{"id":70861,"date":"2023-10-31T16:01:12","date_gmt":"2023-10-31T19:01:12","guid":{"rendered":"https:\/\/rioonwatch.org.br\/?p=70861"},"modified":"2023-11-09T15:44:45","modified_gmt":"2023-11-09T18:44:45","slug":"adeus-aglomerados-subnormais-parte-2-o-direito-a-moradia-e-o-estigma-das-favelas-na-nomenclatura-oficial","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/rioonwatch.org.br\/?p=70861","title":{"rendered":"Adeus \u2018Aglomerados Subnormais\u2019 Parte 2: O Direito \u00e0 Moradia e o Estigma das Favelas na Nomenclatura Oficial"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_70892\" aria-describedby=\"caption-attachment-70892\" style=\"width: 2560px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/Roda-de-conversa-durante-o-seminario-discute-as-representacoes-classificacoes-e-narrativas-sobre-as-favelas-e-comunidades-urbanas-e-o-papel-do-IBGE.-Foto-IBGE-scaled.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-70892 size-full\" title=\"Roda de conversa durante o semin\u00e1rio discute as representa\u00e7\u00f5es, classifica\u00e7\u00f5es e narrativas sobre as favelas e comunidades urbanas e o papel do IBGE. Foto: IBGE\" src=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/Roda-de-conversa-durante-o-seminario-discute-as-representacoes-classificacoes-e-narrativas-sobre-as-favelas-e-comunidades-urbanas-e-o-papel-do-IBGE.-Foto-IBGE-scaled.jpg\" alt=\"Roda de conversa durante o semin\u00e1rio discute as representa\u00e7\u00f5es, classifica\u00e7\u00f5es e narrativas sobre as favelas e comunidades urbanas e o papel do IBGE. Foto: IBGE\" width=\"2560\" height=\"1707\" srcset=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/Roda-de-conversa-durante-o-seminario-discute-as-representacoes-classificacoes-e-narrativas-sobre-as-favelas-e-comunidades-urbanas-e-o-papel-do-IBGE.-Foto-IBGE-scaled.jpg 2560w, https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/Roda-de-conversa-durante-o-seminario-discute-as-representacoes-classificacoes-e-narrativas-sobre-as-favelas-e-comunidades-urbanas-e-o-papel-do-IBGE.-Foto-IBGE-620x413.jpg 620w\" sizes=\"(max-width: 2560px) 100vw, 2560px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-70892\" class=\"wp-caption-text\">Roda de conversa durante o semin\u00e1rio discute as representa\u00e7\u00f5es, classifica\u00e7\u00f5es e narrativas sobre as favelas e comunidades urbanas e o papel do IBGE. Foto: IBGE<\/figcaption><\/figure>\n<h4 style=\"text-align: right;\"><a href=\"https:\/\/bit.ly\/462YRwx\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><em><strong>Click Here for English<img decoding=\"async\" class=\"alignright wp-image-15790\" src=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2012\/08\/EN-standard-e1439583104716.jpg\" alt=\"\" width=\"20\" height=\"20\" \/><\/strong><\/em><\/a><\/h4>\n<h4>Esta \u00e9 a segunda mat\u00e9ria de uma <a href=\"https:\/\/bit.ly\/SerieAdeusAglomerados\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">s\u00e9rie de tr\u00eas<\/a> sobre um semin\u00e1rio in\u00e9dito do IBGE que discutiu a mudan\u00e7a do termo &#8220;aglomerado subnormal&#8221; a partir da perspectiva de favelas e assentamentos populares.<\/h4>\n<h4><span style=\"font-weight: 400;\">Entre os dias 25 e 28 de setembro de 2023, lideran\u00e7as de favelas, comunidades urbanas, mar\u00e9s, alagados, mangues, palafitas, vilas, vales, morros<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">, assentamentos autoproduzidos, assentamentos populares, invas\u00f5es, grutas, bairros, ocupa\u00e7\u00f5es, quebradas, grotas, baixadas, ressacas, mocambos, loteamentos formais e informais, e vilas malocas (como eles mesmo se identificaram), junto de funcion\u00e1rios do IBGE e pesquisadores <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">se reuniram online e em Bras\u00edlia, na sede do<\/span><span style=\"font-weight: 400;\"> Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica<\/span><span style=\"font-weight: 400;\"> (<\/span><a href=\"https:\/\/bit.ly\/2VttR6f\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"font-weight: 400;\">IBGE<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">), para o <\/span><a href=\"https:\/\/bit.ly\/4967xVO\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"font-weight: 400;\">I Encontro Nacional de Produ\u00e7\u00e3o, An\u00e1lise e Dissemina\u00e7\u00e3o de Informa\u00e7\u00f5es acerca das Favelas e Comunidades Urbanas do Brasil<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">. Com a presen\u00e7a di\u00e1ria presencial de aproximadamente 80 pessoas, o evento tamb\u00e9m foi assistido online por centenas de interessados.