{"id":61270,"date":"2022-05-14T04:33:07","date_gmt":"2022-05-14T07:33:07","guid":{"rendered":"https:\/\/rioonwatch.org.br\/?p=61270"},"modified":"2024-03-18T20:03:26","modified_gmt":"2024-03-18T23:03:26","slug":"o-que-e-justica-climatica-na-visao-de-liderancas-comunitarias-da-rede-favela-sustentavel","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/rioonwatch.org.br\/?p=61270","title":{"rendered":"O Que \u00c9 Justi\u00e7a Clim\u00e1tica na Vis\u00e3o de Lideran\u00e7as Comunit\u00e1rias da Rede Favela Sustent\u00e1vel"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right;\"><em><strong><a href=\"https:\/\/bit.ly\/3PNz2JG\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Click Here for English<\/a><a href=\"https:\/\/bit.ly\/3PNz2JG\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><img decoding=\"async\" class=\"alignright wp-image-15790\" src=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2012\/08\/EN-standard-e1439583104716.jpg\" alt=\"\" width=\"20\" height=\"20\" \/><\/a><\/strong><\/em><\/p>\n<p><em>Esta mat\u00e9ria\u00a0<i data-stringify-type=\"italic\">faz parte de\u00a0<a href=\"https:\/\/bit.ly\/ROWeNECLES\" rel=\"noopener noreferrer\">uma s\u00e9rie<\/a>\u00a0gerada por uma parceria do RioOnWatch com o\u00a0<a href=\"https:\/\/bit.ly\/33EFNGY\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">N\u00facleo de Estudos Cr\u00edticos em Linguagem, Educa\u00e7\u00e3o e Sociedade (NECLES)<\/a>, da UFF, para produzir mat\u00e9rias que ser\u00e3o utilizadas como\u00a0recursos pedag\u00f3gicos em escolas p\u00fablicas de Niter\u00f3i.<\/i><\/em><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O mundo come\u00e7a a experimentar, de forma cada vez mais frequente, eventos clim\u00e1ticos extremos. O aumento da temperatura tem modificado o clima, ocasionando chuvas cada vez mais intensas, ao mesmo tempo em que alguns pa\u00edses registram ondas recordes de calor. Essas altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas s\u00e3o consequ\u00eancias de um modelo de desenvolvimento predat\u00f3rio de consumo e produ\u00e7\u00e3o. Isso \u00e9, as a\u00e7\u00f5es humanas s\u00e3o respons\u00e1veis por essas mudan\u00e7as. A constata\u00e7\u00e3o \u00e9 do \u00faltimo <a href=\"https:\/\/bit.ly\/3jl0e3O\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">relat\u00f3rio<\/a> do Painel Intergovernamental de Mudan\u00e7as Clim\u00e1ticas da ONU (<\/span><a href=\"https:\/\/bit.ly\/36GYKxZ\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"font-weight: 400;\">IPCC<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">) divulgado em fevereiro de 2022.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Por muito tempo, imaginou-se que as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas seriam uma consequ\u00eancia para o futuro, mas o documento do IPCC aponta que elas s\u00e3o um desafio do presente. Metade da popula\u00e7\u00e3o mundial j\u00e1 vive sob risco clim\u00e1tico, segundo o relat\u00f3rio. Esse cen\u00e1rio \u00e9 ainda mais grave para as popula\u00e7\u00f5es marginalizadas, como os moradores de favelas e periferias, ind\u00edgenas e quilombolas. S\u00e3o essas as pessoas que vivem em \u00e1reas mais vulner\u00e1veis e desinvestidas pelo poder p\u00fablico, com menos recursos para se adaptar \u00e0s mudan\u00e7as e aos eventos extremos.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Nas regi\u00f5es mais vulner\u00e1veis, o n\u00famero de mortes por secas, enchentes e tempestades foi <a href=\"https:\/\/bit.ly\/3KwAYUs\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">15 vezes maior<\/a> na \u00faltima d\u00e9cada do que nas regi\u00f5es menos vulner\u00e1veis. Refletir sobre isso nos conduz \u00e0 ideia de <a href=\"https:\/\/bit.ly\/3Iw393M\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">justi\u00e7a clim\u00e1tica<\/a>, que surge para reivindicar e visibilizar a import\u00e2ncia da defesa, da seguridade e da equidade aos direitos ambientais, ao direito \u00e0 terra, \u00e0 \u00e1gua, a um solo produtivo, ao ar limpo e a um ecossistema equilibrado.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Os impactos da crise clim\u00e1tica n\u00e3o atingem a todos da mesma maneira. Pessoas e comunidades estruturalmente apartadas do acesso aos servi\u00e7os e \u00e0s pol\u00edticas p\u00fablicas sofrem mais profundamente com as quest\u00f5es ambiental e clim\u00e1tica.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cO que acompanha as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas dentro das previs\u00f5es s\u00e3o os agravamentos dos eventos extremos. Longos per\u00edodos de secas, aumento da temperatura, chuva e estiagem, por exemplo. Sabemos que se a estiagem gerar uma falta de \u00e1gua nas grandes cidades os lugares que v\u00e3o ficar desabastecidos s\u00e3o as favelas. A <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2Yc1ivK\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Provid\u00eancia<\/a> j\u00e1 sofre com a falta d&#8217;\u00e1gua estruturalmente e historicamente\u201d, explica Lorena Portela, co-coordenadora do projeto <a href=\"https:\/\/bit.ly\/3unlH2n\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Provid\u00eancia Agroecol\u00f3gica<\/a>. A iniciativa, que faz parte da Rede Favela Sustent\u00e1vel (<a href=\"https:\/\/bit.ly\/RFSnoROW\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">RFS<\/a>)*, tem como objetivo a seguran\u00e7a alimentar e a promo\u00e7\u00e3o da sa\u00fade atrav\u00e9s da educa\u00e7\u00e3o, da <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2PfAWGK\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">agroecologia<\/a> e do saneamento ambiental junto \u00e0s crian\u00e7as, jovens e mulheres do Morro da Provid\u00eancia, no <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2x1dXEP\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Centro<\/a> do Rio.