{"id":74055,"date":"2024-06-28T12:16:22","date_gmt":"2024-06-28T15:16:22","guid":{"rendered":"https:\/\/rioonwatch.org.br\/?p=74055"},"modified":"2024-09-09T15:01:19","modified_gmt":"2024-09-09T18:01:19","slug":"entre-becos-e-vielas-memorias-sapatonicas-e-casa-resistencias-a-vida-de-lesbicas-do-complexo-da-mare","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/rioonwatch.org.br\/?p=74055","title":{"rendered":"Entre Becos e Vielas, Mem\u00f3rias Sapat\u00f4nicas e Casa Resist\u00eancias: A Vida de L\u00e9sbicas do Complexo da Mar\u00e9"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_74074\" aria-describedby=\"caption-attachment-74074\" style=\"width: 1080px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/Coordenadoras-da-Casa-Resistencias.-Paloma-Martins-Dayana-Gusmao-e-Camila-Felippe.-Foto-Gabriela-Lino.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-74074 size-full\" title=\"Coordenadoras da Casa Resist\u00eancias, que atua na luta pela garantia de direitos e constru\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas p\u00fablicas para mulheres LBT no Complexo da Mar\u00e9. Dayana Gusm\u00e3o, Paloma Marins e Camila Felippe. Foto: Gabriela Lino\" src=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/Coordenadoras-da-Casa-Resistencias.-Paloma-Martins-Dayana-Gusmao-e-Camila-Felippe.-Foto-Gabriela-Lino.jpg\" alt=\"Coordenadoras da Casa Resist\u00eancias, que atua na luta pela garantia de direitos e constru\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas p\u00fablicas para mulheres LBT no Complexo da Mar\u00e9. Dayana Gusm\u00e3o, Paloma Marins e Camila Felippe. Foto: Gabriela Lino\" width=\"1080\" height=\"714\" srcset=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/Coordenadoras-da-Casa-Resistencias.-Paloma-Martins-Dayana-Gusmao-e-Camila-Felippe.-Foto-Gabriela-Lino.jpg 1080w, https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/Coordenadoras-da-Casa-Resistencias.-Paloma-Martins-Dayana-Gusmao-e-Camila-Felippe.-Foto-Gabriela-Lino-620x410.jpg 620w\" sizes=\"(max-width: 1080px) 100vw, 1080px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-74074\" class=\"wp-caption-text\">Coordenadoras da Casa Resist\u00eancias, que atua na luta pela garantia de direitos e constru\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas p\u00fablicas para mulheres LBT no Complexo da Mar\u00e9. Dayana Gusm\u00e3o, Paloma Marins e Camila Felippe. Foto: Gabriela Lino<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: right;\"><a href=\"https:\/\/bit.ly\/4dUKHCj\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><em><strong>Click Here for English<\/strong><\/em><\/a><a href=\"https:\/\/bit.ly\/4dUKHCj\"><img decoding=\"async\" class=\"lazyloaded alignright wp-image-15790\" src=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2012\/08\/EN-standard-e1439583104716.jpg\" alt=\"\" width=\"20\" height=\"20\" data-src=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2012\/08\/EN-standard-e1439583104716.jpg\" \/><\/a><\/p>\n<p><em>Esta mat\u00e9ria faz parte da s\u00e9rie de\u00a0<a href=\"https:\/\/bit.ly\/SeriePotencias\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Mem\u00f3rias de Pot\u00eancias Faveladas<\/a> do RioOnWatch, que visa documentar e celebrar a hist\u00f3ria das favelas do Rio de Janeiro atrav\u00e9s de relatos e reportagens sobre a mem\u00f3ria coletiva em sua luta cotidiana pelo direito a uma vida plena. <\/em><em><span class=\"selectable-text copyable-text\">No dia 28 de ju<\/span><span class=\"selectable-text copyable-text\">nho, \u00e9 celebrado o Dia Internacional do <\/span><span class=\"selectable-text copyable-text\"><a href=\"https:\/\/bit.ly\/4cFbAt0\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Orgulho LGBTQIAPN+<\/a> em todo o mundo, com paradas, festivais, eventos culturais e outras atividades que visam promover a visibilidade, a aceita\u00e7\u00e3o e a igualdade para as pessoas LGBTQIAPN+. \u00c9 um dia para celebrar a diversidade, a resist\u00eancia e a conquista de direitos por parte da comunidade. Nesta mat\u00e9ria, ser\u00e3o contadas as viv\u00eancias e os desafios de seis mulheres l\u00e9sbicas moradoras do <a href=\"https:\/\/bit.ly\/3l0WQKR\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Complexo da Mar\u00e9<\/a>, na <a href=\"https:\/\/bit.ly\/2ETpYR1\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Zona Norte<\/a> do Rio de Janeiro. Mem\u00f3rias sapat\u00f4nicas de resili\u00eancia, e a hist\u00f3ria do movimento sapat\u00e3o favelado organizado, d\u00e3o frutos como a Casa Resist\u00eancias, primeira casa do pa\u00eds voltada para o acolhimento de mulheres LBT dentro de uma favela, u<\/span>ma tecnologia de sobreviv\u00eancia de l\u00e9sbicas da Mar\u00e9 cujo objetivo \u00e9 oferecer a toda l\u00e9sbica mareense um lugar seguro e de acolhimento dentro da favela.<\/em><\/p>\n<h3>Percal\u00e7os: Lesbofobia no Brasil<\/h3>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O avan\u00e7o do conservadorismo religioso, do <\/span><a href=\"https:\/\/bit.ly\/4cjzoCX\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"font-weight: 400;\">lesb\u00f3dio<\/span><\/a><i><span style=\"font-weight: 400;\"> (<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">\u00f3dio direcionado especificamente a l\u00e9sbicas<\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">)<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\"> e do <\/span><a href=\"https:\/\/bit.ly\/3L1x3Rf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"font-weight: 400;\">fascismo no Brasil<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\"> t\u00eam se expressado em n\u00fameros. O pa\u00eds est\u00e1 <\/span><a href=\"https:\/\/bit.ly\/4cgdznP\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"font-weight: 400;\">no topo do ranking<\/span> <span style=\"font-weight: 400;\">mundial<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\"> de assassinatos de pessoas trans e travestis e, em 2023, registrou mais de <\/span><a href=\"https:\/\/bit.ly\/3zh48Gd\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"font-weight: 400;\">5.000 casos de viola\u00e7\u00f5es de direitos contra l\u00e9sbicas<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">, segundo o <a href=\"https:\/\/bit.ly\/4exT7jU\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Disque 100<\/a>. <\/span>E a maior parte desses crimes segue impune.