{"id":61988,"date":"2022-07-05T08:49:21","date_gmt":"2022-07-05T11:49:21","guid":{"rendered":"https:\/\/rioonwatch.org.br\/?p=61988"},"modified":"2024-05-24T12:29:33","modified_gmt":"2024-05-24T15:29:33","slug":"assassinatos-de-dom-e-bruno-expoem-falta-de-protecao-a-jornalistas-ambientalistas-e-ativistas-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/rioonwatch.org.br\/?p=61988","title":{"rendered":"Hoje Marca Um M\u00eas Sem Dom e Bruno: Seus Assassinatos Exp\u00f5em a Falta de Prote\u00e7\u00e3o a Jornalistas, Ambientalistas, e Ativistas no Brasil"},"content":{"rendered":"<h4 style=\"text-align: right;\"><em><strong><a href=\"https:\/\/bit.ly\/3P7RH2y\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Click Here for English<\/a><a href=\"https:\/\/bit.ly\/3P7RH2y\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><img decoding=\"async\" class=\"alignright wp-image-15790\" src=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2012\/08\/EN-standard-e1439583104716.jpg\" alt=\"\" width=\"20\" height=\"20\" \/><\/a><\/strong><\/em><\/h4>\n<h4><span style=\"font-weight: 400;\">Hoje, <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">5 de julho de 2022, <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">faz um m\u00eas que desapareceram, no Vale do Javari, no estado do Amazonas, o jornalista Dom Phillips e o indigenista Bruno Pereira.<\/span><\/h4>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Bruno Pereira era um funcion\u00e1rio da Funda\u00e7\u00e3o Nacional do \u00cdndio (<a href=\"http:\/\/bit.ly\/1qcRRXq\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Funai<\/a>) da mais alta grandeza. Seu conhecimento e forma de trabalho eram reconhecidos sobretudo pelos povos ind\u00edgenas com os quais interagia. Em 2019, o servidor foi exonerado do cargo de chefia que ocupava no \u00f3rg\u00e3o por agir contra o garimpo ilegal na Amaz\u00f4nia. Na medida em que a atua\u00e7\u00e3o pela institui\u00e7\u00e3o tornava-se mais dif\u00edcil, Bruno pediu licen\u00e7a de seu posto para melhor atender aos interesses dos povos ind\u00edgenas. Tornou-se, ent\u00e3o, assessor da Uni\u00e3o dos Povos Ind\u00edgenas do Vale do Javari (<a href=\"https:\/\/bit.ly\/3nhlVnz\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Unijava<\/a>), regi\u00e3o situada no oeste do Amazonas, <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">pr\u00f3ximo \u00e0s fronteiras com o <a href=\"https:\/\/bit.ly\/3nVV8hV\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Peru<\/a> e <a href=\"https:\/\/bit.ly\/2OVwICs\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Col\u00f4mbia<\/a>.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O jornalista Dom Phillips era um parceiro de trabalho do indigenista. Mais do que um jornalista contribuinte do ve\u00edculo<em> <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2i93DVA\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">The Guardian<\/a><\/em>, Dom escolheu o Brasil como sua casa. O jornalista se casou com a brasileira Alessandra Sampaio <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">e vivia no pa\u00eds h\u00e1 cerca de 15 anos<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">. O profissional costumava cobrir <a href=\"https:\/\/bit.ly\/3OUvLr0\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">pautas relacionadas ao meio ambiente<\/a>, tendo como principal foco o contexto da Amaz\u00f4nia e <a href=\"https:\/\/bit.ly\/3dpIhMe\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">os povos da regi\u00e3o<\/a>. <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">Ele <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2itOCya\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">escreveu dezenas de mat\u00e9rias<\/a> sobre o bioma, sobre o <a href=\"https:\/\/bit.ly\/3Rb4gvw\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">avan\u00e7o do desmatamento e das ilegalidades<\/a>, tornando-se <a href=\"https:\/\/bbc.in\/3y14DzJ\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">uma das principais vozes<\/a> na <a href=\"https:\/\/bit.ly\/3lsPXlJ\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">cobertura internacional sobre a regi\u00e3o amaz\u00f4nica<\/a>.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O assassinato brutal de ambos <a href=\"https:\/\/bit.ly\/3xYG9Y4\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">n\u00e3o \u00e9 um caso isolado<\/a>. A persegui\u00e7\u00e3o a ambientalistas, jornalistas e ativistas sociais \u00e9 um dado cada vez mais marcante em nossa sociedade.