{"id":61081,"date":"2022-03-30T10:01:43","date_gmt":"2022-03-30T13:01:43","guid":{"rendered":"https:\/\/rioonwatch.org.br\/?p=61081"},"modified":"2023-09-20T12:34:45","modified_gmt":"2023-09-20T15:34:45","slug":"como-as-mudancas-climaticas-afetam-a-vida-de-quem-vive-nas-periferias","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/rioonwatch.org.br\/?p=61081","title":{"rendered":"Qual a Rela\u00e7\u00e3o das Chuvas com as Mudan\u00e7as Clim\u00e1ticas e Como Isso Afeta Quem Vive nas Favelas e Periferias?"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right;\"><em><strong><a href=\"https:\/\/bit.ly\/3EVJsSJ\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Click Here for English<\/a><a href=\"https:\/\/bit.ly\/3EVJsSJ\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><img decoding=\"async\" class=\"alignright wp-image-15790\" src=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2012\/08\/EN-standard-e1439583104716.jpg\" alt=\"\" width=\"20\" height=\"20\" \/><\/a><\/strong><\/em><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"alignright wp-image-42675\" src=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/SDSU-620x211.png\" alt=\"\" width=\"200\" height=\"68\" srcset=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/SDSU-620x211.png 620w, https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/SDSU-768x261.png 768w, https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/SDSU-1024x348.png 1024w, https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/SDSU.png 1934w\" sizes=\"(max-width: 200px) 100vw, 200px\" \/><\/p>\n<p><em>Esta mat\u00e9ria\u00a0<\/em><em>faz parte de uma\u00a0<a href=\"https:\/\/bit.ly\/SerieSDSU\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">s\u00e9rie<\/a>\u00a0gerada por uma parceria, com o\u00a0<a href=\"https:\/\/bit.ly\/SDSUDigitalBrazilProject\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Digital Brazil Project<\/a>\u00a0do\u00a0<a href=\"http:\/\/bit.ly\/2zcymI6\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Centro Behner Stiefel de Estudos Brasileiros<\/a> da Universidade Estadual de San Diego na Calif\u00f3rnia, para produzir mat\u00e9rias sobre impactos clim\u00e1ticos e a\u00e7\u00e3o afirmativa nas favelas cariocas.\u00a0<\/em><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Na d\u00e9cada de 1970, Elis Regina j\u00e1 cantava sobre \u201c<a href=\"https:\/\/bit.ly\/3IqjO8Y\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">as \u00e1guas de mar\u00e7o fechando o ver\u00e3o<\/a>\u201d. O per\u00edodo que marca a transi\u00e7\u00e3o das esta\u00e7\u00f5es\u2014do ver\u00e3o para o outono\u2014\u00e9 popularmente conhecido pela frequ\u00eancia e intensidade das chuvas. As altas temperaturas durante o ver\u00e3o podem ser, eventualmente, seguidas de pancadas fortes de chuva e rajadas de vento. Por\u00e9m, \u00e9 poss\u00edvel notar algo diferente nos \u00faltimos anos, algo capaz de tornar eventos naturais comuns em trag\u00e9dias cada vez mais impactantes.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A cidade de Petr\u00f3polis, na Regi\u00e3o Serrana do Rio, por exemplo, voltou a ser atingida por um <\/span><a href=\"http:\/\/glo.bo\/36GeYr7\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"font-weight: 400;\">forte temporal<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\"> no domingo, dia 20. Em quatro horas, a cidade registrou <\/span><a href=\"https:\/\/bit.ly\/36D5oVZ\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"font-weight: 400;\">208 mil\u00edmetros de chuva<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">, quantidade esperada para todo o m\u00eas de mar\u00e7o. Cinco pessoas morreram e centenas ficaram desalojadas por conta das consequ\u00eancias da forte chuva.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Este \u00e9 o segundo temporal a atingir a cidade em pouco mais de um m\u00eas. No dia 15 de fevereiro deste ano, Petr\u00f3polis recebeu um volume de chuva recorde: <a href=\"https:\/\/bit.ly\/3pzaFUU\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">260 mil\u00edmetros<\/a>. Choveu em seis horas mais do que o esperado para todo o m\u00eas de fevereiro. Chover forte no ver\u00e3o \u00e9 comum, mas a <\/span><a href=\"https:\/\/bit.ly\/3IG53jn\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"font-weight: 400;\">quebra de recordes<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\"> em intervalos cada