<\/span><\/p>\n<figure id=\"attachment_61282\" aria-describedby=\"caption-attachment-61282\" style=\"width: 1080px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/Providencia-agroecologica-e1649707719106.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-61282 size-full\" title=\"Trabalho de educa\u00e7\u00e3o ambiental do Projeto Provid\u00eancia Agroecol\u00f3gica. Foto: Provid\u00eancia Agroecol\u00f3gica\" src=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/Providencia-agroecologica-e1649707719106.jpg\" alt=\"Trabalho de educa\u00e7\u00e3o ambiental do Projeto Provid\u00eancia Agroecol\u00f3gica. Foto: Provid\u00eancia Agroecol\u00f3gica\" width=\"1080\" height=\"1117\" srcset=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/Providencia-agroecologica-e1649707719106.jpg 1080w, https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/Providencia-agroecologica-e1649707719106-599x620.jpg 599w, https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/Providencia-agroecologica-e1649707719106-608x629.jpg 608w, https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/Providencia-agroecologica-e1649707719106-768x794.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 1080px) 100vw, 1080px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-61282\" class=\"wp-caption-text\">Trabalho de educa\u00e7\u00e3o ambiental do Projeto Provid\u00eancia Agroecol\u00f3gica. Foto: Provid\u00eancia Agroecol\u00f3gica<\/figcaption><\/figure>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Justi\u00e7a clim\u00e1tica, para Lorena, est\u00e1 relacionada a entender quem s\u00e3o as pessoas mais atingidas pelas mudan\u00e7as no clima e, a partir disso, agir politicamente para mudar essa realidade. Ela argumenta:<\/span><\/p>\n<blockquote><p><span style=\"font-weight: 400;\">&#8220;As mudan\u00e7as clim\u00e1ticas s\u00e3o problemas globais, mas elas <a href=\"https:\/\/bit.ly\/3tTm050\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">afetam de forma desigual<\/a> as pessoas. Ent\u00e3o, a justi\u00e7a clim\u00e1tica \u00e9 entender que as medidas para enfrentar as mudan\u00e7as no clima precisam ser pensadas e se tornarem pol\u00edticas de a\u00e7\u00f5es localizadas. No caso das favelas tem toda a quest\u00e3o dos terrenos que podem desabar, tudo isso precisa ser pensado porque j\u00e1 s\u00e3o \u00e1reas vulner\u00e1veis onde o poder p\u00fablico n\u00e3o chega.&#8221;<\/span><\/p><\/blockquote>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A forma desigual como a crise no clima afeta as popula\u00e7\u00f5es \u00e9 uma perspectiva central para entender a ideia de justi\u00e7a clim\u00e1tica. Tamb\u00e9m \u00e9 importante discutir quem s\u00e3o os principais respons\u00e1veis por esse problema. As na\u00e7\u00f5es mais ricas, por exemplo, s\u00e3o respons\u00e1veis pelas maiores quantidades de emiss\u00e3o de gases de efeito estufa, mas sofrem menos as consequ\u00eancias desse agravamento no clima, se comparado com os pa\u00edses menos desenvolvidos. O <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">relat\u00f3rio <\/span><a href=\"https:\/\/bit.ly\/3DL2QkQ\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"font-weight: 400;\"><em>Desigualdade Mata<\/em><\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">, publicado pela <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2uAu4b6\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Oxfam<\/a>, traz outro dado significativo: 1% das pessoas mais ricas do mundo emitem mais do que o dobro de g\u00e1s carb\u00f4nico do que os 50% mais pobres do mundo.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O cen\u00e1rio de injusti\u00e7a clim\u00e1tica \u00e9 moldado, ainda, pela aus\u00eancia daqueles que mais sofrem com as consequ\u00eancias dessa crise no debate e nas inst\u00e2ncias de decis\u00e3o. Nesse sentido, os esfor\u00e7os por se fazerem presentes nos espa\u00e7os de visibilidade e discuss\u00e3o sobre o clima e o meio ambiente t\u00eam obtido bons resultados. Em novembro do ano passado, aconteceu a <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">26\u00aa Confer\u00eancia das Na\u00e7\u00f5es Unidas sobre Mudan\u00e7a do Clima<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">\u00a0(<\/span><a href=\"https:\/\/bit.ly\/3x06PXp\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"font-weight: 400;\">COP26<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">), encontro anual da Conven\u00e7\u00e3o-Quadro das Na\u00e7\u00f5es Unidas sobre Mudan\u00e7a do Clima <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">(<\/span><a href=\"https:\/\/bit.ly\/3rBVICv\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"font-weight: 400;\">UNFCCC<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">)<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Ativistas de todo o mundo participaram e realizaram uma agenda paralela ao encontro, trazendo para o centro do debate os interesses e as urg\u00eancias das popula\u00e7\u00f5es perif\u00e9ricas. Lideran\u00e7as de favelas, representantes de comunidades quilombolas e ind\u00edgenas e ativistas do movimento negro do Brasil <\/span><a href=\"https:\/\/bit.ly\/3DCcBBg\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"font-weight: 400;\">estiveram na COP26<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">, cobrando um compromisso real com a justi\u00e7a clim\u00e1tica e denunciando o <a href=\"https:\/\/bit.ly\/2XvPcl5\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">racismo ambiental<\/a> e o acesso desigual aos recursos naturais.