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O Que os Candidatos à Presidência Propõem para as Favelas nas Eleições 2026?

Favelas no Tabuleiro Nacional

Por Tatiana Lima • 02/10/2026
Candidatos à presidência nas eleições 2026. Montagem: <em>RioOnWatch</em>
Candidatos à presidência nas eleições 2026. Montagem: RioOnWatch

Esta matéria faz parte de uma série sobre as eleições de 2026, com enfoque nas perspectivas das favelas do Grande Rio.

A corrida para a Presidência da República em 2026 coloca as favelas do Rio de Janeiro em uma encruzilhada histórica ditada por visões opostas sobre o papel do Estado nos territórios populares. Ao analisar os 12 “programas de governo” válidos à Presidência da República em 2026 —documentos oficiais com as promessas de campanha que os políticos registram na Justiça Eleitoral—a reportagem mostra que o futuro dessas comunidades pode tomar caminhos muito diferentes. 

As propostas vão desde a “desfavelização” com punições, passando pela entrega de documentos de posse sem obras de saneamento, até a continuidade de projetos de urbanização e integração desses territórios à cidade. Há ainda a cobrança por medidas antirracistas práticas: o fim da guerra às drogas, a desmilitarização das polícias e o uso de imóveis vazios para garantir moradia à população. E outras colocam a segurança e a retomada territorial no centro da resposta sobre o que fazer sobre e para as favelas. 

Para esta reportagem, o RioOnWatch investigou e analisou os dados dos programas registrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), cruzando com o histórico de políticas federais que já estão em execução, como o Minha Casa, Minha Vida e o Novo PAC/Periferia Viva. Também foram considerados, quando diretamente relacionados ao tema, ações recentes e posições públicas dos candidatos.

A comparação parte de uma pergunta simples: quando os candidatos falam em favela, estão falando da mesma coisa? A resposta encontrada na apuração é não.

O Que um Presidente Pode, de Fato, Fazer Dentro de uma Favela?

Em 28 de outubro de 2025, a Operação Contenção levou 2.500 policiais aos complexos do Alemão e da Penha, Zona Norte, contra o Comando Vermelho. Com mais de 120 mortos, a maioria negros, tornou-se a ação policial mais letal da história do país—superando a do Jacarezinho, que deixou 28 vítimas em 2021. Enquanto o Governador Cláudio Castro (PL) classificou a ação como um sucesso e acusou o governo Lula de negar reforço (o que o governo refutou), o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Ricardo Lewandowski respondeu que não houve pedido formal. Segundo o ministro, se o Estado não dava conta, deveria ter solicitado a Garantia da Lei e da Ordem (GLO) ou intervenção federal pelos meios formais, instrumentos que dependem exclusivamente da Presidência da República.

O episódio expõe uma realidade frequentemente deixada em segundo plano na cobertura eleitoral: quem dita o dia a dia de uma favela no Rio de Janeiro não é apenas o governo estadual, mas também o Presidente da República. A divisão de competências esconde um poder presidencial enorme e pouco discutido.

Essa influência federal se apoia em três pilares principais:

Primeiro, o financiamento: O dinheiro que banca as grandes obras estruturais nas favelas comumente vem de Brasília. Programas como o Minha Casa Minha Vida e o Novo PAC, com seu sub-eixo Periferia Viva, são federais, dependendo dos municípios para sua implementação. É o desenho orçamentário da União que decide se projetos de saneamento e contenção de encostas sairão do papel.

Segundo, a Garantia da Lei e da Ordem (GLO): Apenas o presidente pode autorizar o uso das Forças Armadas dentro de um estado. Foi o que fez Michel Temer em 2018, ao decretar intervenção federal na segurança pública do Rio e colocar o General Braga Netto no comando por um ano—medida que não reduziu a violência letal.

Terceiro, o STF e a regulação policial: O governo federal pesa nas decisões do Supremo Tribunal Federal por meio da Advocacia-Geral da União (AGU), órgão subordinado ao presidente, que se manifesta nas ações reguladoras da polícia. Um exemplo é a ADPF 635 (a “ADPF das Favelas“), que, em abril de 2025, impôs 23 medidas obrigatórias ao Rio de Janeiro—como o uso de câmeras corporais, a preservação de locais de crime e a presença de ambulâncias em operações—tema que voltou ao centro do debate após a Operação Contenção. Além disso, o próprio Ministério da Justiça possui a prerrogativa de ditar diretrizes nacionais para a atuação policial.