<\/span><\/h4>\n<h3><span style=\"font-weight: 400;\">Direito \u00e0 Cidade, Posse e Propriedade nas Favelas e Comunidades Urbanas Brasileiras<\/span><\/h3>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O objetivo central no in\u00edcio do segundo dia foi fomentar a constru\u00e7\u00e3o de uma outra abordagem envolvendo a <a href=\"https:\/\/bit.ly\/2lTZpo0\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">quest\u00e3o fundi\u00e1ria<\/a>, uma que carregue como ponto de partida a condi\u00e7\u00e3o de <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">(in)seguran\u00e7a da posse<\/span><span style=\"font-weight: 400;\"> e que reconhe\u00e7a o instituto da posse como necess\u00e1rio para a garantia do <a href=\"https:\/\/bit.ly\/3aY4PCT\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">direito \u00e0 cidade<\/a><\/span><span style=\"font-weight: 400;\">. A discuss\u00e3o passou pelos desafios e possibilidades conceituais, metodol\u00f3gicas e operacionais para a concretiza\u00e7\u00e3o da perman\u00eancia dos moradores em seus territ\u00f3rios.<\/span><\/p>\n<p><iframe title=\"YouTube video player\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/Ir1sBP8maIA?si=Y6yI6uhE20OX7I4q&amp;start=7285\" width=\"1030\" height=\"563\" frameborder=\"0\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\"><span data-mce-type=\"bookmark\" style=\"display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;\" class=\"mce_SELRES_start\">\ufeff<\/span><\/iframe><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Bet\u00e2nia<\/span><span style=\"font-weight: 400;\"> Alfonsin, da <\/span><a href=\"https:\/\/bit.ly\/3QwynyX\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"font-weight: 400;\">Funda\u00e7\u00e3o Escola Superior do Minist\u00e9rio P\u00fablico do Rio Grande do Sul<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\"> e do Instituto Brasileiro de Direito Urban\u00edstico (<\/span><a href=\"https:\/\/bit.ly\/3v7shdW\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"font-weight: 400;\">IBDU<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">),<\/span><span style=\"font-weight: 400;\"> argumenta que \u00e9 preciso evidenciar a colonialidade que impregna o termo \u201caglomerado subnormal\u201d. Segundo ela, \u00e9 preciso assegurar e reconhecer a posse como m\u00e9todo leg\u00edtimo de acesso \u00e0 moradia.<\/span><\/p>\n<blockquote><p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cO Brasil sempre teve duas formas de acesso \u00e0 terra desde a col\u00f4nia: o regime fundi\u00e1rio da posse e o regime fundi\u00e1rio da propriedade. Em 1850, a <a href=\"https:\/\/bit.ly\/2KVhZ6I\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Lei de Terras<\/a> determina quem \u00e9 dono da terra no Brasil\u2026 Ao lado da propriedade privada, persistimos com um sistema de acesso \u00e0 terra pela posse&#8230; Dessa forma, o direito brasileiro legitimou a hierarquiza\u00e7\u00e3o do espa\u00e7o no pa\u00eds. A propriedade foi associada ao legal, formal, regular, normal. E a posse foi associada ao ilegal, informal, irregular, subnormal\u2026 A colonialidade do nosso olhar jur\u00eddico inferioriza assentamentos autoproduzidos&#8230; legitima[ndo] o racismo, o \u00f3dio aos pobres, limitando o exerc\u00edcio da cidadania desses sujeitos\u2026 \u00c9 preciso valorizar o acesso \u00e0 terra pela posse, uma forma de dar fun\u00e7\u00e3o social \u00e0 terra, e valorizar a autoconstru\u00e7\u00e3o, a autogest\u00e3o\u2026 a constru\u00e7\u00e3o social do habitat.\u201d \u2014 Bet\u00e2nia Alfonsin<\/span><\/p><\/blockquote>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Carina Guedes, fundadora da <a href=\"https:\/\/bit.ly\/3scrMAo\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Arquitetura na Periferia<\/a> e do Instituto de Assessoria a Mulheres e Inova\u00e7\u00e3o (<a href=\"https:\/\/bit.ly\/3QyFc3l\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">IAM\u00cd<\/a>), comunica a necessidade de valorizar esses espa\u00e7os que s\u00e3o \u201cterrit\u00f3rios de pot\u00eancia, que constroem a cidade a partir de uma outra \u00f3tica\u201d. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Foi consenso que a diversidade de percep\u00e7\u00f5es vem de in\u00fameros tipos distintos de ocupa\u00e7\u00e3o do solo e tem que estar refletida na nova nomenclatura. Como afirma Jos\u00e9 Fernando Nunes Debli, da <a href=\"https:\/\/bit.ly\/3MjFpVn\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Defensoria P\u00fablica de Pernambuco<\/a> e do Conselho Nacional das Defensoras e Defensores P\u00fablicos-Gerais (<a href=\"https:\/\/bit.ly\/3FvNZMO\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">CONDEGE<\/a>): \u201ca linguagem tem um poder muito grande sobre quem aplica a lei\u2026 \u00c9 preciso uma linguagem que reconhe\u00e7a a legitimidade da posse na ocupa\u00e7\u00e3o dos espa\u00e7os\u201d.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Rafael <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">Soares Gon\u00e7alves, professor da <\/span><a href=\"https:\/\/bit.ly\/3eoFKDN\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"font-weight: 400;\">PUC-Rio<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\"> e autor de v\u00e1rios livros sobre favelas, <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">tra\u00e7a um r\u00e1pido hist\u00f3rico de como as abordagens sobre a defini\u00e7\u00e3o do que \u00e9 favela mudou ao longo do tempo.<\/span><\/p>\n<blockquote><p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cNos anos 1950, o censo demogr\u00e1fico traz a denomina\u00e7\u00e3o \u2018favela\u2019, refor\u00e7ando que s\u00e3o \u00e1reas de ocupa\u00e7\u00e3o irregular em terras alheias, dando \u00eanfase \u00e0 dimens\u00e3o jur\u00eddica. Nos anos 1980, o censo j\u00e1 traz o termo \u2018aglomerados urbanos\u2019 e, depois, \u2018aglomerados subnormais\u2019. A partir dos anos 1990, a titularidade do solo entra como quest\u00e3o central, e favelas passam a ser espa\u00e7os que n\u00e3o t\u00eam t\u00edtulo do solo&#8230; No entanto, em muitas favelas, h\u00e1 o t\u00edtulo e em muitos espa\u00e7os fora da favela, n\u00e3o h\u00e1 t\u00edtulo&#8230; o Censo de 2000 insere outras denomina\u00e7\u00f5es como os \u2018loteamentos clandestinos\u2019, trazendo novas complexidades\u2026 na d\u00e9cada de 2010, o censo traz um aspecto temporal\u2026 [acrescentando \u00e0 defini\u00e7\u00e3o de favelas] territ\u00f3rios que tenham obtido a propriedade h\u00e1 menos de dez anos.\u201d \u2014 Rafael Soares Gon\u00e7alves<\/span><\/p><\/blockquote>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Em sua apresenta\u00e7\u00e3o, diz ser evidente para ele que tais perspectivas n\u00e3o deram conta de explicar esses fen\u00f4menos urbanos, em toda sua diversidade, de forma satisfat\u00f3ria. Por isso, mais do que conclus\u00f5es, ele oferece pontos de reflex\u00e3o sobre o tema.<\/span><\/p>\n<blockquote><p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cPara falar de favelas hoje, quero trazer a ideia de \u2018espa\u00e7os de fronteira\u2019&#8230; Primeiro, precisamos inverter o olhar, temos a tend\u00eancia em dizer: a favela se regularizou, ent\u00e3o n\u00e3o \u00e9 mais favela. Mas muitas favelas foram produzidas pelo Estado e muitas est\u00e3o registradas e regularizadas, mas a din\u00e2mica de favelas permanece existindo\u2026 Quando a favela vira cidade e quando a cidade vira favela? Segundo, como lidamos com a homogeneiza\u00e7\u00e3o desses espa\u00e7os? N\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel trat\u00e1-los de forma igual.\u201d \u2014 Rafael Soares Gon\u00e7alves<\/span><\/p><\/blockquote>\n<figure id=\"attachment_71001\" aria-describedby=\"caption-attachment-71001\" style=\"width: 2432px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/Jose-Fernando-Nunes-Debli-Carina-Guedes-Betania-Alfonsin-Romay-Garcia-e-Rafael-Soares-Goncalves-scaled.jpeg.png\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-71001 size-full\" title=\"Da esquerda para a direita, Jos\u00e9 Fernando Nunes Debli, da Defensoria de PE e do Conselho Nacional das Defensoras e Defensores P\u00fablicos-Gerais (CONDEGE); Carina Guedes, fundadora da Arquitetura na Periferia e do Instituto de Assessoria a Mulheres e Inova\u00e7\u00e3o (IAM\u00cd); Bet\u00e2nia Alfonsin, da Funda\u00e7\u00e3o Escola