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Eleições Municipais 2020: Conheça os Candidatos à Prefeitura do Rio

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Esta matéria faz parte de uma série de matérias sobre as eleições municipais de 2020, com enfoque nas perspectivas das favelas do Grande Rio.

Com uma população estimada pelo IBGE em 6.718.903, o município do Rio de Janeiro possui 4.851.887 eleitores registrados, de acordo com dados do TSE. Nessas eleições de 2020 a cidade do Rio assiste a um dos pleitos eleitorais mais concorridos dos últimos 20 anos, com um total de 14 candidatos disputando o cargo de prefeito da cidade, com seus respectivos vice-prefeitos—sendo seis candidatos de coligações entre partidos e oito candidatos de um único partido. Além do prefeito, os eleitores também vão escolher os vereadores neste pleito. De acordo com o novo calendário eleitoral, estabelecido por causa da pandemia da Covid-19, o primeiro turno ocorrerá em 15 de novembro e o segundo, se houver, em 29 de novembro.

Conheça a mini bio e um breve resumo da trajetória política de cada candidato ao cargo de chefe do executivo municipal:

Benedita da Silva (PT) 

Número de Legenda: 13 – Campanha da Coligação “É a Vez do Povo

“Bené”, como é conhecida, tem 78 anos, é ativista política do movimento negro e feminista. Iniciou a vida política no movimento comunitário. Benedita da Silva é filha de uma lavadeira e de um pedreiro, que viviam na extinta favela da Praia do Pinto, na Zona Sul. Ainda recém-nascida, ela foi morar no Chapéu-Mangueira, onde viveu por 57 anos. Deputada federal pelo Partido dos Trabalhadores (PT), acumula 38 anos de experiência em cargos políticos. Elegeu-se pela primeira vez como vereadora do Rio de Janeiro em 1982, e foi candidata à prefeitura há 28 anos, em 1992, ficando em segundo lugar para o César Maia.

O PT oficializou sua candidatura, em 16 de setembro, à Prefeitura do Rio de Janeiro, tendo a Deputada Estadual Enfermeira Rejane (PCdoB) concorrendo à vice-prefeita—em uma coligação partidária. Benedita é evangélica, do seguimento presbiteriano. Formada em auxiliar de enfermagem e graduada em serviço social, Benedita começou a trabalhar na infância, tendo sido vendedora ambulante, empregada doméstica, operária fabril e servente de escola. 

Benedita tem uma trajetória política de protagonismo como a primeira mulher afro-brasileira a atingir os mais altos cargos da história do Brasil. A atual candidata teve um mandato como vereadora; cinco mandatos como deputada federal; um mandato como senadora; foi governadora interina do Rio por um ano; além de ter sido ministra da Secretaria Especial da Assistência e Promoção Social, no governo Lula; e secretária de Assistência Social e Direitos Humanos do Estado do Rio de janeiro. Ao TSE, declarou possuir um patrimônio total de R$941.762,92, e se autodeclarou preta.

Clarissa Garotinho (PROS)

Número de Legenda: 90 – Campanha “Rio de Janeiro, Uma Nova História

Natural de Campos dos Goytacazes, município do Norte Fluminense, a jornalista Clarissa Barros Assed Matheus de Oliveira, conhecida como Clarissa Garotinho, tem 38 anos e é filha dos ex-governadores do estado do Rio de Janeiro, Anthony Garotinho e Rosinha Matheus, de quem herdou o nome político “Garotinho”. Clarissa, atualmente, está em seu segundo mandato como deputada federal pelo Rio de Janeiro. 

O Partido Republicano da Ordem Social (PROS) oficializou sua candidatura, em 12 de setembro, à Prefeitura do Rio de Janeiro, sem coligações com outros partidos. Como candidato a vice-prefeito, foi definido para a chapa, o ator e cineasta Jorge Coutinho, ex-presidente do Sindicato dos Artistas e Técnicos em Espetáculos de Diversões do Estado do Rio de Janeiro (Sated/RJ).

Clarissa participou do movimento estudantil universitário e foi diretora da União Nacional dos Estudantes (UNE), ao mesmo tempo que iniciava a sua carreira como comunicadora em programas de rádio. Em 2009, foi eleita vereadora pelo Rio de Janeiro. Também foi Secretária Municipal de Desenvolvimento, Emprego e Inovação durante um ano (2017-2018) no governo de Marcelo Crivellaatual prefeito da capital carioca.

