{"id":65028,"date":"2022-12-31T22:00:57","date_gmt":"2023-01-01T01:00:57","guid":{"rendered":"https:\/\/rioonwatch.org.br\/?p=65028"},"modified":"2023-02-28T13:34:37","modified_gmt":"2023-02-28T16:34:37","slug":"do-icone-ao-po-100-anos-do-arrasamento-do-morro-do-castelo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/rioonwatch.org.br\/?p=65028","title":{"rendered":"Do \u00cdcone ao P\u00f3: 100 Anos do Arrasamento do Morro do Castelo"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_65031\" aria-describedby=\"caption-attachment-65031\" style=\"width: 1030px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/Jatos_dagua_para_remocao_de_terra_do_Morro_do_Castelo_tomada_do_fundo_da_Santa_Casa_de_Misericordia_Acervo_do_Instituto_Moreira_Salles-scaled-e1672272250592.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-65031\" title=\"Jatos d'\u00e1gua para remo\u00e7\u00e3o de terra do Morro do Castelo, tomada do fundo da Santa Casa de Miseric\u00f3rdia. Foto: Augusto C\u00e9sar Malta de Campos\/Acervo do Instituto Moreira Salles\" src=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/Jatos_dagua_para_remocao_de_terra_do_Morro_do_Castelo_tomada_do_fundo_da_Santa_Casa_de_Misericordia_Acervo_do_Instituto_Moreira_Salles-scaled.jpg\" alt=\"Jatos d'\u00e1gua para remo\u00e7\u00e3o de terra do Morro do Castelo, tomada do fundo da Santa Casa de Miseric\u00f3rdia. Foto: Augusto C\u00e9sar Malta de Campos\/Acervo do Instituto Moreira Salles\" width=\"1030\" height=\"815\" srcset=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/Jatos_dagua_para_remocao_de_terra_do_Morro_do_Castelo_tomada_do_fundo_da_Santa_Casa_de_Misericordia_Acervo_do_Instituto_Moreira_Salles-scaled.jpg 2560w, https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/Jatos_dagua_para_remocao_de_terra_do_Morro_do_Castelo_tomada_do_fundo_da_Santa_Casa_de_Misericordia_Acervo_do_Instituto_Moreira_Salles-620x491.jpg 620w, https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/Jatos_dagua_para_remocao_de_terra_do_Morro_do_Castelo_tomada_do_fundo_da_Santa_Casa_de_Misericordia_Acervo_do_Instituto_Moreira_Salles-1896x1500.jpg 1896w, https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/Jatos_dagua_para_remocao_de_terra_do_Morro_do_Castelo_tomada_do_fundo_da_Santa_Casa_de_Misericordia_Acervo_do_Instituto_Moreira_Salles-scaled-e1672272250592-795x629.jpg 795w\" sizes=\"(max-width: 1030px) 100vw, 1030px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-65031\" class=\"wp-caption-text\">Jatos d&#8217;\u00e1gua para remo\u00e7\u00e3o de terra do Morro do Castelo. Foto tirada do fundo da Santa Casa de Miseric\u00f3rdia por Augusto C\u00e9sar Malta de Campos\/Acervo do Instituto Moreira Salles.<\/figcaption><\/figure>\n<h4 style=\"text-align: right;\"><a href=\"http:\/\/bit.ly\/3YMo23w\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><em><strong>Click Here for English<img decoding=\"async\" class=\"alignright wp-image-15790\" src=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2012\/08\/EN-standard-e1439583104716.jpg\" alt=\"\" width=\"20\" height=\"20\" \/><\/strong><\/em><\/a><\/h4>\n<h4>No centen\u00e1rio do <a href=\"http:\/\/bit.ly\/3VZKrZX\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">desmonte do Morro do Castelo (1922)<\/a>, resgatamos a mem\u00f3ria desse extraordin\u00e1rio e muitas vezes esquecido personagem da hist\u00f3ria do Rio de Janeiro. Dotado de historiografia pr\u00f3pria, suas encostas testemunharam, durante s\u00e9culos, a dor de se buscar domar a mis\u00e9ria, a escravid\u00e3o, o desenvolvimento econ\u00f4mico desigual e a r\u00e1pida urbaniza\u00e7\u00e3o da cidade. Em 1922, no ano do centen\u00e1rio da <a href=\"https:\/\/bit.ly\/3GdGLeW\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Independ\u00eancia do Brasil (1822)<\/a>, impulsionado por um \u00edmpeto modernizador e higienista que visava europeizar a capital do Brasil \u00e0 \u00e9poca, houve o arrasamento completo do morro. Portanto, h\u00e1 100 anos, foi demolido um dos marcos de funda\u00e7\u00e3o da cidade: o Morro do Castelo.<\/h4>\n<h4>O arrasamento do Morro do Castelo pariu novos deserdados da cidade. Aos removidos, em sua maioria de classes populares, restaram os <a href=\"https:\/\/bit.ly\/3hZdkH9\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">corti\u00e7os<\/a>, o sub\u00farbio ou as ocupa\u00e7\u00f5es das encostas dos morros, sobretudo do <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2x1dXEP\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Centro<\/a> e do sub\u00farbio da <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2ETpYR1\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Zona Norte<\/a>. Esse processo \u00e9 parte de uma tend\u00eancia observada ao longo do s\u00e9culo XX, de auto-organiza\u00e7\u00e3o das classes populares para suprir suas necessidades negligenciadas pelo Estado. Na luta por moradia, a popula\u00e7\u00e3o criou novas formas de habitar e de viver a cidade. A favela \u00e9 uma dessas solu\u00e7\u00f5es.<\/h4>\n<h3>De Marco da Cidade \u00e0 <em>Marca de Atraso<\/em><\/h3>\n<p>Inicialmente, este morro do Centro do Rio foi chamado de Morro do Descanso, dado \u00e0 dificuldade que foi a sua conquista e coloniza\u00e7\u00e3o. Abrigo de um dos principais fortes portugueses na <a href=\"http:\/\/bit.ly\/31JbV98\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Ba\u00eda de Guanabara<\/a>, o <a href=\"https:\/\/bit.ly\/3WLuaIa\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Forte de S\u00e3o Tiago da Miseric\u00f3rdia<\/a>, o Morro do Castelo foi, al\u00e9m do segundo e definitivo ber\u00e7o da cria\u00e7\u00e3o da cidade e n\u00facleo irradiador da ocupa\u00e7\u00e3o urbana do Rio, pe\u00e7a fundamental na defesa contra invas\u00f5es estrangeiras. No entanto, sua era de ouro acabou em escombros. Pode-se dizer que, apesar de n\u00e3o ser nem o primeiro, nem o \u00faltimo arrasamento de morros no Rio, o desmonte do Castelo moldou a urbaniza\u00e7\u00e3o carioca do s\u00e9culo XX.<\/p>\n<blockquote><p><span style=\"font-weight: 400;\">&#8220;Puseram um grande e velho morro abaixo e uma nova cidade, a cidade branca, surgiu<\/span><b>\u2014<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">dir\u00e3o daqui a alguns anos os cronistas futuros do Rio de Janeiro, referindo-se ao ano da gra\u00e7a de 1922. O velho Castelo agoniza\u2026 Vai, pouco a pouco, se esvaindo em terra para o mar, e uma nova cidade, toda branca como uma virgem, vem aparecendo rapidamente no terreno ainda revolto e ainda vermelho do aterro gigantesco! Do bojo enorme do moribundo, entre o bairro sangrento, como num parto monstruoso, v\u00e3o saindo os elementos da exist\u00eancia da nova cidade!