{"id":70857,"date":"2023-10-31T10:51:38","date_gmt":"2023-10-31T13:51:38","guid":{"rendered":"https:\/\/rioonwatch.org.br\/?p=70857"},"modified":"2024-06-20T16:32:00","modified_gmt":"2024-06-20T19:32:00","slug":"liderancas-refletem-mudanca-do-termo-aglomerados-subnormais-para-identificar-favelas-no-ibge-parte-1-diversidade-local-potencia-e-pertencimento-em-um-novo-termo-oficial","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/rioonwatch.org.br\/?p=70857","title":{"rendered":"Adeus &#8216;Aglomerados Subnormais&#8217; Parte 1: Diversidade Local, Pot\u00eancia e Pertencimento em um Novo Termo Oficial [REFER\u00caNCIA]"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_70966\" aria-describedby=\"caption-attachment-70966\" style=\"width: 2479px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/Participantes-evento-IBGE.png\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-70966 size-full\" title=\"Lideran\u00e7as e pesquisadores participam do I Encontro Nacional de Produ\u00e7\u00e3o, An\u00e1lise e Dissemina\u00e7\u00e3o de Informa\u00e7\u00f5es acerca das Favelas e Comunidades Urbanas do Brasil, na sede do IBGE, em Bras\u00edlia. Foto: IBGE\" src=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/Participantes-evento-IBGE.png\" alt=\"Lideran\u00e7as e pesquisadores participam do I Encontro Nacional de Produ\u00e7\u00e3o, An\u00e1lise e Dissemina\u00e7\u00e3o de Informa\u00e7\u00f5es acerca das Favelas e Comunidades Urbanas do Brasil, na sede do IBGE, em Bras\u00edlia. Foto: IBGE\" width=\"2479\" height=\"1122\" srcset=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/Participantes-evento-IBGE.png 2479w, https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/Participantes-evento-IBGE-620x281.png 620w\" sizes=\"(max-width: 2479px) 100vw, 2479px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-70966\" class=\"wp-caption-text\">Lideran\u00e7as e pesquisadores participam do I Encontro Nacional de Produ\u00e7\u00e3o, An\u00e1lise e Dissemina\u00e7\u00e3o de Informa\u00e7\u00f5es acerca das Favelas e Comunidades Urbanas do Brasil, na sede do IBGE, em Bras\u00edlia. Foto: IBGE<\/figcaption><\/figure>\n<h4 style=\"text-align: right;\"><a href=\"https:\/\/bit.ly\/3Sz99Si\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><em><strong>Click Here for English<img decoding=\"async\" class=\"alignright wp-image-15790\" src=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2012\/08\/EN-standard-e1439583104716.jpg\" alt=\"\" width=\"20\" height=\"20\" \/><\/strong><\/em><\/a><\/h4>\n<h4>Esta \u00e9 a primeira mat\u00e9ria de uma <a href=\"https:\/\/bit.ly\/SerieAdeusAglomerados\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">s\u00e9rie de tr\u00eas<\/a> sobre um semin\u00e1rio in\u00e9dito do IBGE que discutiu a mudan\u00e7a do termo &#8220;aglomerado subnormal&#8221; a partir da perspectiva de favelas e assentamentos populares.<\/h4>\n<h4><span style=\"font-weight: 400;\">Entre os dias 25 e 28 de setembro de 2023, lideran\u00e7as de favelas, comunidades urbanas, mar\u00e9s, alagados, mangues, palafitas, vilas, vales, morros<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">, assentamentos autoproduzidos, assentamentos populares, invas\u00f5es, grutas, bairros, ocupa\u00e7\u00f5es, quebradas, grotas, baixadas, ressacas, mocambos, loteamentos formais e informais, e vilas malocas (como eles mesmo se identificaram), junto de funcion\u00e1rios do IBGE e pesquisadores <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">se reuniram online e em Bras\u00edlia, na sede do<\/span><span style=\"font-weight: 400;\"> Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica<\/span><span style=\"font-weight: 400;\"> (<\/span><a href=\"https:\/\/bit.ly\/2VttR6f\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"font-weight: 400;\">IBGE<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">), para o <\/span><a href=\"https:\/\/bit.ly\/4967xVO\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"font-weight: 400;\">I Encontro Nacional de Produ\u00e7\u00e3o, An\u00e1lise e Dissemina\u00e7\u00e3o de Informa\u00e7\u00f5es acerca das Favelas e Comunidades Urbanas do Brasil<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">. Com a presen\u00e7a di\u00e1ria presencial de aproximadamente 80 pessoas, o evento tamb\u00e9m foi assistido online por centenas de interessados.<\/span><\/h4>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O objetivo central foi rediscutir o termo oficialmente empregado para definir favelas e outras comunidades urbanas correlatas no censo\u2014<\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">aglomerados subnormais<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">\u2014utilizado desde meados dos anos 1990. H\u00e1 d\u00e9cadas a burocracia e os pesquisadores da institui\u00e7\u00e3o escutam o descontentamento com essa defini\u00e7\u00e3o estereotipada das favelas, al\u00e9m de perceberem a evidente falta de identifica\u00e7\u00e3o dos moradores destes territ\u00f3rios com essa categoria oficial. Cl\u00e1udio Stenner, Diretor de Geoci\u00eancias do IBGE, descreveu como, em uma confer\u00eancia realizada em 2006, j\u00e1 se pensavam mudar o termo, mas que, na &#8220;absoluta dificuldade por ter outro nome de consenso que representasse estes territ\u00f3rios no pa\u00eds&#8221;, n\u00e3o foi poss\u00edvel mudar o termo na \u00e9poca.\u00a0<\/span><\/p>\n<blockquote><p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cOuvir \u2018aglomerado subnormal\u2019 \u00e9 sempre muito triste e chato para n\u00f3s perif\u00e9ricos e favelados. Precisamos alterar isso o quanto antes.\u201d <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">\u2014 La\u00eds Borges, <a href=\"https:\/\/bit.ly\/45OnLQC\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Museu das Favelas<\/a>\/SP<\/span><\/p><\/blockquote>\n<p>Assim sendo, ap\u00f3s a realiza\u00e7\u00e3o do <a href=\"https:\/\/bit.ly\/42Ke30g\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Censo 2022<\/a>, o IBGE decidiu promover um encontro nacional como espa\u00e7o de troca entre lideran\u00e7as comunit\u00e1rias e o instituto com o objetivo de substituir o voc\u00e1bulo atual. &#8220;Precisamos de melhores conceitos para a melhor compreens\u00e3o da realidade brasileira&#8221;, resumiu o <a href=\"https:\/\/bit.ly\/3QFePbI\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Marcio Pochmann<\/a>, atual presidente da institui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<blockquote><p>&#8220;[O objetivo do evento \u00e9] munir a sociedade com melhores condi\u00e7\u00f5es para pensar e planejar essas \u00e1reas que s\u00e3o parte integrante do core do Brasil, da identidade do Brasil, da sociedade brasileira.