vez menores acende um alerta de que algo diferente est\u00e1 acontecendo. Segundo a Defesa Civil, a chuva do dia 15 <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">foi a de maior volume j\u00e1 registrado na cidade desde 1932, quando a medi\u00e7\u00e3o come\u00e7ou a ser feita pelo Instituto Nacional de Meteorologia (<a href=\"http:\/\/bit.ly\/2Y8Is6L\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">INMET<\/a>). At\u00e9 o fechamento deste texto, <\/span><a href=\"https:\/\/bit.ly\/3wxooQv\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"font-weight: 400;\">234 pessoas haviam morrido<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\"> em decorr\u00eancia de deslizamentos, alagamentos e desabamentos provocados pela chuva. Outras tr\u00eas permaneciam desaparecidas.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Al\u00e9m do recorde no volume de chuva, o ocorrido em Petr\u00f3polis marcou tamb\u00e9m outro triste recorde: o de pessoas mortas em decorr\u00eancia de temporais na cidade. A hist\u00f3ria nos mostra que epis\u00f3dios como esse s\u00e3o <\/span><a href=\"https:\/\/bit.ly\/3IBiy3I\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"font-weight: 400;\">recorrentes na Regi\u00e3o Serrana<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\"> do Rio. Em 1988, uma forte chuva provocou deslizamentos de terra e enchentes, resultando na morte de 134 em Petr\u00f3polis. Em 2011, o rastro da trag\u00e9dia entendeu-se por cinco cidades, <\/span><a href=\"https:\/\/bit.ly\/34dLboM\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"font-weight: 400;\">matando 918 pessoas<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\"> e produzindo cenas que, at\u00e9 hoje, s\u00e3o lembradas.\u00a0<\/span><\/p>\n<figure id=\"attachment_61083\" aria-describedby=\"caption-attachment-61083\" style=\"width: 670px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-61083\" src=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/mudancas-climaticas-e1648073359226.jpg\" alt=\"Chuvas que atingiram Petr\u00f3polis em fevereiro foram as mais intensas desde 1932. Foto: Fernando Fraz\u00e3o \/ Ag\u00eancia Brasil\" width=\"670\" height=\"401\" srcset=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/mudancas-climaticas-e1648073359226.jpg 670w, https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/mudancas-climaticas-e1648073359226-620x371.jpg 620w\" sizes=\"(max-width: 670px) 100vw, 670px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-61083\" class=\"wp-caption-text\">Chuvas que atingiram Petr\u00f3polis em fevereiro foram as mais intensas desde 1932. Foto: Fernando Fraz\u00e3o \/ Ag\u00eancia Brasil<\/figcaption><\/figure>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Apesar da chuva cair sobre o solo de forma indiscriminada, \u00e9 nas \u00e1reas mais vulner\u00e1veis que ocorrem os maiores estragos. Do alto dos morros de Petr\u00f3polis, muitas casas foram varridas ladeira abaixo quando as encostas, encharcadas, deslizaram. Antes da lama chegar ao asfalto do centro da cidade ou da famosa Rua Teresa, muitas vidas j\u00e1 haviam sido perdidas no percurso dela pelas favelas da cidade.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">No caso de Petr\u00f3polis, o <\/span><a href=\"https:\/\/bit.ly\/3KdoOit\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"font-weight: 400;\">Plano Municipal de Redu\u00e7\u00e3o de Risco<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">, entregue em 2017\u2014elaborado sob os ecos da trag\u00e9dia de 2011\u2014j\u00e1 havia identificado mais de 27.000 casas edificadas em \u00e1reas de risco alto ou muito alto para deslizamentos de terra e enchentes. O mesmo estudo constatou, ainda, que 10% do espa\u00e7o urbanizado de Petr\u00f3polis era compreendido como \u00e1rea de risco alto ou muito alto. Chama aten\u00e7\u00e3o que, mesmo ap\u00f3s o mapeamento e an\u00e1lise, muito <\/span><a href=\"https:\/\/bit.ly\/34JhZ9w\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"font-weight: 400;\">pouco tenha sido feito para mitigar os riscos<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\"> \u00e0s fam\u00edlias que residiam nessas \u00e1reas. Das \u00e1reas mapeadas pelo estudo, aquela apontada como a de maior perigo de deslizamentos \u00e9 a chamada Oswero Vila\u00e7a, onde est\u00e1 o Morro da Oficina, <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">onde ocorreu o maior n\u00famero de mortes na trag\u00e9dia de fevereiro.