<\/span><span style=\"font-weight: 400; color: #000000;\"> Segundo o <a href=\"https:\/\/bit.ly\/39ZBhKj\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">levantamento<\/a> da<em> <a href=\"https:\/\/bit.ly\/3nrF1qR\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Global Witness<\/a><\/em>, 20 pessoas perderam a vida no Brasil em 2020 em decorr\u00eancia da luta pela terra e pelo meio ambiente. O pa\u00eds foi o 4\u00ba em n\u00famero de mortes de ambientalistas e ativistas do direito \u00e0 terra<\/span><span style=\"font-weight: 400;\"><span style=\"color: #000000;\">, atr\u00e1s de Col\u00f4mbia, M\u00e9xico e Filipinas, respectivamente. E<\/span>ssa viol\u00eancia direcionada \u00e9 uma das consequ\u00eancias da pol\u00edtica em vigor, que <a href=\"https:\/\/bit.ly\/3xWSmfJ\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">esvazia \u00f3rg\u00e3os p\u00fablicos<\/a> <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">respons\u00e1veis pela prote\u00e7\u00e3o de reservas ambientais e<\/span><span style=\"font-weight: 400;\"> pela vida dos povos da floresta. <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">Reportar o que acontece, seja sob forma de den\u00fancia, de luta ou de escrita, traz inseguran\u00e7a para ambientalistas, ativistas e comunicadores.<\/span><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/Graficos-materia-Dom-e-Bruno-3.png\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-61996 size-full\" title=\"Dados do Relat\u00f3rio da Global Witness publicado em 2021\" src=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/Graficos-materia-Dom-e-Bruno-3.png\" alt=\"Dados do Relat\u00f3rio da Global Witness publicado em 2021\" width=\"1600\" height=\"1000\" srcset=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/Graficos-materia-Dom-e-Bruno-3.png 1600w, https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/Graficos-materia-Dom-e-Bruno-3-620x388.png 620w, https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/Graficos-materia-Dom-e-Bruno-3-1006x629.png 1006w\" sizes=\"(max-width: 1600px) 100vw, 1600px\" \/><\/a><\/p>\n<h3><b>Lutar por Direitos: Um Crime com Pena de Morte<\/b><\/h3>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Por todo lado que se olhe, a situa\u00e7\u00e3o de quem luta por direitos sociais e ambientais no Brasil \u00e9 preocupante. A mesma coisa para quem tenta reverberar estas demandas enquanto comunicador. Segundo a organiza\u00e7\u00e3o <a href=\"https:\/\/bit.ly\/3Otk4rJ\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Rep\u00f3rteres Sem Fronteiras<\/a>, ao longo da \u00faltima d\u00e9cada, o pa\u00eds tornou-se <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">o <\/span><a href=\"https:\/\/bit.ly\/3OLqlyz\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"font-weight: 400;\">segundo mais mortal<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\"> para jornalistas no continente americano. Aqueles que atuam nas cidades de pequeno e m\u00e9dio porte, que cobrem corrup\u00e7\u00e3o e pol\u00edtica local, s\u00e3o os mais vulner\u00e1veis.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Os ataques \u00e0 liberdade de imprensa no Brasil s\u00e3o monitorados pela Federa\u00e7\u00e3o Nacional dos Jornalistas (<a href=\"https:\/\/bit.ly\/3y2SWZC\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Fenaj<\/a>), que publica um relat\u00f3rio anual. Em 2020, o levantamento realizado desde a d\u00e9cada de 1990 bateu recorde com 428 registros. No relat\u00f3rio mais recente, com dados de 2021, novamente um recorde: <a href=\"https:\/\/bit.ly\/3ynGW6j\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">430 agress\u00f5es a profissionais de imprensa<\/a>. O centro-este do pa\u00eds aparece como a regi\u00e3o mais violenta para jornalistas, com lideran\u00e7a do Distrito Federal, sede do Governo Federal, da C\u00e2mara dos Deputados e do Senado. \u00a0<\/span><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/Graficos-materia-Dom-e-Bruno-2.png\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-61994 size-full\" title=\"Dados do Relat\u00f3rio Viol\u00eancia Contra Jornalistas e Liberdade de Imprensa no Brasil publicado pela Fenaj\" src=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/Graficos-materia-Dom-e-Bruno-2.png\" alt=\"Dados do Relat\u00f3rio Viol\u00eancia Contra Jornalistas e Liberdade de Imprensa no Brasil publicado pela Fenaj\" width=\"1600\" height=\"1000\" srcset=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/Graficos-materia-Dom-e-Bruno-2.png 1600w, https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/Graficos-materia-Dom-e-Bruno-2-620x388.png 620w, https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/Graficos-materia-Dom-e-Bruno-2-1006x629.png 1006w\" sizes=\"(max-width: 1600px) 100vw, 1600px\" \/><\/a><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Ser (midi)ativista no Brasil sempre foi uma tarefa dif\u00edcil, mas v\u00e1rios estudos apontam que a ascens\u00e3o do <a href=\"https:\/\/bit.ly\/2AyrWHv\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">governo de Jair Bolsonaro<\/a> tornou o contexto ainda mais acirrado. <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">O <em><a href=\"https:\/\/bit.ly\/3ylwdt5\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Relat\u00f3rio Global de Express\u00e3o<\/a><\/em>, organiza<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">d<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">o pela <a href=\"http:\/\/bit.ly\/1MptHka\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Artigo<\/a><a href=\"http:\/\/bit.ly\/1MptHka\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"> 19<\/a><\/span><span style=\"font-weight: 400;\">, aponta que o Brasil caiu 18 pontos no ranking de liberdade de express\u00e3o em apenas um ano. Essa queda \u00e9 a mais expressiva j\u00e1 registrada no pa\u00eds nos \u00faltimos dez anos. Entre as 161 na\u00e7\u00f5es monitoradas, o Brasil ocupa a 94\u00aa posi\u00e7\u00e3o, ficando atr\u00e1s de todos os pa\u00edses latino-americanos, exceto da Venezuela.