{"id":82340,"date":"2026-06-12T14:57:47","date_gmt":"2026-06-12T17:57:47","guid":{"rendered":"https:\/\/rioonwatch.org.br\/?p=82340"},"modified":"2026-06-12T15:06:57","modified_gmt":"2026-06-12T18:06:57","slug":"nos-pertencemos-a-terra-uma-entrevista-com-john-mussington-sobre-a-urgencia-de-aprendermos-com-o-sistema-de-terras-comunitarias-de-barbuda-video","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/rioonwatch.org.br\/?p=82340","title":{"rendered":"&#8216;N\u00f3s Pertencemos \u00e0 Terra&#8217;: Uma Entrevista com John Mussington Sobre a Urg\u00eancia de Aprendermos com o Sistema de Terras Comunit\u00e1rias de Barbuda [V\u00cdDEO]"},"content":{"rendered":"<p><iframe title=\"YouTube video player\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/VY9LAu0i7mw?si=S6ubCdbhnZt0LQ9h\" width=\"1030\" height=\"563\" frameborder=\"0\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\"><span data-mce-type=\"bookmark\" style=\"display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;\" class=\"mce_SELRES_start\">\ufeff<\/span><span data-mce-type=\"bookmark\" style=\"display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;\" class=\"mce_SELRES_start\">\ufeff<\/span><span data-mce-type=\"bookmark\" style=\"display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;\" class=\"mce_SELRES_start\">\ufeff<\/span><span data-mce-type=\"bookmark\" style=\"display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;\" class=\"mce_SELRES_start\">\ufeff<\/span><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><a href=\"https:\/\/bit.ly\/ROWInterviewsJohnMussington\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><em><strong>Click Here for English<\/strong><\/em><img decoding=\"async\" class=\"alignright wp-image-15790\" src=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2012\/08\/EN-standard-e1439583104716.jpg\" alt=\"\" width=\"20\" height=\"20\" \/><\/a><\/p>\n<p>Em abril de 2026, o ambientalista, l\u00edder comunit\u00e1rio e ativista barbudano John Mussington visitou o Rio de Janeiro para o Interc\u00e2mbio Global de Termos Territoriais Coletivos, organizado pelo <a href=\"https:\/\/bit.ly\/3qS0k6b\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Projeto Termo Territorial Coletivo<\/a>*, a convite do <a href=\"https:\/\/bit.ly\/4cWQWrw\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Rondo Community Land Trust<\/a>, TTC de Minnesota nos Estados Unidos, e do <a href=\"https:\/\/www.cltweb.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Centro Internacional para Termos Territoriais Coletivos<\/a>, com o apoio da <a href=\"https:\/\/bit.ly\/4tHzexr\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Funda\u00e7\u00e3o Robert Wood Johnson<\/a>. O evento, com dura\u00e7\u00e3o de uma semana, reuniu mobilizadores comunit\u00e1rios do direito \u00e0 moradia de v\u00e1rios cantos do mundo para trocar ideias sobre gest\u00e3o coletiva da terra e estrat\u00e9gias para enfrentar a especula\u00e7\u00e3o imobili\u00e1ria e as remo\u00e7\u00f5es de moradores de seus territ\u00f3rios. Ao longo do interc\u00e2mbio, os participantes visitaram favelas, ocupa\u00e7\u00f5es urbanas, cooperativas habitacionais e comunidades que v\u00eam resistindo no Rio de Janeiro.<\/p>\n<p>Integrante do <a href=\"https:\/\/bit.ly\/4tXYqzI\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Comit\u00ea de Direitos e Recursos Fundi\u00e1rios de Barbuda<\/a>, John Mussington vem, h\u00e1 d\u00e9cadas, defendendo <a href=\"https:\/\/bit.ly\/3Rv7caL\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">o sistema de terras comunit\u00e1rias de Barbuda<\/a>, uma ilha singular no Caribe que mant\u00e9m a terra sob posse coletiva e protege da venda privada. Bi\u00f3logo marinho de forma\u00e7\u00e3o, tornou-se ativista trabalhando na realiza\u00e7\u00e3o de avalia\u00e7\u00f5es de impacto ambiental no pa\u00eds Ant\u00edgua e Barbuda, onde testemunhou a destrui\u00e7\u00e3o ambiental associada ao turismo e aos empreendimentos imobili\u00e1rios de luxo na ilha vizinha de Ant\u00edgua.