Superior do Minist\u00e9rio P\u00fablico do Rio Grande do Sul e do Instituto Brasileiro de Direito Urban\u00edstico (IBDU); Romay Garcia, conselheiro do IBAM, professor da Escola Nacional de Ci\u00eancias Estat\u00edsticas (ENCE\/IBGE) e mediador desta roda de conversa; e Rafael Soares Gon\u00e7alves, pesquisador e professor da PUC-Rio. Foto: IBGE\" src=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/Jose-Fernando-Nunes-Debli-Carina-Guedes-Betania-Alfonsin-Romay-Garcia-e-Rafael-Soares-Goncalves-scaled.jpeg.png\" alt=\"Da esquerda para a direita, Jos\u00e9 Fernando Nunes Debli, da Defensoria de PE e do Conselho Nacional das Defensoras e Defensores P\u00fablicos-Gerais (CONDEGE); Carina Guedes, fundadora da Arquitetura na Periferia e do Instituto de Assessoria a Mulheres e Inova\u00e7\u00e3o (IAM\u00cd); Bet\u00e2nia Alfonsin, da Funda\u00e7\u00e3o Escola Superior do Minist\u00e9rio P\u00fablico do Rio Grande do Sul e do Instituto Brasileiro de Direito Urban\u00edstico (IBDU); Romay Garcia, conselheiro do IBAM, professor da Escola Nacional de Ci\u00eancias Estat\u00edsticas (ENCE\/IBGE) e mediador desta roda de conversa; e Rafael Soares Gon\u00e7alves, pesquisador e professor da PUC-Rio. Foto: IBGE\" width=\"2432\" height=\"1121\" srcset=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/Jose-Fernando-Nunes-Debli-Carina-Guedes-Betania-Alfonsin-Romay-Garcia-e-Rafael-Soares-Goncalves-scaled.jpeg.png 2432w, https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/Jose-Fernando-Nunes-Debli-Carina-Guedes-Betania-Alfonsin-Romay-Garcia-e-Rafael-Soares-Goncalves-scaled.jpeg-620x286.png 620w\" sizes=\"(max-width: 2432px) 100vw, 2432px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-71001\" class=\"wp-caption-text\">Da esquerda para a direita, Jos\u00e9 Fernando Nunes Debli, da Defensoria de PE e do Conselho Nacional das Defensoras e Defensores P\u00fablicos-Gerais (CONDEGE); Carina Guedes, fundadora da Arquitetura na Periferia e do Instituto de Assessoria a Mulheres e Inova\u00e7\u00e3o (IAM\u00cd); Bet\u00e2nia Alfonsin, da Funda\u00e7\u00e3o Escola Superior do Minist\u00e9rio P\u00fablico do Rio Grande do Sul e do Instituto Brasileiro de Direito Urban\u00edstico (IBDU); Romay Garcia, conselheiro do IBAM, professor da Escola Nacional de Ci\u00eancias Estat\u00edsticas (ENCE\/IBGE) e mediador desta roda de conversa; e Rafael Soares Gon\u00e7alves, pesquisador e professor da PUC-Rio. Foto: IBGE<\/figcaption><\/figure>\n<h3><span style=\"font-weight: 400;\">Representa\u00e7\u00f5es, Classifica\u00e7\u00f5es e Narrativas sobre as Favelas e Comunidades Urbanas Brasileiras e o Papel do IBGE<\/span><\/h3>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Com o objetivo de debater quais s\u00e3o e de onde prov\u00eam as narrativas estigmatizantes, as causas e consequ\u00eancias das representa\u00e7\u00f5es e classifica\u00e7\u00f5es produzidas pelo IBGE, Let\u00edcia Giannella, pesquisadora do instituto, mediou uma roda sobre o tema. Al\u00e9m disso, outro prop\u00f3sito foi determinar o papel do IBGE na supera\u00e7\u00e3o dessas narrativas, enfrentando o desafio de retratar a realidade brasileira, sem considerar esses territ\u00f3rios simplesmente por meio do que ali falta.<\/span><\/p>\n<blockquote><p>&#8220;Pensando no objetivo maior de nosso evento, de repensar o conceito de aglomerado subnormal e super\u00e1-lo, me vem certas perguntas \u00e0 cabe\u00e7a: de onde vem a ideia de car\u00eancia e falta como marcadores destes territ\u00f3rios? De onde vem os estigmas sobre as pessoas e territ\u00f3rios favelados, entendido como <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2kZlcpd\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">o Outro dentro da cidade<\/a>?