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A entidade organizadora mencionou, ainda, que assim que assumiu o cargo em 2019, Bolsonaro apresentou dois projetos que poderiam minar, significativamente, a garantia de liberdade: o primeiro permitia controlar espa\u00e7os c\u00edvicos e reduzir a liberdade de express\u00e3o; o segundo aumentava o n\u00famero de funcion\u00e1rios p\u00fablicos autorizados a classificar documentos e informa\u00e7\u00f5es p\u00fablicas como sigilosos por at\u00e9 50 anos. Ap\u00f3s forte press\u00e3o p\u00fablica, ambos os projetos <\/span><a href=\"https:\/\/bit.ly\/3QQIGMw\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"font-weight: 400;\">foram revogados<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">, mas eles servem como exemplos claros do posicionamento do governo de Bolsonaro.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O mesmo relat\u00f3rio aponta tamb\u00e9m que, entre jornalistas, as mulheres foram os principais alvos de ataques. <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">Em julho de 2020<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">, a Artigo 19, junto a outras entidades, <a href=\"https:\/\/bit.ly\/3yobd4M\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">denunciou o governo<\/a> na 44\u00b0 sess\u00e3o do Conselho de Direitos Humanos das Na\u00e7\u00f5es Unidas. Desde o in\u00edcio de seu mandato at\u00e9 aquele momento, Bolsonaro e seus ministros j\u00e1 haviam atacado profissionais de imprensa mulheres, por, pelo menos, 54 vezes. No geral, entre janeiro de 2019 e agosto de 2020, o presidente realizou 440 declara\u00e7\u00f5es ou agress\u00f5es contra jornalistas ou comunicadores. <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">Bolsonaro \u00e9 o principal agressor de profissionais da imprensa, segundo o levantamento.<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">\u00a0\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O relat\u00f3rio <a href=\"https:\/\/bit.ly\/3u9h6R4\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><em>Vidas em Luta<\/em><\/a>, organizado pelo Comit\u00ea Brasileiro de Defensoras e Defensores de Direitos Humanos (<a href=\"https:\/\/bit.ly\/3xX3UgV\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">CBDDH<\/a>)<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">, \u00e9 outro estudo que demonstra como o atual executivo do pa\u00eds aprofundou a criminaliza\u00e7\u00e3o e acentuou as viola\u00e7\u00f5es contra ativistas sociais. Na \u00e1rea ambiental, isso se viu, por exemplo, na altera\u00e7\u00e3o da composi\u00e7\u00e3o do Conselho Nacional do Meio Ambiente (<a href=\"https:\/\/bit.ly\/39U0NRh\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Conama<\/a>), que <a href=\"https:\/\/bit.ly\/3y15OPV\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">reduziu a participa\u00e7\u00e3o da sociedade civil<\/a> e aumentou a presen\u00e7a de membros do governo.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Outras medidas <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">controversas<\/span><span style=\"font-weight: 400;\"> passaram a ser tomadas, como a <a href=\"https:\/\/bit.ly\/3HZc6Uw\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">discuss\u00e3o da PL 191\/2020<\/a>, que busca regulamentar o garimpo e a minera\u00e7\u00e3o em terras ind\u00edgenas. Defendido publicamente por Bolsonaro, o projeto de lei tramita na C\u00e2mara dos Deputados e ser\u00e1 votado em <a href=\"https:\/\/bit.ly\/3nn0FwE\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">regime de urg\u00eancia<\/a>. Em outra a\u00e7\u00e3o extremamente danosa, no dia 22 de abril de 2020, a Funai publicou a instru\u00e7\u00e3o normativa n\u00b09, que libera para a compra, venda e ocupa\u00e7\u00e3o todas as <a href=\"https:\/\/bit.ly\/3xVfjjD\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">terras ind\u00edgenas n\u00e3o homologadas<\/a>. Isto impacta \u00e1reas que ainda est\u00e3o em estudo, territ\u00f3rios delimitados pelo pr\u00f3prio \u00f3rg\u00e3o, terras cedidas pela Uni\u00e3o para povos ind\u00edgenas, al\u00e9m de \u00e1reas de refer\u00eancia de \u00edndios isolados.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A Comiss\u00e3o Pastoral da Terra (<a href=\"http:\/\/bit.ly\/2G4xP0h\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">CPT<\/a>) publicou em abril deste ano o relat\u00f3rio <a href=\"https:\/\/bit.ly\/3OHENaO\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><em>Conflitos no Campo Brasil<\/em><\/a>, que trouxe dados referentes ao per\u00edodo de 2021. O levantamento registrou mais de 1.760 conflitos no campo no pa\u00eds, a maior parte deles fruto da disputa por terra. O n\u00famero de assassinatos no campo em 2021 foi 75% maior que em 2020, segundo o relat\u00f3rio. Ao todo 34 pessoas foram assassinadas no ano passado. Outro dado alarmante \u00e9 o aumento de 1.100% no n\u00famero de mortes decorrentes de conflitos, isto \u00e9, quando o motivo da morte n\u00e3o \u00e9 o homic\u00eddio, mas sim um resultado indireto da viol\u00eancia perpetrada contra as popula\u00e7\u00f5es do campo e da floresta.