<\/span><\/p>\n<figure id=\"attachment_59328\" aria-describedby=\"caption-attachment-59328\" style=\"width: 1080px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Comitiva-do-Movimento-Negro-participou-da-COP26.-Foto-Coalizao-Negra-Por-Direitos.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-59328 size-full\" title=\"Ativistas da Coaliz\u00e3o Negra por Direitos no encontro da Cop26, em 2021. Foto: Coaliz\u00e3o Negra por Direitos\" src=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Comitiva-do-Movimento-Negro-participou-da-COP26.-Foto-Coalizao-Negra-Por-Direitos.jpg\" alt=\"Ativistas da Coaliz\u00e3o Negra por Direitos no encontro da Cop26, em 2021. Foto: Coaliz\u00e3o Negra por Direitos\" width=\"1080\" height=\"810\" srcset=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Comitiva-do-Movimento-Negro-participou-da-COP26.-Foto-Coalizao-Negra-Por-Direitos.jpg 1080w, https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Comitiva-do-Movimento-Negro-participou-da-COP26.-Foto-Coalizao-Negra-Por-Direitos-620x465.jpg 620w, https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Comitiva-do-Movimento-Negro-participou-da-COP26.-Foto-Coalizao-Negra-Por-Direitos-839x629.jpg 839w, https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Comitiva-do-Movimento-Negro-participou-da-COP26.-Foto-Coalizao-Negra-Por-Direitos-768x576.jpg 768w, https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Comitiva-do-Movimento-Negro-participou-da-COP26.-Foto-Coalizao-Negra-Por-Direitos-678x509.jpg 678w, https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Comitiva-do-Movimento-Negro-participou-da-COP26.-Foto-Coalizao-Negra-Por-Direitos-326x245.jpg 326w, https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Comitiva-do-Movimento-Negro-participou-da-COP26.-Foto-Coalizao-Negra-Por-Direitos-80x60.jpg 80w\" sizes=\"(max-width: 1080px) 100vw, 1080px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-59328\" class=\"wp-caption-text\">Ativistas da Coaliz\u00e3o Negra por Direitos no encontro da Cop26, em 2021. Foto: Coaliz\u00e3o Negra por Direitos<\/figcaption><\/figure>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Apresentar a discuss\u00e3o sobre o clima e o meio ambiente \u00e0s comunidades e indiv\u00edduos que est\u00e3o na periferia e engaj\u00e1-los a se apropriar das discuss\u00f5es t\u00eam sido um trabalho conduzido por diversas iniciativas nas favelas da regi\u00e3o metropolitana do Rio. Uma delas \u00e9 o <a href=\"https:\/\/bit.ly\/3xk1Lxb\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Projeto Inclus\u00e3o<\/a>, localizado em <a href=\"http:\/\/bit.ly\/32hi3Hn\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">S\u00e3o Jo\u00e3o de Meriti<\/a>, na <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2XXECxy\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Baixada Fluminense<\/a>. O projeto est\u00e1 trabalhando o conceito de justi\u00e7a clim\u00e1tica especialmente com crian\u00e7as e adolescentes, orientando-os a usar os recursos de forma mais cuidadosa, como explica \u00c9lida Nascimento. A coordenadora do Projeto Inclus\u00e3o conta:<\/span><\/p>\n<blockquote><p><span style=\"font-weight: 400;\">&#8220;Estamos realizando a\u00e7\u00f5es de conscientiza\u00e7\u00e3o sobre a sustentabilidade no planeta para crian\u00e7as, jovens e adultos atrav\u00e9s de um laborat\u00f3rio vivo, com hortas, educa\u00e7\u00e3o ambiental e alimenta\u00e7\u00e3o saud\u00e1vel. Tamb\u00e9m procuramos realizar o plantio de \u00e1rvores pela comunidade.\u201d<\/span><\/p><\/blockquote>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A cultura do consumo, no entanto, \u00e9 vista por \u00c9lida como um grande desafio ao trabalho de educa\u00e7\u00e3o ambiental. \u201cTem sido muito dif\u00edcil, porque a m\u00eddia comercial a todo momento influencia o consumo exacerbado, o que gera muitas consequ\u00eancias \u00e0 natureza\u201d, observa a mobilizadora.\u00a0<\/span><\/p>\n<h3><b>Justi\u00e7a Clim\u00e1tica na Voz das Lideran\u00e7as Integrantes da Rede Favela Sustent\u00e1vel<\/b><\/h3>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Historicamente, \u00e1reas desinvestidas, como favelas, para se desenvolver na aus\u00eancia do Estado, atuam a partir de solu\u00e7\u00f5es com base em seus ativos, ou seja, por meio dos talentos da comunidade e do potencial das pessoas e projetos do pr\u00f3prio territ\u00f3rio. Apesar do contexto desigual, que atravessa tamb\u00e9m a esfera ambiental, as favelas e periferias produzem bons exemplos para toda a cidade.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Os <a href=\"http:\/\/bit.ly\/PerfisRFS\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">integrantes da Rede Favela Sustent\u00e1vel<\/a><\/span><span style=\"font-weight: 400;\">, moradores de favelas e periferias do Rio, s\u00e3o preocupadas com o futuro sustent\u00e1vel de suas comunidades e com a redu\u00e7\u00e3o dos impactos causados pelas mudan\u00e7as clim\u00e1ticas sobre seus territ\u00f3rios. A maioria dos <a href=\"https:\/\/bit.ly\/RFSMapa2022\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">projetos da Rede<\/a>\u00a0s\u00e3o voltados para o cuidado, gest\u00e3o e desenvolvimento sustent\u00e1vel, que visam a prote\u00e7\u00e3o, a conserva\u00e7\u00e3o e a regenera\u00e7\u00e3o da natureza. S\u00e3o iniciativas que trabalham a educa\u00e7\u00e3o ambiental, o manejo de \u00e1reas verdes, o uso de energias renov\u00e1veis e o saneamento b\u00e1sico, por exemplo.