Apesar da importância desses três instrumentos, nenhum deles é descrito com grau de detalhamento nos planos de governo depositados no TSE. Contudo, seja por ação ou omissão, os candidatos já indicam como pretendem usá-los. Foi nesta chave de leitura que comparamos os dados.

Por isso, ler essas promessas não é perda de tempo: é tentar descobrir quem garantirá verbas ou quem cortará direitos nos próximos anos, revelando como a palavra “favela” é vista, de forma muito diferente—e até oposta—por cada candidato.

12 Candidaturas na Disputa à Presidência da República

O TSE concluiu o julgamento dos registros em 11 de setembro de 2026. Foram validadas 12 chapas. A candidatura de Pablo Marçal e Leonardo Avalanche, do PRTB, foi indeferida. Por isso, esta reportagem analisa 12 programas de governo, e não 13. 

Para facilitar o entendimento, o RioOnWatch organizou as principais propostas das candidaturas à Presidência a partir de uma pergunta central: como cada programa enxerga a favela e, a partir disso, que tipo de política propõe para moradia, infraestrutura, saneamento e segurança? 

Ao analisar os 12 programas de governo—documentos oficiais com as promessas de campanha que os políticos registram na Justiça Eleitoral—RioOnWatch mostra que o futuro dessas comunidades pode tomar caminhos muito diferentes. 

Confira o mapa das propostas dos candidatos, em ordem de popularidade, segundo pesquisa recente:

Candidato / Partido Como enxerga a favela no plano de governo? Proposta para moradia e saneamento Proposta para segurança e operações
Luiz Inácio Lula da Silva (PT) Urbanização e permanência, presença do Estado através de serviços públicos, trata a favela como território em risco climático. Propõe ampliar a urbanização de favelas, manter e ampliar o Minha Casa, Minha Vida e articular habitação com saneamento, infraestrutura e prevenção de riscos. Foco em coordenação federal, inteligência e combate financeiro às organizações criminosas, além da ampliação de câmeras corporais. Criação do Sistema Nacional de Segurança Pública e do Ministério de Segurança Pública, fortalecimento do Programa Brasil Contra o Crime Organizado e a defesa da aprovação da PEC da Segurança Pública.
Flávio Bolsonaro (PL) Regularização e propriedade, combinadas a uma visão de retomada territorial pelas agências de segurança pública. Propõe retomar o Casa Verde e Amarela, com meta de 2,5 milhões de moradias, ampliar a regularização fundiária e universalizar água e esgoto até 2033. Propõe o endurecimento contra facções e milícias, declarando-as grupos terroristas, e a retomada de áreas dominadas por organizações criminosas.
Augusto Cury (Avante) Regularização e propriedade, presença do Estado através de serviços públicos e atenção ao risco climático. Propõe regularizar cinco milhões de moradias em dez anos e associa titulação a saneamento, drenagem e contenção de encostas, com participação dos moradores. Prevê integração de polícias, inteligência e atuação municipal, sem colocar a política territorial exclusivamente na segurança.
Ronaldo Caiado (PSD) Regularização e propriedade, ênfase na segurança e na proteção social. Menciona construção, urbanização, regularização fundiária, aluguel social e prevê universalização de água e esgoto até 2033. Propõe uma Lei do Terrorismo Doméstico para enquadrar facções como PCC e CV e milicias, construir presídios federais de segurança máxima e adotar uma abordagem de endurecimento penal.
Renan Santos (Missão) Transformação em bairro formal, por meio da chamada “desfavelização”. Propõe transformar favelas em bairros formais, com titulação, financiamento de longo prazo e intervenções de infraestrutura. Também prevê medidas para construções não habitadas em áreas de risco. Combina transformação territorial com retomada de áreas controladas por organizações criminosas e combate às milícias.
Romeu Zema (Novo) Regularização e propriedade associadas à ideia de direcionar a moradia para áreas com infraestrutura. Propõe reformular o Minha Casa, Minha Vida e priorizar imóveis em áreas com infraestrutura e serviços, além de regularização fundiária. Defende a retomada de territórios dominados por organizações criminosas, com a participação das Forças Armadas.
Samara Martins (UP) Urbanização e permanência, direito à cidade e presença do Estado através de serviços. Propõe urbanização de favelas e produção pública/social de moradias, inclusive com uso de imóveis públicos ociosos. Defende desmilitarização das polícias e o fim da lógica de guerra às drogas.
Wilson Grassi (DEM) Regularização e propriedade, com ênfase em crédito e titulação. Propõe usar o histórico de pagamento de aluguel para facilitar o financiamento da casa própria e ampliar a titulação. Prioriza asfixia financeira das organizações criminosas, presídios federais e controle de fronteiras.
Hertz Dias (PSTU) Urbanização e permanência, periferia como parte da reforma urbana. Defende moradia popular, urbanização das periferias, saneamento universal e proibição de despejos sem alternativa habitacional. Propõe desmilitarização das polícias e investigação como eixo da segurança pública.
Edmilson Costa (PCB) Urbanização e permanência; presença do Estado por serviços. Defende moradia popular, uso de imóveis públicos ociosos, ampliação das redes de água e saneamento e serviços em territórios populares. Propõe a desmilitarização das polícias junto com a oferta de serviços públicos em territórios dominados pelo crime, associando segurança a direitos.
Rui Costa Pimenta (PCO) Direito à moradia e resolução dos conflitos fundiários. Defende a construção de milhões de moradias populares, a proibição de despejos e o uso de imóveis vazios para habitação. Propõe dissolução da Polícia Militar e do aparato repressivo, dentro de uma política de autodefesa e ruptura com o atual modelo.
Clariana Barão (DC) Risco climático e áreas vulneráveis, intervenções urbanas e regularização. Articula urbanização, regularização, saneamento, drenagem, iluminação e prevenção de desastres. Propõe inteligência, um modelo de segurança orientado por dados, com foco em prevenção e combate às organizações criminosas.