&#8221; \u2014 Cl\u00e1udio Stenner, Diretor de Geoci\u00eancias do IBGE<\/p><\/blockquote>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A ideia \u00e9 que, a partir das discuss\u00f5es feitas durante o evento, uma nova terminologia de maior poder explicativo, que gere autoidentifica\u00e7\u00e3o entre os moradores, se torna o novo padr\u00e3o.<\/span><\/p>\n<blockquote><p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cVoc\u00ea n\u00e3o pode construir um conceito a partir do que n\u00e3o \u00e9. Por isso, n\u00e3o considero <em>aglomerados subnormais<\/em> um conceito, pois se baseia a partir da nega\u00e7\u00e3o e da falta. N\u00e3o construindo o que de fato \u00e9. Nem ao menos explica o que \u00e9 o \u2018normal\u2019, em rela\u00e7\u00e3o ao que o subnormal est\u00e1 abaixo.\u201d<\/span> <span style=\"font-weight: 400;\">\u2014 <a href=\"https:\/\/bit.ly\/3MpKpHX\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Jailson de Souza e Silva<\/a>, cria da Favela da Mangueirinha, em <a class=\"c-link\" href=\"https:\/\/bit.ly\/3ghTuQg\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\" data-stringify-link=\"https:\/\/bit.ly\/3ghTuQg\" data-sk=\"tooltip_parent\">Br\u00e1s de Pina<\/a>, fundador do CEASM e Observat\u00f3rio de Favelas, e professor e servidor do <a href=\"https:\/\/bit.ly\/2I6Chy5\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">BNDES<\/a><\/span><\/p><\/blockquote>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Neste processo de reflex\u00e3o sobre o poder de nomear e de produzir dados, por distintas vezes foi refor\u00e7ado que o que hoje \u00e9 definido como <em>aglomerado subnormal<\/em> s\u00e3o comunidades urbanas muito diversas entre si, com processos hist\u00f3ricos e sociais distintos de forma\u00e7\u00e3o. Ativistas e lideran\u00e7as do eixo Rio de Janeiro-S\u00e3o Paulo presentes no evento estimulam o uso do termo favela, por quest\u00e3o de identidade.<\/span><\/p>\n<blockquote><p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cFavela \u00e9 favela, comunidade pode ser condom\u00ednio, um grupo. Acho que comunidade pode ser estranha e \u00e9 muito utilizado pelas igrejas, o que talvez seja disparador. Muitas organiza\u00e7\u00f5es defendem o termo favela por disputa pol\u00edtica, narrativa.\u201d \u2014 Michel Silva, <a href=\"https:\/\/bit.ly\/3lrUwNx\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Fala Ro\u00e7a<\/a><\/span><\/p><\/blockquote>\n<figure id=\"attachment_70961\" aria-describedby=\"caption-attachment-70961\" style=\"width: 1877px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/bit.ly\/QueEFavela\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-70961 size-full\" title=\"Ilustra\u00e7\u00e3o do v\u00eddeo &quot;O que \u00e9 favela?&quot; por Rodrigo Binarts\" src=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/O-que-e-favela-Por-Rodrigo-Binarts.png\" alt=\"Ilustra\u00e7\u00e3o do v\u00eddeo &quot;O que \u00e9 favela?&quot; por Rodrigo Binarts\" width=\"1877\" height=\"949\" srcset=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/O-que-e-favela-Por-Rodrigo-Binarts.png 1877w, https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/O-que-e-favela-Por-Rodrigo-Binarts-620x313.png 620w\" sizes=\"(max-width: 1877px) 100vw, 1877px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-70961\" class=\"wp-caption-text\">Ilustra\u00e7\u00e3o do v\u00eddeo &#8220;<a href=\"http:\/\/bit.ly\/QueEFavela\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">O que \u00e9 favela?<\/a>&#8221; por Rodrigo Binarts<\/figcaption><\/figure>\n<blockquote><p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201c\u00c9 fundamental trazer o termo \u2018favela\u2019 para essa denomina\u00e7\u00e3o. Isso \u00e9 algo al\u00e9m de uma denomina\u00e7\u00e3o territorial, mas sim um elemento de identidade, um espa\u00e7o afetivo mobilizado por moradores, artistas e outros que vivenciam a favela.\u201d \u2014 Preto Zez\u00e9, Central \u00danica das Favelas (<a href=\"https:\/\/bit.ly\/2P9NbGs\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">CUFA<\/a>)<\/span><\/p><\/blockquote>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">No entanto, foi afirmado que o termo favela n\u00e3o gera essa autoidentifica\u00e7\u00e3o entre moradores de territ\u00f3rios fora do sudeste. Logo, uma simples mudan\u00e7a do voc\u00e1bulo atual para favelas continuaria n\u00e3o dando conta.<\/span><\/p>\n<blockquote><p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cO termo favela era muito usado no Rio e S\u00e3o Paulo, mas em outros lugares, conversando com moradores e funcion\u00e1rios, era muito de \u2018aqui n\u00e3o tem favelas\u2019. Se referir a esse termo era um problema, a gente precisava fazer levantamento desses lugares e o nome era um problema. Existia uma no\u00e7\u00e3o de que &#8216;favela&#8217; eram os morros do Rio de Janeiro, visto como algo negativo\u2026 [Realizamos] uma s\u00e9rie de trabalhos de campo de forma qualitativa para entender o que eram esses territ\u00f3rios. E vimos que os nomes e as formas de ocupa\u00e7\u00e3o do territ\u00f3rio eram muito diversos: invas\u00e3o, palafitas, gruta, bairro, etc.\u201d \u2014 Claudio Stenner<\/span><\/p><\/blockquote>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Por outro lado, muitas destas lideran\u00e7as, ao contr\u00e1rio das do Rio e de S\u00e3o Paulo, n\u00e3o se op\u00f5em ao uso do termo comunidade. \u00c9 importante entender que no sudeste, durante muito tempo, o termo &#8216;comunidade&#8217; foi usado para invisibilizar a favela. No entanto, em outros estados, comunidade \u00e9 o termo mais usado e com o qual os moradores mais se identificam.