\u00a0<\/span><\/p>\n<h3><b>Hist\u00f3rias Que Se Repetem<\/b><\/h3>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O ocorrido em Petr\u00f3polis trouxe \u00e0 mem\u00f3ria dos fluminenses outra trag\u00e9dia, que tamb\u00e9m combinou eventos naturais extremos e <a href=\"https:\/\/bit.ly\/2Rku5Mf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">neglig\u00eancia do Estado<\/a>: o <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">deslizamento de terra que <\/span><a href=\"https:\/\/glo.bo\/34baurz\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"font-weight: 400;\">matou 48 pessoas<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\"> no <\/span><a href=\"http:\/\/bit.ly\/1IHGsDw\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"font-weight: 400;\">Morro do Bumba<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">, em abril de 2010, na cidade de <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2xtrOnO\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Niter\u00f3i<\/a>, no Grande Rio. A favela nasceu e cresceu em cima de um lix\u00e3o desativado na d\u00e9cada de 1980, tornando o solo ainda mais inst\u00e1vel. As chuvas torrenciais que atingiram o estado do Rio no ver\u00e3o de 2010 causaram v\u00edtimas tamb\u00e9m na <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2XuTtjt\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Rocinha<\/a>, na <a href=\"http:\/\/bit.ly\/1mNsDyk\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Zona Sul<\/a>, no <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2YofqV9\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Prazeres<\/a>, na \u00e1rea Central, e no <a href=\"https:\/\/bit.ly\/3faj77Z\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Morro dos Macacos<\/a>, na <a href=\"http:\/\/bit.ly\/WximDf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Zona Norte<\/a>.\u00a0<\/span><\/p>\n<figure id=\"attachment_15768\" aria-describedby=\"caption-attachment-15768\" style=\"width: 670px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2010\/05\/Bumba.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-15768\" title=\"Vista do Morro do Bumba, em Niter\u00f3i, ap\u00f3s deslizamento em 2010\" src=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2010\/05\/Bumba.jpg\" alt=\"Vista do Morro do Bumba, em Niter\u00f3i, ap\u00f3s deslizamento em 2010\" width=\"670\" height=\"502\" srcset=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2010\/05\/Bumba.jpg 619w, https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2010\/05\/Bumba-326x245.jpg 326w, https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2010\/05\/Bumba-80x60.jpg 80w, https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2010\/05\/Bumba-174x131.jpg 174w, https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2010\/05\/Bumba-300x225.jpg 300w, https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2010\/05\/Bumba-70x53.jpg 70w\" sizes=\"(max-width: 670px) 100vw, 670px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-15768\" class=\"wp-caption-text\">Vista do Morro do Bumba, em Niter\u00f3i, ap\u00f3s deslizamento em 2010<\/figcaption><\/figure>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Esses eventos entraram para a hist\u00f3ria do Rio e s\u00e3o demonstrativos do agravamento das consequ\u00eancias das tempestades nas periferias. Como j\u00e1 dissemos, a chuva cai indiscriminadamente sobre o solo, mas qual \u00e9 o solo mais vulner\u00e1vel a deslizamentos? Quais s\u00e3o as casas mais fr\u00e1geis a desabamentos? Quem s\u00e3o as pessoas que residem mais pr\u00f3ximo aos rios e c\u00f3rregos, por vezes assoreados que, com as tempestades, transbordam e, em casos extremos, criam enxurradas mortais?