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">N\u00fabia Corr\u00eaa, coordenadora da <a href=\"https:\/\/bit.ly\/3DSn4cJ\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Comiss\u00e3o de Meio Ambiente de Jacarepagu\u00e1<\/a>, integra a Rede Favela Sustent\u00e1vel h\u00e1 cerca de tr\u00eas anos. Ela \u00e9 fundadora do projeto <a href=\"https:\/\/bit.ly\/3JmbrM7\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Plantas do Quintal<\/a>, que trabalha com produ\u00e7\u00e3o de plantas ornamentais, plantas aliment\u00edcias n\u00e3o-convencionais (<a href=\"https:\/\/bit.ly\/37XAOa3\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">PANCs<\/a>) e plantas medicinais a partir da gest\u00e3o de res\u00edduos dom\u00e9sticos para o cultivo, que resulta em gera\u00e7\u00e3o de renda.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Na vis\u00e3o de N\u00fabia, h\u00e1 uma estreita rela\u00e7\u00e3o entre as mudan\u00e7as no clima e a pol\u00edtica. &#8220;Nesse momento \u00e9 mais f\u00e1cil falar da injusti\u00e7a clim\u00e1tica. N\u00e3o tem como separar a [in] justi\u00e7a ambiental da pol\u00edtica. As mudan\u00e7as clim\u00e1ticas ocorrem justamente pela brutal <a href=\"https:\/\/bit.ly\/3KuEP4b\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">a\u00e7\u00e3o do homem contra a natureza<\/a> com coniv\u00eancia da omiss\u00e3o do poder p\u00fablico.\u00a0Queimadas, desmatamentos, plantios de soja onde deveria haver florestas nativas&#8230; Tudo isso afeta mais a quem? Com certeza n\u00e3o os engravatados em seus carros de luxo&#8221;, opina.<\/span><\/p>\n<figure id=\"attachment_61284\" aria-describedby=\"caption-attachment-61284\" style=\"width: 500px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/Plantas-do-Quintal-e1649708262537.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-61284\" title=\"N\u00fabia Corr\u00eaa, com a bola de basquete na m\u00e3o, em um mutir\u00e3o de limpeza em parceria com a Comlurb em 2019. Foto: Arquivo Pessoal\" src=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/Plantas-do-Quintal-e1649708262537-620x528.jpg\" alt=\"N\u00fabia Corr\u00eaa, com a bola de basquete na m\u00e3o, em um mutir\u00e3o de limpeza em parceria com a Comlurb em 2019. Foto: Arquivo Pessoal\" width=\"500\" height=\"425\" srcset=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/Plantas-do-Quintal-e1649708262537-620x528.jpg 620w, https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/Plantas-do-Quintal-e1649708262537-739x629.jpg 739w, https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/Plantas-do-Quintal-e1649708262537-768x654.jpg 768w, https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/Plantas-do-Quintal-e1649708262537.jpg 852w\" sizes=\"(max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-61284\" class=\"wp-caption-text\">N\u00fabia Corr\u00eaa, com a bola de basquete na m\u00e3o, em um mutir\u00e3o de limpeza em parceria com a Comlurb em 2019. Foto: Arquivo Pessoal<\/figcaption><\/figure>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O trabalho coletivo e a multiplica\u00e7\u00e3o de boas pr\u00e1ticas s\u00e3o o caminho vislumbrado por N\u00fabia para mitigar e enfrentar as consequ\u00eancias da crise clim\u00e1tica: \u201cO que \u00e9 preciso para tentar, de alguma forma, reverter esse quadro? Uni\u00e3o, se colocar no lugar do outro, saber que suas atitudes geram consequ\u00eancias inevit\u00e1veis, como essa trag\u00e9dia [a crise clim\u00e1tica] h\u00e1 anos anunciada pela ci\u00eancia e negligenciada pelo poder p\u00fablico. Tem muita gente j\u00e1 fazendo coisas muito boas, mas infelizmente nem tudo chega a todos. Quero ser mais um gr\u00e3ozinho nesse marz\u00e3o&#8221;, conta N\u00fabia.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A preocupa\u00e7\u00e3o e a\u00e7\u00e3o em torno do meio ambiente e do clima s\u00e3o comuns a muitas iniciativas e lideran\u00e7as que fazem parte da Rede Favela Sustent\u00e1vel. Bruno Almeida, de <a href=\"https:\/\/bit.ly\/30JK5uW\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Santa Cruz<\/a>, <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2x3k8bw\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Zona Oeste<\/a>, \u00e9 mais um \u201cgr\u00e3ozinho nesse marz\u00e3o\u201d. Ele \u00e9 historiador e atua no N\u00facleo de Orienta\u00e7\u00e3o e Pesquisa Hist\u00f3rica de Santa Cruz (<a href=\"https:\/\/bit.ly\/3O20h2E\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">NOPH<\/a>), iniciativa que integra o <a href=\"https:\/\/bit.ly\/RFSMapa2022\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Eixo<\/a> Cultura e Mem\u00f3ria Local da RFS. Na compreens\u00e3o de Bruno, &#8220;a justi\u00e7a clim\u00e1tica remete a uma ideia de que vivemos uma injusti\u00e7a com o clima, uma injusti\u00e7a produzida por nosso modo de vida e que prejudica n\u00f3s mesmos, especialmente aos pretos, perif\u00e9ricos. Prejudica todos os seres vivos do planeta que, assim como n\u00f3s, tamb\u00e9m dependem de um planeta saud\u00e1vel para continuar existindo como uma esp\u00e9cie\u201d. Ele continua: \u201csem um olhar apurado do poder p\u00fablico os mais pobres ainda v\u00e3o continuar \u00e0 margem e afetados pelo racismo ambiental&#8221;.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Racismo ambiental e justi\u00e7a clim\u00e1tica s\u00e3o ideias pr\u00f3ximas, mas com significados diferentes. De forma simplificada, podemos entender que o racismo ambiental est\u00e1 relacionado ao perfil das pessoas que sofrem com a falta de acesso aos recursos naturais, com as consequ\u00eancias das pol\u00edticas e com a\u00e7\u00f5es negligentes com rela\u00e7\u00e3o ao meio ambiente.