<\/span><\/p>\n<blockquote><p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cPra mim, moradora do sudeste, \u2018comunidade\u2019 n\u00e3o \u00e9 um termo que eu gosto. N\u00e3o me sinto contemplada\u2026 sinto uma l\u00f3gica higienista, mascaradora. Por\u00e9m, o pessoal perif\u00e9rico e favelado do Centro-oeste, Norte e Nordeste adoram o termo e se sentem contemplados\u2026\u201d \u2014 La\u00eds Borges<\/span><\/p><\/blockquote>\n<blockquote><p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cNo Cear\u00e1, se usa favela, comunidade e bairro\u2026 tem sim o estigma de usar o termo favela e tem um movimento que quer tirar esse termo\u2026 No Rio e S\u00e3o Paulo \u00e9 o termo mais usado, mas acho que esse termo est\u00e1 muito utilizado para gerar m\u00eddia\u2026 O termo comunidade \u00e9 mais usado no Cear\u00e1\u2026 mas acho que tem que ficar os dois [na nova nomenclatura do IBGE].\u201d \u2014 Ivan Batista, <\/span><a href=\"https:\/\/bit.ly\/3MM3vIP\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"font-weight: 400;\">Federa\u00e7\u00e3o de Entidades <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">de Bairros e Favelas de Fortaleza<\/span><\/a><\/p><\/blockquote>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Por isso, foi consensual no evento que quaisquer discuss\u00f5es que n\u00e3o pressuponham a enorme diversidade das comunidades urbanas de baixo acesso \u00e0 infraestrutura em um pa\u00eds do tamanho do Brasil ser\u00e3o infrut\u00edferas. Ficou evidente para todos que a diversidade desses territ\u00f3rios deve ser central na busca por um novo t\u00edtulo que designe as favelas e fen\u00f4menos urbanos correlatos.<\/span><\/p>\n<h3><span style=\"font-weight: 400;\">Favelas e Comunidades Urbanas no IBGE: Desafios e Perspectivas<\/span><\/h3>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Na abertura do evento, <a href=\"https:\/\/bit.ly\/3SvCkFR\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">os ge\u00f3grafos e urbanistas do IBGE<\/a> come\u00e7aram por tra\u00e7ar um hist\u00f3rico do termo em discuss\u00e3o no semin\u00e1rio, deixando evidente que<em> aglomerados subnormais<\/em> foi um termo adotado h\u00e1 mais de 30 anos por falta de nomenclatura melhor e de consenso sobre outros nomes.<\/span><\/p>\n<blockquote><p>&#8220;Manter o termo [aglomerados subnormais] era uma estrat\u00e9gia de n\u00e3o focar naquilo e focar em mapear [o pa\u00eds]. Mas j\u00e1 sabia nesta \u00e9poca que este nome era horroroso. N\u00e3o representava do ponto de vista social estes territ\u00f3rios. Que parte de fora para dentro, ex\u00f4gena as popula\u00e7\u00f5es e n\u00e3o representa a vis\u00e3o daquelas popula\u00e7\u00f5es.&#8221; \u2014 Claudio Stenner<\/p><\/blockquote>\n<figure id=\"attachment_70967\" aria-describedby=\"caption-attachment-70967\" style=\"width: 2451px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/Servidores-IBGE.png\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-70967 size-full\" title=\"Alguns dos servidores do IBGE que organizaram o Semin\u00e1rio. Foto: IBGE\" src=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/Servidores-IBGE.png\" alt=\"Alguns dos servidores do IBGE que organizaram o Semin\u00e1rio. Foto: IBGE\" width=\"2451\" height=\"764\" srcset=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/Servidores-IBGE.png 2451w, https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/Servidores-IBGE-620x193.png 620w\" sizes=\"(max-width: 2451px) 100vw, 2451px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-70967\" class=\"wp-caption-text\">Alguns dos servidores do IBGE que organizaram o Semin\u00e1rio. Foto: IBGE<\/figcaption><\/figure>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Claudio Stenner, diretor de Geoci\u00eancias, Gabriel Moreira, superintendente, e Cayo de Oliveira Franco, coordenador de geografia da Diretoria de Geoci\u00eancias, apresentaram os crit\u00e9rios de defini\u00e7\u00e3o, an\u00e1lise e referenciamento das \u00e1reas entendidas como <em>aglomerados subnormais<\/em>; trouxeram algumas sugest\u00f5es de mudan\u00e7a; e abriram um formul\u00e1rio online onde os participantes podiam dar sugest\u00f5es da nomenclatura, defini\u00e7\u00f5es, m\u00e9todos e etc. Os dados recolhidos a partir deste formul\u00e1rio, agregados a todos os dados qualitativos das discuss\u00f5es da semana, foram apresentados e resumidos numa carta, lida e editada na \u00faltima sess\u00e3o plen\u00e1ria do semin\u00e1rio.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Os servidores do IBGE afirmaram que h\u00e1 pesquisas em andamento para entender o porqu\u00ea da ado\u00e7\u00e3o da categoria<em> aglomerados subnormais<\/em>. Mas, apesar desse erro, exaltam a hist\u00f3ria do instituto, que j\u00e1 produz dados especificamente sobre favelas e territ\u00f3rios correlatos desde a d\u00e9cada de 1950.<\/span><\/p>\n<blockquote><p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cO IBGE investigou pela primeira vez no Censo de 1950, e isso bem \u00e0 frente do que outros grupos faziam. Em 1991, mudou para <em>aglomerados subnormais<\/em>. Temos pouca documenta\u00e7\u00e3o, mas estamos estudando para entender como isso surgiu\u2026 O que \u00e9 o <em>aglomerado subnormal<\/em>: ocupa\u00e7\u00e3o irregular da terra (primordial), precariedade de servi\u00e7os p\u00fablicos essenciais, etc.\u201d \u2014 Cayo de Oliveira Franco<\/span><\/p><\/blockquote>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Em uma etapa anterior ao semin\u00e1rio, funcion\u00e1rios do instituto buscaram como organiza\u00e7\u00f5es de refer\u00eancia como o <\/span><a href=\"https:\/\/bit.ly\/3FwIvBD\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"font-weight: 400;\">Observat\u00f3rio das Favelas<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\"> e a <\/span><a href=\"https:\/\/bit.ly\/3tIXbLj\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"font-weight: 400;\">ONU-Habitat<\/span><\/a> <span style=\"font-weight: 400;\">definiam esses territ\u00f3rios. Com isso, foi poss\u00edvel levar para o evento uma proposta b\u00e1sica que servisse como base de trabalho.