\u00a0<\/span><\/p>\n<figure id=\"attachment_62036\" aria-describedby=\"caption-attachment-62036\" style=\"width: 2560px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/Encontro-jornalistas-RioOnWatch-\u2014-junho-2019-No.-2-por-ComCat-_-RioOnWatc.-scaled.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-62036\" src=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/Encontro-jornalistas-RioOnWatch-\u2014-junho-2019-No.-2-por-ComCat-_-RioOnWatc.-scaled.jpg\" alt=\"\" width=\"2560\" height=\"1439\" srcset=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/Encontro-jornalistas-RioOnWatch-\u2014-junho-2019-No.-2-por-ComCat-_-RioOnWatc.-scaled.jpg 2560w, https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/Encontro-jornalistas-RioOnWatch-\u2014-junho-2019-No.-2-por-ComCat-_-RioOnWatc.-620x348.jpg 620w, https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/Encontro-jornalistas-RioOnWatch-\u2014-junho-2019-No.-2-por-ComCat-_-RioOnWatc.-1119x629.jpg 1119w\" sizes=\"(max-width: 2560px) 100vw, 2560px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-62036\" class=\"wp-caption-text\">Dom Phillips participou do primeiro encontro entre comunicadores de favela e m\u00eddia internacional organizado pelo <em>RioOnWatch<\/em> em 2019. Nesta imagem, de camiseta listrada, Dom escuta a fala de Raull Santiago, ativista e comunicador do Coletivo Papo Reto.<\/figcaption><\/figure>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">As <a href=\"https:\/\/bit.ly\/3OPejEe\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">execu\u00e7\u00f5es<\/a> de Dom Phillips e Bruno Pereira expressam tanto o cerceamento da liberdade de express\u00e3o como a persegui\u00e7\u00e3o a quem luta pelo meio ambiente. O jornalista participou de um encontro organizado pelo <em>RioOnWatch<\/em> em 2019, que reuniu comunicadores comunit\u00e1rios e correspondentes internacionais. Nas palavras de Theresa Williamson, diretora da Comunidades Catalisadoras (<a href=\"http:\/\/www.comcat.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">ComCat<\/a>), Dom foi um dos jornalistas internacionais mais conscientes e sens\u00edveis. \u201cSe voc\u00ea for procurar as mat\u00e9rias que ele escreveu sobre as favelas e assuntos aliados, foram <a href=\"https:\/\/bit.ly\/DomCitadoNoROW\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">muitas mat\u00e9rias significativas<\/a>, <a href=\"https:\/\/bit.ly\/34xIHxh\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">emblem\u00e1ticas<\/a> e bem feitas. Ele \u00e9 uma pessoa que vai fazer muita falta nesse universo\u201d, afirmou.<\/span><\/p>\n<h3><b>Riscos Impostos aos Comunicadores nas Favelas e Periferias do Rio<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">\u00a0\u00a0<\/span><\/h3>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Muito mais do que exemplificar o que acontece em todo o pa\u00eds, o estado do Rio de Janeiro pode ser entendido como uma esp\u00e9cie de laborat\u00f3rio para o que tem acontecido. O chamado \u201c<\/span><a href=\"https:\/\/bit.ly\/3lbYecG\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"font-weight: 400;\">Estado Miliciano<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">\u201d teve suas origens na Guanabara, tendo como marco recente o assassinato da vereadora <\/span><a href=\"http:\/\/bit.ly\/2ZubT41\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"font-weight: 400;\">Marielle Franco<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\"> e do motorista Anderson Gomes, em mar\u00e7o de 2018. O estudo <em>Vidas em Luta<\/em> aponta, tamb\u00e9m, outro epis\u00f3dio que marca 2018: a <\/span><a href=\"http:\/\/bit.ly\/2Frat1L\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"font-weight: 400;\">interven\u00e7\u00e3o federal<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\"> militar na gest\u00e3o da Secretaria de Seguran\u00e7a P\u00fablica do Governo do Rio de Janeiro.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Segundo o <\/span><a href=\"https:\/\/bit.ly\/3bzF0hW\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"font-weight: 400;\">Observat\u00f3rio da Interven\u00e7\u00e3o<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">, houve pelo menos 206 casos de viola\u00e7\u00f5es e viol\u00eancias, contabilizando um total de 1.375 mortes decorrentes da a\u00e7\u00e3o policial neste per\u00edodo.