<\/p>\n<p>Desde que o <a href=\"https:\/\/bit.ly\/43cNZxh\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">furac\u00e3o Irma atingiu Barbuda<\/a> em 2017, John tem se manifestado amplamente contra as <a href=\"https:\/\/bit.ly\/42LCNrf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">iniciativas que se aproveitaram do impacto para tentar privatizar as terras barbudanas<\/a> e transformar a ilha em um mercado imobili\u00e1rio de luxo.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s v\u00e1rios dias visitando as favelas do Rio e participando de discuss\u00f5es sobre a gest\u00e3o coletiva da terra, John Mussington concedeu a entrevista a seguir. Ao longo da conversa, ele transitou com fluidez entre lembran\u00e7as de sua inf\u00e2ncia navegando entre Ant\u00edgua e Barbuda, explica\u00e7\u00f5es sobre pr\u00e1ticas agr\u00edcolas tradicionais e reflex\u00f5es sobre como os barbudanos desenvolveram uma forte cultura de autossufici\u00eancia ao longo de gera\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>De forma ponderada, John foi ligando as hist\u00f3rias locais de Barbuda a quest\u00f5es mais amplas sobre o colonialismo e a rela\u00e7\u00e3o da humanidade com a Terra. Ao longo da entrevista, tra\u00e7ou paralelos entre as lutas de Barbuda e as que observou nas favelas do Rio de Janeiro, retornando a uma ideia central:<\/p>\n<blockquote><p>\u201cN\u00f3s pertencemos \u00e0 terra. A terra nos pertence.\u201d<\/p><\/blockquote>\n<p>Abaixo, compartilhamos trechos da nossa entrevista com John Mussington, bem como o imperd\u00edvel <a href=\"https:\/\/bit.ly\/JohnMussingtonBarbuda\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">v\u00eddeo completo de 13 minutos acima<\/a>, de sua apresenta\u00e7\u00e3o durante um interc\u00e2mbio entre lideran\u00e7as locais e globais que atuam com direito fundi\u00e1rio e TTCs, no Ra\u00edzes do Brasil, em Santa Teresa, em 14 de abril de 2026. <em>Ao assistir, n\u00e3o esquece de ativar as legendas.<\/em><\/p>\n<figure id=\"attachment_82346\" aria-describedby=\"caption-attachment-82346\" style=\"width: 2048px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/John-Mussington-prova-uma-pitanga-durante-sua-visita-ao-Museu-das-Remocoes-na-Vila-Autodromo-com-Theresa-Williamson-diretora-executiva-e-fundadora-de-Comunidades-Catalisadoras.-Foto-Barbara-Dias.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-82346 size-full\" title=\"John Mussington prova pitanga durante sua visita ao Museu das Remo\u00e7\u00f5es, na Vila Aut\u00f3dromo, com Theresa Williamson, fundadora e diretora executiva da Comunidades Catalisadoras. Foto: B\u00e1rbara Dias\" src=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/John-Mussington-prova-uma-pitanga-durante-sua-visita-ao-Museu-das-Remocoes-na-Vila-Autodromo-com-Theresa-Williamson-diretora-executiva-e-fundadora-de-Comunidades-Catalisadoras.-Foto-Barbara-Dias.jpg\" alt=\"John Mussington prova pitanga durante sua visita ao Museu das Remo\u00e7\u00f5es, na Vila Aut\u00f3dromo, com Theresa Williamson, fundadora e diretora executiva da Comunidades Catalisadoras. Foto: B\u00e1rbara Dias\" width=\"2048\" height=\"1367\" srcset=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/John-Mussington-prova-uma-pitanga-durante-sua-visita-ao-Museu-das-Remocoes-na-Vila-Autodromo-com-Theresa-Williamson-diretora-executiva-e-fundadora-de-Comunidades-Catalisadoras.-Foto-Barbara-Dias.jpg 2048w, https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/John-Mussington-prova-uma-pitanga-durante-sua-visita-ao-Museu-das-Remocoes-na-Vila-Autodromo-com-Theresa-Williamson-diretora-executiva-e-fundadora-de-Comunidades-Catalisadoras.-Foto-Barbara-Dias-620x414.jpg 620w, https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/John-Mussington-prova-uma-pitanga-durante-sua-visita-ao-Museu-das-Remocoes-na-Vila-Autodromo-com-Theresa-Williamson-diretora-executiva-e-fundadora-de-Comunidades-Catalisadoras.-Foto-Barbara-Dias-768x513.jpg 768w, https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/John-Mussington-prova-uma-pitanga-durante-sua-visita-ao-Museu-das-Remocoes-na-Vila-Autodromo-com-Theresa-Williamson-diretora-executiva-e-fundadora-de-Comunidades-Catalisadoras.