<\/p>\n<p>Pouco se fala sobre as v\u00edtimas vivas, sobreviventes de viol\u00eancias que, em muitos espa\u00e7os, n\u00e3o s\u00e3o sequer nomeadas. Para as l\u00e9sbicas de favela, o primeiro obst\u00e1culo a ser vencido para registrar a ocorr\u00eancia \u00e9 a <a href=\"https:\/\/bit.ly\/2YQbMTP\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">necropol\u00edtica<\/a> de Estado: a mesma pol\u00edcia que mata na favela \u00e9 a pol\u00edcia acionada para defender os direitos daquela sapat\u00e3o v\u00edtima de viol\u00eancia. N\u00e3o h\u00e1 acolhimento da v\u00edtima, h\u00e1 revitimiza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O segundo obst\u00e1culo \u00e9 a invisibilidade e o <a href=\"https:\/\/bit.ly\/4cir7zm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">apag\u00e3o de dados<\/a>. As l\u00e9sbicas de favela precisam produzir os pr\u00f3prios dados se quiserem lutar por direitos. Foi o que fez a <a href=\"https:\/\/bit.ly\/3RKgMUE\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Coletiva Resist\u00eancia L\u00e9sbica da Mar\u00e9<\/a> em 2020 quando, em parceria com a Universidade Federal Fluminense (<a href=\"https:\/\/bit.ly\/3h2kC6O\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">UFF<\/a>), lan\u00e7ou o primeiro mapeamento de l\u00e9sbicas de favela deste pa\u00eds, intitulado \u00a0<a href=\"https:\/\/loja.metanoiaeditora.com\/mapeamento-socio-cultural-afetivo-das-lesbicas-e-mulheres-bissexuais-do-complexo-da-mare\" rel=\"noopener\"><em>Mapeamento Sociocultural e Afetivo de L\u00e9sbicas e Mulheres Bissexuais da Mar\u00e9<\/em><\/a>. O relat\u00f3rio apontou como vivem as l\u00e9sbicas da Mar\u00e9 e quais suas necessidades em termos de pol\u00edticas p\u00fablicas.<\/p>\n<p>Por fim, mas n\u00e3o menos importante, o maior obst\u00e1culo \u00e0 vida de l\u00e9sbicas \u00e9 a <a href=\"https:\/\/bit.ly\/3RMoxcJ\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">lesbofobia estrutural<\/a>. As pesquisadoras Suane Soares, Kamila Firmino e Camila Dantas, analisando o Sistema Nacional de Agravos de Notifica\u00e7\u00e3o (<a href=\"https:\/\/bit.ly\/3RKhFwd\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">SINAM<\/a>), identificaram que <a href=\"https:\/\/bit.ly\/4cgifKE\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">houve aumento de 50%<\/a> nos casos de viol\u00eancia contra l\u00e9sbicas entre 2015 e 2022. S\u00e3o mulheres que ficam vivas, mas completamente dilaceradas e sem o devido amparo de pol\u00edticas p\u00fablicas para se reconstru\u00edrem. Essas mulheres, em geral, passam a contar principalmente com a for\u00e7a do movimento social de l\u00e9sbicas. Em muitos desses casos, a v\u00edtima n\u00e3o tem o direito ao registro policial garantido. Existe um limbo de pol\u00edtica p\u00fablica no que tange os direitos dos LGBT+ de favela neste pa\u00eds.<\/p>\n<p>Apenas em 2024, o governo federal criou um programa de apoio a sobreviventes de LGBTfobia grave, intitulado <a href=\"https:\/\/bit.ly\/3XBEfuU\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Acolher+<\/a>. Vinculado ao <a href=\"https:\/\/bit.ly\/2LwzAEf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Minist\u00e9rio dos Direitos Humanos e Cidadania<\/a>, o projeto apoia organiza\u00e7\u00f5es da sociedade civil que t\u00eam casas de acolhimento para LGBT+ em funcionamento no pa\u00eds inteiro.<\/p>\n<p>Antes disso, j\u00e1 existiam em alguns estados e munic\u00edpios brasileiros, como no Rio de Janeiro, programas estaduais e municipais de apoio aos direitos LGBT+, como o <a href=\"https:\/\/bit.ly\/4cEEmu0\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Programa Estadual Rio Sem LGBTfobia<\/a> e a Coordenadoria de Diversidade Sexual (<a href=\"https:\/\/bit.ly\/4cCUbBn\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">CEDS<\/a>), no entanto, com atua\u00e7\u00e3o restrita e muito voltada \u00e0 educa\u00e7\u00e3o e \u00e0 preven\u00e7\u00e3o da viol\u00eancia. Para a v\u00edtima sobrevivente, os mecanismos de acesso \u00e0 justi\u00e7a e as pol\u00edticas p\u00fablicas s\u00e3o parcos. Isso acontece principalmente porque, no Brasil, os <a href=\"https:\/\/bit.ly\/4ck0TfI\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">direitos sociais<\/a> de pessoas LGBT+, na verdade, s\u00e3o um aglomerado de <a href=\"https:\/\/bit.ly\/3RIIL77\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">decis\u00f5es<\/a> do Supremo Tribunal Federal (<a href=\"https:\/\/bit.ly\/3vR4uOQ\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">STF<\/a>) e <a href=\"https:\/\/bit.ly\/45EsAgR\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">entendimentos<\/a> do Conselho Nacional de Justi\u00e7a (<a href=\"https:\/\/bit.ly\/3RL0MBw\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">CNJ<\/a>), que podem ser derrubados, a depender da conjuntura pol\u00edtica do pa\u00eds e da composi\u00e7\u00e3o da corte.<\/p>\n<h3>Mem\u00f3rias, Becos e Vielas: Casa Resist\u00eancias e o Acolhimento de Mulheres L\u00e9sbicas<\/h3>\n<p>Ch\u00e1 de revela\u00e7\u00e3o: &#8220;\u00e9 menina!&#8221;. Da\u00ed em diante, nenhuma surpresa: &#8220;Senta direito! Comporte-se como princesa, sen\u00e3o os meninos n\u00e3o v\u00e3o te amar, sen\u00e3o Deus n\u00e3o vai te amar! Feche as pernas, alinhe a coluna! Ande com leveza!