe a gente est\u00e1 lutando contra o racismo, estamos falando do direito dessa mulher de n\u00e3o perder o seu filho, tamb\u00e9m negro, para a viol\u00eancia policial. Estamos falando, tamb\u00e9m, dessa mulher que perdeu o seu companheiro negro para a viol\u00eancia policial\u201d, explica a deputada.\u00a0<\/span><\/p>\n<h3><b>Viol\u00eancia Pol\u00edtica Contra Parlamentares Negras<\/b><\/h3>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Marielle morreu por <a href=\"https:\/\/bit.ly\/32IFMRI\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">viol\u00eancia pol\u00edtica<\/a>. Mulheres negras que ocupam cargos p\u00fablicos recorrentemente <a href=\"https:\/\/bit.ly\/3CCe6Q8\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">sofrem amea\u00e7as e s\u00e3o v\u00edtimas de viol\u00eancia pol\u00edtica<\/a>. Um <\/span><a href=\"https:\/\/bit.ly\/34EAiN1\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"font-weight: 400;\">estudo realizado pelo Instituto Marielle Franco<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">, publicado em 2021, constatou que 98,5% das 142 mulheres negras entrevistadas relataram terem sofrido mais de um tipo de viol\u00eancia pol\u00edtica. A viol\u00eancia virtual (78%), a moral ou psicol\u00f3gica (62%) e a institucional (53%) foram as viola\u00e7\u00f5es mencionadas com maior frequ\u00eancia.\u00a0<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">Em agosto do ano passado, Renata Souza <\/span><a href=\"https:\/\/glo.bo\/3i4g0Qc\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"font-weight: 400;\">sofreu viol\u00eancia pol\u00edtica<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\"> por parte de um colega deputado, durante sess\u00e3o na ALERJ, e n\u00e3o teve direito de resposta durante a plen\u00e1ria.<\/span><\/p>\n<blockquote><p><span style=\"font-weight: 400;\">&#8220;Penso que a cada viol\u00eancia pol\u00edtica, eu tenho mais certeza que \u00e9 no parlamento que devemos estar por ser uma das ferramentas de luta essenciais nesse momento pol\u00edtico. Quanto mais mulheres pretas no parlamento, melhor.&#8221; \u2014 Renata Souza<\/span><\/p><\/blockquote>\n<figure id=\"attachment_60953\" aria-describedby=\"caption-attachment-60953\" style=\"width: 1030px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/Benny-Briolly-vereadora-de-Niteroi-mulher-trans-negra-sofre-transfobia-racismo-e-intolerancia-religiosa-recorrentemente-na-Camara-dos-Vereadores-de-Niteroi.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-60953\" title=\"Benny Briolly, vereadora de Niter\u00f3i, mulher trans negra, sofre transfobia, racismo e intoler\u00e2ncia religiosa recorrentemente na C\u00e2mara dos Vereadores de Niter\u00f3i.\" src=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/Benny-Briolly-vereadora-de-Niteroi-mulher-trans-negra-sofre-transfobia-racismo-e-intolerancia-religiosa-recorrentemente-na-Camara-dos-Vereadores-de-Niteroi.jpg\" alt=\"Benny Briolly, vereadora de Niter\u00f3i, mulher trans negra, sofre transfobia, racismo e intoler\u00e2ncia religiosa recorrentemente na C\u00e2mara dos Vereadores de Niter\u00f3i.\" width=\"1030\" height=\"1030\" srcset=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/Benny-Briolly-vereadora-de-Niteroi-mulher-trans-negra-sofre-transfobia-racismo-e-intolerancia-religiosa-recorrentemente-na-Camara-dos-Vereadores-de-Niteroi.jpg 1080w, https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/Benny-Briolly-vereadora-de-Niteroi-mulher-trans-negra-sofre-transfobia-racismo-e-intolerancia-religiosa-recorrentemente-na-Camara-dos-Vereadores-de-Niteroi-620x620.jpg 620w, https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/Benny-Briolly-vereadora-de-Niteroi-mulher-trans-negra-sofre-transfobia-racismo-e-intolerancia-religiosa-recorrentemente-na-Camara-dos-Vereadores-de-Niteroi-629x629.jpg 629w, https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/Benny-Briolly-vereadora-de-Niteroi-mulher-trans-negra-sofre-transfobia-racismo-e-intolerancia-religiosa-recorrentemente-na-Camara-dos-Vereadores-de-Niteroi-768x768.