<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Se pessoas de uma determinada classe social, g\u00eanero ou cor s\u00e3o mais atingidas do que outras por eventos clim\u00e1ticos extremos, fica evidente que h\u00e1 <\/span><a href=\"https:\/\/bit.ly\/3Iw393M\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"font-weight: 400;\">(in)justi\u00e7a clim\u00e1tica<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">\u00a0e <a href=\"https:\/\/bit.ly\/3NfIkxf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">racismo clim\u00e1tico<\/a>. Os atravessamentos sociais, pol\u00edticos e econ\u00f4micos que estruturam as rela\u00e7\u00f5es de poder na sociedade tamb\u00e9m se fazem presentes no meio ambiente. Afinal, ainda que os eventos clim\u00e1ticos desta magnitude estejam ocorrendo em todo o planeta, \u00e9 a popula\u00e7\u00e3o mais pobre que tende a sofrer mais com suas consequ\u00eancias. Isso acontece <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2SWShqO\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">por estarem nas zonas mais vulner\u00e1veis<\/a>, por terem menos recursos para se adaptar \u00e0s novas condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas, e principalmente por uma <a href=\"http:\/\/bit.ly\/JHwxqj\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">falta de responsabiliza\u00e7\u00e3o do poder p\u00fablico<\/a> que \u00e9 respons\u00e1vel pelo bem-estar de todos.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">No <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2K1s59x\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Complexo da Mar\u00e9<\/a>, os moradores da <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2LMcg6I\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Nova Holanda<\/a> j\u00e1 est\u00e3o habituados aos alagamentos. No territ\u00f3rio a combina\u00e7\u00e3o de fatores naturais e pol\u00edticos convergem para uma situa\u00e7\u00e3o frequente de preju\u00edzos e riscos \u00e0 sa\u00fade dos moradores. A \u00e1rea onde hoje se encontra a <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2upxtLo\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Mar\u00e9 \u00e9 aterrada<\/a>, era manguezal e \u00e1gua antes da constru\u00e7\u00e3o da comunidade. A mudan\u00e7a no curso de rios e c\u00f3rregos, o assoreamento dos canais ainda vis\u00edveis, a aus\u00eancia de espa\u00e7os verdes, assim como a incapacidade das redes de esgotamento sanit\u00e1rio de conter a \u00e1gua e insufici\u00eancia na coleta de lixo deixam o territ\u00f3rio suscet\u00edvel a inunda\u00e7\u00f5es. Com chuvas cada vez mais intensas e frequentes, os alagamentos na Nova Holanda tamb\u00e9m tendem a se tornar mais intensos e frequentes, como discutiu-se no <a href=\"https:\/\/bit.ly\/3Jujc3k\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><em>Mar\u00e9 de Not\u00edcias<\/em><\/a>\u00a0no artigo \u201c<\/span><a href=\"https:\/\/bit.ly\/3tNn4Ys\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"font-weight: 400;\">Alagamentos na Mar\u00e9: Nova Holanda ou Nova Veneza?<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">\u201d<\/span><\/p>\n<figure id=\"attachment_61088\" aria-describedby=\"caption-attachment-61088\" style=\"width: 670px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/mudancas-climaticas-2-e1647970730682.jpeg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-61088\" title=\"Moradores da Mar\u00e9 convivem rotineiramente com alagamentos. Foto: Mar\u00e9 de Not\u00edcias\" src=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/mudancas-climaticas-2-e1647970730682-620x428.jpeg\" alt=\"Moradores da Mar\u00e9 convivem rotineiramente com alagamentos. Foto: Mar\u00e9 de Not\u00edcias\" width=\"670\" height=\"462\" srcset=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/mudancas-climaticas-2-e1647970730682-620x428.jpeg 620w, https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/mudancas-climaticas-2-e1647970730682-912x629.jpeg 912w, https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/mudancas-climaticas-2-e1647970730682-768x530.jpeg 768w, https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/mudancas-climaticas-2-e1647970730682.jpeg 957w\" sizes=\"(max-width: 670px) 100vw, 670px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-61088\" class=\"wp-caption-text\">Moradores da Mar\u00e9 convivem rotineiramente com alagamentos. Foto: Mar\u00e9 de Not\u00edcias<\/figcaption><\/figure>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Nesse mesmo ver\u00e3o, em dezembro de 2021, um volume de chuvas bem acima da m\u00e9dia deixou mais de 100 cidades do estado da Bahia em calamidade. A cidade de Itamaraju, no Sul Baiano, registrou em quatro dias <\/span><a href=\"https:\/\/bit.ly\/3sDCpto\"><span style=\"font-weight: 400;\">mais do que o dobro da chuva prevista para todo o m\u00eas<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\"> de dezembro: 500 mil\u00edmetros. Ao menos <\/span><a href=\"https:\/\/bit.ly\/3HG816f\"><span style=\"font-weight: 400;\">20 pessoas morreram<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\"> em virtude dos deslizamentos, enxurradas e desabamentos. O temporal tamb\u00e9m provocou estragos no Esp\u00edrito Santo e em Minas Gerais. Mas por que tem chovido t\u00e3o intensamente? Por que as consequ\u00eancias t\u00eam sido t\u00e3o graves?