<\/span><\/p>\n<blockquote><p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cTentamos buscar tamb\u00e9m j\u00e1 retirar essa narrativa de nega\u00e7\u00e3o, de irregularidade e buscar falar sobre como esses territ\u00f3rios devem ser definidos pela busca por direitos. Ent\u00e3o, a gente mudou a l\u00f3gica do \u2018cara, t\u00e1 irregular\u2019 para \u2018os direitos n\u00e3o est\u00e3o sendo oferecidos\u2019, nos mais diversos aspectos.\u201d \u2014 Cayo de Oliveira Franco<\/span><\/p><\/blockquote>\n<h3><span style=\"font-weight: 400;\">Favelas e Comunidades Urbanas Brasileiras: Repensando a Nomenclatura de Aglomerados Subnormais<\/span><\/h3>\n<p><a href=\"https:\/\/bit.ly\/474Rju9\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"font-weight: 400;\">Daiane Cir\u00edaco<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">, assistente de projetos da Coordena\u00e7\u00e3o de Geografia do IBGE,<\/span> <span style=\"font-weight: 400;\"><a href=\"https:\/\/bit.ly\/45T8Zbq\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">louvou<\/a> a oportunidade dessas discuss\u00f5es acontecerem. Ela afirmou que, h\u00e1 quase 20 anos, h\u00e1 internamente a inten\u00e7\u00e3o de revisar o termo <em>aglomerado subnormal<\/em> no IBGE. Segundo a servidora, o processo liderado por moradores, que ganha for\u00e7a neste semin\u00e1rio, \u00e9 a melhor forma de concretizar essa mudan\u00e7a e chegar a uma nova nomenclatura e classifica\u00e7\u00e3o dos territ\u00f3rios.<\/span><\/p>\n<blockquote><p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cTem que ouvir os atores e trabalhar juntos, \u00e9 o melhor caminho que o IBGE est\u00e1 tomando\u2026\u201d \u2014 Daiane Cir\u00edaco<\/span><\/p><\/blockquote>\n<p><iframe title=\"YouTube video player\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/i7anj3SvjfA?si=sSkL5ST2ooj8SwW2&amp;start=7420\" width=\"1030\" height=\"563\" frameborder=\"0\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\"><span data-mce-type=\"bookmark\" style=\"display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;\" class=\"mce_SELRES_start\">\ufeff<\/span><\/iframe><\/p>\n<figure id=\"attachment_70968\" aria-describedby=\"caption-attachment-70968\" style=\"width: 500px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/Secretario-Nacional-de-Periferias-Guilherme-Simoes.png\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-70968\" src=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/Secretario-Nacional-de-Periferias-Guilherme-Simoes.png\" alt=\"Secret\u00e1rio Nacional de Periferias Guilherme Sim\u00f5es.\" width=\"500\" height=\"337\" srcset=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/Secretario-Nacional-de-Periferias-Guilherme-Simoes.png 701w, https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/Secretario-Nacional-de-Periferias-Guilherme-Simoes-620x417.png 620w\" sizes=\"(max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-70968\" class=\"wp-caption-text\">Secret\u00e1rio Nacional de Periferias Guilherme Sim\u00f5es.<\/figcaption><\/figure>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O Secret\u00e1rio Nacional de Periferias <\/span><a href=\"https:\/\/bit.ly\/3QaP4yE\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"font-weight: 400;\">Guilherme Sim\u00f5es<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">, como cria de favela, explica um pouco do sentimento de estranhamento e n\u00e3o perten\u00e7a \u00e0 categoria de <em>aglomerados subnormais<\/em> quando foi apresentado a ele na universidade. Segundo o secret\u00e1rio, as favelas oferecem solu\u00e7\u00f5es aut\u00f4nomas frente \u00e0 aus\u00eancia do Estado. Para Guilherme, \u00e9 este aspecto potente dos territ\u00f3rios que deveria estar refletido nas pesquisas do IBGE, que deveria ser mapeado.<\/span><\/p>\n<blockquote><p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cSou do <\/span><a href=\"https:\/\/bit.ly\/3dQ4B32\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"font-weight: 400;\">Graja\u00fa<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">, regi\u00e3o que nos anos 2000 era refer\u00eancia em perigo&#8230; Quando eu fui licenciado em 2010 e li o termo \u2018aglomerado subnormal\u2019, eu estranhei e ac<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">hei inadequado\u2026 \u2018subnormal\u2019 ajuda a criar narrativas, imagens e simbologias\u2026 Periferia \u00e9 pot\u00eancia! Apesar da aus\u00eancia do estado, se desenvolveu uma economia das favelas porque o povo teve que se juntar\u2026 Gostaria de ver isso nas pesquisas&#8230; Os caras constru\u00edram verdadeiras redes de sobreviv\u00eancia.\u201d \u2014 Guilherme Sim\u00f5es<\/span><\/p><\/blockquote>\n<figure id=\"attachment_70969\" aria-describedby=\"caption-attachment-70969\" style=\"width: 499px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/Preto-Zeze.png\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-70969\" title=\"Preto Zez\u00e9, cria da Favela das Quadras, em Fortaleza, capital do Cear\u00e1, refer\u00eancia entre ativistas pretos de favela, hoje presidente global da CUFA.\" src=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/Preto-Zeze.png\" alt=\"Preto Zez\u00e9, cria da Favela das Quadras, em Fortaleza, capital do Cear\u00e1, refer\u00eancia entre ativistas pretos de favela, hoje presidente global da CUFA.\" width=\"499\" height=\"276\" srcset=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/Preto-Zeze.png 1042w, https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/Preto-Zeze-620x343.png 620w\" sizes=\"(max-width: 499px) 100vw, 499px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-70969\" class=\"wp-caption-text\">Preto Zez\u00e9, cria da avela das Quadras, em Fortaleza, capital do Cear\u00e1, refer\u00eancia entre ativistas pretos de favela, hoje presidente global da CUFA.<\/figcaption><\/figure>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">J\u00e1 <a href=\"https:\/\/bit.ly\/40fJBev\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Preto Zez\u00e9<\/a>, cria de <\/span><a href=\"https:\/\/bit.ly\/3Q8Sthv\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"font-weight: 400;\">Quadras<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">, em Fortaleza, capital do <\/span><a href=\"https:\/\/bit.ly\/409eJfO\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"font-weight: 400;\">Cear\u00e1<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">, hoje presidente global da CUFA, lembra do estigma hist\u00f3rico sobre as favelas, mas exalta os avan\u00e7os, <a href=\"https:\/\/bit.ly\/34QBuID\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">advindos da luta dos moradores<\/a>.