&#8221;. Assim come\u00e7a a vida da menina cis em uma sociedade <a href=\"https:\/\/bit.ly\/3zm54Jx\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">cisheteronormativa<\/a> como a brasileira.<\/p>\n<p>Pulando, com graciosidade, po\u00e7as de lama gra\u00e7as ao saneamento b\u00e1sico incompleto do Complexo da Mar\u00e9, se esquivando do caveir\u00e3o, voltando da aula que foi suspensa, seja por <a href=\"https:\/\/bit.ly\/3fW6s7q\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">opera\u00e7\u00e3o policial<\/a>, <a href=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/?p=72822\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">falta de \u00e1gua<\/a>, <a href=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/?page_id=55545\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">falta de energia el\u00e9trica<\/a> ou outra desassist\u00eancia de pol\u00edtica p\u00fablica, l\u00e1 v\u00e3o as meninas sendo moldadas nos padr\u00f5es cisheteronormativos. <a href=\"https:\/\/bit.ly\/3RMPeOq\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Mais uma \u201cSilva\u201d<\/a> na m\u00e1quina de moer gente.<\/p>\n<p>Apesar da narrativa hegem\u00f4nica de que a fam\u00edlia \u00e9 um espa\u00e7o seguro, na pr\u00e1tica, a primeira viol\u00eancia que muitos da popula\u00e7\u00e3o LGBT+ sofrem vem exatamente da fam\u00edlia. As tentativas de corre\u00e7\u00e3o s\u00e3o sempre muito agressivas, invasivas, guiadas por dogmas religiosos conservadores e se escondem atr\u00e1s da figura do cuidado. Essa viol\u00eancia se acumula como camadas no corpo das mulheres l\u00e9sbicas, fazendo com que muitas acabem tentando o <a href=\"https:\/\/bit.ly\/3zo9mQI\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">suic\u00eddio<\/a>.<\/p>\n<figure id=\"attachment_74092\" aria-describedby=\"caption-attachment-74092\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/Maria-Joira-Majo-31-anos-lesbica-cuidadora-de-idosos-e-fundadora-do-MariEllas-Futsal-Clube.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-74092\" title=\"Maria Joira (Maj\u00f4), 31 anos, l\u00e9sbica, cuidadora de idosos e fundadora do MariEllas Futsal Clube. Foto: Arquivo Pessoal\" src=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/Maria-Joira-Majo-31-anos-lesbica-cuidadora-de-idosos-e-fundadora-do-MariEllas-Futsal-Clube.jpg\" alt=\"Maria Joira (Maj\u00f4), 31 anos, l\u00e9sbica, cuidadora de idosos e fundadora do MariEllas Futsal Clube. Foto: Arquivo Pessoal\" width=\"300\" height=\"417\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-74092\" class=\"wp-caption-text\">Maria Joira (Maj\u00f4), 31 anos, l\u00e9sbica, cuidadora de idosos e fundadora do MariEllas Futsal Clube. Foto: Arquivo Pessoal<\/figcaption><\/figure>\n<p>Toda sapat\u00e3o j\u00e1 ouviu de seus parentes: \u201cn\u00e3o tenho problema que voc\u00ea seja l\u00e9sbica, mas tenho medo que voc\u00ea sofra no mundo\u201d. Assim, mesmo sob a narrativa de nos proteger do mundo, as fam\u00edlias cometem viol\u00eancias.<\/p>\n<p>Em casos extremos, a lesbofobia pela fam\u00edlia se concretiza sob a forma de expuls\u00e3o de casa. E, assim, a menina \u00e9 compulsoriamente lan\u00e7ada ao mundo. Na verdade, h\u00e1 v\u00e1rios outros mundos desconhecidos, onde ela enfrentar\u00e1 outras viol\u00eancias. Enfrentar essa realidade perversa seria muito mais f\u00e1cil no seio de uma fam\u00edlia amorosa, que acolhesse e aceitasse a diversidade de todes seus membres. No entanto, essa n\u00e3o \u00e9 a realidade de todas as mulheres l\u00e9sbicas.<\/p>\n<p>Assim sendo, na Mar\u00e9, a <a href=\"https:\/\/bit.ly\/45KcDWj\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Casa Resist\u00eancias<\/a> se ergue como uma possibilidade para essas mulheres, que passam a entender que fam\u00edlia n\u00e3o \u00e9 sobre sangue, mas sobre afeto, acolhimento e amizade. Para <a href=\"https:\/\/bit.ly\/3RGFllq\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Maj\u00f4 Pinho<\/a>, mulher negra, baiana, fundadora do <a href=\"https:\/\/bit.ly\/4eHbDqg\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">MariEllas FC<\/a>\u00a0e moradora da <a href=\"https:\/\/bit.ly\/2YEgsIv\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Vila do Jo\u00e3o<\/a> h\u00e1 nove anos, a Casa Resist\u00eancias se ergue como um ponto de apoio muito importante, um farol no meio de um cen\u00e1rio de viol\u00eancia.<\/p>\n<blockquote><p>\u201cEu nunca nem tinha visto na vida um espa\u00e7o como esse, voltado especificamente para l\u00e9sbicas v\u00edtimas de viol\u00eancia e que oferece ponto de apoio pra conhecer outras minas da favela tamb\u00e9m. Saber que esse lugar existe aqui nos d\u00e1 um certo conforto.\u201d \u2014 Maj\u00f4 Pinho<\/p><\/blockquote>\n<p>Crescer na favela \u00e9 uma experi\u00eancia com muitas camadas de complexidade. Tal qual nossas muitas ruas, vielas e becos, nossa trajet\u00f3ria tamb\u00e9m \u00e9 tortuosa e entrela\u00e7ada. Somos como nossas pra\u00e7as e mirantes: quando menos se espera, oferecemos as belas imagens da favela e da cidade. H\u00e1 uma beleza nesse emaranhado de modos de habitar a Mar\u00e9 que povoa o mais profundo dos sentimentos de todes n\u00f3s. Nesse emaranhar de caminhos e modos de vida, habitam mulheres que s\u00e3o mapeadas como <a href=\"https:\/\/bit.ly\/45CECaD\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">pouco mais da metade<\/a> da popula\u00e7\u00e3o da favela.