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Alguns exemplos cotidianos podem facilitar o entendimento dessa ideia. Quais s\u00e3o os locais da cidade com os <a href=\"https:\/\/bit.ly\/3rlf1zV\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">menores \u00edndices de saneamento b\u00e1sico<\/a>? <a href=\"https:\/\/bit.ly\/3MlvP2x\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Onde ficam os lix\u00f5es<\/a> e aterros sanit\u00e1rios que concentram os res\u00edduos recolhidos na cidade? Quem s\u00e3o as pessoas <a href=\"https:\/\/bit.ly\/3DNXaWy\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">mais afetadas pela falta de \u00e1gua<\/a>? Qual a cor, a classe social e o endere\u00e7o dessas pessoas? Se esses problemas se concentram em locais perif\u00e9ricos, como por exemplo as favelas e a Baixada Fluminense, elas configuram epis\u00f3dios de racismo ambiental, porque prejudicam popula\u00e7\u00f5es espec\u00edficas, sobretudo pessoas negras, maioria nesses territ\u00f3rios.<\/span><\/p>\n<figure id=\"attachment_61285\" aria-describedby=\"caption-attachment-61285\" style=\"width: 500px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/Chuvas-3.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-61285\" title=\"Periferias est\u00e3o mais expostas aos preju\u00edzos ambientais e clim\u00e1ticos. Foto: Fernando Fraz\u00e3o \/ Ag\u00eancia Brasil\" src=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/Chuvas-3-620x413.jpg\" alt=\"Periferias est\u00e3o mais expostas aos preju\u00edzos ambientais e clim\u00e1ticos. Foto: Fernando Fraz\u00e3o \/ Ag\u00eancia Brasil\" width=\"500\" height=\"333\" srcset=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/Chuvas-3-620x413.jpg 620w, https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/Chuvas-3-768x512.jpg 768w, https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/Chuvas-3.jpg 770w\" sizes=\"(max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-61285\" class=\"wp-caption-text\">Periferias est\u00e3o mais expostas aos preju\u00edzos ambientais e clim\u00e1ticos. Foto: Fernando Fraz\u00e3o \/ Ag\u00eancia Brasil<\/figcaption><\/figure>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Na medida em que os recursos naturais s\u00e3o negligenciados e ultrapassamos a capacidade do planeta em absorver os impactos gerados, ampliamos o cen\u00e1rio de crise ambiental e entramos, tamb\u00e9m, em uma emerg\u00eancia clim\u00e1tica. Para Hanna Cavalcanti, ambientalista do coletivo <a href=\"https:\/\/bit.ly\/3jtNw2J\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Planta na Rua<\/a>, localizado na <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2R0DzKR\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">favela do Cantagalo<\/a> na <a href=\"http:\/\/bit.ly\/1mNsDyk\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Zona Sul<\/a>, e ativo por toda a cidade, essa rela\u00e7\u00e3o se tornou bastante expl\u00edcita com a chegada da pandemia do coronav\u00edrus. Ela argumenta que \u201ca pandemia tenha contribu\u00eddo para acelerar esse processo de mudan\u00e7a [de consci\u00eancia] em alguma medida\u2026, pelo menos para uma parte das pessoas que entendeu o recado de tudo que est\u00e1 acontecendo\u201d. A iniciativa faz parte do <a href=\"https:\/\/bit.ly\/RFSMapa2022\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Eixo<\/a> de Soberania Alimentar da RFS.<\/span><\/p>\n<h3><b>Justi\u00e7a Clim\u00e1tica no Contexto Fluminense<\/b><\/h3>\n<p>Cidades costeiras, como o Rio de Janeiro, est\u00e3o particularmente amea\u00e7adas pelas mudan\u00e7as clim\u00e1ticas. Com o planeta mais quente, as geleiras derretem e <a href=\"https:\/\/bit.ly\/3riBXQq\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">eleva-se o n\u00edvel do mar<\/a>, que avan\u00e7a sobre as cidades. No Estado do Rio, a cidade de Atafona, no litoral norte, \u00e9 um grande exemplo dessas consequ\u00eancias. \u00c9 a cidade brasileira <a href=\"https:\/\/bit.ly\/3NU7f9Z\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">mais afetada<\/a> pela eros\u00e3o e pelo avan\u00e7o do mar, fen\u00f4meno que j\u00e1 destruiu centenas de casas. A eleva\u00e7\u00e3o do mar, no entanto, \u00e9 apenas uma das <a href=\"https:\/\/bit.ly\/37ATyMo\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">diversas consequ\u00eancias<\/a> da crise do clima.<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Ondas de calor, secas extremas, enchentes, perda de produtividade humana e agr\u00edcola, extin\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies e deslocamentos humanos for\u00e7ados fazem parte dos apontamentos do 6\u00ba Relat\u00f3rio do IPCC. Segundo o relat\u00f3rio, algumas consequ\u00eancias j\u00e1 s\u00e3o irrevers\u00edveis. Portanto, reduzir as emiss\u00f5es para frear os impactos mais severos e se adaptar a essa nova realidade s\u00e3o a\u00e7\u00f5es urgentes. Pol\u00edticas p\u00fablicas e projetos sociais podem ser fundamentais para isso.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Um exemplo que emerge do contexto fluminense \u00e9 a pol\u00edtica estadual de apoio \u00e0 agricultura urbana (<a href=\"https:\/\/bit.ly\/3xf5qhP\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Lei 8366\/2019<\/a>), que busca apoiar, incentivar e proteger \u00e1reas de agricultura urbana, garantindo a seguran\u00e7a alimentar e nutricional da popula\u00e7\u00e3o carioca em bases sustent\u00e1veis. Al\u00e9m do impacto na seguran\u00e7a alimentar, tamb\u00e9m \u00e9 objetivo da lei estimular a economia solid\u00e1ria, produzindo renda para associa\u00e7\u00f5es e cooperativas, e, tamb\u00e9m, incentivar a cria\u00e7\u00e3o de \u00e1reas verdes, no intuito de controlar a polui\u00e7\u00e3o e a eros\u00e3o, protegendo a fauna e a flora.