-Foto-Barbara-Dias-1536x1025.jpg 1536w\" sizes=\"(max-width: 2048px) 100vw, 2048px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-82346\" class=\"wp-caption-text\">John Mussington prova pitanga durante sua visita ao Museu das Remo\u00e7\u00f5es, na Vila Aut\u00f3dromo, com Theresa Williamson, fundadora e diretora executiva da Comunidades Catalisadoras. Foto: B\u00e1rbara Dias<\/figcaption><\/figure>\n<h3><em>RioOnWatch<\/em>: Onde voc\u00ea nasceu? Pode nos contar um pouco sobre o vilarejo ou local?<\/h3>\n<p><strong>John:<\/strong> Eu sempre come\u00e7o dizendo que sou barbudano, porque essa afirma\u00e7\u00e3o, por si s\u00f3, j\u00e1 tem um certo significado. Sou de <a href=\"https:\/\/bit.ly\/4x5ahPe\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Barbuda<\/a>, que comp\u00f5e o na\u00e7\u00e3o das ilhas g\u00eameas de <a href=\"https:\/\/bit.ly\/4x5G4zk\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Ant\u00edgua e Barbuda<\/a>. No contexto do resto do mundo, algumas pessoas as consideram ilhas pequenas, min\u00fasculos pontos no oceano. Mas, para mim, como barbudano, a experi\u00eancia de viver naquela pequena ilha traz muitas li\u00e7\u00f5es sobre como sobreviver em circunst\u00e2ncias dif\u00edceis.<\/p>\n<p>Meu pai era construtor naval em Ant\u00edgua. Ele constru\u00eda barcos. Ent\u00e3o, eu cresci nesse ambiente, perto do mar, de ferramentas, de barcos. Uma das primeiras coisas que ele nos ensinou foi a nadar. Vestiu coletes salva-vidas na gente, foi at\u00e9 a parte mais funda do cais e nos jogou na \u00e1gua. A gente aprende muito r\u00e1pido a se adaptar \u00e0 vida. Como seres humanos, somos programados para sobreviver.<\/p>\n<p>Em todos os per\u00edodos de f\u00e9rias, especialmente no ver\u00e3o, n\u00f3s \u00edamos para Barbuda no pequeno veleiro de madeira do meu pai. Sa\u00edamos por volta das tr\u00eas ou quatro da manh\u00e3 e cheg\u00e1vamos a Barbuda quando o sol estava nascendo.<\/p>\n<p>Comparada a <a href=\"https:\/\/bit.ly\/4fW6A8i\">Ant\u00edgua<\/a>, Barbuda era totalmente diferente. Ant\u00edgua era mais urbanizada, com cidade e com\u00e9rcio. Barbuda era mais rural. Espa\u00e7os abertos, praias, natureza selvagem. Assim, desde muito cedo, desenvolvi um apre\u00e7o pelo mar, pela natureza selvagem e por um estilo de vida intimamente ligado \u00e0 terra.<\/p>\n<h3><em>RioOnWatch<\/em>: Como come\u00e7ou a sua hist\u00f3ria como ativista?<\/h3>\n<p><strong>John<\/strong>: Eu me lembro vividamente da primeira vez que coloquei uma m\u00e1scara no rosto e mergulhei a cabe\u00e7a na \u00e1gua. Aquilo me exp\u00f4s a um universo completamente diferente. Me despertou. Decidi ent\u00e3o me especializar em biologia, mais especificamente em biologia marinha. Mesmo antes de concluir minha gradua\u00e7\u00e3o, um dos meus primeiros trabalhos foi como estagi\u00e1rio fazendo avalia\u00e7\u00f5es de impacto ambiental (<a href=\"https:\/\/bit.ly\/4xauuTY\">AIA<\/a>).<\/p>\n<p>A ideia toda por tr\u00e1s das AIAs era a de orientar o desenvolvimento: garantir que a \u00e1rea selecionada para um empreendimento fosse adequada, analisar os impactos sobre o meio ambiente e encontrar formas de evitar esses impactos.<\/p>\n<p>Mas o que eu descobri foi que muitos governos s\u00f3 estavam realizando AIAs para cumprir uma formalidade. Voc\u00ea fazia aquele trabalho todo, elaborava as recomenda\u00e7\u00f5es e os relat\u00f3rios eram simplesmente enfiados em alguma gaveta.<\/p>\n<p>Est\u00e1vamos perdendo praias. As \u00e1reas \u00famidas estavam sendo destru\u00eddas. As coisas estavam ficando realmente dr\u00e1sticas! Isso abriu meus olhos para o grande n\u00famero de coisas [prejudiciais] que estavam acontecendo do ponto de vista ambiental.<\/p>\n<p>Eu me lembro de uma vez em Barbuda, em que o consultor principal estava minimizando os perigos de um projeto durante uma consulta p\u00fablica. Ent\u00e3o, eu me levantei na audi\u00eancia e me manifestei. Eu disse: \u201cOlha, isso \u00e9 um erro. Estas s\u00e3o as raz\u00f5es pelas quais n\u00e3o se pode fazer isso&#8230;\u201d<\/p>\n<p>Meu chefe ficou muito bravo e n\u00e3o me pagou, mas eu n\u00e3o liguei. Minha reputa\u00e7\u00e3o valia mais do que cometer esse tipo de fraude.