Até chegar ao PROS para disputar o cargo de chefe do executivo municipal foi filiada a outros cinco partidos: Partido Democrático Trabalhista (PDT), Partido Socialista Brasileiro (PSB), Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB)atualmente redesignado como Movimento Democrático Brasileiro (MDB), Partido Liberal (PL) e Partido Republicano Brasileiro (PRB). Ao TSE, declarou um patrimônio total de R$151.485,37, e se autodeclarou branca.

Cyro Garcia (PSTU)

Número de Legenda: 16 – Campanha “Construir uma Alternativa Socialista de Raça e Classe para o Rio de Janeiro

Doutor em História pela Universidade Federal Fluminense, Cyro Garcia é bancário aposentado, com um histórico de lutas em favor do movimento sindical bancário. Nasceu em Minas Gerais em 26 de outubro de 1954, mas desde os seis anos mora no Rio de Janeiro. Foi criado no subúrbio e depois se mudou para a área da Grande Tijuca, Zona Norte. É filho de um motorista de caminhão e de uma costureira. Cursou a Faculdade Nacional de Direito da UFRJ nos anos 1970, onde começou a se interessar e participar de política. 

Cyro Garcia foi oficializado como candidato à Prefeitura do Rio de Janeiro pelo Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU) em 5 de setembro, tendo como vice na chapa, a professora Elisa Guimarães. Hoje é professor universitário, e esta é a quinta vez que disputa o cargo de prefeito da capital fluminense. Ele também é presidente do diretório estadual do PSTU no Rio de Janeiro. 

Gyro participou da fundação do Partido dos Trabalhadores (PT) e da Central Única dos Trabalhadores (CUT). Por dez meses em 1993, foi deputado federal pelo Rio de Janeiro como suplente de Jamil Haddad. Foi candidato ao senado pelo Rio de Janeiro nas eleições de 2018, mas não se elegeu. Antes de ser filiado ao PSTU, foi filiado ao PT. Ao TSE, declarou um patrimônio total de R$565.000,00, e se autodeclarou preto.

Eduardo Bandeira de Mello (REDE)

Número de Legenda: 18 – Campanha “Sou o Rio que Amo

Ex-presidente do Flamengo, Eduardo Bandeira de Mello é administrador pós-graduado pela UFRJ e foi gestor por 36 anos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), onde foi responsável pelo Programa de Modernização das Prefeituras e chefe do Departamento de Meio Ambiente. Atuou por quatro anos como Chefe do Departamento de Meio Ambiente, quando se tornou Chefe do Departamento de Gestão do Fundo Amazônia até julho de 2009. O candidato é tijucano e nasceu em 22 de março de 1953. 

O Partido Rede Sustentabilidade (REDE) oficializou sua candidatura à Prefeitura do Rio de Janeiro em 16 de setembro, tendo como vice-prefeita, na chapa, a jornalista e ex-vereadora Andrea Gouvêa Vieira.

Filiado ao partido Rede desde 2018, Bandeira de Mello tem 67 anos e era o nome cotado para formar aliança com o Partido Democrático Trabalhista (PDT), mas decidiu concorrer sozinho à prefeitura do Rio de Janeiro. Foi candidato a deputado federal nas eleições de 2018, mas não se elegeu. Ao TSE, declarou um patrimônio total de R$ R$6.159.557,34, e se autodeclarou branco.

Eduardo Paes (DEM) 

Número de Legenda: 25 – Campanha “É mais do que Trabalho. É Amor ao Rio

Criado no Jardim Botânico, na Zona Sul do Rio de Janeiro, Eduardo Paes nasceu em 14 de novembro de 1969. Formou-se em direito pela PUC-Rio, mas nunca exerceu a advocacia, pois entrou para política aos 23 anos como subprefeito da Zona Oeste I (Barra da Tijuca, Recreio dos Bandeirantes, Jacarepaguá, e bairros próximos) no primeiro mandato do ex-prefeito do Rio César Maia, padrinho político do candidato. O candidato disputa o cargo para prefeito do Rio pela terceira vez. Eduardo Paes foi prefeito da capital fluminense por dois mandados, de 2009 a 2016, época em que o Rio sediou os megaeventos esportivos. Reeleito com 62% dos votos no primeiro turno de 2012 para prefeitura do Rio, não conseguiu se eleger em 2018 para governador do Estado. Perdeu no segundo turno para Wilson Witzel.