&#8230; Teremos, ent\u00e3o, a cidade branca. A cidade do futuro. N\u00e3o a cidade do futuro, ou melhor, futurista, concebida pela imagina\u00e7\u00e3o fant\u00e1stica dos engenheiros americanos&#8230; N\u00e3o. A cidade branca n\u00e3o ser\u00e1 uma cidade norte-americana; ser\u00e1 uma cidade pura e simplesmente brasileira\u2026 E ao lado da velha cidade, decr\u00e9pita e gasta, que sempre pensou com o c\u00e9rebro alheio, que sempre imitou institui\u00e7\u00f5es dos outros,&#8230; ao lado da velha cidade, ignorante e pern\u00f3stica, que bebe ch\u00e1 \u00e0s cinco, porque Londres assim o faz, e toma ares displicentes porque Paris assim o ordena&#8230; que venha a cidade branca e brasileira! Ela h\u00e1 de ser muito \u00e9 esperada! E com ela uma nova era!&#8230; Mil novecentos e vinte e dois h\u00e1 de ser uma data e um marco.&#8221; \u2014 <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">Benjamin Costallat<\/span><\/p><\/blockquote>\n<figure id=\"attachment_65038\" aria-describedby=\"caption-attachment-65038\" style=\"width: 500px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/O-Morro-do-Castelo-e-o-maior-e-mais-conhecido-arrasamento-de-morros-do-centro-mas-existiram-outros-morros-que-tiveram-o-mesmo-destino-como-o-Morro-do-Senado-onde-hoje-e-a-Praca-da-Cruz-Vermelha..jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-65038\" title=\"O Morro do Castelo \u00e9 o maior e mais conhecido arrasamento de morros do Centro, mas existiram outros morros que tiveram o mesmo destino, como o Morro do Senado, onde hoje \u00e9 a Pra\u00e7a da Cruz Vermelha. Reprodu\u00e7\u00e3o\" src=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/O-Morro-do-Castelo-e-o-maior-e-mais-conhecido-arrasamento-de-morros-do-centro-mas-existiram-outros-morros-que-tiveram-o-mesmo-destino-como-o-Morro-do-Senado-onde-hoje-e-a-Praca-da-Cruz-Vermelha..jpg\" alt=\"O Morro do Castelo \u00e9 o maior e mais conhecido arrasamento de morros do Centro, mas existiram outros morros que tiveram o mesmo destino, como o Morro do Senado, onde hoje \u00e9 a Pra\u00e7a da Cruz Vermelha. Reprodu\u00e7\u00e3o\" width=\"500\" height=\"313\" srcset=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/O-Morro-do-Castelo-e-o-maior-e-mais-conhecido-arrasamento-de-morros-do-centro-mas-existiram-outros-morros-que-tiveram-o-mesmo-destino-como-o-Morro-do-Senado-onde-hoje-e-a-Praca-da-Cruz-Vermelha..jpg 800w, https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/O-Morro-do-Castelo-e-o-maior-e-mais-conhecido-arrasamento-de-morros-do-centro-mas-existiram-outros-morros-que-tiveram-o-mesmo-destino-como-o-Morro-do-Senado-onde-hoje-e-a-Praca-da-Cruz-Vermelha.-620x388.jpg 620w\" sizes=\"(max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-65038\" class=\"wp-caption-text\">O Morro do Castelo \u00e9 o maior e mais conhecido arrasamento de morros do Centro, mas existiram outros morros que tiveram o mesmo destino, como o Morro do Senado, onde hoje \u00e9 a Pra\u00e7a da Cruz Vermelha.<\/figcaption><\/figure>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">No trecho acima, da cr\u00f4nica <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">A<\/span><\/i> <i><span style=\"font-weight: 400;\">Cidade Branca<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">, <\/span><a href=\"http:\/\/bit.ly\/3FrWlVq\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"font-weight: 400;\">Benjamin Costallat<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\"> criticou a derrubada do ber\u00e7o da cidade, a perda da capacidade de pensar por si por parte dos governantes da na\u00e7\u00e3o, al\u00e9m do inc\u00f4modo pela ideia de higieniza\u00e7\u00e3o de sua \u00e1rea central, local de negros,<\/span><span style=\"font-weight: 400;\"> pobres e<\/span><span style=\"font-weight: 400;\"> favelados. Costallat evidenciou que o problema urbano ultrapassava os habitacionais e de circula\u00e7\u00e3o pela cidade. Estava em voga um novo modelo de civiliza\u00e7\u00e3o a ser implementado. De acordo com Costallat o <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2g1YGcH\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">arrasamento do Morro do Castelo<\/a> foi resultado da necessidade de apagamento do passado em busca de atingir este modelo. Apesar de ser o maior e mais conhecido arrasamento de morros do Centro, outros tiveram o mesmo destino, como o Morro do Senado, onde hoje \u00e9 a Pra\u00e7a da Cruz Vermelha.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A cidade de S\u00e3o Sebasti\u00e3o do Rio de Janeiro, primeiro nome da cidade do Rio, tem em sua <\/span><a href=\"http:\/\/bit.ly\/3hp1SEg\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"font-weight: 400;\">topografia<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\"> uma marca indel\u00e9vel, reconhecida mundialmente: morros e \u00e1reas alagadas. Situada entre o mar e as encostas de morros que acolhiam os seus primeiros habitantes e emoldurava a chegada dos novos, veria, ao longo dos s\u00e9culos, a sua topografia ressignificada, os altos e as \u00e1reas de baixada transformados em fronteiras de discrimina\u00e7\u00e3o, hierarquiza\u00e7\u00e3o social, econ\u00f4mica e racial.<\/span><\/p>\n<p>A cidade foi fundada em 1565 no <a href=\"http:\/\/bit.ly\/3FQgxSj\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Morro Cara de C\u00e3o<\/a>, situado na entrada da Ba\u00eda de Guanabara, vizinho ao <a href=\"https:\/\/bit.ly\/3I1x6w4\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Morro da Urca<\/a>. No entanto, o Rio de Janeiro contou com a sua <a href=\"https:\/\/bit.ly\/3Q21k4b\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">segunda e definitiva instala\u00e7\u00e3o em 1567<\/a>, no alto do Morro do Castelo, ponto estrat\u00e9gico para a manuten\u00e7\u00e3o do poder portugu\u00eas. A escolha da nova sede da cidade deveu-se ao fato do morro estar em frente \u00e0 <a href=\"https:\/\/bit.ly\/3vftG1h\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Ilha de Villegagnon<\/a>, onde havia uma col\u00f4nia francesa que amea\u00e7ava o dom\u00ednio portugu\u00eas da cidade. O Morro do Castelo era um lugar estrat\u00e9gico para estruturar as defesas de maneira mais firme, caso houvessem novas tentativas de invas\u00e3o.<\/p>\n<figure id=\"attachment_65034\" aria-describedby=\"caption-attachment-65034\" style=\"width: 1030px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/Morro-do-Castelo-na-paisagem-do-centro-da-cidade-do-Rio-de-Janeiro-com-o-Pao-de-Acucar-ao-fundo.