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 1030px) 100vw, 1030px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-60953\" class=\"wp-caption-text\">Benny Briolly, vereadora de Niter\u00f3i, mulher trans negra, sofre transfobia, racismo e intoler\u00e2ncia religiosa recorrentemente na C\u00e2mara dos Vereadores de Niter\u00f3i.<\/figcaption><\/figure>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Casos de viol\u00eancia contra mulheres n\u00e3o brancas na pol\u00edtica s\u00e3o frequentes. Apenas este ano, <\/span><a href=\"https:\/\/bit.ly\/3tS6FAm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"font-weight: 400;\">Benny Briolly<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">, vereadora na C\u00e2mara de <\/span><a href=\"http:\/\/bit.ly\/2Fur1ae\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"font-weight: 400;\">Niter\u00f3i<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">, Regi\u00e3o Metropolitana do Rio, foi alvo de <\/span><a href=\"https:\/\/bit.ly\/3MOdpaS\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"font-weight: 400;\">seis amea\u00e7as de morte<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">. Em menos de um ano, segundo a equipe da parlamentar, foram 20 amea\u00e7as \u00e0 vida de Benny, uma mulher preta, cria de favela e travesti. Benny j\u00e1 foi atacada no plen\u00e1rio diversas vezes e, inclusive, <a href=\"https:\/\/glo.bo\/3w3TT4w\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">precisou deixar o pa\u00eds<\/a> por algum tempo para se proteger de amea\u00e7as \u00e0 sua vida. A Deputada Federal <\/span><a href=\"http:\/\/bit.ly\/2pL4dL7\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"font-weight: 400;\">Tal\u00edria Petrone<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\"> precisou <\/span><a href=\"https:\/\/bit.ly\/3t86DVW\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"font-weight: 400;\">deixar o Estado do Rio ap\u00f3s amea\u00e7as<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\"> de morte. O Disque Den\u00fancia recebeu informa\u00e7\u00f5es de que <\/span><a href=\"https:\/\/bit.ly\/3i5dfho\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"font-weight: 400;\">a mil\u00edcia planejava a execu\u00e7\u00e3o da parlamentar<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">, que precisou se afastar durante um per\u00edodo das atividades legislativas e de ativismo.<\/span><\/p>\n<figure id=\"attachment_60954\" aria-describedby=\"caption-attachment-60954\" style=\"width: 1030px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/A-deputada-Taliria-Petrone-com-a-filha-Moana-discursando-no-plenario-da-Camara-sobre-a-privatizacao-da-Eletrobras.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-60954\" title=\"A deputada Tal\u00edria Petrone com a filha Moana, discursando no plen\u00e1rio da C\u00e2mara sobre a privatiza\u00e7\u00e3o da Eletrobras\" src=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/A-deputada-Taliria-Petrone-com-a-filha-Moana-discursando-no-plenario-da-Camara-sobre-a-privatizacao-da-Eletrobras.jpg\" alt=\"A deputada Tal\u00edria Petrone com a filha Moana, discursando no plen\u00e1rio da C\u00e2mara sobre a privatiza\u00e7\u00e3o da Eletrobras\" width=\"1030\" height=\"799\" srcset=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/A-deputada-Taliria-Petrone-com-a-filha-Moana-discursando-no-plenario-da-Camara-sobre-a-privatizacao-da-Eletrobras.jpg 