&#8221; \u2014 Let\u00edcia Giannella<\/p><\/blockquote>\n<p><iframe title=\"YouTube video player\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/Ir1sBP8maIA?si=koC3txzB8YMIeHY0&amp;start=853\" width=\"1030\" height=\"563\" frameborder=\"0\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\"><span data-mce-type=\"bookmark\" style=\"display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;\" class=\"mce_SELRES_start\">\ufeff<\/span><\/iframe><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">S\u00f4nia Fleury, coordenadora do <\/span><a href=\"https:\/\/bit.ly\/3iwFlWB\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"font-weight: 400;\">Dicion\u00e1rio de Favelas Marielle Franco<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\"> e pesquisadora do <\/span><a href=\"https:\/\/bit.ly\/3MdWDDF\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"font-weight: 400;\">Centro de Estudos Estrat\u00e9gicos<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\"> da <\/span><a href=\"https:\/\/bit.ly\/2WWkKw0\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"font-weight: 400;\">Fiocruz<\/span><\/a>,<span style=\"font-weight: 400;\"> come\u00e7ou lembrando que n\u00e3o \u00e9 \u00e0 toa o plural em \u201cfavelas\u201d no nome do dicion\u00e1rio que dirige. Justamente pela diversidade inata, n\u00e3o h\u00e1 uma defini\u00e7\u00e3o precisa do que \u00e9 favela no Dicion\u00e1rio de Favelas Marielle Franco. No entanto, S\u00f4nia faz um esfor\u00e7o para tra\u00e7ar linhas gerais do que seriam as favelas.<\/span><\/p>\n<blockquote><p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cSuas maiores caracter\u00edsticas s\u00e3o ser complexa, multifacetada e estar em um processo din\u00e2mico, em cont\u00ednuo movimento, tanto material quanto simb\u00f3lico\u2026 [ela] tanto se verticaliza, a n\u00edvel material, quanto se ressignifica, a n\u00edvel simb\u00f3lico\u2026 \u00c9 um modo de cria\u00e7\u00e3o e expans\u00e3o da cidade a partir de din\u00e2micas pr\u00f3prias da popula\u00e7\u00e3o em auto-organiza\u00e7\u00e3o, por conta da aus\u00eancia de pol\u00edticas p\u00fablicas eficientes\u2026 Favela \u00e9 uma forma de luta pelo direito \u00e0 cidade e n\u00e3o pode ser entendida como uma contraposi\u00e7\u00e3o \u00e0 cidade formal\u2026 favela \u00e9 expans\u00e3o da cidade\u2026 H\u00e1 um princ\u00edpio que permeia todas as favelas que conheci: um enorme sentimento de pertencimento ao territ\u00f3rio, a partir de culturas, linguagens e din\u00e2micas locais pr\u00f3prias\u2026 \u00c9 uma forma de integra\u00e7\u00e3o fragmentada e hierarquizada, onde a popula\u00e7\u00e3o \u00e9 colocada em uma situa\u00e7\u00e3o clientelista com o poder p\u00fablico.\u201d \u2014 S\u00f4nia Fleury<\/span><\/p><\/blockquote>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Segundo S\u00f4nia, \u201ceste \u00e9 um momento hist\u00f3rico de disputa conceitual sobre o que significa ser favelado\u201d. Para a pesquisadora, \u00e9 necess\u00e1rio um movimento de reconstru\u00e7\u00e3o da imagem da favela e do que \u00e9 ser favelado com base nesses princ\u00edpios m\u00faltiplos.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Em seguida, La\u00eds Borges, pesquisadora do <\/span><a href=\"https:\/\/bit.ly\/45OnLQC\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"font-weight: 400;\">Museu das Favelas<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">, em S\u00e3o Paulo, retoma a ideia de que o higienismo social perpassa toda a categoriza\u00e7\u00e3o social no Brasil, sobretudo, em territ\u00f3rios predominantemente negros.<\/span><\/p>\n<blockquote><p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cClassifica\u00e7\u00e3o, representa\u00e7\u00e3o e narrativa \u00e9 poder. \u00c9 um repert\u00f3rio que cria imagin\u00e1rios, que embasa a\u00e7\u00f5es pr\u00e1ticas. Quem criou \u2018aglomerado subnormal\u2019? Eram pessoas pretas? Eram pessoas faveladas? Qual a rela\u00e7\u00e3o do Estado com a favela ao longo da hist\u00f3ria brasileira?&#8230; \u00c9 um termo que exemplifica e reproduz o que \u00e9 a colonialidade do saber. A perpetua\u00e7\u00e3o da domina\u00e7\u00e3o colonial de forma cultural e pol\u00edtica. \u00c9 a l\u00f3gica &#8216;civiliza\u00e7\u00e3o versus barb\u00e1rie&#8217;, &#8216;cidade versus favela&#8217;.\u201d \u2014 La\u00eds Borges<\/span><\/p><\/blockquote>\n<figure id=\"attachment_70904\" aria-describedby=\"caption-attachment-70904\" style=\"width: 1213px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/Oswaldo_Cruz_passa_o_pente_fino_da_Delegacia_da_Hygiene__no_Morro_da_Favela.