<\/p>\n<p>No entanto, a diversidade dessas mulheres n\u00e3o aparece nestes mapeamentos. Fato que, h\u00e1 alguns anos, grupos de mulheres e de popula\u00e7\u00e3o LGBT+ do territ\u00f3rio v\u00eam corrigindo atrav\u00e9s da organiza\u00e7\u00e3o de mapeamentos espec\u00edficos. Um exemplo foi o <a href=\"https:\/\/loja.metanoiaeditora.com\/mapeamento-socio-cultural-afetivo-das-lesbicas-e-mulheres-bissexuais-do-complexo-da-mare\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><em>Mapeamento Sociocultural e Afetivo de L\u00e9sbicas e Mulheres Bissexuais da Mar\u00e9<\/em><\/a>, com 59 respondentes moradoras do Complexo da Mar\u00e9, onde 24% s\u00e3o estudantes, e a maioria negras e ind\u00edgenas (71%). A viol\u00eancia vivida por elas \u00e9 <a href=\"https:\/\/raceandequality.org\/pt-br\/resources\/coletiva-resistencia-lesbica-realiza-mapeamento-socio-cultural-afetivo-das-lesbicas-e-mulheres-bissexuais-do-complexo-da-mare\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">resumida pelo Instituto sobre Ra\u00e7a, Igualdade e Direitos Humanos<\/a>:<\/p>\n<blockquote><p>&#8220;Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 viol\u00eancia, as entrevistadas afirmaram sentirem-se mais seguras e \u00e0 vontade dentro da favela para expressarem sua sexualidade, pois j\u00e1 sofreram ataques fora dela. Com isso, a pesquisa revela que a viol\u00eancia dom\u00e9stica \u00e9 a que caracteriza o cotidiano contra as l\u00e9sbicas na Mar\u00e9.&#8221;<\/p><\/blockquote>\n<figure id=\"attachment_74098\" aria-describedby=\"caption-attachment-74098\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/Beatriz-Virginia-24-anos-bissexual-moradora-do-Conjunto-Esperanca-historiadora-mestra-e-doutoranda-em-Historia-das-Ciencias-em-Saude-pela-Casa-de-Oswaldo-Cruz.jpeg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-74098\" title=\"Beatriz Virginia, 24 anos, bissexual, moradora do Conjunto Esperan\u00e7a, historiadora, mestra e doutoranda em Hist\u00f3ria das Ci\u00eancias em Sa\u00fade pela Casa de Oswaldo Cruz. Foto: Arquivo Pessoal\" src=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/Beatriz-Virginia-24-anos-bissexual-moradora-do-Conjunto-Esperanca-historiadora-mestra-e-doutoranda-em-Historia-das-Ciencias-em-Saude-pela-Casa-de-Oswaldo-Cruz.jpeg\" alt=\"Beatriz Virginia, 24 anos, bissexual, moradora do Conjunto Esperan\u00e7a, historiadora, mestra e doutoranda em Hist\u00f3ria das Ci\u00eancias em Sa\u00fade pela Casa de Oswaldo Cruz. Foto: Arquivo Pessoal\" width=\"300\" height=\"348\" srcset=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/Beatriz-Virginia-24-anos-bissexual-moradora-do-Conjunto-Esperanca-historiadora-mestra-e-doutoranda-em-Historia-das-Ciencias-em-Saude-pela-Casa-de-Oswaldo-Cruz.jpeg 1055w, https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/Beatriz-Virginia-24-anos-bissexual-moradora-do-Conjunto-Esperanca-historiadora-mestra-e-doutoranda-em-Historia-das-Ciencias-em-Saude-pela-Casa-de-Oswaldo-Cruz-535x620.jpeg 535w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-74098\" class=\"wp-caption-text\">Beatriz Virginia, 24 anos, bissexual, moradora do Conjunto Esperan\u00e7a, historiadora, mestra e doutoranda em Hist\u00f3ria das Ci\u00eancias em Sa\u00fade pela Casa de Oswaldo Cruz. Foto: Arquivo Pessoal<\/figcaption><\/figure>\n<p>Os dispositivos legais de acionamento ainda s\u00e3o de dif\u00edcil acesso e mais dif\u00edcil ainda tem sido o andamento dessas den\u00fancias. Todas as membras da Coletiva Resist\u00eancia L\u00e9sbica da Mar\u00e9 relatam j\u00e1 terem tido alguma experi\u00eancia de lesbofobia na favela.<\/p>\n<p>Em mar\u00e7o, <a href=\"https:\/\/bit.ly\/3RKhlxK\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Beatriz Virg\u00ednia<\/a> e sua namorada sofreram um ass\u00e9dio de cunho lesbof\u00f3bico em um bar. Registraram o crime e aguardavam por Justi\u00e7a. No entanto, o processo foi extinto devido a um erro cometido pelos policiais no registro da ocorr\u00eancia, ainda na delegacia. Frente a isso, o sentimento delas foi de total desamparo.<\/p>\n<blockquote><p>\u201cQuando me vi diante daquela viol\u00eancia, me senti muito desamparada. A gente sabe que existem algumas leis de prote\u00e7\u00e3o a mulheres em situa\u00e7\u00e3o de viol\u00eancia, mas, muitas vezes, n\u00e3o sabemos como acessar elas. Al\u00e9m disso, como faveladas, sempre rola um medo do lesb\u00f3dio e do \u00f3dio ao favelado, que sabemos que \u00e9 estrutural nas pol\u00edcias.<\/p>\n<p>Por conta das parcerias da Casa Resist\u00eancias, consegui acessar \u00f3rg\u00e3os de defesa de direitos, mas, em fun\u00e7\u00e3o da burocracia do pr\u00f3prio sistema da pol\u00edcia, meu boletim de ocorr\u00eancia foi extinto. Se quiser justi\u00e7a, terei de come\u00e7ar tudo de novo.\u201d<\/p><\/blockquote>\n<p>E olha que Beatriz n\u00e3o \u00e9 uma pessoa sem orienta\u00e7\u00e3o: filha da dona Joelma, ela \u00e9 ativista de direitos humanos, doutoranda na <a href=\"https:\/\/bit.ly\/3RKRVjr\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Casa de Oswaldo Cruz<\/a>, da funda\u00e7\u00e3o de mesmo nome, a\u00a0<a href=\"https:\/\/bit.ly\/2WWkKw0\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Fiocruz<\/a>, coordenadora de produ\u00e7\u00e3o de conhecimento da Casa Resist\u00eancias e cria da Mar\u00e9. Embora ela tenha orgulho, ame a favela onde nasceu e carregue essa responsabilidade sempre com muito compromisso, quando foi v\u00edtima de viol\u00eancia, sentiu todo o peso da lesbofobia estrutural.<\/p>\n<figure id=\"attachment_74083\" aria-describedby=\"caption-attachment-74083\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/Beatriz-Virginia-24-anos-bissexual-moradora-do-Conjunto-Esperanca-historiadora-mestra-e-doutoranda-em-Historia-das-Ciencias-em-Saude-pela-Casa-de-Oswaldo-Cruz.