Fonte: programas de governo registrados no TSE e análise comparada realizada pelo RioOnWatch. Os enquadramentos são categorias analíticas construídas pela reportagem a partir das propostas descritas nos documentos e não constituem classificações oficiais das candidaturas. 

O X da Questão: Seis Visões Diferentes Sobre a Favela

Colocados lado a lado, esses 12 planos não divergem só em número de obras prometidas. Divergem em uma pergunta mais de fundo: o que é, afinal, uma favela? Cidade inacabada que se completa com infraestrutura? Propriedade sem papel? Área de risco a corrigir? Território a retomar do crime? Sujeito de direito a decidir sobre si mesmo? Ou um problema que simplesmente não é nomeado? 

Cada resposta produz uma política diferente para esses territórios. Ao cruzar os planos de governo com o histórico dos partidos, encontramos seis grandes ideias sobre como o próximo Presidente da República pretende tratar as favelas:

1. A Favela como Problema: Ideia de “Desfavelização”

Candidatos mais conservadores, como Renan Santos (Missão), enxergam a favela apenas como um problema de segurança e desordem. O plano de governo dele propõe acabar com as favelas em dez anos. A proposta sugere criar o “crime de favelização” para punir quem ocupa áreas de forma irregular e permitir que a Prefeitura ou o Estado derrube casas em até 48 horas, em regime de exceção. É o candidato que utiliza explicitamente a expressão “desfavelização”. Seu plano de governo propõe uma ruptura violenta para punir a ocupação irregular que ignora o déficit habitacional e institucionaliza a remoção compulsória sob a justificativa de “segurança territorial”.

2. A Favela como Negócio: Documento de Posse, Financiamento, Mas Sem Obras

Candidatos ligados à visão de “livre mercado”, como Romeu Zema (Novo), Augusto Cury (Avante) e Flávio Bolsonaro (PL), centralizam a entrega do documento de posse da casa (regularização fundiária cartorial) e a “bancarização” das moradias nas favelas. O objetivo é transformar o morador em alguém que pode pedir empréstimos ou vender o imóvel no mercado.

Um grande perigo dessa ideia é que o papel da casa não segura enchentes e acesso a crédito individual não paga obras como esgoto, drenagem e contenção de encostas para evitar deslizamentos. Além disso, quando o principal instrumento do Estado é a escritura, o morador deixa de ser tratado como titular de um direito à moradia e à cidade e passa a ser tratado como alguém que agora tem um ativo (a casa) que pode ser dado em garantia de empréstimo. O imóvel vira colateral e o morador, um cliente potencial de crédito. 