<\/span><\/p>\n<h3><b>O Que Est\u00e1 Acontecendo com o Nosso Planeta?<\/b><\/h3>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Para come\u00e7ar, \u00e9 preciso que a gente entenda o que \u00e9 e como acontece o <a href=\"https:\/\/bit.ly\/3JC26kk\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">efeito estufa<\/a>. M\u00f4nica Carneiro, doutora em meteorologia e professora associada da Universidade Federal Fluminense (<a href=\"http:\/\/bit.ly\/2tPZTig\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">UFF<\/a>), nos ajudou a descomplicar essa discuss\u00e3o.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O efeito estufa \u00e9 um fen\u00f4meno natural indispens\u00e1vel \u00e0 vida no planeta. Esse fen\u00f4meno, sem interfer\u00eancias humanas, faz com que tenhamos uma m\u00e9dia de temperatura nem muito quente e nem muito fria na superf\u00edcie do planeta. Ele \u00e9 criado pelos gases existentes na atmosfera que permitem a entrada da radia\u00e7\u00e3o necess\u00e1ria para a manuten\u00e7\u00e3o do aquecimento ideal \u00e0 vida no planeta. M\u00f4nica explica que o efeito estufa funciona como a tampa de uma panela, que prende o calor na superf\u00edcie. <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">O problema \u00e9 a intensifica\u00e7\u00e3o desse efeito nas \u00faltimas d\u00e9cadas, causado, principalmente, pela queima de combust\u00edveis f\u00f3sseis por n\u00f3s, humanos.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cA gente emite, cada vez mais, gases de efeito estufa na atmosfera, principalmente o CO2 [g\u00e1s carb\u00f4nico], mas existem outros gases tamb\u00e9m de efeito estufa. E esses gases, cada vez mais, prendem essa energia, esse calor no planeta e isso causa um aumento da temperatura global\u201d, explicou M\u00f4nica.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Ap\u00f3s a Revolu\u00e7\u00e3o Industrial, por volta de 1850, houve um aumento significativo na <a href=\"https:\/\/bbc.in\/3D46WEv\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">queima de combust\u00edveis f\u00f3sseis<\/a>, tanto para o funcionamento das ind\u00fastrias, como para os meios de transporte, intensificando o aquecimento do planeta. \u201cO que a gente percebe \u00e9 que a velocidade com que isso [o aquecimento] tem acontecido n\u00e3o tem precedentes. Ent\u00e3o, apesar de haver uma variabilidade natural da temperatura, nos \u00faltimos anos ela aumentou exponencialmente e isso bate com o aumento da emiss\u00e3o de gases de efeito estufa\u201d, apontou M\u00f4nica.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Com o planeta mais quente, eventos extremos s\u00e3o cada vez mais comuns. Segundo a professora, com o planeta mais quente, ocorre uma evapora\u00e7\u00e3o maior de \u00e1gua dos oceanos, rios, lagos, al\u00e9m da evapotranspira\u00e7\u00e3o das plantas, ent\u00e3o tem mais vapor d\u2019\u00e1gua em suspens\u00e3o na atmosfera. M\u00f4nica disse: <\/span>\u201cQuando voc\u00ea forma uma nuvem em um cen\u00e1rio de aquecimento global, essa nuvem pode ser muito mais intensa e pode chover muito mais porque tem muito mais vapor d&#8217;\u00e1gua naquela atmosfera\u201d.<\/p>\n<figure id=\"attachment_61090\" aria-describedby=\"caption-attachment-61090\" style=\"width: 670px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/mudancas-climaticas-3.jpeg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-61090\" title=\"Petr\u00f3polis registrou em um dia a chuva aguardada para todo o m\u00eas de fevereiro. Foto: T\u00e2nia R\u00eago \/ Ag\u00eancia Brasil \" src=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/mudancas-climaticas-3-620x371.jpeg\" alt=\"Petr\u00f3polis registrou em um dia a chuva aguardada para todo o m\u00eas de fevereiro. Foto: T\u00e2nia R\u00eago \/ Ag\u00eancia Brasil \" width=\"670\" height=\"401\" srcset=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/mudancas-climaticas-3-620x371.jpeg 620w, https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/mudancas-climaticas-3-1051x629.jpeg 1051w, https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/mudancas-climaticas-3-768x459.jpeg 