-Foto-Augusto-Cesar-Malta-de-CamposAcervo-do-Instituto-Moreira-Salles-scaled.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-65034\" title=\"Morro do Castelo na paisagem do centro da cidade do Rio de Janeiro, com o P\u00e3o de A\u00e7\u00facar ao fundo. Foto: Augusto C\u00e9sar Malta de Campos\/Acervo do Instituto Moreira Salles\" src=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/Morro-do-Castelo-na-paisagem-do-centro-da-cidade-do-Rio-de-Janeiro-com-o-Pao-de-Acucar-ao-fundo.-Foto-Augusto-Cesar-Malta-de-CamposAcervo-do-Instituto-Moreira-Salles-scaled.jpg\" alt=\"Morro do Castelo na paisagem do centro da cidade do Rio de Janeiro, com o P\u00e3o de A\u00e7\u00facar ao fundo. 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Foto: Augusto C\u00e9sar Malta de Campos\/Acervo do Instituto Moreira Salles<\/figcaption><\/figure>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Durante s\u00e9culos, a cidade do Rio de Janeiro foi important\u00edssima para o desenvolvimento da col\u00f4nia portuguesa. Contudo, a <a href=\"https:\/\/bit.ly\/3sVlaRc\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">chegada da fam\u00edlia real em 1808<\/a> consolidou definitivamente a centralidade cultural, pol\u00edtica e administrativa do Rio dentro do Imp\u00e9rio Portugu\u00eas. O Brasil passou, ent\u00e3o, de um importante entreposto comercial, de col\u00f4nia e porto escravagista, a um reino, igual em status a Portugal. O Rio de Janeiro tornou-se a capital do Imp\u00e9rio Portugu\u00eas e depois, a partir de 1815, do <\/span><a href=\"https:\/\/bit.ly\/3DDYHxK\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"font-weight: 400;\">Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">. De 1808 at\u00e9 a <a href=\"https:\/\/bit.ly\/3GtZ4iZ\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Revolu\u00e7\u00e3o Liberal do Porto (1820-1821)<\/a>, o Rio de Janeiro foi a \u00fanica capital europeia fora do continente europeu. Seja enquanto a cidade foi capital da col\u00f4nia, do Imp\u00e9rio Portugu\u00eas, do Imp\u00e9rio Brasileiro ou da Rep\u00fablica do Brasil: o Morro do Castelo foi ponto estrat\u00e9gico e cora\u00e7\u00e3o da cidade desde o s\u00e9culo XVI.<\/span><\/p>\n<figure id=\"attachment_65045\" aria-describedby=\"caption-attachment-65045\" style=\"width: 1030px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/Morro-do-Castelo-no-coracao-do-centro-da-cidade-do-Rio-de-Janeiro.-Foto-Augusto-Cesar-Malta-de-CamposAcervo-do-Instituto-Moreira-Salles-scaled.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-65045\" title=\"Morro do Castelo, no cora\u00e7\u00e3o do centro da cidade do Rio de Janeiro.. Foto: Augusto C\u00e9sar Malta de Campos\/Acervo do Instituto Moreira Salles\" src=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/Morro-do-Castelo-no-coracao-do-centro-da-cidade-do-Rio-de-Janeiro.-Foto-Augusto-Cesar-Malta-de-CamposAcervo-do-Instituto-Moreira-Salles-scaled.jpg\" alt=\"Morro do Castelo, no cora\u00e7\u00e3o do centro da cidade do Rio de Janeiro.. Foto: Augusto C\u00e9sar Malta de Campos\/Acervo do Instituto Moreira Salles\" width=\"1030\" height=\"760\" srcset=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/Morro-do-Castelo-no-coracao-do-centro-da-cidade-do-Rio-de-Janeiro.-Foto-Augusto-Cesar-Malta-de-CamposAcervo-do-Instituto-Moreira-Salles-scaled.jpg 2560w, https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/Morro-do-Castelo-no-coracao-do-centro-da-cidade-do-Rio-de-Janeiro.-Foto-Augusto-Cesar-Malta-de-CamposAcervo-do-Instituto-Moreira-Salles-620x457.jpg 620w, https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/Morro-do-Castelo-no-coracao-do-centro-da-cidade-do-Rio-de-Janeiro.-Foto-Augusto-Cesar-Malta-de-CamposAcervo-do-Instituto-Moreira-Salles-853x629.jpg 853w, https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/Morro-do-Castelo-no-coracao-do-centro-da-cidade-do-Rio-de-Janeiro.-Foto-Augusto-Cesar-Malta-de-CamposAcervo-do-Instituto-Moreira-Salles-80x60.jpg 80w\" sizes=\"(max-width: 1030px) 100vw, 1030px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-65045\" class=\"wp-caption-text\">Morro do Castelo, no cora\u00e7\u00e3o do Centro da cidade do Rio de Janeiro. Foto: Augusto C\u00e9sar Malta de Campos\/Acervo do Instituto Moreira Salles<\/figcaption><\/figure>\n<figure id=\"attachment_65048\" aria-describedby=\"caption-attachment-65048\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/Os-morros-do-Castello-e-Santo-Antonio-Melhoramentos-no-Jornal-do-Brasil-de-4-de-agosto-de-1920.-Acervo-Jornal-do-Brasil.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-65048\" title=\"'Os morros do Castello e Santo Antonio - Melhoramentos&quot;, no Jornal do Brasil, de 4 de agosto de 1920. Foto: Acervo Jornal do Brasil\" src=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/Os-morros-do-Castello-e-Santo-Antonio-Melhoramentos-no-Jornal-do-Brasil-de-4-de-agosto-de-1920.-Acervo-Jornal-do-Brasil.png\" alt=\"'Os morros do Castello e Santo Antonio - Melhoramentos&quot;, no Jornal do Brasil, de 4 de agosto de 1920. Foto: Acervo Jornal do Brasil\" width=\"300\" height=\"363\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-65048\" class=\"wp-caption-text\">&#8216;Os morros do Castello e Santo Antonio &#8211; Melhoramentos&#8221;, no <em>Jornal do Brasil<\/em>, de 4 de agosto de 1920. Foto: Acervo Jornal do Brasil<\/figcaption><\/figure>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Nos anos 1920, a popula\u00e7\u00e3o brasileira viveu um per\u00edodo de grande efervesc\u00eancia e transforma\u00e7\u00f5es em suas paisagens urbanas, especialmente no Rio de Janeiro, ent\u00e3o capital do pa\u00eds. A tentativa de apagamento da imagem colonial e o anseio de transformar o Rio em uma &#8220;<a href=\"https:\/\/bit.ly\/3G5PRfd\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Paris dos Tr\u00f3picos<\/a>&#8220;, propiciou mudan\u00e7as f\u00edsicas, como a<\/span>\u00a0<a href=\"https:\/\/bit.ly\/3wrGTma\"><span style=\"font-weight: 400;\">derrubada de morros, corti\u00e7os e edif\u00edcios<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\"> que foram vistas como destoantes da nova imagem europeizada de capital. Foi nesse momento, em uma tentativa de apagar a imagem colonial e atrasada do pa\u00eds, que o Morro do Castelo voltou a ser visto como ponto estrat\u00e9gico para o projeto de cidade.