
Esta reportagem faz parte da série #OQueDizemAsRedes, que sistematiza registros realizados por mobilizadores de favelas e outros canais publicados nas redes sociais. E também faz parte de uma série gerada em parceria com o Digital Brazil Project do Centro Behner Stiefel de Estudos Brasileiros da Universidade Estadual de San Diego na Califórnia, para produzir matérias sobre direitos humanos e justiça socioambiental nas favelas.
Um vendaval inesperado atingiu a região metropolitana do Rio de Janeiro no final da tarde do dia 29 de julho, trazendo caos, transtornos. diversos prejuízos e cinco mortes. Os ventos que ultrapassaram 100 km/h foram decorrentes de uma frente fria e já foram sinais do Super El Niño, que deve se intensificar a partir de setembro. As cinco mortes aconteceram na Rua Julio Otoni, em Santa Teresa, Zona Central, onde foram dois mortos quando uma árvore e muro desabaram durante a tempestade, e três na Cidade de Deus, Zona Oeste, eletrocutados ao tentar socorrer uma parente atingida por uma descarga elétrica após um pico de energia provocado pelo vendaval.
O estrago fez com que o Centro de Operações e Resiliência do Rio de Janeiro (COR-Rio) anunciasse estágio 2 de alerta para ocorrências de alto risco. A maior medição de ventos pelo COR foi feita na Zona Norte, no aeroporto do Galeão, na Ilha do Governador: 105,5 km/h. Em seguida foi a Zona Oeste, que enfrentou ventos com 95,4 km/h na Marambaia, 87,5 km/h na Vila Militar e 83,3 km/h no Campo dos Afonsos.
Esse evento climático extremo entrou para a lista dos três maiores vendavais da história do Rio de Janeiro, que foram, respectivamente, de 115,5 km/h em Marambaia em 2019 e 110,2 km/h em Copacabana em 2019. Os cinco maiores registros de vento no Rio aconteceram nos últimos sete anos, o que revela o impacto alarmante das mudanças climáticas na cidade.
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Frente à falta de resiliência climática da cidade, cariocas viram sua rotina se transformar em poucos minutos. Foram registradas mais de 359 ocorrências de árvores caídas e os serviços de energia, água, telefonia e internet foram interrompidos ou comprometidos. O vendaval afetou aeroportos, trens, metrôs, VLT e barcas, o que deixou os ônibus e os BRTs superlotados.
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Favelas e Periferias Sempre as Mais Impactadas
Em favelas e periferias, casas tiveram estruturas como telhas e caixas d’água arrastadas pelo vento, causando inúmeros prejuízos materiais e colocando em risco a vizinhança. Um registro em local não identificado mostra o desespero de moradores que, em uma atitude desesperada, tentavam segurar suas telhas para que não voassem:
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Um outro vídeo mostra cena semelhante, onde uma pessoa acaba sendo erguida no ar junto com as telhas, ao tentar segurá-las:
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Na Baixada Fluminense, há vários registros do impacto gerado pela fragilidade estrutural de residências. Em Duque de Caxias, uma moradora que tinha acabado de erguer a futura casa viu uma das paredes jogada no chão:
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Em Nilópolis, um morador registra o momento em que o terraço do vizinho é levado pelo vento:
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Em São João de Meriti, um telhado ficou completamente destruído pela força do vento:
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Ainda na Baixada, em Caxias, um homem foi atingido por uma telha que se desprendeu.
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Apesar da obrigatoriedade na instalação de sistemas solares, de seguir instruções de instalação de acordo com o vento máximo que cada região pode receber, na Zona Norte do Rio, teve telhado atingido até por placas solares. A jornalista mareense, Gizele Martins, teve parte do telhado destruído por placas que se desprenderam durante o vendaval:
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Na Vila Cruzeiro, uma moradora mostra a mudança assustadora na paisagem, tomada por uma intensa neblina e poeira. É possível ver que as estruturas metálicas e caixas d’água se tornam bastante vulneráveis com a força do vento.
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Árvores Tombadas
Segundo informações do COR-Rio, pelo menos 359 árvores tombaram na cidade. Os bairros mais afetados foram Bangu, Campo Grande e Santa Cruz, na Zona Oeste; Anchieta, Catumbi e Tijuca, na Zona Norte; e Jacarepaguá e Recreio dos Bandeirantes, na Zona Sudoeste.