\u00a0\u00a0\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Outro fator importante foi a chegada do Governador <\/span><a href=\"https:\/\/glo.bo\/2CwgP17\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"font-weight: 400;\">Wilson Witzel<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\"> ao poder, em 2019. Logo no seu primeiro ano de mandato, os casos classificados como auto de resist\u00eancia <\/span><a href=\"https:\/\/bit.ly\/3y275Gd\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"font-weight: 400;\">subiram 18%<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">. A pauta da <\/span><a href=\"http:\/\/bit.ly\/1fRNcBs\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"font-weight: 400;\">seguran\u00e7a p\u00fablica<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\"> \u00e9 uma das que mais mobilizam os midiativistas. Denunciar os abusos policiais e das demais autoridades n\u00e3o \u00e9 algo simples, sobretudo para quem vive nos territ\u00f3rios onde as viola\u00e7\u00f5es s\u00e3o cometidas.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A jornalista <\/span><a href=\"https:\/\/bit.ly\/3HZxNUP\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"font-weight: 400;\">Tha\u00eds Cavalcante<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\"> possui uma longa trajet\u00f3ria como comunicadora popular. Cria do <\/span><a href=\"http:\/\/bit.ly\/2K1s59x\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"font-weight: 400;\">Complexo da Mar\u00e9<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">, na <\/span><a href=\"http:\/\/bit.ly\/2ETpYR1\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"font-weight: 400;\">Zona Norte<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">, ela j\u00e1 atuou em v\u00e1rias m\u00eddias comunit\u00e1rias, como o Jornal <\/span><em><a href=\"http:\/\/bit.ly\/1mk1XUj\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"font-weight: 400;\">O Cidad\u00e3o<\/span><\/a><\/em><span style=\"font-weight: 400;\">, <\/span><em><a href=\"http:\/\/bit.ly\/2YfGMc5\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"font-weight: 400;\">Mar\u00e9 de Not\u00edcias<\/span><\/a><\/em><span style=\"font-weight: 400;\">, <\/span><em><a href=\"https:\/\/bit.ly\/2WWYW4C\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"font-weight: 400;\">Favela em Pauta<\/span><\/a><\/em><span style=\"font-weight: 400;\"> e <\/span><em><a href=\"http:\/\/bit.ly\/18u3bEe\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"font-weight: 400;\">Voz das Comunidades<\/span><\/a><\/em><span style=\"font-weight: 400;\">. Para ela, as for\u00e7as policiais e pol\u00edticas s\u00e3o as principais opositoras daqueles que buscam dar a outra vers\u00e3o do cotidiano que vivem. \u201cO que acontece s\u00e3o amea\u00e7as, a falta de resposta\u2026 A gente tem uma omiss\u00e3o das autoridades. Acho que esse \u00e9 um ponto muito importante para avaliarmos, <a href=\"https:\/\/bit.ly\/3anZqdl\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">como a gente \u00e9 invisibilizado<\/a>, tanto o nosso ve\u00edculo popular, quanto o nosso trabalho\u201d, afirmou.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Para Tha\u00eds, a dificuldade de utiliza\u00e7\u00e3o da Lei de Acesso \u00e0 Informa\u00e7\u00e3o (<\/span><a href=\"https:\/\/bit.ly\/3nqJhqR\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"font-weight: 400;\">LAI<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">) \u00e9 outra barreira que comunicadores populares encontram para exercerem suas fun\u00e7\u00f5es. \u201c\u00c9 a liberdade que a gente tem para obter informa\u00e7\u00f5es p\u00fablicas. Os comunicadores populares sofrem de diversas formas, seja direta ou indiretamente\u201d.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Ativistas que lutam contra o <a href=\"https:\/\/bit.ly\/2MiebCP\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">racismo religioso<\/a> tamb\u00e9m est\u00e3o sob amea\u00e7as. <\/span><a href=\"https:\/\/bit.ly\/3yLtczs\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"font-weight: 400;\">Heloisa Helena<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">, conhecida como <a href=\"http:\/\/bit.ly\/1RkJ1SZ\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Luizinha de Nan\u00e3<\/a>, \u00e9 m\u00e3e de santo candomblecista. Ela mora em <\/span><a href=\"http:\/\/bit.ly\/1SmE8Zn\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"font-weight: 400;\">Guaratiba<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">, <\/span><a href=\"http:\/\/bit.ly\/2x3k8bw\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"font-weight: 400;\">Zona Oeste<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\"> do Rio de Janeiro. Recentemente, Luizinha passou por uma situa\u00e7\u00e3o terr\u00edvel, quando o jardim de ervas sagradas, que cultivava \u00e0 margem do Canal do Jardim Pia\u00ed, <\/span><a href=\"https:\/\/bit.ly\/3KkTxLb\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"font-weight: 400;\">foi incendiado<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O jardim de ervas n\u00e3o tinha finalidade exclusivamente religiosa. Tinha o objetivo de recuperar e preservar o c\u00f3rrego do Jardim Pia\u00ed, al\u00e9m de trabalhar a <\/span><a href=\"https:\/\/bit.ly\/2THofFi\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"font-weight: 400;\">educa\u00e7\u00e3o ambiental<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\"> com os moradores do entorno. \u201cEu tenho lidado com a intoler\u00e2ncia e com o racismo religioso h\u00e1 muitos anos, desde que eu era pequena. Antigamente eu n\u00e3o reconhecia e n\u00e3o sabia o que era o racismo, achava que todo mundo era lindo e maravilhoso. Quando voc\u00ea come\u00e7a a ter ideia que aquilo que a outra pessoa est\u00e1 fazendo \u00e9 para te ofender, porque existe dentro dela um sentimento de avers\u00e3o \u00e0 cor da sua pele, \u00e9 muito triste\u201d, afirma Luizinha.