\u00a0 <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O pico deste processo ocorreu na administra\u00e7\u00e3o de <a title=\"\" href=\"https:\/\/bit.ly\/3WDTDDG\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Rodrigues Alves (1902-1906)<\/a>, presidente da Rep\u00fablica, e do engenheiro <\/span><a href=\"http:\/\/bit.ly\/2wBfvVI\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"font-weight: 400;\">Francisco Pereira Passos (1902-1906)<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">, prefeito do Rio de Janeiro, apontado pelo presidente para o cargo. Ambos acabaram entrando para a hist\u00f3ria pelas dr\u00e1sticas interven\u00e7\u00f5es feitas na paisagem urbana carioca, inspiradas na <a href=\"https:\/\/bit.ly\/3nsgQYD\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">moderniza\u00e7\u00e3o de Paris<\/a> realizada por <a href=\"https:\/\/bit.ly\/3GElm1H\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Georges-Eug\u00e8ne Haussmann<\/a> e <a href=\"https:\/\/bit.ly\/3sQYgul\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Napole\u00e3o III<\/a>. \u00c9 do per\u00edodo Alves-Pereira Passos a constru\u00e7\u00e3o da Avenida Central, atual <\/span>Avenida Rio Branco, <a href=\"https:\/\/bit.ly\/3C71l0O\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Biblioteca Nacional<\/a>, <a href=\"https:\/\/bit.ly\/3WHYHGY\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Teatro Municipal<\/a>, <a href=\"https:\/\/bit.ly\/3YTSglI\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Escola de Belas Artes<\/a><span style=\"font-weight: 400;\">, entre outros. O governo de Passos ficou conhecido pelo &#8220;<a href=\"https:\/\/bit.ly\/3bW5iG4\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">bota-abaixo<\/a>&#8221;, j\u00e1 que durante o processo de moderniza\u00e7\u00e3o, destruiu centenas de constru\u00e7\u00f5es, edif\u00edcios hist\u00f3ricos e moradias.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Nesse contexto, as ocupa\u00e7\u00f5es, assentamentos informais, corti\u00e7os e favelas eram entendidos <a href=\"https:\/\/bit.ly\/3wrGTma\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">como problema urban\u00edstico, como desajuste social<\/a>. Seus habitantes, negros e pobres, herdaram o <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2x39npy\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">estigma de <em>classe perigosa<\/em><\/a> dado pelas elites. Assim, a favela, presente <a href=\"https:\/\/bit.ly\/3FoSCJB\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">na cena urbana carioca h\u00e1 pelo menos duas d\u00e9cadas<\/a> em 1922, era vista como alvo de repress\u00e3o, controle e higiene, \u00fanicas pol\u00edticas p\u00fablicas voltadas a estes lugares.<\/span><\/p>\n<figure id=\"attachment_65043\" aria-describedby=\"caption-attachment-65043\" style=\"width: 1030px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/O-Que-Resta-da-Igreja-do-Morro-do-Castello.-Foto-Augusto-Cesar-Malta-de-CamposAcervo-do-Instituto-Moreira-Salles-scaled.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-65043\" title=\"'O Que Resta da Igreja do Morro do Castello'. Foto: Augusto C\u00e9sar Malta de Campos\/Acervo do Instituto Moreira Salles\" src=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/O-Que-Resta-da-Igreja-do-Morro-do-Castello.-Foto-Augusto-Cesar-Malta-de-CamposAcervo-do-Instituto-Moreira-Salles-scaled.jpg\" alt=\"'O Que Resta da Igreja do Morro do Castello'. Foto: Augusto C\u00e9sar Malta de Campos\/Acervo do Instituto Moreira Salles\" width=\"1030\" height=\"762\" srcset=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/O-Que-Resta-da-Igreja-do-Morro-do-Castello.-Foto-Augusto-Cesar-Malta-de-CamposAcervo-do-Instituto-Moreira-Salles-scaled.jpg 2560w, https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/O-Que-Resta-da-Igreja-do-Morro-do-Castello.-Foto-Augusto-Cesar-Malta-de-CamposAcervo-do-Instituto-Moreira-Salles-620x459.jpg 620w, https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/O-Que-Resta-da-Igreja-do-Morro-do-Castello.-Foto-Augusto-Cesar-Malta-de-CamposAcervo-do-Instituto-Moreira-Salles-850x629.jpg 850w, https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/O-Que-Resta-da-Igreja-do-Morro-do-Castello.-Foto-Augusto-Cesar-Malta-de-CamposAcervo-do-Instituto-Moreira-Salles-80x60.jpg 80w\" sizes=\"(max-width: 1030px) 100vw, 1030px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-65043\" class=\"wp-caption-text\">&#8216;O Que Resta da Igreja do Morro do Castello&#8217;. Foto: Augusto C\u00e9sar Malta de Campos\/Acervo do Instituto Moreira Salles<\/figcaption><\/figure>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">As ideias higienistas, <\/span><a href=\"http:\/\/bit.ly\/3vrJIVP\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"font-weight: 400;\">eugenistas<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\"> e racistas propagandeadas pelos jornais no s\u00e9culo XIX, baseavam-se na no\u00e7\u00e3o de progresso que movia v\u00e1rios pa\u00edses da Europa nos s\u00e9culos XIX e XX. <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">Segundo estas teorias, o Brasil precisaria ser &#8220;melhorado&#8221;, atrav\u00e9s do aprimoramento racial, com incentivo da imigra\u00e7\u00e3o europeia para que a ra\u00e7a brasileira se purificasse dos seus elementos ind\u00edgenas e africanos. Entendia-se que essa \u201cregenera\u00e7\u00e3o\u201d se daria pelo embranquecimento, pela miscigena\u00e7\u00e3o, e por pol\u00edticas p\u00fablicas higienistas que objetivavam imprimir novos h\u00e1bitos na popula\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<figure id=\"attachment_65044\" aria-describedby=\"caption-attachment-65044\" style=\"width: 1030px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/Morro-do-Castelo-era-um-espaco-sobretudo-de-moradias-populares-em-predios-historicos-no-centro-do-Rio-de-Janeiro-scaled.