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-74083\" title=\"Paloma Marins, 38 anos, l\u00e9sbica, moradora do Parque Uni\u00e3o, coordenadora de empregabilidade da Casa Resist\u00eancias. Foto: Arquivo Pessoal\" src=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/Beatriz-Virginia-24-anos-bissexual-moradora-do-Conjunto-Esperanca-historiadora-mestra-e-doutoranda-em-Historia-das-Ciencias-em-Saude-pela-Casa-de-Oswaldo-Cruz.jpg\" alt=\"Paloma Marins, 38 anos, l\u00e9sbica, moradora do Parque Uni\u00e3o, coordenadora de empregabilidade da Casa Resist\u00eancias. Foto: Arquivo Pessoal\" width=\"300\" height=\"378\" srcset=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/Beatriz-Virginia-24-anos-bissexual-moradora-do-Conjunto-Esperanca-historiadora-mestra-e-doutoranda-em-Historia-das-Ciencias-em-Saude-pela-Casa-de-Oswaldo-Cruz.jpg 1054w, https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/Beatriz-Virginia-24-anos-bissexual-moradora-do-Conjunto-Esperanca-historiadora-mestra-e-doutoranda-em-Historia-das-Ciencias-em-Saude-pela-Casa-de-Oswaldo-Cruz-492x620.jpg 492w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-74083\" class=\"wp-caption-text\">Paloma Marins, 38 anos, l\u00e9sbica, moradora do Parque Uni\u00e3o, coordenadora de empregabilidade da Casa Resist\u00eancias. Foto: Arquivo Pessoal<\/figcaption><\/figure>\n<p>A lesbofobia est\u00e1 na base das rela\u00e7\u00f5es sociais e, por isso, \u00e9 chamada de estrutural. Ela, infelizmente, tamb\u00e9m sempre alcan\u00e7ou <a href=\"https:\/\/bit.ly\/4cgencl\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Paloma Marins<\/a>, umbandista, mulher negra, m\u00e3e, ativista de direitos humanos, funcion\u00e1ria de uma rede hoteleira e coordenadora de empregabilidade na Casa Resist\u00eancias. Portanto, uma mulher com visibilidade social e pol\u00edtica na favela, conhecida por sua trajet\u00f3ria de ativismo. No entanto, mesmo assim, ela tamb\u00e9m sofreu com este tipo de viol\u00eancia.<\/p>\n<p>No in\u00edcio do ano, ao recusar insistentes investidas de um homem, foi drogada com um \u201cboa noite Cinderela\u201d e acordou em uma Unidade de Pronto Atendimento (<a href=\"https:\/\/bit.ly\/2T7cUP5\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">UPA<\/a>) sem saber como havia chegado ali. Completamente desorientada, s\u00f3 n\u00e3o sofreu mais viol\u00eancia na unidade de sa\u00fade porque as equipes conheciam o trabalho da Casa Resist\u00eancias e identificaram ela como membro do grupo. Os profissionais da sa\u00fade acionaram de imediato suas parceiras de trabalho para comunicar que Paloma estava internada na unidade. Ela relembra:<\/p>\n<blockquote><p>\u201cSentei num bar pra esperar minha companheira. Enquanto isso, pedi uma bebida. Um homem que sempre me assediava no ambiente de trabalho, me encontrou no bar, mais uma vez me abordou e o recusei. Foi tudo muito r\u00e1pido. Depois disso, acordei numa UPA, sem minhas roupas, com um roup\u00e3o, sem saber onde estava e o que tinha acontecido. Segundo a equipe m\u00e9dica, n\u00e3o houve estupro, mas at\u00e9 hoje n\u00e3o sei o que aconteceu porque n\u00e3o lembro.\u201d<\/p><\/blockquote>\n<p>Em abril, no evento de anivers\u00e1rio da Casa Resist\u00eancias, durante a\u00a0leitura do livro <a href=\"https:\/\/bit.ly\/3VXUW2p\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><i>Marielle e M\u00f4nica: Uma hist\u00f3ria de amor e luta<\/i><\/a>, a Vereadora <a href=\"https:\/\/bit.ly\/3xC7xPy\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Monica Ben\u00edcio<\/a>, cria da Mar\u00e9 e vi\u00fava de outra cria da Mar\u00e9, <a href=\"https:\/\/bit.ly\/2ZubT41\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Marielle Franco<\/a>, disse que se existisse na favela um lugar como a Casa Resist\u00eancias durante sua adolesc\u00eancia, sua vida teria sido menos complicada. Segundo Monica, ela teria sido menos exposta a viol\u00eancias lesbof\u00f3bicas nas ruas da favela.<\/p>\n<blockquote class=\"instagram-media\" style=\"background: #FFF; border: 0; border-radius: 3px; box-shadow: 0 0 1px 0 rgba(0,0,0,0.5),0 1px 10px 0 rgba(0,0,0,0.15); margin: 1px; max-width: 540px; min-width: 326px; padding: 0; width: calc(100% - 2px);\" data-instgrm-captioned=\"\" data-instgrm-permalink=\"https:\/\/www.instagram.com\/p\/C6U4Tv4pdCs\/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading\" data-instgrm-version=\"14\">\n<div style=\"padding: 16px;\">\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div style=\"display: flex; flex-direction: row; align-items: center;\">\n<div style=\"background-color: #f4f4f4; border-radius: 50%; flex-grow: 0; height: 40px; margin-right: 14px; width: 40px;\"><\/div>\n<div style=\"display: flex; flex-direction: column; flex-grow: 1; justify-content: center;\">\n<div style=\"background-color: #f4f4f4; border-radius: 4px; flex-grow: 0; height: 14px; margin-bottom: 6px; width: 100px;\"><\/div>\n<div style=\"background-color: #f4f4f4; border-radius: 4px; flex-grow: 0; height: 14px; width: 60px;\"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div style=\"padding: 19% 0;\"><\/div>\n<div style=\"display: block; height: 50px; margin: 0 auto 12px; width: 50px;\"><\/div>\n<div style=\"padding-top: 8px;\">\n<div style=\"color: #3897f0; font-family: Arial,sans-serif; font-size: 14px; font-style: normal; font-weight: 550; line-height: 18px;\">View this post on Instagram<\/div>\n<\/div>\n<div style=\"padding: 12.5% 0;\"><\/div>\n<div style=\"display: flex; flex-direction: row; margin-bottom: 14px; align-items: center;\">\n<div>\n<div style=\"background-color: #f4f4f4; border-radius: 50%; height: 12.5px; width: 12.5px; transform: translateX(0px) translateY(7px);\"><\/div>\n<div style=\"background-color: #f4f4f4; height: 12.5px; transform: rotate(-45deg) translateX(3px) translateY(1px); width: 12.5px; flex-grow: 0; margin-right: 14px; margin-left: 2px;\"><\/div>\n<div style=\"background-color: #f4f4f4; border-radius: 50%; height: 12.5px; width: 12.5px; transform: translateX(9px) translateY(-18px);\"><\/div>\n<\/div>\n<div style=\"margin-left: 8px;\">\n<div style=\"background-color: #f4f4f4; border-radius: 50%; flex-grow: 0; height: 20px; width: 20px;\"><\/div>\n<div style=\"width: 0; height: 0; border-top: 2px solid transparent; border-left: 6px solid #f4f4f4; border-bottom: 2px solid transparent; transform: translateX(16px) translateY(-4px) rotate(30deg);\"><\/div>\n<\/div>\n<div style=\"margin-left: auto;\">\n<div style=\"width: 0px; border-top: 8px solid #F4F4F4; border-right: 8px solid transparent; transform: translateY(16px);\"><\/div>\n<div style=\"background-color: #f4f4f4; flex-grow: 0; height: 12px; width: 16px; transform: translateY(-4px);\"><\/div>\n<div style=\"width: 0; height: 0; border-top: 8px solid #F4F4F4; border-left: 8px solid transparent; transform: translateY(-4px) translateX(8px);\"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div style=\"display: flex; flex-direction: column; flex-grow: 1; justify-content: center; margin-bottom: 24px;\">\n<div style=\"background-color: #f4f4f4; border-radius: 4px; flex-grow: 0; height: 14px; margin-bottom: 6px; width: 224px;\"><\/div>\n<div style=\"background-color: #f4f4f4; border-radius: 4px; flex-grow: 0; height: 14px; width: 144px;\"><\/div>\n<\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"color: #c9c8cd; font-family: Arial,sans-serif; font-size: 14px; line-height: 17px; margin-bottom: 0; margin-top: 8px; overflow: hidden; padding: 8px 0 7px; text-align: center; text-overflow: ellipsis; white-space: nowrap;\"><a style=\"color: #c9c8cd; font-family: Arial,sans-serif; font-size: 14px; font-style: normal; font-weight: normal; line-height: 17px; text-decoration: none;\" href=\"https:\/\/www.instagram.com\/p\/C6U4Tv4pdCs\/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">A post shared by Monica Benicio \ufe0f\u200d (@monicaterezabenicio)<\/a><\/p>\n<\/div>\n<\/blockquote>\n<p><script async src=\"\/\/www.instagram.com\/embed.js\"><\/script><\/p>\n<figure id=\"attachment_74081\" aria-describedby=\"caption-attachment-74081\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/Raissa-Lima-28-anos-lesbica-moradora-da-Nova-Holanda.-Idealizadora-do-coletivo-Pra-Elas.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-74081\" title=\"Raissa Lima, 28 anos, l\u00e9sbica, moradora da Nova Holanda. Idealizadora do Coletivo Pra Elas. Foto: Arquivo Pessoal\" src=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/Raissa-Lima-28-anos-lesbica-moradora-da-Nova-Holanda.-Idealizadora-do-coletivo-Pra-Elas.jpg\" alt=\"Raissa Lima, 28 anos, l\u00e9sbica, moradora da Nova Holanda. Idealizadora do Coletivo Pra Elas. Foto: Arquivo Pessoal\" width=\"300\" height=\"347\" srcset=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/Raissa-Lima-28-anos-lesbica-moradora-da-Nova-Holanda.-Idealizadora-do-coletivo-Pra-Elas.jpg 1058w, https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/Raissa-Lima-28-anos-lesbica-moradora-da-Nova-Holanda.-Idealizadora-do-coletivo-Pra-Elas-536x620.jpg 536w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-74081\" class=\"wp-caption-text\">Raissa Lima, 28 anos, l\u00e9sbica, moradora da Nova Holanda. Idealizadora do Coletivo Pra Elas. Foto: Arquivo Pessoal<\/figcaption><\/figure>\n<p>A viol\u00eancia contra os corpos das mulheres \u00e9 uma epidemia neste pa\u00eds. O Brasil amarga <a href=\"https:\/\/bit.ly\/3xzT4DA\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">altos n\u00fameros de feminic\u00eddio<\/a> e, todos os dias, mutila nossos corpos. Inclusive, atrav\u00e9s de leis que criminalizam as v\u00edtimas, sempre questionando sua palavra e a veracidade dos fatos.<\/p>\n<p>H\u00e1 muitos casos como o de <a href=\"https:\/\/bit.ly\/4boyXpP\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Mari Ferrer<\/a>, que foi estuprada e teve seu caso enquadrado absurdamente como <a href=\"https:\/\/bit.ly\/3xouaqF\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">estupro culposo<\/a> pelo juiz, uma categoria que sequer existia juridicamente. Tecnologia de homens para proteger outros homens.<\/p>\n<p>Enquanto isso, no cotidiano, as viol\u00eancias contra os corpos das mulheres v\u00eam aumentando. Esse \u00e9 o medo que relata Raissa Lima, judoca, fundadora do <a href=\"https:\/\/bit.ly\/4eEEzz6\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Coletivo Pra Elas<\/a>.<\/p>\n<blockquote><p>\u201cNa Mar\u00e9, eu nunca sofri nenhuma discrimina\u00e7\u00e3o, mas tenho diversas amigas que j\u00e1. Ent\u00e3o, eu tomo um certo cuidado. Isso \u00e9 ruim, mas \u00e9 o que me livra de muitas coisas. Eu n\u00e3o ando com nenhuma parceira minha de m\u00e3o dada por medo dessa viol\u00eancia.\u201d \u2014 Raissa Lima<\/p><\/blockquote>\n<p>Em alguns casos, a viol\u00eancia \u00e9 dita e exercida de modo objetivo e concreto. Em outros, se apresenta de modo escamoteado, dissimulado e deixa margem para que o que acontece com uma mulher possa acontecer com todas.<\/p>\n<p>O <a href=\"https:\/\/bit.ly\/3zt2FfT\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">lesboc\u00eddio<\/a> come\u00e7a na abordagem desrespeitosa e invasiva do homem abusador que, em muitos casos, ao ser recusado, acaba perpetrando crimes violentos contra essas mulheres.<\/p>\n<figure id=\"attachment_74102\" aria-describedby=\"caption-attachment-74102\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/Camila-Felippe-25-anos-estudante-de-odontologia.-Vice-coordenacao-geral-da-Casa-Resistencias.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-74102\" title=\"Camila Felippe, 25 anos, estudante de odontologia, \u00e9 vice-coordenadora geral da Casa Resist\u00eancias. Foto: Arquivo Pessoal\" src=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/Camila-Felippe-25-anos-estudante-de-odontologia.-Vice-coordenacao-geral-da-Casa-Resistencias.jpg\" alt=\"Camila Felippe, 25 anos, estudante de odontologia, \u00e9 vice-coordenadora geral da Casa Resist\u00eancias. Foto: Arquivo Pessoal\" width=\"300\" height=\"307\" srcset=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/Camila-Felippe-25-anos-estudante-de-odontologia.-Vice-coordenacao-geral-da-Casa-Resistencias.jpg 1033w, https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/Camila-Felippe-25-anos-estudante-de-odontologia.