\u00a0<\/span><\/p>\n<p>\u201cChegamos [tamb\u00e9m] a apoiar vereadores que colocaram propostas, com dif\u00edcil aprova\u00e7\u00e3o, de at\u00e9 reduzir o valor do IPTU de quem, comprovadamente, reflorestar as \u00e1reas verdes em volta de sua casa, na rua, em pra\u00e7as e coisas do g\u00eanero\u2026 Ou seja, h\u00e1 v\u00e1rios caminhos relacionados \u00e0 pequena agricultura urbana, perif\u00e9rica, comunit\u00e1ria ou em matas. Existem conhecimentos tecnol\u00f3gicos que podem ao mesmo tempo remunerar a popula\u00e7\u00e3o, atrair p\u00e1ssaros, diminuir o calor e frear as mortes por desabamentos. Ent\u00e3o temos a\u00ed um campo vasto e promissor&#8221;, <span style=\"font-weight: 400;\">conta o <a href=\"https:\/\/bit.ly\/3pkBo8l\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Deputado Estadual Carlos Minc<\/a>.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Sabemos, portanto, que no Rio muita pol\u00edtica boa n\u00e3o \u00e9 de fato realizada. Com isso, nossa realidade at\u00e9 hoje foi de depender de solu\u00e7\u00f5es que <a href=\"https:\/\/bit.ly\/RFSMapa2022\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">emergem da sociedade civil<\/a>. Exemplo disso \u00e9 o projeto <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">Provid\u00eancia Agroecol\u00f3gica<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">, liderado por tr\u00eas mulheres: Elis\u00e2ngela Almeida, Lorena Portela e Alessandra Roque. O coletivo surgiu\u00a0em 2015, ap\u00f3s Elis\u00e2ngela participar de um <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2nCLouC\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">curso de forma\u00e7\u00e3o de lideran\u00e7as<\/a> por meio da <\/span><a href=\"http:\/\/bit.ly\/12akQim\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"font-weight: 400;\">Ag\u00eancia Redes para Juventude<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">. Assim, nasceu primeiro a <\/span><span style=\"font-weight: 400;\"><a href=\"http:\/\/bit.ly\/Horta_Inteligente_Perfil\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Horta\u00a0Inteligente<\/a>, projeto de educa\u00e7\u00e3o ambiental voltado para crian\u00e7as, aliando o cultivo de alimentos com a restaura\u00e7\u00e3o de \u00e1reas degradadas no Morro da Provid\u00eancia. Algum tempo depois, Elis\u00e2ngela encontrou Lorena e Alessandra, que hoje se re\u00fanem na iniciativa Provid\u00eancia Agrocol\u00f3gica<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">.<\/span><\/p>\n<figure id=\"attachment_61287\" aria-describedby=\"caption-attachment-61287\" style=\"width: 500px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/Providencia-agloecologica-e1649709814691.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-61287\" title=\"Elis\u00e2ngela, Lorena e Alessandra, mobilizadoras do projeto Provid\u00eancia Agroecol\u00f3gica. Foto: Provid\u00eancia Agroecol\u00f3gica\" src=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/Providencia-agloecologica-e1649709814691-620x598.jpg\" alt=\"Elis\u00e2ngela, Lorena e Alessandra, mobilizadoras do projeto Provid\u00eancia Agroecol\u00f3gica. Foto: Provid\u00eancia Agroecol\u00f3gica\" width=\"500\" height=\"482\" srcset=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/Providencia-agloecologica-e1649709814691-620x598.jpg 620w, https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/Providencia-agloecologica-e1649709814691-652x629.jpg 652w, https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/Providencia-agloecologica-e1649709814691-768x741.jpg 768w, https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/Providencia-agloecologica-e1649709814691.jpg 1080w\" sizes=\"(max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-61287\" class=\"wp-caption-text\">Elis\u00e2ngela, Lorena e Alessandra, mobilizadoras do projeto Provid\u00eancia Agroecol\u00f3gica. Foto: Provid\u00eancia Agroecol\u00f3gica<\/figcaption><\/figure>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">As mobilizadoras trabalham voluntariamente e, com muito esfor\u00e7o, conseguiram construir uma sede para o projeto. No espa\u00e7o existem mais de 500 esp\u00e9cies de hortali\u00e7as e plantas medicinais. A iniciativa oferece atividades di\u00e1rias de plantio, oficinas para crian\u00e7as e alimenta\u00e7\u00e3o. &#8220;O que a gente faz dentro do Morro da Provid\u00eancia passa pela justi\u00e7a clim\u00e1tica\u201d, explica Lorena. \u201cNosso trabalho de reflorestamento, de plantio de alimentos e de educa\u00e7\u00e3o ecol\u00f3gica est\u00e3o ligados ao fortalecimento de pr\u00e1ticas em sa\u00fade baseados nos conhecimentos tradicionais com o uso de plantas medicinais. Entendemos que a gente contribui para a resili\u00eancia, autonomia e fortalecimento do territ\u00f3rio e, tamb\u00e9m, para a resist\u00eancia aos efeitos adversos das mudan\u00e7as no clima. Conseguimos conforto t\u00e9rmico quando temos um ambiente reflorestado e ecologicamente equilibrado. Conseguimos acessar alguns alimentos sem ficar dependendo de safras muito longas ou externas ou dependendo da variabilidade dos pre\u00e7os dos alimentos que acontecem em qualquer momento de crise&#8221;, conclui ela.