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Mãe, eu conheci o Txutxucão

Quem fez parte da Geração Xuxa pode levantar a mão sem medo. A simpática e sempre loira gaúcha global faz parte da vida e das lembranças de milhares de jovens em todo o território nacional. Porém, Filipi Carvalho, jovem jornalista e morador de Austin, foi além. “Eu era o Txutxucão”, revela encabulado diante de meus arregalados olhos.

Filipi, hoje com 22 anos, interpretava o cachorro da rainha dos baixinhos em suas aventuras pelo PROJAC, quando tinha 17. “Era muito divertido e mais ainda cansativo e quente”, revela sorrindo. O jovem, na época, trabalhava como figurante em várias novelas globais. Convidado para fazer figuração também no Show da Xuxa, Filipi terminou conquistando o lugar do dançarino e coreógrafo Fly. “Eu estava lá apenas para a figuração. Era o Fly, que não podia ir. Aí gritaram: ‘Filipi bota essa roupa’. Pronto eu era o Txutxucão”.

O jovem apaixonado pelo teatro afastou-se do mundo televisivo por não compartilhar de certas reuniões. “Eles marcavam de ir para o bar e tal. Rolava escancaradamente uma putaria, o bom e velho teste do sofá. Eu não queria isso, saí e agora estudo no Tablado”, afirma.

Filipi Carvalho passeia também pela área da música, com uma banda de reggae que já se apresentou no espaço Na Encolha – California, Nova Iguaçu – e realiza shows beneficentes. “Eu não posso viver da música, mas todos nós da banda amamos produzir. Sempre que possível organizamos coisas em escolas públicas, principalmente próximo ao feriado, com doação de lanches e brinquedos”, comenta. “Eu não posso fingir que não fui abençoado, a minha família é maravilhosa e completamente certinha. Eu sempre tive tudo, até mesada. Sou classe média em Nova Iguaçu, então faço questão de ter esse contato com as crianças e tentar ajudar”, completa o vocalista e guitarrista.

Atualmente Filipi Carvalho faz parte do grupo da Escola de Jornalismo Comunitário “Rio On Watch”, que funciona na Fundição Progresso dentro do CDI, na Lapa. E trabalha, também, como freelancer. Graduado em 2006 pelo Centro Universitário Augusto Motta (UNISUAM) ele se diz completamente realizado na sua escolha. “Sou muito feliz trabalhando com jornalismo. É realmente aquilo que sonhei”, encerra.