-Vice-coordenacao-geral-da-Casa-Resistencias-606x620.jpg 606w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-74102\" class=\"wp-caption-text\">Camila Felippe, 25 anos, estudante de odontologia, \u00e9 vice-coordenadora geral da Casa Resist\u00eancias. Foto: Arquivo Pessoal<\/figcaption><\/figure>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\"><a href=\"https:\/\/bit.ly\/45G74rY\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Camila Felipe<\/a>, mulher negra, estudante de odontologia na <\/span><a href=\"https:\/\/bit.ly\/2KQx9xm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">UERJ<\/a>, vice-coordenadora geral da Casa Resist\u00eancias, tamb\u00e9m relata ass\u00e9dio de homens que insistem em se colocar como a cura de algo que n\u00e3o \u00e9 doen\u00e7a. Muitas mulheres l\u00e9sbicas j\u00e1 ouviram, sobretudo de homens, que estavam doentes, que precisavam ser curadas e que o rem\u00e9dio seria o pr\u00f3prio homem, seria ter rela\u00e7\u00f5es sexuais heterossexuais com eles, mesmo que a contragosto delas.<\/p>\n<p>\u00c9 essa <a href=\"https:\/\/bit.ly\/4ePxlIK\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">cultura de ass\u00e9dio<\/a>, essa <a href=\"https:\/\/bit.ly\/3zkGEA7\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">cultura do estupro<\/a>, que torna poss\u00edveis figuras aberrantes como o estupro culposo e o chamado <a href=\"https:\/\/bit.ly\/45IfL4Z\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">estupro corretivo<\/a>. Como se uma viol\u00eancia sexual extrema fosse capaz de curar algu\u00e9m que nem doente est\u00e1.<\/p>\n<p>O Brasil acumula casos de lesboc\u00eddio n\u00e3o resolvidos. O caso de <a href=\"https:\/\/bit.ly\/4bjLDhI\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Luana Barbosa<\/a>, por exemplo, j\u00e1 foi levado a organismos internacionais e ainda assim segue sem justi\u00e7a. O <a href=\"https:\/\/bit.ly\/4eDAgE9\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">caso Carol Camp\u00ealo<\/a> s\u00f3 come\u00e7ou a ser realmente investigado por <a href=\"https:\/\/bit.ly\/3xJFM7v\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">press\u00e3o do movimento sapat\u00e3o<\/a> nacional organizado e, mesmo assim, apresentou resposta fr\u00e1gil. Ambos assassinatos foram cru\u00e9is, mas o caso de Carol choca pela brutalidade j\u00e1 que ela teve toda a pele do rosto arrancada pelo assassino. Mutila\u00e7\u00e3o que serviu como marca\u00e7\u00e3o n\u00edtida do grau de \u00f3dio do assassino contra aquela corpa l\u00e9sbica.<\/p>\n<figure id=\"attachment_74457\" aria-describedby=\"caption-attachment-74457\" style=\"width: 1200px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/Protesto-em-Sao-Paulo-pede-Justica-por-Ana-Caroline-Sousa-Campelo-mais-conhecida-Carol-vitima-de-lesbocidio-aos-21-anos.-Foto-Reproducao-Coletivo-Juntas.jpeg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-74457 size-full\" title=\"Protesto em S\u00e3o Paulo pede Justi\u00e7a por Ana Caroline Sousa C\u00e2mpelo, mais conhecida Carol, v\u00edtima de lesboc\u00eddio aos 21 anos. Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o Coletivo Juntas\" src=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/Protesto-em-Sao-Paulo-pede-Justica-por-Ana-Caroline-Sousa-Campelo-mais-conhecida-Carol-vitima-de-lesbocidio-aos-21-anos.-Foto-Reproducao-Coletivo-Juntas.jpeg\" alt=\"Protesto em S\u00e3o Paulo pede Justi\u00e7a por Ana Caroline Sousa C\u00e2mpelo, mais conhecida Carol, v\u00edtima de lesboc\u00eddio aos 21 anos. Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o Coletivo Juntas\" width=\"1200\" height=\"630\" srcset=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/Protesto-em-Sao-Paulo-pede-Justica-por-Ana-Caroline-Sousa-Campelo-mais-conhecida-Carol-vitima-de-lesbocidio-aos-21-anos.-Foto-Reproducao-Coletivo-Juntas.jpeg 1200w, https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/Protesto-em-Sao-Paulo-pede-Justica-por-Ana-Caroline-Sousa-Campelo-mais-conhecida-Carol-vitima-de-lesbocidio-aos-21-anos.-Foto-Reproducao-Coletivo-Juntas-620x326.jpeg 620w\" sizes=\"(max-width: 1200px) 100vw, 1200px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-74457\" class=\"wp-caption-text\">Protesto em S\u00e3o Paulo pede justi\u00e7a por Ana Caroline Sousa C\u00e2mpelo, mais conhecida Carol, v\u00edtima de lesboc\u00eddio aos 21 anos. Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o Coletivo Juntas<\/figcaption><\/figure>\n<figure id=\"attachment_74093\" aria-describedby=\"caption-attachment-74093\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/Erika-Batista-32-anos-bissexual-graduada-em-licenciatura-em-Quimica.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-74093\" title=\"Erika Batista, 32 anos, bissexual, graduada em Licenciatura em Qu\u00edmica. Foto: Acervo Pessoal\" src=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/Erika-Batista-32-anos-bissexual-graduada-em-licenciatura-em-Quimica-501x620.jpg\" alt=\"Erika Batista, 32 anos, bissexual, graduada em Licenciatura em Qu\u00edmica. Foto: Acervo Pessoal\" width=\"300\" height=\"371\" srcset=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/Erika-Batista-32-anos-bissexual-graduada-em-licenciatura-em-Quimica-501x620.jpg 501w, https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/Erika-Batista-32-anos-bissexual-graduada-em-licenciatura-em-Quimica.jpg 872w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-74093\" class=\"wp-caption-text\">Erika Batista, 32 anos, bissexual, graduada em Licenciatura em Qu\u00edmica. Foto: Acervo Pessoal<\/figcaption><\/figure>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\"><a href=\"https:\/\/bit.ly\/3L0AqIc\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Erika Batista<\/a>, 32 anos, professora de qu\u00edmica, namorada de Camila, relata que nunca percebeu ter sofrido lesbofobia estando sozinha, mesmo tendo uma imagem <\/span><a href=\"https:\/\/bit.ly\/4caxRiF\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">desfem<\/a> (l\u00e9sbica que n\u00e3o performa feminilidade nos padr\u00f5es hegem\u00f4nicos).