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A produ\u00e7\u00e3o de energia limpa e renov\u00e1vel \u00e9 outro caminho proposto por iniciativas localizadas em favelas do Rio. A <\/span><a href=\"http:\/\/bit.ly\/2KAjqet\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"font-weight: 400;\">Revolusolar<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">, <a href=\"https:\/\/bit.ly\/3iwYJiv\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">primeira cooperativa solar do Brasil<\/a>, atua na <a href=\"https:\/\/bit.ly\/3kZKum8\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Babil\u00f4nia<\/a> e no <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2KUhdtg\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Chap\u00e9u Mangueira<\/a>, comunidades da Zona Sul, desde 2016. O projeto de energia solar trabalha com o treinamento de m\u00e3o de obra local, gera\u00e7\u00e3o de renda e educa\u00e7\u00e3o ambiental. O sistema de gera\u00e7\u00e3o compartilhada beneficia 34 fam\u00edlias, tendo elas as contas de luz com redu\u00e7\u00e3o de 30% no valor mensal e ainda com a vantagem de todas estarem consumindo uma energia limpa.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Para Eduardo \u00c1vila, Diretor Executivo da <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">Revolusolar<\/span><span style=\"font-weight: 400;\"> aliado ao <a href=\"https:\/\/bit.ly\/RFSMapa2022\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Eixo<\/a> Justi\u00e7a Energ\u00e9tica da RFS, as ideias de justi\u00e7a clim\u00e1tica e justi\u00e7a energ\u00e9tica dialogam com a no\u00e7\u00e3o de democracia. &#8220;A justi\u00e7a clim\u00e1tica e justi\u00e7a energ\u00e9tica t\u00eam a ver com democratizar n\u00e3o s\u00f3 as respostas para mitiga\u00e7\u00e3o da crise clim\u00e1tica, mas tamb\u00e9m as oportunidades de desenvolvimento sustent\u00e1vel que surgem dela, como as energias renov\u00e1veis, por exemplo\u201d, argumenta.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Aproximar a produ\u00e7\u00e3o da energia do ponto onde a mesma \u00e9 consumida gera uma economia n\u00e3o apenas financeira, mas sobretudo de recursos. Para Eduardo, a presen\u00e7a das placas solares e desse processo no cotidiano das comunidades cumpre, ainda, um papel de conscientiza\u00e7\u00e3o ambiental. \u201cN\u00f3s enxergamos as placas solares como mecanismo de educa\u00e7\u00e3o ambiental, engajamento comunit\u00e1rio na tem\u00e1tica de sustentabilidade, na medida que traz, o que antes era algo t\u00e3o distante dos consumidores finais, para perto\u201d, explica ele, que continua: \u201cA placa solar permite que a gente veja a energia sendo gerada e participe do sistema. Isso contribui para que possamos entender o que est\u00e1 por tr\u00e1s e consequentemente dar a dire\u00e7\u00e3o para resolver o problema das pessoas e das comunidades, democratizando realmente [o acesso \u00e0 energia]&#8221;.\u00a0<\/span><\/p>\n<figure id=\"attachment_45092\" aria-describedby=\"caption-attachment-45092\" style=\"width: 500px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/revolusolar.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-45092\" title=\"Vista dos paineis solares do morro da Babil\u00f4nia. Foto: Revolusolar\" src=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/revolusolar-465x620.jpg\" alt=\"Vista dos paineis solares do morro da Babil\u00f4nia. Foto: Revolusolar\" width=\"500\" height=\"667\" srcset=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/revolusolar-465x620.jpg 465w, https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/revolusolar-198x264.jpg 198w, https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/revolusolar.jpg 720w\" sizes=\"(max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-45092\" class=\"wp-caption-text\">Vista dos paineis solares do morro da Babil\u00f4nia. Foto: Revolusolar<\/figcaption><\/figure>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O Rio de Janeiro \u00e9 uma das maiores capitais do pa\u00eds e, assim como quase todos os grandes centros urbanos, tamb\u00e9m teve sua forma\u00e7\u00e3o e estrutura\u00e7\u00e3o fundamentadas no capitalismo e no colonialismo. Uma das consequ\u00eancias mais concretas desse processo \u00e9 a hierarquia nas rela\u00e7\u00f5es entre esp\u00e9cies, g\u00eanero, classe e ra\u00e7a, acarretando uma situa\u00e7\u00e3o de vulnerabilidade \u00e0 natureza e a certos indiv\u00edduos e comunidades. Isso se apresenta de diversas formas, inclusive por meio da neglig\u00eancia de agentes sociais e do poder p\u00fablico no uso dos recursos naturais, na ocupa\u00e7\u00e3o dos territ\u00f3rios e na estrutura\u00e7\u00e3o das cidades.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u00c9 a periferia e as pessoas que nela vivem que mais pagam essa conta. A n\u00edvel global, os pa\u00edses do sul, como o Brasil, est\u00e3o na periferia do sistema pol\u00edtico e financeiro internacional. Em compara\u00e7\u00e3o com as na\u00e7\u00f5es mais ricas, s\u00e3o os pa\u00edses em desenvolvimento da Am\u00e9rica Latina, \u00c1frica e \u00c1sia os que <a href=\"https:\/\/bit.ly\/3rkpY4W\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">mais sofrer\u00e3o com as consequ\u00eancias<\/a> das mudan\u00e7as no clima. Sobre isso, Jane Matos, conhecida como Janinha, argumenta: &#8220;A mudan\u00e7a clim\u00e1tica \u00e9 injusta porque os que mais causam o aquecimento global s\u00e3o os que sofrem menos com as consequ\u00eancias e as transforma\u00e7\u00f5es\u201d.