Teve a candidatura oficializada em 2 de setembro pelo Partido Democratas (DEM), tendo como vice-prefeito o presidente municipal do PL, Nilton Caldeira. A coligação “Certeza de um Rio Melhor”, conta com apoio de outros cinco partidos além do PL: Cidadania, Partido Verde (PV), Avante, Democracia Cristã e Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB). No mesmo mês, virou réu por suspeita de receber caixa 2 da Odebrecht na eleição de 2012. O Ministério Público Eleitoral acusa o ex-prefeito de participação em um suposto recebimento de propinas de cerca de R$10,8 milhões da empreiteira.

Antes de se filiar ao DEM, em 2018, Eduardo Paes foi filiado a outros cinco partidos: PV, Partido da Frente Liberal (PFL), Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), PSDB, e ao PMDB, atual partido MDB. Ao TSE, declarou possuir um patrimônio no valor total de R$478.358,42, e se autodeclarou branco.

Fred Luz (Novo)

Número de Legenda: 30 – Site da Campanha

Fred Luz é engenheiro formado pela PUC-Rio e trabalhou como engenheiro de equipamentos da Petrobras entre 1975 a 1980. Após seus anos na Petrobras, ele passou por várias outras empresas do setor privado como as Lojas Americanas, e em seguida, abriu sua própria empresa de agenciamento de exportação. Na disputa presidencial de 2018, foi um dos coordenadores da campanha de João Amoêdo, do Partido Novo.

Foi oficializado como candidato à Prefeitura do Rio nas eleições 2020 em uma convenção virtual do Novo em 31 de setembro, tendo como vice-prefeita, na chapa, a bióloga Giselle Gomes, servidora pública do Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI) e doutora em biofísica.

Em 2018, Fred Luz, fez parte da equipe de transição do governador Romeu Zema, eleito pela legenda em Minas Gerais. Após a posse de Zema, passou a ser coordenador do departamento de apoio ao mandatário. Luz é integrante do RenovaBR, movimento de renovação política que tem o apoio de personalidades como o apresentador Luciano Huck. Ao TSE, declarou um patrimônio total de R$4.742.058,08, e se autodeclarou branco.

Glória Heloiza (PSC)

Número de Legenda: 20 – Campanha “Amor pelo Rio

A ex-juíza Glória Heloiza se filiou ao Partido Social Cristão (PSC) em março desse ano, afastando-se formalmente da magistratura para concorrer ao cargo de prefeita do Rio. Era juíza titular da 2ª Vara da Infância, do Adolescente e do Idoso no Tribunal de Justiça do Rio (TJ-RJ). É carioca, nascida e criada em Jacarepaguá. Em sua conta no Twitter, destaca ser “defensora da família, da acessibilidade e da inclusão a todos os cidadãos”. A filiação ao PSC feita em março foi conduzida pelo Pastor Everaldo.

A candidatura de Glória Heloiza foi definida por unanimidade pela executiva municipal da legenda, em 31 de agosto, tendo o economista Mauro Santos como vice-prefeito na formação da chapa. Ao TSE, a candidata declarou um patrimônio total de R$1.542.000,00, e se autodeclarou branca.

Henrique Simonard (PCO)

Número de Legenda: 29 – Não foi encontrada página de campanha do candidato

Henrique Simonard, tem 23 anos e é militante do Partido da Causa Operária (PCO), atuando no Coletivo Aliança da Juventude Revolucionária. Simonard, que tem o ensino médio completo, nasceu em 16 de dezembro de 1997. Ele concorre pela primeira vez ao cargo de prefeito do Rio de Janeiro, tendo na chapa para vice-prefeito o estudante Caetano Sigiliano, de 37 anos. Em 2018, tentou uma vaga na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), mas não foi eleito. É filiado ao PCO desde 2018. Sua candidatura foi oficializada durante a convenção do partido, em 13 de setembro. Ao TSE, declarou não possui bens, e se autodeclarou branco.

Luiz Lima (PSL)

Número de Legenda: 17 – Página da Campanha

Ex-atleta Olímpico da natação e graduado em Educação Física, Luiz Lima é carioca e nasceu em 10 de dezembro de 1977. Iniciou a vida política em 2016 ao assumir o cargo de secretário nacional de Esportes de Alto Rendimento, no governo do Presidente Michel Temer. Em 2018, foi eleito deputado federal do estado do Rio de Janeiro pelo Partido Social Liberal (PSL), sendo o oitavo deputado mais votado no estado.