<\/p>\n<blockquote><p>\u201cOs olhares direcionados a mim geralmente passam por <a href=\"https:\/\/bit.ly\/45GwbuW\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">gordofobia<\/a> e isso fica n\u00edtido. Mas quando estou na rua de m\u00e3os dadas com minha namorada a lesbofobia aparece.\u201d \u2014 Erika Batista<\/p><\/blockquote>\n<h3>Pot\u00eancias Faveladas<\/h3>\n<p>Na favela, assim como no restante da sociedade, imperam machismo, misoginia e sexismo. N\u00f3s, mulheres l\u00e9sbicas, nos encontramos sendo atravessadas por todas essas viol\u00eancias, para al\u00e9m da lesbofobia.<\/p>\n<p>\u00c9 t\u00e3o importante existir um espa\u00e7o f\u00edsico na favela onde o amor e a manifesta\u00e7\u00e3o p\u00fablica de afeto entre duas mulheres \u00e9 respeitado, acolhido e celebrado.<\/p>\n<blockquote><p>\u201cEsta \u00e9 uma tecnologia de sobreviv\u00eancia de l\u00e9sbicas faveladas. N\u00f3s da Mar\u00e9 criamos essa tecnologia aqui e queremos que todo sapat\u00e3o da Mar\u00e9 saiba de n\u00f3s, desse lugar seguro.\u201d \u2014 Camila Felippe<\/p><\/blockquote>\n<p>Gostar\u00edamos de marcar neste texto a alegria da favela, a for\u00e7a das nossas cores no cotidiano. Tudo que temos \u00e9, na verdade, gra\u00e7as \u00e0 resist\u00eancia de uma popula\u00e7\u00e3o que, h\u00e1 d\u00e9cadas, vem sendo lida como subclasse, que, para se manter viva, tem se organizado na luta por direitos. No m\u00eas do orgulho LGBT+, nossa bandeira segue hasteada no alto de nossas lajes e nas janelas de nossas casas. Nosso punho segue erguido pelo direito \u00e0s nossas vidas, livres de viol\u00eancia.<\/p>\n<p>Para a LBT+ de favela, os desafios de ficar viva s\u00e3o in\u00fameros e se apresentam todos os dias. Contudo, apesar dos percal\u00e7os e perrengues que as pessoas LGBT+ passam na Mar\u00e9, a favela est\u00e1 na vanguarda da produ\u00e7\u00e3o de direitos. \u00c9 neste territ\u00f3rio que o movimento sapat\u00e3o favelado construiu um centro de cidadania LGBT+, a primeira casa do pa\u00eds voltada para o acolhimento para mulheres LBT dentro de uma favela: a Casa Resist\u00eancias, gerida pela sociedade civil e com apoio do governo do estado.<\/p>\n<p>Sempre seremos orgulho e resist\u00eancia. Todas as mulheres citadas aqui fazem parte, de algum modo, da produ\u00e7\u00e3o dessa rede de apoio para l\u00e9sbicas na Mar\u00e9 e produzem, portanto, uma sensa\u00e7\u00e3o de n\u00e3o-solid\u00e3o, que gera acolhimento.<\/p>\n<p><em>Sobre a autora: Dayana Gusm\u00e3o \u00e9 assistente social, especialista em g\u00eanero e diversidade nas escolas NeppDH (<a href=\"https:\/\/bit.ly\/2KgADIe\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">UFRJ<\/a>), mestre e doutoranda em Mem\u00f3ria Social pela UNIRIO. Cria da Mar\u00e9, discute a mem\u00f3ria de sua favela a partir dos marcadores g\u00eanero, ra\u00e7a e matrizes africanas. Fundou a primeira casa de acolhimento para mulheres LBT de favelas do pa\u00eds: a Casa Resist\u00eancias, que fica na Vila dos Pinheiros, localidade da Mar\u00e9.<\/em><\/p>\n<hr \/>\n<h4><b data-stringify-type=\"bold\">Apoie nossos esfor\u00e7os para fornecer apoio estrat\u00e9gico \u00e0s favelas do Rio, incluindo o jornalismo hiperlocal, cr\u00edtico, inovador e incans\u00e1vel do\u00a0<\/b><b data-stringify-type=\"bold\"><i data-stringify-type=\"italic\">RioOnWatch<\/i><\/b>\u2014<a class=\"c-link\" href=\"http:\/\/www.bit.ly\/ApoieROW\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\" data-stringify-link=\"http:\/\/www.bit.ly\/ApoieROW\" data-sk=\"tooltip_parent\">doe aqui<\/a>.<\/h4>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<div class=\"mh-excerpt\"><p>Click Here for English Esta mat\u00e9ria faz parte da s\u00e9rie de\u00a0Mem\u00f3rias de Pot\u00eancias Faveladas do RioOnWatch, que visa documentar e celebrar a hist\u00f3ria das favelas do Rio de Janeiro atrav\u00e9s de relatos e reportagens sobre <a class=\"mh-excerpt-more\" href=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/?p=74055\" title=\"Entre Becos e Vielas, Mem\u00f3rias Sapat\u00f4nicas e Casa Resist\u00eancias: A Vida de L\u00e9sbicas do Complexo da Mar\u00e9\">[&#8230;]<\/a><!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on get_the_excerpt --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on get_the_excerpt --><\/p>\n<\/div>","protected":false},"author":179,"featured_media":74074,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"template-full.php","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[1621,1615,1629,1625,1616,1612,342],"tags":[332,1481,88,3443,42,1398,2539,3432,476,3362,1081,2387,920,218],"writer":[3438],"translator":[],"source":[],"ilustrador":[],"fotografo":[],"class_list":{"0":"post-74055","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-destaque","8":"category-cultura-da-favela","9":"category-entrevistas-e-perfis","10":"category-por-correspondentes-comunitarios","11":"category-qualidades-da-favela","12":"category-sociedade-civil","13":"category-solucoes","14":"tag-complexo-da-mare","15":"tag-conjunto-esperanca","16":"tag-direitos-humanos","17":"tag-espaco-de-acolhimento","18":"tag-genero","19":"tag-lgbt","20":"tag-sentimento-de-pertencimento","21":"tag-serie-memorias-de-potencias-faveladas","22":"tag-solucao-comunitaria","23":"tag-transgenero","24":"tag-vila-do-joao","25":"tag-violencia-contra-a-mulher","26":"tag-violencia-de-estado","27":"tag-zona-norte","28":"writer-dayana-gusmao"},"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v25.6 - 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