<\/span><\/p>\n<blockquote><p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cFavelas eram sin\u00f4nimo de medo. Se voc\u00ea procurasse na internet s\u00f3 via desgra\u00e7a, e hoje em dia consegue ver outras coisas. Avan\u00e7amos no entendimento, nas lutas. Temos um desafio hist\u00f3rico <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2d30Pnn\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">contra o estigma sobre a favela<\/a> e sobre quem vem da favela.\u201d \u2014 Preto Zez\u00e9<\/span><\/p><\/blockquote>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Al\u00e9m disso, Preto Zez\u00e9 contextualiza a <\/span><a href=\"https:\/\/bit.ly\/ReleaseAguaELuzROW\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"font-weight: 400;\">import\u00e2ncia da produ\u00e7\u00e3o de dados<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">, tanto para a\u00e7\u00f5es governamentais atrav\u00e9s de pol\u00edticas p\u00fablicas, quanto para movimentos que atuam nos territ\u00f3rios. O or\u00e7amento investido nos territ\u00f3rios s\u00f3 vem a partir dos dados, da\u00ed a urg\u00eancia na produ\u00e7\u00e3o deles, seja pelo IBGE e outros \u00f3rg\u00e3os p\u00fablicos, seja atrav\u00e9s das <\/span><a href=\"https:\/\/bit.ly\/EEnoROW\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"font-weight: 400;\">metodologias n\u00f3s por n\u00f3s<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">.\u00a0<\/span><\/p>\n<blockquote><p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201c\u00c9 de interesse nosso tamb\u00e9m produzir os dados, pois qualificam nossas a\u00e7\u00f5es\u2026 para a governan\u00e7a do territ\u00f3rio\u2026 Essa \u00e9 a import\u00e2ncia do IBGE para n\u00f3s, movimentos\u2026 \u00c9 a democratiza\u00e7\u00e3o dos dados e a informa\u00e7\u00e3o sendo levada \u00e0 popula\u00e7\u00e3o\u2026 Precisamos tamb\u00e9m transformar isso em or\u00e7amento, ter um vi\u00e9s da economia, n\u00e3o ficar apenas no discurso de legitimidade democr\u00e1tica.\u201d \u2014 Preto Zez\u00e9<\/span><\/p><\/blockquote>\n<figure id=\"attachment_70971\" aria-describedby=\"caption-attachment-70971\" style=\"width: 2347px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/Painel-IBGE.png\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-70971 size-full\" title=\"Da esquerda para a direita, Guilherme Sim\u00f5es, Daiane Cir\u00edaco e Preto Zez\u00e9. Foto: IBGE\" src=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/Painel-IBGE.png\" alt=\"Da esquerda para a direita, Guilherme Sim\u00f5es, Daiane Cir\u00edaco e Preto Zez\u00e9. Foto: IBGE\" width=\"2347\" height=\"871\" srcset=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/Painel-IBGE.png 2347w, https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/Painel-IBGE-620x230.png 620w\" sizes=\"(max-width: 2347px) 100vw, 2347px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-70971\" class=\"wp-caption-text\">Da esquerda para a direita, Guilherme Sim\u00f5es, Daiane Cir\u00edaco e Preto Zez\u00e9. Foto: IBGE<\/figcaption><\/figure>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Raquel Rolnik, do <a href=\"https:\/\/bit.ly\/3Qvf3SJ\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">LabCidade\/USP<\/a>, foi al\u00e9m e afirmou que o termo \u201csubnormal\u201d deve ser entendido como fruto de uma <\/span><a style=\"font-size: 16px;\" href=\"https:\/\/bit.ly\/3wrGTma\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">longa tradi\u00e7\u00e3o<\/a><span style=\"font-weight: 400;\"> urban\u00edstica <a href=\"https:\/\/bit.ly\/3tSzDUm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">colonial e racista<\/a>.\u00a0<\/span><\/p>\n<blockquote><p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cN\u00e3o podemos deixar de pensar que esse \u00e9 um marco colonial\u2026 faz parte de um processo de pensar o territ\u00f3rio que tem a ver com a constru\u00e7\u00e3o de um saber e de um poder, onde apenas um modelo de cidade \u00e9 reconhecido de forma hegem\u00f4nica&#8230; o modelo ocidental, patriarcal e europeu. Aquilo que \u00e9 [considerado] o \u2018normal\u2019&#8230; A partir de ent\u00e3o, come\u00e7amos a definir aquilo que est\u00e1 fora desse padr\u00e3o dominante como informal, irregular, ilegal, definido pela car\u00eancia e pela falta. E n\u00e3o pelas caracter\u00edsticas presentes no territ\u00f3rio.\u201d \u2014 Raquel Rolnik<\/span><\/p><\/blockquote>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Para a professora, a denomina\u00e7\u00e3o do territ\u00f3rio \u00e9 fundamental para a pol\u00edtica da cidade. \u00c9 importante que esses territ\u00f3rios reivindiquem seu <\/span><a href=\"https:\/\/bit.ly\/3aY4PCT\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"font-weight: 400;\">direito \u00e0 cidade<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">.<\/span><\/p>\n<h3><span style=\"font-weight: 400;\">Diversidade Territorial das Favelas e Comunidades Urbanas Brasileiras<\/span><\/h3>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Diante de uma diversidade territorial que se traduz por meio de nomenclaturas muito distintas e tipos de ocupa\u00e7\u00e3o dos mais diversos, sejam em morros, palafitas, loteamentos horizontais ou em fundos de vale, \u00e9 necess\u00e1rio estabelecer uma metodologia que permita garantir a comparabilidade estat\u00edstica, entre <em>aglomerados subnormais<\/em> e a nova categoria, a partir de diversos recortes territoriais. A\u00a0<\/span><span style=\"font-weight: 400;\"><a href=\"https:\/\/bit.ly\/3QaXfej\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">\u00faltima mesa<\/a> do primeiro dia de semin\u00e1rio,<\/span><span style=\"font-weight: 400;\"> apresentou e discutiu algumas destas diversidades, visando o desenvolvimento de uma nova tipologia que represente melhor estes territ\u00f3rios em toda a sua diversidade.