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-65044\" title=\"Morro do Castelo em 1920: um espa\u00e7o sobretudo de moradias populares, em pr\u00e9dios hist\u00f3ricos, no centro do Rio de Janeiro. Foto: Augusto C\u00e9sar Malta de Campos\/Acervo do Instituto Moreira Salles\" src=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/Morro-do-Castelo-era-um-espaco-sobretudo-de-moradias-populares-em-predios-historicos-no-centro-do-Rio-de-Janeiro-scaled.jpg\" alt=\"Morro do Castelo em 1920: um espa\u00e7o sobretudo de moradias populares, em pr\u00e9dios hist\u00f3ricos, no centro do Rio de Janeiro. Foto: Augusto C\u00e9sar Malta de Campos\/Acervo do Instituto Moreira Salles\" width=\"1030\" height=\"769\" srcset=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/Morro-do-Castelo-era-um-espaco-sobretudo-de-moradias-populares-em-predios-historicos-no-centro-do-Rio-de-Janeiro-scaled.jpg 2560w, https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/Morro-do-Castelo-era-um-espaco-sobretudo-de-moradias-populares-em-predios-historicos-no-centro-do-Rio-de-Janeiro-620x463.jpg 620w, https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/Morro-do-Castelo-era-um-espaco-sobretudo-de-moradias-populares-em-predios-historicos-no-centro-do-Rio-de-Janeiro-842x629.jpg 842w, https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/Morro-do-Castelo-era-um-espaco-sobretudo-de-moradias-populares-em-predios-historicos-no-centro-do-Rio-de-Janeiro-80x60.jpg 80w\" sizes=\"(max-width: 1030px) 100vw, 1030px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-65044\" class=\"wp-caption-text\">Morro do Castelo em 1920: um espa\u00e7o sobretudo de moradias populares, em pr\u00e9dios hist\u00f3ricos, no Centro do Rio de Janeiro. Foto: Augusto C\u00e9sar Malta de Campos\/Acervo do Instituto Moreira Salles<\/figcaption><\/figure>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Tendo a cidade sido <\/span><a href=\"https:\/\/bit.ly\/3GjHvBU\"><span style=\"font-weight: 400;\">historicamente assolada por uma s\u00e9rie de epidemias<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">, perspectivas higienistas atravessavam o discurso das autoridades e da elite carioca, utilizando-as como justificativa para remover os corti\u00e7os do Centro do Rio de Janeiro. Nesse per\u00edodo, diversos <\/span><a href=\"https:\/\/bit.ly\/3WEJLZO\"><span style=\"font-weight: 400;\">sanitaristas indicavam a necessidade<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\"> da remo\u00e7\u00e3o de morros, aterramento de mangues, alargamento de ruas e a aplica\u00e7\u00e3o de c\u00f3digos de conduta civil como medidas de sa\u00fade p\u00fablica. O higienismo se concentrava em culpabilizar os <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">pobres <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">e suas habita\u00e7\u00f5es pelas condi\u00e7\u00f5es insalubres das cidades e pela dissemina\u00e7\u00e3o de doen\u00e7as.<\/span><\/p>\n<figure id=\"attachment_65047\" aria-describedby=\"caption-attachment-65047\" style=\"width: 1030px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/Moradias-populares-em-predios-historicos-no-Morro-do-Castelo-em-1921-antes-do-arrasamento-de-1922.-Foto-Augusto-Cesar-Malta-de-CamposAcervo-do-Instituto-Moreira-Salles-scaled.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-65047\" title=\"Moradias populares em pr\u00e9dios hist\u00f3ricos no Morro do Castelo, em 1921, antes do arrasamento de 1922. Foto: Augusto C\u00e9sar Malta de Campos\/Acervo do Instituto Moreira Salles\" src=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/Moradias-populares-em-predios-historicos-no-Morro-do-Castelo-em-1921-antes-do-arrasamento-de-1922.-Foto-Augusto-Cesar-Malta-de-CamposAcervo-do-Instituto-Moreira-Salles-scaled.jpg\" alt=\"Moradias populares em pr\u00e9dios hist\u00f3ricos no Morro do Castelo, em 1921, antes do arrasamento de 1922. Foto: Augusto C\u00e9sar Malta de Campos\/Acervo do Instituto Moreira Salles\" width=\"1030\" height=\"760\" srcset=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/Moradias-populares-em-predios-historicos-no-Morro-do-Castelo-em-1921-antes-do-arrasamento-de-1922.-Foto-Augusto-Cesar-Malta-de-CamposAcervo-do-Instituto-Moreira-Salles-scaled.jpg 2560w, https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/Moradias-populares-em-predios-historicos-no-Morro-do-Castelo-em-1921-antes-do-arrasamento-de-1922.-Foto-Augusto-Cesar-Malta-de-CamposAcervo-do-Instituto-Moreira-Salles-620x457.jpg 620w, https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/Moradias-populares-em-predios-historicos-no-Morro-do-Castelo-em-1921-antes-do-arrasamento-de-1922.-Foto-Augusto-Cesar-Malta-de-CamposAcervo-do-Instituto-Moreira-Salles-853x629.jpg 853w, https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/Moradias-populares-em-predios-historicos-no-Morro-do-Castelo-em-1921-antes-do-arrasamento-de-1922.-Foto-Augusto-Cesar-Malta-de-CamposAcervo-do-Instituto-Moreira-Salles-80x60.jpg 80w\" sizes=\"(max-width: 1030px) 100vw, 1030px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-65047\" class=\"wp-caption-text\">Moradias populares em pr\u00e9dios hist\u00f3ricos no Morro do Castelo, em 1921, antes do arrasamento de 1922. Foto: Augusto C\u00e9sar Malta de Campos\/Acervo do Instituto Moreira Salles<\/figcaption><\/figure>\n<h3>O Higienismo, o Morro do Castelo e a Exposi\u00e7\u00e3o Universal de 1922<\/h3>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A comemora\u00e7\u00e3o do <\/span><a href=\"http:\/\/bit.ly\/3Frs5di\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"font-weight: 400;\">Centen\u00e1rio da Independ\u00eancia do Brasil<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">, em 1922, trouxe \u00e0 tona a ideia de fazer do Rio de Janeiro um modelo do progresso nacional. Para provar sua modernidade e capacidade de realiza\u00e7\u00e3o ao mundo, o governo brasileiro e carioca decidiram organizar uma <a href=\"https:\/\/bit.ly\/3IeTpyv\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">exposi\u00e7\u00e3o universal como atividade comemorativa<\/a> dos 100 anos de Independ\u00eancia do Brasil. Portanto, tamb\u00e9m para abrir espa\u00e7o para a exposi\u00e7\u00e3o universal, o Morro do Castelo foi destru\u00eddo, a enxadadas, explos\u00f5es e poderosos jatos de \u00e1gua.<\/span><\/p>\n<blockquote><p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cO Presidente <\/span><a href=\"http:\/\/bit.ly\/3BC6fmh\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"font-weight: 400;\">Epit\u00e1cio Pessoa<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\"> (1919-1922) decidiu realizar uma exposi\u00e7\u00e3o internacional para marcar a data e apresentar o Brasil ao mundo como uma rep\u00fablica moderna e civilizada&#8230;<\/span>\u00a0<span style=\"font-weight: 400;\">O modelo do ambicioso projeto eram as exposi\u00e7\u00f5es internacionais europeias do s\u00e9culo XIX, principalmente as de Londres (1851, 1862) e Paris (1878, 1889). Nesse contexto, o pa\u00eds-sede recebia na\u00e7\u00f5es expositoras, apresentava a produ\u00e7\u00e3o nacional e, sobretudo, demonstrava internacionalmente a capacidade do Estado de modifica\u00e7\u00e3o do espa\u00e7o urbano. Tradicionalmente, essas exposi\u00e7\u00f5es inclu\u00edam radicais transforma\u00e7\u00f5es nas cidades: abertura de avenidas, transposi\u00e7\u00e3o de rios e lagos, aterramentos etc. Momento chave para moderniza\u00e7\u00e3o do Brasil.