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Para Janinha, os pa\u00edses mais ricos, com suas grandes ind\u00fastrias, s\u00e3o os que mais colaboram para as emiss\u00f5es de gases do efeito estufa, mas n\u00e3o se pode eximir as demais na\u00e7\u00f5es dessa conta. \u201cNo Brasil tamb\u00e9m \u00e9 assim pois n\u00e3o respeitam a natureza e causam, dessa forma, v\u00e1rias trag\u00e9dias para o povo e para o mundo&#8221;, finaliza ela. Janinha mora em <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2Jf4sWd\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Queimados<\/a>, na Baixada Fluminense, e atua no pr\u00e9-vestibular popular da <a href=\"https:\/\/bit.ly\/3uwqTPx\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Educafro<\/a>.\u00a0\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A justi\u00e7a clim\u00e1tica est\u00e1 no centro da agenda e do debate proposto pela Rede Favela Sustent\u00e1vel, que, este ano, est\u00e1 promovendo uma s\u00e9rie de atividades e eventos sobre o tema. Ainda que, \u00e0 primeira vista, o termo possa parecer distante da realidade das comunidades, as consequ\u00eancias concretas da falta de justi\u00e7a clim\u00e1tica e ambiental s\u00e3o vivenciadas cotidianamente. O primeiro passo para buscar justi\u00e7a no clima \u00e9 por meio da participa\u00e7\u00e3o e das vozes de pessoas e comunidades mais atingidas pelas mudan\u00e7as clim\u00e1ticas.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><i><span style=\"font-weight: 400;\">*A Rede Favela Sustent\u00e1vel (RFS) e o RioOnWatch s\u00e3o projetos da organiza\u00e7\u00e3o sem fins lucrativos, Comunidades Catalisadoras.<\/span><\/i><\/p>\n<p><i><span style=\"font-weight: 400;\">Sobre a autora: <\/span><\/i><a href=\"https:\/\/bit.ly\/2SVKpXZ\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><i><span style=\"font-weight: 400;\">Beatriz Carvalho<\/span><\/i><\/a><i><span style=\"font-weight: 400;\">, cria de <\/span><\/i><a href=\"http:\/\/bit.ly\/2GsjdJU\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><i><span style=\"font-weight: 400;\">Vilar dos Teles<\/span><\/i><\/a><i><span style=\"font-weight: 400;\"> em <\/span><\/i><a href=\"http:\/\/bit.ly\/32hi3Hn\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><i><span style=\"font-weight: 400;\">S\u00e3o Jo\u00e3o de Meriti<\/span><\/i><\/a><i><span style=\"font-weight: 400;\">, \u00e9 jornalista, m\u00eddia-ativista, feminista, toca o <\/span><\/i><a href=\"http:\/\/bit.ly\/2xQ8oJQ\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><i><span style=\"font-weight: 400;\">Mulheres de Frente<\/span><\/i><\/a><i><span style=\"font-weight: 400;\">.<\/span><\/i><\/p>\n<hr \/>\n<div class=\"entry clearfix\">\n<h4><b data-stringify-type=\"bold\">Apoie nossos esfor\u00e7os para fornecer apoio estrat\u00e9gico \u00e0s favelas do Rio, incluindo o jornalismo hiperlocal, cr\u00edtico, inovador e incans\u00e1vel do\u00a0<\/b><b data-stringify-type=\"bold\"><i data-stringify-type=\"italic\">RioOnWatch<\/i><\/b>\u2014<b data-stringify-type=\"bold\"><a class=\"c-link\" href=\"http:\/\/www.bit.ly\/ApoieROW\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\" data-stringify-link=\"http:\/\/www.bit.ly\/ApoieROW\" data-sk=\"tooltip_parent\">doe aqui<\/a><\/b><b data-stringify-type=\"bold\">.<\/b><\/h4>\n<\/div>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<div class=\"mh-excerpt\"><p>Click Here for English Esta mat\u00e9ria\u00a0faz parte de\u00a0uma s\u00e9rie\u00a0gerada por uma parceria do RioOnWatch com o\u00a0N\u00facleo de Estudos Cr\u00edticos em Linguagem, Educa\u00e7\u00e3o e Sociedade (NECLES), da UFF, para produzir mat\u00e9rias que ser\u00e3o utilizadas como\u00a0recursos pedag\u00f3gicos <a class=\"mh-excerpt-more\" href=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/?p=61270\" title=\"O Que \u00c9 Justi\u00e7a Clim\u00e1tica na Vis\u00e3o de Lideran\u00e7as Comunit\u00e1rias da Rede Favela Sustent\u00e1vel\">[&#8230;]<\/a><!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on get_the_excerpt --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on get_the_excerpt --><\/p>\n<\/div>","protected":false},"author":173,"featured_media":61279,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"template-full.php","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[1621,1625,3170,344,1612,342,1639],"tags":[911,1117,301,959,229,259,630,2761,316,363,1998,1097,2230,447,3112,106,708,257,1719,417,358,2451,1590,2139,2901,297,427,964,492,134,112,2959,2797,184,383],"writer":[2466],"translator":[],"source":[],"ilustrador":[],"fotografo":[],"class_list":{"0":"post-61270","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-destaque","8":"category-por-correspondentes-comunitarios","9":"category-justica-climatica","10":"category-politicas","11":"category-sociedade-civil","12":"category-solucoes","13":"category-sustentabilidade","14":"tag-area-de-risco","15":"tag-agencia-de-redes-para-juventude","16":"tag-agroecologia","17":"tag-baixada-fluminense","18":"tag-cantagalo","19":"tag-centro","20":"tag-chapeu-mangueira","21":"tag-direito-a-agua","22":"tag-educacao","23":"tag-educacao-ambiental","24":"tag-energia-solar","25":"tag-horta-comunitaria","26":"tag-fome","27":"tag-jacarepagua","28":"tag-justica-climatica","29":"tag-meio-ambiente","30":"tag-morro-da-babilonia","31":"tag-providencia","32":"tag-mudancas-climaticas","33":"tag-negligencia-do-estado","34":"tag-organizacao-comunitaria","35":"tag-politicas-publicas","36":"tag-queimados","37":"tag-justica-ambiental","38":"tag-rfs","39":"tag-reflorestamento","40":"tag-risco-de-deslizamento","41":"tag-risco-de-enchente","42":"tag-saneamento","43":"tag-santa-cruz","44":"tag-sao-joao-de-meriti","45":"tag-serie-parceria-com-necles-uff","46":"tag-soberania-alimentar","47":"tag-zona-oeste","48":"tag-zona-sul","49":"writer-beatriz-carvalho"},"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v25.6 - 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