<\/p>\n<p>Acho que foi mais ou menos nessa \u00e9poca que eu tomei a decis\u00e3o consciente de n\u00e3o permitir que o conceito de avalia\u00e7\u00f5es de impacto ambiental fosse usado de forma indevida. Ent\u00e3o, comecei a me manifestar contra as coisas que estavam acontecendo.<\/p>\n<figure id=\"attachment_82362\" aria-describedby=\"caption-attachment-82362\" style=\"width: 2048px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/John-Mussington-fala-em-oficina-durante-o-Intercambio-Global-de-Pares-sobre-TTCs-de-2026.-Foto-Barbara-Dias.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-82362 size-full\" title=\"John Mussington fala em uma oficina durante o Interc\u00e2mbio Global de Pares sobre Termos Territoriais Coletivos de 2026. Foto: B\u00e1rbara Dias\" src=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/John-Mussington-fala-em-oficina-durante-o-Intercambio-Global-de-Pares-sobre-TTCs-de-2026.-Foto-Barbara-Dias.jpg\" alt=\"John Mussington fala em uma oficina durante o Interc\u00e2mbio Global de Pares sobre Termos Territoriais Coletivos de 2026. Foto: B\u00e1rbara Dias\" width=\"2048\" height=\"1365\" srcset=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/John-Mussington-fala-em-oficina-durante-o-Intercambio-Global-de-Pares-sobre-TTCs-de-2026.-Foto-Barbara-Dias.jpg 2048w, https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/John-Mussington-fala-em-oficina-durante-o-Intercambio-Global-de-Pares-sobre-TTCs-de-2026.-Foto-Barbara-Dias-620x413.jpg 620w, https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/John-Mussington-fala-em-oficina-durante-o-Intercambio-Global-de-Pares-sobre-TTCs-de-2026.-Foto-Barbara-Dias-768x512.jpg 768w, https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/John-Mussington-fala-em-oficina-durante-o-Intercambio-Global-de-Pares-sobre-TTCs-de-2026.-Foto-Barbara-Dias-1536x1024.jpg 1536w\" sizes=\"(max-width: 2048px) 100vw, 2048px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-82362\" class=\"wp-caption-text\">John Mussington fala em uma oficina durante o Interc\u00e2mbio Global de Termos Territoriais Coletivos de 2026. Foto: B\u00e1rbara Dias<\/figcaption><\/figure>\n<h3><em>RioOnWatch:<\/em> Poderia explicar como funciona o sistema de terras comunit\u00e1rias de Barbuda e qual sua origem hist\u00f3rica?<\/h3>\n<p><strong>John<\/strong>: Como cidad\u00e3o de Barbuda, ao completar 18 anos, por lei, voc\u00ea tem direito \u00e0 terra. N\u00e3o precisa de banco algum. Voc\u00ea passa a ter direito \u00e0 terra para tr\u00eas fins: residencial, agr\u00edcola e comercial.<\/p>\n<p>Quando voc\u00ea recebe um terreno para construir a sua casa, ele se torna seu e voc\u00ea pode pass\u00e1-lo para os seus filhos e netos. A terra agr\u00edcola j\u00e1 funciona de forma diferente. Enquanto voc\u00ea a estiver produzindo, ela \u00e9 sua. Quando terminar, ela volta para o fundo comum.<\/p>\n<p>\u00c9 assim porque Barbuda n\u00e3o foi administrada como uma <em>plantation<\/em> (nome dado pelos ingleses para os latif\u00fandios escravistas de monocultura para exporta\u00e7\u00e3o) mas como posto de abastecimento para outras grandes propriedades escravistas. Os barbudanos tinham permiss\u00e3o para manter suas estruturas familiares, tinham suas pr\u00f3prias casas e \u00e1reas de cultivo. Como n\u00e3o eram alimentados pelos senhores de escravos, precisavam se sustentar sozinhos.<\/p>\n<p>Dada a nossa ancestralidade africana, como no caso de muitos povos ind\u00edgenas, n\u00e3o era nosso esse conceito de que a terra \u00e9 uma mercadoria que se compra e vende. O conceito que temos \u00e9 de que somos parte da terra. Usamos a terra para o nosso sustento. N\u00f3s pertencemos \u00e0 terra. A terra nos pertence. Dessa forma, [dentro da nossa cren\u00e7a] simplesmente n\u00e3o se vendia a terra.