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A m\u00e3e de santo foi uma das pessoas atingidas pelo processo de remo\u00e7\u00e3o na <\/span><a href=\"http:\/\/bit.ly\/Nfddvg\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"font-weight: 400;\">Vila Aut\u00f3dromo<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">, promovido pela Prefeitura do Rio no <\/span><a href=\"http:\/\/bit.ly\/HistoriaDaVila\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"font-weight: 400;\">per\u00edodo pr\u00e9-ol\u00edmpico<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">. Para ela, o racismo \u00e9 o elemento comum entre as duas situa\u00e7\u00f5es que viveu. Luizinha lembra que a \u201cigreja cat\u00f3lica branca\u201d teve o direito de permanecer na Vila Aut\u00f3dromo, direito esse que <\/span><a href=\"http:\/\/bit.ly\/1WLtygo\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"font-weight: 400;\">foi negado \u00e0 casa de orix\u00e1<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\"> que mantinha no local. \u201cDe acordo com os donos de imobili\u00e1ria, n\u00e3o se queria gente pobre e mal cheirosa na Barra da Tijuca. \u00c9 assim que eles consideram a gente. Ent\u00e3o, o poder p\u00fablico pensa assim. E se o poder p\u00fablico pensa assim, o que pensa o cidad\u00e3o?\u201d, comentou a yalorix\u00e1.\u00a0\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Recentemente, o governo estadual do Rio de Janeiro implementou o projeto \u201c<\/span><a href=\"https:\/\/bit.ly\/3GUCSvt\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"font-weight: 400;\">Cidade Integrada<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">\u201d, a \u00faltima iniciativa no campo da seguran\u00e7a. A favela do <\/span><a href=\"http:\/\/bit.ly\/2MMIK37\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"font-weight: 400;\">Jacarezinho<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">, Zona Norte da cidade, foi escolhida como piloto do programa. No entanto, ativistas e moradores locais denunciam desde o in\u00edcio a falta de informa\u00e7\u00f5es detalhadas e a militariza\u00e7\u00e3o da comunidade, ao inv\u00e9s de a\u00e7\u00f5es sociais.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Bruno Sousa \u00e9 coordenador de comunica\u00e7\u00e3o do <\/span><a href=\"https:\/\/bit.ly\/33zPM1U\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"font-weight: 400;\">LabJaca<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">, um laborat\u00f3rio de pesquisa, forma\u00e7\u00e3o e produ\u00e7\u00e3o de dados e narrativas sobre as favelas e periferias, localizado no Jacarezinho. Ele comenta que a chegada do Cidade Integrada mexeu muito com a din\u00e2mica de trabalho do grupo e as estrat\u00e9gias de atua\u00e7\u00e3o precisaram ser revistas. \u201cA gente tem evitado fazer grava\u00e7\u00f5es dentro do Jacarezinho. O audiovisual \u00e9 uma das nossas pegadas. O morro est\u00e1 realmente ocupado, as sa\u00eddas do Jacar\u00e9 est\u00e3o ocupadas, a gente t\u00eam vivido diversos casos de saques, furtos e todo o tipo de viola\u00e7\u00e3o poss\u00edvel de direitos humanos dentro da comunidade. Como a gente est\u00e1 na linha de frente tem se preocupado muito\u201d, afirmou Bruno.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/Jacarezinho.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-62007 size-full\" title=\"Memorial em homenagem \u00e0s v\u00edtimas da chacina do Jacarezinho foi destru\u00eddo por policiais. Foto: Selma Souza \/ Voz das Comunidades\" src=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/Jacarezinho.jpg\" alt=\"Memorial em homenagem \u00e0s v\u00edtimas da chacina do Jacarezinho foi destru\u00eddo por policiais. Foto: Selma Souza \/ Voz das Comunidades\" width=\"1024\" height=\"683\" srcset=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/Jacarezinho.jpg 1024w, https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/Jacarezinho-620x414.jpg 620w, https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/Jacarezinho-943x629.jpg 943w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">No dia 11 de maio, a Pol\u00edcia Civil <\/span><a href=\"https:\/\/bit.ly\/3y0mwir\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"font-weight: 400;\">derrubou um memorial<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\"> que foi erguido em homenagem \u00e0s v\u00edtimas da <\/span><a href=\"https:\/\/bit.ly\/3uzoyD6\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"font-weight: 400;\">Chacina do Jacarezinho<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">, que ocorreu em maio de 2021. Para Bruno, o ato foi uma forma de passar um recado para os grupos de ativistas da favela. A atua\u00e7\u00e3o das for\u00e7as policiais dentro da comunidade