768w, https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/mudancas-climaticas-3.jpeg 1170w\" sizes=\"(max-width: 670px) 100vw, 670px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-61090\" class=\"wp-caption-text\">Petr\u00f3polis registrou em um dia a chuva aguardada para todo o m\u00eas de fevereiro. Foto: T\u00e2nia R\u00eago \/ Ag\u00eancia Brasil<\/figcaption><\/figure>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Para a professora, o fen\u00f4meno ocorrido em Petr\u00f3polis em fevereiro n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o comum e foi resultado de uma jun\u00e7\u00e3o de fatores meteorol\u00f3gicos, geogr\u00e1ficos e estruturais. O vento arrastou um ar quente e \u00famido do oceano para a regi\u00e3o metropolitana do Rio e, ao chegar na regi\u00e3o, pela altitude de Petr\u00f3polis, ele subiu. \u201cNa hora que esse ar quente \u00famido \u00e9 obrigado a subir um relevo, ele pode formar nuvens extensas e chover muito. Ent\u00e3o, j\u00e1 esper\u00e1vamos que fosse ter uma precipita\u00e7\u00e3o em Petr\u00f3polis. O que n\u00e3o d\u00e1 para prever \u00e9 o quanto de chuva pode cair\u201d. Ainda segundo a professora, tempestades costumam se formar em um ponto e se locomover para outro, mas o que aconteceu em fevereiro em Petr\u00f3polis foi diferente: \u201cela n\u00e3o andou, ent\u00e3o choveu tudo aquilo em cima daquela regi\u00e3o [espec\u00edfica] e em outras cidades pr\u00f3ximas praticamente n\u00e3o teve chuva\u201d, explicou a professora.<\/span><\/p>\n<h3><b>A Tempestade Pode Ser a Mesma, Mas o Barco N\u00e3o \u00c9<\/b><\/h3>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A rela\u00e7\u00e3o entre as mudan\u00e7as no clima e seus efeitos nas periferias \u00e9 atravessada por fatores diversos, que passam pelo aquecimento global e pelas pol\u00edticas p\u00fablicas que mitigam ou ignoram as potenciais consequ\u00eancias dessas tempestades nas \u00e1reas mais vulner\u00e1veis. Eu me chamo Aline Marieta, sou arquiteta-urbanista, especialista em design de interiores e conforto ambiental. Sou \u201ccria\u201d do Complexo da Mar\u00e9 e \u00e9 desse lugar que discuto o papel da infraestrutura urbana em nossa reflex\u00e3o.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">As mortes e perdas materiais provocadas pelos eventos clim\u00e1ticos extremos atingem de forma mais intensa as popula\u00e7\u00f5es mais vulner\u00e1veis: aqueles que residem nas periferias, em espa\u00e7os mais suscet\u00edveis a deslizamentos e alagamentos, regi\u00f5es pr\u00f3ximas a encostas e rios. Como lembra M\u00f4nica, \u201celas ocupam esses espa\u00e7os porque \u00e9 onde t\u00eam condi\u00e7\u00f5es de pagar\u201d. \u00c9 tamb\u00e9m, por vezes, o territ\u00f3rio onde a fam\u00edlia sempre morou, onde a pessoa cresceu e constituiu suas ra\u00edzes materiais e simb\u00f3licas. Isso muitas vezes por ter sido o \u00fanico local dispon\u00edvel para assentamento\u2014<a href=\"http:\/\/bit.ly\/2SWShqO\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">exatamente pela sua vulnerabilidade<\/a>\u2014l\u00e1 na sua origem.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Nesses locais, mesmo que n\u00e3o houvesse ningu\u00e9m residindo, j\u00e1 ocorreriam deslizamentos naturalmente quando chovesse muito. Poderiam haver deslocamentos de massa ou, at\u00e9 mesmo, enchentes. De acordo com a professora M\u00f4nica, \u201cs\u00e3o locais que n\u00e3o deveriam ser habitados, mas milhares de pessoas moram nessas \u00e1reas e est\u00e3o correndo risco de perderem suas vidas quando acontece um evento desses\u201d. Com tempo, <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2SWShqO\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">muitos melhoram as condi\u00e7\u00f5es do local<\/a> para moradia, mas nem sempre ao ponto de garantir sua seguran\u00e7a.<\/span><\/p>\n<blockquote><p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cAs popula\u00e7\u00f5es mais vulner\u00e1veis v\u00e3o sempre sofrer mais porque elas t\u00eam menos dinheiro para se reerguer. Por exemplo, um furac\u00e3o que atinge Miami tem efeitos bem diferentes daqueles que acontecem na Rep\u00fablica Dominicana, no Haiti ou em Cuba. Pode ser um furac\u00e3o com a mesma intensidade, por\u00e9m a popula\u00e7\u00e3o seria atingida de maneiras diferentes em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 vulnerabilidade, de terem para onde ir\u2026 Ent\u00e3o, \u00e9 uma conta injusta como v\u00e1rias outras que, infelizmente, a gente percebe na nossa sociedade.