<\/p>\n<p>Barbuda nunca foi uma <em>plantation<\/em> pelo simples fato de que o cultivo intensivo de cana-de-a\u00e7\u00facar ou tabaco n\u00e3o era poss\u00edvel ali. O local era muito seco, o solo era muito raso, ent\u00e3o n\u00e3o era vi\u00e1vel. Assim, durante o per\u00edodo da escravid\u00e3o, t\u00ednhamos pessoas vivendo em Barbuda para abastecer o restante das <em>plantations<\/em> da fam\u00edlia Codrington em Ant\u00edgua, assim como no resto do Caribe. Barbuda era uma importante \u00e1rea de cria\u00e7\u00e3o de gado e n\u00f3s fornec\u00edamos carne fresca e mantimentos para as <em>plantations<\/em>. Em termos de cultivo, us\u00e1vamos a t\u00e9cnica chamada &#8220;corte e queima&#8221; [no Brasil, a t\u00e9cnica ind\u00edgena milenar da coivara], e incorporamos o biocarv\u00e3o [um poderoso condicionador de solo], ambos muito semelhantes aos sistemas de produ\u00e7\u00e3o de alimentos usados em outras civiliza\u00e7\u00f5es da bacia amaz\u00f4nica. Trouxemos esse conhecimento da \u00c1frica, o que faz parte de nossas origens e do nosso autossustento.<\/p>\n<p>Se analisarmos a quest\u00e3o sob a perspectiva da mentalidade europeia, esse sistema de propriedade comunit\u00e1ria da terra seria considerado singular. Mas, da perspectiva dos povos ind\u00edgenas e tribais, \u00e9 o sistema mais l\u00f3gico. Os europeus trouxeram esse conceito de terra como mercadoria que pode ser comprada e vendida. Contudo, em toda a Am\u00e9rica Latina e Caribe, povos ind\u00edgenas e comunidades quilombolas <a href=\"https:\/\/bit.ly\/4uJjVFB\">praticavam e continuam a praticar a propriedade coletiva<\/a>.<\/p>\n<p>Os <a href=\"https:\/\/bit.ly\/4e0iuLE\">Kalinago<\/a> na Dominica ainda usam esse sistema. Os <a href=\"https:\/\/bit.ly\/4ejqN6K\">Maroons jamaicanos<\/a> usam esse sistema. O povo <a href=\"https:\/\/bit.ly\/4x8sHyo\">saramacano<\/a> no Suriname usa esse sistema. Onde quer que encontremos povos ind\u00edgenas, esse \u00e9 o sistema que usam. N\u00f3s enxerg\u00e1vamos a terra n\u00e3o como algo a ser explorado para enriquecimento pessoal, mas como algo que sustenta a vida.<\/p>\n<p>Essa ideia toda de im\u00f3veis e de compra e venda de propriedades \u00e9 uma constru\u00e7\u00e3o ocidental, disseminada pelo colonialismo.<\/p>\n<h3><em>RioOnWatch<\/em>: Poderia explicar a situa\u00e7\u00e3o atual em Barbuda?<\/h3>\n<p><strong>John<\/strong>: Desde o desastre do furac\u00e3o de 2017, o povo de Barbuda passou a perceber que o <a href=\"https:\/\/bit.ly\/4dNHQO9\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">governo central [em Ant\u00edgua] vem se articulando<\/a> para abolir o nosso sistema fundi\u00e1rio.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s o furac\u00e3o, <a href=\"https:\/\/bit.ly\/4uN6WTb\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">fomos evacuados da ilha<\/a> com a desculpa de que outra tempestade estava a caminho. Enquanto est\u00e1vamos fora, o primeiro-ministro come\u00e7ou a declarar publicamente que a propriedade comunit\u00e1ria da terra era um mito. Mas n\u00f3s sabemos que isso \u00e9 absurdo, porque a propriedade comunit\u00e1ria da terra existe no mundo todo.<\/p>\n<p>O desastre proporcionou ao governo uma oportunidade de revogar a <a href=\"https:\/\/bit.ly\/4nGtvq6\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Lei de Terras de Barbuda<\/a> e iniciar um <a href=\"http:\/\/glo.bo\/4e0q1dr\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">processo de transforma\u00e7\u00e3o de Barbuda<\/a> em uma ilha particular voltada principalmente para o estilo de vida de milion\u00e1rios. O primeiro-ministro de Ant\u00edgua e Barbuda, <a href=\"https:\/\/bit.ly\/3RhR64s\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Gaston Browne<\/a>, admitiu publicamente que pretendia <a href=\"https:\/\/bit.ly\/3RhSRyA\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">criar um mercado imobili\u00e1rio de luxo<\/a> em Barbuda. Disse que <a href=\"https:\/\/bit.ly\/4dDCXGb\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Barbuda ia virar<\/a> &#8220;uma Jumby Bay turbinada&#8221;. Jumby Bay \u00e9 uma das ilhas costeiras de Ant\u00edgua pertencentes a milion\u00e1rios. Ningu\u00e9m vai l\u00e1 a menos que seja dono de um im\u00f3vel e fa\u00e7a parte dessa classe milion\u00e1ria.