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-70904 size-full\" title=\"A charge &quot;Uma Limpeza Indispens\u00e1vel&quot; mostra Oswaldo Cruz limpando o Morro da Favella, primeira favela do Brasil, utilizando o pente da &quot;Delegacia de Hygiene&quot;. O sanitarismo e o higienismo social foram ideologias que inspiraram trabalhos de m\u00e9dicos, pol\u00edticos e urbanistas durante todo o s\u00e9culo XX. Foto: Autor Desconhecido\/O Malho, n\u00b0 247, 08\/06\/1907. Dispon\u00edvel em: Wikimedia Commons\" src=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/Oswaldo_Cruz_passa_o_pente_fino_da_Delegacia_da_Hygiene__no_Morro_da_Favela.jpg\" alt=\"A charge &quot;Uma Limpeza Indispens\u00e1vel&quot; mostra Oswaldo Cruz limpando o Morro da Favella, primeira favela do Brasil, utilizando o pente da &quot;Delegacia de Hygiene&quot;. O sanitarismo e o higienismo social foram ideologias que inspiraram trabalhos de m\u00e9dicos, pol\u00edticos e urbanistas durante todo o s\u00e9culo XX. Foto: Autor Desconhecido\/O Malho, n\u00b0 247, 08\/06\/1907. Dispon\u00edvel em: Wikimedia Commons\" width=\"1213\" height=\"894\" srcset=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/Oswaldo_Cruz_passa_o_pente_fino_da_Delegacia_da_Hygiene__no_Morro_da_Favela.jpg 1213w, https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/Oswaldo_Cruz_passa_o_pente_fino_da_Delegacia_da_Hygiene__no_Morro_da_Favela-620x457.jpg 620w, https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/Oswaldo_Cruz_passa_o_pente_fino_da_Delegacia_da_Hygiene__no_Morro_da_Favela-80x60.jpg 80w\" sizes=\"(max-width: 1213px) 100vw, 1213px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-70904\" class=\"wp-caption-text\">A charge &#8220;Uma Limpeza Indispens\u00e1vel&#8221; mostra Oswaldo Cruz limpando o Morro da Favella, hoje Provid\u00eancia, comunidade que cunhou o termo que reflete os assentamentos urbanos autoproduzidos no pa\u00eds. Utilizando o pente da &#8220;Delegacia de Hygiene&#8221; o quadro representa como o sanitarismo e o higienismo social foram ideologias que inspiraram trabalhos de m\u00e9dicos, pol\u00edticos e urbanistas durante todo o s\u00e9culo XX. Foto: Autor Desconhecido\/O Malho, n\u00b0 247, 08\/06\/1907. Dispon\u00edvel em: Wikimedia Commons<\/figcaption><\/figure>\n<figure id=\"attachment_70919\" aria-describedby=\"caption-attachment-70919\" style=\"width: 500px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/Ju-do-Coroadinho-diretora-da-rede-PerifaConnection.-Foto-IBGE-scaled.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-70919\" title=\"Ju do Coroadinho, diretora da rede PerifaConnection. Foto: IBGE\" src=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/Ju-do-Coroadinho-diretora-da-rede-PerifaConnection.-Foto-IBGE-620x413.jpg\" alt=\"Ju do Coroadinho, diretora da rede PerifaConnection. Foto: IBGE\" width=\"500\" height=\"333\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-70919\" class=\"wp-caption-text\">Ju do Coroadinho, diretora da rede PerifaConnection. Foto: IBGE<\/figcaption><\/figure>\n<p><a href=\"https:\/\/bit.ly\/3FA3Yti\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"font-weight: 400;\">Ju do Coroadinho<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">, diretora da rede <\/span><a href=\"https:\/\/bit.ly\/46JOqix\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"font-weight: 400;\">PerifaConnection<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">\u00a0e moradora da <\/span><a href=\"https:\/\/bit.ly\/3QvTm58\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"font-weight: 400;\">quarta maior favela do Brasil<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">, em <\/span><a href=\"https:\/\/bit.ly\/3tXBnvm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"font-weight: 400;\">S\u00e3o Lu\u00eds do Maranh\u00e3o<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">, come\u00e7a dando um salve \u00e0s \u00fanicas quatro pessoas pretas presentes na plateia durante a discuss\u00e3o. Ela exp\u00f5e seu inc\u00f4modo em, mesmo em um espa\u00e7o como este semin\u00e1rio, ainda ver uma maioria branca e sudestina.<\/span><\/p>\n<blockquote><p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cFico sinceramente muito incomodada com a quantidade de pessoas brancas falando sobre favelas, falando sobre a gente. Nunca viveram l\u00e1, n\u00e3o t\u00eam a viv\u00eancia que temos\u2026 Me incomoda muito tamb\u00e9m como nas discuss\u00f5es sobre favelas, quase sempre falamos do Rio e de S\u00e3o Paulo.