Luiz Lima participou do programa de formação política RenovaBR, que tem celebridades brasileiras e empresários como apoiadores do programa em busca de renovação política. Ao TSE, declarou um patrimônio total de R$1.537.681,74, e se autodeclarou branco.

Marcelo Crivella (Republicanos)

Número de Legenda: 10 – Site da Campanha

Marcelo Crivella é o atual prefeito da capital fluminense e tenta a reeleição. Carioca e engenheiro civil, nasceu em 9 de outubro de 1957, e é descendente de imigrantes italianos e nordestinos. O candidato é bispo licenciado da Igreja Universal do Reino de Deus, denominação neopentecostal fundada por seu tio, Edir Macedo. Crivella teve a candidatura oficializada para reeleição pelo Republicanos, em 7 de setembro, sem divulgação do nome do vice-prefeito a candidato. Posteriormente, a tenente coronel das Forças Armadas Andrea Firmo, foi anunciada para compor a chapa. O atual prefeito tem apoio de seis partidos: Patriota, Progressistas, Solidariedade, Podemos, PTC e PRTB, formando a coligação “Com Deus, Pela Família e Pelo Rio”, que tem o maior número de candidatos a vereadores, 150.

Crivella iniciou a carreira política como senador federal eleito pelo Rio de Janeiro em 2002. Foi reeleito em 2010 pelo PRB, que ajudou a fundar. Após duas derrotas em 2004 e 2008, conseguiu ser eleito ao cargo de prefeito do Rio em 2016, vencendo a eleição no segundo turno contra Marcelo Freixo. No governo Dilma Rousseff (PT) ocupou o cargo de Ministro da Pesca e Aquicultura entre 2012 e 2014. Tem sua atual candidatura a reeleição apoiada pelo Presidente Jair Bolsonaro.

Apesar de ser candidato a reeleição, em 24 de setembro, o Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) decidiu, por unanimidade, torná-lo inelegível devido a crime de abuso de poder político. Isso porque, em 2018, usou funcionários da Comlurb para promover a candidatura de seu filho a deputado federal. Com o resultado, o político não poderia concorrer a um cargo público até 2026. Porém, Marcelo Crivella obteve na Justiça Eleitoral uma liminar que suspendeu a condenação de oito anos de inelegibilidade. Com a decisão, a candidatura do atual prefeito para a reeleição voltou a cumprir as exigências da Lei da Ficha Limpa. Ao TSE, o prefeito e candidato a reeleição declarou um patrimônio total de R$665.634,27, e se autodeclarou branco.

Martha Rocha (PDT)

Número de Legenda: 12 – Campanha “Coragem para Fazer Diferente

Ex-chefe de Polícia Civil do estado durante o governo Sérgio Cabral, a parlamentar é presidente da comissão especial que investiga os contratos do governo do estado durante a pandemia da Covid-19, sendo deputada federal pelo Estado do Rio de Janeiro. Filha de portugueses, nasceu em 30 de abril de 1959, e cresceu no bairro da Penha, na Zona Norte. Formada em Direito pela UFRJ com especialização em Direitos Humanos, antes de entrar para Polícia Civil aos 23 anos, tornou-se professora de ensino fundamental.

Foi oficializada como candidata à Prefeitura do Rio pelo PDT, em 12 de setembro. Na ocasião, não foi definido o nome do candidato a vice-prefeito. Posteriormente, o produtor de espetáculos Anderson Quack, foi anunciado como seu candidato para o cargo, formando a coligação “Unidos pelo Rio”, com o PSB.

A Delegada Marta Rocha tentou se eleger deputada estadual em 2002 e 2006, mas em ambos os pleitos não obteve votos suficiente. Em 2014, foi eleita deputada estadual. Foi a primeira mulher a chefiar a Polícia Civil na história do Rio de Janeiro. Já foi filiada a outros dois partidos: PSB (2001-2013) e Partido Social Democrático (PSD) (2013-2016) e desde de 2016 é filiada ao PDT. Ao TSE, informou um patrimônio total de R$1.308.793,28, e se autodeclarou branca.