\u201d \u2014 Fl\u00e1vio Moraes<\/span><\/p><\/blockquote>\n<figure id=\"attachment_65074\" aria-describedby=\"caption-attachment-65074\" style=\"width: 1030px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/Obras-de-demolicao-do-morro-do-Castelo-na-atual-rua-Mexico-a-esquerda-os-fundos-da-Biblioteca-Nacional-no-alto-a-igreja-de-Sao-Sebastiao-1921.-Augusto-Malta-Acervo-Instituto-Moreira-Salles.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-65074\" title=\"Obras de demoli\u00e7\u00e3o do Morro do Castelo na atual rua M\u00e9xico; \u00e0 esquerda, os fundos da Biblioteca Nacional; no alto, a igreja de S\u00e3o Sebasti\u00e3o, 1921. Augusto Malta\/Acervo Instituto Moreira Salles\" src=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/Obras-de-demolicao-do-morro-do-Castelo-na-atual-rua-Mexico-a-esquerda-os-fundos-da-Biblioteca-Nacional-no-alto-a-igreja-de-Sao-Sebastiao-1921.-Augusto-Malta-Acervo-Instituto-Moreira-Salles.jpg\" alt=\"Obras de demoli\u00e7\u00e3o do Morro do Castelo na atual rua M\u00e9xico; \u00e0 esquerda, os fundos da Biblioteca Nacional; no alto, a igreja de S\u00e3o Sebasti\u00e3o, 1921. Augusto Malta\/Acervo Instituto Moreira Salles\" width=\"1030\" height=\"799\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-65074\" class=\"wp-caption-text\">Obras de demoli\u00e7\u00e3o do Morro do Castelo na atual Rua M\u00e9xico; \u00e0 esquerda, os fundos da Biblioteca Nacional; no alto, a igreja de S\u00e3o Sebasti\u00e3o, 1921. Augusto Malta\/Acervo Instituto Moreira Salles<\/figcaption><\/figure>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Em 1921, mais de 5.000 pessoas residiam no Morro do Castelo. At\u00e9 mesmo os grupos que defendiam a perman\u00eancia do morro, como no caso do <em>Jornal do Brasil<\/em>, destacavam apenas o valor hist\u00f3rico do local e a necessidade de conserva\u00e7\u00e3o da tradi\u00e7\u00e3o arquitet\u00f4nica. O direito \u00e0 moradia n\u00e3o foi colocado em debate, exceto no caso do escritor <\/span><a href=\"https:\/\/bit.ly\/3vuum1W\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"font-weight: 400;\">Lima Barreto<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">, e<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">m sua cr\u00f4nica <\/span><a href=\"https:\/\/bit.ly\/3YSMwss\"><i><span style=\"font-weight: 400;\">Megalomania<\/span><\/i><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">, publicada na <em>Revista Careta<\/em>, em 1920.<\/span><\/p>\n<p><iframe title=\"YouTube video player\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/L6ZFfpLI3RA\" width=\"1030\" height=\"563\" frameborder=\"0\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\" data-mce-fragment=\"1\"><span data-mce-type=\"bookmark\" style=\"display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;\" class=\"mce_SELRES_start\">\ufeff<\/span><\/iframe><\/p>\n<h3>Os Registros do Desmonte do Morro do Castelo e a Fotografia de Augusto Malta<\/h3>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O alagoano <\/span><a href=\"http:\/\/bit.ly\/3FOcaXZ\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"font-weight: 400;\">Augusto Malta<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\"> (1864-1957) foi o principal fot\u00f3grafo da urbaniza\u00e7\u00e3o do Rio de Janeiro nas tr\u00eas primeiras d\u00e9cadas do s\u00e9culo XX, per\u00edodo de acelerada e traum\u00e1tica moderniza\u00e7\u00e3o. As fotografias s\u00e3o espa\u00e7os de mem\u00f3ria, onde se pode observar as contradi\u00e7\u00f5es do processo de moderniza\u00e7\u00e3o de uma cidade atrav\u00e9s de seu passado. <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">Em 1900, Malta iniciou suas atividades, sendo nomeado, em 1903, <a href=\"http:\/\/bit.ly\/3G2R5aZ\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">fot\u00f3grafo oficial da Prefeitura do Rio de Janeiro<\/a>, cargo criado para documentar o andamento do gigantesco projeto de <a href=\"https:\/\/bit.ly\/2Nl5dlf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Pereira Passos<\/a>. Ao longo de mais de 30 anos, ele documentou grandes eventos e os aspectos mais cotidianos da vida na cidade.<\/span><\/p>\n<figure id=\"attachment_65078\" aria-describedby=\"caption-attachment-65078\" style=\"width: 1030px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-65078\" title=\"Jato d\u2019\u00e1gua e explos\u00e3o de dinamite em ru\u00ednas do morro do Castelo. Foto: Augusto Malta\/ Acervo Instituto Moreira Salles\" src=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/Jato-dagua-e-explosao-de-dinamite-em-ruinas-do-morro-do-Castelo.-Foto-Augusto-Malta-Acervo-620x462.jpg\" alt=\"Jato d\u2019\u00e1gua e explos\u00e3o de dinamite em ru\u00ednas do morro do Castelo. Foto: Augusto Malta\/ Acervo Instituto Moreira Salles\" width=\"1030\" height=\"767\" srcset=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/Jato-dagua-e-explosao-de-dinamite-em-ruinas-do-morro-do-Castelo.-Foto-Augusto-Malta-Acervo-620x462.jpg 620w, https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/Jato-dagua-e-explosao-de-dinamite-em-ruinas-do-morro-do-Castelo.-Foto-Augusto-Malta-Acervo-80x60.jpg 80w, https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/Jato-dagua-e-explosao-de-dinamite-em-ruinas-do-morro-do-Castelo.-Foto-Augusto-Malta-Acervo.jpg 728w\" sizes=\"(max-width: 1030px) 100vw, 1030px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-65078\" class=\"wp-caption-text\">Jato d\u2019\u00e1gua e explos\u00e3o de dinamite em ru\u00ednas do Morro do Castelo. Foto: Augusto Malta\/Acervo Instituto Moreira Salles<\/figcaption><\/figure>\n<figure id=\"attachment_65072\" aria-describedby=\"caption-attachment-65072\" style=\"width: 500px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/Demolicao-do-Morro-do-Castelo-abertura-de-rua-paralela-a-avenida-Rio-Branco-1921.-Foto-Augusto-Malta-Acervo-Instituto-Moreira-Salles.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-65072\" title=\"Demoli\u00e7\u00e3o do Morro do Castelo, abertura de rua paralela \u00e0 avenida Rio Branco, 1921. Foto: Augusto Malta\/Acervo Instituto Moreira Salles\" src=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/Demolicao-do-Morro-do-Castelo-abertura-de-rua-paralela-a-avenida-Rio-Branco-1921.