\u201d \u2014 Ju do Coroadinho<\/span><\/p><\/blockquote>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Ela tamb\u00e9m desafia o senso comum de que favelas s\u00e3o ilegais e de que moradores s\u00e3o invasores. \u201cOcupa\u00e7\u00e3o irregular me incomoda muito tamb\u00e9m, pois sou a quinta gera\u00e7\u00e3o morando no <\/span><a href=\"https:\/\/bit.ly\/3QwT0Lr\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"font-weight: 400;\">Coroadinho<\/span><\/a>.<span style=\"font-weight: 400;\"> Como sou irregular se minha trisav\u00f3 que eu nem conheci j\u00e1 morava aqui?\u201d Para ela, essas discuss\u00f5es est\u00e3o t\u00e3o atrasadas porque ainda n\u00e3o se humanizou o morador de favela. \u00c9 preciso que haja pesquisa popular, feita por pessoas negras, de favelas e periferias se quisermos \u201centender a favela para al\u00e9m da vis\u00e3o branca e sudestina\u201d.<\/span><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/bit.ly\/3QxhxQF\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"font-weight: 400;\">Jailson de Souza e Silva<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">, co-fundador do <a href=\"https:\/\/bit.ly\/3QlmXwH\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">CEASM<\/a> e do<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">\u00a0<\/span><a href=\"https:\/\/bit.ly\/2K5GMsr\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"font-weight: 400;\">Observat\u00f3rio de Favelas<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">, no <\/span><a href=\"https:\/\/bit.ly\/2K1s59x\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"font-weight: 400;\">Complexo da Mar\u00e9<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">, professor aposentado da <a href=\"https:\/\/bit.ly\/3h2kC6O\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">UFF<\/a>, e hoje servidor do BNDES, come\u00e7ou se afirmando enquanto cria de favela, nascido na Mangueirinha, em <\/span><a href=\"https:\/\/bit.ly\/3ghTuQg\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"font-weight: 400;\">Br\u00e1s de Pina<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">, <a href=\"https:\/\/bit.ly\/3qsTKRW\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Zona Norte<\/a> do Rio de Janeiro. Segundo ele, dois conceitos essenciais para pensarmos sobre a transforma\u00e7\u00e3o do conceito <em>aglomerados subnormais<\/em> s\u00e3o o <\/span><a href=\"https:\/\/bit.ly\/45REJNQ\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"font-weight: 400;\">Paradigma da Aus\u00eancia<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\"> e o\u00a0<\/span><a href=\"https:\/\/bit.ly\/463d5xL\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"font-weight: 400;\">Paradigma da Pot\u00eancia<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">. Para ele, os tra\u00e7os mais caracter\u00edsticos das favelas s\u00e3o a coletividade e a pot\u00eancia.<\/span><\/p>\n<blockquote><p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cA conviv\u00eancia coletiva nas favelas \u00e9 um elemento t\u00e3o importante quanto as quest\u00f5es materiais\u2026 \u00e9 por isso que a favela reinventa a cidade, pois retoma o <\/span><a href=\"https:\/\/bit.ly\/3Mjr2Ax\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"font-weight: 400;\">conceito de polis sobre o de urbes<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">. Traz o autocuidado, a auto-organiza\u00e7\u00e3o, a conviv\u00eancia coletiva no espa\u00e7o p\u00fablico.&#8221; \u2014 Jailson de Souza e Silva<\/span><\/p><\/blockquote>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Encerrando a roda de conversa, Jailson refor\u00e7a a tese de Ju do Coroadinho de que \u00e9 preciso ter representatividade nas pesquisas para descoloniz\u00e1-las.<\/span><\/p>\n<blockquote><p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cTemos que trabalhar a partir da <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2Kee0Bk\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">epistemologia perif\u00e9rica<\/a>, a partir de atores perif\u00e9ricos, local e globalmente&#8230; Precisamos reconhecer a sabedoria ancestral n\u00e3o-branca na forma\u00e7\u00e3o brasileira e na potencialidade de caminhos futuros\u2026 o IBGE tem que entender isso e contratar de fato funcion\u00e1rios pretos e perif\u00e9ricos, pois essa necess\u00e1ria transforma\u00e7\u00e3o epistemol\u00f3gica n\u00e3o vai ocorrer na teoria\u2026 Tem que ser na pr\u00e1tica, inscrita no corpo. Precisamos de sujeitos e corpos pretos perif\u00e9ricos ocupando esses espa\u00e7os de pesquisa e de constru\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas p\u00fablicas.