No Maracanã, o vendaval foi tanto que pedestres que circulavam dentro da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) tiveram que se segurar nas árvores para não serem arrastados:
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No entanto, essa não é uma alternativa segura. Abrigar-se debaixo de árvores é desaconselhável em tempestades e cenários de ventos fortes. Na Tijuca, um homem escapou por pouco de se ferir gravemente com a queda de uma árvore:
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Na Zona Sul, houve interdições em vias importantes, como a Voluntários da Pátria, em Botafogo, fechando o trânsito no local:
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Em Realengo, uma árvore também caiu, destruindo um veículo que estava na calçada e interditando parte de uma rua:
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Em Campo Grande, uma árvore caiu na altura do Park Shopping na Estrada do Monteiro atingindo um salão de beleza:
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Cidade Sem Luz e Transportes Suspensos
Durante o pico do vento, a Região Metropolitana chegou a registrar aproximadamente 1,9 milhão de imóveis sem energia elétrica, sejam eles atendidos pela concessionária Light ou Enel.
Na manhã da quinta-feira (30), cerca de 400.000 residências ainda permaneciam sem energia elétrica, segundo a Light. Os bairros mais afetados foram Campo Grande, Bangu, Anchieta, Tijuca, Grajaú, Vila Isabel, Catumbi, Jacarepaguá, Santa Cruz, Santa Teresa e Recreio dos Bandeirantes.
Até a manhã de sexta-feira (31), mais de 40 horas após o vendaval, havia mais de 140.000 imóveis sem luz no Rio de Janeiro. Moradores relataram perda de alimentos e dificuldade em retomar atividades cotidianas. Em Duque de Caxias, moradores protestaram na Avenida Presidente Kennedy e em Xerém:
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Também houveram protestos em Japeri, Baixada Fluminense:
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Na cidade do Rio, moradores fizeram uma manifestação em Campo Grande, na Estrada do Lameirão:
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Bem como os moradores do bairro do Engenho Novo, na Zona Norte, que também foram às ruas:
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Na Maré, mais de 50% das residências permaneciam sem energia elétrica mais de 36 horas depois do vendaval:
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Há também relatos de incêndios em casas da favela durante a falta de luz:
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Com a queda de energia, houve interrupção da circulação das linhas de trem e metrô, fato que coincidiu com o horário de saída do trabalho:
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Ainda no metrô, composições ficaram paradas pela falta de energia no meio da linha férrea. Passageiros que ficaram presos dentro dos vagões por cerca de duas horas quebraram janelas para respirar:
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Alguns caminharam pelos trilhos para chegar à próxima estação:
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No Centro, passageiros do teleférico da Providência, um modal elétrico, ficaram presos enquanto os carros balançavam bastante diante das fortes rajadas de vento.
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Outros Impactos do Vendaval
Na Avenida Brasil, um outdoor caiu sobre um carro e um motociclista no acesso à Ilha do Governador, provocando, além de um grave acidente, a paralisação do trânsito.