<\/span><\/p>\n<p><iframe title=\"YouTube video player\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/PUkSx0ENqFE?si=GmeRuX8yqJnlnzlc&amp;start=525\" width=\"1030\" height=\"563\" frameborder=\"0\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\"><span data-mce-type=\"bookmark\" style=\"display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;\" class=\"mce_SELRES_start\">\ufeff<\/span><\/iframe><\/p>\n<figure id=\"attachment_70896\" aria-describedby=\"caption-attachment-70896\" style=\"width: 500px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/Gerson-Bruno-coordenador-geral-da-Associacao-dos-Moradores-da-Vila-da-Barca-uma-das-maiores-comunidades-sobre-palafitas-da-America-Latina.-Foto-IBGE-scaled.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-70896\" title=\"Gerson Bruno, coordenador geral da Associa\u00e7\u00e3o dos Moradores da Vila da Barca, uma das maiores comunidades sobre palafitas da Am\u00e9rica Latina. Foto: IBGE\" src=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/Gerson-Bruno-coordenador-geral-da-Associacao-dos-Moradores-da-Vila-da-Barca-uma-das-maiores-comunidades-sobre-palafitas-da-America-Latina.-Foto-IBGE-620x414.jpg\" alt=\"Gerson Bruno, coordenador geral da Associa\u00e7\u00e3o dos Moradores da Vila da Barca, uma das maiores comunidades sobre palafitas da Am\u00e9rica Latina. Foto: IBGE\" width=\"500\" height=\"334\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-70896\" class=\"wp-caption-text\">Gerson Bruno, coordenador geral da Associa\u00e7\u00e3o dos Moradores da Vila da Barca, uma das maiores comunidades sobre palafitas da Am\u00e9rica Latina. Foto: IBGE<\/figcaption><\/figure>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\"><a href=\"https:\/\/bit.ly\/3QDXWxd\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Gerson Bruno<\/a>, <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">coordenador geral da <\/span><a href=\"https:\/\/bit.ly\/3SkJ0qd\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"font-weight: 400;\">Associa\u00e7\u00e3o dos Moradores da Vila da Barca<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">, uma <\/span><a href=\"https:\/\/bit.ly\/3QzGo6x\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"font-weight: 400;\">das maiores comunidades<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\"> sobre palafitas da Am\u00e9rica Latina, \u00e0s margens da <\/span><a href=\"https:\/\/bit.ly\/3MhWBe5\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"font-weight: 400;\">Baia do Guajar\u00e1<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">, em <\/span><a href=\"https:\/\/bit.ly\/2FeqfhV\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"font-weight: 400;\">Bel\u00e9m<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">, no estado do <\/span><a href=\"https:\/\/bit.ly\/38k3fQb\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"font-weight: 400;\">Par\u00e1<\/span><\/a>,<span style=\"font-weight: 400;\"> evidencia a falta de investimentos que garantam condi\u00e7\u00f5es dignas de vida para os moradores em Vila da Barca, enquanto abundam recursos federais para a realiza\u00e7\u00e3o da COP30, que ser\u00e1 na mesma cidade.<\/span><\/p>\n<blockquote><p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cEm Vila da Barca, estamos h\u00e1 quase 100 anos resistindo para existir&#8230; A capital do Par\u00e1 vai sediar, em 2025, a COP 30\u2026 eles est\u00e3o pensando onde o Sheikh vai dormir, onde os chefes de estado v\u00e3o ficar, enquanto temos irm\u00e3os e irm\u00e3s morando em palafitas sem saneamento b\u00e1sico, sem \u00e1gua pot\u00e1vel.\u201d \u2014 Gerson Bruno<\/span><\/p><\/blockquote>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Ele tamb\u00e9m exalta a luta dos moradores e afirma que, em sua opini\u00e3o, ela deveria ser a protagonista das narrativas sobre comunidades como a sua.<\/span><\/p>\n<blockquote><p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cNa nossa comunidade, a gente tem um <\/span><a href=\"https:\/\/bit.ly\/2ZsBJc9\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"font-weight: 400;\">museu memorial<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\"> que criamos atrav\u00e9s de um edital da <\/span><a href=\"https:\/\/bit.ly\/49cyk2D\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"font-weight: 400;\">Lei Aldir Blanc<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">, para deixar registrado para as pr\u00f3ximas gera\u00e7\u00f5es a hist\u00f3ria da Vila, como ela surgiu, as lutas por \u00e1gua\u2026 t\u00ednhamos que carregar a \u00e1gua na cabe\u00e7a\u2026 Estou falando de um dos metros quadrados mais caros de Bel\u00e9m. A gente vive uma press\u00e3o muito grande para sair daquele local, mas a gente continua resistindo!&#8230; Temos muito a quest\u00e3o do <a href=\"https:\/\/bit.ly\/2Xgzmbx\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">pertencimento<\/a>\u2026 N\u00e3o aceitamos a retirada de nenhum morador da Vila para um conjunto habitacional, s\u00f3 para o mesmo local.\u201d \u2014 Gerson Bruno<\/span><\/p><\/blockquote>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Gerson tamb\u00e9m denunciou o <\/span><a href=\"https:\/\/bit.ly\/474EPCL\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"font-weight: 400;\">descaso dos governos locais<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\"> na implementa\u00e7\u00e3o do Programa Palafita Zero, lan\u00e7ado no primeiro governo Lula.<\/span><\/p>\n<blockquote><p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cHoje, a gente estima que tenha mais de 7.000 palafitas na Vila da Barca, composta na sua origem por ribeirinhos e pessoas do interior que vieram em busca de ter seu sustento na cidade grande. O projeto habitacional teve tanto desleixo com a gente, que, na \u00faltima gest\u00e3o municipal, eles simplesmente reduziram as metas e cortaram o projeto no meio e disseram: \u2018olha, a partir de hoje, s\u00f3 essas fam\u00edlias v\u00e3o ter direito. Essas outras n\u00e3o v\u00e3o ter\u2019&#8230; 80% da Vila da Barca vai permanecer sobre palafitas&#8230; isso porque eles est\u00e3o lutando para entregar para COP.