\u201d \u2014 Jailson de Souza e Silva<\/span><\/p><\/blockquote>\n<figure id=\"attachment_71002\" aria-describedby=\"caption-attachment-71002\" style=\"width: 2361px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/Sonia-Fleury-Lais-Borges-Ju-do-Coroadinho-e-a-mediadora-Leticia-Giannella.-Foto-IBGE-scaled.jpg.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-71002 size-full\" title=\"Da esquerda para a direita, S\u00f4nia Fleury, do Dicion\u00e1rio de Favelas Marielle Franco e da Fiocruz; La\u00eds Borges, do Museu das Favelas; Ju do Coroadinho, diretora da rede PerifaConnection; Let\u00edcia Giannella, pesquisadora do IBGE e mediadora da mesa; e, de forma remota, Jailson de Souza e Silva. Foto: IBGE\" src=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/Sonia-Fleury-Lais-Borges-Ju-do-Coroadinho-e-a-mediadora-Leticia-Giannella.-Foto-IBGE-scaled.jpg.png\" alt=\"Da esquerda para a direita, S\u00f4nia Fleury, do Dicion\u00e1rio de Favelas Marielle Franco e da Fiocruz; La\u00eds Borges, do Museu das Favelas; Ju do Coroadinho, diretora da rede PerifaConnection; Let\u00edcia Giannella, pesquisadora do IBGE e mediadora da mesa; e, de forma remota, Jailson de Souza e Silva. Foto: IBGE\" width=\"2361\" height=\"1035\" srcset=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/Sonia-Fleury-Lais-Borges-Ju-do-Coroadinho-e-a-mediadora-Leticia-Giannella.-Foto-IBGE-scaled.jpg.png 2361w, https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/Sonia-Fleury-Lais-Borges-Ju-do-Coroadinho-e-a-mediadora-Leticia-Giannella.-Foto-IBGE-scaled.jpg-620x272.png 620w\" sizes=\"(max-width: 2361px) 100vw, 2361px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-71002\" class=\"wp-caption-text\">Da esquerda para a direita, S\u00f4nia Fleury, do Dicion\u00e1rio de Favelas Marielle Franco e da Fiocruz; La\u00eds Borges, do Museu das Favelas; Ju do Coroadinho, diretora da rede PerifaConnection; Let\u00edcia Giannella, pesquisadora do IBGE e mediadora da mesa; e, de forma remota, Jailson de Souza e Silva. Foto: IBGE<\/figcaption><\/figure>\n<h4>Esta \u00e9 a segunda mat\u00e9ria de uma <a href=\"https:\/\/bit.ly\/SerieAdeusAglomerados\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">s\u00e9rie de tr\u00eas<\/a> sobre um semin\u00e1rio in\u00e9dito do IBGE que discutiu a mudan\u00e7a do termo &#8220;aglomerado subnormal&#8221; a partir da perspectiva de favelas e assentamentos populares.<\/h4>\n<p><i data-stringify-type=\"italic\">Sobre o autor:\u00a0<\/i><i data-stringify-type=\"italic\"><a class=\"c-link\" href=\"https:\/\/bit.ly\/3eI9jlv\" rel=\"noopener noreferrer\" data-stringify-link=\"https:\/\/bit.ly\/3eI9jlv\" data-sk=\"tooltip_parent\">Julio Santos Filho<\/a><\/i><i data-stringify-type=\"italic\">\u00a0\u00e9 bacharel em Rela\u00e7\u00f5es Internacionais (UFF) e mestre em Sociologia (<\/i><i data-stringify-type=\"italic\"><a class=\"c-link\" href=\"http:\/\/bit.ly\/191xwKJ\" rel=\"noopener noreferrer\" data-stringify-link=\"http:\/\/bit.ly\/191xwKJ\" data-sk=\"tooltip_parent\">IESP-UERJ<\/a><\/i><i data-stringify-type=\"italic\">). Homem negro da Ilha do Governador, trabalha desde 2020 como editor no RioOnWatch. Em 2021, foi editor do Enraizando o Antirracismo nas Favelas, projeto medalha de prata no The Anthem Awards.\u00a0<\/i><\/p>\n<hr \/>\n<h4><b data-stringify-type=\"bold\">Apoie nossos esfor\u00e7os para fornecer apoio estrat\u00e9gico \u00e0s favelas do Rio, incluindo o jornalismo hiperlocal, cr\u00edtico, inovador e incans\u00e1vel do\u00a0<\/b><b data-stringify-type=\"bold\"><i data-stringify-type=\"italic\">RioOnWatch<\/i><\/b>\u2014<a class=\"c-link\" href=\"http:\/\/www.bit.ly\/ApoieROW\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\" data-stringify-link=\"http:\/\/www.bit.ly\/ApoieROW\" data-sk=\"tooltip_parent\">doe aqui<\/a>.<\/h4>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<div class=\"mh-excerpt\"><p>Click Here for English Esta \u00e9 a segunda mat\u00e9ria de uma s\u00e9rie de tr\u00eas sobre um semin\u00e1rio in\u00e9dito do IBGE que discutiu a mudan\u00e7a do termo &#8220;aglomerado subnormal&#8221; 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