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Banhistas que curtiam uma tarde ensolarada na Praia Vermelha, na Urca, foram pegos de surpresa e buscaram abrigo:
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No Arpoador, em Ipanema, banhistas fugiram de nuvens de areia, objetos e lixo voando:
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Em uma praça na Zona Oeste, em Bangu, no Conjunto da Marinha, é possível ver a força do vendaval:
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Em outro ponto de Bangu, a rua parece ter saído de uma cena de filme:
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Na mesma região, comerciantes e camelôs que trabalhavam no Calçadão de Campo Grande, conhecido por ser um forte polo comercial, viram suas mercadorias e barracas virem ao chão e voarem em questão de minutos:
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Ainda em Campo Grande, o teto de um posto de gasolina na Estrada Rio-São Paulo, desabou com o vendaval:
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Na Barra da Tijuca, trabalhadores ficaram em perigo. Alpinistas industriais que estavam em uma plataforma suspensa por cordas, repentinamente, começaram a ser arremessados contra o prédio em que trabalhavam. A plataforma pendia conforme o vento, quase derrubando os profissionais a cada novo choque com o edifício. Felizmente, eles conseguiram descer do equipamento em segurança:
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Em Laranjeiras, a sede do Fluminense teve seu telhado destruído e suas atividades suspensas:
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Na Ilha do Governador, bairro atingido pelos ventos mais fortes do dia, moradores em um ponto de ônibus se protegeram da poeira e das folhas secas que voavam pela rua:
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Em Vila Isabel, na Praça Barão de Drummond, conhecida como Praça Sete, onde existe um polo de gastronomia de rua, os ventos arrancaram lonas que cobriam as barracas e trailers:
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Em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, a força dos ventos e uma intensa nuvem de poeira arrancaram uma caixa d’água de centenas de milhares de litros da cobertura de um prédio de dezenas de andares:
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Organizações e Mobilizadores Publicam Declarações
Ana Tobossi, moradora do Complexo da Penha, em seu perfil no Instagram, fez uma reflexão sobre como os eventos climáticos extremos evidenciam as desigualdades socioambientais:
“O vento não sopra igual pra todo mundo!! Enquanto a cidade aparece no noticiário falando de caos, queda de árvores e falta de luz, nas favelas o impacto é mais profundo, é telhado que voa, é casa que alaga, é medo que volta. Se o seu telhado não voou… não estamos no mesmo barco! Chamam-se de fenômeno climático. A gente chama de desigualdade escancarada. O chamado ‘Super El Niño’ só evidencia o que já existe: quem sempre esteve mais exposto continua pagando o preço mais alto. Nas periferias, não é só o tempo que muda, é a vida que fica em risco. Seguimos denunciando, cuidando e resistindo. Porque justiça climática também é justiça racial.”
Cosme Felippsen, morador da Providência, guia de turismo criador do Rolé dos Favelados, expõe o racismo ambiental como intensificador da vulnerabilidade socioambiental e climática de favelas e periferias, chamando atenção para o fato que não é o meio ambiente que é racista, mas os tomadores de decisão, as autoridades que gerem o Estado:
“O meio ambiente não á racista, as árvores, o clima, a natureza. Os racistas são as pessoas, as autoridades. Estamos vivendo grandes mudanças. Sempre houve tempestades, alagamentos, mas com essa intensidade e frequência não. E por quê tem aumentado [os danos]? Por conta da falta de planejamento da cidade, tudo por falta do Estado [nesses locais]. Quando o serviço público não alcança a favela, isso é racismo ambiental. Tudo isso que a gente vive é falta de planejamento.”
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Segundo publicação da Casa Fluminense, não há mais como ignorar o clima e seus impactos:
“A ausência de planos de mitigação e adaptação climática articulados entre os municípios da Região Metropolitana, e não apenas elaborados isoladamente por cada gestão, impede que essa resposta seja rápida, coordenada e proporcional à escala do problema. Uma das propostas da Agenda Rio 2030 para o enfrentamento desse cenário é a criação de uma Governança Climática Local, uma estrutura de gestão de crise climática, que lidere e fiscalize os planos e programas de adaptação climática e ações de mitigação.”
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5 e 7 de Agosto: Alertas da Defesa Civil, Com Menos Estragos

Na semana seguinte, na manhã do dia 5 de agosto, cariocas acordaram com um novo alerta da Defesa Civil em seus telefones. A mensagem emitida às 05:05 da manhã do dia 5 de agosto informou uma nova previsão de rajadas fortes de vento, desta vez, de até 75,9 km/h. O alerta também comunicou a entrada da cidade em estágio 2, quando estão previstas ocorrências de alto impacto por toda a cidade, dessa vez, em se tratando de um ciclone-bomba, um tipo de ciclone extratropical que perde pressão rapidamente, aumentando significativamente a intensidade dos ventos.
Notícias ao longo do dia relataram que novos tornados atingiram o Sul do país, pela segunda semana consecutiva. Meteorologistas afirmaram que o Rio de Janeiro poderia viver situação semelhante à da semana anterior, o que gerou ansiedade entre os cariocas. Em publicação nas redes sociais, a Defesa Civil alertou os cariocas sobre nova previsão de vendaval e medidas preventivas em caso de evento semelhante ao do dia 29 de julho.