<\/p>\n<p>O que aconteceu depois do furac\u00e3o se chama capitalismo de desastre. N\u00f3s percebemos que existem pessoas ricas no mundo que acreditam ter direito \u00e0s partes ainda intocadas da Terra e que podem usar dinheiro para comprar acesso a esses lugares.<\/p>\n<p>Acreditamos firmemente que, sem acesso equitativo aos recursos e sem o nosso sistema de terras comunit\u00e1rias, n\u00e3o podemos continuar a existir como barbudanos. A raz\u00e3o pela qual conseguimos sobreviver ao furac\u00e3o de 2017 com apenas uma morte foi a resili\u00eancia da nossa ilha. Nossas casas foram constru\u00eddas com solidez porque investimos nossos recursos em materiais de constru\u00e7\u00e3o de boa qualidade em vez de pagar hipotecas. Nossos manguezais estavam intactos e saud\u00e1veis, assim como as nossas praias e recifes de coral. Estes sistemas nos proporcionaram prote\u00e7\u00e3o. E eles funcionaram porque s\u00e3o de propriedade coletiva e porque todos n\u00f3s compartilhamos de uma intensa responsabilidade de mant\u00ea-los assim. Essa \u00e9 uma li\u00e7\u00e3o importante sobre as vantagens de um sistema de propriedade de terras comunit\u00e1rias.<\/p>\n<p>Assim, a luta continua.<\/p>\n<figure id=\"attachment_82387\" aria-describedby=\"caption-attachment-82387\" style=\"width: 2048px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/John-Mussington-anota-e-compartilha-suas-ideias-durante-o-Intercambio-Global-de-Pares-sobre-Termos-Territoriais-Coletivos-de-2026.-Foto-Barbara-Dias.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-82387 size-full\" title=\"John Mussington anota ideias para mais tarde compartilh\u00e1-las durante o Interc\u00e2mbio Global de Pares sobre Termos Territoriais Coletivos de 2026. Foto: B\u00e1rbara Dias\" src=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/John-Mussington-anota-e-compartilha-suas-ideias-durante-o-Intercambio-Global-de-Pares-sobre-Termos-Territoriais-Coletivos-de-2026.-Foto-Barbara-Dias.jpg\" alt=\"John Mussington anota ideias para mais tarde compartilh\u00e1-las durante o Interc\u00e2mbio Global de Pares sobre Termos Territoriais Coletivos de 2026. 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Foto: B\u00e1rbara Dias<\/figcaption><\/figure>\n<h3><em>RioOnWatch<\/em>: O que diria aos jovens de Barbuda que se sentem desiludidos?<\/h3>\n<p><strong>John<\/strong>: Uma das coisas que dizemos aos jovens \u00e9 o seguinte: pensem no que voc\u00eas comem e em como sobrevivem. Voc\u00eas conseguem ter alguma dessas coisas sem terra? Outra coisa que explicamos \u00e9 como o mercado imobili\u00e1rio funciona no mundo real.<\/p>\n<p>Se voc\u00ea \u00e9 um jovem rec\u00e9m-formado em qualquer outro lugar do mundo, talvez precise de um financiamento imobili\u00e1rio de 25 ou 30 anos para ter uma casa. Se enfrentar dificuldades depois de passar anos pagando, o banco pode tomar a sua propriedade. Como barbudanos, voc\u00eas t\u00eam direito \u00e0 terra por lei. N\u00e3o precisam de banco algum. Na verdade, voc\u00eas est\u00e3o entre os jovens mais ricos do mundo porque t\u00eam terra.<\/p>\n<p>Muitos dos nossos jovens viajam, conhecem o mundo l\u00e1 fora. Mas, no fim das contas, valorizam o que Barbuda tem para oferecer: poder passar dias na praia pescando, nadando, ca\u00e7ando, simplesmente vivendo ao ar livre. Para o jovem de Barbuda, isso \u00e9 o para\u00edso.<\/p>\n<p>E isso \u00e9 algo que ensinamos a eles conscientemente. Existe uma diferen\u00e7a entre isto e o mundo acelerado l\u00e1 de fora, que voc\u00eas t\u00eam a liberdade de explorar e aproveitar. Mas, quando voc\u00eas se cansarem e precisarem voltar para o para\u00edso, n\u00f3s estaremos aqui e voc\u00eas fazem parte da garantia de que o para\u00edso continue a existir, porque voc\u00eas s\u00e3o copropriet\u00e1rios desta terra.<\/p>\n<h3><em>RioOnWatch<\/em>: O que acha que Barbuda pode oferecer para o mundo?