\u201d \u2014 M\u00f4nica Carneiro<\/span><\/p><\/blockquote>\n<figure id=\"attachment_61094\" aria-describedby=\"caption-attachment-61094\" style=\"width: 670px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/mudancas-climaticas-4.jpeg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-61094\" title=\"Morro da Oficina, em Petr\u00f3polis, foi um dos locais mais atingidos por temporal. Foto: T\u00e2nia R\u00eago \/ Ag\u00eancia Brasil\" src=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/mudancas-climaticas-4-620x413.jpeg\" alt=\"Morro da Oficina, em Petr\u00f3polis, foi um dos locais mais atingidos por temporal. Foto: T\u00e2nia R\u00eago \/ Ag\u00eancia Brasil\" width=\"670\" height=\"446\" srcset=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/mudancas-climaticas-4-620x413.jpeg 620w, https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/mudancas-climaticas-4-768x512.jpeg 768w, https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/mudancas-climaticas-4.jpeg 770w\" sizes=\"(max-width: 670px) 100vw, 670px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-61094\" class=\"wp-caption-text\">Morro da Oficina, em Petr\u00f3polis, foi um dos locais mais atingidos por temporal. Foto: T\u00e2nia R\u00eago \/ Ag\u00eancia Brasil<\/figcaption><\/figure>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Alguns desses eventos s\u00e3o inesperados, mas muitos poderiam ser evitados ou ter suas consequ\u00eancias mitigadas. O <a href=\"http:\/\/bit.ly\/36Q59lj\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">sistema de alerta por sirenes<\/a>, implantado em diversas comunidades do estado do Rio, se prop\u00f5e a ajudar os moradores a entenderem o momento de sa\u00edrem de casa em busca de um ponto seguro. Contudo, para ser uma medida efetiva, precisa de organiza\u00e7\u00e3o e infraestrutura, sen\u00e3o as pessoas n\u00e3o ter\u00e3o para onde ir quando a sirene tocar. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Seria necess\u00e1rio que existissem pol\u00edticas p\u00fablicas voltadas \u00e0 assist\u00eancia da popula\u00e7\u00e3o, sobretudo dos mais vulner\u00e1veis. Se as chuvas est\u00e3o cada vez mais intensas, seria necess\u00e1rio repensar o sistema p\u00fablico de drenagem das vias, por exemplo. Isso \u00e9 mitigar as consequ\u00eancias. No atual momento dessa emerg\u00eancia clim\u00e1tica global, os anseios s\u00e3o por a\u00e7\u00f5es concretas em <a href=\"https:\/\/bit.ly\/3DCcBBg\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">duas frentes<\/a>: redu\u00e7\u00e3o das emiss\u00f5es dos gases de efeito estufa, para frear o agravamento do cen\u00e1rio; e planejamento e adapta\u00e7\u00e3o dos Estados, para proteger a popula\u00e7\u00e3o, reduzir as perdas e recuperar-se de forma mais f\u00e1cil e r\u00e1pida ap\u00f3s um evento extremo.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Existem alguns dispositivos voltados a ajudar a popula\u00e7\u00e3o lidar com essas situa\u00e7\u00f5es, mas poucos sabem de sua exist\u00eancia, muito menos de como acess\u00e1-los. Um exemplo disso \u00e9 a <a href=\"https:\/\/bit.ly\/3uccpF2\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Lei 11.888<\/a>, de dezembro de 2008, que <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">assegura \u00e0s fam\u00edlias de baixa renda assist\u00eancia t\u00e9cnica p\u00fablica e gratuita para o projeto e a constru\u00e7\u00e3o de moradia. O artigo 2\u00ba dessa lei diz que essa assist\u00eancia &#8220;abrange todos os trabalhos de projeto, acompanhamento e execu\u00e7\u00e3o da obra a cargo dos profissionais das \u00e1reas de arquitetura, urbanismo e engenharia necess\u00e1rios para a edifica\u00e7\u00e3o, reforma, amplia\u00e7\u00e3o ou regulariza\u00e7\u00e3o fundi\u00e1ria da habita\u00e7\u00e3o&#8221;. Essa lei \u00e9 um exemplo de proposta para mitigar os danos causados pelos eventos clim\u00e1ticos extremos, ao garantir mais seguran\u00e7a estrutural \u00e0s moradias.\u00a0<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">A medida, no entanto, esbarra no desconhecimento p\u00fablico e, sobretudo, no desconhecimento ou m\u00e1 vontade pol\u00edtica de implementar a lei nos munic\u00edpios por meio das secretarias de habita\u00e7\u00e3o de cada cidade. \u00c9 necess\u00e1rio n\u00e3o s\u00f3 lutar por legisla\u00e7\u00f5es como essa, mas pressionar os \u00f3rg\u00e3os p\u00fablicos por sua implementa\u00e7\u00e3o de fato.