\u201d \u2014 Gerson Bruno<\/span><\/p><\/blockquote>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Refor\u00e7ando os relatos e an\u00e1lises de Gerson, Maikon <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">Novaes, gerente de Pesquisas e Classifica\u00e7\u00e3o Territorial na Coordena\u00e7\u00e3o de Geografia da Diretoria de Geoci\u00eancias do IBGE,<\/span><span style=\"font-weight: 400;\"> afirmou que \u201co IBGE classifica mais de 50% dos domic\u00edlios de Bel\u00e9m como favelas e comunidades urbanas\u201d. O que deixa ainda mais n\u00edtido o n\u00edvel de <\/span><a href=\"https:\/\/bit.ly\/2Rku5Mf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"font-weight: 400;\">neglig\u00eancia de Estado<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\"> e de viola\u00e7\u00f5es do <\/span><a href=\"https:\/\/bit.ly\/44uJZXg\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"font-weight: 400;\">direito \u00e0 moradia<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\"> em Bel\u00e9m.<\/span><\/p>\n<figure id=\"attachment_70897\" aria-describedby=\"caption-attachment-70897\" style=\"width: 500px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/Ivan-Batista-presidente-da-Federacao-de-Entidades-de-Bairros-e-Favelas-de-Fortaleza.-Foto-IBGE-scaled.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-70897\" title=\"Ivan Batista, presidente da Federa\u00e7\u00e3o de Entidades de Bairros e Favelas de Fortaleza. Foto: IBGE\" src=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/Ivan-Batista-presidente-da-Federacao-de-Entidades-de-Bairros-e-Favelas-de-Fortaleza.-Foto-IBGE-620x414.jpg\" alt=\"Ivan Batista, presidente da Federa\u00e7\u00e3o de Entidades de Bairros e Favelas de Fortaleza. Foto: IBGE\" width=\"500\" height=\"334\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-70897\" class=\"wp-caption-text\">Ivan Batista, presidente da Federa\u00e7\u00e3o de Entidades de Bairros e Favelas de Fortaleza. Foto: IBGE<\/figcaption><\/figure>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">J\u00e1 <a href=\"https:\/\/bit.ly\/46SgFvK\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Ivan Batista<\/a>, <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">presidente da <a href=\"https:\/\/bit.ly\/3tMAXIf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Federa\u00e7\u00e3o de Entidades de Bairros e Favelas de Fortaleza<\/a><\/span><span style=\"font-weight: 400;\">, evidencia a\u00e7\u00f5es da organiza\u00e7\u00e3o da qual faz parte no combate ao d\u00e9ficit habitacional gritante de Fortaleza. Ele fala com orgulho que a federa\u00e7\u00e3o conseguiu construir moradias a partir do <\/span><a href=\"https:\/\/bit.ly\/2kKErI2\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"font-weight: 400;\">Programa Minha Casa Minha Vida-Entidades<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">. Em sua fala, ele compara esses resultados com aqueles atingidos pelo <\/span><a href=\"https:\/\/bit.ly\/2wYPD6w\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"font-weight: 400;\">Minha Casa Minha Vida<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\"> em <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">sua regi\u00e3o. Segundo ele, quando h\u00e1 protagonismo do morador, o processo \u00e9 muito mais bem-sucedido.<\/span><\/p>\n<blockquote><p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cConstru\u00edmos o maior conjunto habitacional com 1846 moradias\u2026 atrav\u00e9s do programa Minha Casa Minha Vida [Entidades], que deu oportunidade das comunidades constru\u00edrem\u2026 H\u00e1 outros conjuntos\u2026 vemos a diferen\u00e7a entre o constru\u00eddo por n\u00f3s e o do governo&#8230; O d\u00e9ficit habitacional de Fortaleza \u00e9 de 130.000 moradias\u2026 h\u00e1 89 \u00e1reas de risco, mas pela prefeitura n\u00e3o chegam a 40\u2026 N\u00f3s fazemos o monitoramento, visitamos as comunidades\u2026 em mangue, lagoa, riacho\u2026 e inclu\u00edmos isso tudo no projeto de<\/span><span style=\"font-weight: 400;\"> revis\u00e3o do plano diretor [de Fortaleza], em que as lideran\u00e7as est\u00e3o participando.<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">\u201d \u2014 Ivan Batista<\/span><\/p><\/blockquote>\n<figure id=\"attachment_70898\" aria-describedby=\"caption-attachment-70898\" style=\"width: 500px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/Maria-Aline-Correia-Schimidt-diretora-da-Federacao-Habitacional-do-Sol-Nascente-FEHSOLNA-e-assessora-do-G10-Favelas-no-Distrito-Federal.-Foto-IBGE-scaled.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-70898\" title=\"Maria Aline Correia Schimidt, diretora da Federa\u00e7\u00e3o Habitacional do Sol Nascente (FEHSOLNA) e assessora do G10 Favelas no Distrito Federal. Foto: IBGE\" src=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/Maria-Aline-Correia-Schimidt-diretora-da-Federacao-Habitacional-do-Sol-Nascente-FEHSOLNA-e-assessora-do-G10-Favelas-no-Distrito-Federal.-Foto-IBGE-620x413.jpg\" alt=\"Maria Aline Correia Schimidt, diretora da Federa\u00e7\u00e3o Habitacional do Sol Nascente (FEHSOLNA) e assessora do G10 Favelas no Distrito Federal. Foto: IBGE\" width=\"500\" height=\"333\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-70898\" class=\"wp-caption-text\">Maria Aline Correia Schimidt, diretora da Federa\u00e7\u00e3o Habitacional do Sol Nascente (FEHSOLNA) e assessora do G10 Favelas no Distrito Federal. Foto: IBGE<\/figcaption><\/figure>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Maria Aline Correia Schimidt, diretora da Federa\u00e7\u00e3o Habitacional do Sol Nascente (<\/span><a href=\"https:\/\/bit.ly\/3saIpwr\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"font-weight: 400;\">FEHSOLNA<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">) e assessora do <\/span><a href=\"https:\/\/bit.ly\/46NyxYA\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"font-weight: 400;\">G10 Favelas<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\"> no <\/span><a href=\"https:\/\/bit.ly\/3iuifQs\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"font-weight: 400;\">Distrito Federal<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">, tamb\u00e9m falou de protagonismo e das lutas comunit\u00e1rias por direito \u00e0 moradia. E come\u00e7ou sua interven\u00e7\u00e3o falando da hist\u00f3ria do territ\u00f3rio e de como, apesar de socializados da mesma maneira que as favelas, n\u00e3o gostam de serem identificados por este termo.