Wilson Grassi (Democrata) propõe usar o histórico de pagamento de aluguel como elemento para facilitar o financiamento da casa própria e também prevê titulação. Já Zema defende que o dinheiro do Minha Casa Minha Vida vá apenas para áreas centrais da cidade, visando a dinamização do mercado imobiliário formal. O programa de Flávio Bolsonaro também propõe que a Caixa Econômica Federal leve serviços de ampliação do crédito e de orientação financeira com microcrédito para pequenos negócios e um programa que dá juros menores e cashback a quem paga as contas em dia.

3. A Favela como Bairro: Urbanizar e Integrar como Proposta de Continuidade

A campanha à reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é a única, entre as 12, que defende a continuidade de obras locais, com a ideia de “urbanizar sem remover”. Para isso, descreve uma política de favela já em curso, com números, prazo e orçamento, sendo também o único programa cujo efeito já pode ser medido dentro do Rio de Janeiro. 

A proposta promete manter a Secretaria Nacional das Periferias (SNP) e o Novo PAC Periferia Viva, que recentemente anunciou R$702 milhões para obras no Complexo do Alemão, Maré, e Rocinha. Nessa visão, a favela é reconhecida como um bairro da cidade que precisa de saneamento e infraestrutura pública. O Periferia Viva, sub-eixo do Novo PAC lançado em novembro de 2024, reúne mais de 30 políticas pactuadas entre ministérios, um convênio com a agência da ONU Unops para financiar 120 Planos Municipais de Redução de Risco, contratações da ordem de R$3,3 bilhões em obras de urbanização de favelas e R$1,4 bilhão em contenção de encostas, com a meta de que toda moradia em favela tenha CEP até o fim de 2026.

O plano registrado no TSE promete “concluir e ampliar as obras de urbanização de favelas” e elevar a meta do Minha Casa Minha Vida para 3 milhões de contratações até o fim de 2026, além de uma linha de crédito para reforma da própria casa: Reforma Casa Brasil. A candidatura trata a favela como parte legítima do tecido urbano, condicionando as melhorias à expansão de investimentos estatais diretos em infraestrutura, em oposição às lógicas de privatização e remoção.

Apesar da campanha de Flávio Bolsonaro não prever nenhuma obra de infraestrutura nas favelas nas 76 páginas do seu programa de governo, o candidato promete a oferta da casa própria com a retomada do programa Casa Verde e Amarela, com meta de 2,5 milhões de moradias.

4. A Favela na Mira da Guerra: A Segurança Passa a Organizar a Leitura do Território

O ponto em que a política de Brasília mais afeta a favela é a segurança pública. A decisão do STF conhecida como ADPF das Favelas (que tentou diminuir as mortes em operações policiais) divide os candidatos.

Os programas dos candidatos da direita e extrema-direita, como Ronaldo Caiado e Flávio Bolsonaro, apresentam planos de governo hiperpunitivistas que tratam as favelas como zonas de guerra, priorizando o confronto armado em detrimento da urbanização. O plano de Bolsonaro propõe classificar facções como narcoterroristas, reduzir a maioridade penal (chegando a 14 anos para crimes hediondos), construir presídios federais no modelo de El Salvador e criar 500.000 vagas prisionais. Na mesma linha, Caiado propõe enquadrar o crime organizado como terrorismo doméstico (com penas mínimas de 45 anos) e deixa o tema da habitação em segundo plano. Ambos elogiaram a letalidade da recente Operação Contenção e defenderam o excludente de ilicitude—uma proteção jurídica para policiais que matam em serviço—e prometem estender a política estadual de confronto para o nível federal. Isso significa ampliar as operações agressivas que aterrorizam os moradores.

No campo do governo de centro-esquerda (PT), Lula foca na proposta de governo para a segurança pública de investigar o dinheiro do crime organizado (inteligência financeira). Mas, enquanto governo, há pouco esforço para obrigar os estados a usarem câmeras nas fardas dos policiais.

Já as candidaturas da esquerda radical são as únicas que colocam no papel a exigência de acabar com a “guerra às drogas” e desmilitarizar a polícia, afirmando que o Estado precisa parar de matar a juventude negra para resolver o problema.

5. A Favela como Sujeito de Direitos: Fim do Racismo na Política

Candidaturas de esquerda radical, como a de Samara Martins (UP), defendem uma mudança profunda. Elas afirmam que a falta de moradia e de saneamento tem cor e classe social, sendo resultado do racismo no Brasil. A proposta não é fazer pequenas obras, mas expropriar (tomar para o Estado) prédios vazios nos centros das cidades e transformá-los em moradia popular. Eles também exigem a desmilitarização das polícias, para parar de tratar o morador como inimigo.