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Calor extremo, secas prolongadas e mais severas, chuvas mais intensas, extin\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies e dificuldade no cultivo de alimentos s\u00e3o algumas das consequ\u00eancias que o pa\u00eds enfrentar\u00e1 at\u00e9 2050 se nada for feito. A informa\u00e7\u00e3o faz parte das an\u00e1lises de cen\u00e1rios contidas no <\/span><a href=\"https:\/\/bit.ly\/3Nc7rkl\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"font-weight: 400;\">6\u00ba Relat\u00f3rio<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\"> do Painel Intergovernamental de Mudan\u00e7as Clim\u00e1ticas da ONU (<a href=\"https:\/\/bit.ly\/36GYKxZ\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">IPCC<\/a>), divulgado em fevereiro de 2022. A adapta\u00e7\u00e3o das cidades \u00e9 uma necessidade do presente, em um cen\u00e1rio onde os eventos imaginados para o futuro est\u00e3o cada vez mais pr\u00f3ximos. Como parte mais vulner\u00e1vel das cidades, favelas e periferias possuem caracter\u00edsticas espec\u00edficas e precisam ser vistas como prioridade.<\/span><\/p>\n<p><em>Sobre a autora: Aline Marieta, 32 anos, \u00e9 arquiteta e urbanista. Nascida em <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2RR28KT\" rel=\"noopener\">S\u00e3o Paulo<\/a>, foi criada nas favelas da Zona Norte do Rio e hoje mora no Complexo da Mar\u00e9. \u00c9 criadora do\u00a0<a href=\"http:\/\/bit.ly\/3qAo7Wp\" rel=\"noopener\">@edificandodecoracao<\/a>\u00a0e membro do coletivo\u00a0<a href=\"http:\/\/bit.ly\/2IrPdgy\" rel=\"noopener\">Eco Mar\u00e9<\/a>, que visa levar para a favela a tem\u00e1tica ambiental e conscientizar os moradores sobre a import\u00e2ncia desse tema.<\/em><\/p>\n<hr \/>\n<h4><strong>Apoie nossos esfor\u00e7os para fornecer assist\u00eancia estrat\u00e9gica \u00e0s favelas do Rio durante a pandemia da Covid-19, incluindo o jornalismo hiperlocal, cr\u00edtico, inovador e incans\u00e1vel do\u00a0<em>RioOnWatch<\/em><\/strong>\u2014<a href=\"http:\/\/bit.ly\/CatalisandoComunidades\">doe aqui<\/a>.<\/h4>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<div class=\"mh-excerpt\"><p>Click Here for English Esta mat\u00e9ria\u00a0faz parte de uma\u00a0s\u00e9rie\u00a0gerada por uma parceria, com o\u00a0Digital Brazil Project\u00a0do\u00a0Centro Behner Stiefel de Estudos Brasileiros da Universidade Estadual de San Diego na Calif\u00f3rnia, para produzir mat\u00e9rias sobre impactos clim\u00e1ticos <a class=\"mh-excerpt-more\" href=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/?p=61081\" title=\"Qual a Rela\u00e7\u00e3o das Chuvas com as Mudan\u00e7as Clim\u00e1ticas e Como Isso Afeta Quem Vive nas Favelas e Periferias?\">[&#8230;]<\/a><!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on get_the_excerpt --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on get_the_excerpt --><\/p>\n<\/div>","protected":false},"author":173,"featured_media":61085,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[1857,1621,1625,344,1639],"tags":[911,11,332,2625,965,3112,755,9,84,44,1719,417,2451,839,2139,427,16,2693,218,383],"writer":[3018],"translator":[],"source":[],"ilustrador":[],"fotografo":[],"class_list":{"0":"post-61081","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-olhonaurbanizacao","8":"category-destaque","9":"category-por-correspondentes-comunitarios","10":"category-politicas","11":"category-sustentabilidade","12":"tag-area-de-risco","13":"tag-chuvas","14":"tag-complexo-da-mare","15":"tag-defesa-civil","16":"tag-enchente","17":"tag-justica-climatica","18":"tag-lei","19":"tag-morro-do-bumba","20":"tag-morro-dos-macacos","21":"tag-prazeres","22":"tag-mudancas-climaticas","23":"tag-negligencia-do-estado","24":"tag-politicas-publicas","25":"tag-prioridades-publicas-equivocadas","26":"tag-justica-ambiental","27":"tag-risco-de-deslizamento","28":"tag-rocinha","29":"tag-serie-direitos-humanos-com-apoio-do-centro-behner-stiefel-da-sdsu","30":"tag-zona-norte","31":"tag-zona-sul","32":"writer-aline-marieta"},"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v25.6 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>Qual a Rela\u00e7\u00e3o das Chuvas com as Mudan\u00e7as Clim\u00e1ticas e Como Isso Afeta Quem Vive nas Favelas e Periferias? 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