1080w, https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/A-deputada-Taliria-Petrone-com-a-filha-Moana-discursando-no-plenario-da-Camara-sobre-a-privatizacao-da-Eletrobras-620x481.jpg 620w, https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/A-deputada-Taliria-Petrone-com-a-filha-Moana-discursando-no-plenario-da-Camara-sobre-a-privatizacao-da-Eletrobras-811x629.jpg 811w, https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/A-deputada-Taliria-Petrone-com-a-filha-Moana-discursando-no-plenario-da-Camara-sobre-a-privatizacao-da-Eletrobras-768x596.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 1030px) 100vw, 1030px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-60954\" class=\"wp-caption-text\">A Deputada Tal\u00edria Petrone com a filha Moana, discursando no plen\u00e1rio da C\u00e2mara sobre a privatiza\u00e7\u00e3o da Eletrobras.<\/figcaption><\/figure>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">As mulheres negras t\u00eam um <\/span><a href=\"https:\/\/bit.ly\/3t8IHll\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"font-weight: 400;\">enorme desafio<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\"> dentro dos parlamentos. Renata afirma que esse espa\u00e7o na pol\u00edtica \u00e9 historicamente negado para as mulheres, especialmente para as mulheres pretas e de favela: \u201c\u00e9 um ambiente hostil, mas, de fato, a cada hostilidade e viol\u00eancia pol\u00edtica, tenho mais certeza que \u00e9 ali que devemos estar para que o parlamento seja uma ferramenta de luta institucional contra o racismo, machismo, misoginia, a pr\u00f3pria LGBTFobia\u201d, pontuou Renata.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A presen\u00e7a de mulheres nos espa\u00e7os de poder n\u00e3o se traduz, de forma direta, em uma maior representatividade das pautas. Como explica Renata, muitas mulheres que atuam como deputadas v\u00eam de fam\u00edlias de pol\u00edticos. S\u00e3o, portanto, \u201cherdeiras da pol\u00edtica familiar, herdeiras pol\u00edticas do marido e do pai. Dificilmente s\u00e3o herdeiras pol\u00edticas de um movimento social, de uma causa social\u201d. A deputada estadual da Mar\u00e9 conclui: \u201cA gente [mulheres pretas] n\u00e3o entra no parlamento herdando a pol\u00edtica, n\u00f3s entramos para subvert\u00ea-la\u201d.<\/span><\/p>\n<p><em>Sobre a autora: <a href=\"https:\/\/bit.ly\/3yqfvGH\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Camila Fiuza<\/a> \u00e9 jornalista formada pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), oriunda da escola p\u00fablica, e integrante do movimento\u00a0<a href=\"https:\/\/bit.ly\/3lyetoo\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">M\u00e3es de Maio do Nordeste<\/a>. Mulher negra, perif\u00e9rica e ativista de direitos humanos e antirracismo, Camila contribuiu para r\u00e1dios comunit\u00e1rias e passou pela Record TV Itapu\u00e3 e r\u00e1dio Band News FM em Salvador.<\/em><\/p>\n<hr \/>\n<h4><b>Apoie nossos esfor\u00e7os para fornecer assist\u00eancia estrat\u00e9gica \u00e0s favelas do Rio durante a pandemia de Covid-19, incluindo o jornalismo hiperlocal, cr\u00edtico, inovador e incans\u00e1vel do\u00a0<\/b><b><i>RioOnWatch\u00a0<\/i><\/b><b>\u2014\u00a0<\/b><a href=\"http:\/\/bit.ly\/CatalisandoComunidades\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><b>doe aqui<\/b><\/a><b>.<\/b><\/h4>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<div class=\"mh-excerpt\"><p>Click Here for English \u201cSer mulher negra \u00e9 resistir e sobreviver o tempo todo.\u201d A frase foi dita por Marielle Franco, a mulher que mudaria o curso da 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