<\/h3>\n<p><strong>John<\/strong>: Um dos resultados positivos do desastre de 2017 foi a constata\u00e7\u00e3o de que outras comunidades [no Caribe] estavam passando exatamente pela mesma situa\u00e7\u00e3o que n\u00f3s. Ent\u00e3o come\u00e7amos a conversar uns com os outros e percebemos que t\u00ednhamos uma hist\u00f3ria em comum.<\/p>\n<p>Juntos, nos demos conta de que o capitalismo de desastre \u00e9 real. A mesma empresa que estava redesenhando ilhas nas Bahamas chegou em Barbuda tentando fazer a mesma coisa. \u00c9 a mesma empresa, a Discovery Land Company, que atua na Esc\u00f3cia, na Calif\u00f3rnia e em Porto Rico.<\/p>\n<p>Foi assim que acabamos criando a rede <a href=\"https:\/\/bit.ly\/4nABGnK\">Stronger Caribbean Together<\/a> [Caribe Mais Forte Junto], reunindo organiza\u00e7\u00f5es comunit\u00e1rias da Jamaica, Granada, Santa L\u00facia, Belize, Ilha da Provid\u00eancia, na Col\u00f4mbia, e de outros lugares do Caribe e da Am\u00e9rica Latina.<\/p>\n<p>Existe um grupo de pessoas ricas no mundo que acredita ter direito \u00e0s partes ainda intocadas da Terra e que pode usar dinheiro para comprar acesso a essas \u00e1reas.<\/p>\n<p>Se as comunidades n\u00e3o identificarem as estrat\u00e9gias que est\u00e3o sendo usadas contra elas, v\u00e3o acabar perdendo esses lugares. A crise clim\u00e1tica \u00e9 resultado desse tipo de abuso.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o, ao nos unirmos e compartilharmos nossas hist\u00f3rias, come\u00e7amos a perceber que o que sofremos em Barbuda foi exatamente o mesmo que o povo <a href=\"https:\/\/bit.ly\/4dKfu7u\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Raizal<\/a> sofreu na Ilha de Provid\u00eancia, na Col\u00f4mbia, dois anos depois. Os granadinos tamb\u00e9m sofreram isso recentemente, e o <a href=\"https:\/\/bit.ly\/43kiDVm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">mesmo aconteceu na Jamaica<\/a> com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 minera\u00e7\u00e3o de bauxita, assim como na Guiana e em Belize.<\/p>\n<p>Se vamos sobreviver no planeta Terra, <a href=\"https:\/\/bit.ly\/3GYhUkT\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">precisamos repensar seriamente<\/a> quem s\u00e3o <a href=\"https:\/\/bit.ly\/MovimentosNaCOP\">os verdadeiros guardi\u00f5es da Terra<\/a>.<\/p>\n<p>Temos tido sucesso com a forma de viver de nossas comunidades e com nossa forma de resistir ao que est\u00e1 acontecendo no mundo. Precisamos disseminar essa mensagem amplamente para que as pessoas possam entender que outra forma de viver \u00e9 poss\u00edvel.<\/p>\n<figure id=\"attachment_82394\" aria-describedby=\"caption-attachment-82394\" style=\"width: 2048px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/John-Mussington-falando-aos-participantes-do-Intercambio-Global-de-Pares-sobre-Termos-Territoriais-Coletivos-de-2026.-Foto-Barbara-Dias.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-82394 size-full\" title=\"John Mussington fala aos participantes do Interc\u00e2mbio Global de Pares sobre Termos Territoriais Coletivos de 2026. Foto: B\u00e1rbara Dias\" src=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/John-Mussington-falando-aos-participantes-do-Intercambio-Global-de-Pares-sobre-Termos-Territoriais-Coletivos-de-2026.-Foto-Barbara-Dias.jpg\" alt=\"John Mussington fala aos participantes do Interc\u00e2mbio Global de Pares sobre Termos Territoriais Coletivos de 2026. 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Foto: B\u00e1rbara Dias<\/figcaption><\/figure>\n<h3><em>RioOnWatch:<\/em> Houve algo que inspirou voc\u00ea nas favelas do Rio e que levaria de volta para Barbuda?<\/h3>\n<p><strong>John<\/strong>: Sim, com certeza. Enquanto eu escutava os debates e caminhava pelas favelas, fui me tornando profundamente consciente de que o <a href=\"https:\/\/bit.ly\/3kdBRXc\">direito \u00e0 terra<\/a> \u00e9, na verdade, um <a href=\"https:\/\/bit.ly\/2x7TAWp\">direito humano<\/a>. As comunidades est\u00e3o lutando apenas para ter acesso \u00e0 terra e conseguir sobreviver.