-Foto-Augusto-Malta-Acervo-Instituto-Moreira-Salles-620x461.jpg\" alt=\"Demoli\u00e7\u00e3o do Morro do Castelo, abertura de rua paralela \u00e0 avenida Rio Branco, 1921. Foto: Augusto Malta\/Acervo Instituto Moreira Salles\" width=\"500\" height=\"372\" srcset=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/Demolicao-do-Morro-do-Castelo-abertura-de-rua-paralela-a-avenida-Rio-Branco-1921.-Foto-Augusto-Malta-Acervo-Instituto-Moreira-Salles-620x461.jpg 620w, https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/Demolicao-do-Morro-do-Castelo-abertura-de-rua-paralela-a-avenida-Rio-Branco-1921.-Foto-Augusto-Malta-Acervo-Instituto-Moreira-Salles-846x629.jpg 846w, https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/Demolicao-do-Morro-do-Castelo-abertura-de-rua-paralela-a-avenida-Rio-Branco-1921.-Foto-Augusto-Malta-Acervo-Instituto-Moreira-Salles-80x60.jpg 80w, https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/Demolicao-do-Morro-do-Castelo-abertura-de-rua-paralela-a-avenida-Rio-Branco-1921.-Foto-Augusto-Malta-Acervo-Instituto-Moreira-Salles.jpg 1076w\" sizes=\"(max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-65072\" class=\"wp-caption-text\">Demoli\u00e7\u00e3o do Morro do Castelo, abertura de rua paralela \u00e0 Avenida Rio Branco, 1921. Foto: Augusto Malta\/Acervo Instituto Moreira Salles<\/figcaption><\/figure>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Malta registrou constru\u00e7\u00f5es, demoli\u00e7\u00f5es, interven\u00e7\u00f5es em logradouros, pra\u00e7as e edif\u00edcios hist\u00f3ricos, al\u00e9m de personagens da cidade. Suas fotos foram utilizadas nas primeiras publica\u00e7\u00f5es ilustradas, como as revistas <em><a href=\"http:\/\/bit.ly\/3WumDOj\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Fon-Fon<\/a> <\/em>e <em><a href=\"http:\/\/bit.ly\/3VpDikE\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Careta<\/a><\/em>, al\u00e9m de em cart\u00f5es postais. <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">Fl\u00e1vio Moraes, cientista social e cineasta, em entrevista, compartilhou parte da pesquisa para o desenvolvimento do projeto<\/span> <em><a href=\"https:\/\/bit.ly\/3YRyk36\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"font-weight: 400;\">Exposi\u00e7\u00e3o Universal pelas Fotografias de Augusto Malta<\/span><\/a><\/em><span style=\"font-weight: 400;\">, selecionado pelo <\/span><a href=\"http:\/\/bit.ly\/1nqV6Zi\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"font-weight: 400;\">Museu da Imagem e do Som<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">, em 2022:<\/span><\/p>\n<blockquote><p><span style=\"font-weight: 400;\">&#8220;Malta registrou os expulsos do Centro da Cidade: seus im\u00f3veis, h\u00e1bitos e principalmente a pobreza logo ap\u00f3s o processo de aboli\u00e7\u00e3o. Esses registros foram utilizados como provas cient\u00edficas da insalubridade dos im\u00f3veis a serem removidos. Os exclu\u00eddos da moderniza\u00e7\u00e3o do Rio de Janeiro, os que, para conseguir moradia, subiram os morros da Zona Sul ou se locomoveram para o sub\u00farbio, foram as mesmas pessoas que constru\u00edram os pr\u00e9dios e removeram morros inteiros do Centro do Distrito Federal.&#8221; \u2014 Fl\u00e1vio Moraes<\/span><\/p><\/blockquote>\n<figure id=\"attachment_65080\" aria-describedby=\"caption-attachment-65080\" style=\"width: 1030px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/Demolicao-do-Morro-do-Castelo-ruinas-da-Igreja-dos-Jesuitas-e-do-Observatorio-Astronomico.-Foto-Augusto-Malta-Acervo-Instituto-Moreira-Salles.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-65080\" title=\"Demoli\u00e7\u00e3o do Morro do Castelo, ru\u00ednas da Igreja dos Jesu\u00edtas e do Observat\u00f3rio Astron\u00f4mico. Foto: Augusto Malta\/ Acervo Instituto Moreira Salles\" src=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/Demolicao-do-Morro-do-Castelo-ruinas-da-Igreja-dos-Jesuitas-e-do-Observatorio-Astronomico.-Foto-Augusto-Malta-Acervo-Instituto-Moreira-Salles.jpg\" alt=\"Demoli\u00e7\u00e3o do Morro do Castelo, ru\u00ednas da Igreja dos Jesu\u00edtas e do Observat\u00f3rio Astron\u00f4mico. Foto: Augusto Malta\/ Acervo Instituto Moreira Salles\" width=\"1030\" height=\"710\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-65080\" class=\"wp-caption-text\">Demoli\u00e7\u00e3o do Morro do Castelo, ru\u00ednas da Igreja dos Jesu\u00edtas e do Observat\u00f3rio Astron\u00f4mico. Foto: Augusto Malta\/Acervo Instituto Moreira Salles<\/figcaption><\/figure>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A hist\u00f3ria do Rio de Janeiro e do Brasil sempre estiveram intrinsecamente conectadas, inclusive na forma com que se deu a ocupa\u00e7\u00e3o do solo; da cidade como ponto garantidor da soberania portuguesa; como o principal porto de entrada de escravizados at\u00e9 o in\u00edcio do s\u00e9culo XIX; na import\u00e2ncia estrat\u00e9gica da Ba\u00eda de Guanabara para as rotas mar\u00edtimas, contribuindo para o com\u00e9rcio mar\u00edtimo e acumula\u00e7\u00f5es de riquezas que s\u00e9culos depois permitiriam a estrutura\u00e7\u00e3o da teia de poder e de acumula\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica na cidade.<\/span><\/p>\n<blockquote><p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cO Prefeito <a href=\"https:\/\/bit.ly\/3Ihfqg3\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Carlos Sampaio<\/a> comparava o Morro do Castelo a um dente cariado na linda boca da Ba\u00eda de Guanabara. Com o arrasamento do local, a cidade perdeu diversos patrim\u00f4nios hist\u00f3ricos: a Igreja de S\u00e3o Sebasti\u00e3o, o Col\u00e9gio dos Jesu\u00edtas, a Casa dos Pretos (onde ocorriam rituais religiosos afro-brasileiros), o Rel\u00f3gio da Torre e o Observat\u00f3rio Astron\u00f4mico. A obra teve financiamento de um banco europeu e, no final das contas, custou muito mais do que o previsto. Para resolver o superfaturamento, Sampaio fez novos empr\u00e9stimos com bancos estrangeiros e deixou a cidade com grandes d\u00edvidas. Ao mesmo tempo, o prefeito foi acusado de corrup\u00e7\u00e3o porque era um dos s\u00f3cios da empresa que recebeu a concess\u00e3o para demolir o morro.\u201d\u00a0 \u2014 Fl\u00e1vio Moraes<br \/>\n<\/span><\/p><\/blockquote>\n<figure id=\"attachment_65082\" aria-describedby=\"caption-attachment-65082\" style=\"width: 1030px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/Largo-da-Igreja-de-Sao-Sebastiao-do-Rio-de-Janeiro-no-dia-da-realizacao-de-sua-ultima-missa.-Foto-Augusto-Malta-Acervo-Instituto-Moreira-Salles-scaled.