Hertz Dias (PSTU) e Rui Costa Pimenta (PCO) defendem, respectivamente, a proibição de despejo sem alternativa habitacional e um plano de moradias populares “sob controle dos trabalhadores”, com Pimenta indo além ao propor a dissolução da própria Polícia Militar. 

Edmilson Costa (PCB) quer reformar imóveis ociosos da União para ocupação imediata de famílias sem teto, o que, no Rio, poderia significar o uso de prédios federais vazios no Centro ou na Zona Portuária.

6. A Favela como Ausência: Quando o Silêncio Também É Resposta

Por fim, há planos em que a favela simplesmente não é nomeada como categoria própria. Clariana Barão (DC) não tem capítulo de habitação e Wilson Grassi propõe apenas dar título de propriedade a quem mora em bairros consolidados, sem endereçar diretamente comunidades ainda em processo de urbanização. 

Nos trechos localizados dos planos de Caiado e Zema, a palavra favela não aparece nas seções sobre moradia: o vocabulário ali é “proteção social” e “áreas com infraestrutura”, uma escolha que, em um estado onde mais de 2 milhões de pessoas vivem em favelas segundo o Censo, comunica por si só uma hierarquia de prioridades.

Patrimônio e Ficha Técnica das 12 Candidaturas

Os valores abaixo são os bens declarados à Justiça Eleitoral. Eles não representam uma avaliação de mercado nem uma auditoria patrimonial:

Nº Candidato Partido Vice-presidente Idade do Candidato Ocupação Escolaridade Naturalidade Patrimônio declarado
13 Luiz Inácio Lula da Silva PT Geraldo Alckmin (PSB) 81 Torneiro mecânico Ensino fundamental completo Garanhuns/PE R$ 4.775.650,64
22 Flávio Bolsonaro PL Alfredo Gaspar (PL) 45 Senador Superior completo Resende/RJ R$ 8.186.555,83
70 Augusto Jorge Cury Avante Júlio Delgado (Avante) 68 Escritor e crítico Superior completo Colina/SP R$ 242.281.162,52
55 Ronaldo Caiado PSD Gilberto Kassab (PSD) 77 Médico Superior completo Anápolis/GO R$ 52.557.930,98
14 Renan Santos Missão Aroldo/Coronel Medina (Missão) 42 Empresário Superior incompleto São Paulo/SP R$ 795.089,00
30 Romeu Zema Neto Novo Eduardo Girão (Novo) 62 Empresário Superior completo Araxá/MG R$ 178.707.610,09
80 Samara Martins da Silva Feitosa UP Raquel Brício (UP) 39 Odontóloga Superior completo Belo Horizonte/MG R$ 33.000,00
35 Wilson Grassi Junior DEM Suêd Haidar (Democrata) 56 Médico veterinário Superior completo São Paulo/SP R$ 50.000.000,00
16 Hertz Dias PSTU Vanessa Portugal (PSTU) não confirmado Professor de ensino fundamental Superior completo São José de Ribamar/MA R$ 0,00 / sem bens declarados
21 Edmilson Costa PCB Cleusa Santos (PCB) não confirmado não localizado nesta consulta Superior completo Pedreiras/MA R$ 454.485,68
29 Rui Costa Pimenta PCO Antônio Carlos (PCO) 69 Jornalista e redator Superior completo São Paulo/SP R$ 0,00 / sem bens declarados
27 Clariana Barão DC Fabiana Torquato (DC) 39 Advogada não confirmado nesta ficha Cuiabá/MT R$ 1.820.760,17

Fonte: análise comparada dos programas de governo registrados no TSE. 

Sobre a autora: Tatiana Lima é jornalista, comunicadora popular, editora e assessora de comunicação em direitos humanos. É Doutora em Comunicação pela Universidade Federal Fluminense (UFF) e Mestra em Mídia e Cotidiano pela mesma instituição. Articuladora de Redes Populares, ela representa o Território Mídias Brasil no Rio de Janeiro e é colaboradora do Núcleo Piratininga de Comunicação. Feminista, negra, cria da Favela do Quitungo e do Morro do Tuiuti, hoje, é moradora do asfalto periférico do subúrbio do Rio.


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