Paulo Messina (MDB)

Número de Legenda: 15 – Site da Campanha

Paulo Messina, de 45 anos, é natural do Rio de Janeiro. Atualmente, exerce o terceiro mandato na Câmara dos Vereadores. Pós-graduado em Educação, foi reeleito no último pleito municipal em 2016, com pouco mais de 15.000 votos. Messina se identifica em seus perfis no Facebook, Twitter e Instagram como “matemático, professor e vereador do Rio”. Entrou para a vida política em 2008. Atuou na Comissão de Educação e Cultura, da qual foi presidente por cinco anos. É ex-chefe da Casa Civil do governo de Marcelo Crivella.

Atualmente opositor de Crivella, o vereador Paulo Messina foi oficializado na convenção do MDB como o candidato do partido a prefeito do Rio, em 14 de setembro. A chapa terá como candidata à vice-prefeita a psicóloga Sheila Barbosa, também do MDB. Messina informou ao STF, um patrimônio total de R$319.300,00, e se autodeclarou branco.

Renata Souza (PSOL)

Número de Legenda: 50 – Campanha “Um Rio de Esperança

Renata Souza é nascida e criada no Complexo da Maré, Zona Norte. Nasceu em 31 de agosto de 1982, e é filha de uma costureira e dona de casa, e um torneiro mecânico. Feminista, se autodeclara negra e favelada. Jornalista, formada com bolsa integral pela PUC-Rio, é também doutora em Comunicação e Cultura pela UFRJ. Ela foi a primeira da sua família a ingressar no ensino superior.

Em 2018, foi eleita deputada estadual pelo Rio de Janeiro pelo Partido Socialista e Liberdade (PSOL), com mais de 63.000 votos. Renata é a primeira mulher negra presidente da Comissão de Defesa dos Direitos Humanos e Cidadania da Alerj. Ela teve a candidatura oficializada à Prefeitura do Rio pelo PSOL, em 3 de setembro, tendo como nome para vice-prefeito o coronel reformado da Polícia Militar Ibis Pereira. A chapa forma a coligação “Um Rio de Esperança”, com apoio do Partido Comunista Brasileiro (PCB) e do Unidade Popular (UP).

Renata atuou como comunicadora popular por mais de 15 anos, em defesa da vida, na comunicação comunitária. Defensora dos direitos humanos, foi assessora parlamentar do mandato de Marcelo Freixo por 10 anos, integrando a Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro. Com a eleição de Marielle Franco à Câmara Municipal do Rio de Janeiro em 2016, assumiu a chefia do gabinete do mandato até o execução da vereadora a tiros em 2018. Ao TSE, ela informou possuir um patrimônio total de R$42.000,00, e se autodeclarou preta.

Suêd Haidar (PMB)

Número de Legenda: 35 – Página da Campanha no Facebook

Suêd Haidar Nogueira nasceu em 30 de novembro de 1948, em São Luiz Gonzaga, município do Maranhão. Com 29 anos, mudou-se para o Rio de Janeiro, em 1977. Na sua conta do Twitter, autodeclara-se “mulher, preta, mãe e brasileira”. É presidente nacional do Partido da Mulher Brasileira (PMB) e fundadora da legenda. Essa é a primeira vez que tenta um cargo no poder executivo. Na eleição de 2018, disputou uma vaga como deputada federal, mas não se elegeu. Teve a candidatura à prefeitura do Rio oficializada pelo partido em 12 de setembro, tendo como candidata a vice, na chapa, a advogada Jessica Rabello Guimarães.

Na declaração de bens informada ao TSE não há registro de bens e patrimônio da candidata, e ela se autodeclarou preta.


Na próxima quinta-feira, dia 22 de outubro, às 18h, a Rede Favela Sustentável* irá realizar um debate Debate Propositivo com 12 Candidatas e Candidatos à Prefeitura do Rio de Janeiro em prol da sustentabilidade e resiliência do Rio a partir de suas favelas. O debate será transmitido pelo Zoom e na página do Facebook e YouTube da Rede Favela Sustentável. Vagas no Zoom são limitadas e prioritárias para integrantes da Rede Favela Sustentável e jornalistas. Faça sua inscrição para receber detalhes de acesso à transmissão no Zoom, Facebook ou YouTube: debate2020.favelasustentavel.org.

Para conhecer propostas de políticas públicas elaboradas pela RFS para realização do desenvolvimento sustentável das favelas e da cidade, não deixe de ler a carta-compromisso apresentada aos candidatos: http://bit.ly/RFSCartaCompromisso

*A Rede Favela Sustentável (RFS) e o RioOnWatch são projetos da Comunidades Catalisadoras


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