tem limitado as a\u00e7\u00f5es de grupos como o LabJaca. Lideran\u00e7as da favela precisaram entrar em programas de prote\u00e7\u00e3o por conta de den\u00fancias que vinham fazendo, especialmente ap\u00f3s a chacina. \u201cO territ\u00f3rio est\u00e1 inst\u00e1vel. A gente sabe que a quest\u00e3o do varejo n\u00e3o \u00e9 uma coisa que se encerrou l\u00e1 dentro, mesmo com o Cidade Integrada. Para al\u00e9m da falta de di\u00e1logo que a gente tem com as institui\u00e7\u00f5es policiais, e n\u00e3o da nossa parte, exatamente por parte das institui\u00e7\u00f5es\u201d, comentou Bruno. \u00a0 <\/span><\/p>\n<h3><b>O Cen\u00e1rio na Baixada Fluminense<\/b><\/h3>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Se o cen\u00e1rio da capital j\u00e1 \u00e9 desolador, em cidades da <\/span><a href=\"http:\/\/bit.ly\/32JVvht\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"font-weight: 400;\">Baixada Fluminense<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\"> ele \u00e9 ainda mais complexo. O relat\u00f3rio <em>Vidas em Luta<\/em> revela que os \u00edndices de letalidade s\u00e3o mais altos na Baixada do que na cidade do Rio. O perfil mais comum das v\u00edtimas \u00e9 de um jovem de at\u00e9 24 anos, preto e pardo, baixo \u00edndice de escolaridade e do sexo masculino. Dos casos de autos de resist\u00eancia que ocorrem no Estado, 30% acontecem na regi\u00e3o. A Baixada Fluminense tamb\u00e9m \u00e9 respons\u00e1vel por 60% dos casos de desaparecimento registrados no Rio de Janeiro.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Segundo o jornalista Fabio Leon, um dos articuladores do <\/span><a href=\"http:\/\/bit.ly\/2uOOkXZ\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"font-weight: 400;\">F\u00f3rum Grita Baixada<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">, o local possui uma hist\u00f3ria de viol\u00eancia, com forte atua\u00e7\u00e3o de <\/span><a href=\"https:\/\/bit.ly\/3hCY2D0\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"font-weight: 400;\">grupos de exterm\u00ednio<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">, publicamente legitimados pela narrativa de manuten\u00e7\u00e3o da ordem contra o crime. A l\u00f3gica conservadora de que existem seres humanos \u201cmat\u00e1veis\u201d, de certa forma, deu respaldo para que estes grupos tivessem legitimidade de agir. &#8220;Isso se d\u00e1 principalmente em \u00e1reas onde se concentram pessoas pretas e pobres, que \u00e9 a grande parte da forma\u00e7\u00e3o da Baixada\u201d, declarou.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O processo de militariza\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m tem se alastrado por toda a regi\u00e3o, o que traz consequ\u00eancias para a atua\u00e7\u00e3o pol\u00edtica de militantes e ativistas. Denunciar a <a href=\"https:\/\/bit.ly\/30PUPsB\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">viol\u00eancia policial<\/a> requer uma estrat\u00e9gia cuidadosa. \u201cInfelizmente, por uma quest\u00e3o de seguran\u00e7a, a gente s\u00f3 se cerca dos dados que s\u00e3o disponibilizados pelo <\/span><a href=\"http:\/\/bit.ly\/18tND4S\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"font-weight: 400;\">Instituto de Seguran\u00e7a P\u00fablica<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">. N\u00f3s produzimos os nossos boletins informativos baseados nessas estat\u00edsticas. Ent\u00e3o, essa \u00e9 uma forma que a gente encontrou de, pelo menos, questionar o que significam esses n\u00fameros\u201d, afirmou Fabio.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Outra estrat\u00e9gia adotada pelo F\u00f3rum Grita Baixada foi a produ\u00e7\u00e3o do document\u00e1rio <\/span><a href=\"https:\/\/bit.ly\/3NsUMZh\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"font-weight: 400;\"><em>Nossos Mortos T\u00eam Voz<\/em><\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">, produzido pelo Quiproc\u00f3 Filmes e dirigido por Fernando Sousa e Gabriel Barbosa, <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2qehpZP\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">que traz o<\/a> <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">depoimento e o protagonismo de m\u00e3es e familiares <a href=\"https:\/\/bit.ly\/2FBdRez\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">v\u00edtimas da viol\u00eancia de Estado<\/a> da Baixada Fluminense.<\/span><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/Baixada-Fluminense.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright wp-image-62008\" title=\"Chacina da Baixada, ocorrida em 2005, \u00e9 considerada a mais letal do Estado do Rio com 29 mortos. Foto: G1\" src=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/Baixada-Fluminense-620x393.png\" alt=\"Chacina da Baixada, ocorrida em 2005, \u00e9 considerada a mais letal do Estado do Rio com 29 mortos. Foto: G1\" width=\"500\" height=\"317\" srcset=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/Baixada-Fluminense-620x393.png 620w, https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/Baixada-Fluminense.png 688w\" sizes=\"(max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><\/a><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">No \u00faltimo per\u00edodo eleitoral, muitos promotores dos direitos humanos tiveram dificuldade de fazer campanha corpo a corpo.