<\/p>\n<p>Se ficarmos de bra\u00e7os cruzados e deixarmos que o que est\u00e1 acontecendo siga seu curso, tendo de lutar para comprar e controlar terras, quanto tempo vai levar at\u00e9 termos de comprar \u00e1gua? Em Barbuda, captamos \u00e1gua da chuva, mas, cada vez mais, em outros lugares as pessoas t\u00eam de comprar \u00e1gua. Voc\u00ea tem de comprar comida. De onde vem a comida? Da terra. E se voc\u00ea n\u00e3o tem terra, n\u00e3o tem como produzir a sua pr\u00f3pria comida. Voc\u00ea fica ref\u00e9m de outra pessoa para obter essa comida.<\/p>\n<p>Sentado ali, um pensamento me ocorreu. Quando chegaremos ao ponto em que teremos de comprar ar para respirar?<\/p>\n<p>Pelo caminho que estamos seguindo, se n\u00e3o tivermos cuidado, este n\u00e3o vai ser um lugar onde vamos querer viver de modo algum.<\/p>\n<p>Eu sinto que as nossas favelas t\u00eam resposta para a dire\u00e7\u00e3o que precisamos tomar e n\u00f3s precisamos fazer um <em>lobby<\/em> muito pesado para que o resto do mundo perceba que a \u00fanica maneira de continuarmos a viver neste planeta Terra \u00e9 se <a href=\"https:\/\/bit.ly\/1KGbf9K\">seguirmos os tipos de pr\u00e1ticas<\/a> que temos nessas comunidades.<\/p>\n<p>Uma das coisas que realmente me impactou foi ver as crian\u00e7as e me dar conta de que, apesar das condi\u00e7\u00f5es nas favelas, se ouvem risos. Crian\u00e7as se divertindo. De fora, voc\u00ea pensaria: como as pessoas podem viver nessas condi\u00e7\u00f5es? Mas, pessoalmente, pelo que vi, pela forma como vivemos em Barbuda e pelas visitas que fiz a outras comunidades, como a que visitei na floresta tropical da Guiana, voc\u00ea percebe a conex\u00e3o com a terra e com o planeta, e \u00e9 disso que se trata a humanidade.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o h\u00e1 esperan\u00e7a. N\u00e3o d\u00e1 para se deixar desmotivar demais pelo que est\u00e1 acontecendo. E \u00e9 isso que me motiva todos os dias, especialmente depois de tudo o que passamos em Barbuda.<\/p>\n<figure id=\"attachment_82418\" aria-describedby=\"caption-attachment-82418\" style=\"width: 2048px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/John-Mussington-tirando-foto-de-um-painel-informativo-no-sitio-arqueologico-do-Cais-do-Valongo-durante-uma-visita-a-Providencia-Foto-Barbara-Dias.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-82418 size-full\" title=\"John Mussington fotografa um painel informativo no s\u00edtio arqueol\u00f3gico do Cais do Valongo durante uma visita \u00e0 favela da Provid\u00eancia, no \u00e2mbito do Interc\u00e2mbio Global de Pares sobre Termos Territoriais Coletivos de 2026. Foto: B\u00e1rbara Dias\" src=\"https:\/\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/John-Mussington-tirando-foto-de-um-painel-informativo-no-sitio-arqueologico-do-Cais-do-Valongo-durante-uma-visita-a-Providencia-Foto-Barbara-Dias.jpg\" alt=\"John Mussington fotografa um painel informativo no s\u00edtio arqueol\u00f3gico do Cais do Valongo durante uma visita \u00e0 favela da Provid\u00eancia, no \u00e2mbito do Interc\u00e2mbio Global de Pares sobre Termos Territoriais Coletivos de 2026. 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Foto: B\u00e1rbara Dias<\/figcaption><\/figure>\n<p><em>*O Projeto TTC e o RioOnWatch s\u00e3o ambas iniciativas gerenciadas pela organiza\u00e7\u00e3o sem fins lucrativos, Comunidades Catalisadoras.<\/em><\/p>\n<hr \/>\n<h4><b data-stringify-type=\"bold\">Apoie nossos esfor\u00e7os para fornecer apoio estrat\u00e9gico \u00e0s favelas do Rio, incluindo o jornalismo hiperlocal, cr\u00edtico, inovador e incans\u00e1vel do\u00a0<\/b><b data-stringify-type=\"bold\"><i data-stringify-type=\"italic\">RioOnWatch<\/i><\/b>\u2014<a class=\"c-link\" href=\"http:\/\/www.bit.ly\/ApoieROW\" rel=\"noopener noreferrer\" data-stringify-link=\"http:\/\/www.bit.ly\/ApoieROW\" data-sk=\"tooltip_parent\">doe aqui<\/a>.<\/h4>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<div class=\"mh-excerpt\"><p>\ufeff\ufeff\ufeff\ufeff Click Here for English Em abril de 2026, o 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