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-65082\" title=\"Largo da Igreja de S\u00e3o Sebasti\u00e3o do Rio de Janeiro, no dia da realiza\u00e7\u00e3o de sua \u00faltima missa. Foto: Augusto Malta\" src=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/Largo-da-Igreja-de-Sao-Sebastiao-do-Rio-de-Janeiro-no-dia-da-realizacao-de-sua-ultima-missa.-Foto-Augusto-Malta-Acervo-Instituto-Moreira-Salles-scaled.jpg\" alt=\"Largo da Igreja de S\u00e3o Sebasti\u00e3o do Rio de Janeiro, no dia da realiza\u00e7\u00e3o de sua \u00faltima missa. 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Foto: Augusto Malta<\/figcaption><\/figure>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O Morro do Castelo exerceu sua presen\u00e7a e import\u00e2ncia na hist\u00f3ria carioca e brasileira durante s\u00e9culos. Contraditoriamente, foi em nome do desenvolvimento urbano e atendendo a interesses econ\u00f4micos e pol\u00edticos, que <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2g1YGcH\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">ele foi eliminado geograficamente da paisagem em 1922<\/a>.<\/span><\/p>\n<h3>A Primeira e a \u00daltima: O Que Ainda Permanece do Morro do Castelo<\/h3>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A <\/span><a href=\"http:\/\/bit.ly\/3IaeWsi\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"font-weight: 400;\">Ladeira da Miseric\u00f3rdia<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">, rua do centro do Rio, foi uma das primeiras vias abertas para aqueles que subiam o morro a partir de seu sop\u00e9, ainda no in\u00edcio da coloniza\u00e7\u00e3o da cidade. A rua pioneira do Morro do Castelo foi tamb\u00e9m a \u00fanica parte do morro que n\u00e3o foi arrasada. Teve um pequeno trecho preservado. Atualmente, ocupa um pequeno espa\u00e7o de cal\u00e7amento ao lado da <\/span><a href=\"http:\/\/bit.ly\/3FYesCN\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"font-weight: 400;\">Igreja Nossa Senhora do Bonsucesso<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\"> e da <a href=\"http:\/\/bit.ly\/3jD1VNk\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Santa Casa da Miseric\u00f3rdia<\/a>. Em 2017, teve seu tombamento decretado pelo <a href=\"https:\/\/bit.ly\/3GR1xkJ\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">IPHAN<\/a>, devido \u00e0 sua import\u00e2ncia enquanto vest\u00edgio da predat\u00f3ria e r\u00e1pida urbaniza\u00e7\u00e3o da cidade do Rio de Janeiro.<\/span><\/p>\n<figure id=\"attachment_65088\" aria-describedby=\"caption-attachment-65088\" style=\"width: 1030px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/Largo-e-ladeira-da-Misericordia-Augusto-Malta-1922.-A-torre-da-igreja-dos-jesuitas-no-alto.-Divisao-de-Iconografia-Fundacao-Biblioteca-Nacional.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-65088\" title=\"Largo e ladeira da Miseric\u00f3rdia, 1922. A torre da igreja dos jesu\u00edtas no alto. Foto: Augusto Malta \/Divis\u00e3o de Iconografia Funda\u00e7\u00e3o Biblioteca Nacional\" src=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/Largo-e-ladeira-da-Misericordia-Augusto-Malta-1922.-A-torre-da-igreja-dos-jesuitas-no-alto.-Divisao-de-Iconografia-Fundacao-Biblioteca-Nacional-620x468.jpg\" alt=\"Largo e ladeira da Miseric\u00f3rdia, 1922. A torre da igreja dos jesu\u00edtas no alto. 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A torre da Igreja dos Jesu\u00edtas no alto. Foto: Augusto Malta\/Divis\u00e3o de Iconografia Funda\u00e7\u00e3o Biblioteca Nacional<\/figcaption><\/figure>\n<p>Al\u00e9m da Ladeira da Miseric\u00f3rdia, o Morro do Castelo permanece at\u00e9 hoje na paisagem carioca pelo fato de a regi\u00e3o onde ficava o morro\u2014entre a atual Avenida Rio Branco, a <a href=\"https:\/\/bit.ly\/3Q3w98m\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Santa Casa de Miseric\u00f3rdia<\/a>, a <a href=\"https:\/\/bit.ly\/3i3MtJS\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Pra\u00e7a XV<\/a> e a <a href=\"https:\/\/bit.ly\/3Ccw3px\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Igreja de Santa Luzia<\/a>\u2014continuar a ser conhecida pelos cariocas como Castelo. Mesmo aqueles que desconhecem a hist\u00f3ria desse marco hist\u00f3rico apagado da geografia do Centro, revivam sua mem\u00f3ria no dia-a-dia da cidade. At\u00e9 mesmo os \u00f4nibus que v\u00e3o para essa regi\u00e3o t\u00eam como destino o Castelo, o morro que n\u00e3o existe mais.<\/p>\n<p><em><span style=\"font-weight: 400;\">Sobre os autores:<\/span><\/em><\/p>\n<p><em><span style=\"font-weight: 400;\">Ant\u00f4nio Bispo \u00e9 historiador pelo Instituto de Hist\u00f3ria da UFRJ, mestre em Hist\u00f3ria Comparada pelo PPGHC-UFRJ e doutorando em Planejamento Urbano e Regional pelo IPPUR-UFRJ.<\/span><\/em><\/p>\n<p><em><span style=\"font-weight: 400;\">Arthur Peluso \u00e9 fot\u00f3grafo documental, historiador pelo Instituto de Hist\u00f3ria da UFRJ e mestrando em Planejamento Urbano e Regional pelo IPPUR-UFRJ.<\/span><\/em><\/p>\n<p><em><span style=\"font-weight: 400;\">Fl\u00e1vio Moraes \u00e9 cientista social, mestre em Hist\u00f3ria Comparada pelo PPGHC-UFRJ e mestrando em Cinema e Audiovisual pela UFF.\u00a0<\/span><\/em><\/p>\n<p><em><span style=\"font-weight: 400;\">Mayara Tosta \u00e9 historiadora pelo Instituto de Hist\u00f3ria da UFRJ e mestranda em Planejamento Urbano e Regional pelo IPPUR-UFRJ .<\/span><\/em><\/p>\n<p><em><span style=\"font-weight: 400;\">Wladimir Valladares \u00e9 pedagogo, administrador p\u00fablico pela UFF, especialista em gest\u00e3o p\u00fablica e mestrando em Planejamento Urbano e Regional pelo IPPUR-UFRJ.<\/span><\/em><\/p>\n<p><em><span style=\"font-weight: 400;\">Barbara Gigante \u00e9 gestora p\u00fablica pela UFRJ e mestranda em Planejamento Urbano e Regional pelo IPPUR-UFRJ.<\/span><\/em><\/p>\n<hr \/>\n<h4><b data-stringify-type=\"bold\">Apoie nossos esfor\u00e7os para fornecer apoio estrat\u00e9gico \u00e0s favelas do Rio, incluindo o jornalismo hiperlocal, cr\u00edtico, inovador e incans\u00e1vel do\u00a0<\/b><b data-stringify-type=\"bold\"><i data-stringify-type=\"italic\">RioOnWatch<\/i><\/b>\u2014<a class=\"c-link\" href=\"http:\/\/www.bit.ly\/ApoieROW\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\" data-stringify-link=\"http:\/\/www.bit.ly\/ApoieROW\" data-sk=\"tooltip_parent\">doe aqui<\/a>.<\/h4>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<div class=\"mh-excerpt\"><p>Click Here for English No centen\u00e1rio do desmonte do Morro do Castelo (1922), resgatamos a mem\u00f3ria desse extraordin\u00e1rio e muitas vezes esquecido personagem da hist\u00f3ria do Rio de Janeiro. 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