<\/span> <span style=\"font-weight: 400;\">\u201cN\u00f3s tivemos alguns defensores de direitos humanos que tentaram se candidatar nas elei\u00e7\u00f5es passadas. N\u00f3s recebemos muitos relatos de pessoas que faziam oposi\u00e7\u00e3o \u00e0s prefeituras bolsonaristas e acabavam recebendo amea\u00e7as\u201d, contou Fabio.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O Comit\u00ea Brasileiro de Defensoras e Defensores de Direitos Humanos reuniu uma s\u00e9rie de sugest\u00f5es para o aprimoramento da pol\u00edtica nacional que protege ativistas. Entre as a\u00e7\u00f5es sugeridas, destacam-se: o estabelecimento de acordos de coopera\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica e protocolos entre o sistema de justi\u00e7a e o sistema de seguran\u00e7a; a cria\u00e7\u00e3o de uma rede de assist\u00eancia e sa\u00fade; a finaliza\u00e7\u00e3o do processo demarcat\u00f3rio de terras ind\u00edgenas e quilombolas; a identifica\u00e7\u00e3o e responsabiliza\u00e7\u00e3o dos amea\u00e7adores; o aumento de or\u00e7amento, destinado aos equipamentos de prote\u00e7\u00e3o e \u00e0 desburocratiza\u00e7\u00e3o; o aprimoramento na metodologia de atendimento, com aten\u00e7\u00e3o \u00e0s especificidades de cada defensor de direitos humanos atendido, bem como revis\u00e3o do manual orientador do <\/span><a href=\"https:\/\/bit.ly\/3A6sjFL\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"font-weight: 400;\">Programa Nacional de Prote\u00e7\u00e3o aos Defensores dos Direitos Humanos<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">; a atualiza\u00e7\u00e3o e aprova\u00e7\u00e3o de um marco legal para o programa.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Tha\u00eds Cavalcante acredita que o apoio de lideran\u00e7as comunit\u00e1rias, de organiza\u00e7\u00f5es n\u00e3o governamentais e da sociedade civil \u00e9 um caminho para a prote\u00e7\u00e3o de comunicadores populares: <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cQue a gente seja reconhecido pela imprensa oficial como profissionais da comunica\u00e7\u00e3o, n\u00e3o nos diminuir por onde a gente est\u00e1 ou pelo ve\u00edculo que a gente est\u00e1. E, principalmente, a quest\u00e3o pol\u00edtica influencia diretamente. Acredito que se o Bolsonaro sair do poder, a gente vai conseguir ter um caminho para lutar pela democracia, pela democratiza\u00e7\u00e3o da comunica\u00e7\u00e3o\u201d.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Bruno Sousa conheceu Dom Phillips quando trabalhou pelo jornal <\/span><em><a href=\"http:\/\/bit.ly\/2yYydLk\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"font-weight: 400;\">The Intercept Brasil<\/span><\/a><\/em><span style=\"font-weight: 400;\">. Ele lembra da generosidade do jornalista e do tratamento educado que recebeu do profissional, quando dava seus primeiros passos. Bruno deixa uma mensagem de solidariedade e lamenta pela situa\u00e7\u00e3o que ativistas e comunicadores enfrentam no pa\u00eds. \u201c\u00c9 bem lament\u00e1vel tudo isso que tem acontecido, n\u00e3o s\u00f3 com ele, mas com todos os jornalistas e defensores de direitos humanos aqui no Brasil, onde a gente muitas vezes teme falar o que sabe, o que viu ou o que pensa, exatamente porque t\u00eam for\u00e7as que s\u00e3o maiores que a gente. E o Brasil, n\u00e3o que j\u00e1 n\u00e3o fosse, mas tem se tornado cada vez mais um estado miliciano, que deixa impune crimes como esse. Ent\u00e3o, toda a minha solidariedade ao Dom e ao Bruno e a toda fam\u00edlia deles tamb\u00e9m\u201d. <\/span><\/p>\n<p><em><a href=\"https:\/\/bit.ly\/37hnLN2\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Euro Mascarenhas Filho<\/a>\u00a0\u00e9 jornalista, colaborador do\u00a0<a href=\"http:\/\/bit.ly\/2bEKDZS\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">N\u00facleo Piratininga de Comunica\u00e7\u00e3o<\/a>, comunicador popular, e autor do programa de podcast\u00a0<a href=\"https:\/\/spoti.fi\/2WvGpyG\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Antena Aberta<\/a>.<\/em><\/p>\n<hr \/>\n<h4><b data-stringify-type=\"bold\">Apoie nossos esfor\u00e7os para fornecer apoio estrat\u00e9gico \u00e0s favelas do Rio, incluindo o jornalismo hiperlocal, cr\u00edtico, inovador e incans\u00e1vel do\u00a0<\/b><b data-stringify-type=\"bold\"><i data-stringify-type=\"italic\">RioOnWatch<\/i><\/b>\u2014<b data-stringify-type=\"bold\"><a class=\"c-link\" href=\"http:\/\/www.bit.ly\/ApoieROW\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\" data-stringify-link=\"http:\/\/www.bit.ly\/ApoieROW\" data-sk=\"tooltip_parent\">doe aqui<\/a><\/b><b data-stringify-type=\"bold\">.<\/b><\/h4>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<div class=\"mh-excerpt\"><p>Click Here for English Hoje, 5 de julho de 2022, faz um m\u00eas que desapareceram, no Vale do Javari, no estado do Amazonas, o jornalista Dom Phillips e o indigenista Bruno Pereira. 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