Já, na madrugada do dia 7 de agosto, em novo alerta da Defesa Civil, e de manhã através de um pronunciamento oficial do Prefeito Eduardo Cavaliere, foi notificado que as aulas estariam suspensas. Os cariocas passaram o dia sob alerta, evitando se deslocar e protegendo suas moradias e pertences. Por volta de meio-dia, ventos moderados atingiram a região metropolitana, com reforço de alertas da Prefeitura e do Governo do Estado à população, postura diferente da que se viu na semana anterior, quando a região metropolitana foi totalmente surpreendida pelos ventos. Desta vez, um alerta extremo foi emitido pela Defesa Civil:
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A Prefeitura do Rio e o Governo do Estado do Rio de Janeiro recomendaram a antecipação do encerramento de todas as atividades não essenciais, para que a população pudesse retornar mais cedo para casa com segurança. A Prefeitura através do COR-Rio informou que o município do Rio de Janeiro entrou no estágio 3 às 13h do dia 7 de agosto. A ciclovia Tim Maia, na Avenida Niemeyer, foi interditada no trecho entre a praia de São Conrado e a passarela metálica do Vidigal por conta dos ventos fortes e das ondas altas.
Cenas de um compilado de ventos fortes em algumas regiões da capital, foi divulgado pelo Voz das Comunidades. Segundo informações, por volta das 11h, alguns pontos registraram rajadas acima de 60 km/h:
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Em Realengo, Zona Oeste, uma árvore caiu na Avenida Pedro Cunha, próximo à COHAB, bloqueando totalmente a passagem de veículos nas ruas Capitão Teixeira e Piraquara:
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No entanto, o vento em seguida ficou bem mais fraco e não houve grandes ocorrências.
Caminhos Oficiais Para Solicitar Ajuda
Em caso de emergência, a recomendação oficial é entrar em contato através do 193 do Corpo de Bombeiros ou do 199 da Defesa Civil.
Para moradores que tiveram prejuízos relacionados à queda de energia, como queima de aparelhos e perda de alimentos, é possível pedir ressarcimento à Light.
Saiba Ainda as Recomendações do COR-Rio em Caso de Ventos Intensos:
EM CASA:
- Feche as janelas, basculantes e portas de armários para evitar canalizações de ventos no interior de casa.
- Persianas, cortinas ou blecautes também devem estar fechados para evitar que estilhaços se espalhem, no caso de alguma janela quebrar;
- Aparelhos elétricos e registro de gás devem estar fechados. Dessa forma, não há agravamento em caso de queda de árvore;
- Evite deixar objetos que possam cair em locais altos;
- Mantenha as árvores do jardim ou do quintal sempre podadas e bem cuidadas;
- Fique atento: se houver falta de luz, cuidado com o uso de velas para evitar incêndios.
NA RUA:
- Não se abrigue debaixo de árvores ou de coberturas metálicas;
- Evite a prática de esportes ao ar livre, especialmente, no mar;
- Evite ficar próximo a precipícios, encostas ou lugares altos sem proteção;
- Evite passar sob cabos elétricos, outdoors, andaimes, escadas;
- Não estacione veículos próximos a torres de transmissão e placas de propaganda;
- Não queime lixo, não ateie fogo em terrenos para remover vegetação, não acenda fogueiras ou jogue bitucas de cigarros em estradas ou terrenos com mata;
- Fique atento: caso haja queda de árvore, é possível que a rede de energia tenha sido rompida e a árvore esteja eletrificada.
- Nesta situação, há risco de acidentes causados por raios.
Sobre a autora: Amanda Baroni Lopes é formada em jornalismo na Unicarioca e foi aluna do 1° Laboratório de Jornalismo do Maré de Notícias. É autora do Guia Antiassédio no Breaking, um manual que explica ao público do Hip Hop sobre o que é ou não assédio e orienta sobre o que fazer nessas situações. Amanda é cria do Morro do Timbau, no Complexo da Maré.
Sobre a autora: Bárbara Dias, cria de Bangu, Zona Oeste do Rio, é fotojornalista e fotógrafa documental desde 2016, com foco em direitos humanos, justiça socioambiental, religiosidades e territórios de favela. Comunicadora popular formada pelo Núcleo Piratininga de Comunicação (NPC) e graduanda em Jornalismo (UCAM), cofundou o Coletivo Fotoguerrilha (2016–2025). É licenciada em Biologia (UERJ), Mestre em Educação Ambiental (IFRJ) e professora da rede pública estadual.