<\/span><\/p>\n<blockquote><p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cSol Nascente nasce com a expans\u00e3o da Ceil\u00e2ndia, fundada em 1990\u2026 Tem problemas urban\u00edsticos, mas j\u00e1 \u00e9 urbanizada\u2026 A maior parte do Sol Nascente n\u00e3o tem muitos problemas com as chuvas, mas o trecho 3 do Sol Nascente tem mais problemas&#8230; Os grileiros aproveitaram e venderam, de m\u00e1-f\u00e9, em encostas, barrancos, e \u00e0 beira do rio. L\u00e1, tem caracter\u00edsticas de favela, [mas] n\u00e3o gostamos deste termo, usamos &#8216;comunidade&#8217;.\u201d \u2014 Maria Aline Correia Schimidt<\/span><\/p><\/blockquote>\n<figure id=\"attachment_70899\" aria-describedby=\"caption-attachment-70899\" style=\"width: 500px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/Michel-Silva-cria-da-Rocinha-e-fundador-do-jornal-Fala-Roca.-Foto-IBGE-scaled.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-70899\" title=\"Michel Silva, cria da Rocinha e fundador do jornal Fala Ro\u00e7a. Foto: IBGE\" src=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/Michel-Silva-cria-da-Rocinha-e-fundador-do-jornal-Fala-Roca.-Foto-IBGE-620x413.jpg\" alt=\"Michel Silva, cria da Rocinha e fundador do jornal Fala Ro\u00e7a. Foto: IBGE\" width=\"500\" height=\"333\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-70899\" class=\"wp-caption-text\">Michel Silva, cria da Rocinha e fundador do jornal Fala Ro\u00e7a. Foto: IBGE<\/figcaption><\/figure>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O que, logo em seguida, foi respondido por <a href=\"https:\/\/bit.ly\/3hNPxH7\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Michel Silva<\/a>, cria da <\/span><a href=\"https:\/\/bit.ly\/3dzwwUD\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"font-weight: 400;\">Rocinha<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\"> e fundador do jornal <\/span><a href=\"https:\/\/bit.ly\/40hknfK\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><i><span style=\"font-weight: 400;\">Fala Ro\u00e7a<\/span><\/i><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">, que destacou a import\u00e2ncia da nomenclatura <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">favela <\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 palavra <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">comunidade<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">. Ele relatou que, como muitos no Rio, ele abomina o termo comunidade. \u201cFavela \u00e9 cidade, importante manter o termo por sua origem\u2026 Quando a favela surgiu no in\u00edcio j\u00e1 queriam exterminar a favela, ent\u00e3o temos que resistir\u201d.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O jornalista destacou como \u00e9 estrat\u00e9gica a parceria do IBGE com as lideran\u00e7as e organiza\u00e7\u00f5es dos territ\u00f3rios. Para ele, realizar n\u00e3o \u00e9 um problema para os moradores de favela. O que faltam s\u00e3o recursos financeiros.<\/span><\/p>\n<blockquote><p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cAs favelas <a href=\"https:\/\/bit.ly\/PUF1Ano\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">t\u00eam capacidade de fazer a coleta muito espec\u00edfica de dados<\/a> que o IBGE n\u00e3o tem. Mas esbarramos, de novo, na quest\u00e3o do dinheiro\u2026 \u00c9 importante ressaltar que n\u00f3s temos uma capacidade muito grande n\u00e3o s\u00f3 de gerar dados, mas tamb\u00e9m de movimentar dinheiro\u2026 temos capacidade de gerenciar dinheiro. Isso \u00e9 importante, porque existem muitas organiza\u00e7\u00f5es filantr\u00f3picas que t\u00eam resist\u00eancia em repassar valores para que as organiza\u00e7\u00f5es de favelas possam administrar.\u201d \u2014 Michel Silva<\/span><\/p><\/blockquote>\n<h4>Esta \u00e9 a primeira mat\u00e9ria de uma <a href=\"https:\/\/bit.ly\/SerieAdeusAglomerados\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">s\u00e9rie de tr\u00eas<\/a> sobre um semin\u00e1rio in\u00e9dito do IBGE que discutiu a mudan\u00e7a do termo &#8220;aglomerado subnormal&#8221; a partir da perspectiva de favelas e assentamentos populares.<\/h4>\n<p><i data-stringify-type=\"italic\">Sobre o autor:\u00a0<\/i><i data-stringify-type=\"italic\"><a class=\"c-link\" href=\"https:\/\/bit.ly\/3eI9jlv\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\" data-stringify-link=\"https:\/\/bit.ly\/3eI9jlv\" data-sk=\"tooltip_parent\">Julio Santos Filho<\/a><\/i><i data-stringify-type=\"italic\">\u00a0\u00e9 bacharel em Rela\u00e7\u00f5es Internacionais (UFF) e mestre em Sociologia (<\/i><i data-stringify-type=\"italic\"><a class=\"c-link\" href=\"http:\/\/bit.ly\/191xwKJ\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\" data-stringify-link=\"http:\/\/bit.ly\/191xwKJ\" data-sk=\"tooltip_parent\">IESP-UERJ<\/a><\/i><i data-stringify-type=\"italic\">). Homem negro da Ilha do Governador, trabalha desde 2020 como editor no RioOnWatch. Em 2021, foi editor do Enraizando o Antirracismo nas Favelas, projeto medalha de prata no The Anthem Awards.\u00a0<\/i><\/p>\n<hr \/>\n<h4><b data-stringify-type=\"bold\">Apoie nossos esfor\u00e7os para fornecer apoio estrat\u00e9gico \u00e0s favelas do Rio, incluindo o jornalismo hiperlocal, cr\u00edtico, inovador e incans\u00e1vel do\u00a0<\/b><b data-stringify-type=\"bold\"><i data-stringify-type=\"italic\">RioOnWatch<\/i><\/b>\u2014<strong><a class=\"c-link\" href=\"http:\/\/www.bit.ly\/ApoieROW\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\" data-stringify-link=\"http:\/\/www.bit.ly\/ApoieROW\" data-sk=\"tooltip_parent\">doe aqui<\/a>.<\/strong><\/h4>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<div class=\"mh-excerpt\"><p>Click Here for English Esta \u00e9 a primeira mat\u00e9ria de uma s\u00e9rie de tr\u00eas sobre um semin\u00e1rio in\u00e9dito do IBGE que discutiu a mudan\u00e7a do termo &#8220;aglomerado subnormal&#8221; 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